A CONSTITUIÇÃO DO SINDICALISMO RURAL BRASILEIRO INTRODUÇÃO

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1 A CONSTITUIÇÃO DO SINDICALISMO RURAL BRASILEIRO

Aparecida de Fátima Graciano1 Giane Franciele Negri2 Jéssica Fernanda Wessler3

Questões agrária, urbana e ambiental.

INTRODUÇÃO

Este artigo tem como proposição contextualizar a construção do sindicalismo rural brasileiro partindo da origem e desenvolvimento da estrutura sindical no país. O contexto em que se iniciou o movimento sindical no Brasil caracterizou-se pelo desenvolvimento do mercado interno, pelos incentivos às atividades industriais e pela constituição dos primeiros núcleos operários. As lutas que se evidenciaram neste contexto se deram inicialmente em prol da diminuição das jornadas de trabalho e o aumento dos salários. As primeiras formas de organização dos trabalhadores brasileiros se constituíram por meio das Sociedades de Socorro e Auxílio Mútuo, as quais foram sucedidas pelas Uniões Operárias. A greve foi importante instrumento de organização dos trabalhadores enquanto movimento sindical, em diversos contextos históricos, como no Estado Varguista e na Ditadura Militar, governos caracterizados pela forte repressão e controle dos sindicatos.

O contexto de surgimento do sindicalismo rural no Brasil se deu em um momento de plena expansão capitalista inspirado em seu início pelo modelo de corporação fascista de

1Acadêmica do 3º ano do Curso de Serviço Social da Unioeste – Campus Toledo, matriculada na disciplina de

Núcleo Temático Questão Agrária e Serviço Social. Contato: Fone: (45) 9927-1179 E-mail: cidagraciano@hotmail.com

2 Acadêmica do 2º ano do Curso de Serviço Social da Unioeste – Campus Toledo, matriculada na disciplina de

Núcleo Temático Questão Agrária e Serviço Social. Contato: Fone: (45) 9908-0767 E-mail: gianefranciele@gmail.com

3 Acadêmica do 4º ano do Curso de Serviço Social da Unioeste – Campus Toledo, matriculada na disciplina de

Núcleo Temático Questão Agrária e Serviço Social. Contato: Fone: (45) 8838-8851 E-mail: jeh.fernanda.wessler91@hotmail.com

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2 capitalismo, notadas na proletarização do homem desprovido de terra para manter sua subsistência, levaram esse trabalhador à organização sindical, caracterizando-se inicialmente pela organização das Ligas Camponesas, e posteriormente pela criação da União dos Lavradores e Trabalhadores Agrícolas do Brasil - ULTAB e Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura – CONTAG, perpassadas pela atuação da Igreja e intervenção do Estado.

1 O DESENVOLVIMENTO DO SINDICALISMO BRASILEIRO

No século XVIII, a sociedade capitalista encontrou plenas condições de expansão, com o intenso desenvolvimento de máquinas que passaram a substituir a produção artesanal e manufatureira, consolidando então o capitalismo. O intenso desenvolvimento capitalista acarretou não só no desemprego pela substituição do trabalho manual pelo uso das máquinas, como intensificou a exploração dos trabalhadores que enfrentavam longas jornadas de trabalho, exploração das mulheres e criançase condições precárias de vida e habitação.

Foi neste contexto, que se iniciaram as lutas dos trabalhadores por melhores condições de trabalho, como pela diminuição das jornadas de trabalho e o aumento dos salários. Segundo Antunes (1985), um passo importante que registrou um significativo avanço para as manifestações da classe operária se deu na Inglaterra em 1824, com a votação de uma lei que permitia a livre associação. As associações sindicais já existiam anterior a esta lei, no entanto, eram violentamente reprimidas, o que dificultava a organização dos trabalhadores.

[...] Conquistado o direito de livre associação as uniões sindicais – trade-unions, como as chamam os ingleses – desenvolveram-se por toda a Inglaterra, tornando-se bastante poderosas. [...] As trade-unions passaram então a fixar os salários para toda a categoria, evitando com isso que o operário atuasse isoladamente na luta por melhores salários. Passaram também a regulamentar o salário em função do lucro, obtendo aumentos que acompanhavam a produtividade industrial e nivelando-o a toda categoria. (ANTUNES, 1985, p. 17-18).

