• Nenhum resultado encontrado

5 de junho. Dia Mundial do Meio Ambiente

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "5 de junho. Dia Mundial do Meio Ambiente"

Copied!
8
0
0

Texto

(1)

Rio de Janeiro em destaque: Violência assusta moradores da Urca.

São Paulo em destaque: Recorde de apreensão de drogas em junho .

Dica do mês:

Como contribuir para diminuir o lixo plástico.

Atividade do mês: Briefing de segurança na SERVIER.

MOVI-News

No dia 5 de junho foi celebrado como

o Dia Mundial do Meio Ambiente. Esta celebração foi instituída pela Assembleia Geral das Nações Unidas na Resolução XXVII, de 15 de dezembro de 1972, com a qual foi aberta a Conferência de Esto-colmo, na Suécia, cujo tema central foi o Ambiente Humano. Cinquenta anos após a conferência, muitas perguntas ainda per-manecem sem resposta, tais como: Será que estamos realmente dando a devida importância ao meio ambiente? Será que estamos cuidando do nosso planeta como deveríamos? Se pensarmos que é neste pe-queno corpo celeste perdido no Universo que nascemos, estudamos, trabalhamos, amamos, criamos nossos filhos e morre-mos, temos muito que melhorar para as-segurar às gerações futuras um mundo em condições de perpetuar a vida e o futuro da humanidade. Mesmo diante da certeza de que precisamos cuidar deste planeta fan-tástico em que vivemos, muitas das vezes temos a sensação de que as medidas de preservação do meio ambiente que expe-rimentamos são, na prática, inócuas, com-paradas à complexidade e dimensão do problema. Corroboram para esse estado de espírito notícias rotineiramente veiculadas pela mídia, mostrando o descaso de certos governantes para com o tema. Tal postura abominável se torna ainda mais preocu-pante quando é adotada por alguns dos lí-deres das nações mais desenvolvidas e po-derosas do mundo, que à custa de obterem taxas de crescimento econômico de dois dígitos, continuam impunemente a descar-regar toneladas e toneladas de poluentes diariamente na natureza. As condutas ego-ístas e criminosas desses governantes nos dão a falsa ideia de que eles possuem uma solução mágica para continuar existindo, mesmo após destruírem o planeta. Se por um lado é muito cômodo para nós, cida-dãos brasileiros, apontarmos como os úni-cos vilões poderosos governantes estran-geiros, pelo outro nos olvidamos de nossa

Junho de 2018

4 6 8 8

cota de responsabilidade, afinal, estamos todos no mesmo barco e somos todos fi-lhos da mesma Terra. Essa nossa falta de responsabilidade é tão evidente, que da-dos estatísticos nos mostram que em vinte anos o Brasil saltou da 17ª posição (1997) para a 7ª posição (2017) no ranque dos pa-íses que mais poluem o planeta.

O Protocolo de Kioto (1997) e o Acor-do de Paris (2015), acenderam o alerta de preocupação com os modelos de

desen-volvimento industrial e de consumo que ainda adotamos no planeta, além disso, as-sinalaram medidas urgentes visando ame-nizar o impacto dessas práticas no meio ambiente, que se não adotadas, segundo especialistas, acarretarão o rápido e irre-versível aumento do aquecimento global.

Uma em cada dez mortes no mundo é atribuída à poluição (taxa maior do que as mortes por uso de álcool e drogas). Este é o quarto maior causador de óbitos no mundo.

87% da população vive em áre-as cujos níveis de poluição es-tão acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde.

Mais de 200 bilhões de dóla-res são perdido todos os anos por mortes e outros problemas gerados pela poluição.

Aumento de 2º C é a meta do Acordo de Paris, assinado em 2015.

5 de junho. Dia Mundial do Meio Ambiente

Somente dez países correspondem a 72% das emissões de gases poluentes. Abaixo os dez

maiores emissores de poluentes.

Fonte: Adaptado de Revista Exame de junho de 2017. Fonte: Word Resources Institute / Banco Mundial e ClimateInteractive 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24 26 China 25% 14% 10% 7% 5% 3% 2% 1,8% 1,7% 1,6% EUA União Europeia Índia Rússia Japão Indonésia México Irã Brasil Campeões de Poluentes

(2)

Mas o que são o Protocolo de Kioto e o Acordo de Paris?

O Protocolo de Kyoto, redigido e as-sinado na cidade de Kyoto, no Japão, em 1997, e que só entrou em vigor em 2004, é um acordo internacional entre os países integrantes da Organização das Nações Unidas (ONU), que foi firmado com o objetivo de se reduzir a emissão de gases causadores do efeito estufa e o consequen-te aquecimento global.

