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O cuidado no processo de parir/nascer para um viver saudável

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(1)

cartao DE clâmcms

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cuxso DE

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Em

mffiauàfim

curmmo

no

Paocgsso DE

mma/NASC£R

um

um

miga

SAUDÁEL

CCSM

N-Cham. Tcc UFSC ENF 0348

TCC

Autor: Bernardino, Cristi

UFSC

Título:

O

Cuidado no processo de

parir/n

NF

||

m

mm

|›|›|›mn L1|1¿|g1›1||||||: ~ E 1 7 972493217 AC. Ex.I _UFSC BSCCSM CCSM _

nomnnófous,

Juma

ng

1996

(2)

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gfiamàanmo

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mam

Àneguíg

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o

culmzno

no

aaocgsso

DE

mma/Nzxscfia

maix

um

mm

s¿uDÁ\IgL

Trabalhä

de Conclusão

do

Curso

de Graduação

em

Enfermagem

da

Universidade Federal

de

Santa

Catarina.

ommmxnonàz

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Pàmíclo

suflmvlsoaxsz

Anula'-:A

DA

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Anrômo scuwmrzxa

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Tfixxzmnà

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na

ANDRADE

(3)

I

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AIIZIOIUÍÍLÊIIIIGII

` Cai-\¬f° '. i z

_; _

(4)

Ao

grande Pai, Deus, por estar

sempre

presente, nos

emanando

energia, sabedoria e

amor

durante todo percurso desta longa

caminhada

para

à evolução espiritual e profissional.

Ao

trinômio mãe/pai/RN, principalmente a figura

que

nos apoiaram e

compreenderam

compartilhando junto

o

ideal de

um

viver saudável.

As

famílias participantes deste processo de parir/nascer

que

nos

aceitaram, dividindo seus

momentos

de prazer e desprazer.

A

Zuca, nossa orientadora por aceitar o

desafio

de

caminharmos

juntos

no

processo de parir/nascer para

um

viver saudável.

A

todos os supervisores, principalmente ao enfermeiro Antônio por

nos ouvir, apoiar e pela liberdade e

confiança

depositada

em

nós durante

todo

o

período de estágio.

A

equipe multidisciplinar

da

maternidade

do

Hospital Universitário,

em

especial a equipe de

enfermagem do

Centro Obstétrico, alojamento

conjunto, berçário e

CIAM.

'

As

professoras

do Departamento

de

Enfermagem

Angela

Ghiorzi,

Evanguelia Kotizias Atherino dos Santos e

Lorena

Machado

e Silva pela

força, otimismo, energia e toque nos proporcionado desde a

concepção

até

o

nascimento deste projeto.

Aos

livros lidos e relidos, fiéis amigos,

que

serviram de fonte de

(5)

Lins

Marchi

(in

memória)

e Vital Marchi, pela nossa existência e pelos ensinamentos,

que

com

seu

amor

nos

deram

a grande

oprumidade

de

podennos

estar 'encerrando mais

uma

etapa importante

de

nossas vidas.

Aos

nossos familiares e aos cuidadores

que

nos incentivaram a ir a

luta e buscar a realização de nosso sonho,

compreendendo

a nossa ausência.

A

todas as pessoas

amigos

e não-amigos, crentes e descrentes

em

nossos propósitos

mas

que

apoiaram e estimularam a nossa trajetória

passada, presente e futura

com

trocas de idéias, interações, carinho, paciencia, compreensao, críticas, estímulos e desestímulos que direta

ou

indiretamente contribuíram para a conquista desta vitória.

Aos

guardiões das Forças Celestiais,

Nossos Anjos

de

Luz, pela proteção,

humor

e consciência otimística pois

foram

muito inspiradores e

nos

proporcionaram transcender

como

seres

humanos

na

estrada

da

vida e

(6)

1 -

INTRODUÇÃO

... .. 2 -

QUESTÕES

DO

PROCESSO

DE

PARIR/NASCER

SAUDÁVEL

NA

LITERATURA

... ..

2.1. Entendendo o processo de parir/nascer ... ..

2.2. Começando o processo de parir/nascer ... ..

2.3.

A

amamentação no processo de parir/nascer ... ..

2.4.

A

figura patema no processo de parir/nascer ... ..

3 _

REFERÊNCIAL TEÓRICO

DE ENFERMAGEM; CUIDADO

HOLÍSTICO-

ECOLÓGICO

... ..

4 -

CUIDANDO

DO RN

COM

A

I‹¬AMILIA

No

PROCESSO

DE

PARIR/NAsCERz

ESTÍMULO

A

PARTICIPAÇÃO

PATERNA

... ..

4. l.

O

cuidar na maternidade ... _.

4.1.1.

O

cuidado no Centro Obstétrico: a emoção no processo de

parir/nascer ... ..

4.1.2. Atividades Desenvolvidas não Planejadas ... ..

4.2. As Terapias Vibracionais no Processo de Parir/Nascer ... ..

4.3.

O

cuidar no domicílio ... ..

4.4.

O

papel do pai no processo de cuidar do

RN

e Parturiente/Puérpera :

Descobrindo o Pai Cuidador ... ..

5 -

POSSIBILIDADES

DE

APRENDER

E VIVER

SAUDÁVEL

O

PROCESSO

DE

PARIR/NASCER

... ..

5.1.

O

processo de Cuidar

com

a Família: Construindo Conceitos ... ..

5.2. As Acadêmicas Cuidadoras: Aprendendo a Viver Saudável

Enquanto Grupo ... .. ó -

REFERENCIAS

BIBLIOGRÁFICAS

... .. 7 -

APÊNDICE

(CRONOGRAMA,

INSTRUMENTO

I,

INSTRUMENTO

II) ... ..

(7)

Em

nossa sociedade, as mulheres

não

apenas

geram

filhos

mas

também assumem

as responsabilidades iniciais pelo cuidado

do

bebê,

dedicam

mais

tempo

ao recém-nascido

do

que os

homens

e

mantém

as

primeiras interações afetivas.

Embora

os pais e outros

homens

empreguem

quantidade variáveis de

tempo

com

o recém-nascido,

o

pai raramente é

o

primeiro a dedicar-se aos cuidados diretos para

com

o

recém-nascido

(CHODOROW,

1990, p. 17).

Hoje

as funções produtivas e reprodutivas das mulheres

mudaram

e a

família

também

mudou,

consequentemente

houve

uma

transformação

na

sociedade, e nos cuidados dispensados ao recém-nascido.

A

paternidade ao longo dos

tempos

transcendeu-se a cultura passada

de geração

em

geração e passa a representar laços especiais de

amor

entre

pai e recém-nascidos.

É

inegável a grande importância psicológica e afetiva

dessa

dimensão

em

todo

o

contexto familiar.

Mesmo

na

inexistência de

um

instinto biológico de paternidade, o pai

pode

e deve cercar

o

recém-nascido de tanto carinho e

amor

como

faz a mãe.

Além

de compartilhar

com

ela os

encargos e cuidados, pois só

uma

coisa

que

a

mãe

faz

que o

pai

não

pode

fazer,

amamentar (DIAS

DA

SILVA,

1994).

~

O

desejo de realizarmos

o

nosso projeto de conclusao

do

curso nessa

(8)

obstétrica e/ou ginecológica

da

7a fase

do Curso

de

Graduação

em

Enfermagem.

