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Do Recurso de Apelação no Processo Penal. Heráclito Ney Suiter

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Academic year: 2021

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Do Recurso de

Do Recurso de

Apela

Apela

ç

ç

ão no

ão no

Processo Penal

Processo Penal

Her

(2)

Origem e Significado:

Origem e Significado:

 O instituto da apelaO instituto da apelaçção ão éé conhecido em conhecido em praticamente todos os ordenamentos jur

praticamente todos os ordenamentos juríídicos, dicos, tendo iniciado pelo antigo Direito Romano.

tendo iniciado pelo antigo Direito Romano. 

 A palavra apelaA palavra apelaçção ão éé originorigináária do latim ria do latim

apellatio

apellatio, que significa a, que significa açção de dirigir a palavra.ão de dirigir a palavra.

 ÉÉ um termo que expressa e traduz o pedido que um termo que expressa e traduz o pedido que se faz

se faz àà Instância Superior para reexaminar uma Instância Superior para reexaminar uma decisão proferida pelos

decisão proferida pelos óórgãos (instâncias) rgãos (instâncias) inferiores visando a repara

inferiores visando a reparaçção de alguma ão de alguma injusti

injustiçça (TOURINHO:1997) e ocorre tanto na a (TOURINHO:1997) e ocorre tanto na esfera civil como penal.

esfera civil como penal. 

 ÉÉ o mais comum dos recursos tendo previsão o mais comum dos recursos tendo previsão legal na esfera penal a partir do art. 593 at

legal na esfera penal a partir do art. 593 atéé o o art. 630 do CPP.

(3)

Esp

Esp

é

é

cies

cies

de Apela

de Apela

ç

ç

ão:

ão:

ApelaçApelação Plenaão Plena: quando se devolve ao : quando se devolve ao conhecimento do Tribunal

conhecimento do Tribunal ad quemad quem toda a toda a mat

matééria decidida na primeira instância, ou seja, ria decidida na primeira instância, ou seja, toda a mat

toda a matééria que gerou sucumbência.ria que gerou sucumbência.

ApelaçApelação Limitadaão Limitada: quando a sucumbência : quando a sucumbência éé parcial ou quando o recorrente apela de apenas

parcial ou quando o recorrente apela de apenas

parte da decisão. Nesse caso vigora o princ

parte da decisão. Nesse caso vigora o princíípio pio do

do tantumtantum devolutumdevolutum quantum quantum appellatumappellatum, não , não podendo o ju

podendo o juíízo de 2zo de 2ªª instância julgar alinstância julgar aléém dos m dos limites do pedido do recurso.

(4)

Tome Nota

Tome Nota

:

:

Embora o Tribunal não possa julgar

Embora o Tribunal não possa julgar

al

al

é

é

m do pedido do recorrente, ele est

m do pedido do recorrente, ele est

á

á

autorizado a rever todas as questões

autorizado a rever todas as questões

antecedentes que venham a influenciar o

antecedentes que venham a influenciar o

pedido, ainda que não tenham sido

pedido, ainda que não tenham sido

examinadas na senten

examinadas na senten

ç

ç

a recorrida. Tais

a recorrida. Tais

limites devem ser fixados na peti

limites devem ser fixados na peti

ç

ç

ão ou

ão ou

termo do recurso, na falta de limita

termo do recurso, na falta de limita

ç

ç

ão do

ão do

pedido, presume

pedido, presume

-

-

se tratar de apela

se tratar de apela

ç

ç

ão

ão

plena.

(5)

Casos em que Comportam o

Casos em que Comportam o

Recurso de Apela

Recurso de Apela

ç

ç

ão:

ão:

 A apelaA apelaçção ão éé recurso comum a todas as partes, recurso comum a todas as partes, tanto a acusa

tanto a acusaçção, quanto a defesa, ão, quanto a defesa, éé recurso recurso volunt

voluntáário, o rrio, o rééu tanto pode apelar ou desistir do u tanto pode apelar ou desistir do recurso a qualquer momento, mas o MP, se apelar

recurso a qualquer momento, mas o MP, se apelar

não pode desistir.

não pode desistir. 

