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Vista do Proposta de protocolo para uso de EPI em UBS

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Academic year: 2021

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Enfermeira, Especialista em Administração Hospitalar Centro Universitário São Camilo

Comunicóloga, Mestre em Gestão e Desenvolvimento Regional Anhanguera Educacional São José dos Campos

Enfermeira, Mestre, Centro Universitário São Camilo

Dulcinéia Garcia Viana

Ana Cabanas

Lisiane Maria Teixeira Bezerra Antón

Proposta de protocolo para uso

(2)
(3)

Resumo

Keywords:

AbstrAct

PAlAvrAs-chAve:

Occupational health. Basic health Unit. Protocol. Health Education.

There are several determining factors that interfere with the use of Personal Protective Equipment, especially in environments of health care as primary care. Therefore, the objective this study was descriptive and field method with hypothetical-deductive approach and procedure functionalist educational strategies to prepare of use to Personal Protective Equipment. To collect the data was in the Basic Health Unit in Sao José dos Campos, SP, involving 21 professional, we used two instruments (a questionnaire and a check list). Concluded that even though the available individual protection equipment, most of the research subjects ignore the risks of work related accidents and health problems.

Saúde ocupacional, Unidade básica de saúde, Protocolo, Educação em saúde. Vários são os fatores condicionantes que interferem no uso de Equipamentos de Proteção Individual, ainda mais em ambientes de assistência à saúde como as Unidades de Atendimento Primário. Portanto, o objetivo deste estudo descritivo e de campo com método de abordagem hipotético-dedutivo e procedimento funcionalista foi elaborar um protocolo de uso de Equipamentos de Proteção Individual. A coleta de dados foi realizada em uma Unidade Básica de Saúde em São José dos Campos, SP, envolvendo 21 profissionais. Utilizaram-se dois instrumentos (um questionário e um check list). Conclui-se que apesar do conhecimento sobre a necessidade do uso destes equipamentos, falta consciência sobre a importância no que se refere à proteção tanto do cliente quanto de si.

(4)

INTRODUÇÃO

O desenvolvimento de um protocolo para uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) por áreas de atuação do profissional de Enfermagem possibilita a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE), facilitando a organização

e o planejamento das ações de Enfermagem(1).

O protocolo realizado por uma equipe de Enfermagem é imprescindível, porém, a maneira como que é interpretado pode diminuir a credibilidade e a competência

dos enfermeiros (2). Esse procedimento não pode ser realizado apenas como um

cumprimento mecânico, mas sim visando à regulamentação do uso correto de EPI. Com a crescente utilização de diretrizes e protocolos na prática de Enfermagem, há uma questão entre a conduta preconizada pré-determinada e o seu efetivo cumprimento. “Inúmeros estudos se concentram na análise que envolve a efetiva aceitação ou aderência aos protocolos assistenciais por parte

do quadro médico das instituições de saúde” (3).

Ao padronizar a utilização destes equipamentos tanto no atendimento ao cidadão-usuário, no caso de serviço público, quanto na preparação de medicamentos e higienização de instrumentos, pode-se aumentar a qualidade

do serviço prestado e reduzir riscos de contaminações (4-5).

Em consonância com o World Health Organization (WHO) apud (6), os objetivos

da educação em saúde são de desenvolver nas pessoas o senso de responsabilidade pela sua própria saúde e pela saúde da comunidade a qual pertençam e a capacidade de participar da vida comunitária de uma maneira construtiva.

A qualificação da equipe e Educação Continuada (EC) em saúde e a observação dos problemas que precisam ser selecionados ganham qualidades para os atendimentos de usuários que ficam satisfeitos. As ações competentes dos profissionais ao responderem a problemas específicos diante da realidade

social são movimentos ação e reflexão (6).

Conforme a Norma Regulamentadora (NR)-6, os EPI, descartáveis ou não, deverão ser disponibilizados em número suficiente nos postos de trabalho, de forma que seja garantido o imediato fornecimento ou reposição. Para garantir a saúde ocupacional e segurança é preciso adaptação de medidas para proteção

coletiva mediante o uso de EPI (7).

A NR-9 tem por finalidade estabelecer as diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores dos serviços de saúde, bem como daqueles que exercem atividades de promoção

e assistência à saúde em geral (8).

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edificação destinada à prestação de assistência à saúde da população, e todas as ações de promoção, recuperação, assistência, pesquisa e ensino em saúde em

qualquer nível de complexidade (8).

