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CORTE Aluiu l(iSl)fK) S.-nii-sli-.- 11 S 0(10 Ti-iirtvstri- ."»S 000Publicada por J^ngelo ügostini
A r: o rr espondencia e reclamações d e v e ni ser d i r i ói d a s a Rua dn Assembléa, 4-4- Officma Lithojraphica da Revisla Illustrada
PROVÍNCIAS Anui) . ÜÜSOÜO Semestre 11 SOOU Avulso SÕUO
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--;vi*':.;,5V;V;e;è-;... .-.«/ {_ÜS PARTIDO» POLITIC01 PERANTE O CltUO
J ibtral ^be-rm Jtu voto e /Dvon-i ttfo-Lht iitnr,en.íaí Cone e í soe s
Consciva-dor — Je -vr. e ay wU--vrtí úe-m -n<-t eUiceto, folotCt-to a &M C-VCí - CU ' J '
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f0> firíei^.tstabtUurti o SyliaUí. ier*ibre-isC qHe o ií«cHi» ¦'«-
e -oin.n.i.
2
Revista niustrada
fgrnista {pnstrah
LlVf*0 OA Posp.A
I
Ao D«. K. Lcnoa. — .TalgaE)!í>-*BOiS Át- Sa*à de per-feita o j-crissi .lispoasaru-js o- sihb Kiài'c, E drmiis il sua r ceiU pòtie e*"tar n *> e.ts-' ãns. $n eaTãião Buros, e nós nno t^eremos «lnviLi*? itoieí (r-Sr. áa l^rruãio.Ao Sr. PBTrr.— Poiisse. rnoii ¦Kn5i.au
Ao Sr. Netto,— Om, vi eoafiair Ihãsucoiss a s=n avô ! Au Sr. S. A.— San certícs^nãi; * sMij-h ~~t -ê smpre lir-nivindo.
Ao Sr.. Bl*LI>ARlO. — <\>ga- eS.l-ã-S-2 *> í---*D:.-iT, villd"! bater ás portas do Roía.
Ao Sr. .Tos* da Coíkí Uiffe-s.— E*í-,7i, ns *na duvida se os arrufos de seu bem õtigmaiiT&m » «m^mãnsmo dos salões, ou s*1 foi est* qctb oeço^mus, iwpwlles.. Qnanlo" virm is l~, mii dedilhada esta mat*-**:**- ajpgslã-- coavers*) remos. Em todo casa, mil ge&t&s.
Ao Sn. D*.. Mp*sezes Vieielí. — Agr-i-^r-iâos * ei r~me-sa da sua BiHíotheca, dai mfmiBí&im.
A' DiaECT iria da P*Eas£VB**fiL*t*-*-r-ek Bb~.~»..****i3**iii. .— Rece-liido um exemplar de se-ti r-j-Eii* vm.
Rio, 5 de A gasta de ÍS7C Por fim de-contas, queira é sj-ae não tem ern sua vida uma destas teias; ate mão humor, em que se julga, si realmieBte não ê, co:!-trariado em seus habites, indniaçSas, es-peranças, opiniões, etc. Os Siossas avoengos inventaram o dito .- p#=- twim p&Hs ha um pedaço cie nrio oamiibk% e este rifão dos antigos, como geralmente tolas as suasju-diciosas sentenças, é de- araa Terdade irre-cusa vel.
*
udo isto quer dizer qne es n-em sei com que cara hei de hoje- apresentar-me diante destes illustres senhores a destas muito res-peita veis senhoras, que sadignasacoiastltuir-se e os maus benevolos leitaras.
E~ que na .semana passada ea esiive fora de meus hábitos, e beta ejse a decência com isso não soffresse, porque s estive "fora dos meus, enverguei outras sasüss sais amplos e espessos que a folha de %a,«ira dos tempos remotos do paraíso terreal. não appareci, estou certo muito airoso diante «Ias amabüissiüias creaturas, às quaes me peSto acima.
-*
*
Ma», que querem, eu estará oaairariâdó, obeso... eircumcripto...., «smcreto... ,
sn-porabundanto vesgo..., amolado... omiim tudo quanto os senhores quizoram, comtanto que nilo fosso o meu estado normal; ,r.o se, o que tinha, mas nüo me achava a gosto... talvez quo pela razilo muito simples de estar ainda a 29 de Julho.