Foi

quando

nos despertou grande interesse e afinidade

com

essa disciplina e compartilhando das idéias citadas acima. Sentimos a

necessidade de iniciar essa

caminhada na

área matemo-infantil e

principalmente integrar a

figura

patema no

processo de parir/nascer,

afim

de proporcionar maiores transformações tanto

na

família,

como

em

nós futuras profissionais

da

área

da

saúde.

Temos

em

mente que

o profissional

da

área de

enfermagem

é

alem

de

tudo

um

ser

humano

com

limitações e possibilidades

que

possue

uma

grande

importância e valorização, pois

“CUIDA”,

CULTIVA

e

LUTA

PELA

v1DA

(1>ArRícro,

1995)

(o

destaque é nosso).

O

projeto assistencial foi desenvolvido

na

maternidade

do

Hospital Universitário,

na

unidade

do

Centro Obstétrico e

Alojamento

Conjunto e domicílios de famílias atendias nesta maternidade,

no

período de 26/O3/96 a 17/06/96.

Tendo

como

componentes

as acadêmicas Cristiane

Looks

Bernardino, Libiana Carla

Bêz

Machado, Tehna

Angelita Marchi, estando

sob orientação

da

mestra e doutora

em

enfermagem

Zuleica

Maria

Patrício e supervisão dos enfermeiros Antônio Schweitzer, Terezinha

Maria

de

Andrade,

Nezi

Maria

Martins,

no

âmbito hospitalar e

Andrea da

Silva

no

âmbito domiciliar.

Escolhemos

esta instituição para realizarmos

o

presente estudo devido ao fato de já conhecê-la, através de estágio realizado anteriormente e

também

pela sua

filosofia

vir ao encontro dos nossos propósitos e expectativas.

Visamos o

cuidado

não

no

âmbito hospitalar, pois acreditamos que o cuidar

não

se restringe apenas

no

mesmo

e sim

em

todo

o

(9)

medos

e expectativas. Pois é necessário conhecer o contexto cultural, social

e fisico para

que possamos

trabalhar

também

no

seu domicílio (ambiente

micro-social)

com uma

abordagem

holístico-ecológica,

conforme o

referencial escolhido para gerar

o

estudo.

O

nosso trabalho foi prestar

uma

assistência a mulher primigesta

(parturiente/puérpera), ao recém-nascido e sua família, focalizando a

figura

paterna,

no

cotidiano

da

assistência de

enfermagem

.

O

projeto foi

fundamentado

sob a luz

do

referencial teórico cuidado

holístico-ecológico,

o

qual enfoca

o

processo de viver saudável nas

dimensões afetivas, biológicas, social, cultural, espiritual,

econômica

e

energética (Patrício, 1990).

O

processo

de

viver se faz

mesmo

antes

do

conceber, de nascer, ao nascer, ao crescer-amadurer-estar-no-mtmdo, ao

conhecer, ao sentir, ao produzir,

ao

participar,

ao

compartilhar, ao conceber,

parir, criar, educar, transceder, ao morrer

(PATRÍCIO,

1995).

Aceitamos o desafio

de escolher esse referencial por ele vir ao

encontro de nossos pensamentos, preceitos sobre a visão

do mundo.

Além

de

dar possibilidades de nos aprofundar

na

práxis e transceder

como

ser

humano

na

sua

caminhada

para evolução.

Além

disso,esse referencial incorpora

em

sua práxis

com

a população

terapêuticas

de

diferentes tradições,

o que

para nós era imprescindível, já

que

tinhamos

como

objetivo fundamental, aplicar terapias altemativas

com

a

população escolhida para desenvolver este trabalho.

Sendo

assim,

além da

assistêmcia tradicional aplicada pela

enfermagem, utilizamos

também

técnicas alternativas

como

Do-in, Shantala,

(10)

sistemas energéticos

do

indivíduo.

Os

métodos

altemativos ainda

não

são

reconhecidos completamente pela ciência,

mas

vem

a caminhar junto

com

a

Medicina

tradicional,

não

negando-a

em

nenhum momento

e

com

o

finne

propósito de

somar

conhecimentos e

não

dividi-los.

Temos

em

mente

que as técnicas, outras alternativas

vem

ao encontro

de

uma

nova

visão

do

processo saúde-doença,

ou

seja, outros tipos de assistencia, cuidados e

tratamentos,

não

necessáriamente, sendo “altemativos”.

Segundo

PATRÍCIO

(1995)

“Conhecer

o

homem

é a

dimensão maior

do

saber

da

enfermagem”.

Baszaznào-se

em

LErN1NGER

e

em

coL1ÉRE,

PATRÍCIO

(1990)

refere que

“Em

todos os

momentos

da

vida, o ser

humano

necessita de

cuidados”. Essas citações

vem

a caracterizar a nossa metodologia de

assistência

como

Cuidar/Cuidado, pois é

sempre

um

ir e vir constante, tanto

no

âmbito hospitalar

como

no

domicílio abordando

o

processo de viver e

o

modo

de cuidar

da

vida.

A

família é

uma

unidade que necessita e presta cuidados de saúde, pois todos nós

somos

transdisciplinares, transpessoais e transculturais.

Temos

de

uma

certa

forma

nossas crenças, valores, saberes acadêmicos e populares, conteúdo pessoal, práticas de vida, seus desejos, sonhos, sentimentos, conflitos e energias pessoais geradas nesse processo de viver

(PATRÍCIQ,

1995). t

Com

o despertar

em

nós de conhecer mais profundamente

o

referencial

do

cuidado holístico-ecológico,

ou

seja, o ser

como

um

todo

no

seu ambiente, surgiu a necessidade das interações face-a-face, pele-a-pele

das dinâmicas

com

a família direcionando-nos ao vínculo afetivo a

(11)

precoce

do

pai

na

vida

do

RN

amenizará

em

muito suas limitações

transformando

em

possibilidades

no

processo de parir/nascer para

um

viver

saudável.

O

vínculo afetivo patemal

com

certeza transparecerá

na

vida

do

RN,

da

família, e

na

sociedade.

Sendo que

é isto que pretendemos mostrar

com

este trabalho

o

qual

com

os objetivos de descrever

o

desenvolvimento de

um

projeto assistencial de

enfermagem

com

a par1uriente/puérpera/

pai/RN normal

e outros familiares a partir de

um

referencial de

abordagem

holística ecológica de

forma

a abordar

na

qualidade

do

processo de

parir/nascer

na

maternidade, assim

como

no

processo de cuidar participante

com

a familia e desenvolver

no

processo de cuidar-cuidado

na

situação

RN/família de

forma

a transformar limitações

em

possibilidades de viver

saudável dessa população focalizando a interação

RN/pai

e outros cuidadores.

(12)

snunišxlaii

nn

Lrruancruan

2.1.

ENTENDENDO

O

PROCESSO

DE

PÀRÍR/NÀSCER

Um

dos principais

marcos do

progresso obstétrico foi o surgimento

da

consciência

da

necessidade

do

cuidado

em

todo o processo de parir/nascer. Este

tem

seu início

não no

ato

da

expulsão fetal,

mas

sim

no

primeiro

instante

do

desejo de conceber, de alojar

no

seu ventre e coração

um

serzinho que vai se

tomar

ator participante e integrante

no

espetáculo

da

vida.

