TACIANA
IGNÁCIO
PREMATUR1DADEz
ASPECTOS oBsTÉTR1cos E
PERINATAIS
Trabalho apresentado à Universidade Federal de Santa
Catarina, para a conclusão do Curso
de Graduação
em
MedicinaFLQRIANÓPOLIS
1>m‹:MA'rURIDADEz
As1>EcTos
oBsTÉTRIcos
E
1›ER1NATA1s
Trabalho apresentado à Universidade Federal de Santa
Catarina, para a conclusão do Curso
de Graduação
em
MedicinaPresidente do Colegiado do Curso de Graduação
em
Medicina: Dr. Edson José Cardoso Orientadora: Dra ElianeMoura
FLORIANÓPOLIS
bastante para distinguir
umas
das outras.A
Deus
porcada
diade
minha
vida.Aos meus
pais, João e Eloisa peloamor
e apoio irrestrito e incondicionalÀ
minha
avó
Cecília pelo carinho e apoio.Aos meus
irmãos Eduardo,Glauber
eFemando
pela existência e alegria.Introdução ... .. Objetivos ... ..
Método
... .. Resultados ... ._ Discussão ... ..Conclusão
... ._ Referências ... ._Resumo
Summary
Apêndice
Normas
adotadas . . . .. . . - . - - - . › ~ . . . .. › ‹ ‹ - . . . .. . . z › ~ . › › . z › - - › › › .- . › . - . . . - . . › - . . . . ›. . . . - - . › . . . . .. . . . . . . . . . ~ . ‹ .. . . . . . . . › - - . . . .. . . . . . . . . . . . . z . . . . .. ‹ - . . . . . . . .z.1.
INTRODUÇÃO
A
prematuridade éuma
entidade consideradacomo
a
principal causa demortalidade perinatal (entre
50
e70%),
incidindoem 10%
de
todas as gestações1°2'3°4>5.
Nos
países desenvolvidos situa-seentre 6 e
8%,
na
América
Latina variade
l0a
43%
eno
Brasil estáem
tomo
dell%
l”3”4”6*7.Considera-se nascimento pré-termo
como
sendo
aqueleque
ocorre antesde
37 semanas
completas de gestaçãoou
259
dias desdeo
primeiro diada
últimamenstruação, sendo considerado
como
prematuridade extrema,quando
ocorreentre
20
e27 semanas
de gestação;moderada,
entre28
e 31semanas
e leve, entre32
e36 semanas
4°”.As
entidadesmais
frequentemente envolvidasna
etiologiada
prematuridadesão amniorrexe prematura e trabalho
de
parto prematuro, sendo associadaou
não
à
infecção clínicaou
subclínicado
trato genito-urinário “JO”A
prematuridadepode
ter caráter eletivo, por indicação materna,como
nos seguintes casos: pré-eclâmpsia grave
ou
eclâmpsia, corioamnionite e hemorragiano
terceiro trimestre;e/ou por indicação fetal: retardo
do
crescimento intra-uterino emalformações
fetais
de
correção cirúrgica apóso
nascimento l>7*"=12.Há
várias outras condições correlacionadas diretaou
indiretamentecom
aprematuridade,
como:
fatores sócio-econôrnico desfavoráveis, ser solteira, desnutrição materna, fator étnico,pequena
altura e baixopeso
maternos, precária assistência pré-natal, faltade
planejamento familiar,pequeno
intervalo interpartal,gestação nos extremos
da
idade reprodutiva, primiparidade, gemelaridade, trabalho braçal extenuante, tabagismo, alcoolismo,uso de
drogas (opiáceos e cocaína) e presença de complicações gestacionais l”3*4°7*8°9.As
viasde
partona
prematuridade correlacionam-secom
a idadegestacional e
segundo
Bertíni eTaborda
a via abdominal é preferidaem
prematuros extremos 13.
Quando
a idade gestacional formaior que
28
semanas,feto
em
apresentação cefálica ena
ausênciade
outras indicaçõesde
cesárea opta- se pela via vaginal 13'”.Em
decorrência das complicações fetais determinadas pela prematuridade ealto custo para
o
sistema de saúde, cadavez
busca-semais a
determinação dosfatores envolvidos
na
etiologia e maneirasde
melhorar a assistência pré-natal.O
objetivo desse trabalho foi avaliar a situação atualem
nossa Maternidade.2.
OBJETIVOS
Observar a incidência
de
prematurosno
períodode
1°' de janeiro de1996 a
30 de junho de
1997.Determinar os principais fatores correlacionados
com
a
etiologiada
prematuridade, principal via
de
parto e suas indicações.Determinar as principais complicações perinatais e correlacionar
com
idade ~gestacional e
uso
ou
nao de
corticoterapia materna.Correlacionar os
dados
com
a literatura e sugerir propostasque visem
a reduçãoda
incidênciada
prematuridade.3.
MÉToD0
Realizou-se
um
estudo retrospectivo clínico e transversal.A
populaçãoem
estudo écomposta
pormães
e recém-nascidos prematurosatendidos
na
Maternidadedo
Hospital Universitário Dr. Polydoro Ernanide
São
Thiago.
As
pacientesforam
selecionadasa
partirdo
livrode
registrosda
salade
parto
do
Centro Obstétricodo
Hospital Universitário,com
baseno
Capurro
epeso inferior
a 2500
gramas, sendo posteriormente analisados individualmenteno
Serviço
de Arquivo Médico.