?
* •»
Ah ! mas agora o caso ,'¦ outro : ontrei no mez da minha predilocçílo, nn mez om quo o dial.o avilu solto o os pobres do espirito tdm acoesso no templo du gloria, e eu ,,5o ceio, por cousa alguma deste mundo o cantinho que lá :ne esta reservado.
Por conseguinte está firmada a paz entre nós, uão è assim ?
Gentes ! parece que alguns dos s nhores ainda não estão muito corrntes!.. Olhem que eu já os chamei a todos d- ben volos.... Ha de ser muito feic d ixarem-me passar por mentiroso.
Nada. não s 'nhores ; tudo, menos isso.
Tenho dito muitas v zes, e cada vez mais me convenço que na minha terra fabricam-se as leis pelo systema que os antigos senhores feudaes construíam os seus casiellos e solares, com uma porta falsa ou escada furtada, para em occasiões de apuro poderem se pôr ao fresco sem indagar quem estava de vigia. As no-isas leis são arranjadas de maneira que sempre se prestam â interpretação que lhes quer dar qualquer maroto que quer einzar os simplórios e arranjar as cousas a seu falante.
Eu afflrmo sob o juramento do meu gráo, que ainda estou para receber, que não sei, pela legislação pátria o que vem a ser di-reito de propriedade.
E fundo-me nisto :
¦*•
Os parochiancs da freguezia de S. Chris-tovão requereram, ha talvez tres annos, um terreno na vastíssima praça de D. Pedro I, para edifícarem a sua igreja matriz. Pelo mi-msterio do império, estava então com a pasta o Sr. João Alfredo, foi declarado que só o corpo legislativo podia conceder terrenos que eram logradouros públicos. Por esse mesmo tempo o Sr. Ferreira Vianna apoderou-se de uma parte do largo da Mãi do Bispo para jardim da escola municipal e ninguém lhe foi á mão 1 Que lei é essa que permiti» ao'Sr. Ferreira Vianna para uso que a ninguém
utilisa, o mesmo que noga aos parochianos do S, Christovllo, para u.n fim tão neces-aario ?
-*¦ *
4
Tinha o governo uns terrenos na praia de I>. Manoel, trocou-o com a câmara por um pedaço do Largo do Paço; pois a ca-mara podo dispor dc uma cousa que não lho pertenço ? Não tinha o publico o direito tle propriedade áqdelle logradouro? Não. o tinha também em uma travessa em Santa Luzia, tomada por mu particular para quintal de s.'us prédios ?
* *
* *
Com quo direito quer o ministério tia guerra quo seja seu o terreno do Campo da Acclamaçao, fronteiro ao quartel ? E si julgava-se com direito a elle, porque con-sentio que se erguessem lá aquollas barracas para somente reclamar depois de levantadas? Fraca ou forte a cnnstriicção, tenho ouvido dizer, é embargada por illogal ou-imprópria logo em começo, si a deixarem concluir o quo está feito está feito, e viva lá o car-neiro. Deste regulamvnto e análogas dispo-sições a que os particulares estão sujeitos, estará isento o ministério da guerra, e a câmara municipal, ou a lei tem escada fur-tada ?
E etc. etc. etc.
*
Sabem os senhores que já está nas águas do Brazil o encouraçado Javary ; quando chegará à Independência ? A este respeito occorreu-me a seguinte reflexão :
O Brazil fez uma independência em 1822, e mandou fazer outra, cincoenta annos de-pois. Uma e outra custaram-lhe bam bons cobres, mas pagou-as e por essa razão tem direito a ambas, sem que de facto possua nenhuma das duas.
Antes de terminar corre-me o dever de em nome da redacção, cumprimentar o il-lustre amigo Vivaldi pela apparição da sua interessante Illustração do Brazil, cujo pri-meiro numero temos á vista.
Quando como o Sr. Vivaldi so reúne uma vontade firme, indomável amor ao trabalho e conhecimentos de que disp3e, á longa pra-tica jornalíspra-tica,' nilo se pôde deixar de au-gurar á sua nova publicação brilhante re-cepção e prospera carreira. E' o que de coração desejamos ao novo campeio da imprensa bra-zileira.