No Protocolo, as nações se compro-metiam em reduzir a emissão de gases causadores do efeito estufa em 5,2%, comparando-se aos níveis medidos em 1990, sendo o principal alvo o gás carbô-nico, ou dióxido de carbono, por ser ele o gás que mais contribui para o efeito estufa e está atingindo concentrações cada vez mais altas na atmosfera.

A intensidade do corte nas emissões de gases poluentes variava, contudo, de país para país, e só eram obrigadas a seguir o

Anualmente a Organização das Na-ções Unidas escolhe um assunto rela-cionado às questões mais prementes da atualidade para lançar como tema no Dia Mundial do Meio Ambiente e este ano o mote escolhido é o “Beat Plastic Pollu-tion” (Combater a Poluição Plástica, em tradução livre).

Dentre todos os vários tipos de polui-ção que afetam a humanidade, uma das mais preocupantes é a poluição causada pelo descarte de objetos de plástico di-retamente na natureza. De acordo com dados fornecidos pela ONU, uma garrafa plástica leva pelo menos 450 anos para que desapareça por completo na natureza.

MOVI-News

Junho de 2018 Brasil - pg.2

compromisso acima as nações considera-das desenvolviconsidera-das.

Um dos grandes empecilhos ao su-cesso do Protocolo de Kioto foi a posição contrária adotada pelos Estados Unidos, que alegaram que a implantação das metas prejudicaria a economia do país, além de o Protocolo não exigir redução de emissões dos países em desenvolvimento, como a China e a Índia.

Já o Acordo de Paris é um tratado no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UN-FCCC - sigla em inglês), que rege medidas de redução de emissão de dióxido de car-bono a partir de 2020. O acordo foi nego-ciado em Paris, durante a 21ª Conferência do Clima (COP-21- sigla em inglês), sen-do aprovasen-do em 12 de dezembro de 2015. O objetivo central foi fortalecer a resposta global à ameaça da mudança do clima e de reforçar a capacidade dos países para lidar com os impactos decorrentes dessas mudanças.

O Acordo foi aprovado pelos 195 pa-íses da UNFCCC para reduzir emissões de gases de efeito estufa no contexto do desenvolvimento sustentável. O compro-misso foi firmado no sentido de manter o aumento da temperatura média global em bem menos de 2°C acima dos níveis pré-industriais e de envidar esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais.

Para o alcance do objetivo final do Acordo, os governos se envolveram na construção de seus próprios compromis-sos, a partir das chamadas Pretendidas Contribuições Nacionalmente Determina-das (iNDC - sigla em inglês). Por meio Determina-das iNDCs, cada nação apresentou sua contri-buição de redução de emissões dos gases de efeito estufa, seguindo o que cada go-verno considera viável a partir do cenário social e econômico local.

O Acordo de Paris está em processo ainda, tudo indica que até 2024 ele seja concretizado.

Combater a Poluição Plástica é o tema deste ano para o

Dia Mundial do Meio Ambiente

A cada minuto, 1 milhão de garrafas de plástico são compradas em todo o mundo e por ano são usadas de 500 bilhões a 1 trilhão de sacolas plásticas descartáveis.

Apenas durante os dez últimos anos foi produzido mais plástico do que em todo o século passado. Anualmente, 17 milhões de barris de petróleo são utiliza-dos somente para a produção de garrafas plásticas. No total, metade do plástico que utilizado é de uso único.

“Nosso mundo é inundado por resídu-os plásticresídu-os prejudiciais. Os microplásti-cos nos mares agora superam as estrelas da nossa galáxia. De ilhas remotas ao Ártico, nada é intocado. Se as tendências

atuais continuarem, até 2050 nossos oce-anos terão mais plástico do que peixes”,

afirmou António Guterres, secretário-ge-ral da ONU.

Levando-se em conta que a taxa média global de reciclagem desses produtos é de 25%, isso significa um volume enorme de lixo plástico descartado nos oceanos.

Estima-se que pelo menos 8 milhões de toneladas de lixo plástico vão parar nos mares anualmente, onde sufocam os reci-fes de corais e ameaçam a fauna marinha vulnerável.

A Campanha “Clean Seas”

No dia 8 de junho comemora-se o Dia Mundial dos Oceanos. Este ano o chefe da ONU Meio Ambiente, Erik Solheim, co-memorou a adesão de oito novos países à campanha “Clean Seas” (Mares Limpos). Esta campanha visa proteger as águas sal-gadas do planeta contra a poluição plás-tica. Com isso, subiu para 51 o número de países envolvidos com a estratégia das Nações Unidas, representando 62% de to-das as costas do planeta.