Estesperfizeram 196
prontuários, dos quais 161foram
selecionados baseando-se nosdados
exigidos pelo protocolo (apêndice).Foram
considerados prematuros os recém-nascidoscom
idade gestacionalmaior
que
22
emenor
que 37 semanas
peloMétodo
de
Capurro.Considerou-se prematuridade extrema
como
sendo os recém-nascidoscom
idade gestacional entre
20
e27
semanas,moderada
entre28
e 31 semanas, e leveentre
32
e36
semanas.Em
relaçãoao
peso, os prematurosforam
classificadosem
extremo baixopeso, aqueles
com
1000 gramas
ou
menos;
muito baixo peso,menos ou
igual a1500 gramas
e baixopeso
aquelesmenores que 2500
gramas.Na
avaliaçãoda
vitalidade fetaldo
recém-nascido considerou-sesofiimento
fetal
quando o
Apgar
foimenor
que
7no
5°' minuto.Cada
prematuro apresentounenhuma,
uma
ou
mais de
uma
complicação e aavaliação
da
sua incidência foi feita isoladamente.Foram
consideradascomo
complicações:Doença
da
Membrana
I-lialina(DMH),
Hipertensão Intraventricular, Enterocolite Necrotizante, sespe, anóxiado
canal arterial,Síndrome
do
desconforto respiratório(SDR),
óbito e outrascomo
broncopneumonia, pneumotórax, anemia, sopros, eritema tóxico, bradicardia, cardiopatias congênitas,choque
hipovolêmico, cefalohematoma,hipocalcemia, hipomagnesemia,
bossa
serossanguinea, monilíase, insuficiência cardíaca congestiva, meningite, convulsões,refluxo
gastro-esofágico, bronquiolite, retinopatia, hemorragia digestiva alta, hérnia inguinal, infecçõescomo
pelo vírusda
imunodeficiênciahumana
adquirida eSindrome de
Down.
Foram
excluídosda
amostra os partos ocorridos forado
HospitalUniversitário, as gestações gemelares, os recém-nascidos
que
apresentavamdiscordância
da
idade gestacional entreo
Método
deCapurro
e datada
últimamenstruação e ultra-sonografia obstétrica
do
primeiro e/ousegundo
trimestre, eos recém-nascidos
com
peso
inferiora 2500 gramas
«e idade gestacionalmaior
ou
4.
RESULTADOS
A
incidênciada
prematuridadeno
serviçono
período relacionado foide
7%.
Dentre as 161 pacientes, observou-se maiorporcentagem de
prematuridadeentre
20
e29
anos considerando-se a faixa etária reprodutiva.IDADE
MATERNA
EM
ANOS nos
RECÉM-NAscmos
PREMA1¬URos
s,‹›°/. 55°/°13%
23,6%g<
15 13,0%I
15 - 19 lã 20 -29 I30-34 I35-39 :té400U+
46,0% Fonte: MaternidadeHU
Figura
I - Idade maternaem
anos de recém-nascidos prematurosObservou-se
que
96,3%
dasmães
eram
brancas e3,7%
eram
negras,não
podendo
correlacionar-secom
a etiologiada
prematuridade. Obteve-se25,5%
demães
fumantes e74,5%
de
não
fumantes.Quanto
a paridade, observa-semaior
incidênciaem
primíparascom
40,4%.
Nas
pacientes avaliadas,79,5%
eram
PARIDADE
DE
MÃES
DE
RECÉM-NASCIDOS
PREMATUROS
34,1% __ às 1›x11uí1›A1u1 z»¬-V __ . 255'/° 441,4*/. Fonte:Matemidade
HU
Figura
II - Paridadede
mães
de
recém-nascidos prematurosAvaliou-se a assistência pré-natal
que
asmães
dos recém-nascidos prematuros receberam, e observou-seque
42,9%
dasmães
realizou maisde
quatro consultas pré-natais,
57,1%
não
realizou pré-natalou
realizou quatroou
menos
consultas.A
tabela I mostra a distribuiçãoconforme a
idade gestacional.Tabela
I - Idade gestacional e consultas pré-natalIdade
gestacionalNúmero
de
consultasNão
fezou
5
4
>
4
<
zs
02
04
zs
130
0204
30
132
1109
32
134
15 1ó34
|f37
62
só
Total92
69
Fonte: MaternidadeHU
ErroLoG1A
nA
PREMATURIDADE
coNFoRME
DIAGNÓSTICO
DA INTERNAÇÃO
12,3-/. â AMN1oR1u:x1:WW'
PREMATURA
I
TPP r‹:s1>oNrÃN1-:o 35,2% àflíDHEG
1
oU'rRos 31,1'/. Fonte: MaternidadeHU
Figura