Revista Illustrada
Roaenhn llionti*i»!
Nilo ha motivo d„ queixa, Foi uma somana cheia a tpio vimos de passar,
Po-jas novas, novos artista?, ealréas, inaii-gnraçOos, do tudo houve pelos nossos thoatcps, e jiara tudo, e para Iodos.
Entretanto o quo mais desportou a cui-iosi-dade foi o reapparocinionlo dos artistas Lu-cinda -Simões o Furtado Coelho. Para vêl-os houve quem pagasse até quinzo mil róis por uma cadeira
Dizemos para vcl-os, porquo dous dias depois eram já rejeitadas as cadeiras, mesmo aos preços da casa, para ver a peça em que elles já haviam sido vistos.
Pois nao havia razão, porque a pera vale bem a pena de ser vista, e sobretudo, o princi-palmente de ser ouvida, pois que é do
ouvir-se e naò de ver-se.
E' uma linda comedia o Saputinho d,; seiim, e está posta em scena com aquelle capricho e esmero que sempre se reconheceu no_ Sr. Furtado Coelho.
Por parte delle e da Sra. Lucinda, e tam-bem por parte do Sr. Simões, a representação é artistica.
Lá a Sra. Luvini e o Sr. Torres, esses esticaram-se o mais que lhes foi possivel, o Sr. Torres a espremer-se todo e a Sra. Luvini toda a exprimir-se, lutaram deveras a ver quem melhor affectação mostrava.
A nossa opinião é que ambos ganharam na luta.
Somente, como para que elles ganhassem era necessário que alguém perdesse, perdeu a comedia.
FOLHETIM
MANOELA
CONTO ORIGINAI,
(Continuação) Um vulto gracioso appareceu no umbral. Era Manoela. Nào se havia ainda penteado o o desalinho de seu trajo indicava o descuido com que se vestira. O seu timão estava desabotoado, e não se ajustava bem nas costas.
Fernando espiava sôfrego. Procurou primeiro ver-lhe o rosto, que è o que os namorados ínnocentes mais olham; depois reparou no desarranjo dos cabellos e do trajo. Feriu-lhe a vista a dobra do timão cabida de um lado, desnudando um collo assetinado e alvis-simo. Viu elevar-se a nivea ondulação de um seio primoroso, esmagado pelo cadarço inclemente do cor-pinho de morim.
Foi uísa fascinação para o olhar do moço : demorou-o alli, preso e inicio vol, como si naquelle sanctuario de virgindade um imaiv occulto estivesse a exercer sua mystica attracção.
Os papeis da Sra, Lucinda e do Sr. Furtado foram nntriialniente interpretado»; nom outra cousa so poderia esperar dos artistas quo re-preseiitnrain Cinoína'0 Qual/ra-lnuça e o L"iiço branco. Ambos sio oxcellentos na dicçSo, qualidadb om que consisto, póde-se dizer, o mérito de seus papeis.
O Pr. Simões acompanhou-os bom. A. parle bufla ficou a cargo da Sra Eliza e do Sr. Felippe, que deram-lhe um tom do farça, pouco do accordo com o restante da comedia.
No mais.., o Sr. Furtado veiu mais gordp e mais calvo, e a Sra. Lucinda u:-i pouco mais magrinha.
Uma outra comedia, que serviu para estréa da companhia, e que so intitula Inglezes e Francezcs, lembrando o Amor londrino, é igualmente mimosa, e delia t;ra partido o Sr. Simões.
O Sr. Torres e a Sra. Luvini espremem-se e exprimem-se nella como na outra.
No S. Luiz representou-se a Pátria. E' um drama de assumpto patriótico, es-cripto pelo Sr. Lino de Assumpção, que aliás é portuguez, e não, como diz o Jornal do Commercio, brazileiro.
Verdade é que na mesma oceasião achava o Jornal que as Sras. Ignez Gomes e Anna Cardoso tinham deitado profundos conheci-mentos de arte no desempenho de seus papeis.
Ellas riram-se da noticia, provavelmente. Pois nesta peça,'em que ellas nada fazem, principalmente a Sra. Ignez, é que o Jornal lhes foi descobrir motivo para elogio?