Segundo Solheim, a Mares Limpos é agora o maior pacto global para combater o lixo marinho.

Entre os novos apoiadores, está a Ín-dia, sede oficial das celebrações do Dia Mundial do Meio Ambiente. O gigante asiático se comprometeu a banir todos os

(3)

MOVI-News

Brasil - pg.3 Junho de 2018

plásticos descartáveis até 2022. A nação também prometeu fazer uma inspeção de todo seu litoral, com o apoio da campanha da ONU.

Na Nigéria, um dos dez países que mais polui a natureza com plástico, serão criadas 26 centros de reciclagem do mate-rial. A medida é parte das metas firmadas pela nação africana junto à Mares Limpos.

Argentina, Costa do Marfim, Emira-dos Árabes UniEmira-dos, Honduras, Guiana e Vanuatu também se uniram à campanha da ONU.

Plástico prejudica aves marinhas

Até 2050, 99% das aves marinhas terão ingerido plástico. O lixo prejudica mais de 600 espécies marinhas, 15% de-las em extinção.

De acordo com a campanha da ONU, outro grande vilão dos mares são os mi-croplásticos, partículas que medem menos de 5mm e que estão presentes também em cosméticos e produtos de higiene. Pelo menos 51 trilhões de partículas de micro-plásticos já estão nos oceanos.

Mais de 30 agências da ONU contra o plástico descartável

O secretário-geral da ONU, António Guterres, lembrou que 80% da poluição marinha vem do continente - incluindo 8 milhões de toneladas de plástico por ano, o que corresponde a um caminhão cheio por minuto. Para o dirigente máximo das Nações Unidas, isso “entope cursos

d’água, prejudica comunidades que de-pendem da pesca e do turismo, mata tar-tarugas e pássaros, baleias e golfinhos, e encontra meios de chegar às áreas mais remotas do planeta e a toda a cadeia ali-mentar de que em última análise nós de-pendemos”.

Guterres convocou todos os cidadãos a se mobilizar pelo fim do lixo plástico:

“Ações começam em casa e falam mais alto do que palavras. As Nações Unidas visam dar o exemplo, e mais de 30 das nossas agências agora já começaram a trabalhar para acabar com o uso de plás-tico descartável. Mas todos precisam fa-zer a sua parte”.

Oceanos absorveram 93% do excesso de calor do efeito estufa

Também por ocasião do dia inter-nacional, a chefe da UNESCO, Audrey Azoulay, lembrou que os mares são essen-ciais para a manutenção da vida no pla-neta. Os oceanos fornecem mais de 60% dos “serviços ecossistêmicos”, a começar pela produção da maior parte do oxigênio

e pela regulação do clima. Nos últimos 50 anos, as águas salgadas do mundo absor-veram 93% do excesso de calor ligado ao agravamento do efeito estufa.

Mas a saúde dos mares está em risco, enfatizou a dirigente, devido à elevada ex-ploração de recursos, como a pesca preda-tória, à poluição e o aumento da absorção de gás carbônico. “Aquecimento global,

acidificação, zonas mortas, proliferação de algas nocivas e degradação do ecos-sistema são fenômenos que refletem o impacto das atividades humanas no ocea-no”, afirmou Audrey.

A diretora-geral da UNESCO chamou atenção para a descoberta em 2018 de uma nova zona morta, no Golfo de Omã. A área é maior do que a Escócia e con-tinua se expandindo. O fenômeno ocorre quando a vida marinha sofre um proces-so de asfixia, com níveis dramaticamente baixos de oxigênio.

“Apesar disso, existem soluções para combater tais desastres. Lugares nos quais a destruição foi interrompida voltaram a ter vida. O meio ambiente marinho é ca-paz de demonstrar resiliência, se nós per-mitirmos a sua recuperação das pressões antropogênicas, por meio da boa gestão de seus ecossistemas.”

Audrey elogiou a resolução da Assem-bleia Geral da ONU que proclama a Dé-cada das Nações Unidas da Ciência Oceâ-nica para o Desenvolvimento Sustentável, em 2021-2030. Aprovada no ano passado, medida visa ampliar investimentos desti-nados a essa área de pesquisa, que recebe somente 4,5% dos recursos públicos dis-ponibilizados para as ciências naturais.