Entretanto, de nada adianta disponibilizar EPI, se não for oferecido

treinamento especial para seu uso (8). A EC é uma das formas de se proporcionar

desenvolvimento e aperfeiçoamento dos recursos humanos (RH) das instituições de saúde.

Na área de Saúde, observa-se a necessidade de educar os profissionais de Enfermagem para que se ofereça melhor assistência ao cidadão-usuário que depende dos serviços de um hospital ou Unidade Básica de Saúde (UBS).

Desta forma, criar condições para se considerar a educação em saúde como disciplina de ação significa dizer que o trabalho foi dirigido para atuar sobre o conhecimento das pessoas, para que elas desenvolvam juízo crítico e capacidade de intervenção sobre suas vidas e sobre o ambiente com o qual interagem e, assim,

criarem condições para se apropriarem de sua própria existência (9).

OBJETIVO

Propor um protocolo que sirva como fonte de orientações ao corpo de colaboradores a uma UBS do Município de São José dos Campos, Estado de São Paulo, acerca da utilização de EPI como modo de promoção à saúde ocupacional e prevenção de acidentes de trabalho.

MÉTODO

Esta pesquisa seguiu o método de abordagem hipotético-dedutivo, porque se inicia frente ao pouco conhecimento sobre a não utilização de EPI por parte dos profissionais de saúde de uma UBS do Município de São José dos Campos.

A pesquisa aplicada foi descritiva e de campo porque estabeleceu conexão entre a base teórica e a observação direta intensiva, as quais requerem determinadas teorias, legislações, normas como ponto de partida para pesquisar, comprovar ou rejeitar hipóteses e correlacionar com a observação de fatos, tal como ocorre espontaneamente e no registro de variáveis presumivelmente para posteriores análises (10-11).

Esta pesquisa foi realizada em uma UBS do Município São José dos Campos, Estado de São Paulo. Onde a amostra deveria ser composta por 22 profissionais de saúde que atuam em uma UBS, no entanto totalizou em 21 sujeitos visto que um servidor foi transferido para outra unidade. O critério de exclusão foi a não obrigatoriedade do uso de EPI. Apesar da pesquisadora responsável/executante não ter contato face a face com os pesquisados, conforme explicitado no item 3.4,

(6)

faz-se necessário o convite dos sujeitos a participarem da pesquisa por meio do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).

Aplicaram-se dois roteiros de perguntas. O primeiro foi um questionário com 17 questões fechadas que foram respondidas pela gerente da UBS, objeto da pesquisa, sem a presença da pesquisadora. Tratou-se de um levantamento de dados.

Enquanto, o outro roteiro foi aplicado como Checklist, pois, se pretendeu coletar dados por meio de observação direta intensiva sem contato direto com os pesquisados. Este instrumento foi composto por 36 questões fechadas e divididas em duas partes. Parte A pertinentes ao perfil pessoal (sexo e cargo ocupado); Parte B aspectos relacionados com a utilização ou não de EPI.

Após a aprovação do projeto de pesquisa pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) do Centro Universitário São Camilo, foi realizada a coleta de dados primários. A priori, na primeira etapa deste estudo, entrou-se em contato com a Gerência da UBS para esclarecimentos acerca dos princípios éticos da pesquisa, como os objetivos e a justificativa, bem como seus direitos como sujeito participante. Após assinar o TCLE, foi entregue um questionário para levantamento de dados administrativos. Foi acordado que este instrumento deveria ser devolvido, devidamente preenchido, no prazo máximo de uma semana.

A posteriori, na segunda etapa deste estudo, a pesquisadora responsável/ executante entrou em contato com os servidores públicos de saúde para esclarecer os princípios éticos da pesquisa. Cientes dos objetivos e da justificativa da pesquisa, bem como de seus direitos como sujeitos, os participantes assinaram o TCLE.

Em seguida, realizou-se o check list, em observação direta intensiva dos colaboradores da UBS, objeto da pesquisa. A pesquisadora responsável/ executante aplicou este instrumento durante o período de trabalho, das 07h00 às 16h00, visto que é servidora pública locada nesta mesma UBS.

Como a abordagem deste estudo é quantitativa, utilizou-se da descrição matemática como linguagem para descrever as causas para adesão ou não de uso

de EPI,12 os dados foram tabulados, analisados e expostos em tabelas em número

absoluto e percentual. Utilizou-se o aplicativo Excel do programa Windows XP, o qual facilitou a geração das tabelas.