4 O objetivo do fascismo era, em síntese, substituir o sistema liberal democrático clássico, então vigente, – de

inspiração rousseaunia e iluminista – por um modelo concentrado na idéia de representação por grupos profissionais – inspirada na noção de corporação de Hegel. Essa política veio a se tornar conhecida como corporativismo. O nome corporativismo deriva das corporações de ofício que controlavam a vida urbana em muitas cidades da Itália medieval. Desde o início, o sistema corporativo encontrou forte oposição interna por parte dos grandes industriais e dos proprietários de terra, os quais se sentiam ameaçados pelo Partido Nacional Fascista. (BALBINOT, 2007).

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3 Ainda, segundo o mesmo autor (1985), outro avanço que se obteve foi a aglutinação de várias categorias de uma região em uma federação. Constituiu-se assim em 1830 a Associação Nacional para a Proteção do Trabalho, que tinha como principal objetivo atuar como central de todos os sindicatos. A associação procurava resistir à diminuição dos salários e dar apoio aos operários nas paralisações. Enquanto as associações sindicais se fortaleciam, os patrões ameaçavam por meio das demissões os operários, que foram obrigados a renunciar sua participação na vida sindical, tendo como consequência a extinção de inúmeras associações.

No Brasil, o contexto em que desenvolveu a classe operária e a organização sindical, foi de transformação da economia nos últimos anos do século XIX. Substituiu-se o trabalho escravo pelo assalariado, passou-se a incentivar as atividades industriais e o desenvolvimento do mercado interno, o que propiciou a constituição do capital industrial no país. Neste momento surgiram também os primeiros núcleos operários, que se situavam na região de São Paulo e Rio de Janeiro.

A primeira forma de organização dos trabalhadores brasileiros se deu por meio das Sociedades de Socorro e Auxílio Mútuo, que visavam auxiliar materialmente os operários nas greves ou em épocas de dificuldades econômicas. Sucederam estas associações, as Uniões Operárias que se organizavam por ramos de atividades e deram origem aos sindicatos.

A greve foi elemento indispensável para organização dos trabalhadores. Eclodiu pela primeira vez no Brasil em 1858, com as reivindicações dos tipógrafos por aumento dos salários e contra as explorações patronais. Foi neste contexto, segundo Antunes (1985), que nasceram os sindicatos brasileiros, cujo principal objetivo era a garantia dos direitos do trabalho.

O período de 1917 a 1920 caracterizou-se pela intensificação de greve de massas de trabalhadores em grandes proporções, em decorrência da crise instalada a nível mundial após a Primeira Guerra Mundial, e à expressiva queda dos salários operários. Em 1930, no Estado Varguista, com a criação do Ministério do Trabalho e da Lei de Sindicalização de 1931 – Decreto 19.770 – visava-se conter a classe operária dentro dos limites do Estado e formular uma política de conciliação entre classes. O referido decreto,

[...] estabelecia o controle financeiro do Ministério do Trabalho sobre os recursos dos sindicatos, proibindo sua utilização pelos operários durante as greves, e definia o sindicato como órgão de colaboração e cooperação com o Estado. [...] proibia o desenvolvimento de atividades políticas e ideológicas dentro dos sindicatos, vetava sua filiação a organizações sindicais internacionais, negava o direito de sindicalização aos funcionários públicos e

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4 A maioria dos sindicatos brasileiros não se subordinou as normas estabelecidas nesta lei da sindicalização. O movimento grevista foi intenso neste período, conquistando inúmeras vantagens “como a lei de férias, descanso semanal remunerado, jornada de 8 horas, regulamentação do trabalho da mulher e do menor etc.” (ANTUNES, 1985, p. 60).