CaberCaberáá apelaçapelação:ão: das decisões definitivas de das decisões definitivas de absolvi

absolviçção ou condenaão ou condenaçção proferidas pelo Juiz ão proferidas pelo Juiz singular e das decisões do Tribunal do J

singular e das decisões do Tribunal do Júúri; das ri; das decisões definitivas, se para elas não estiver

decisões definitivas, se para elas não estiver

previsto recurso em sentido estrito; das decisões

previsto recurso em sentido estrito; das decisões

com for

com forçça de definitivas ou interlocuta de definitivas ou interlocutóórias mistas se rias mistas se incab

(6)

Tome Nota

Tome Nota

:

:

Se o Juiz indefere a apela

Se o Juiz indefere a apela

ç

ç

ão o recurso

ão o recurso

cab

(7)

Forma e Prazos da Apela

Forma e Prazos da Apela

ç

ç

ão:

ão:

 Pode ser interposto por petiPode ser interposto por petiçção ou por termo ão ou por termo nos autos. Se a apela

nos autos. Se a apelaçção ocorrer no Juizado ão ocorrer no Juizado Especial deve ser feita por peti

Especial deve ser feita por petiçção.ão.

 Deve ser ajuizado no prazo de 5 dias, se for no Deve ser ajuizado no prazo de 5 dias, se for no Juizado Especial Criminal o prazo ser

Juizado Especial Criminal o prazo seráá de 10 dias de 10 dias ou nos casos que o Juiz venha a aplicar a Lei

ou nos casos que o Juiz venha a aplicar a Lei

9.099. A lei prevê ainda o prazo de 5 dias para

9.099. A lei prevê ainda o prazo de 5 dias para

apelar somados a mais 8 dias para que o

apelar somados a mais 8 dias para que o

apelante apresente as razões para o recurso.

apelante apresente as razões para o recurso.

Esse prazo de 5 dias

Esse prazo de 5 dias éé o o úúnico prazo que nico prazo que realmente existe no Processo Penal, j

realmente existe no Processo Penal, jáá o de 8 o de 8 dias não existe, os Tribunais são benevolentes

dias não existe, os Tribunais são benevolentes

em quase todos os casos.

(8)

Forma e Prazos da Apela

Forma e Prazos da Apela

ç

ç

ão:

ão:

O art. 598 do CPP prevê ainda um outro

O art. 598 do CPP prevê ainda um outro

prazo, que

prazo, que

é

é

o prazo para a apela

o prazo para a apela

ç

ç

ão do

ão do

assistente do MP, lhe cabendo este direito

assistente do MP, lhe cabendo este direito

mesmo que não tenha participado do

mesmo que não tenha participado do

processo. Havendo assistente e se o MP não

processo. Havendo assistente e se o MP não

recorreu at

recorreu at

é

é

o 5

o 5

º

º

dia, ter

dia, ter

á

á

o assistente o

o assistente o

prazo de 15 dias para apelar a partir do 6

prazo de 15 dias para apelar a partir do 6

º

º

dia.

(9)

Tome Nota

Tome Nota

:

:

Os Tribunais divergem em rela

Os Tribunais divergem em rela

ç

ç

ão ao

ão ao

prazo para o assistente, h

prazo para o assistente, h

á

á

decisões que

decisões que

dizem que não h

dizem que não h

á

á

razão para o prazo de

razão para o prazo de

15 dias para a parte privada, mas a lei

15 dias para a parte privada, mas a lei

afirma que

afirma que

é

é

de 15 dias. Tem uma decisão

de 15 dias. Tem uma decisão

intermedi

intermedi

á

á

ria dos Tribunais que diz que se

ria dos Tribunais que diz que se

o assistente j

o assistente j

á

á

estiver habilitado o prazo

estiver habilitado o prazo

é

é

de 5 dias, mas se ele não estiver o prazo

de 5 dias, mas se ele não estiver o prazo

seria de 15 dias.

(10)

Forma e Prazos da Apela

Forma e Prazos da Apela

ç

ç

ão:

ão:

O art. 600,

O art. 600,

§

§

4

4

º

º

do CPP, permite que o

do CPP, permite que o

apelante ao ajuizar o recurso comunique ao

apelante ao ajuizar o recurso comunique ao

Juiz que somente apresentar

Juiz que somente apresentar

á

á

as razões do

as razões do

recurso perante o Tribunal.

recurso perante o Tribunal.

É

É

poss

poss

í

í

vel juntar documentos novos no

vel juntar documentos novos no

recurso de apela

recurso de apela

ç

ç

ão, tanto nas razões,

ão, tanto nas razões,

quanto nas contra razões, e nesse caso o Juiz

quanto nas contra razões, e nesse caso o Juiz

dar

(11)

Efeitos e Decisões de J

Efeitos e Decisões de J

ú

ú

ri:

ri:

 A apelaA apelaçção sempre terão sempre teráá efeito devolutivo e a efeito devolutivo e a regra geral diz que a apela

regra geral diz que a apelaçção terão teráá tambtambéém o m o efeito suspensivo.

efeito suspensivo. 