III - Etiologiada
prematuridadeconforme
diagnósticoda
internaçãoNa
amostra avaliada,o
trabalhode
parto prematuro espontâneo e aamniorrexe prematura
causaram
a maioriada
prematuridade (72,9%).A
figura
IV
mostramaior
percentagem deprematmidade na
faixa de34
e36 semanas
e6
dias,com
61,5%,
emenor
percentagem,3,7%
em
idade gestacionalmenor
que 28
semanas.IDADE
GESTACIONAL
PELO
CAPURRO
DOS
RECÉM-NASCIDOS
PREMATUROS
3-7% 4,4% 1 l8
%
I
28 _ 29,6¡| \ 30 - 3 l s6d 18,6%I
32 - 33861Í 61,5% " ` "` f `au-sõzód
Fonte: MaternidadeHU
Figura
IV
- Idade gestacional peloCapurro
dos recém-nascidos prematurosAs
vias de partona
prematuridade praticamente se equivalem:49,8%
viabaixa e
50,2%
via alta. Entre a idade gestacionalde 30
e 31semanas
e6
diasobservou-se
o dobro de
cesáreasem
relação a via vaginal.Tabela
II - Idade gestacionalem
relaçãoao
e tipo de partoIdade
gestacionalVaginal
Cesárea
11'*
%
n°'%
<
28
03 3,8 03 3,828
|-30
05 6,2 02 2,530
|›32
06
7,5 12 14,832
|-34
15 18,7 16 19,734
|-37
51 63,848
59,2 Total80
100,0 81 100,0 Fonte:Matemidade
HU
A
Hipertensão arterial crônicana
gestação isolada e/ou superajuntada aDoença
HipertensivaEspecífica da
Gravidez(DHEG)
foi a maior indicação deP1uNc11>A1s
INDICAÇÕES
DE CESÁREA
2,4% 1,6% 23,r/ 14,4'/. ' “fr/' 19,2'/. 18,4% Fonte: MaternidadeHU
Figura
V
- Principais indicações de cesáreaAHDHÉ IOU'l'R% lnrnlszivluçšo Auómm nouoooniturno ‹:
~Nm
VITALIDADZ IDPP n n.Ac|:rrn\ rnfivux I ITERATÍVAO
sofrimento fetalagudo
teve incidênciamaior nos
trabalhos de partoprematuros
(TPP)
espontâneos (58,0%), seguido porAmniorrexe
prematura (l9,2%) e pelasDoenças
Hipertensivas Específicasda
Gravidez(DHEG)
com
16,1%.
Tabela
III -Sofiimento
fetalagudo de
acordocom
a etiologiada
prematuridadeEtiologia
Apgar
no
5°min
27
%
<7%
Trabalho de
partoprematuro
espontâneo
41Amniorrexe prematura
49
Pré-eclâmpsia/Eclâmpsia
(DHEG)
23
Descolamento
prematuro de
placenta 01Outros
16 31,5 37,7 17,7 0,3 12,3 13 53,006
19,205
16,102
6,700
0,0 Total 130 100,0 31 100,0 Fonte: MaternidadeHU
Em
relaçãoao peso
dos recém-nascidosao
nascimento observou-seque
amaior
percentagem,31,7%
não
apresentou baixo peso e45,3%
apresentou baixopeso, enquanto apenas
6,8%
tinha extremo baixo peso.PESO
EM
GRAMAS
DOS
RECÉM-NASCIDOS
PREMATUROS
27,3% §<lIIII ä lfill-1499 Ilfl-1999 1s,o°/.315%
zzm-z.m I >=2soo 16,2'/~ 6,8% Fonte: MaternidadeHU
Figura
VI
-Peso
em
gramas
dos recém-nascidos prematurosO
tempo
de
internação dos recém-nascidos varioude
2a 99
dias, sendo a maioriamenor
de 14 dias,que
correspondeu a idade gestacional entre34
a37
semanas
e02
casos extremosque
permaneceram
maisde 90
dias e apresentaramidade gestacional inferior
a 30
semanas.Tabela
IV
-Tempo
de intemaçãoem
diasconforme a
idade gestacionalIdade
gestacionalem
Tempo
de
intemação
semanas
<
5
5
+14
15 y2425
+34>
35
<2s
04
0100
00
0128
y30
0100
00
0104
30
y32
01 0103
04
1032
y34
02
07
oó
07
04
34
y37
44
44
os
04
04
Total52
53 17 16 23 Fonte:Matemidade
HU
Dentre os recém-nascidos abaixo de
28 semanas
obteve-se maior incidênciade anóxia neonatal e óbitos ocorrendo praticamente
em
todos os recém-nascidos demães
que
não
utilizaram a corticoterapia. Entre28
e34 semanas
observou-seincidência três vezes
maior de
desconforto respiratório enove
vezesmaior de
Doença
da
Membrana
Hialinaem
mães
não
usuáriasde
corticoterapia.E
outrascomplicações
mais
freqüentessem
relação diretacom
usodo
corticóideforam
icterícia, anóxia neonatal e hipoglicemia.