Com o avanço dos movimentos sindicais e o crescimento da mobilização dos trabalhadores, o governo brasileiro decretou em 4 de Abril 1935, a Lei de Segurança Nacional que proibia o direito de greve e dissolvia a Confederação Sindical Unitária. O governo intensificou sua repressão decretando o Estado de Sítio, e criou ainda a Comissão de Repressão ao Comunismo pela qual muitas lideranças sindicais operárias foram presas, deportadas e mortas e os sindicatos combativos foram fechados. Em 1939 fora promulgado o Decreto-lei nº 1.402, que instituiu o enquadramento sindical, no qual uma categoria para ser reconhecida precisava ser aprovada pela Comissão de Enquadramento Sindical.

Após a esta intensa fase repressiva, o movimento sindical procurou fortalecer-se, principalmente por meio da realização de vários Congressos Sindicais unitários. No início dos anos de 1950, no último mandato de Getúlio Vargas, o movimento sindical ganha importante dimensão. Em 1960, atinge seu ápice, por meio da realização do III Congresso Sindical Nacional, no qual os trabalhadores brasileiros uniram suas forças constituindo o Comando Geral dos Trabalhadores (CGT). Após este período de grande amplitude, o golpe militar veio instaurar uma nova fase ao movimento operário e sindical.

[...] Reforçou-se através de novos instrumentos legais, o papel do sindicato como mero órgão assistencialista e de agente intermediário entre o Estado e a classe trabalhadora. [...]. A nova política econômica, criadora do arrocho salarial, fez-se vingar em cima de alguns pontos: a proibição do direito de grave, através da famigerada Lei 4.330, de junho de 64, e a fixação dos índices de aumentos salariais [...]. (ANTUNES, 1985, p. 75-76).

Como movimento de oposição ao golpe militar, fora criado em 1967 o Movimento Intersindical Antiarrocho (MIA), contando com a participação de sindicatos de metalúrgicos de todo o país. Neste período houve tentativas de deflagração de algumas greves que, no entanto, foram duramente reprimidas. Em 1978, foram retomadas as lutas, que iniciaram em maio, pelos metalúrgicos do ABC e depois estenderam-se para todo o Estado de São Paulo. A greve voltou intensa em março de 1979, forçando os patrões e o governo a negociar com a classe operária.

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5 Como resultado da pressão dos trabalhadores conquistou-se a volta de lideranças sindicais. Com isso, o movimento operário avançou desde sua organização até a luta pelo desenvolvimento e unidade dos sindicatos com o intuito de pôr fim à estrutura sindical submetida ao Estado. Os sindicatos brasileiros no decorrer de sua história foram importante instrumento de organização e luta dos trabalhadores, contribuindo para a conquista de direitos trabalhistas e recentemente para a superação do regime militar. Para além, os sindicatos são fundamentais na luta para a construção da real democracia, e de uma nova sociedade sem exploração e dominação de classe.

2 O SINDICALISMO RURAL NO BRASIL

O surgimento do sindicalismo rural brasileiro ocorreu em momento em que o capitalismo estava em plena fase de expansão e a industrialização encontrava-se subordinada à agricultura. Seu modelo de inspiração foi de início à corporação fascista de Benito Mussolini, de modo que as mudanças sofridas no decorrer dos anos vieram para afirmar ainda mais sua posição atrelada ao Estado.

As contradições presentes no campo ocorridas devido ao avanço do capitalismo, percebidas através da proletarização do homem desprovido de terra para manter sua subsistência, levaram esse trabalhador do campo a encarar as demandas sociais como direitos e não mais como pedidos. Surge neste trabalhador uma consciência de classe, passando a se organizar em movimentos.

Com a construção dos movimentos sociais no campo em fins do século XIX e início do século XX, que tiveram como ponto central o monopólio da posse da terra e a crise dos vínculos de dependência pessoal e do próprio campesinato, cresce uma generalização dos movimentos, formando uma organização mais abrangente.

Surgiram e expandiram-se as Ligas Camponesas como um movimento de enfrentamento da questão agrária no Brasil abrigando categorias que se viam expropriadas, sobrevivendo em condições mínimas de vida. Outra organização representante do sindicalismo rural ficara conhecida como Ultab - União dos Lavradores e Trabalhadores

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6 Agrícolas do Brasil5 - atuante em todos os estados brasileiros, formando assim uniões de trabalhadores rurais a nível municipal, que realizavam reuniões em âmbito estadual.