“Nenhum país sozinho é capaz de mensurar as mudanças que ocorrem no oceano, nem de limpá-lo e protegê-lo. Por meio da cooperação internacional, da transferência de tecnologia e do compar-tilhamento de conhecimentos, nós pode-mos ter sucesso no desenvolvimento de políticas favoráveis ao meio ambiente, que promovam o crescimento sustentável com base no oceano”, completou a chefe da UNESCO.

A quantas anda a poluição por plásticos no Brasil.

Segundo dados do Compromisso Em-presarial para a Reciclagem (Cempre), 21,7% dos plásticos foram reciclados no Brasil em 2011, o equivalente a 953 mil toneladas/ano. Ainda em 2011, a campeã na reciclagem mundial de plásticos foi a Suécia (53%), seguida da Alemanha (33%), Bélgica (29,2%) e Itália (23,5%).

Infelizmente, o plástico é um dos materiais mais encontrados em aterros sanitários e lixões. O potencial ambiental e econômico desperdiçado com essa des-tinação inadequada gera perdas estimadas em R$ 5 bilhões/ano. E mais: entre 500 bilhões e um trilhão de sacolas plásticas são consumidas em todo o mundo anual-mente. Só no Brasil são distribuídas cerca de 1,5 milhão de sacolinhas por hora!

A maior parte da poluição dos mares brasileiros é oriunda do descarte impró-prio de plásticos, medicamentos, drogas e esgoto doméstico, segundo levantamento realizado em praias de São Paulo, Bahia e Alagoas pelo Instituto Oceanográfico da USP (IO), em parceria com o Institu-to Socioambiental dos Plásticos (Plasti-vida). Esse monitoramento faz parte de uma série de ações iniciadas em 2012, a partir de um convênio entre as insti-tuições, visando o correto tratamento do meio ambiente aquático.

Os estudos resultantes dessa associa-ção têm como objetivo conhecer melhor o tamanho e as características da poluição do oceano no Brasil, dimensionar a con-tribuição do País para a situação global e desvendar a origem dos resíduos nos ma-res e praias nacionais.

Até o momento, as conclusões obtidas foram principalmente duas: a de que o lixo presente nas águas oceânicas advém, majoritariamente, do continente e a de que o problema é multisetorial (ou seja, a variedade dos lixos encontrados no mar é enorme). Dessa forma, o IO e a Plastivida interpretaram os resultados como indícios de que o cidadão pode ter um grande pa-pel na melhora dessa situação, já que o lixo dos continentes é gerado por ele. Por isso, a parceria também foca na educação do público acerca do descarte de resíduos nos mares.

Filhote de tartaruga preso a plástico em Maragogi, AL.

(4)

MOVI-News

Juhho de 2018 Rio de Janeiro - pg.4

Considerada uma das regiões mais bonitas, emblemáticas e aprazíveis do Rio de Janeiro, a Urca viveu momentos de terror no início de junho, em razão de um intenso tiroteio que deixou em pâni-co moradores e visitantes do tradicional bairro carioca e cujos desdobramentos tiveram grande repercussão na imprensa e nas redes sociais, principalmente por descortinarem uma realidade até então muito distante do bairro considerado o mais seguro da cidade. Será que esse fato mancha a história da Urca, igualando-a a outros lugares que convivem diariamente com a violência do Rio de Janeiro? Essa é a questão que discutiremos nesta edição de MOVINEWS, antes, porém, vamos contar um pouco da história do pitoresco bairro carioca.

A história do bairro da Urca

O bairro da Urca, com as caracterís-ticas geográficas que conhecemos hoje, durante muitos séculos não existiu, pois as águas da baía de Guanabara batiam diretamente nas rochas que circundam os morros da Urca e do Pão de Açúcar. Na-quela época havia de um lado a praia da Saudade e a praia Vermelha e do outro a praia de Fora e o morro Cara de Cão, com a Fortaleza de São João.

A região onde hoje fica o bairro come-çou a ganhar os contornos atuais somen-te a partir do final do século XIX. Ansomen-tes, porém, aquela área da cidade fez parte de todo o contexto que envolveu os conflitos entre portugueses, franceses e índios, ser-vindo de base militar para as tropas por-tuguesas durante o século XVI.

A primeira iniciativa de transformar o local em um novo bairro é atribuída ao comerciante português Domingos Fer-nandes Pinto, que planejou para aquele pedaço singular da cidade prédios obe-decendo “a um novo estilo, elegante e artístico”. Em 2 de março de 1895, ele assinou contrato com a Intendência Mu-nicipal para a construção de um cais, que ligaria a praia da Saudade, em frente ao Instituto Benjamim Constant, à Escola de Aprendizes de Artilheiros, na Fortaleza de São João. Contudo, anos depois da

ini-ciativa do comerciante português, o Exér-cito embargou a obra, por acreditar que o acesso à área militar daquela região ficas-se vulnerável. Um novo contrato com a Intendência Municipal para que as obras do cais fossem realizadas foi assinado so-mente em 1919, porém, Domingos Fer-nandes Pinto não conseguiu honrá-lo.