Nos
recém-nascidosacima
de34
semanas, observou-se 3 casos deDoença
deMembrana
Hialinaem
mães
que não
utilizaram corticoterapia e dentre as complicações gerais
da
prematuridade aicterícia e
a
hipoglicemiaforam
asmais
freqüentes, seguidas pelo desconfortorespiratório,
que
foidezenove
vezes mais freqüenteem
mães
que não
utilizaram corticóide. Observou-se 13 óbitos,84,6%
ocorreram abaixode 34
semanas.Em
Tabela
V
-Complicações
perinatais (n°' absoluto) de acordocom
a idadegestacional
ao
nascimentoem
relaçãoao
usode
corticoterapia materna antenatalIdade
gestacionalem
semanas
Complicações
<
28
28
|-34
>
34
*sim
**não
sim
não
sim
não
Icterícia 01 01 1 5 23 03
49
Hipoglicemia
00
0104
1204
25Outras
01 04 1224
0127
Desconforto
00
01 07 23 01 19 respiratórioAnóxia
neonatal 0104
07
1900
13 Infecção00
00
05
08
03
13Doença da
membrana
0102
0109
00
03 hialina Persistência canal00
00
0305
00
02
arterialÓbim
oo
os 01 osoo
02
Sepsis 0100
0104
00
02
Hemorragia
00
00
00
00
00
00
intraventricular Enterocolite00
00
00
00
00
00
necrotizante Sindr. angústia00
00
00
00
00
00
respiratória Fonte: MaternidadeHU
*
Uso
de corticoterapiamatema
antenatal.**
Não
uso
de corticoterapia materna antenatal.Observou-se
que
31,7%
dos recém-nascidos apresentou desconfortorespiratório,
27,3%
anóxia neonatal e9,9%
doença da
membrana
hialina.Dentre as complicações gerais relacionadas
com
a prematuridade:57,1%
apresentou icterícia,
28,6%
hipoglicemia,27,3%
anóxia neonatal,18,0%
infecção,5,0%
sepse e8,0%
óbito.Os
recém-nascidosde
extremo baixopeso
e baixopeso perfizeram
75%
dosóbitos,
50%
apresentavampeso
inferiora 1000
gramas, enquantoque não houve
nenhum
óbito dentre aquelescom
peso
superiora
2500
gramas.1>Eso
EM
GRAMAS
nos
RECÉM-NAscmos
PREMATUROS QUE
FORAM
A
Ómro
16,7% 3,3% 0,0% §<100fl gmoo-1499 1500- 1999 25,0% gzsoo-2499 Í`Í>=2s” 50,0% Fonte: Maternidade
HU
5.
DISCUSSÃO
Observou-se a incidência
da
prematuridadeem
alguns trabalhos e obteve-se10%
de
todas as gestações 1”2'3°4>5.Nos
países desenvolvidos situa-se entre 6 e8%,
na
América
Latina variade
10a
43%
eno
Brasil estáem
tomo
de
11%
l°3=4*6>7.Em
São
Paulona
Maternidade Escola de VilaNova
Cachoeirinha (1994)foi
de
14,04%
8.No
presente estudo, obteve-se incidênciade
7%,
coincidindocom
osdados
dos países desenvolvidos.Dentro
da
prematuridade, Lu1:nley9 observou prematuridademoderada
a leveem
90%
dos casos e extrema prematuridadeem
apenas10%
dos recém-nascidos.Na
amostra avaliadatambém
observou-semaior
incidênciade
prematuridade levea
moderada,
com
96,3%
e apenas3,7%
de
prematuridade extrema.O
parto prematuro émais
freqüentena
adolescente eo
risco variaconforme
condições sócio-econômicas, tipo
de
assistência pré-natale
presençade
complicações neonatais 4.
Segundo
Sass et al.a
incidência global éde
34,2%
em
mães
com
menos
de
20
anos.Na
faixa etáriade 20
a29
anos registrou45,3%,
sendo estaa
faixa ziâiizde maior
incidência 8.No
presente estudo observou-seque
quase ametade
dasmães
enquadravam-se
na
faixa etária entre20
e29
anos(46%)
considerando-sea
faixa etária reprodutiva, eem
segundo
lugar entre 15 e 19 anos (23,6%) sendo compatívelcom
osdados da
literatura.Em
estudos brasileiros observa-semaior
prematuridade nas primíparas,Na
amostra avaliada, obteve-se40,4%
entre primíparas e25,5%
em
secundíparas.
A
prematuridade parece estar associadaa
situaçõesde
estresse e baixonivel sócio-econômico 9.
Não
foi possível correlacionar estedado
por ser esteum
trabalho retrospectivo e
não
constar nos prontuários estas informações.A
associaçãodo
estado civilcom
a
prematuridade é diferente nas várias faixas etárias. Para mulheres abaixode 25
anos parece ser importante ser casada, vivercom
um
parceiroou
ser solteira. Contudo,o
estado civil éum
critério pobrepara
medir
fatores sociaismais complexos
9.Nas
pacientes avaliadas amaior
porcentagem eram
casadasou
apresentavam união estável(79,5%)
e apenas20,5% eram
solteiras.Pacientes
que
iniciaram pré-natalcom
baixo peso apresentam maioresriscos
de
prematuridade e sofrimento fetal 43536. Essedado
éde
dificil avaliação pois a maioria das pacientesnão
realizou pré-natal.Quanto à
corda
pele,segundo
a
literatura,em
negroso
riscode
prematuridade é
maior
que
em
brancos 49.Nesta
casuísticaa
grande maioriaem
composta de
pacientesda
raça brancanão
podendo
ser avaliado estedado
dentrodos fatores
de
risco.A
assistência pré-nataldeve
iniciar-se precocemente, vistoque
existe forteassociação entre nascimento prematuro e a