E a Sra. Helena Balsemao, tão gorda,
Manoela julgava-se só. O seu olhar atravessou a cerca e fixou-se por um instante a ver, a procurar um objecto qualquer.
Fernando acreditou que ella o procurava a elle, assim como elle somente a procurava a olla. Talvez se não enganasse.
A menina tomou do um canto a enxadinha com* que costumava cuidar das suas flores, e com o carinho da míEi que affiga o filho estremecido, oecupou-se tempo inmienso. ora em arrancar as ervas damninhas, ora em estaque-ir as hastes dos craveiros cahidos.
Satisfeita do bem qui fizera, ia voltar para dentro, quando deparou no parapeito do poço o ramalhete de Fernando.
Habituada a contimns provas de affaição do moço, não surprendou-se nem de leve. Vacillou sobre si devia ou hão aceital-o Pegou no raminho e aspi-rou-o: era uma porção de violetas e de amores-per-foit-»s.
Esteve a olhal-o, como si áquellas florinhas exer- , cessem uma ignota influencia sobre os seus sentidos; áquellas fragrancias mescladas pila as conhecia já, e não era isso o mio a enlevava: havia alli o mys-teriòso perfume de uma flor desconhecida para ella, uma flor que leva ao coração umas pulsações preci-pitadas, um querer indefinido, uma aspiração suave: era a flor da afieição.
Fernando apertou o peito com as mãos, como pari comprimir um grito de felicidade.
Manoela continuava' a aspirar o mimoso raminho. Fm pouco relanceou o ollvtr em volta de si eomo paia ver si alguém a surprendia nos mimos que fazia, e esteve um momento a olhar para a casa de Fernando. Lembrou-se então de nma cousa que lhe não oceorrera
tfio nodia, -saliintlo tia saiu de ja.tiar e da ooainha para deitar dramalli.io!
Quando ella sacou do punhal para investir contra o Sr. Leopoldo, houve quem suppu-zesso, pela maneira artistica por que pegou no ferro, quo olla ia matar uma gallinha para' a ceia,
E o Jornal achou-a soberba!
Se nSo fora o acerto com que o Jornai fallou acerca do Sr. Medeiros, a sua noticia devia ser tomada como debiquo.
Ao menos assim o foi pelo publico, que na noite da segunda representação deixou a sala qua*:i vasia, não obstante a noticia o a opinião do Joi-nal.
E' que este publico é pouco patriota; naquella noite tinha mais para onde ir, e não quiz sacrificar-se pela P Iria.
Na mesma noticia a grande folha c-en-. sura o Sr. Faria j or interromper co:n o desempenho do seu papel uma scena senti-mental que ha no drama.
O que havia de fazer o Sr. Faria, desde que a situação para o seu papel era cômica? A culpa teve o a».'tor que a
escreveu.-Com certeza, o Jornal naquelle dia não estava fallando serio. Aquiílo tudo foi de-bique, foi gaÍ3tice.
Também o Cassino teve a sua peça nova,— os Noivos trocados.
A troca que o Cassino precisa é de artistas. Veja o Sr. Galvão se se rodeia de alguns collegas que o ajudem, ou então vá elle ajudar seus antigos collegas da Pltcenix, d'onde não devera nunca ter sabido.
O Cassino não lhe serve.
logo: o moço, que as havia posto alli, devia estar escondido am algum lugar para ver que destino daria ella 9s flores qüe lhe offerecia.. Uma onda de rubor avermelhou-lhe as faces: com um movimento preci-pitado largou as flores e ia voltar.
Mas retrahiu o passo. Operara-se'n.elia-.uma transição violenta e singular, como si uma idéa sinistra lhe resvalara pola mente: tomou de novo o ramalhete, e os seus leves dedinhos, crispados por uma coutracção nervosa, estnigalharam uma a uma as pobres florinhas, sem que ella revelasse am só vislumbre de pezar.
E foi-se a correr.
Fernando presenciou essa hecatombe com unia frieza glaeial. Parece que operara-s.i nelle uma transição igual-mente violenta, igualigual-mente singular. Também, não seguiu mais o vulto airoso de Sinhá .- ficou alli a olhar para áquellas pobres flores, mensageiras de seu amor, qüe exhalavam, jâ murchas, o ultimo perfume de suas pétalas, como um protesto mudo curtira a violência.
