ABNT NBR NORMA BRASILEIRA

Texto

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NORMA

BRASILEIRA

ABNT NBR

15803

Primeira edição 08.02.2010 Válida a partir de 08.03.2010 Versão corrigida 2 16.07.2010

Sistemas enterrados para distribuição e adução

de água e transporte de esgoto sob pressão –

Requisitos para conexões de compressão para

junta mecânica, tê de serviço e tê de ligação

para tubulação de polietileno de diâmetro

externo nominal entre 20 mm e 160 mm

Pressurized buried systems for water distribution and sewer —

Requirements for mechanical joint compression fittings, branch saddles and tapping tee for polyethylene (PE) pipes for nominal outside diameters between 20 mm and 160 mm

ICS 23.040.20 ISBN 978-85-07-01924-4

Número de referência ABNT NBR 15803:2010 33 páginas

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Sumário

Página Prefácio ... v 1 Escopo ... 1 2 Referências normativas ... 1 3 Termos e definições ... 2 4 Requisitos ... 4

4.1 Controle do processo de fabricação ... 4

4.2 Material da conexão ... 5

4.2.1 Cor das conexões ... 5

4.2.2 Conexões com componentes poliolefínicos pretos ... 5

4.2.3 Teor de negro-de-fumo para componentes plásticos pretos ... 5

4.2.4 Dispersão de pigmentos de componentes ... 5

4.2.5 Componentes metálicos ... 5

4.2.6 Componentes de elastômeros ... 6

4.2.7 Verificação do MRS do material das conexões ... 6

4.2.8 Resistência à pressão hidrostática do corpo de conexões ... 7

4.3 Conexões ... 7

4.3.1 Designação de conexões para juntas mecânicas para tubos de polietileno PE ... 7

4.3.2 Componentes básicos da conexão ... 7

4.3.3 Tipos de conexão de compressão para junta mecânica ... 8

4.3.4 Condições específicas ... 9

4.3.5 Resistência à pressão hidrostática ... 12

4.3.6 Resistência ao esforço axial da junta mecânica ... 13

4.3.7 Estanqueidade da junta mecânica com tubo curvado a frio ... 13

4.3.8 Comportamento em estufa de componentes plásticos ... 14

4.3.9 Resistência ao impacto e estanqueidade da conexão ... 14

4.3.10 Aspectos visuais ... 14

4.3.11 Efeito sobre a água ... 15

5 Inspeção de recebimento ... 15

5.1 Generalidades ... 15

5.2 Amostragem ... 15

5.2.1 Exame dimensional e visual ... 15

5.2.2 Ensaios destrutivos ... 16

6 Marcação e embalagem ... 17

6.1 Marcação ... 17

6.2 Embalagem ... 17

7 Documentação acompanhante ... 17

Anexo A (informativo) Controle do processo de fabricação ... 18

A.1 Ensaio para qualificação do fabricante de conexões ... 18

A.2 Ensaios durante a fabricação de conexões ... 20

Anexo B (normativo) Requisitos para tê de serviço e tê de ligação para ramais prediais de água ... 21

B.1 Requisitos específicos ... 21

B.1.1 Corpo das conexões ... 22

B.1.2 Derivação do acoplamento ... 22

B.2 Resistência ao esforço axial da derivação ... 25

B.3 Verificação da resistência à tração radial e estanqueidade ... 26

B.4 Resistência à torção ... 27

B.5 Resistência ao impacto e estanqueidade ... 28

B.6 Verificação da estanqueidade do dispositivo de bloqueio ... 29

B.7 Embalagem ... 29

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iv

Anexo C Anexo C (normativo) Requisitos para os anéis de borracha empregados em conexões de

compressão para junta mecânica para tubos de polietileno para sistemas de distribuição e adução

de água ... 30 C.1 Escopo ... 30 C.2 Definição ... 30 C.3 Material ... 30 C.4 Marcação ... 32 C.5 Pedido de compra ... 32

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Prefácio

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais (ABNT/CEE), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidade, laboratório e outros).

Os Documentos Técnicos ABNT são elaborados conforme as regras das Diretivas ABNT, Parte 2.

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) chama atenção para a possibilidade de que alguns dos elementos deste documento podem ser objeto de direito de patente. A ABNT não deve ser considerada responsável pela identificação de quaisquer direitos de patentes.

A ABNT NBR 15803 foi elaborada pela Comissão de Estudo Especial de Tubos e Acessórios de Polietileno para Sistemas Enterrados para Redes de Distribuição e Adução de Água (ABNT/CEE-73). O Projeto circulou em Consulta Nacional conforme Edital nº 08, de 17.08.2009 a 15.10.2009, com o número de Projeto 73:000.00-002. Devido aos fabricantes não possuírem dados para avaliação do requisito referente à foto oxidação das conexões não pretas, os membros da ABNT/CEE-73 optaram pela não inclusão do requisito no texto nesta primeira edição da norma. Contudo, o requisito referente à foto oxidação das conexões não pretas deverá ser avaliado e discutido para inclusão no texto quando esta Norma entrar em processo de revisão.