não
realizaçãoou
início tardiodo
pré-natal, principalmente nas gestaçõesde
alto risco,onde
deveria ter intervalode 7
z io dias 4.O
menor
intervalo entre as consultas, principalmente nas gestantes de alto riscopode
detectar precocemente fatoresde
risco para trabalhode
partoNesta
casuística observou-seque
57,1%
não
realizouou
realizou quatroou
menos
consultas pré-natais. Dentre aqueles recém-nascidosque
eram
pequenos
para
a
idade gestacional70,6%
(l2) dasmães
não
realizou pré-natal.O
tabagismo exerce influência negativano
pesodo
recém-nascido ena
suaqualidade
de
vida futura e é dependentedo
tempo
e intensidadedo
fumo
4.Segtmdo
Main
(1988) 13 a20%
dos partos prematuros são atribuídosao
tabagismo, sendo
que
há
um
excessode
nascimentos pré-termo entre24
e34
semanas
em
mães
fumantes 59.Segundo
Lumley
9,o
risco vaide
4%
nosUSA
até
15%
na
Austrália.Segundo Bardy
et al.,o
hábito maternode
fumar
está associadocom
altastaxas
de
complicaçõesda
gravidezcomo
placenta prévia, amniorrexe prematura,redução
do peso ao
nascer eaumento da
mortalidade perinatal.O
tabacocontém
nicotina e cotinina eambas
cruzam
a placenta levando a concentrações fetais altas 17 ealém
disto,o
cigarro eleva a concentraçãodo
fator ativadorde
plaquetas(PAF) na
decíduaque aumenta a
contração miometiial.A
cocaínatambém
aumenta a
contratilidade uterina eo
riscoem
quatroa
cinco vezes de descolamento prematuroda
placenta 5_A
incidênciade
mães
fumantesna
amostra foide 25,5%,
mas
não
é possívelconsidera-la
como
etiologia isoladada
prematuridade nestas pacientes,sendo
considerada
uma
incidência altaem
relação aosdados
.da literatura. Entre as fiunantes,15,9%
tiveram recém-nascidospequenos
para idade gestacionalo que
comprova
o
efeitodo
fumo
sobre a reduçãodo peso ao
nascimento.Em
relaçãoao
furno, dentre as fumantes6
(l5,9%) tiveram recém-nascidospequenos
para aidade gestacional,
30
(78,9%)eram adequados
para a idade gestacional e 2(5
,2%) eram
grandes para a idade gestacional.Segundo
Rezende
et al. 4, a etiologiada
prematuridade é distribuídacomo
prematura,
13,3%
hipertensão arterial,4,6%
descolamento prematuroda
placenta e outras causas 3,4%.Sass et al. 8 referem a amniorrexe prematura
como
a principal causade
prematuridade 1,
com
incidênciade
28,6%
7. Outros autores encontraramamniorrexe prematura
como
etiologiada
prematuridadeem
mais de
50%
dos casos 1°.Na
MaternidadeAmparo
Maternalem
São
Pauloa
incidênciade
amniorrexe prematura foi
de
39%
nos
recém-nascidoscom
menos
de 2500
gramas
ena
literatura internacional é de até40%
2.Segundo a
Conferênciade Consenso do
Instituto Nacionalde Saúde de
1995
sobre Corticosteróides paraMaturação
Fetal,foram
apresentadascomo
principais etiologiasda
prematuridadeo
trabalhode
parto espontâneocom
30
a50%,
amniorrexe prematuracom
20
a50%,
pré-eclâmpsiacom
10 a25%
e outras etiologiascom
10%
6.Na
amostra avaliada as etiologias encontradas são compatíveiscom
os achadosda
literatura.O
trabalhode
parto prematuro espontâneo tevemaior
incidência
com
37
,7%,
seguidoda
amniorrexe prematuracom
35,2%,
adoença
Hipertensiva específicada
gravidez(DHEG) com
14,8%, e asdemais
etiologiascontribuindo
com
12,3%.As
infecções genito-urináriasparecem
estar correlacionadascom
o
trabalhode parto prematuro espontâneo e amniorrexe prematura 4.
Segundo
Goepfert&
Goldenberg
(1996) as infecções materno-fetais contribuemcom
25%
dasetiologias.
A
vaginose bacteriana está presenteem
10 a40%
das grávidas ehá
um
aumento
nas taxasde
prematuridade espontânea nestas pacientes 4948.Não
foi possível confiontar estesdados
com
a
literatura poisnem
todas as pacientesforam
submetidasa
exames
para detecçãode
infecção materno-fetal.Os
corticosteróides antenatais são administradoscom
o
propósitode
morbidade
e mortalidade relacionadascom
a
prematuridade, beneficiandoambos
os sexos e raça 6=m9.
A
importânciado
corticóide estáem
que
a
freqüênciade
Síndrome
do
desconforto respiratório(SDR)
em
aproximadamente
50%,
previnea doença
da
membrana
hialina(DMH)
e enterocolite necrotizante, reduz para10%
2° ahipertensão intra-ventricular e possibilita
menor
permanência hospitalar6=l2=“*19>2°*2l>22.
Crowley
et al.” relataram reduçãona
incidência dehiperbilirrubinemia neonatal e ictericia associada.
Não
existem efeitos relatadosna
incidênciade
persistênciado
canal arterial e displasiabroncopuhnonar
12.Entre
24
e28
semanas, os corticóidesnão diminuem
a incidênciade
SDR,
reduzindo apenas sua gravidade 6”.