De acordo com a Resolução nº 196/1996 do Conselho Nacional de Saúde (CNS) do Ministério da Saúde (MS), a coleta de dados poderia ser suspensa ou encerrada, caso não fossem encontrados sujeitos de pesquisa suficientes para compor amostra, o que não ocorreu (BRASIL, 1996).Como a pesquisa envolveu seres humanos, foram seguidos os preceitos éticos da Resolução n° 196/1996 do

(7)

CNS: aprovação do CEP – parecer consubstancial n. 40/09, consentimento da Instituição pesquisada – assinatura da Folha de Rosto do Conselho Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP) e dos sujeitos abordados – TCLE.

Os sujeitos da pesquisa após estarem cientes sobre os objetivos e as justificativas, ao concordarem de participar da pesquisa assinarão o TCLE.

A pesquisadora responsável/executante esclareceu aos sujeitos que serão mantidos seus anonimatos e que eles terão total liberdade de desistir dessa pesquisa a qualquer momento. Os sujeitos também receberam a garantia de total sigilo e terão o direito de obter esclarecimentos sempre que o desejar. Cientes de que sua participação está isenta de despesas e que podem retirar o seu consentimento a qualquer momento, sem nenhum prejuízo ou perda de qualquer benefício – caso o sujeito de pesquisa esteja matriculado na Instituição onde a pesquisa está sendo realizada.

Não estavam previstos riscos ou desconfortos aos participantes da pesquisa, por não serem abordados diretamente, sem contato físico, apenas observação da prática diária no que se refere à utilização de EPI. E como se trata de uma participação voluntária, os sujeitos da pesquisa não receberão benefícios em termos de remuneração.

O benefício, propriamente dito, pode ser adquirido, após a coleta de dados, visto que a pesquisadora responsável/executante desenvolveu um protocolo de utilização de EPI em UBS para educar os servidores públicos de saúde sobre a importância deste tipo de EPI para se evitar em riscos de contaminação, prejudicando tanto os sujeitos da pesquisa quanto a comunidade assistida na UBS, objeto deste estudo.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Dados Administrativos

De acordo com as informações da Gerência de Enfermagem da UBS, coletadas por meio do questionário, somente os calçados fechados não são disponibilizados com frequência e as botas de borracha não constam na relação de EPI no estoque. Por outro lado, os demais equipamentos mantêm estoques suficientes – luvas descartáveis, luvas térmicas, luvas de borracha com cano longo, máscaras descartáveis e gorros de

proteção, cumprindo as determinações da NR-6 (12).

É mantido o controle de imunização de todos os profissionais que atuam nesta unidade de saúde, visto que foram vacinados contra Hepatite, Tétano, Rubéola,

Influenza e Antiamarílica, em conformidade com a NR-32(9).A imunização dos

(8)

Em relação ao acondicionamento de materiais perfurocortantes, como seringas

e agulhas, cumprem-se as determinações da NR-32(8).Quando ocorrem acidentes

de trabalho, este é notificado à Medicina do Trabalho da Prefeitura Municipal

de São José dos Campos. Esta notificação segue as regras da NR-7(14), a qual

informa que o AT deve ser comunicado imediatamente após sua ocorrência, por meio da emissão da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), em seguida encaminhada à Previdência Social, ao Sindicato da categoria correspondente, ao Sistema de Vigilância Epidemiológica, sendo daí encaminhado às instâncias devidas.

No que concerne aos programas de EC, estes não são realizados com frequência. E quando ocorre é de responsabilidade da Enfermeira que gerencia da unidade de saúde. A EC em Saúde promove a qualificação da equipe, os conteúdos dos cursos e as tecnologias a serem utilizadas devem ser determinadas a partir da observação dos problemas que ocorrem no dia a dia, a fim de melhorar

a qualidade da assistência oferecida ao cidadão-usuário (15).

Perfil Pessoal dos Participantes

Dentre os 21 sujeitos da amostra pesquisada, a maioria é do gênero feminino (76%), com idade entre 43 e 47 anos (52%), Ensino Superior (52%), Auxiliares de Enfermagem (33%) que atuam na rede pública de 11 a 15 anos (38%), conforme indicado na Tabela 1.

O perfil desta pesquisa vai ao encontro dos apontamentos de Feital, em 2008, que detectou em Caraguatatuba, que 76% dos 66 profissionais, que atuam no

Programa Saúde da Família (PSF), são do gênero feminino (16). No entanto, a área

da saúde passa por transformações deixando de ter mão de obra exclusivamente feminina, pois aumenta o interesse do gênero masculino, ainda mais em área que referem maior esforço físico como emergência e Unidade de Terapia Intensiva (UTI) (17-18).

