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sàúng
cuxso DE
eaànuàçño
Em
mffiauàfim
curmmo
no
Paocgsso DE
mma/NASC£R
um
um
miga
SAUDÁEL
CCSM
N-Cham. Tcc UFSC ENF 0348TCC
Autor: Bernardino, CristiUFSC
Título:O
Cuidado no processo deparir/n
NF
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|›|›|›mn L1|1¿|g1›1||||||: ~ E 1 7 972493217 AC. Ex.I _UFSC BSCCSM CCSM _nomnnófous,
Juma
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1996
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Àneguíg
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o
culmzno
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aaocgsso
DE
mma/Nzxscfia
maix
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mm
s¿uDÁ\IgL
Trabalhä
de Conclusão
do
Curso
de Graduação
em
Enfermagem
da
Universidade Federal
de
Santa
Catarina.
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Pàmíclo
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AIIZIOIUÍÍLÊIIIIGII
` Cai-\¬f° '. i z_; _
Ao
grande Pai, Deus, por estarsempre
presente, nosemanando
energia, sabedoria e
amor
durante todo percurso desta longacaminhada
paraà evolução espiritual e profissional.
Ao
trinômio mãe/pai/RN, principalmente a figuraque
nos apoiaram ecompreenderam
compartilhando juntoo
ideal deum
viver saudável.As
famílias participantes deste processo de parir/nascerque
nosaceitaram, dividindo seus
momentos
de prazer e desprazer.A
Zuca, nossa orientadora por aceitar odesafio
decaminharmos
juntos
no
processo de parir/nascer paraum
viver saudável.A
todos os supervisores, principalmente ao enfermeiro Antônio pornos ouvir, apoiar e pela liberdade e
confiança
depositadaem
nós durantetodo
o
período de estágio.A
equipe multidisciplinarda
maternidadedo
Hospital Universitário,em
especial a equipe deenfermagem do
Centro Obstétrico, alojamentoconjunto, berçário e
CIAM.
'
As
professorasdo Departamento
deEnfermagem
Angela
Ghiorzi,Evanguelia Kotizias Atherino dos Santos e
Lorena
Machado
e Silva pelaforça, otimismo, energia e toque nos proporcionado desde a
concepção
atéo
nascimento deste projeto.
Aos
livros lidos e relidos, fiéis amigos,que
serviram de fonte deLins
Marchi
(inmemória)
e Vital Marchi, pela nossa existência e pelos ensinamentos,que
com
seuamor
nosderam
a grandeoprumidade
depodennos
estar 'encerrando maisuma
etapa importantede
nossas vidas.Aos
nossos familiares e aos cuidadoresque
nos incentivaram a ir aluta e buscar a realização de nosso sonho,
compreendendo
a nossa ausência.A
todas as pessoasamigos
e não-amigos, crentes e descrentesem
nossos propósitos
mas
que
apoiaram e estimularam a nossa trajetóriapassada, presente e futura
com
trocas de idéias, interações, carinho, paciencia, compreensao, críticas, estímulos e desestímulos que diretaou
indiretamente contribuíram para a conquista desta vitória.Aos
guardiões das Forças Celestiais,Nossos Anjos
de
Luz, pela proteção,humor
e consciência otimística poisforam
muito inspiradores enos
proporcionaram transcendercomo
sereshumanos
na
estradada
vida e1 -
INTRODUÇÃO
... .. 2 -QUESTÕES
DO
PROCESSO
DE
PARIR/NASCER
SAUDÁVEL
NA
LITERATURA
... ..2.1. Entendendo o processo de parir/nascer ... ..
2.2. Começando o processo de parir/nascer ... ..
2.3.
A
amamentação no processo de parir/nascer ... ..2.4.
A
figura patema no processo de parir/nascer ... ..3 _
REFERÊNCIAL TEÓRICO
DE ENFERMAGEM; CUIDADO
HOLÍSTICO-
ECOLÓGICO
... ..4 -
CUIDANDO
DO RN
COM
A
I‹¬AMILIANo
PROCESSO
DE
PARIR/NAsCERz
ESTÍMULO
A
PARTICIPAÇÃO
PATERNA
... ..4. l.
O
cuidar na maternidade ... _.4.1.1.
O
cuidado no Centro Obstétrico: a emoção no processo deparir/nascer ... ..
4.1.2. Atividades Desenvolvidas não Planejadas ... ..
4.2. As Terapias Vibracionais no Processo de Parir/Nascer ... ..
4.3.
O
cuidar no domicílio ... ..4.4.
O
papel do pai no processo de cuidar doRN
e Parturiente/Puérpera :Descobrindo o Pai Cuidador ... ..
5 -
POSSIBILIDADES
DE
APRENDER
E VIVER
SAUDÁVEL
O
PROCESSO
DE
PARIR/NASCER
... ..5.1.
O
processo de Cuidarcom
a Família: Construindo Conceitos ... ..5.2. As Acadêmicas Cuidadoras: Aprendendo a Viver Saudável
Enquanto Grupo ... .. ó -
REFERENCIAS
BIBLIOGRÁFICAS
... .. 7 -APÊNDICE
(CRONOGRAMA,
INSTRUMENTO
I,INSTRUMENTO
II) ... ..Em
nossa sociedade, as mulheresnão
apenasgeram
filhosmas
também assumem
as responsabilidades iniciais pelo cuidadodo
bebê,dedicam
maistempo
ao recém-nascidodo
que oshomens
emantém
asprimeiras interações afetivas.
Embora
os pais e outroshomens
empreguem
quantidade variáveis de
tempo
com
o recém-nascido,o
pai raramente éo
primeiro a dedicar-se aos cuidados diretos paracom
o
recém-nascido(CHODOROW,
1990, p. 17).Hoje
as funções produtivas e reprodutivas das mulheresmudaram
e afamília
também
mudou,
consequentementehouve
uma
transformaçãona
sociedade, e nos cuidados dispensados ao recém-nascido.
‹
A
paternidade ao longo dostempos
transcendeu-se a cultura passadade geração
em
geração e passa a representar laços especiais deamor
entrepai e recém-nascidos.
É
inegável a grande importância psicológica e afetivadessa
dimensão
em
todoo
contexto familiar.Mesmo
na
inexistência deum
instinto biológico de paternidade, o pai
pode
e deve cercaro
recém-nascido de tanto carinho eamor
como
faz a mãe.Além
de compartilharcom
ela osencargos e cuidados, pois só
há
uma
coisaque
amãe
fazque o
painão
pode
fazer,
amamentar (DIAS
DA
SILVA,
1994).~
O
desejo de realizarmoso
nosso projeto de conclusaodo
curso nessaobstétrica e/ou ginecológica
da
7a fasedo Curso
deGraduação
em
Enfermagem.