O
usoda
corticoterapia antenatal reduzo
custo
médio
do
tratamento pós-natalem 10%
por recém-nascido 12.Vários autores
recomendam
a
utilizaçãoda
corticoterapiaem
todas asmães
de
prematuros entre24 e 34 semanas
com
riscode
parto pretermo ena
ausênciade
corioamnionite 3=4*6=19*2°°23, exceto sehouver
evidências deque
oscorticosteróides terão efeito adverso sobre a
mãe
ou
seo
parto for iminente 6.No
Hospital
São
Paulo/Escola Paulistade Medicina
utiliza-se corticoterapia entreidade gestacional
de
28
a32 semanas
24. iOs
corticosteróidespossuem
ação transitória,de 24
horasa
7 dias.A
betametasona, a droga
de
escolha, é utilizadana
dose del2mg
intramuscular pordois dias consecutivos, e repetindo
de
7em
7 dias até34 semanas
3=4°6='2°l9°2l>23_Segundo a
ConferênciaAmericana de Consenso
sobre Corticosteróides paraMaturação
Fetalo
tratamentocom
menos
de 24
horasde
duraçãotambém
melhora
os resultados perinatais, reduzindoa
incidênciade
SDR
em
aproximadamente
5%
6.Apesar
de evidentes os beneficios fetaiscom
o uso de
corticoterapia,o uso
quadros cushingóides, infecções
matemas
e fetais, resistênciaà
insulina eedema
agudo de
pulmão
3'6”7*“=12'2°°24..Na amostra avaliada, observou-se redução
significativa
na
morbi-letalidade fetalem
recém-nascidosde
mães
que usaram
corticoterapia.
Segundo
Bertini eTaborda
391 aSíndrome
do
desconforto respiratório persistecomo
a
principal causa primáriade
mortalidade neonatalem
prematuros,sendo a
imaturidadepulmonar
eo
riscode
infecção determinantesda
capacidadede
sobrevivênciado
recém-nascido 2*3*21*25”26.Segundo
Maher
et al.22, a incidênciada Síndrome do
desconfortorespiratório,
em
recém-nascidoscom
menos
de 31semanas
foi de64,8%,
20,4%
hemorragia intraventricular,
11,8%
enterocolite necrotizante e16,9%
de sepse.Segundo Taborda
et al.2,5%
dos recém-nascidos tiveramSíndrome
do
desconforto respiratório,
6,9%
sepse neonatal eem
casos de corioamnioniteconfinnada
a
incidênciade
infecção neonatal foide 10%.
Já
Gardner
et al.2° estimaram a incidênciade
sepseem
5%
e hemorragiaintraventricular
em
13%.
Na
amostra avaliada, dentre as complicações relacionadascom
o uso
ou
não de
conicoterapia antenatal observou-se:31,7%
de
desconforto respiratório,27,3%
de
anóxia neonatal e9,9%
de
Doença
da
membrana
hialina.Não
foiobservado
nenhum
casode
hemorragia intraventricular, enterocolite necrotizanteou
Síndrome
do
desconforto respiratóriodo
recém-nascido. Dentre ascomplicações gerais relacionadas
com
a prematuridade:57,1%
apresentou icterícia,28,6%
hipoglicemia,27,3%
anóxia neonatal,18,0%
infecção,5,0%
sepse e
8,0%
de
óbito.A
mortalidade perinatal entre24
e34 semanas de
idade gestacional é muitoalta 2.
Taborda
et a1.2 referemno
geral6,9%
de óbitos neonatais e80,4%
dosMaher
et al. 22 relatam14,4%
de mortes neonatais.Segundo dados do
Hospital
São
Paulo/Escola Paulistade Medicina
em
1993a
mortalidadeem
recém-nascidos
com
pesomenor
que 1500 gramas
foide
47%, menor
que
2500
gramas
21%
e idade gestacionalmenor
que 33 semanas
de40%
14.Na
amostra avaliada, 11 óbitos(84,6%)
ocorreram abaixode 34
semanas
eem
90,9%
destes asmães
não usaram
corticoterapia antenatal,com
índices duas vezes maioresque
os observadosna
literatura.Em
relação aopeso
nos recém-nascidos
que foram a
óbito75,0% pesavam menos
de 1500 gramas
e25,0%
menos
de 2500
gramas, compatívelcom
os achadosda
literatura.Alguns
fatoresdevem
ser avaliadosna
escolhada
viade
partocomo:
idadegestacional,
peso
estimado, apresentação, condiçõesdo
canal cervical, integridadeou
não
dasmembranas
amnióticas, padrão das metrossístoles,atendimento obstétrico
ao
recém-nascido e as condiçõesdo
berçário 4.Segundo
Sass et al.8,90,5%
dos recém-nascidoscom
menos
de 30 semanas
nasceram
via vaginal,67,5%
entre30
e 33semanas nasceram
via abdominal e61,2%
acima de 33 semanas de
cesárea.Segundo
Bertini eTaborda
13,a
viaabdominal é preferida
em
prematuros extremos e nas apresentações pélvicasquando
o
peso
formenor
que 1500 gramas
ou
a idade gestacionalmenor
que 32
semanas
4°6='3*14.Quando
a
idade gestacional émaior que 28
semanas,
o
feto écefálico e
na
ausência de outras indicações de cesárea opta-se pela via vaginall,2,4,l3 .
Nesta
casuísticanão houve
diferença significativa entre as vias de parto.Houve
uma
predominânciade
parto cesárea apenas entre30
e32 semanas
com
o
dobro da
incidência, possivelmente justificada pela desproporção céfalo-pélvicaPara Sass et al.8, a hipertensão arterial materna foi
a
principal causade
morbi-mortalidade perinatal e
de
indicaçãode
cesárea (29,5%), seguida porapresentação
anômala
em
20%,
e iterativaem
12,6%
dos casos 827.Nesta
casuísticaa
hipertensão arterial materna foi a principal indicaçãode
cesárea
com
23,2%,
seguidada
apresentaçãoanômala
com
18,4%
e6.