(9)

Quanto ao quesito faixa etária, o estudo de Silva, em 2008, realizado em Taubaté, verificou que dos 66 sujeitos analisados no PSF, 33% tem idade entre

30 e 35 anos (19). A faixa etária adulta, o nível de escolaridade e o tempo de

experiência deveriam propiciar ao profissional maior maturidade, resultando

em melhor qualidade da assistência oferecida ao cidadão-usuário (20). Todavia, a

amostra de profissionais de saúde desta pesquisa deveria ter consciência e ser responsável pelo uso de EPI, o que não se aplica.

Referente à categoria profissional, a minoria da amostra é representada por Enfermeiro, o que ocorre em todas as áreas de saúde, visto que este servidor ocupa cargo de liderança.

VARIÁVEL N % Gênero Feminino 16 76 Masculino 5 24 Faixa etária 18-22 anos 0 0 23-27 anos 0 0 28-32 anos 0 0 33-37 anos 3 14 38-42 anos 0 0 43-47 anos 11 52 Acima de 47 anos 7 34 Escolaridade Médio Incompleto 1 5 Médio Completo 9 43 Superior 11 52 Categoria Profissional Auxiliar de Enfermagem 7 33 Enfermeira 1 5 Dentista 3 14 ACO 4 19 Médico 5 24 ASG 1 5 Tempo de Experiência Menos de 1 ano 0 0 1-5 anos 2 9 6-10 anos 6 29 11-15 anos 8 38 16-20 anos 5 24 Acima de 20 anos 0 0

(10)

Conforme Art. 11 da Lei nº 7498/1996 do COFEn, dentre as atribuições do Enfermeiro está a direção do órgão de Enfermagem da instituição de saúde, pública e privada, a chefia de serviço e de unidade de Enfermagem, o planejamento, a organização, a avaliação, a execução e a assistência (consultas, prescrições de Enfermagem), os cuidados diretos a cidadãos-usuários gravemente enfermos, a consultoria, a auditoria, os cuidados de maior complexidade. Compete também ao Enfermeiro a supervisão de técnicos e auxiliares de Enfermagem, o

que requer maiores conhecimentos tecnicocientíficos (21).

Avaliação do uso de Equipamentos de Proteção Individual

Observam-se, na Tabela 2, que entre os profissionais de saúde pesquisados, 100% de n=21 realizam a troca de luvas descartáveis quando estão danificadas. Por outro lado, quando estão contaminadas, a equipe de Enfermagem apresenta falhas visto que 57% de n=7 o fazem esporadicamente.

Enfermagem Odontologia Médico ASG Danificação Sim 7 7 6 1 Não 0 0 0 0 Às vezes 0 0 0 0 Contaminação Sim 3 7 6 1 Não 0 0 0 0 Às vezes 4 0 0 0

Tabela 2 – Amostra de profissionais de saúde, segundo a troca de luvas descartáveis (n=21)

Fonte: UBS de São José dos Campos, 2009

É importante usar luvas de procedimentos ao desenvolver atividades com o cidadão-usuário quando necessário, trocar as luvas após contato com materiais que possam conter maior concentração de microorganismo (MO) entre um procedimento

e outro com o mesmo cidadão-usuário deve-se também trocar as luvas (13).

Verificam-se, na Tabela 3, que entre os profissionais de Enfermagem, Odontologia e Medicina, 95% de n=20 realizam a troca de luvas descartáveis em contato com objetos inanimados e 5% não – equipe de Enfermagem. No que se refere à troca deste EPI entre um cidadão-usuário e outro, 100% de n=20 apresentam prática positiva.

(11)

Enfermagem Odontologia Médico Contato com objetos inanimados

Sim 6 7 5 Não 1 0 0 Às vezes 0 0 0 Entre cidadãos-usuários Sim 6 7 6 Não 0 0 0 Às vezes 0 0 0

Tabela 3 – Amostra de profissionais de Enfermagem, Odontologia e Medicina, segundo a troca de luvas descartáveis (n=20)

Fonte: UBS de São José dos Campos, 2009

Evidenciam-se, na Tabela 4, que entre os profissionais de Enfermagem e Odontologia, 100% de n=14 utilizam luvas descartáveis em procedimentos invasivos. Entretanto, 50% usam este EPI uma vez ou outra em procedimentos não invasivos – equipe de Enfermagem.