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Manoela tinha quinze annos apenas: era-mulher no corpo; n';üma, nào pissava de uma criança.
Hoje apresentaria o facto todos os caracteres de um phenomeno ; uão assim aaquelles tempos em que o3 uses o costumes de uma sociedade quasi patri-irchaL eram, pode-se dizer, modeladas por certas influencias de edu-cação que, si os não deixavam estaeionarios, não lhes permittiam com tudo sinão um movimento moroso, lento, de transição.
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í IfUt Ím/JÍTÍ» Jô/friT 'ttVjít v«íítimf "" -¦¦--¦ Or, , n.pn!
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Revista mustrada
O S. Pedro não salto da Cabaaa do Pai Thomaz.
Em compensação subiram do lá a Sra. Adelaide Pereira, o a Sra. Gilda.
Foi ura acontecimento infausto para a arte no S. Pedro.
Também a Phoenix love porda igual, e perigaram as suas representações :
Deixou de pertencer á companhia deste theatro a actriz Idalina.
No Alcazar....
Nao mettamos a mão em seara alheia Quanto a este theatro, veja-se o Vigoro.
L. Od ro.
ftable instantaiiée
L'aMODR DE IJSET1E Jean aimait Lisette, gentille suissesse; Mais pairvre, se inarier était un sacrifi.ee... Pour elle, qui aimait unpeu trop la richesso.
Pas d'argent, pas de suisse. S. A.
JRicoelietes
O tempo tem se mantido variável, ora frio, ora calor. Deu-lhe para arremedar o Sr. Pmto Lima que jà não ha que fiar delle.
Estes phenomenos lá de cima exercem sua influencia sobre muita gente sizuda cá de baixo. Para provar esta verdade ahi está o
Diário do Rio que também mio prova outra cousa.
Õ lonipo franziu a sobrancelha, o eis-raoiiifltro do Sr. Miguel da Silva anmmciou tempestade, e toca o Diário a conspirar con-tra a sorte das barraquinhas do Campo.
O
E tanto conspirou quo alias... ainda lí estão convidando o Sr. Caxias a trepar nos cavallinhos como fazia in, il'.o tempore o feliz major Lima o Silva que hoje só tropa em cavallo de carne o osso.
Como os tempos mudam e como os homens mudam mais que os tempos!'
E o Diário quo tanto decantou aquelias barracas é hoje quem diz cobras e lagartos das pobresinhas!
Bastou que a imprensa defendesse os thea-trinhos para sahir-se o Sr. Gonzaga com quatro pedras em cada mão.
E disse que aquillo era um coito de vicio, um lugar de perdição só freqüentado por capoeiros, mulheres... que desencaminham homens e homens que desencaminham car-teiras e'.. um poder de coisas cada qual peior. Mas, eu que felizmente não creio no Diário e muito menos em mulheres que desenca-minham os homens, quiz ir visitar aquelle campo tão celebre pelas façanhas do Pr. Ca-xias e pelas proesas do finado Telles.
E fui.
O
Pois sabem a quem tive a honra da en-contrar. Si acreditam no Diário, é inútil parafuzar, porque não adivinham.
Lá vi cu bem satisfeita a nossa Princeza Regente e ainda mais satisfeitos os nossos principinhos que brincavam bem alegres... sam ser á cabeçada.
O espirito religioso actuando em grau nimiamente elívado imprimia à educação, .que pouco mais era que nada em relação ao cultivo da intelligencia, uma certa reserva, um como circulo de ferro que limitava as ia-culdaies âo pensamento, conservando-o por longos annos em uma inacçao completa, n'uaw espécie de vegetação moral.
Manoela, pois, sô vagi. e iiicertamente, podia perceber o que lhe queria Fernando com os seus olhares em fogo, com as suas queixas freqüentes.
Em todos os seus aetos havia o cunho de um es-touvamento ebrusquidão meramente, instinetivos, e não o de uma intenção deliberadamentô má. Por ;ssO tor-nava-EC admirada de vêr o Trinco taciturno e enfadado, Quando horas uu minutos antes mostrava-se alegre e sa-tisfeito.