Segtmdo

FREDERICK

e

GOODRICH

(1971, p. 13)

“À

obstetrícia é hoje

uma

herança

do

trabalho de centenas de pessoas que se

dedicam

'nos laboratórios e nas cabeceiras dos parturientes, tentando

tomar

seguro e saudável

o

processo

do

parto. '

Um

princípio

muito

tempo

reza que as mulheres

sentem

temor

sobre o

momento

de parir/nascer.

Vindo

ao* encontro

da

cultura

onde

amigos e familiares

desejam

“Uma

boa

hora”. Dr. Graultley

Dick-Read

é creditado

à. _-..-‹_.._-¿- ‹- ._.__,._-..--..._.._..__._.---

que

“se

o

parto é

um

processo natural, nonnal, fisiológico, raciocinava ele,

por

que

deve ser

penoso?

O

mesmo

apresentou sua primeira teoria

onde

as

dores

eram

devido a tensão envolvendo os músculos voluntários e involuntários e a tensão devida ao

medo,

idéias equivocadas, atitudes

(13)

cuidados obstétricos.

O

mesmo

afirma

na

sua teoria

da

síndrome de

medo-

tensão-dor,

que

se as mulheres

pudessem

ser educadas para

o

parto, se

aprendessem

~a relaxar os nervos seriam capazes de ter seus bebês

naturalmente”.

Se o

processo de parir/nascer tanto para parturiente

como

para família fosse conduzido de

modo

a aumentar sua segurança, conforto e confiança,

então tendeiia a ser

um

processo

sem

dor, natural e saudável.

Nossa

idéia

vem

ao encontro das idéias

do

abstétra Dr.

Dick

Read

ele

propõe

aumentar a

dimensão

dos cuidados

com

parturiente/familia,

em

oposição ao

método

tradicional

que

considera insuficiente.

Acrescendo na

sua teoria, as técnicas

do

“relax progressivo” e técnicas de respiração.

As

atitudes culturais, condicionam a mulher a 'esperar dores

do

parto

gerando sentimentos desfavoráveis para

o

momento

mágico

e para todos

envolvidos.

Segundo

FREDERICK

e

GOODRICK

(1971, p. 17) através

da

educação ocorre o descondicionamento de atitudes negativas e deve ser

positivamente condicionada a eliminar a dor, e o sofrimento durante o

processo de parir/nascer.

“As

mães/família

podem

gozar de

um

parto mais

confortável se para tanto estiverem preparadas”.

Dr

Isaias Filho (1995, p. 4), aconselha as parturientes primigestas, “marinheira de primeira viagem”, que

não

deve encararem

o

parto

com uma

perspectiva

do

sofrimento antecipado, pois é

uma

questão de preparo fisico, psico e social, pois o nascimento de

um

filho é a cuhninância de

um

processo desejado consciente

ou

inconsciente pela mulher e pelo

homem.

“Não

é dolorido ganhar algo, e a

emoção

da

mulher e

do

pai ao dar a luz é unica e indescritível”.

(14)

Encontramos

em

várias literaturas

que

as fases clinicas

do

trabalho de

zw

parto sao distintas e subsequentes.

Nestas fases a parturiente apresenta-se estressada devido ao

aumento

progressivo das contrações.

Segundo

WHALEY

(1989, p. 143)

o

nascimento é

uma

experiência

emocional fisiológica intensa é exaustiva para

mãe

e o

RN.

Mesmo

quando

esse processo progride normalmente, é necessário que

o

RN

suporte

modificações

externas enquanto sai de

um

ambiente aquático, termoestável,

que

sustenta

completamente

a vida e entra

numa

atrnosfera de diferente pressão que

demanda

profundas alterações fisiológicas para a sua

sobrevivência.

E

a parturiente

que

antes era esposa/mulher agora passa

também

a ser mãe.

Segrmdo

Dr. Antônio Carlos de Carnargo (1995, p. 56)

“Após

6

meses,

o

feto está

com

o

Sistema

Nervoso

completo e é capaz de perceber

variedades de estímulos, inclusive a dor.

O

curioso é

que

os cientistas

acreditam

que

a dor

no

recém-nascido

uma

trégua durante o parto”.

Segundo o

ginecologista

Eduardo

Isfer (1995, p. 56), nesta hora os níveis de

endorfina

do bebê

(hormônio

com

efeito analgésico) estariam

aumentados

e

o protegeriam. Cita a neuropediatra

Massako

Okada

(1995, p. 56)

que

infelizmente

não

é possível quantificar seus sintomas, só identificá-los pois eles

não

falam. Teoricarnente

não

teriam outra

forma

de se

comunicar

a

não

ser pelo choro.

Mas

os pesquisadores descobriram

que o

RN

tem

uma

linguagem,

quando

reage aos estímulos agressivos (a pele arrepia, a musculatura se contrai e

um

som

agudo

é liberado pela sua boca,

também

se delicia ao

(15)

toque, afagos e

embalos

com

suas interessantes reações e expressões faciais.

É

a linguagem corporal expressada

na

interação

com

o

mundo.

2.2.

COM£ÇñNDO O

PROCLZSSO

DE

PÀRIR/NASCER

Finalmente,

chegou

o

momento

mais esperado de toda a gestação.

Uma

vez iniciado

o

trabalho de parto haverá

uma

série de fases sucessivas

de

culminação

com

a chegada

do

novo

ser ao

mtmdo, mãe,

pai e filho, por

fim

estarão frente a frente .

X

_.

v..______._._.«-

Quando

as contrações

começarem

haverá muito

pouca

sensações,

mas

antes

uma

ligeira impressão de aperto

na

frente

do

abdomem.

Isso

não

será incômodo, a

menos

que a parturiente esteja extremamente tensa e apreensiva

(DICK

READ

APUDFREDERICK

EGOODRICK

1971).

Se

as contrações

forem

incomodas

as técnicas ditas alternativas são valiosas para amenizar tal incomodo, e a

deambulação

também

ajuda muito

o

processo

de

parir/nascer.

Bem

como,

a presença de

uma

pessoa

significante para a paituriente

(FREDERICK

e

GOODRICK,

197l,pl4 e

19),

dependendo

de suas crenças e valores culturais toma-se muito positiva

no

PPN.

A

cada contração segue-se

um

avanço gradual e estável de

ceivicodilatação

na

primiparturiente, dá-se

o

esvaecimento

do

canal de

cima

para baixo e depois a dilatação

do

orificio

extemo

(ZIEGEL

e

CRANLEY,

1985, p. 317).

A

rotura das

membranas

(amniotomia) dá-se por via de regra

no

final

da

fase de dilatação,

podendo

ocorrer precocemente

ou

só ao completar a expulsão,

Segundo

Rezende, a fase de expulsão

tem começo

quando

a

(16)

dilatação está completa e se encerra

com

a saída

do

feto (Zieguel e Cranley,

1985)

Após

segue o período de dequitação

também

chamado

de

secundamento, caracteriza-se pelo descolamento, dequitação pela descida

ou

despreendimento

da

placenta e de suas partes para fora das vias genitais.

E

o

último período

Rezende

(1991) descreve

como

período de

Greemberg

como

sendo a primeira hora após a saída

da

placenta.