Tabela 4– Amostra de profissionais de Enfermagem e Odontologia, segundo o uso de luvas descartáveis em procedimentos (n=14)

Fonte: UBS de São José dos Campos, 2009

Enfermagem Odontologia Invasivos Sim 7 7 Não 0 0 Às vezes 0 0 Não invasivos Sim 0 7 Não 0 0 Às vezes 7 0

Em pesquisas realizadas em Caraguatatuba, envolvendo 66 sujeitos (16) e

Taubaté, com 66 participantes(19), verificou-se que não foram utilizadas as luvas

descartáveis durante a administração de medicamentos intramusculares, dentre AE, Enfermeiros e Médicos (100%), não cumprindo as determinações indicadas pelo MTE. O que difere no procedimento de injetáveis em endovenosos, em que todos utilizaram EPI, podendo ser resultante do receio da contaminação por meio do material biológico.

Todavia, uma luva perfurada, além do risco individual, expõe o

(12)

Ressaltam-se, na Tabela 5, que entre os profissionais de Enfermagem, 100% de n=7 não utilizam luvas descartáveis quando realizam a administração de IM. Resultado este que difere quando avaliado a administração de IV, em que 100% usam este EPI.

Tabela 5– Amostra de profissionais de Enfermagem, segundo o uso de luvas descartáveis em procedimentos (n=7)

Fonte: UBS de São José dos Campos, 2009

Uso IM Sim 0 Não 7 Às vezes 0 IV Sim 7 Não 0 Às vezes 0

Estudos realizados em Caraguatatuba e Taubaté (SP), em 2008, envolvendo profissionais de saúde, detectaram-se a não utilização de luvas descartáveis em procedimentos intramusculares, visto que confiam na destreza e experiência. Em contrapartida, o resultado foi positivo no uso deste EPI em procedimentos endovenoso, uma vez que têm receio de contaminação, devido ao contato iminente com sangue (16-19).

Demonstram-se, na Tabela 6, que apenas os profissionais de Odontologia (35% de n=20) trocam máscaras descartáveis em casos de sujidade durante o atendimento ao cidadão-usuário. Entre um cidadão-usuário e outro, bem como em casos da máscara estar umedecida, nenhum dos sujeitos pesquisados troca este EPI (100%).

(13)

Se as máscaras descartáveis forem usadas por períodos prolongados e trocadas sucessivamente, bem como a permanência em volta do pescoço, acabam por não

protegerem de gotículas e aerossóis, transformando-se em reservatório de MO (22).

As máscaras devem ser descartáveis, de filtro duplo e tamanho suficiente para cobrirem completamente a boca e o nariz, permitindo a respiração normal e não irritando a pele. Devem ser descartadas após o atendimento a cada

cidadão-usuário ou quando ficarem umedecidas (23).

Indica-se, na Tabela 7, que apenas 40% de n=20 dos profissionais de Enfermagem, Odontologia e Medicina utilizam máscaras descartáveis em contato com substâncias corpóreas. A falha está entre as equipes de Enfermagem (30%) e Medicina 30%.

Tabela 6– Amostra de profissionais de Enfermagem, Odontologia e Medicina, segundo a troca de máscaras descartáveis em manipulação (n=20)

Enfermagem Odontologia Médico Sujidade Sim 0 7 0 Não 4 0 6 Às vezes 3 0 0 Entre cidadãos-usuários Sim 0 0 0 Não 7 7 6 Às vezes 0 0 0 Umidade Sim 0 0 0 Não 5 7 6 Às vezes 2 0 0

Fonte; UBS de São José dos Campos, 2009

Tabela 7 – Amostra de profissionais de Enfermagem, Odontologia e Medicina, segundo o uso de máscaras descartáveis em manipulação de substância corpórea (n=20)

Fonte: UBS de São José dos Campos, 2009

Enfermagem Odontologia Médico

Sim 1 7 0

Não 6 0 6

(14)

Em termos de manipulação de produtos químicos, tanto a equipe de Enfermagem quanto a de Odontologia não utilizam máscaras descartáveis (100% de n=14), como ressaltados na Tabela 8.

Tabela 8 – Amostra de profissionais de Enfermagem e Odontologia, segundo o uso de máscaras descartáveis em manipulação de produtos químicos (n=14)

Fonte: UBS de São José dos Campos, 2009

Tabela 9 – Amostra de profissionais de Enfermagem e Odontologia, segundo o uso de óculos de proteção (n=14)

Fonte: UBS de São José dos Campos, 2009

Enfermagem Odontologia

Sim 0 0

Não 7 7

Às vezes 0 0

Enfermagem Odontologia Manipulação de produtos químicos

Sim 0 0 Não 7 7 Às vezes 0 0 Higienização de instrumentos Sim 0 7 Não 7 0 Às vezes 0 0

Verifica-se, na Tabela 9, que os profissionais de Enfermagem e Odontologia não usam óculos de proteção quando manipulam produtos químicos (100% de n=14). No que concerne à utilização deste EPI em higienização de instrumentos, apenas a equipe Odontológica apresenta prática positiva (50%).