Por seu turno, elle não eomprehendia bem o que determinava a instabilidade de lmmor de Manoela ; ás Tezes a menina era dócil e affavel, outras arrebatada e violenta.
Isto concorria muito para as reservas com que elle procedia.
Na tarde, porém, em que surprendeu-a na cantiga, tornou-se mais resoluto e animoso : ia aos poucos re-conhecendo a improficniiiâde do temor e das meti-phoras.'
Â, menina ouviu-o chamil-a bonita, e confessar que líifi queria bem, mas não corriprt;hendeu logo todo o ai-C&uee dessas -lalavras que pela i-ríraeira vez ouvia diri-gidas a si, e de ms de bem trabalhai-as, foi recebendo impressões novas, o nunca sentidas.
Des^a tarde começou a transição. O facto do espe-demento das flores não fora já motivado por uma aürapção de seu habitual estoavamènto, mas por um
sentimento também novo naquelle seio ignorante : o
despeito. ,
Não havia esquecido o tel-a Fernando chamado ma, embora amonisassu a insinuação, já em si inaoeenle. com um elogio á sua. taslleza, e com uma homenagem .. sua pessoa, porque o sentimento que desabroclta n um coração de menina, é como a folha da pudtca sensitiva : um sopro o retrahe.
Adivinhando quo o ramalliote fora alli posto por elle, teve uns vagos desejos de aceital-o, e durar, e a súa longe irresol.ição, foi-lhe vindo a mente toda a scena da véspera,' e tão .-tn detalhe que lhe nao passou desapercebia i a], .lavra ma.. Mas ia por.,oir quando lembrou se de quo elle ... podia estar espiando : então um sentimento ineomprecenavel levou-a a es-pedaçar as flori ilhas.
Mas arr- pendèra-se logo. Mergulhada nas suas scisn.as, enlevada, absorta, lembrou-se dc tudo quanto Fernando lhe fazia, desde um ann.. a.raz, como prova de -ifieirão e de amor ; synthetisou -toda essa vila pas-sada, curta, mas cheia sempre de um nome que pro-nimciava indifferente quasi ; recompíz mentalmente o olhar e ns sorrisos delle ; adivinhou-lhe as liignliuis -• as dores, e souliu, lá uos folhos recônditos do coif.ee .. um misto de saudade e esperança, um desejo inundo, um palpitar ancioso e indelinivel.
IV
Foram os dias passando lentamente. Manoela raras vezes via Fernando e quando o chegava a ver, nota-va-lhe no rosto a côr da pallida tristeza, o os olhos afundados e sombrios.
Não ll.e faltava mais, el!e, nem a olhava também.
E no omtanto o Dinrio jurara qno... Mas islo de imprensa séria é mosmo de fazer rir um urso, pois não havia dn lembrar ao Globo despejar fuíliolim sobro tlfeatros !
O
E que folliotim I... Lougo o embastido coino a cabolloira do Hudson.
E tudo aquillo para dizer que «jà nüo é a primeira vez quo temos Furtado Coolho outro nds... »
Naturalmente por « por sor a segunda que «Ue vem ao Brazil... » E' um follietinista conseqüente.
« Trouxe-nos outrora Eliza... a valsa, a poesia.
Traz-nos agora Lucinda... a discípula adiantada, sabendo vestir e pisar. »
E calçar também O sapalinho da selbn vai-ilto como uma luva.
Agora o que o follietinista nio disse—e nunca dizem tudo os folhetiniètas—o nem eu posso descobrir ó a relação entro o recita-tivo de Bulhão Pato e a actriz que sabe pisar.
l'ois eu não hesito um momento. Pronun-cio-me pela segunda, mesmo sem acompa-nhamento de piano.
E a razão é simples: Era no outoynno tem os pés muito bem medidos, e eu sou como D. Belchior apai.tonado pelos pés peque-ninos.
Como D. Belchior, ou como Horacio de Almeida, porque um é copia do outro, como o Sapalinho de selim é imitação da Pala da GazAla.
O
E si não é imitação, como querem fazer crer os anuuncios, é cousa peior, é plagio. parecia fugir delia, ou por medo de vel-a ou por medo
de iiicomiiiodal-a.
-Como que se derramava de sua pessoa um fluido de soffrimento o de resignação.