Esta versão corrigida 2 da ABNT NBR 15803:2010 incorpora a Errata 1 de 14.06.2010 e a Errata 2 de 16.07.2010. O Escopo desta Norma Brasileira em inglês é o seguinte:

Scope

This Standard specifies the requirements, inspection and test methods geared to the manufacturing and supply of compression fittings, tapping tees and saddle fittings used for polyethylene pipes, ranging from ED 20 mm through ED 160 mm, submitted to work temperatures up to 25, designed for a life span of 50 years under the operational and utilization conditions described in Annex A .

This Standard is applied to compression fittings ranging from ED 20 mm through ED 63 mm, for nominal pressure (NP) up to 1.6 MPa (16 bar), as well as to compression fittings with ED over 63 mm, for nominal pressure (NP) up to 1.0 MPa (10 bar).

This Standard is applied to tapping tees and saddle fittings for nominal pressure (NP) up to 1.6 MPa (16 bar).

The fittings are classified according to the nominal pressure (NP), the external diameter (ED) of the main pipe to be fitted and the nominal diameter (ND) of the secondary pipe or branch.

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NORMA BRASILEIRA ABNT NBR 15803:2010

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Sistemas enterrados para distribuição e adução de água e transporte de

esgoto sob pressão – Requisitos para conexões de compressão para junta

mecânica, tê de serviço e tê de ligação para tubulação de polietileno de

diâmetro externo nominal entre 20 mm e 160 mm

1 Escopo

1.1 Esta Norma especifica os requisitos, exames e métodos de ensaio para fabricação e recebimento de conexões de compressão para junta mecânica, tê de serviço e tê de ligação para tubos de polietileno DE 20 mm a DE 160 mm para temperaturas de até 25 ºC, projetados para vida útil de 50 anos, de acordo com condições de operação e utilização descritas no Anexo A.

1.2 Esta Norma se aplica às conexões de compressão para junta mecânica de DE 20 mm até 63 mm, com pressão nominal (PN) de 1,6 MPa (16 bar), e às conexões de compressão para junta mecânica com DE superior a 63 mm, com pressão nominal (PN) de 1,0 MPa (10 bar).

1.3 Esta Norma se aplica ao tê de serviço e ao tê de ligação com pressão nominal (PN) de 1,6 MPa (16 bar).

1.4 As conexões são classificadas pela pressão nominal (PN), pelo diâmetro externo nominal da tubulação (DE) a que se destinam e pelo diâmetro nominal da derivação.

2 Referências

normativas

Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação deste documento. Para referências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam-se as edições mais recentes do referido documento (incluindo emendas).

ABNT NBR 8219:1999, Conexão de PVC rígido – Efeito sobre a água - Método de ensaio

ABNT NBR 8415:2007, Tubos de polietileno PE – Verificação da resistência à pressão hidrostática interna –

Método de ensaio

ABNT NBR 9056:1985, Conexões para juntas mecânicas para tubos de polietileno PE – Verificação da

estanqueidade em tubos curvados - Método de ensaio

ABNT NBR 9057:1985, Conexões para juntas mecânicas para tubos de polietileno PE – Verificação da resistência

ao esforço axial – Método de ensaio

ABNT NBR 9058:1999, Composto de polietileno – Determinação do teor de negro de fumo – Método de ensaio ABNT NBR 9799:1987, Conexões para juntas mecânicas para tubos de polietileno PE – Verificação do

comportamento em estufa – Método de ensaio

ABNT NBR 10931:1989, Colar de tomada para tubos de PVC rígido – Verificação do desempenho ABNT NBR 14262:1999, Tubos de PVC – Verificação da resistência ao impacto

ABNT NBR 14470:2000, Conexões de polietileno PE 80 e PE 100 – Verificação da resistência ao impacto em tês

de serviço

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ABNT NBR ISO 18553:2005, Composto de polietileno – Verificação da dispersão de pigmentos – Método de

ensaio

ABNT NBR NM ISO 7-1:2000, Rosca para tubos onde a vedação é feita pela rosca – Designação, dimensões

e tolerâncias – Padronização

ISO 37:2005, Rubber, vulcanized or thermoplastic – Determination of tensile stress-strain properties ISO 188:2007, Rubber, vulcanized or thermoplastic – Accelerated ageing and heat resistance tests

ISO 815-1:2008, Rubber, vulcanized or thermoplastic – Determination of compression set – Part 1: At ambient or

elevated temperatures

ISO 1431-1:2004, Rubber, vulcanized or thermoplastic – Resistance to ozone cracking – Part 1: Static and

dynamic strain testing

ISO 1817:2005, Rubber, vulcanized – Determination of the effect of liquids ISO 2781:2008, Rubber, vulcanized or thermoplastic – Determination of density

ISO 3384:2005, Rubber, vulcanized or thermoplastic – Determination of stress relaxation in compression at ambient and at elevated temperatures

ISO 7619-1:2004, Rubber, vulcanized or thermoplastic – Determination of indentation hardness – Part 1: Durometer method (Shore hardness)

ASTM A600-92a(2004), Standard specification for tool steel high speed

ASTM D3677-00(2004), Standard test methods for rubber – Identification by infrared spectrophotometry ASTM D6370-99(2009), Standard test method for rubber - compositional analysis by thermogravimetry (TGA)

3 Termos e definições

Para os efeitos deste documento, aplicam-se os seguintes termos e definições.