Os óculos devem ser usados quando houver riscos de contaminação dos olhos e face com sangue, fluidos corpóreos, secreções e excretas, não sendo de uso

exclusivamente individual (13-23).

Quanto ao uso de EPI em manipulações de materiais biológicos entre profissionais de Enfermagem e Odontologia, 100% de n=14 não utilizam gorro descartável e avental impermeável, como se verifica na Tabela 10.

(15)

Por um lado, isso ocorre porque a instituição não disponibiliza aventais impermeáveis aos colaboradores, como esclarecido pela Gerência de Enfermagem da UBS analisada; talvez seja pelo alto custo do EPI, o que não se justifica, haja vista a saúde ocupacional do servidor público. Por outro lado, os servidores públicos deveriam ser treinados e fiscalizados quanto ao uso do gorro descartável.

Normas que podem ter repercussão no resultado positivo em relação ao uso de gorro descartável durante o atendimento odontológico entre dentista e ACD. Este EPI deve ser descartável, cobrir todo o cabelo e as orelhas, tendo que ser

trocado sempre que necessário (23).

O gorro descartável é uma barreira mecânica contra a possibilidade de contaminação por secreções, aerossóis e produtos, prevenção de acidentes e evitar a queda de cabelos nas áreas de procedimento. Deve ser preferencialmente descartável, cobrir todo o cabelo e as orelhas e ser trocado sempre que necessário

ou a cada turno de trabalho (23).

Quando observado o uso de calçados fechados em manipulação de produtos químicos, a minoria (13% de n=15) dos profissionais de Odontologia e ASG cumpre esta determinação. Nenhum (46%) dos integrantes da equipe de Enfermagem utiliza este EPI nestas circunstâncias, como apontado na Tabela 11.

Calçados utilizados em ambientes de saúde devem ser exclusivamente

Tabela 10 – Amostra de profissionais de Enfermagem e Odontologia, segundo o uso de EPI em manipulação de materiais biológicos (n=14)

Enfermagem Odontologia Gorro descartável Sim 0 0 Não 7 7 Às vezes 0 0 Avental impermeável Sim 0 0 Não 7 7 Às vezes 0 0 Avental descartável Sim 7 7 Não 0 0 Às vezes 0 0

(16)

fechados e de preferência de couro ou de outro material impermeável, com solado

antiderrapante (13-23). Não é permitido o uso de sandálias dentro da unidade de

saúde.

No que tange ao uso de calçados fechados em manipulação de produtos químicos, materiais perfurocortantes e agentes térmicos, apenas 7% (profissionais de Odontologia) de n=14 atendem a esta recomendação, como elucidado na Tabela 12.

Tabela 11 – Amostra de profissionais de Enfermagem, Odontologia e Auxiliar de Serviços Gerais, segundo o uso de calçados fechados em manipulação de produtos químicos (n=15)

Fonte: UBS de São José dos Campos, 2009

Enfermagem Odontologia ASG

Sim 0 1 1

Não 7 6 0

Às vezes 0 0 0

Tabela 12 – Amostra de profissionais de Enfermagem e Odontologia, segundo o uso de calçados fechados em manipulação (N=14)

Fonte: UBS de São José dos Campos, 2009

Enfermagem Odontologia Produtos químicos Sim 0 1 Não 7 6 Às vezes 0 0 Materiais perfurocortantes Sim 0 1 Não 7 6 Às vezes 0 0 Agentes térmicos Sim 0 1 Não 7 6 Às vezes 0 0

Especificamente, na manipulação de água, a única Auxiliar de serviços gerais da UBS analisada utiliza calçados fechados, sempre.

Observam-se, na Tabela 13, que em relação à desinfecção de materiais, todos os profissionais de Enfermagem e Odontologia (100% de n=11) utilizam luvas de borracha com cano curto. Por outro lado, não foi registrado (100%), em nenhum

(17)

momento, o uso de máscaras descartáveis, aventais impermeáveis, óculos de proteção, gorros descartáveis e calçados fechados.