É

nesse período que o

RN

é oferecido para ser colocado

no

seio

da

mãe

e inicia-se o vínculo

mãe/RN.

O

contato pele-a-pele, olho-a-olho,

onde o

RN

passa por

um

momento

de segurança

onde

ele reconhece a

voz

de seus pais,

o

calor

do

corpo de sua

mãe,

o batimento cardíaco

da

mesma

e estando

aconchegado

ao seio de sua

mãe

e o carinho e

amor

de seu pai

não

sente tanto

o

trauma

da

separação vivida

no

processo de parir/nascer.

O

parto é

um

momento

precioso, mágico, ético e

também

estético,

conduz

a transformações para mãe/RN/Pai/Família. Está

nascendo

uma

nova

vida,

um

novo

ser.

Não

deve ser

um

ato duro,

mecânico

e simplesmente

biológico. Pois,

muita energia e

amor

envolvido

no

processo de

parir/nascer para que se desenvolva

um

viver saudável.

2.8.

A

~AÇÃO

NO

PRÊSSO

DE PARIR/NARCER

I

Segundo

ALEXANDER

(1989, p. 179), “após passar

no

momento

do

parto, X-..-__ a maioria - ~' das mulheres -'-1---1--_ií' se "" ___- recupera_1;n__rapidamente_e_soniem

-1

xi

para

o

filho

com

felicidade.

É

de conhecimentoígeral

o

fato de

que

as mulheres

__ z-' --- _ __..- _

\\ .

log‹¿_

esquecem

31 dpr

do

parto.

No

processo de parir/nascer,

o

amor

pelo

recém-nascido brota dentro dela, assim

que

ela

houve

pela primeira vez o

(17)

feito" ela relaxa; seu organismo prepara-se para a função seguinte

da

D

maternidade - a lactação”.

Segtmdo o

quarto passo previsto pela

OMS

e

UNICEF

para toma-se

Hospital

Amigo

da

Criança, a

Matemidade

do

Hospital Universitário

preconiza

na

assistência: Ajudar as

mães

a iniciar o aleitamento

na

primeira

meia

hora, após o nascimento.

A

lactação é

uma

função estimulada e mantida por dois

hormonios

específicos, a prolactina e a ocitocirra.

A

prolactina é

um

hormônio

lactogênico,

o que

causa a real produção

do

leite.

A

ocitocina é

um

hormônio

galactocinético,

tem

o reflexo da

ejeção

ou

saída

do

1eite.Sendo

que

a ocitocina liberada

quando

a

mae

amamenta

ajuda a contrair o útero e ajuda a interromper a hemorragia pós parto. Essa é

uma

das razões pelas quais o aleitamento deve ser iniciado imediatamente

após

o

nascimento e mantido

com

frequência (Benson, 1976).

A

preparação fisiológica para a lactação, dentre outras principalmente

os estar perto,

ou

manter contato. Indica

que

o corpo

da mulher

após o parto ainda

não

está pronto para abrir

mão

da

simbiose extra-uterina entre a

mãe

e

o

RN.

O

desejo

da

mãe

de

amamentar

o bebê, de estar

em

estreito contato corporal

com

ele, representa

a

continuação

da

simbiose original e isto

produz sensações táteis prazerosas,

não

só para

o

bebê,

como também

para

a

mãe,

permitindo tuna integração lenta

no

estabelecimento

do

vínculo afetivo

(ALEXANDER,

1989, p. 180).

`

Segrmdo

ALEXANDER

(1989, p. 181),

o

conhecimento popular

sempre

acreditou que o estado emocional

da

mãe

influenciava sua

capacidade de

amamentar

o bebê, "se ela está feliz seu leite é

bom

e o

bebê

(18)

se desenvolvia

bem

e é tranquilo.

Caso

contrário se está infeliz, deprimida

ou

nervosa, a quantidade e a qualidade

do

seu leite

mudavam,

causando

cólica e outros sofrimentos

no

RN

e

na mesma".

Segundo CA1\/[PESTRINI

(1992, p. 25), a

amamentação

constitui

na

primeira intervenção nutricional, material e de saúde

que

a

mãe

assegura

para seu filho.

É

um

modo

natural que satisfaz as necessidades fisicas e

emocionais

do bebê

e seu desenvolvimento motor, afetivo, emocional, social

e intelectual.

Sendo

que

na

maioria das vezes é compatível

com

o ambiente

ecológico,

econômico

e social

da

mãe, pai,

RN

e outros familiares cuidadores

no

Processo de Parir/Nascer.

Compartilhando

com

a idéia de

ALEXANDER

(1989, p. 180)

onde

cita

“quando

termina a lactação, completa-se

o

tarefa reprodutora

da

mãe

para

com

seu filho.

Sendo que o

ato de

matemar

satisfaz a necessidade

instinta

da

mulher,

bem

como

faz ela alcançar sua maturação sexual e a

conclusão

do

desenvolvimento

de

sua personalidade”.

A

amamentação

e

o

carinho tanto maternal

como

patemal

fazem

parte

da poção mágica no

processo de parir/nascer para

um

viver saudável. 2.4.

k

FIGURÀ

PATERNÁK

NO

PROCESSO

DE

PÁRIR/NASCER

Nas

relações de pais-filhos

não

podemos

deixar de nos impressionar

com

a marcante

figura

paterna.

Mas

essa temática

vem

sendo vista

com

outros olhos

somente

nas últimas décadas.

Todos

idealizamos

o

amor

matemo.

E

o

arnor paterno?

Onde

se encontra nesse processo

mágico do

nascimento de

uma

criança

no

seio familiar?

š

A

paternidade é

um

campo

incógnito, e

tem

sido

pouco

explorado as habilidades

do

homem

no

cuidado direto e agrado para

com

sua cria.

(19)

Sabemos

que

as carícias

do

homem,

muitas vezes diferentes das femininas

são por vezes gratificantes,

temas

e verdadeiras.

A

história nos conta

segundo

PARSEVAL

(1989, p. 14)

que no

Ocidente

o

dogma

da

patemidade é

o

seguinte:

o

ponto certo é a

mãe,

quanto `

ao pai,

há sempre

dúvida. Então prossegue

FREUD

apud

PARSEVAL

(1989, p. 14) descrevendo

a

organização fantasma

do romance

familiar

na

criança, cita:

“Quando

a criança chega,

além do

mais,

há o

conhecimento

da

diferença entre

o

pai e a

mãe

no

que diz respeito à

sexualidade,

quando

percebe

que

pater

semper

incertus

ao passo que

a

mãe

é certíssima”.

Daí

a construção de toda

uma

arquitetura defensiva,

legislativa e principahnente social

que

estabelece a paternidade de

mn

homem

em

todas as suas consequências familiares e institucionais, essa

medida

foi feita para incluir e reconhecer a

figura patema

no

processo

do

nascimento de seu filho.

Ainda

PARSEVAL

(1989, p. 15) analisa

que

a

figura

do

pai é escondida pela divisãq rígida dos papéis masculino e feminino: durante a A gravidez

_

4 de

sua

_____,_*companheira presume-se ›

que

os futuros pais estejg1_n_sujeitos_a.estados de espírito semi padronizados.

O

peso

ideológico se acentua

no

momento

do

parto e

do

nascimento.