 Se a apelaSe a apelaçção ão éé contra decisão proferida por contra decisão proferida por

Juiz singular ou pela auditoria militar do Estado,

Juiz singular ou pela auditoria militar do Estado,

que

que éé óórgão colegiado, o Tribunal pode inverter rgão colegiado, o Tribunal pode inverter a decisão. Todavia se a apela

a decisão. Todavia se a apelaçção for contra a ão for contra a decisão proferida pelo J

decisão proferida pelo Júúri Popular, o Tribunal ri Popular, o Tribunal não pode inverter o julgado por for

não pode inverter o julgado por forçça da a da chamada soberania constitucional dos

chamada soberania constitucional dos

Veredictos.

(12)

Efeitos e Decisões de J

Efeitos e Decisões de J

ú

ú

ri:

ri:

A Constitui

A Constitui

ç

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ão Federal diz que o J

ão Federal diz que o J

ú

ú

ri

ri

é

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soberano. O Tribunal não pode reformar a

soberano. O Tribunal não pode reformar a

decisão do J

decisão do J

ú

ú

ri, ele pode anular a decisão,

ri, ele pode anular a decisão,

determinando um novo J

determinando um novo J

ú

ú

ri, ou seja, que o

ri, ou seja, que o

r

r

é

é

u seja submetido a novo julgamento pelo

u seja submetido a novo julgamento pelo

J

J

ú

ú

ri. Se o novo J

ri. Se o novo J

ú

ú

ri manter a decisão não se

ri manter a decisão não se

pode apelar mais. A apela

pode apelar mais. A apela

ç

ç

ão do J

ão do J

ú

ú

ri s

ri s

ó

ó

pode

pode

ser feita uma vez (apela

ser feita uma vez (apela

ç

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ão pelo m

ão pelo m

é

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rito),

rito),

mas a apela

mas a apela

ç

ç

ão sobre a mat

ão sobre a mat

é

é

ria processual

ria processual

(nulidade em rela

(nulidade em rela

ç

ç

ão ao J

ão ao J

ú

ú

ri) pode ser

ri) pode ser

recorrida quantas vezes forem necess

(13)

Tome Nota

Tome Nota

:

:

-- Em nenhuma hipEm nenhuma hipóótese, se o recurso tiver sido tese, se o recurso tiver sido somente da defesa, poder

somente da defesa, poderáá o Tribunal agravar a o Tribunal agravar a situa

situaçção do rão do rééu (proibiu (proibiçção da "ão da "reformatioreformatio in in pejus

pejus““), s), sóó poderpoderáá melhormelhoráá--la, tendo o Tribunal a la, tendo o Tribunal a competência plena para decidir

competência plena para decidir extraextra--petitapetita, desde , desde que seja em benef

que seja em benefíício do rcio do rééu (tanto nas au (tanto nas açções ões penais p

penais púúblicas como nas privadas). blicas como nas privadas).

-- Se o recurso for feito pelo MP ou acusaSe o recurso for feito pelo MP ou acusaçção, o ão, o Tribunal s

Tribunal sóó poderpoderáá agravar a pena dentro do que agravar a pena dentro do que foi pedido.

foi pedido.

-- O Tribunal tem competência plena para conhecer O Tribunal tem competência plena para conhecer de of

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Para que uma pena produza o seu efeito, basta

Para que uma pena produza o seu efeito, basta

que o mal que ela mesmo inflige exceda o bem

que o mal que ela mesmo inflige exceda o bem

que nasce do delito

que nasce do delito

.

.

Cesare

Cesare BeccariaBeccaria –– SSééc. XVIIIc. XVIII

Agradecimentos especiais:

Agradecimentos especiais:

Primeiramente a D

Primeiramente a D’’us sobre todas as coisas, us sobre todas as coisas,

ao Promotor e Prof. Dr. Pedro Geraldo e a todos os

ao Promotor e Prof. Dr. Pedro Geraldo e a todos os

colegas acadêmicos do 9

colegas acadêmicos do 9ºº perperííodo matutino que odo matutino que com paciência e colabora

com paciência e colaboraçção assistiram nossa ão assistiram nossa apresenta

apresentaçção.ão.

A SEGUIR UM MODELO DE APELA

A SEGUIR UM MODELO DE APELAÇÇÃO (lembrando que ÃO (lembrando que trata

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Referências

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