CoNcLUsÃo
Na
amostra a ausênciade
assistência pré-natal parece sero
principal fatorcorrelaeionado
com
a prematuridade.A
viade
parto foi semelhante, tendoa
Hipertensão arterial crônica isolada e/ou super ajuntadaa
Doença
HipertensivaEspecífica da
Gravideza
principalindicação
de
cesárea.Houve
maior
incidênciade
complicações perinataisem
recém-nascidosde
mães
não
usuáriasde
corticoterapia.O
maior
número
de consultas emenor
intervalo entre elas seriauma
proposta para reduzir a incidência
de
prematuridade.De
acordocom
osdados da
literaturauma
maior
pesquisa de infecçõesno
7.
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Placental pathologic features of preterm preeclampsia.Am
J ObstetA
prematuridade é consideradacomo
a principal causade
mortalidadeperinatal. Considera-se nascimento pré-termo aquele antes de
37
semanas
completas de gestação
ou
259
dias desdeo
primeiro diada
última menstruação.Objetivou-se observar a incidência de prematuros, os principais fatores
correlacionados,
a
principal via de parto e suas indicações e as principaiscomplicações perinatais correlacionando-as
com
a idade gestacional e usoou
não
de corticoterapiamatema.
Realizou-se
um
estudo retrospectivo clínico e transversal.A
populaçãoem
estudo écomposta
pormães
e recém-nascidos prematuros.Foram
considerados prematuros os recém-nascidoscom
idade gestacionalmaior que 22
emenor
que
37
semanas.Foram
excluídosda
amostra os partos ocorridos forado
Hospital Universitário Dr. Polydoro Ernanide São
Thiago, as gestações gemelares, e osrecém-nascidos
que
apresentavam discordânciada
idade gestacional entreo
Método
de Capuiro
e datada
última menstruação e/ou ultra-sonografiaobstétrica
do
1°'ou
2°' trimestre.Dentre as 161 pacientes, observou-se
maior porcentagem
de prematuridadeem:
primíparas (40,4%), entre a idadede 20
e29
anos (46,0%) considerando-sea
faixa etária reprodutiva, idade gestacional de34 a 36 semanas
e 6 dias (6l,5%) e
57,1%
das pacientesnão
fizeram
pré-natal.O
trabalhode
parto prematuro espontâneo e
a
amniorrexe prematuracausaram
a maioriada
prematuridade (72,9%).
Não
houve
discrepância entre as vias de parto,com
exceção
da
idade gestacional entre30
e 31semanas
e6
diasonde
houve
o
dobro de cesáreasem
relação ao parto vaginal.A
Hipertensão arterial crônica isoladade
parto prematuros espontâneos(58%)
e45,3%
dos recém-nascidos apresentou baixo peso ao nascimento. Dentre as principaiscomplicações destacaram-se a icterícia e a hipoglicemia, sendo
que
aDoença
da
Membrana
Hialina foimais
incidente nasmães
que
não usaram
corticoteiapiaabaixo de
34
semanas.O
tempo
de
internação estava diretamente correlacionadocom
a
idade gestacional,em
média
permanecendo
entre 5 a 14 dias.Concluiu-se
que
na
amostra a ausênciade
assistência pré-natal parece sero
principal fator correlacionadocom
a prematuridade.A
viade
parto foisemelhante, tendo a Hipertensão arterial crônica isolada e/ou super ajuntada a
Doença
HipertensivaEspecífica da
Gravidez a principal indicação de cesárea.Houve
maior
incidência de complicações perinataisem
recém-nascidosde
mães
não
usuáriasde
coiticoterapia.O
maior
número
de
consultas emenor
intervalo entre elas seriauma
proposta para reduzira
incidênciade
prematuridade.The
prematurity is considered the principal causeof
perinatal mortality.Pre-term delivery is considered this
one
occured before37 completed
weeks
of
gestation or fewer than
259
days since the firstday of
the last menstrual period.We
objected observe the incidenceof
prematurity, themain
correlacionatedfactors,
way
of
deliveryand
its indicationsand
the principal perinatalcomplications checking with gestational age
and
use or notof
the maternalcoxticoterapy.
`
It
was
realizedan
retrospective clinicand
transversal study.The
population is
composed by
mothersand
prematurenew
borns. Itwas
consideredprematures the infants
boms
with gestational agebetween 22 and 37
weeks.Was
excluded the delivery occured outof Doctor
Polydoro Ernanide
São
Thiago
University Hospital, multiple births, thenew boms
that presenteddiscrepancy
between
gestational ageof Capurro
Metod
and
dateof
lastmenstrual period and/or ultrasonographic
of
first or second trimester.Between
161 patients, itwas
observed higher incidenceof
prematurity atprimiparity (40,4%),
between
20 and 29
years old(46,0%)
consideredreprodutive age, gestational age
between 34
weeks
and 36
weeks
and 6
days (61,5%)and
57,1%
of
the mothers didn°t take antenatal care. It didn°t observeddiferrence betvveen the
way
of
delivery, exceptedbetween 30 and
31weeks
and
6
days inwhat
occured twice rateof abdominal
surgery.The main
indicationof
cesarea
was
pre-eclampsia and/or eclampsia (23,2%).The
agute fetal sofrimenthad major
incidence at spontaneous preterm birth (51,5%) and
45,3%
of
thepremature
new boms
presentedlow
weight.Between
themain
complications itwith gestational age, mildly
between
5and
14 days.It
was
concluded that the ausenceof
antenatal care is themain
fatorrelacionated with prematurity.