Foiquando
nos despertou grande interesse e afinidadecom
essa disciplina e compartilhando das idéias citadas acima. Sentimos anecessidade de iniciar essa
caminhada na
área matemo-infantil eprincipalmente integrar a
figura
patema no
processo de parir/nascer,afim
de proporcionar maiores transformações tantona
família,como
em
nós futuras profissionaisda
áreada
saúde.Temos
em
mente que
o profissionalda
área deenfermagem
éalem
detudo
um
serhumano
com
limitações e possibilidadesque
possueuma
grandeimportância e valorização, pois
“CUIDA”,
CULTIVA
eLUTA
PELA
v1DA
(1>ArRícro,
1995)(o
destaque é nosso).O
projeto assistencial foi desenvolvidona
maternidadedo
Hospital Universitário,na
unidadedo
Centro Obstétrico eAlojamento
Conjunto e domicílios de famílias atendias nesta maternidade,no
período de 26/O3/96 a 17/06/96.Tendo
como
componentes
as acadêmicas CristianeLooks
Bernardino, Libiana CarlaBêz
Machado, Tehna
Angelita Marchi, estandosob orientação
da
mestra e doutoraem
enfermagem
ZuleicaMaria
Patrício e supervisão dos enfermeiros Antônio Schweitzer, TerezinhaMaria
deAndrade,
Nezi
Maria
Martins,no
âmbito hospitalar eAndrea da
Silvano
âmbito domiciliar.
Escolhemos
esta instituição para realizarmoso
presente estudo devido ao fato de já conhecê-la, através de estágio realizado anteriormente etambém
pela suafilosofia
vir ao encontro dos nossos propósitos e expectativas.Visamos o
cuidadonão
sóno
âmbito hospitalar, pois acreditamos que o cuidarnão
se restringe apenasno
mesmo
e simem
todoo
medos
e expectativas. Pois é necessário conhecer o contexto cultural, sociale fisico para
que possamos
trabalhartambém
no
seu domicílio (ambientemicro-social)
com uma
abordagem
holístico-ecológica,conforme o
referencial escolhido para geraro
estudo.O
nosso trabalho foi prestaruma
assistência a mulher primigesta(parturiente/puérpera), ao recém-nascido e sua família, focalizando a
figura
paterna,
no
cotidianoda
assistência deenfermagem
.O
projeto foifundamentado
sob a luzdo
referencial teórico cuidadoholístico-ecológico,
o
qual enfocao
processo de viver saudável nasdimensões afetivas, biológicas, social, cultural, espiritual,
econômica
eenergética (Patrício, 1990).
O
processode
viver se fazmesmo
antesdo
conceber, de nascer, ao nascer, ao crescer-amadurer-estar-no-mtmdo, aoconhecer, ao sentir, ao produzir,
ao
participar,ao
compartilhar, ao conceber,parir, criar, educar, transceder, ao morrer
(PATRÍCIO,
1995).Aceitamos o desafio
de escolher esse referencial por ele vir aoencontro de nossos pensamentos, preceitos sobre a visão
do mundo.
Além
de
dar possibilidades de nos aprofundarna
práxis e transcedercomo
serhumano
na
suacaminhada
para evolução.Além
disso,esse referencial incorporaem
sua práxiscom
a populaçãoterapêuticas
de
diferentes tradições,o que
para nós era imprescindível, jáque
tinhamoscomo
objetivo fundamental, aplicar terapias altemativascom
apopulação escolhida para desenvolver este trabalho.
Sendo
assim,além da
assistêmcia tradicional aplicada pelaenfermagem, utilizamos
também
técnicas alternativascomo
Do-in, Shantala,sistemas energéticos
do
indivíduo.Os
métodos
altemativos aindanão
sãoreconhecidos completamente pela ciência,
mas
vem
a caminhar juntocom
aMedicina
tradicional,não
negando-aem
nenhum momento
ecom
o
finne
propósito de
somar
conhecimentos enão
dividi-los.Temos
em
mente
que as técnicas, outras alternativasvem
ao encontrode
uma
nova
visãodo
processo saúde-doença,
ou
seja, outros tipos de assistencia, cuidados etratamentos,
não
necessáriamente, sendo “altemativos”.Segundo
PATRÍCIO
(1995)“Conhecer
ohomem
é adimensão maior
do
saberda
enfermagem”.Baszaznào-se
em
LErN1NGER
eem
coL1ÉRE,
PATRÍCIO
(1990)refere que
“Em
todos osmomentos
da
vida, o serhumano
necessita decuidados”. Essas citações
vem
a caracterizar a nossa metodologia deassistência
como
Cuidar/Cuidado, pois ésempre
um
ir e vir constante, tantono
âmbito hospitalarcomo
no
domicílio abordandoo
processo de viver eo
modo
de cuidarda
vida.A
família éuma
unidade que necessita e presta cuidados de saúde, pois todos nóssomos
transdisciplinares, transpessoais e transculturais.Temos
deuma
certaforma
nossas crenças, valores, saberes acadêmicos e populares, conteúdo pessoal, práticas de vida, seus desejos, sonhos, sentimentos, conflitos e energias pessoais geradas nesse processo de viver(PATRÍCIQ,
1995). tCom
o despertarem
nós de conhecer mais profundamenteo
referencial
do
cuidado holístico-ecológico,ou
seja, o sercomo
um
todono
seu ambiente, surgiu a necessidade das interações face-a-face, pele-a-pele
das dinâmicas
com
a família direcionando-nos ao vínculo afetivo aprecoce
do
paina
vidado
RN
amenizaráem
muito suas limitaçõestransformando
em
possibilidadesno
processo de parir/nascer paraum
viversaudável.
O
vínculo afetivo patemalcom
certeza transparecerána
vidado
RN,
da
família, ena
sociedade.Sendo que
é isto que pretendemos mostrarcom
este trabalhoo
qualcom
os objetivos de descrevero
desenvolvimento deum
projeto assistencial deenfermagem
com
a par1uriente/puérpera/pai/RN normal
e outros familiares a partir deum
referencial deabordagem
holística ecológica de
forma
a abordarna
qualidadedo
processo deparir/nascer
na
maternidade, assimcomo
no
processo de cuidar participantecom
a familia e desenvolverno
processo de cuidar-cuidadona
situaçãoRN/família de
forma
a transformar limitaçõesem
possibilidades de viversaudável dessa população focalizando a interação
RN/pai
e outros cuidadores.snunišxlaii
nn
Lrruancruan
2.1.
ENTENDENDO
O
PROCESSO
DE
PÀRÍR/NÀSCER
Um
dos principaismarcos do
progresso obstétrico foi o surgimentoda
consciência
da
necessidadedo
cuidadoem
todo o processo de parir/nascer. Estetem
seu inícionão no
atoda
expulsão fetal,mas
simno
primeiroinstante
do
desejo de conceber, de alojarno
seu ventre e coraçãoum
serzinho que vai se
tomar
ator participante e integranteno
espetáculoda
vida.