O

pai é inútil,

está ausente

ou

obrigatoriamente presente e a seguir

fica desamparado`e

e - ›-

9 re

¬~

-z -- _ _. _

_ _ \._____i_._._z--»--

desajeitado

J

na

maternidade

~_._

e posteriormente

no

domicílio.

E

esse

___________ _._.z._-z--'”"_-__.;u

estereótipo/d_a_pat§r_;nidade,contn1uam pe_san_do durante os primeiros anos

do

RN

e

fica

entendido que os pais

não

sabem

bem

comoqgçiiidarg doibebezinho

são

«_-1----“

desajeitados,

-

ficam

enojados, são desprovidos_da_legençl¿ã\ria paciência

-›- .».¬ .._._í_ø--“"'

' '“- W*-* -'-""""-'_

`~

feminina, desprovido desse _

famoso

“instinto

matemal” que na

*___ ¬-..._ nossa

";__...¬_ __ _ * ¬""-' -_--_› _... . _. _ _ _ --

sociedade outorga às mulheres.

CHORODOW

(1990, p. 22) acentua

que

“as mulheres

matemam

e

como

mães produzem

filhas

com

capacidade e desejo

de

matemar.

Por

outro

(20)

lado as mulheres

como

mães

e

homens

como

não

mães,

produzem

filhos

com

capacidades e necessidades patemantes

que

tem

sido reduzidas e

reprimidas.

Fazendo

com

que os

homens

para

com

sçu~p_ap_el_ familiar se

tomem

menosafetivos

comfiuma

participação impessoal e extra;fa¿n_il_iar”.

,

PAl{SEVAL

(1989, p. 16), cita que de

um

ponto de vista real “ter

um

filho” é

talvezoicampo

privilegiado

do

encontro

da

natureza/cultura._E a

___”,

-

nossa sociedade enfatiza sobre concepção, nascimento, puericultura,

privilegiando a gravidez, parto,

amamentação,

relações

mãe/filho

durante os primeiros anos.

É

isso

que

toma

necessária

uma

abordagem

transcultural e

uma

reflexão de natureza etnológica a respeito

da

patemidade.

A

patemidade

presente é

fiuto da

culturae

da

civilização, e

não

só_da biologia.

Por

mais cultural que seja, é inegável a grande importância psicológica e fisica

da figura

patema.

A

figura

paterna e

matema

juntos são fatores importantes para

o

desenvolvimento

da

personalidade desse futuro cidadão, pois facilitará a sua integração

no

mundo

afetivo e material, inclusive

como

fonte de valorização.

O

amor

de pai

pode

ser cultivado, estimulado, desabrochado.

Por

mais

que

a farnília deseje será mais

um

ser entre duas pessoas que

constroem

mn

amor

fratemo (Campestrini, 1992).

A

partir dessa realidade é

essencial incluir a participação

do

pai

em

todo processo desde a concepção,

parto,

amamentação

aos cuidados diretos

com

o

bebê, fiitura criança feliz e saudável.

Sendo

assim escolherá de

forma

tranqüila a

chegada

do novo

ser

no

seio familiar, continuando a maternizar seu amor.

O

pai mostra

comportamentos

específicos durante o processo de

ligação.

Sua

reação é constituída por

um

senso de absorção, preocupação e interesse pela criança

(GEEMBERG

e

MORRIS,

1974).

“As

principais

(21)

características desta reação incluem consciência visual

do

RN,

especialmente focalizando

a

beleza

da

criança, consciência tátil, geralmente

expressa

um

desejo de segurança a criança, consciência das características distintas

com

ênfase naquelas características

do bebê que

lembram

o pai,

percepção

da

criança

como

sendo perfeita, desenvolvimento de

um

sentimento de atração pela criança que leva a dispensar

uma

grande atenção e ele, vivência

um

sentimento de extrema

emoção

a experiência de

um

senso

de profunda auto-estima e satisfação. Essas reações são maiores durante os

primeiros contatos

com

o

RN,

a posterior deve se a encorajar e estimular os pais a expressão de seus sentimentos positivos, especialmente se essas

emoções

são contrditórias as crenças culturais”

(WHALEY

e

WONG,

1939).

A

participação

do

pai

no

processo de

amamentação

é essencial para

o

sucesso

da

mesma,

aumentando

significantemente.

Cada

homem-

companheiro-pai direciona suas ações de acordo

com

sua cultura, formação,

educação, as vivências e experiências

com

a

mãe

armazenadas

na

infância e

na

adolescência e

do

seu ambiente social

(CAMPESTRINI,

1992, p. 31).

Segundo

CAMPESTRINI

(1992, p. 34), recentemente a responsabilidade pelo

novo

ser está sendo

somada

entre

o

pai e a mãe.

Ousamos

registrar as competências

do

pai para urna

amamentação

confortável e segura e para

um

aleitamento materno duradouro e

humano”.

Acredita-se

que

o vinculo afetivo de todos os envolvidos

no

processo

e parir/nascer, parturiente, pai, família, equipe profissional, haverá de

superar quaisquer limitações que

possam

vir a exprimentar esse é

um

princípio

com

o intuito de cuidar,

promover

e manter a saúde das futuras

(22)

mamães/papais/família e

da recém figura

extreante

no

contexto a ser vivido,

o

RN.

Depende

da

família exclusivamente

do

pai e

da

mãe

o

amor

transmitido para o

RN,

o

êxito

ou o

fracasso, o sucesso

ou

a derrota,

na

doce tarefa de fazer seus filhos pessoas saudáveis e felizes

(DIAS

DA

SILVA,

1994, p. 308).

Compartilhamos

com

a idéia de

DIAS

DA

SILVA

(1994, p. 308), que

“dependendo da

natureza das relações de

amor

que

mantiverem

com

seus

fillros, dependerá

em

grande parte a saúde da família e

não

menos

importante a “saúde”

do

mundo

e

da

humanidade”.

Esse aspecto

vem

ao

encontro

do

referencial teórico de

enfermagem

que

escolhemos para guiar esse trabalho, pois segtmdo

PATRÍCIO

(1995), a

saúde

humana

é a saúde

da

humanidade, através

da

qualidade de vida dentro

de padrões éticos e estéticos de viver a interação ser humano-natureza-

(23)

curnano

rrorjsrrco-ficonóerco

O

tema do

nosso trabalho objetiva

promover

uma

melhor

condição de vida- ao

RN

a partir

da

consciência individual e coletiva das

pessoas envolvidas

no

cuidado

com

o

mesmo,

de suas possibilidades e

limitações para realizar esse cuidado.

Baseado

nisso,

fomos

em

busca de

um

referencial nos permitisse desenvolver o nosso projeto assistencial.

Adotarnos para tanto, o referencial teorico

denominado

REFERENCIAL

Do

cU1DADo

Horísrrco-EcoLÓG1co,

de

Pzmzio, elaboram no

início de

1988

e aperfeiçoado

em

1990

e 1993,

com

base

em

vários autores,

como

LEININGER,

GRAMSCI, CAPRA,

GROF, MAFFESOLI, HELLER,

CREMA,

WEIL,

AMBROSIO

e

em

especial

na

práxis

com

populações, alunos e outros profissionais.

Esse referencial vê o todo

sem

definí-lo e fragmentá-lo.

Aborda

o

processo de viver e o

modo

de cuidar

da

vida, específico para aquele

momento, sempre

em

transformação.