Tabela 13 – Amostra de profissionais de Enfermagem e Auxiliar de consultório dentário, segundo o uso de EPI em desinfecção de materiais (n=11)

Fonte: UBS de São José dos Campos, 2009

Enfermagem Odontologia Luvas de borracha com cano curto

Sim 7 4 Não 0 0 Às vezes 0 0 Máscaras descartáveis Sim 0 0 Não 7 4 Às vezes 0 0 Aventais impermeáveis Sim 0 0 Não 7 4 Às vezes 0 0 Óculos de proteção Sim 0 0 Não 7 4 Às vezes 0 0 Gorro descartável Sim 0 0 Não 7 4 Às vezes 0 0 Calçados fechados Sim 0 0 Não 7 4 Às vezes 0 0

A Enfermagem é a profissão que possui significante contingente de profissionais atuando em diversos lugares, desenvolvendo as mais variadas

funções dentro da área da saúde (24). A Enfermagem, no contexto social, atua

em implantação, manutenção e desenvolvimento de políticas de saúde tanto em nível curativo quanto preventivo.

(18)

Conforme o Art. do Capítulo 1, do Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem do CoFEn (2007), compete aos trabalhadores desta profissão o comprometimento com saúde do ser humano e da coletividade. Atua na promoção, prevenção, recuperação da saúde e reabilitação das pessoas, respeitando os preceitos eticolegais (25).

Promovida de forma coletiva, a saúde abrange todas as classes sociais e faixas etárias e englobando os mais variados assuntos direta ou indiretamente contribuirá para a melhoria da qualidade de vida dos indivíduos. Esse é um anseio de toda e qualquer sociedade, expressão maior da cidadania, visto que

constitui no marco que todos os cidadãos precisam alcançar (26).

A saúde é o grande trunfo da Enfermagem, pois as oportunidades de atuação são inúmeras e acontecem em vários momentos, exigindo abordagem e diversidades. De acordo com o CoFEn, na saúde coletiva, o enfermeiro é

reconhecido por sua atuação junto à equipe de saúde (25).

Os gerentes e gestores dos serviços visualizam que atuação da Enfermagem é algo considerado imprescindível, que nos serviços há melhor desempenho com a sua presença. Entretanto, muito do potencial ainda precisa ser evidenciado para um melhor aproveitamento da força de trabalho desta categoria, podendo refletir na melhoria da qualidade da assistência prestada por esses profissionais junto aos serviços de saúde.

Apesar da importância do serviço desta categoria profissional na saúde pública, nesta pesquisa observou-se que apesar da equipe de Enfermagem ter o conhecimento da importância do uso de EPI, como são servidores públicos com estabilidade ficam acomodados com a rotina e não usam os EPI adequadamente, mesmo sendo pessoas maduras, não colocando em prática o conhecimento técnico-científico. Por outro lado, a equipe de Odontologia, com consciência, utiliza EPI, apresentando pequenas imperfeições na análise.

Protocolo para uso de Equipamento de Proteção Individual por Área

Mediante aos resultados dos dados coletados por meio do questionário e pela observação direta intensiva, desenvolveu-se um protocolo para uso de EPI nas áreas da UBS analisada.

Ao realizar a elaboração do fluxograma para cada setor o objetivo foi de facilitar o uso correto do EPI em procedimentos com a finalidade de evitar infecção cruzada e proteção dos profissionais e cidadãos-usuários.

(19)

Na administração de vacinas é indispensável à utilização de luvas descartáveis

e calçados fechados (22). Estes EPI evitam a infecção cruzada, protegendo tanto os

cidadãos-usuários e quanto o profissional, e, consequentemente, AT (Quadro 2).

ÁREAS PROFISSIONAIS PROCEDIMENTOS Vacina Enfermeiro e AE Imunização

Hipodermia Médico, Enfermeiro e AE Todos

Inalação Enfermeiro e AE Higienização de Máscaras Curativo Enfermeiro e AE Todos

Expurgo Enfermeiro e AE Higienização de Materiais Esterilização Enfermeiro e AE Instrumentos de Autoclave Consultório Odontológico Dentista e ACO Todos

Serviços Gerais ASG Todos

Quadro 1 Áreas da UBS que necessitam utilizar EPI em procedimentos

ÁREAS PROCEDIMENTOS EPI OBRIGATÓRIO Vacina Imunização Luvas descartáveis

Calçados fechados Hipodermia Preparo de Medicação Gorro descartável Máscara descartável Óculos de proteção Calçados fechados Administração de

Injetáveis Luvas descartáveisCalçados fechados Recebimento de Exame

de Tuberculose (TB)

Luvas descartáveis Máscara descartável Calçados fechados

Inalação Higienização de Máscaras

Luvas descartáveis Avental descartável Gorro descartável Máscara descartável Óculos de proteção Calçados fechados Preparo de Medicamentos para Inalação Luvas descartáveis Máscara descartável Calçados fechados