Segtmdo
FREDERICK
eGOODRICH
(1971, p. 13)“À
obstetrícia é hojeuma
herançado
trabalho de centenas de pessoas que sededicam
'nos laboratórios e nas cabeceiras dos parturientes, tentandotomar
seguro e saudávelo
processodo
parto. 'Um
princípiohá
muitotempo
reza que as mulheressentem
temorsobre o
momento
de parir/nascer.Vindo
ao* encontroda
culturaonde
amigos e familiaresdesejam
“Uma
boa
hora”. Dr. GraultleyDick-Read
é creditadoà. _-..-‹_.._-¿- ‹- ._.__,._-..--..._.._..__._.---
que
“seo
parto éum
processo natural, nonnal, fisiológico, raciocinava ele,por
que
deve serpenoso?
O
mesmo
apresentou sua primeira teoriaonde
asdores
eram
devido a tensão envolvendo os músculos voluntários e involuntários e a tensão devida aomedo,
idéias equivocadas, atitudescuidados obstétricos.
O
mesmo
afirma
na
sua teoriada
síndrome demedo-
tensão-dor,
que
se as mulherespudessem
ser educadas parao
parto, seaprendessem
~a relaxar os nervos seriam capazes de ter seus bebêsnaturalmente”.
Se o
processo de parir/nascer tanto para parturientecomo
para família fosse conduzido demodo
a aumentar sua segurança, conforto e confiança,então tendeiia a ser
um
processosem
dor, natural e saudável.Nossa
idéiavem
ao encontro das idéiasdo
abstétra Dr.Dick
Read
elepropõe
aumentar adimensão
dos cuidadoscom
parturiente/familia,em
oposição ao
método
tradicionalque
considera insuficiente.Acrescendo na
sua teoria, as técnicas
do
“relax progressivo” e técnicas de respiração.As
atitudes culturais, condicionam a mulher a 'esperar doresdo
partogerando sentimentos desfavoráveis para
o
momento
mágico
e para todosenvolvidos.
Segundo
FREDERICK
eGOODRICK
(1971, p. 17) atravésda
educação ocorre o descondicionamento de atitudes negativas e deve ser
positivamente condicionada a eliminar a dor, e o sofrimento durante o
processo de parir/nascer.
“As
mães/famíliapodem
gozar deum
parto maisconfortável se para tanto estiverem preparadas”.
Dr
Isaias Filho (1995, p. 4), aconselha as parturientes primigestas, “marinheira de primeira viagem”, quenão
deve encararemo
partocom uma
perspectivado
sofrimento antecipado, pois éuma
questão de preparo fisico, psico e social, pois o nascimento deum
filho é a cuhninância deum
processo desejado consciente
ou
inconsciente pela mulher e pelohomem.
“Não
é dolorido ganhar algo, e aemoção
da
mulher edo
pai ao dar a luz é unica e indescritível”.Encontramos
em
várias literaturasque
as fases clinicasdo
trabalho dezw
parto sao distintas e subsequentes.
Nestas fases a parturiente apresenta-se estressada devido ao
aumento
progressivo das contrações.
Segundo
WHALEY
(1989, p. 143)o
nascimento éuma
experiênciaemocional fisiológica intensa é exaustiva para
mãe
e oRN.
Mesmo
quando
esse processo progride normalmente, é necessário que
o
RN
suportemodificações
externas enquanto sai deum
ambiente aquático, termoestável,que
sustentacompletamente
a vida e entranuma
atrnosfera de diferente pressão quedemanda
profundas alterações fisiológicas para a suasobrevivência.
E
a parturienteque
antes era esposa/mulher agora passatambém
a ser mãe.Segrmdo
Dr. Antônio Carlos de Carnargo (1995, p. 56)“Após
6meses,
o
feto estácom
o
SistemaNervoso
completo e é capaz de percebervariedades de estímulos, inclusive a dor.
O
curioso éque
os cientistasacreditam
que
a dorno
recém-nascidodá
uma
trégua durante o parto”.Segundo o
ginecologistaEduardo
Isfer (1995, p. 56), nesta hora os níveis deendorfina
do bebê
(hormôniocom
efeito analgésico) estariamaumentados
eo protegeriam. Cita a neuropediatra
Massako
Okada
(1995, p. 56)que
infelizmentenão
é possível quantificar seus sintomas, só identificá-los pois elesnão
falam. Teoricarnentenão
teriam outraforma
de secomunicar
anão
ser pelo choro.
Mas
os pesquisadores descobriramque o
RN
tem
uma
linguagem,quando
reage aos estímulos agressivos (a pele arrepia, a musculatura se contrai eum
som
agudo
é liberado pela sua boca,também
se delicia aotoque, afagos e
embalos
com
suas interessantes reações e expressões faciais.É
a linguagem corporal expressadana
interaçãocom
o
mundo.
2.2.
COM£ÇñNDO O
PROCLZSSO
DE
PÀRIR/NASCER
Finalmente,
chegou
omomento
mais esperado de toda a gestação.Uma
vez iniciadoo
trabalho de parto haveráuma
série de fases sucessivasde
culminaçãocom
a chegadado
novo
ser aomtmdo, mãe,
pai e filho, porfim
estarão frente a frente .X
_.
v..______._._.«-Quando
as contraçõescomeçarem
haverá muitopouca
sensações,mas
anteshá
uma
ligeira impressão de apertona
frentedo
abdomem.
Issonão
será incômodo, a
menos
que a parturiente esteja extremamente tensa e apreensiva(DICK
READ
APUDFREDERICK
EGOODRICK
1971).Se
as contraçõesforem
incomodas
as técnicas ditas alternativas são valiosas para amenizar tal incomodo, e adeambulação
também
ajuda muitoo
processode
parir/nascer.Bem
como,
a presença deuma
pessoasignificante para a paituriente
(FREDERICK
eGOODRICK,
197l,pl4 e19),
dependendo
de suas crenças e valores culturais toma-se muito positivano
PPN.
A
cada contração segue-seum
avanço gradual e estável deceivicodilatação
na
primiparturiente, dá-seo
esvaecimentodo
canal decima
para baixo e depois a dilatação
do
orificioextemo
(ZIEGEL
eCRANLEY,
1985, p. 317).
A
rotura dasmembranas
(amniotomia) dá-se por via de regrano
finalda
fase de dilatação,podendo
ocorrer precocementeou
só ao completar a expulsão,Segundo
Rezende, a fase de expulsãotem começo
quando
adilatação está completa e se encerra
com
a saídado
feto (Zieguel e Cranley,1985)
Após
segue o período de dequitaçãotambém
chamado
desecundamento, caracteriza-se pelo descolamento, dequitação pela descida
ou
despreendimentoda
placenta e de suas partes para fora das vias genitais.E
o
último períodoRezende
(1991) descrevecomo
período deGreemberg
como
sendo a primeira hora após a saídada
placenta.É
nesse período que oRN
é oferecido para ser colocadono
seioda
mãe
e inicia-se o vínculomãe/RN.