3.1

adaptador

conexão de compressão para junta mecânica destinada a unir tubo de polietileno (PE) a elemento de tubulação, através de rosca externa (macho) ou rosca interna (fêmea) ou flange, sendo designada respectivamente por adaptador macho, adaptador fêmea ou adaptador flangeado

3.2

conexão de compressão para junta mecânica

conexão destinada a acoplar um tubo de polietileno PE ou uma conexão ponta de polietileno (PE), que possui uma bolsa onde uma ponta do tubo ou conexão ponta é introduzida, assegurando a estanqueidade do acoplamento por elemento de vedação alojado no interior da bolsa

NOTA A resistência a esforços de tração axiais da junta é assegurada pela compressão de uma garra, ou sistema de travamento similar, no tubo de polietileno PE, garantindo que o tubo não se desacople da conexão

3.3

conexão ponta

spigot

conexão de polietileno cujas dimensões na região de acoplamento correspondem às dimensões do tubo equivalente, podendo ser conexões injetadas e/ou usinadas

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3.4

derivação de acoplamento

componente do tê de ligação ou do tê de serviço integrado que permite o seu acoplamento ao tubo utilizado no ramal predial

3.5

diâmetro externo médio dem

razão entre o perímetro externo do tubo, em milímetros, pelo número 3,142 arredondado para o 0,1 mm mais próximo

3.6

diâmetro externo nominal DE1)

simples número que serve para classificar em dimensões os elementos de tubulações (tubos, juntas, conexões e acessórios) e que corresponde aproximadamente ao diâmetro externo do tubo, em milímetros

3.7

diâmetro interno DI

média aritmética de no mínimo duas medições de diâmetro interno realizadas perpendicularmente em uma mesma seção transversal da conexão

3.8

dispositivo de bloqueio

dispositivo mecânico que tem a função de garantir a estanqueidade da conexão durante a instalação ou manutenção

3.9

espessura de parede mínima e

menor espessura no perímetro em uma seção qualquer do tubo equivalente

3.10

ferramenta de corte para tê de ligação

componente externo ao tê de ligação, através do qual é feito o corte circular da tubulação da rede de distribuição, diretamente no local da obra, estando a tubulação em carga ou não. A ferramenta de corte não deve permanecer no interior da conexão

3.11

ferramenta de corte para tê de serviço

componente incorporado ao tê de serviço, através do qual é feito o corte circular da tubulação da rede de distribuição, diretamente no local da obra, estando a tubulação em carga ou não. A ferramenta de corte deve permanecer no interior do tê após a sua instalação, sem obstruir a passagem da água pelo interior do tê

3.12

máxima pressão de operação MPO

máxima pressão que a tubulação suporta em serviço contínuo

3.13 ovalização

diferença entre os valores máximo e mínimo do diâmetro interno ou do diâmetro externo de uma mesma seção de uma conexão

1) Não é objeto de medição.

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3.14

pressão hidrostática interna

pressão radial aplicada por um fluido ao longo de toda a parede da tubulação

3.15

pressão nominal PN

máxima pressão a que os tubos, conexões e respectivas juntas podem ser submetidos em serviço contínuo, nas condições de temperatura de operação de até 25 °C

3.16

sobrepressão PSO

pressão máxima admitida em ondas de curta duração, decorrentes de transientes hidráulicos

3.17

standard dimension ratio

SDR

simples número que serve para classificar em dimensões os elementos de tubulações (tubos, juntas, conexões e acessórios). Corresponde à relação entre diâmetro externo nominal (DE) e a espessura nominal (e) (SDR  DE/e)

3.18

tê de serviço

conexão com saída para ligação ao ramal predial que possui integrada uma ferramenta de corte, a qual pode furar o tubo da rede em carga ou não e posteriormente permitir o bloqueio

3.19

tê de ligação

conexão com saída para ligação ao ramal predial que possui dispositivo de bloqueio integrado e que requer uma ferramenta de corte externa para furar o tubo da rede em carga ou não

3.20

tensão circunferencial



tensão tangencial presente ao longo de toda a parede da conexão, decorrente da aplicação da pressão hidrostática interna

3.21

tensão mínima requerida MRS

corresponde à tensão hidrostática circunferencial de longa duração extrapolada para uma vida útil de 50 anos, a 20 °C

3.22 união

conexão de compressão para junta mecânica destinada a unir tubos de polietileno (PE)

4 Requisitos

4.1 Controle do processo de fabricação

O Anexo A estabelece as recomendações mínimas necessárias para um controle de processo de fabricação de conexões produzidas de acordo com esta Norma.

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Referências