(20)

Curativo Realização de Curativos Luvas descartáveis Avental descartável Máscara descartável Óculos de proteção Calçados fechados Expurgo Higienização de Materiais Luvas descartáveis Avental impermeável Gorro descartável Máscara descartável Óculos de proteção Calçados fechados Preparo de Materiais para Esterilização Gorro descartável Máscara descartável Óculos de proteção Calçados fechados Esterilização Inserção de Materiais na Autoclave Luvas impermeáveis Gorro descartável Calçados fechados Retirada de Materiais da Autoclave Luvas impermeáveis Gorro descartável Máscara descartável Calçados fechados Consultório Odontológico Preparo de Materiais

Esterilizados Luvas descartáveisAvental descartável Gorro descartável Máscara descartável Óculos de proteção Calçados fechados Realização de Procedimentos Preparo de Materiais para Esterilização Serviços Gerais

Higienização das Áreas Uniforme Luvas de borracha Gorro Botas de borracha Coleta de Resíduos Comuns Coleta de Resíduos Hospitalares Uniforme Luvas de borracha Gorro Botas de borracha

Quadro 2 Protocolo de uso obrigatório por áreas da UBS e procedimentos

Na UBS analisada o preparo de medicação é realizado no setor de Hipodermia, mesmo sendo considerada uma sala de tratamento.

Enquanto, na coleta de resíduos hospitalar, fora os EPI mencionados, se faz necessário o avental impermeabilizante.

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fechados nos serviços prestados por profissionais de Enfermagem, Odontologia, Medicina e Serviços Gerais.

A WHO e o MS publicam periodicamente manuais sobre normas de segurança. Da mesma forma, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) deveria se propor a atender às necessidades dos servidores públicos que atuam na área da saúde, fornecendo recomendações técnicas baseadas em referencial teórico atualizado para subsidiar

as Gerências no sentido de educar e fiscalizar a utilização correta de EPI (13).

Esse tipo de Gestão Pública promoveria a saúde ocupacional e a prevenção de AT, evitando a contaminação cruzada ao cidadão-usuário. O resultado é a redução de ônus dos cofres públicos e a promoção da saúde pública.

A educação em saúde deve ser dirigida para atuar sobre o conhecimento das pessoas, fazendo com que elas desenvolvam juízo crítico e capacidade de intervenção sobre suas vidas, sobre as vidas do próximo e sobre o ambiente com o qual interagem

(26).

CONCLUSÃO

Durante o estudo foi possível observar que da amostra composta por 21 profissionais da saúde que atuam em uma UBS em São José dos Campos, ainda há alguns pontos a serem aprimorados, referentes aos conhecimentos sobre importância do uso de EPI e, consequentemente, aderirem às Normas Regulamentadoras.

Mesmo com EPI à disposição, o servidor banaliza o risco de um acidente de trabalho com material perfuro cortante ou com carga microbiana e outros riscos em 100% dos casos analisados. A equipe de Enfermagem que está exposta a vários riscos de contaminação, deve ser submetida a treinamentos periódicos para fixação dos conhecimentos e adesão aos protocolos vigentes de prevenção de acidentes.

Ao realizar o procedimento rotineiro como a administração de medicação intramuscular, os profissionais de Enfermagem estão totalmente expostos à contaminação de microorganismos e, consequentemente, a acidentes de trabalho. As luvas descartáveis funcionam como barreira física para prevenir a contaminação e a infecção cruzada.

Percebe-se neste estudo, a importância do uso correto de EPI para evitar acidentes de trabalho que acontecem devido à falta de conscientização dos servidores públicos que atuam na área da saúde.

Frente a essa conjuntura, recomenda-se o desenvolvimento de um programa de Educação Continuada, principalmente, à equipe de Enfermagem, seguido de fiscalização pela Gerente da UBS.

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humanos, como: correção de procedimentos inadequados, atualização de técnicas e procedimentos, promoção e adesão às práticas seguras de trabalho, instituir, protocolos para padronização de ações rotineiras em unidades de saúde.

Estes protocolos devem ser catalogados em manuais em cada área que necessita de uso de EPI, após realização de treinamentos. Esta seria uma forma de consulta adequada dos servidores na própria área que atuam, possibilitando assim corrigir as não-conformidades.

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Responsável pela submissão

Ana Cabanas

[email protected]

Recebido em 15/03/2012 Aprovado em 22/04/2012

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