O
contato pele-a-pele, olho-a-olho,onde o
RN
passa porum
momento
de segurançaonde
ele reconhece avoz
de seus pais,o
calordo
corpo de sua
mãe,
o batimento cardíacoda
mesma
e estandoaconchegado
ao seio de sua
mãe
e o carinho eamor
de seu painão
sente tantoo
traumada
separação vividano
processo de parir/nascer.O
parto éum
momento
precioso, mágico, ético etambém
estético,conduz
a transformações para mãe/RN/Pai/Família. Estánascendo
uma
nova
vida,
um
novo
ser.Não
deve serum
ato duro,mecânico
e simplesmentebiológico. Pois,
há
muita energia eamor
envolvidono
processo deparir/nascer para que se desenvolva
um
viver saudável.2.8.
A
~AÇÃO
NO
PRÊSSO
DE PARIR/NARCER
I
Segundo
ALEXANDER
(1989, p. 179), “após passarno
momento
do
parto, X-..-__ a maioria - ~' das mulheres -'-1---1--_ií' se "" ___- recupera_1;n__rapidamente_e_soniem-1
xi
parao
filho
com
felicidade.É
de conhecimentoígeralo
fato deque
as mulheres__ z-' --- _ __..- _
\\ .
log‹¿_
esquecem
31 dprdo
parto.No
processo de parir/nascer,o
amor
pelorecém-nascido brota dentro dela, assim
que
elahouve
pela primeira vez ofeito" ela relaxa; seu organismo prepara-se para a função seguinte
da
D
maternidade - a lactação”.
Segtmdo o
quarto passo previsto pelaOMS
eUNICEF
para toma-seHospital
Amigo
da
Criança, aMatemidade
do
Hospital Universitáriopreconiza
na
assistência: Ajudar asmães
a iniciar o aleitamentona
primeirameia
hora, após o nascimento.A
lactação éuma
função estimulada e mantida por doishormonios
específicos, a prolactina e a ocitocirra.
A
prolactina éum
hormônio
lactogênico,o que
causa a real produçãodo
leite.A
ocitocina éum
hormônio
galactocinético,tem
o reflexo da
ejeçãoou
saídado
1eite.Sendoque
a ocitocina liberadaquando
amae
amamenta
ajuda a contrair o útero e ajuda a interromper a hemorragia pós parto. Essa é
uma
das razões pelas quais o aleitamento deve ser iniciado imediatamenteapós
o
nascimento e mantidocom
frequência (Benson, 1976).A
preparação fisiológica para a lactação, dentre outras principalmenteos estar perto,
ou
manter contato. Indicaque
o corpoda mulher
após o parto aindanão
está pronto para abrirmão
da
simbiose extra-uterina entre amãe
eo
RN.
O
desejoda
mãe
deamamentar
o bebê, de estarem
estreito contato corporalcom
ele, representaa
continuaçãoda
simbiose original e istoproduz sensações táteis prazerosas,
não
só parao
bebê,como também
paraa
mãe,
permitindo tuna integração lentano
estabelecimentodo
vínculo afetivo(ALEXANDER,
1989, p. 180).`
Segrmdo
ALEXANDER
(1989, p. 181),o
conhecimento popularsempre
acreditou que o estado emocionalda
mãe
influenciava suacapacidade de
amamentar
o bebê, "se ela está feliz seu leite ébom
e obebê
se desenvolvia
bem
e é tranquilo.Caso
contrário se está infeliz, deprimidaou
nervosa, a quantidade e a qualidadedo
seu leitemudavam,
causandocólica e outros sofrimentos
no
RN
ena mesma".
Segundo CA1\/[PESTRINI
(1992, p. 25), aamamentação
constituina
primeira intervenção nutricional, material e de saúde
que
amãe
assegurapara seu filho.
É
um
modo
natural que satisfaz as necessidades fisicas eemocionais
do bebê
e seu desenvolvimento motor, afetivo, emocional, sociale intelectual.
Sendo
quena
maioria das vezes é compatívelcom
o ambienteecológico,
econômico
e socialda
mãe, pai,RN
e outros familiares cuidadoresno
Processo de Parir/Nascer.Compartilhando
com
a idéia deALEXANDER
(1989, p. 180)onde
cita
“quando
termina a lactação, completa-seo
tarefa reprodutorada
mãe
para
com
seu filho.Sendo que o
ato dematemar
satisfaz a necessidadeinstinta
da
mulher,bem
como
faz ela alcançar sua maturação sexual e aconclusão
do
desenvolvimentode
sua personalidade”.A
amamentação
eo
carinho tanto maternalcomo
patemalfazem
parteda poção mágica no
processo de parir/nascer paraum
viver saudável. 2.4.k
FIGURÀ
PATERNÁK
NO
PROCESSO
DE
PÁRIR/NASCER
Nas
relações de pais-filhosnão
podemos
deixar de nos impressionarcom
a marcantefigura
paterna.Mas
essa temáticavem
sendo vistacom
outros olhos
somente
nas últimas décadas.Todos
idealizamoso
amor
matemo.
E
o
arnor paterno?Onde
se encontra nesse processomágico do
nascimento de
uma
criançano
seio familiar?š
A
paternidade éum
campo
incógnito, etem
sidopouco
explorado as habilidadesdo
homem
no
cuidado direto e agrado paracom
sua cria.Sabemos
que
as caríciasdo
homem,
muitas vezes diferentes das femininassão por vezes gratificantes,
temas
e verdadeiras.A
história nos contasegundo
PARSEVAL
(1989, p. 14)que no
Ocidente
o
dogma
da
patemidade éo
seguinte:o
ponto certo é amãe,
quanto `
ao pai,
há sempre
dúvida. Então prossegueFREUD
apud
PARSEVAL
(1989, p. 14) descrevendoa
organização fantasmado romance
familiar
na
criança, cita:“Quando
a criança chega,além do
mais,há o
conhecimento
da
diferença entreo
pai e amãe
no
que diz respeito àsexualidade,
quando
percebeque
patersemper
incertusao passo que
a
mãe
é certíssima”.
Daí
a construção de todauma
arquitetura defensiva,legislativa e principahnente social
que
estabelece a paternidade demn
homem
em
todas as suas consequências familiares e institucionais, essamedida
foi feita para incluir e reconhecer afigura patema
no
processodo
nascimento de seu filho.
Ainda
PARSEVAL
(1989, p. 15) analisaque
afigura
do
pai é escondida pela divisãq rígida dos papéis masculino e feminino: durante a A gravidez_
4 desua
_____,_*companheira presume-se ›que
os futuros pais estejg1_n_sujeitos_a.estados de espírito semi padronizados.O
pesoideológico se acentua
no
momento
do
parto edo
nascimento.O
pai é inútil,está ausente
ou
obrigatoriamente presente e a seguirfica desamparado`e
e - ›-
9 re
¬~
-z -- _ _. __ _ \._____i_._._z--»--
desajeitado
J
na
maternidade~_._
e posteriormenteno
domicílio.E
esse___________ _._.z._-z--'”"_-__.;u
estereótipo/d_a_pat§r_;nidade,contn1uam pe_san_do durante os primeiros anos
do
RN
efica
entendido que os paisnão
sabem
bem
comoqgçiiidarg doibebezinhosão
«_-1----“
desajeitados,-
ficam
enojados, são desprovidos_da_legençl¿ã\ria paciência-›- .».¬ .._._í_ø--“"'
' '“- W*-* -'-""""-'_
`~
feminina, desprovido desse _
famoso
“instintomatemal” que na
*___ ¬-..._ nossa";__...¬_ __ _ * ¬""-' -_--_› _... . _. _ _ _ --
sociedade outorga às mulheres.