Compreende

a saúde

como

bem

viver e

como

ter qualidade de vida, calcada nas categorias de atendimento das necessidades individuais e coletivas. Através

da

práxis esse

método

orienta e

fundamenta

como

pensar-fazer o processo de trabalho para se chegar a

um

produto.

Cuida

do

indivíduo inserido

em

um

contexto, os aspectos biológicos, culturais, sociais, espirituais, afetivos e energéticos. Focaliza aspectos transculturais (é a troca de cultura, sentimentos, conhecimentos),

(24)

transpessoais (é a pessoa

mudando,

se

conhecendo

interiormente.

Trabalhando emoções, energias e fazendo trocas

com

outras pessoas), e

transdisciplinar (é transceder as idéias, sair

uma

idéia nova,

não

sendo de

ninguém

e sim de

um

todo).

A

interação desses aspectos utiliza a razão, sensação, sentimento e intuição; faz uso de diversos tipos de instrumentos e técnicas corporais de

comunicação

verbal e

não

verbal, incluindo

o

pensar,

o

refletir criticamente para guiar atividades de pesquisa e de

enfermagem, ou

seja, de cuidar/cultivar a vida. Para nos guiar a desenvolver o nosso projeto

assistencial utilizamos conceitos gerais de Patrício:

Homem-Ser Humano,

Ambiente, Saúde-doença,

Cuidado, Enfermeiro, Família,

RN.

Dentro

destes conceitos estão contidos conceitos,

como: Necesidade do

Homem,

Recursos

do

Homem,

Crescimento e Desenvolvimento

do

Homem,

Cultura, Valores Culturais. Acrescidos

de

conceitos elaborados por nós a

partir de Patrício, Ziegel

&

Cranley, Parseval, Alexander, Rezende,

Maldonado

Dicionário

da Lingua

Portuguesa

como:

Primí-para, Parturiente, Puérpera, Pai,

Mãe,

Terapias Alternativas,

ue

serão expostos

no

decorrer

do

relatório.

Ser

humano

É um

ser biológico, concretamente

no

mundo

através de

um

corpo de

macho

ou fêmea

(homem

ou

mulher) que representa suas particularidades individuais e coletivas. Esse corpo, matéria-prima

do

gênero

humano

gerado por

homem

e mulher, inicia esse processo de transformação

no

útero

da

mulher, transformando-se pela relação indireta

com

o

contexto natural e social

do

mundo,

a partir

do

corpo dessa mulher,

da

cultura e possibilidades

que

esta

venha

a ter,

ou

seja, a partir das interações dessa mulher

com

o

mundo

natural e social.

ele está se fazendo

um

ser cultural-social. Esse

(25)

desejos, necessidades, buscas, criações, produções, dores e prazeres.

Toma-

se

em

nível crescente de complexidade

um

ser cultural-social e espiritual

através das interações que vai fazendo

no

processo de viver.

É

racional e sentimental,

em

graus variados

conforme

tenha sido estimulado

em

suas relações

com

os outros seres.

Sendo

assim, elabora significados a partir de

seu contexto, de sua visão de

mundo.

Dessa forma

se

a construção de sua consciência, individual e coletiva.

É

essa consciência

que

irá guiar seus

caminhos no

processo de viver, suas responsabilidades e direitos.

Seu

processo de evolução-transfonnação se

de acordo

com

sua cultura, sexo,

classe social e características biológicas. Integra

ou não

uma

família,

tem

necessidades e possibilidades (recursos). Executa cuidados de saúde, individuais e grupais, durante o processo de viver,

compreendido

dentro das crenças, valores e práticas originados através de sua história de vida.

É

um

ser livre,

mas também

é

um

ser lirnitado

quando

em

contexto social.

É

livre

para pensar e é capaz de desenvolver sua liberdade de agir, de buscar, criar

e manter recursos para atender suas necessidades de sobrevivência e seus

desejos de

bem

viver. Suas ações

geram

uma

cultura

que

orienta novas ações, transformando a si próprio e

provocando

transformações

em

outros

seres, incluindo limitações a si próprio, a natureza e aos outros seres

humanos.

As

necessidades

do

ser

humano

são eventos essenciais à vida e ao

bem

viver, incluindo

o

morrer;

promovem

a reprodução

da

espécie,

o

crescimento e

o

desenvolvimento

do

indivíduo

como

ser singular e social

(coletivo).

As

necessidades

tem

caráter dinâmico

no

processo de viver;

possuem

dimensão

fisica (natureza, transformada

ou

não), sociocultural, biológica, espiritual e afetiva... Dentre essas necessidades está

o

cuidado

do

(26)

humano

e

do

planeta.

O

sentido das necessidades está condicionado à visão

de

mundo

do

homem,

às suas crenças, valores, suas práticas, seus desejos, expectativas e metas,

como

ser singular e social,

em

cada

momento

da

vida

e aos recursos disponiveis pelo

Homem.

Crescimento e Desenvolvimento representam

o

processo de viver

contínuo

do

homem

como

um

todo.

É

resultante das interações de

um

conjunto de fatores referentes à sua constituição biológica e ao seu ambiente

fisico e sociocultural, principalmente o familiar, caracterizando-se pelo crescimento fisico

do

corpo por inteiro

ou

em

partes, e plo

aumento da

capacidade

do

homem

na

realizaçao de

fimçoes

e tarefas cada vez mais

complexas

durante todo

o

seu viver.

Apresenta-se

em

estágios cronológicos, a partir de ritmos individuais

associados ao atendimento de suas necessidades, os quais são identificados através das

mudanças

que

ocorrem

durante todo

o

processo. Essas

mudanças

são interdependentes e inter-relacionadas.

Assim

as

mudanças do

estado anterior serve de base para as atuais e estas, por sua vez, para futuras

mudanças.

Em

cada estágio o

homem

apresenta necessidades de cuidados

específicos, sendo que

o

atendimento é essencial para a continuidade

do

processo e para a vida presente e futura.

Os

recursos

do

ser

humano

são fatores fundamentais para

o

atendimento das necessidades

do

homem

como

ser singular e social;

fazem

parte de sua constituição individual, coletiva e

da

natureza.

São

fatores provenientes

da

hereditariedade

do

homem,

de sua cultura,

do

seu processo

de crescimento e desenvolvimento,

da

sua visão de

mundo

e postura ao

longo

da

vida.

Essa

postura inclui

o

pensar criticamente e adotar atitudes

(27)

recursos,

enfim,

dependem

dos estímulos que recebe e de sua consciência frente a vida particular e coletiva, incluindo a sociedade e toda a vida

do

planeta; das condições

do

ambiente micro e

macro

em

que

vive. Esse

ambiente é

o

fisico e

o

sócio-cultural,

que

se

tomam

recursos

quando

oferecem ao

homem

as possibilidades (incluindo os direitos) de criar, buscar

e manter os seus elementos fisicos, tecnológicos, culturais, sociais,

econômicos, educacionais, políticos, legais, religiosos, afetivos, cuidados

populares e cuidados de saúde profissionais,

enfim,

todas as dimensões de

seu espaço

que

são essenciais durante

o

seu processo de viver”

(PATRÍCIO,

1990, 1995).

`

Ambiente

“É

a natureza fisica e

o

contexto sociocultural

no

qual

o

ser

humano

vive.