Passados dois anos, já em 1921, esse mesmo plano ganhou uma nova chance de ser posto em prática, quando o enge-nheiro Oscar de Almeida Gama criou a Sociedade Anônima Empresa da Urca, concessionária de Domingos Fernandes Pinto, com o objetivo de dar execução aos contratos para construção do cais, ligan-do a praia da Saudade à Fortaleza de São João, seguindo as normas do contrato de 1919, entre a Prefeitura e Fernandes Pin-to, o que fez com que o bairro se desen-volvesse rapidamente, mantendo, porém, as características peculiares e únicas que o diferencia dos demais bairros cariocas.

Com extensão territorial de 23,19 km², pouco mais de 7 mil moradores (2010) e um IDH elevado de 0,952 (2000), a Urca é um tradicional bairro da Zona Sul do Rio, que abrigou parte da aristocracia do início do século XX, e posteriormente um dos mais badalados cassinos da cidade: O Cassino da Urca. Devido à proximidade com o cassino, grandes nomes do show--biz residiram no bairro, como foi o caso de Dalva de Oliveira e Carmen Miranda, a brasileira, nascida em Portugal, que

Fuzis apreendidos pelo Choque em ação na Babilônia que teve tiroteio na Praia Vermelha .

Foto: Divulgação / PMERJ.

conquistou Hollywood. Possuindo um dos pontos turísticos mais conhecidos do mundo: o Bondinho do Pão de Açúcar, te-leférico inaugurado em 27 de outubro de 1912, ligando a Praia Vermelha ao Mor-ro da Urca e ao MorMor-ro do Pão de Açúcar, que desde sua inauguração já transportou mais de 37 milhões de pessoas. O bairro também sedia outras instituições impor-tantes como: o Instituto Militar de En-genharia (IME), a Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME), a Escola de Guerra Naval (EGN), a Escola Superior de Guerra (ESG), a Escola de Educação Física do Exército (EsEFEx), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) , a Universidade Federal do Esta-do Esta-do Rio de Janeiro (UNIRIO), o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, o Institu-to Benjamin Constant, o Museu de Ciên-cias da Terra, a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), o Forte São João, o Iate Clube do Rio de Janeiro e o prédio do antigo Cassino da Urca, que também sediou a extinta TV Tupi e que atualmente abriga o renomado Istituto Europeo di Design. Além desses conheci-dos pontos, há outros atrativos que fazem sucesso, que são as paias Vermelha e da Urca, a Praça General Tibúrcio e a mure-ta da Urca, locais muito procurados por moradores e turistas que apreciam boa comida, boa bebida e algumas das vistas e do pôr do Sol mais bonitos da cidade maravilhosa.

(5)

MOVI-News

Rio de Janeiro - pg.5 Junho de 2018

Na tarde do dia 8 de junho, uma sex-ta-feira, os bairros do Leme e da Urca se depararam com uma intensa troca de ti-ros entre Policiais Militares e criminosos que disputam o controle da venda de dro-gas das comunidades do morros da Babi-lônia e do Chapéu Mangueira, no bairro do Leme. Pela primeira vez na história, o bondinho do Pão de Açúcar teve que interromper, por questões de segurança, suas operações. Interrupção que durou duas horas. Além do bondinho, o aero-porto Santos Dumont também paralisou por quinze minutos suas operações, pois a Urca é rota de passagem das aeronaves que chegam ou saem daquele movimen-tado aeroporto.

Durante a intensa troca de tiros, mui-tos frequentadores, turistas e moradores, assustados, postaram vídeos nas redes sociais retratando a violência do evento, afirmando terem visto policiais e sus-peitos armados em confronto na Praia Vermelha. Ainda segundo testemunhas, os criminosos teriam fugido pela mata que liga a Urca ao morro da Babilônia, no Leme. Esses frequentadores, turistas e moradores se viram diante de uma si-tuação incomum e atípica, já que a Urca é considerada um dos bairros mais segu-ros da cidade. Entre os fatores que con-tribuem para essa realidade, destaca-se o

fato do bairro sediar várias unidades das Forças Armadas, além de ter praticamen-te um só local de entrada e de saída.

O que teria gerado o tiroteio?