CHORODOW
(1990, p. 22) acentuaque
“as mulheresmatemam
ecomo
mães produzem
filhascom
capacidade e desejode
matemar.Por
outrolado as mulheres
como
mães
ehomens
como
não
mães,produzem
filhoscom
capacidades e necessidades patemantesque
tem
sido reduzidas ereprimidas.
Fazendo
com
que oshomens
para
com
sçu~p_ap_el_ familiar setomem
menosafetivoscomfiuma
participação impessoal e extra;fa¿n_il_iar”.,
PAl{SEVAL
(1989, p. 16), cita que deum
ponto de vista real “terum
filho” é
talvezoicampo
privilegiadodo
encontroda
natureza/cultura._E a___”,
-nossa sociedade enfatiza sobre concepção, nascimento, puericultura,
privilegiando a gravidez, parto,
amamentação,
relaçõesmãe/filho
durante os primeiros anos.É
issoque
toma
necessáriauma
abordagem
transcultural euma
reflexão de natureza etnológica a respeitoda
patemidade.A
patemidade
presente éfiuto da
culturaeda
civilização, enão
só_da biologia.Por
mais cultural que seja, é inegável a grande importância psicológica e fisicada figura
patema.A
figura
paterna ematema
juntos são fatores importantes parao
desenvolvimentoda
personalidade desse futuro cidadão, pois facilitará a sua integraçãono
mundo
afetivo e material, inclusivecomo
fonte de valorização.O
amor
de paipode
ser cultivado, estimulado, desabrochado.Por
mais
que
a farnília deseje será maisum
ser entre duas pessoas queconstroem
mn
amor
fratemo (Campestrini, 1992).A
partir dessa realidade éessencial incluir a participação
do
paiem
todo processo desde a concepção,parto,
amamentação
aos cuidados diretoscom
o
bebê, fiitura criança feliz e saudável.Sendo
assim escolherá deforma
tranqüila achegada
do novo
serno
seio familiar, continuando a maternizar seu amor.O
pai mostracomportamentos
específicos durante o processo deligação.
Sua
reação é constituída porum
senso de absorção, preocupação e interesse pela criança(GEEMBERG
eMORRIS,
1974).“As
principaiscaracterísticas desta reação incluem consciência visual
do
RN,
especialmente focalizandoa
belezada
criança, consciência tátil, geralmenteexpressa
um
desejo de segurança a criança, consciência das características distintascom
ênfase naquelas característicasdo bebê que
lembram
o pai,percepção
da
criançacomo
sendo perfeita, desenvolvimento deum
sentimento de atração pela criança que leva a dispensar
uma
grande atenção e ele, vivênciaum
sentimento de extremaemoção
a experiência deum
sensode profunda auto-estima e satisfação. Essas reações são maiores durante os
primeiros contatos
com
oRN,
a posterior deve se a encorajar e estimular os pais a expressão de seus sentimentos positivos, especialmente se essasemoções
são contrditórias as crenças culturais”(WHALEY
eWONG,
1939).A
participaçãodo
paino
processo deamamentação
é essencial parao
sucesso
da
mesma,
aumentando
significantemente.Cada
homem-
companheiro-pai direciona suas ações de acordo
com
sua cultura, formação,educação, as vivências e experiências
com
amãe
armazenadas
na
infância ena
adolescência edo
seu ambiente social(CAMPESTRINI,
1992, p. 31).Segundo
CAMPESTRINI
(1992, p. 34), recentemente a responsabilidade pelonovo
ser está sendosomada
entreo
pai e a mãe.Ousamos
registrar as competênciasdo
pai para urnaamamentação
confortável e segura e para
um
aleitamento materno duradouro ehumano”.
Acredita-seque
o vinculo afetivo de todos os envolvidosno
processoe parir/nascer, parturiente, pai, família, equipe profissional, haverá de
superar quaisquer limitações que
possam
vir a exprimentar esse éum
princípiocom
o intuito de cuidar,promover
e manter a saúde das futurasmamães/papais/família e
da recém figura
extreanteno
contexto a ser vivido,o
RN.
Depende
da
família exclusivamentedo
pai eda
mãe
o
amor
transmitido para o
RN,
o
êxitoou o
fracasso, o sucessoou
a derrota,na
doce tarefa de fazer seus filhos pessoas saudáveis e felizes
(DIAS
DA
SILVA,
1994, p. 308).Compartilhamos
com
a idéia deDIAS
DA
SILVA
(1994, p. 308), que“dependendo da
natureza das relações deamor
quemantiverem
com
seusfillros, dependerá
em
grande parte a saúde da família enão
menos
importante a “saúde”
do
mundo
eda
humanidade”.Esse aspecto
vem
ao
encontrodo
referencial teórico deenfermagem
que
escolhemos para guiar esse trabalho, pois segtmdoPATRÍCIO
(1995), asaúde
humana
é a saúdeda
humanidade, atravésda
qualidade de vida dentrode padrões éticos e estéticos de viver a interação ser humano-natureza-
curnano
rrorjsrrco-ficonóerco
O
tema do
nosso trabalho objetivapromover
uma
melhor
condição de vida- ao
RN
a partirda
consciência individual e coletiva daspessoas envolvidas
no
cuidadocom
omesmo,
de suas possibilidades elimitações para realizar esse cuidado.