São

elementos dinâmicos interdependentes e inter-relacionados, cuja

dinâmica influencia e é influenciada pelo ambiente maior, representado pelo

mundo. São

os micro e

macro

contexto

com

os quais

o

ser

humano

interage.

A

natureza física é representada pela flora, fauna, ar, terra,

mares

e

demais elementos

do

universo.

O

contexto cultural é representado por todas as culturas apresentadas pelos

homens,

gerando

o

contexto-social e influenciando-o constantemente.

Este contexto é representado pelos elementos sociais (incluindo

o

grupo

familiar

com

seu espaço fisico e cultura própria): histórico, econômico, políticos, legais, tecnológicos, religiosos e educacionais,

bem

como

de

produção

de alimentos e de cuidados à saúde. (popular e profissional).

Da

f¶______,_.._ - --¬..`___h

_ _ ___

_ --¬..____...

relação sócio-cultural

com

a natureza é gerado o contexto físico,

(28)

O

ambiente está

em

constantes

mudanças,

observadas -através

da

história geral e particular. Essas

mudanças

ocorrem

por influências

da

natureza fisica (através das leis naturais

do

universo) e por influência dos

homens

através de suas ações, geradas pelas suas necessidades e utilização

de recursos, individuais e coletivos.

O

contexto sociocultural e contexto físico (natureza e elementos

produzidos pelo

homem)

influenciam

a vida dos

homens

na

medida

em

que

podem

auxiliar

ou

limitar

o

atendimento de suas necessidades durante todo

o

seu processo de crescimento e desenvolvimento, interferindo nos

comportamentos

de cuidado e nos recursos para 0 seu

bem

viver.

Cultura refere-se aos valores, crenças,

normas

e

modo

de

vida

praticados

que foram

aprendidos, compartilhados e transmitidos entre os

homens

ao longo

da

história.

É

mn

processo permanente pelo qual os

homens

orientam e

dão

significado às suas ações, cuja dinamicidade ocorre a partir das reorganizações

da

representações

na

prática social.

Apesar

dessa

dinarnicidade, algtms fatores

não

se

modificam

por longo tempo,

tomando-

se características dominante

do

indivíduo

ou

grupo.

Praticamente todas as culturas

tem

seus pontos de vista sobre saúde e

doença

e

comportamentos

de cuidados próprios. Através

da

cultura o

homem

determina suas necessidades e

obtem

recursos para

o

atendimento

desas necessidades, incluindo

o

cuidado de saúde.

Os

valores

que

integram

uma

cultura são forças diftmdidas e

profimdamente

enraizadas que

guiam

os pensamentos, decisões e ações das pessoas, variando

marcantemente

em

função de

um

homem

para outro dentro de

uma mesma

cultura e

com

tendência a se

modificar

durante os estágios de seu desenvolvimento” (Patríco, 1990).

(29)

Saúde

Doença

“Saúde

é a capacidade que

o

homem

tem,

como

ser individual e

social, de buscar, manter e normalizar seu

bem

viver.

Bem

viver é

um

sentimento condicionado às necessidades

do

homem.

Sendo

assim,

somente

se consegue conceitualizar

bem

viver se tivermos presente a realidade

do

homem,

com

suas crenças e valores

em

constante dinamismo, através de

todo

o

seu processo crescimento e desenvolvimento.

Desta

forma, saúde

tem

expressão individual, significando

que

mn

indivíduo (ou grupo), se

mostrará distinta de

um

outro, devido à presença dos caractereses genéticos

e ambientais. -

Assim,

que

ter saúde é possuir recursos para

0

atendimento das

necessidades

na

saúde e

na

doença, a recuperação de sofrimentos e vivência

do

seu processo de desenvolvimento

com

capacidade de efetuar as tarefas

de vida (incluindo a

do

cuidado)

bem

como

para alcançar,

com

satisfação os

~

objetivos e padroes de vida desejados.

A

doença

é

compreendida

por situações de

mal

viver,nos quais

o

homem

apresenta dificuldade para atender as suas necessidades.

A

exteriorização dessas situações se fará através de seu corpo mente, e das

relações

com

os outros indivíduos e

com

o ambiente.

Poderá

se expressar

por queixas

de

sofiímentos e de incapacidades de realizar suas tarefas e

expectativas, e por sinais de

disfimções

e incapacidades fisicas, psicoespirituais e sócioculturais.

(30)

O

sentimento e a

compreensão da

doença,

bem

como

os cuidados

com

ela, são determinados pela cultura

que

o

homem

elaborou e pelos recursos disponíveis para esses cuidados.

Saúde

é

um

conceito subjetivo, desenvolvido pelo sujeito a partir de

suas representações.

Mas, compreendo que

ter saúde é ter possibilidades

de

buscar-manter-recompor seu bem-viver através de

componentes

éticos e

estéticos incluindo o

modo

como

o ser

humano

interge

com

a natureza e

com

seus semelhantes:

0

homem

é

ecológico.

Saúde

é

um

conceito mais amplo,

uma

vez que a

doença

é

um

momento

que

insere a busca

da

saúde,

ou da

normalização anterior

do

bem

viver”

(PArRícro,

1990).

Cuidado

O

cuidado refere-se

as atividades, aos processos e às deciões

(diretas e indiretas) dirigidos ao indivíduo, grupo

ou comunidade

em

situações de saúde e

doença

(evidentes

ou

potenciais) constitui-se

em

necessidades

dos

recursos

do

homem.

Atos

de cuidar ajudam,

protegem

e desenvolvem;

reduzem

estresses e conflitos;

possuem

dirnensão biológicas, psicoespiritual, sociocultural e ecológica.

São

influenciados pela cultura (incluindo a aprovação e expectativa social e regras), pelo conhecimento, nível de desenvolvimento,

tempo, nível

de

estresse e preocupação, e pela afetividade

com

a pessoa que

necessita

do

cuidado e por outros recursos disponíveis para

a

sua efetivação".

Enquanto

conceito operacional,

o

Cuidado

Holístico

ou Cuidado

Sócio Cultural é

denominado

de cuidar-cuidado

ou

cuidar-cuidando

o

que

(31)

O

Processo

de cuidar se fundamenta

na

interação

com

0 outro através

da comunicação

verbal e das ações fisicas que

fazem

a

mediação no

processo de transformação das necessidades de saúde

do

homem.

Para

tanto, incorpora

em

sua prática, conhecimentos teóricos-práticos oriundos

da

Medicina

Oriental e

da

Parapsicologia.

W

A

composição do

conceito cuidar-cuidado é flexível e dinâmica,

estando continuamente aberta para substituição

ou

incorporação de outros

componentes. Esses

componentes

representam objetivos, ações e

modos

de

cuidar,

que

respondem:

Para

que

cuidar?

O

que

fazer? e

Como

cuidar?.