The
way
of
delivery is similar, the pre-eclampsiaand/or eclampsia the
main
causeof
abdominal
surgery.The
major
incidenceof
complications occured at mothers
who
didn”t used antenatal corticosteroidtherapy.
A
good
antenatal careand
highernumber
of
visits at the doctors couldN°
Pront.Idade: Estado civil: ( )casada/união estável ( )solteira
Raça: ( )branca ( )preta ( )amarela
Fumante ( ) não (
)sim2
10 cig/diaG
P
A
NO' Cesárias Indicação:Pré-natal: n° consultas ( )_¶4 ( )>4 ( )não realizou
IG (DUM):
___í__
IG
(1° USG): data 1°USG:
Diagnóstico da Internaçãní
Uso
corticóide: ( ) sim ( )nãoQuantos dias antes do parto:
Hg: ( )Normal ( )Anemia (< 10,5 g Hb)
EPU(
)Normal ( )Alterado( )Não fezUROCULTURA:
( )Normal ( )Alterada>
100.000 col/ml (+) ( )Não fezParto:
IG
(DUM
eUSG
)(
)PN
( )Cesária Indicação: DadosRN
Sexo()F
()M
Capurro Peso (gr): L L L 4 4 Q L /°\r¬r\ r¬z\f\z¬/¬ Apgar 1 w \ 1 » \1\1 1 À 1 » 1 \ 1 P l P D \HAS
Comprometimento vitalidadeDPP
Oligodramnio Placenta prévia Iterativa Apresentação anômala OutrosGemeIaridade( )
PIG(
)AIG
( ) GIG( )O 50
Complicações( )óbito ( )Anóxia ( )Desconforto .respiratório ( )Icterícia
neonatal ( )Infecção ( )Hipoglic. (
)DMH
( )SepseAs
normas
para digitaçãodo
trabalhoseguem
a resolução n°' 001/97do
Colegiado
do
Curso de Graduação
em
Medicina da
Universidade Federalde
Santa Catarina.
As
referências bibliográficasseguem
0
Estilode Vancouver, conforme a
5” ediçãodos
“RequisitosUniformes
para Originais submetidosa
RevistasBiomédicas”, publicado pelo
Comitê
Internacionalde
Editoresde
RevistasERNANI
DE
SÃO THIAGO
Taciana Ignácio, Eliane
Moura
- Universidade Federal 'de Santa Catarina -UFSC
Av. Des. Vitor Lima,
44
Bl.CII Apt°.203 FpolisSC
F:2348370
INTRODUÇÃO:
A
prematuridade é consideradacomo
a principal causa demortalidade perinatal. Considera-se nascimento pré-termo
como
sendo aquele antes de37 semanas completas de gestação
ou
259 dias desde O primeiro dia da ultima menstruação. Objetivou-se observar a incidência de prematuros, os principais fatores correlacionados, a principal via de parto e suas indicações e as principais complicaçõesperinatais correlacionando-as
com
a idade gestacional (IG) e usoou
não decorticoterapia matema.
MÉTODO:
Realizou-seum
estudo retrospectivo clínico e transversal.A
populaçãoem
estudo é composta pormães
e recém-nascidos(RN)
prematuros.Foram
considerados prematuros os
RN
com
IG
maior que 22 emenor
que 37 semanas.Foram
excluídos da amostra os partos ocorridos fora do Hospital Universitário, as gestações gemelares, e os
RN
que apresentavam discordância daIG
entre oMétodo
de Capurro e data da última menstruação e/ou ultra-sonografia obstétrica do 1°'ou
2°' trimestre.RESULTADOS:
Dentre as 161 pacientes, observou-se maior porcentagem de prematuridade em: primíparas (40,4%), entre a idade de 20 e 29 anos (46,0%)considerando-se a faixa etária reprodutiva, idade gestacional de 34 a 36 semanas e 6
dias (61,5%) e
57,1%
das pacientes nãofizeram
pré-natal.Não
houve discrepância entre as vias de parto,com
exceção da idade gestacional entre 30 e 31 semanas e 6 diasonde houve O dobro de cesáreas
em
relação ao parto vaginal.A
Hipertensão arterialcrônica isolada e/ou super ajuntada a
Doença
Hipertensiva Específica da Gravidez foi a maior indicação de cesáreacom
23,2%.O
sofrimento fetal agudo teve incidênciamaior nos Trabalhos de parto prematuros espontâneos
(58%)
e45,3%
dosRN
apresentou baixo peso ao nascimento. Dentre as principais complicações destacaram- se a icterícia e a hipoglicemia, sendo que a
Doença
daMembrana
Hialina foi_ maisincidente nas
mães
que não usaram corticoterapia abaixo de 34 semanas.O
tempo de intemação estava diretamente correlacionadocom
a idade gestacional,em
médiapermanecendo entre 5 a 14 dias.
CONCLUSÕES: Na
amostra a ausência de assistência pré-natal parece ser Oprincipal fator correlacionado
com
a prematuridade.A
via de parto foi semelhante,tendo a Hipertensão arterial crônica isolada e/ou super ajuntada a
Doença
HipertensivaEspecífica da Gravidez a principal indicação de cesárea.
O
maiornúmero
de consultas emenor
intervalo entre elas seriauma
proposta para reduzir a incidência da0132
Ex.l
Ex.l UFSC BSCCSM `