Baseado
nisso,fomos
em
busca deum
referencial nos permitisse desenvolver o nosso projeto assistencial.Adotarnos para tanto, o referencial teorico
denominado
REFERENCIAL
Do
cU1DADo
Horísrrco-EcoLÓG1co,
dePzmzio, elaboram no
início de
1988
e aperfeiçoadoem
1990
e 1993,com
baseem
vários autores,como
LEININGER,
GRAMSCI, CAPRA,
GROF, MAFFESOLI, HELLER,
CREMA,
WEIL,
AMBROSIO
eem
especialna
práxiscom
populações, alunos e outros profissionais.Esse referencial vê o todo
sem
definí-lo e fragmentá-lo.Aborda
oprocesso de viver e o
modo
de cuidarda
vida, específico para aquelemomento, sempre
em
transformação.Compreende
a saúdecomo
bem
viver ecomo
ter qualidade de vida, calcada nas categorias de atendimento das necessidades individuais e coletivas. Atravésda
práxis essemétodo
orienta efundamenta
como
pensar-fazer o processo de trabalho para se chegar aum
produto.Cuida
do
indivíduo inseridoem
um
contexto, os aspectos biológicos, culturais, sociais, espirituais, afetivos e energéticos. Focaliza aspectos transculturais (é a troca de cultura, sentimentos, conhecimentos),transpessoais (é a pessoa
mudando,
seconhecendo
interiormente.Trabalhando emoções, energias e fazendo trocas
com
outras pessoas), etransdisciplinar (é transceder as idéias, sair
uma
idéia nova,não
sendo deninguém
e sim deum
todo).A
interação desses aspectos utiliza a razão, sensação, sentimento e intuição; faz uso de diversos tipos de instrumentos e técnicas corporais decomunicação
verbal enão
verbal, incluindoo
pensar,o
refletir criticamente para guiar atividades de pesquisa e deenfermagem, ou
seja, de cuidar/cultivar a vida. Para nos guiar a desenvolver o nosso projeto
assistencial utilizamos conceitos gerais de Patrício:
Homem-Ser Humano,
Ambiente, Saúde-doença,
Cuidado, Enfermeiro, Família,RN.
Dentrodestes conceitos estão contidos conceitos,
como: Necesidade do
Homem,
Recursos
do
Homem,
Crescimento e Desenvolvimento
do
Homem,
Cultura, Valores Culturais. Acrescidos
de
conceitos elaborados por nós apartir de Patrício, Ziegel
&
Cranley, Parseval, Alexander, Rezende,Maldonado
Dicionárioda Lingua
Portuguesacomo:
Primí-para, Parturiente, Puérpera, Pai,Mãe,
Terapias Alternativas,ue
serão expostosno
decorrerdo
relatório.Ser
humano
É um
ser biológico, concretamenteno
mundo
através deum
corpo demacho
ou fêmea
(homem
ou
mulher) que representa suas particularidades individuais e coletivas. Esse corpo, matéria-primado
gênerohumano
gerado porhomem
e mulher, inicia esse processo de transformaçãono
úteroda
mulher, transformando-se pela relação indireta
com
o
contexto natural e socialdo
mundo,
a partirdo
corpo dessa mulher,da
cultura e possibilidadesque
estavenha
a ter,ou
seja, a partir das interações dessa mulhercom
omundo
natural e social.Lá
ele está se fazendoum
ser cultural-social. Essedesejos, necessidades, buscas, criações, produções, dores e prazeres.
Toma-
seem
nível crescente de complexidadeum
ser cultural-social e espiritualatravés das interações que vai fazendo
no
processo de viver.É
racional e sentimental,em
graus variadosconforme
tenha sido estimuladoem
suas relaçõescom
os outros seres.Sendo
assim, elabora significados a partir deseu contexto, de sua visão de
mundo.
Dessa forma
sedá
a construção de sua consciência, individual e coletiva.É
essa consciênciaque
irá guiar seuscaminhos no
processo de viver, suas responsabilidades e direitos.Seu
processo de evolução-transfonnação se
dá
de acordocom
sua cultura, sexo,classe social e características biológicas. Integra
ou não
uma
família,tem
necessidades e possibilidades (recursos). Executa cuidados de saúde, individuais e grupais, durante o processo de viver,
compreendido
dentro das crenças, valores e práticas originados através de sua história de vida.É
um
ser livre,mas também
éum
ser lirnitadoquando
em
contexto social.É
livrepara pensar e é capaz de desenvolver sua liberdade de agir, de buscar, criar
e manter recursos para atender suas necessidades de sobrevivência e seus
desejos de
bem
viver. Suas açõesgeram
uma
culturaque
orienta novas ações, transformando a si próprio eprovocando
transformaçõesem
outrosseres, incluindo limitações a si próprio, a natureza e aos outros seres
humanos.
As
necessidadesdo
serhumano
são eventos essenciais à vida e aobem
viver, incluindoo
morrer;promovem
a reproduçãoda
espécie,o
crescimento eo
desenvolvimentodo
indivíduocomo
ser singular e social(coletivo).
As
necessidadestem
caráter dinâmicono
processo de viver;possuem
dimensão
fisica (natureza, transformadaou
não), sociocultural, biológica, espiritual e afetiva... Dentre essas necessidades estáo
cuidadodo
humano
edo
planeta.O
sentido das necessidades está condicionado à visãode
mundo
do
homem,
às suas crenças, valores, suas práticas, seus desejos, expectativas e metas,como
ser singular e social,em
cadamomento
da
vidae aos recursos disponiveis pelo
Homem.
Crescimento e Desenvolvimento representam
o
processo de vivercontínuo
do
homem
como
um
todo.É
resultante das interações deum
conjunto de fatores referentes à sua constituição biológica e ao seu ambiente
fisico e sociocultural, principalmente o familiar, caracterizando-se pelo crescimento fisico
do
corpo por inteiroou
em
partes, e ploaumento da
capacidade
do
homem
na
realizaçao defimçoes
e tarefas cada vez maiscomplexas
durante todoo
seu viver.Apresenta-se
em
estágios cronológicos, a partir de ritmos individuaisassociados ao atendimento de suas necessidades, os quais são identificados através das
mudanças
queocorrem
durante todoo
processo. Essasmudanças
são interdependentes e inter-relacionadas.Assim
asmudanças do
estado anterior serve de base para as atuais e estas, por sua vez, para futuras
mudanças.
Em
cada estágio ohomem
apresenta necessidades de cuidadosespecíficos, sendo que
o
atendimento é essencial para a continuidadedo
processo e para a vida presente e futura.
Os
recursosdo
serhumano
são fatores fundamentais parao
atendimento das necessidades
do
homem
como
ser singular e social;fazem
parte de sua constituição individual, coletiva e
da
natureza.São
fatores provenientesda
hereditariedadedo
homem,
de sua cultura,do
seu processode crescimento e desenvolvimento,
da
sua visão demundo
e postura aolongo
da
vida.Essa
postura incluio
pensar criticamente e adotar atitudesrecursos,
enfim,
dependem
dos estímulos que recebe e de sua consciência frente a vida particular e coletiva, incluindo a sociedade e toda a vidado
planeta; das condições
do
ambiente micro emacro
em
que
vive. Esseambiente é
o
fisico eo
sócio-cultural,que
setomam
recursosquando
oferecem ao
homem
as possibilidades (incluindo os direitos) de criar, buscare manter os seus elementos fisicos, tecnológicos, culturais, sociais,
econômicos, educacionais, políticos, legais, religiosos, afetivos, cuidados
populares e cuidados de saúde profissionais,
enfim,
todas as dimensões deseu espaço
que
são essenciais duranteo
seu processo de viver”(PATRÍCIO,
1990, 1995).
`
Ambiente
“É
a natureza fisica eo
contexto socioculturalno
qualo
serhumano
vive.