Deixara em abandono aquelle jardim em que pas-sava horas esquecidas e lembrar-se deila; as ervas e o capim cresciam entre as roseiras e as violetas ; os era-veiros cabidos não tinham mais a mão carmi.es.i que os levantava ; as aranhas emmarauhavam alli as suas tèas ; as trepadeiras esgalhavam sem ordem, nem sy-metria ; tudo h ganlnmio um aspecto de tristeza sei-vatica : faltava áquelte corpo alguma coisa, a alma, e a alma alli era elle.
Manoela corno que lia naquelle abandono tudo o que se passava no moço ; suecediam-se os dias e tudo aquillo ia augmentando de tristeza.
A menina também sentiu-se triste : havia em seu seio urna coisa que lhe doia fundamente : a saudade. Então colheu umas üôres, e atirou-as no quintal de Fernando ; era a confissão que seus lábios não ou-saviun fazer, mas que lho pruria no seio ; era um perdão mudo que ella lhe pedia de ter sido ma. ..
Voltou no dia seguinte, e as suas flores estavam HO mesmo' lugar ; t rnou a ir vòl-as e ainda alli as en-cohtrou -. iam euimurchocendo ; dois, tres, quatro dias depois, e ja se confundiam com as folhas seccas da jabuücabeira...
Aquelles olhos sempre límpidos e vivos, se foram a pouco e pouco embaciando : duas lagrimas correram silenciosas... Eram as primeiras que lho latiam ão seio, tuinidas e crys.allinas.
Revista Illuatrada
A a-Joraçio da um pé que no Sixpatinho tle te- if tL» lugar a todo eni-edo,'os personagens mais importantes e ató alguns diálogos da comedia do Sr. Fernando Caldeira são creação do Sr. Joué de Alencar na Pata da
(la-zetla.
Isto, porém, em nada prejudica o Sapa-tiaí>o de selim que é uma boa comedia. E ,.¦-,—.-¦ dizer que si o Sr. José de Alencar fornece o cabedM, o Sr. Fernando Caldeira foi um eximi.» sapateiro.
E fica assim tudo conciliado.
Ao menos emquanto não chega o Sr. Alen-car qua em sabendo, da historia liem pôde não e*tar pelos auios, e então... o Gym-njisi.) que se aguentenie no balanço.
Si por causa do Guarang elle trouxe o Heller zajnzr. por muito tempo, o que não fará nei-te ca», que é de certo muito mais grave?
E ã elle: exigir seu cabedal, lá se vai desoasido asilo o sapatinho.
Sem .j, casa de dizer-se—quem o alheio... Ainda, bem que eu previno o caso. Depois não se chamem ao engano.
Fantasio.
Fábula instantânea
em reserva nés pola mesma fôrma transmit-timol-a aos leitores da,Revista.
Um dos nosos leOes do provincia saltindo fatigado da assembléa onde fizura um
bri-Em outras eras, sabe-se muito liem qno havia muito terreno -g poucos habitantes ahi por esse vasto mundo do Nojso Senhor, e os terrenos eram vendidos ordinariamente lhante espicharetur, foi á noito buscar dis- em lotes de Ires mil braças, sendo a venda trncç os no Alcazar. Uma das brilhantes ! effectuada com muitas ceremonias. Por exem-estrellas tendo-lho dado na vista, o nosso I pio:
Mirabeau do sul não descansou emquanto um | Um piloto precedia á medição, e comple-tando o lote, collocava um marco; olflcioso nao lhe arranjou um sim da diva
para uma ceia no hotel de Pariz. 0 champagne e os guisados de camarão onde havia bcaueoiip de piment actuaram vigorosamente na imaginação do f»liz
con- apie-sentava-se então o ouvidor de comarca, um aguazil, dois almotacés, o vendedor e com-prador e tres testemunhas; o ouvidor dirigia estas sacramentaes perguntas ao vendedor: quistador, que soffrego quoria ouvir palavras : — Pero Guedes Serapião, esta terra è de ardente amor
- Dize ó anjo formoso, dize quo mo amas! Ouça eu desses mimosos lábios essa declara-ção que almejo.
— Gros beta! va, —respsndeu a moça— ne suis-je pas ici pour ça?...