Segundo informações fornecidas pela Polícia Militar, a troca de tiros teve iní-cio por volta das 13h, do dia 8 de junho, quando o Batalhão de Choque avançava em operação pela mata na direção das comunidades dos morros da Babilônia e do Chapéu-Mangueira, no bairro do Leme. Ainda na mata os policiais mili-tares foram encurralados pelos trafican-tes, sendo um sargento ferido. Diante da situação desfavorável, os militares soli-citaram apoio, sendo deslocado um heli-cóptero da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE), da Polícia Civil, para auxiliá-los.

A operação do Choque tinha por fina-lidade acabar com confrontos que já du-ravam quatro dias e que teriam iniciado quando a comunidade foi invadida por criminosos pertencentes ao Comando Vermelho, que queriam dominar a favela controlada pelo Terceiro Comando Puro, que também controla a vizinha comuni-dade do Chapéu-Mangueira.

Instantes após o sargento ter sido feri-do nas pernas por estilhaços de granada, porém, sem muita gravidade, as Polícias

Militar e Civil iniciaram uma grande ope-ração, contanto, inclusive, com o apoio de aeronaves. Verificando o grande apa-rato que compunha essa nova operação, alguns traficantes iniciaram fuga pela mata, em sentido ao bairro da Urca, quan-do foram surpreendiquan-dos pela presença de mais policiais, iniciando-se nova e inten-sa troca de tiros, que resultou na prisão de um traficante e na apreensão de seis fuzis. A permanência, ao longo da sema-na, de efetivos das Polícias no Leme e na Urca permitiu que outros sete corpos fossem encontrados na região da Praia Vermelha, sendo também apreendidos mais cinco fuzis, três pistolas, granadas e munições dentro de uma embarcação na Baía de Guanabara, que era utilizada por três traficantes do Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, que disseram estar resgatando as armas que foram deixadas para trás durante o confronto no morro da Babilônia.

O que diz a Polícia sobre o fato

Em razão da violência do episódio ter deixado em pânico frequentadores, turis-tas e moradores da Urca, a MOVISAFE entrevistou o Capitão Augusto, Chefe da Seção de Operações do 2º Batalhão de Polícia Militar, unidade responsável pelo policiamento ostensivo do bairro, para colher informações sobre o tiroteio e, mais importante, entender até que ponto ele compromete o histórico favorável de baixo índice de criminalidade no bairro. O oficial afirmou que a troca de tiros en-tre a Polícia e narcotraficantes em fuga da comunidade da Babilônia foi um fato atípico e pontual, que nunca havia acon-tecido na Urca, que dificilmente voltará a acontecer e que não condiz com seu dia a dia, pois a Urca é historicamente o bair-ro com o menor índice de criminalidade dentre os patrulhados pelo seu batalhão e um dos reconhecidamente mais calmos da cidade. Para corroborar com suas pa-lavras, afirmou ainda que desde o dia 8 de junho - dia do tiroteio - não houve ne-nhum outro confronto armado ou mesmo roubo registrados no bairro.

PM ficou ferido por estilhaços de granada na Urca.

Foto: Reprodução/Whatsapp.

Tiroteio entre a Polícia e traficantes que fugiam do Leme

causa pânico na Urca e fecha bondinho do Pão de Açúcar.

(6)

MOVI-News

Junho de 2018 São Paulo - pg.6

Estado de São Paulo bate recorde de

apreensão de drogas em junho

Apesar de a Copa do Mundo ter to-mado a atenção do Brasil e dominado as manchetes dos jornais durante o último mês, devido à grande expectativa que todos alimentavam de que a seleção co-mandada por Tite pudesse nos devolver o prestígio perdido desde a Copa de 2014, a escalada da violência no cotidiano do brasileiro não parou, pelo contrário, para a Polícia de São Paulo, junho foi um mês bastante movimentado, principalmente em razão da expressiva quantidade de drogas apreendidas pelas Polícia Militar e Rodoviária Federal nas rodovias que cortam o estado, mormente, a apreensão de maconha.