São
elementos dinâmicos interdependentes e inter-relacionados, cujadinâmica influencia e é influenciada pelo ambiente maior, representado pelo
mundo. São
os micro emacro
contextocom
os quaiso
serhumano
interage.A
natureza física é representada pela flora, fauna, ar, terra,mares
edemais elementos
do
universo.O
contexto cultural é representado por todas as culturas apresentadas peloshomens,
gerandoo
contexto-social e influenciando-o constantemente.Este contexto é representado pelos elementos sociais (incluindo
o
grupofamiliar
com
seu espaço fisico e cultura própria): histórico, econômico, políticos, legais, tecnológicos, religiosos e educacionais,bem
como
deprodução
de alimentos e de cuidados à saúde. (popular e profissional).Da
f¶______,_.._ - --¬..`___h
_ _ ___
_ --¬..____...
relação sócio-cultural
com
a natureza é gerado o contexto físico,O
ambiente estáem
constantesmudanças,
observadas -atravésda
história geral e particular. Essasmudanças
ocorrem
por influênciasda
natureza fisica (através das leis naturais
do
universo) e por influência doshomens
através de suas ações, geradas pelas suas necessidades e utilizaçãode recursos, individuais e coletivos.
O
contexto sociocultural e contexto físico (natureza e elementosproduzidos pelo
homem)
influenciam
a vida doshomens
na
medida
em
quepodem
auxiliarou
limitaro
atendimento de suas necessidades durante todoo
seu processo de crescimento e desenvolvimento, interferindo nos
comportamentos
de cuidado e nos recursos para 0 seubem
viver.Cultura refere-se aos valores, crenças,
normas
emodo
de
vidapraticados
que foram
aprendidos, compartilhados e transmitidos entre oshomens
ao longoda
história.É
mn
processo permanente pelo qual oshomens
orientam edão
significado às suas ações, cuja dinamicidade ocorre a partir das reorganizaçõesda
representaçõesna
prática social.Apesar
dessadinarnicidade, algtms fatores
não
semodificam
por longo tempo,tomando-
se características dominante
do
indivíduoou
grupo.Praticamente todas as culturas
tem
seus pontos de vista sobre saúde edoença
ecomportamentos
de cuidados próprios. Atravésda
cultura ohomem
determina suas necessidades eobtem
recursos parao
atendimentodesas necessidades, incluindo
o
cuidado de saúde.Os
valoresque
integramuma
cultura são forças diftmdidas eprofimdamente
enraizadas queguiam
os pensamentos, decisões e ações das pessoas, variandomarcantemente
em
função deum
homem
para outro dentro deuma mesma
cultura ecom
tendência a semodificar
durante os estágios de seu desenvolvimento” (Patríco, 1990).Saúde
Doença
“Saúde
é a capacidade queo
homem
tem,como
ser individual esocial, de buscar, manter e normalizar seu
bem
viver.Bem
viver éum
sentimento condicionado às necessidadesdo
homem.
Sendo
assim,somente
se consegue conceitualizar
bem
viver se tivermos presente a realidadedo
homem,
com
suas crenças e valoresem
constante dinamismo, através detodo
o
seu processo crescimento e desenvolvimento.Desta
forma, saúdetem
expressão individual, significandoque
mn
indivíduo (ou grupo), semostrará distinta de
um
outro, devido à presença dos caractereses genéticose ambientais. -
Assim,
que
ter saúde é possuir recursos para0
atendimento dasnecessidades
na
saúde ena
doença, a recuperação de sofrimentos e vivênciado
seu processo de desenvolvimentocom
capacidade de efetuar as tarefasde vida (incluindo a
do
cuidado)bem
como
para alcançar,com
satisfação os~
objetivos e padroes de vida desejados.
A
doença
écompreendida
por situações demal
viver,nos quaiso
homem
apresenta dificuldade para atender as suas necessidades.A
exteriorização dessas situações se fará através de seu corpo mente, e dasrelações
com
os outros indivíduos ecom
o ambiente.Poderá
se expressarpor queixas
de
sofiímentos e de incapacidades de realizar suas tarefas eexpectativas, e por sinais de
disfimções
e incapacidades fisicas, psicoespirituais e sócioculturais.O
sentimento e acompreensão da
doença,bem
como
os cuidadoscom
ela, são determinados pela culturaque
ohomem
elaborou e pelos recursos disponíveis para esses cuidados.Saúde
éum
conceito subjetivo, desenvolvido pelo sujeito a partir desuas representações.
Mas, compreendo que
ter saúde é ter possibilidadesde
buscar-manter-recompor seu bem-viver através de
componentes
éticos eestéticos incluindo o
modo
como
o serhumano
intergecom
a natureza ecom
seus semelhantes:0
homem
é
ecológico.Saúde
éum
conceito mais amplo,uma
vez que adoença
éum
momento
que
insere a buscada
saúde,ou da
normalização anteriordo
bem
viver”(PArRícro,
1990).Cuidado
“
O
cuidado refere-seas atividades, aos processos e às deciões
(diretas e indiretas) dirigidos ao indivíduo, grupo
ou comunidade
em
situações de saúde e
doença
(evidentesou
potenciais) constitui-seem
necessidades
dos
recursosdo
homem.
Atos
de cuidar ajudam,protegem
e desenvolvem;reduzem
estresses e conflitos;possuem
dirnensão biológicas, psicoespiritual, sociocultural e ecológica.São
influenciados pela cultura (incluindo a aprovação e expectativa social e regras), pelo conhecimento, nível de desenvolvimento,tempo, nível
de
estresse e preocupação, e pela afetividadecom
a pessoa quenecessita
do
cuidado e por outros recursos disponíveis paraa
sua efetivação".Enquanto
conceito operacional,o
Cuidado
Holísticoou Cuidado
Sócio Cultural é
denominado
de cuidar-cuidadoou
cuidar-cuidandoo
queO
Processo
de cuidar se fundamentana
interaçãocom
0 outro atravésda comunicação
verbal e das ações fisicas quefazem
amediação no
processo de transformação das necessidades de saúde
do
homem.