Em uma cidade de provincia
vossa ?
Saberá sua mercê que sim. E o aguazil ia escrevendo.
Estais resolvido a fazer delia venda a Gonçalo de Athaide ?
Saberá sua mercê" que estou. Legais esta extensão medida, domar-povo de j cada e conferida de tres mil braças ao
LIÇÍO «ATÜRMA liüTii Shò Jaajão freqüentemente Arrotos e mais ineiviüdades ; P*!1* ensino .lea-lhe o pai tosa valente.
referido Gonçalo, pelo preço ajustado de duas doblas?
— Saberá sua mercê que lego-a. Entregava então o vendedor o dinheiro, e recebia um ramalhete, repetindo aquelle aos quatro ventos a ultima palavra, lego-a. Foi desde então que a extensão detresmil braças de terreno, ficou se chamando legôa.
Quaai semeia ventos, colhe tempestades. S.A.
S*alesti-a
uma freguezia encommendnu a um esculptor estrangei o recentemente estabelecido no paiz a promptificação de um S. Miguel padroeiro da sobredita freguezia. 0 artista metteu mãos a .obra e prompta a encommendii a;iresm-tou-a no consislorio, onde os irmüos gra-duados foram chamados a dar sua opinião sob» a boa ou má execução da imagem.
Um d'entre elles que andava de estica com
o esculptor, achou mil defeitos no santo e Em um theatro repre3entava-se pela pri-oppôz-se a que fosse recebido e pago o preço j meira vez um dramalhão de força. Intrinca-convencionado. | dissimo enredo atravessava toda a peça, e no — Vede, caríssimos irmSos, não ha ninguém I ultimo acto havia uma scena de explicarão entre o galan, e a primeira dama ; o dialogo começava de pé, e a dama tremula e agitada devia sentar-se a um sofá e j unto delia sen-tar-se-hia depoij o galan. Aconteceu, porém, que o frágil accessorio não resistisse á ma-neira brusca com que o actor sobre elle atirou-se e paitmdo-se pelo nieio viessem os * que conheça S. ".liguei que n<ão o tenha visto
sempre com os olhos arregalados, e este tem um olho quasi fechado que parece que o está piscando para a gente, e isto é máo exemplo para os rapaies que aqui vêm ás novenas, j que já de si não são muito seguros. A orelha ! direita é maior que a esquerda ; tem a cara --..¦-...-.
Ista redacção appareceu um vermelha e afoguéada que parece a do Sr. provedor quando janta como Joaquim Taveira. j O diabo qne está em baixo é horrível e im- I perfeito ; onde é que se viu um diabo assim j •tão ordinário ? Nós queríamos um S. Miguel j bonito como S. Vicente Ferreira da fazenda ! cariSb tendei escrito:
F... frofes&yr de musica dá lições d; pitar} e-afcr. domicilo a 6S010 por m rr.
Xãa é caro,, disse o nosso collabor.idor RjUalo, e eu : prareito para aperfeiçoar-me Beeíe lastrameaife.
E lã foi a correi*.
DaM a meia hora. voltou desapontado. Então I
E* caro.
Oi! h-jateai, 6SOM por maz! Sim, mas sã dá uma lição
§
A sagainte fa-^aaia fni-nos referida por uris» oUaaa N. R. e cima nol-a disse muito
dois ao chão, rolando ella sobre elle. O povo julgando que aquillo era da peça applaudiu o lance frenetieamente, concor-dando que não se poderia representar com maior naturalidade.
A noticia correu mundo ejia repetiçilo do do commendador Cabral e este é feio, papudo e ; drama foi o pasmo geral não se reproduzindo com a cara inchada que parece que tem m
.;¦-feio. E depois, reparem que oste santo está indecente com aquelle saiote qué nem lhe chega aos joelhos ; nenhuma senhora capaz se atreverá a fazei* oração olhando para elle, porque pôde dar-se o caso de ventar o nor-deste
O santo foi rejeitado unanimemente.
o incidente da primeira noite e ferveu a pa-teada. 0»directór veio então ao proscênio ex-plicar o facto, mas o povo gritou que sem a quebra do sofá não queria o drama, por ser assim mais divertido !
E sejam lá juizes com taes mordomos.
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