Departamento de Ciências da Educação
Seminário de Acesso ao Doutoramento em Ciências da
Educação
Inovação Pedagógica
Políticas Educativas
Carga horária: 30 horas Unidades de crédito: 10 ECTS
Docente responsável: Profª. Doutora Jesus Maria Sousa e-mail: [email protected]
Introdução
A exploração da temática da política educativa, ao nível de um doutoramento em educação, pressupõe um distanciamento relativamente ao acto de ensino, localizado na sala de aula, tendo em vista uma perspectiva sistémica sobre o mesmo. Essa visão macro pressupõe uma abordagem transversal, que cruze um determinado sistema educativo (de um País, de um Estado, de um Município ou de uma Região) com os respectivos sistemas sociais, políticos e económicos, mas sem deixar de ter em conta um panorama mais vasto, sul-americano, ibero-americano ou mesmo mundial.
Para isso, teremos de seguir o esquema clássico de planificação – realização – avaliação, vulgarmente utilizado ao nível do currículo na sua dimensão restrita, para o aplicar à sua dimensão mais ampla, através do estudo dos programas de acção governativa, sua implementação e avaliação através de interpelações e debates em assembleia e de indicadores apresentados em relatórios de execução das políticas desenhadas.
Esta unidade curricular visa, com isso, exercitar no doutorando capacidades de reflexão e análise crítica do acto educativo, sem as quais dificilmente poderá assumir na sua plenitude a profissionalidade docente.
Objectivos:
Pretende-se que o doutorando, no final deste Seminário, seja capaz de: 1. Reconhecer a existência do condicionamento pelas agências políticas
supranacionais na determinação das políticas nacionais.
2. Conhecer os programas de governo relativamente à área da educação e do ensino, em articulação com a Constituição da República Federativa do Brasil, a Constituição do seu Estado e a Lei de Directrizes e Bases de Educação Nacional;
3. Discutir algumas questões levantadas pelos Parâmetros Curriculares Nacionais;
4. Analisar medidas políticas para a consecução de objectivos traçados; 5. Distinguir entre as intenções declaradas ao nível da política educativa
e a realidade;
6. Detectar as pressões que se fazem sentir sobre a educação, numa análise sistémica;
7. Analisar as linhas de força ou tendências (driving-forces) que sustentam as acções educativas;
8. Reconhecer as opções fundamentais e os valores que estão na base dum projecto educativo;
9. Conhecer o portal do Ministério da Educação e Cultura; 10.Conhecer o Relatório de Desenvolvimento Humano 2008/09.
Conteúdos:
1. Políticas educativas locais, regionais, nacionais e supranacionais; 2. Currículo ideológico, formal e operacional;
3. Programação, realização e avaliação das políticas de educação; 4. Quem define? Níveis de decisão político – educacional;
5. Para quem? Centralização e descentralização: regionalização e flexibilização; Abertura da educação;
6. Com que fim? Justificação da acção educativa: Que cidadão? Que sociedade? Que cultura? Os objectivos de desenvolvimento do Milénio; 7. O quê? Programas de governo e medidas legislativas;
8. Indicadores demográficos e educacionais ;
9. Em que contexto? A dinâmica política e os desafios da globalização e da pós-modernidade;
10. Que tipo de pressões? A abordagem sistémica;
11. A relação entre a educação e a economia: motor de desenvolvimento ou seu reflexo?
12. Educação e os índices de desenvolvimento humano.
Metodologia:
A metodologia de trabalho exigirá uma participação activa do doutorando na busca de informação, quer através de leitura e reflexão, em pares ou em grupo, quer através de idas ao parlamento e entrevistas aos responsáveis políticos pela educação municipal ou estadual.
Assumindo a forma de Seminário, esta unidade curricular assentará na discussão e apresentação de conclusões dos estudos efectuados aos demais elementos da turma.
Avaliação:
Produção de um trabalho individual escrito, com a estrutura de um artigo científico, a ser submetido por correio electrónico em formato .DOC, com um mínimo de 10 páginas A4 e um máximo de 15 (a um espaço e meio e em Times 12, excluindo capa, sumário, resumo e referências bibliográficas). Na eventualidade de algum trabalho não vir a revelar consistência, face aos objectivos da disciplina, o seu autor será convidado a reformulá-lo.
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