Paratanto, incorpora
em
sua prática, conhecimentos teóricos-práticos oriundosda
Medicina
Oriental eda
Parapsicologia.W
A
composição do
conceito cuidar-cuidado é flexível e dinâmica,estando continuamente aberta para substituição
ou
incorporação de outroscomponentes. Esses
componentes
representam objetivos, ações emodos
de
cuidar,
que
respondem:Para
que
cuidar?O
que
fazer? eComo
cuidar?.O
Quadro
1 -Os
componentes Cuidar-Cuidado
Dialogar , refletir, meditar com: trocar idéias, energias, experiências, promover conhecimentos;
esclarecer, infonnar, orientar, reforçar, nutrir, criar, educar, desenvolver potencilidades; confortar, tocar (diferente de manuseio); prevenir, agir para; adotar atitudes com relação à; fazer
por; fazer com; ter sensibilidade, compaixão, consideração, paciência; ser empático, autêntico, sincero; observar, analisar, comparar, validar , expressar, manter (preservar), acomodar e/ou
repadronizar modos de cuidar; propor e negociar modos de cuidar; planejar , organizar com,
coordenar, estar aberto à outra pessoa, dispensar atenção, demonstrar interesse, estar dando importância, disponibilidade, ouvir atentamente (escutar), preocupar-se com o outro, empenhar-
se, dedicar-se, fazer favor, gentileza, compreender, calar, tolear, amar, valorizar, colocar limites,
estar presente, comparecer, asstmiir responsabilidades, compromisso, respeitar, não coordenar,
aceitar, desafiar, estimular, lutar com, desenvolver a capacidade de reflexão crítica de crenças,
valores e práticas (pensar criticamente), proteger, socorrer, supervisionar-vigiar (segurança com liberdade), executar ações fisico-técnicas, como por exemplo, curativos, higiene corporal,
massagens, relaxamento, aliaviar a dor, promover momentos de alegria, prazer, aceitar expressões de sentimentos negativos, preservar individualidade e integridade do outro e de si
próprio, demonstrar sentimentos de ternura, de aceitação como acariciar 0 corpo e o ego, através
do toque e do reforço de comportamento construtivo, estimulando a valorização de si próprio e
dos outros seres; executar medidas de promoção, tratamento e reabilitação; desenvolver afetividade-compromisso entre pares; considerar caraceristicas individuais-coletivas de viver o
cotidiano, suas interações, suas potencialidades e limitações, valores, crenças, metas, desejos e expectativas; considerar a história de vida, queixas e sinais do corpo; demonstrar confiança e ajudar o indivíduo a desenvolver confiança, esperança, fé, coragem, também entre seus pares; ter
comportamento altiuísta somente
em
caso de emergência, visando sempre resultado positivo paraquem cuida e para que é cuidado; auxiliar o indivíduo na busca de recursos e a identificar e lutar pelos seus direitos; ajudar o indivíduo a' desenvolver suas possibilidades (potencialidades) de
liberdade e também de assumir responsabilidade pela sua própria existência e pela existência dos
outros, incluindo ser solidário e ter cuidado com a natureza; ajudar o individuo a identificar, desenvolver e utilizar recursos individuais, incluindo sua vontade, motivação, de seus familiares, de sua comunidade e sociedade como
um
todo, em busca de transformação de limitações parabem-viver; ajudar o indivíduo a desenvolver possibilidades de gerir a melancolia e conflitos do
cotiadiano de maneiras éticas e estéticas; ajudar o indivíduo a desenvolver possibilidades de
participar ativamente, politicamente consciente, nas decisões que envolvem seu processo de viver coletivo, incluindo seu próprio cuidado; desenvolver os cuidados baseados
em
conhecimentos e técnicas científicas e nas significações e maneiras culturais próprias do indivíduo, família,comunidade, focalizar os recursos presentes no processo de cuidar (as possibilidades dos indivíduos), e aqueles necessários para o bem-viver (quantidade de vida), focaliza os recursos
que o profissional necessita para prestar os cuidados integrais, incluindo o uso da Constituição Federal, abrangendo o Estatuto da Criança e do Adolescente, e desenvolver o processo de cuidar
com a população e profissionais de outras disciplinas (Patrício, 1990a; l993b).
A
necessidade de cuidadopode
ser atendida de duas formas: peloprórpio
homem
e pelos outroshomens, na
familiaou
em
outros grupossociais, dentro de
um
contexto social de saúde e pelo enfermeiro (dentrodo
Enfermeiro
“
É
o
homem,
profissional de saúde que prestacuidados profissionais
que visam
ajudaro
homem
na
saúde ena doença
(inclusiveo
momento
demorte) durante todo
o
seu processo de crescimento e desenvolvimento ena
conquista de melhores condições de
bem
viver. Esses cuidados sãofundamentados
no
conhecimento ena compreensão
de si próprio eda
realidade de saúde-doença
do
homem,
de seus valores e crença culturais, desuas práticas de cuidado e de suas necessidades, expectativas, queixas e recursos,
como
indivíduoou
grupo socialem
determinado ambiente. Constitui-seem
um
dos recursosdo
homem.
.A
práticado
enfermeiro está condicionada a seus recursos,no
sentidode possuir suporte para o cuidado
fundamentado
em
conhecimentos das Ciências Biológicas eHumanas
(principalmenteda
Sociologia,Antropologia e Psicologia) alicerçando assim sua capacidade crítica e
reflexiva de viver
do
homem
e das múltiplas determinações de saúde edoença que o
ambiente apresenta”(PATRÍCIO,
1990).Família
A
família éum
dos contextosdo
serhumano.
É
caracterizadacomo
um
conjunto interpessoal (transpessoal e transcultural),formado
por sereshumanos
que interagem por diferentes motivos, taiscomo
afetividade e reprodução,ou
mesmo
por necessidade de convício coletivo por outras razões. Gerahnente é concebidanum
processo histórico de geração. Essasinterações
podem, ou
não, sedarem
constantementenum mesmo
ambientefisico.
A
questão éque o
conceito de família é relativo, subjetivo.A
imagem,
a sensação de ter, de ser,de
pertencerou
de estarem
família éo
A
família éuma
relação social dinâmica. Durante todoo
seu processo de vida,assume
formas, tarefas e sentidos a partir deum
sistema de crenças, valores e práticas, estruturadosna
cultura das geraçõesque
incorpora ena
classe social a qual pertence.
Assim
como
o
serhumano,
sofre influênciasdo
ambienteem
que
vive,podendo
ao longo dos anos se reestruturar.A
família é Luna unidadeque
necessita cuidados de saúde,mas
também
éuma
unidade prestadora de cuidados de saúde, dentro de padrõessocioculturais próprios,
sem
se perder de vista a individualidadede cada
um
de seus
membros
)PATRÍCIO,
l990a).A
família, enquantoum
contexto fisico, sociocultural, espiritual,energético e afetivo, tanto
pode
serum
recurso parao
crescimento edesenvolvimento saudável de seus
membros,
como também
pode
seruma
limitação nesse processo, através de imposição de
normas
e tarefasque não
façam
partedo
sistema de valores dos seusmembros, ou
para os quais estes aindanão
estejam preparados; atravésda
limitaçãoda
liberdade; e atravésdo não
provimento de recursos, incluindo o cuidado, parao
atendimento dasnecessidades para
um
desenvolvimento saudável(PATRÍCIO,
l990a, p.75).
O
SerHumano,
enquanto pessoa-cidadão,pode
ter todas as possibilidades,ou
capacidades de desenvolve-las,mas
é limitadona
relaçãocom
omundo,
em
especialquando
está inseridonuma
famíliaou
numa
culturaque
não
somentenão
lhe permita se desenvolver e, principalmente,transcender.
No
entanto,o
SerHumano
é livre para pensar e é capaz dedesenvolver sua liberdade de agir, de buscar, criar e manter recursos para
atender suas necessidades de sobrevivência e seus desejos de