O

(32)

Quadro

1 -

Os

componentes Cuidar-Cuidado

Dialogar , refletir, meditar com: trocar idéias, energias, experiências, promover conhecimentos;

esclarecer, infonnar, orientar, reforçar, nutrir, criar, educar, desenvolver potencilidades; confortar, tocar (diferente de manuseio); prevenir, agir para; adotar atitudes com relação à; fazer

por; fazer com; ter sensibilidade, compaixão, consideração, paciência; ser empático, autêntico, sincero; observar, analisar, comparar, validar , expressar, manter (preservar), acomodar e/ou

repadronizar modos de cuidar; propor e negociar modos de cuidar; planejar , organizar com,

coordenar, estar aberto à outra pessoa, dispensar atenção, demonstrar interesse, estar dando importância, disponibilidade, ouvir atentamente (escutar), preocupar-se com o outro, empenhar-

se, dedicar-se, fazer favor, gentileza, compreender, calar, tolear, amar, valorizar, colocar limites,

estar presente, comparecer, asstmiir responsabilidades, compromisso, respeitar, não coordenar,

aceitar, desafiar, estimular, lutar com, desenvolver a capacidade de reflexão crítica de crenças,

valores e práticas (pensar criticamente), proteger, socorrer, supervisionar-vigiar (segurança com liberdade), executar ações fisico-técnicas, como por exemplo, curativos, higiene corporal,

massagens, relaxamento, aliaviar a dor, promover momentos de alegria, prazer, aceitar expressões de sentimentos negativos, preservar individualidade e integridade do outro e de si

próprio, demonstrar sentimentos de ternura, de aceitação como acariciar 0 corpo e o ego, através

do toque e do reforço de comportamento construtivo, estimulando a valorização de si próprio e

dos outros seres; executar medidas de promoção, tratamento e reabilitação; desenvolver afetividade-compromisso entre pares; considerar caraceristicas individuais-coletivas de viver o

cotidiano, suas interações, suas potencialidades e limitações, valores, crenças, metas, desejos e expectativas; considerar a história de vida, queixas e sinais do corpo; demonstrar confiança e ajudar o indivíduo a desenvolver confiança, esperança, fé, coragem, também entre seus pares; ter

comportamento altiuísta somente

em

caso de emergência, visando sempre resultado positivo para

quem cuida e para que é cuidado; auxiliar o indivíduo na busca de recursos e a identificar e lutar pelos seus direitos; ajudar o indivíduo a' desenvolver suas possibilidades (potencialidades) de

liberdade e também de assumir responsabilidade pela sua própria existência e pela existência dos

outros, incluindo ser solidário e ter cuidado com a natureza; ajudar o individuo a identificar, desenvolver e utilizar recursos individuais, incluindo sua vontade, motivação, de seus familiares, de sua comunidade e sociedade como

um

todo, em busca de transformação de limitações para

bem-viver; ajudar o indivíduo a desenvolver possibilidades de gerir a melancolia e conflitos do

cotiadiano de maneiras éticas e estéticas; ajudar o indivíduo a desenvolver possibilidades de

participar ativamente, politicamente consciente, nas decisões que envolvem seu processo de viver coletivo, incluindo seu próprio cuidado; desenvolver os cuidados baseados

em

conhecimentos e técnicas científicas e nas significações e maneiras culturais próprias do indivíduo, família,

comunidade, focalizar os recursos presentes no processo de cuidar (as possibilidades dos indivíduos), e aqueles necessários para o bem-viver (quantidade de vida), focaliza os recursos

que o profissional necessita para prestar os cuidados integrais, incluindo o uso da Constituição Federal, abrangendo o Estatuto da Criança e do Adolescente, e desenvolver o processo de cuidar

com a população e profissionais de outras disciplinas (Patrício, 1990a; l993b).

A

necessidade de cuidado

pode

ser atendida de duas formas: pelo

prórpio

homem

e pelos outros

homens, na

familia

ou

em

outros grupos

sociais, dentro de

um

contexto social de saúde e pelo enfermeiro (dentro

do

(33)

Enfermeiro

É

o

homem,

profissional de saúde que presta

cuidados profissionais

que visam

ajudar

o

homem

na

saúde e

na doença

(inclusive

o

momento

de

morte) durante todo

o

seu processo de crescimento e desenvolvimento e

na

conquista de melhores condições de

bem

viver. Esses cuidados são

fundamentados

no

conhecimento e

na compreensão

de si próprio e

da

realidade de saúde-doença

do

homem,

de seus valores e crença culturais, de

suas práticas de cuidado e de suas necessidades, expectativas, queixas e recursos,

como

indivíduo

ou

grupo social

em

determinado ambiente. Constitui-se

em

um

dos recursos

do

homem.

.

A

prática

do

enfermeiro está condicionada a seus recursos,

no

sentido

de possuir suporte para o cuidado

fundamentado

em

conhecimentos das Ciências Biológicas e

Humanas

(principalmente

da

Sociologia,

Antropologia e Psicologia) alicerçando assim sua capacidade crítica e

reflexiva de viver

do

homem

e das múltiplas determinações de saúde e

doença que o

ambiente apresenta”

(PATRÍCIO,

1990).

Família

A

família é

um

dos contextos

do

ser

humano.

É

caracterizada

como

um

conjunto interpessoal (transpessoal e transcultural),

formado

por seres

humanos

que interagem por diferentes motivos, tais

como

afetividade e reprodução,

ou

mesmo

por necessidade de convício coletivo por outras razões. Gerahnente é concebida

num

processo histórico de geração. Essas

interações

podem, ou

não, se

darem

constantemente

num mesmo

ambiente

fisico.

A

questão é

que o

conceito de família é relativo, subjetivo.

A

imagem,

a sensação de ter, de ser,

de

pertencer

ou

de estar

em

família é

o

(34)

A

família é

uma

relação social dinâmica. Durante todo

o

seu processo de vida,

assume

formas, tarefas e sentidos a partir de

um

sistema de crenças, valores e práticas, estruturados

na

cultura das gerações

que

incorpora e

na

classe social a qual pertence.

Assim

como

o

ser

humano,

sofre influências

do

ambiente

em

que

vive,

podendo

ao longo dos anos se reestruturar.

A

família é Luna unidade

que

necessita cuidados de saúde,

mas

também

é

uma

unidade prestadora de cuidados de saúde, dentro de padrões

socioculturais próprios,

sem

se perder de vista a individualidade

de cada

um

de seus

membros

)PATRÍCIO,

l990a).

A

família, enquanto

um

contexto fisico, sociocultural, espiritual,

energético e afetivo, tanto

pode

ser

um

recurso para

o

crescimento e

desenvolvimento saudável de seus

membros,

como também

pode

ser

uma

limitação nesse processo, através de imposição de

normas

e tarefas

que não

façam

parte

do

sistema de valores dos seus

membros, ou

para os quais estes ainda

não

estejam preparados; através

da

limitação

da

liberdade; e através

do não

provimento de recursos, incluindo o cuidado, para

o

atendimento das

necessidades para

um

desenvolvimento saudável

(PATRÍCIO,

l990a, p.

75).

O

Ser

Humano,

enquanto pessoa-cidadão,

pode

ter todas as possibilidades,

ou

capacidades de desenvolve-las,

mas

é limitado

na

relação

com

o

mundo,

em

especial

quando

está inserido

numa

família

ou

numa

cultura

que

não

somente

não

lhe permita se desenvolver e, principalmente,

transcender.

No

entanto,

o

Ser

Humano

é livre para pensar e é capaz de

desenvolver sua liberdade de agir, de buscar, criar e manter recursos para

atender suas necessidades de sobrevivência e seus desejos de

bem

viver e transcender. Suas ações

geram

uma

cultura

que

orienta

novas

ações,

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