Talvez sob a influência da Copa, já no primeiro dia de junho a Polícia paulista bateu seu recorde, realizando a maior apreensão de drogas neste ano. O feito se deu no interior do estado, na cidade de Avaí, quando policiais do 2º Batalhão da Polícia Rodoviária estadual apreende-ram uma carreta que transportava, além de aveia, quase 7 toneladas de maconha. A apreensão ocorreu durante um patru-lhamento noturno de rotina na Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP 294). Na altura do Km 371 os policiais desconfiaram de um caminhão que esta-va parado, aparentemente quebrado, no interior do pátio de um posto de combus-tíveis. Ao abordarem o veículo, o moto-rista se mostrou bastante nervoso, o que os induziu a verificar a carga. Na revista

foram encontrados vários tabletes de ma-conha prensada, embalados em fardos e distribuídos sob o carregamento de aveia a granel que ocupava toda a carroceira da carreta. No total foram recolhidos 6.890 kg de maconha. Diante das evidências, o motorista contou aos policiais que havia recebido o caminhão carregado em Ponta Porã (MS), na divisa com o Paraguai, e que o destino final da carga era a cidade de Atibaia, na região de Campinas. Em sua defesa alegou desconhecer que além do cereal também transportava maconha. O motorista foi encaminhado para a dele-gacia da Polícia Federal em Bauru, onde foi autuado por tráfico de drogas.

Na maior apreensão anterior no

esta-do, realizada em abril deste ano, a Polí-cia Rodoviária Federal havia encontrado 3,2 toneladas de maconha escondidas na carroceria de um caminhão betoneira, na rodovia Régis Bittencourt (BR-116), em Barra do Turvo, no Vale da Ribeira. Em uma abordagem de rotina, os policiais pararam o caminhão, mas, assim como em Avaí, o motorista demonstrou estar muito tenso. Durante a revista os agentes verificaram que o tambor estava repleto de tabletes de maconha. Ao ser preso, o caminhoneiro contou ter carregado a dro-ga no Mato Grosso do Sul, próximo da fronteira com o Paraguai, para entregá-la a um destinatário no Rodoanel Mário Co-vas, em São Paulo.

Caminhão-betoneira foi parado em fiscalização de rotina na Rodovia Régis Bittencourt.

Fonte: PRF / Divulgação.

Maconha apreendida na cidade de Avaí/SP.

(7)

MOVI-News

São Paulo - pg.7 Junho de 2018

O índice de eficiência do futebol e da atividade policial.

Violência

Apreensão

de drogas

Caçadores de mitos

Um dos maiores mitos propagados pela crença popular é o de que dois raios não caem no mesmo lugar. Mas, assim como no futebol, essa crença não se apli-ca integralmente às apreensões de drogas, tanto é verdade, que passados somente dois meses da expressiva apreensão rea-lizada na Régis Bitencourt, em Barra do Turvo, Vale da Ribeira, a PRF marcou mais um gol, ao apreender, na mesma cidade e na mesma rodovia, mais 3,8 to-neladas de maconha escondidas sob uma carga de feijão. Outro fator interessante e que põe em desacredito os mitos, é que essa só não foi a maior apreensão de dro-gas do ano no estado, porque ocorreu no mesmo dia e hora em que a PM realizava a apreensão de 7 toneladas de maconha na cidade de Avaí.

As grandes apreensões conti-nuaram em diversos pontos de São Paulo

Se os resultados alcançados pelas equipes da PM e da PRF no dia 1º de ju-lho, com mais de 10 toneladas de maco-nha apreendidas já não fossem uma

tre-Diante da grande quantidade de dro-gas apreendidas em junho pela Polícia paulista nas estradas que cortam o esta-do, sendo somente de maconha mais de 11 toneladas, uma preocupação salta aos olhos e novamente podemos fazer uma analogia com o futebol. Neste esporte bretão, conforme sabemos, a maioria das bolas chutadas na direção da meta não se convertem em gol. Para ilustrar essa constatação, somente no jogo que eliminou o Brasil diante da Bélgica nes-ta Copa do Mundo, foram 9 chutes da Seleção Canarinho contra 3 dos Diabos Vermelhos e o resultado foi 2 x 1 para os belgas, assim, dos 12 chutes com ende-reço certo, 3 entraram, ou seja, somente 25% atingiram o alvo. Sabemos que no futebol a possibilidade de errar o gol é muito menor do que na atividade poli-cial, porque lá diferentemente daqui, o teatro de operações é confinado as qua-tro linhas do campo, os adversários são conhecidos e minuciosamente

estuda-menda goleada, o placar não parou por aí, pelo contrário, tivemos ao longo do mês outras grandes apreensões em rodovias do estado, a começar pelo dia 25, quando po-liciais militares do 2º Batalhão de Polícia Rodoviária estadual, na cidade de Presi-dente Epitácio, abordaram um ônibus que fazia o itinerário Ponta Porã (MS) - São

Paulo (SP). Durante a abordagem, uma mulher muito nervosa apresentou respos-tas desconexas sobre os motivos de sua viagem, o que motivou que suas malas sofressem uma busca minuciosa. Nelas, os patrulheiros localizaram 12 pacotes de skank e 24 tabletes de maconha, totalizan-do mais de 17,0 kg de drogas.

Maconha apreendida na cidade de Guaratã/SP.

Foto: Polícia Militar Rodoviária.

dos, as variáveis são previsíveis e pre-viamente avaliadas, ambos os lados se respeitam, trabalham sob regras e têm o mesmo propósito, sendo que as armas envolvidas na disputa são conhecidas de todos, além do que a estratégia e tática de cada um dos time é focada e exaus-tivamente treinada, mas o principal é que o resultado perseguido não está su-bordinado à equação viver ou morrer.

Se com todos esses atributos o índice de eficiência do futebol - fazer gol - é pequeno, imagine o índice de eficiência da atividade policial na apreensão de drogas, face a espetacular quantidade de entorpecentes que diuturnamente circu-laram por nossas rodovias e chegam ao seu destino, contribuindo, dessa forma, para o crescente e imparável aumento da violência no Brasil.

(8)

MOVI-News

Dica do mês - Como diminuir o lixo plástico

Atividade do mês!

(+55) 21 3197 4219

[email protected] www.movisafe-americalatina.com MOVISAFE America Latina

Junho de 2018 Dicas e Atividades - pg.8

No dia 28 de junho de 2018, os Diretores Alex Rocha e Lima Castro, acompanhados do Gerente Luiz Felipe, compareceram à sede da SERVIER em Jacarepaguá, onde ministraram um Brie-fing de Segurança para colaboradores da empresa. A SERVIER é um dos maiores grupos farmacêuticos franceses, tendo sido fundado em 1954, estando presente em 140 países.

Luiz Felipe, Alex Rocha e Lima Castro na sede da Servier em Jacarepaguá.

Equipe MOVI-News Texto: Henrique Lima Castro Edição e Layout: Orlando Vieira

O briefing foi feito auditório da elegante sede da empresa, que atribui grande importância ao projeto de construção de suas ins-talações, com uma arquitetura que concilie tecnologia e estética e respeite a cultura do país anfitrião. Destaca-se a efetiva participa-ção do público presente que, ao final do encontro, se sentiu mais preparado para enfrentar situações de perigo em nossa cidade. Sabendo-se que o papel consciente de cada um de nós no cuidado com as questões ambientais definirá nosso

futuro, a MOVINEWS dá algumas dicas que ajudarão a diminuir o lixo plástico produzido no nosso dia a dia.

Recolher lixo plástico que encontrar nas praias, florestas e cachoeiras que for visitar.

Evitar comprar água de garrafa plástica, dando preferência por beber água da torneira e filtrada, podendo optar ou por comprar água em garrafas de vidro ou galões retornáveis.

Usar “ecobags” para fazer compras.

Não comprar pratos e copos descartáveis.

Escolher recipientes reutilizáveis.

Não utilizar talheres e canudinhos plásticos.

Limitar os alimentos em embalagens plásticas, dando preferência a embalagens de papel, papelão ou vidro.

Fazer sucos em casa.

Fazer compras em lojas de produtos a granel.

Levar sua própria caneca para o trabalho.

Referências

Documentos relacionados

•   O  material  a  seguir  consiste  de  adaptações  e  extensões  dos  originais  gentilmente  cedidos  pelo 

No entanto, maiores lucros com publicidade e um crescimento no uso da plataforma em smartphones e tablets não serão suficientes para o mercado se a maior rede social do mundo

Os principais resultados obtidos pelo modelo numérico foram que a implementação da metodologia baseada no risco (Cenário C) resultou numa descida média por disjuntor, de 38% no

Na Figura 4.7 está representado 5 segundos dos testes realizados à amostra 4, que tem os elétrodos aplicados na parte inferior do tórax (anterior) e à amostra 2 com elétrodos

regresso à diocese do Porto, para proceder à dedicação do altar da Igreja do Mosteiro de Paço de Sousa (conc. de Penafiel), como nos testemunha um diploma dessa data que regista

Em Lisboa, e de acordo com os capítulos especiais da cidade levados às Cortes de 1418, tanto os tabeliães do Paço (i.e. os tabeliães do público) como os das Audiências

Vita tentar o processo de inovação social e de mudança do poder em relação directa e exclusiva com o seu próprio grupo matrilinear, abolindo, assim, as relações políticas

O trabalho de Silva (2006) estendeu o estudo e a avaliação do comportamento de ligações parafusadas viga-coluna, com base em seções transversais constituídas