Segundo Silva (2008) as Ligas Camponesas representaram o avanço do movimento camponês no que diz respeito aos direitos sociais desta categoria, através da organização de uma sociedade civil e não de um sindicato, buscando fugir das formalidades legais estabelecidas pelo Ministério do Trabalho - órgão atrelado ao Estado, o qual reduzia a ação dos sindicatos a uma orientação assistencialista e não reivindicativa.

Neste contexto, o Partido Comunista (PC) também se fez presente, mas em contraposição às Ligas Camponesas que se direcionavam para uma proposta de revolução camponesa, enquanto o PC procurava relacionar-se pacificamente com a burguesia, na tentativa de consolidar uma revolução democrática-burguesa.

Este processo também foi marcado pela atuação da Igreja Católica que demonstrou um posicionamento favorável à luta dos trabalhadores rurais pelos direitos. No entanto, apresentou um caráter reacionário, associando em uma mesma pastoral fazendeiros, padres e trabalhadores rurais. Receosa pela mobilização comunista, a Igreja passou a incentivar padres e bispos à organização de seus próprios sindicatos rurais.

A posição do governo frente ao sindicalismo rural foi influenciada por uma conferência que ocorreu em Montevidéu, Uruguai, onde foi assinalado alguns pontos importantes no que se referiam ao direito à posse da terra.

A necessidade de mudanças profundas nas estruturas agrárias latino-americanas; as eleições para governadores e para renovação do Parlamento nacional, nos quais os defensores do reformismo agrário conseguiram grandes resultados; a convocatória das Ligas para que se realizasse no Brasil o Congresso Continental de Solidariedade a Cuba. (STÍDILE, 2006, p. 58-59).

A partir do ano de 1963 é que se observa um avanço no sindicalismo rural. Em 1964, ano do golpe militar no Brasil, reconhece-se a Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura (CONTAG) como órgão máximo de representação do sindicalismo rural

5 A União dos Lavradores e Trabalhadores Agrícolas do Brasil (ULTAB) foi fundada em São Paulo, em 1954,

tendo à frente Lindolfo Silva, militante do PCB. Ela foi responsável pela criação de associações de lavradores que buscavam organizar os camponeses em suas lutas. A partir do início dos anos 1960, as associações foram sendo transformadas em sindicatos. A ULTAB não só desempenhou papel fundamental nesse processo de sindicalização que culminou na criação, em 1963, da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG), como também se constituiu na principal força em ação no interior da nova entidade. (FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS).

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7 brasileiro, porém sofreu uma intervenção por forças representativas do regime ditatorial, que terminou em 1965. Somente no ano de 1968 é que foi eleita uma diretoria para a CONTAG

que buscou expressar e defender os interesses dos trabalhadores do campo de forma efetiva. A CONTAG sofrera muitas críticas devido à sua forma de encaminhar questões para as autoridades sem se colocar numa posição de pressão reivindicativa, porém seus méritos são relevantes.

O maior deles, sem dúvida, é o de ter mantido acesa a chama da luta dos trabalhadores rurais brasileiros contra o monopólio da terra. E a CONTAG faz isso através da bandeira da reforma agrária [...] sempre denunciou invasões de terras de posseiros, a cumplicidade do governo com os grandes proprietários rurais na definição das políticas agrícolas, o desrespeito aos “bóias-frias” e, mais recentemente, até mesmo juntou a sua voz no coro de pleno restabelecimento das liberdades democráticas e pela ampla, geral e irrestrita anistia. (SILVA, 2001 p. 87).

Ainda no ano de 1963 é promulgado o Estatuto do Trabalhador Rural (ETR), que segundo o ponto de vista de Silva (2001), foi uma promulgação estratégica por parte da burguesia na tentativa de atenuar os conflitos sociais no campo. A execução do Estatuto apresentou problemas desde sua concepção, como o desinteresse por parte das forças políticas de esquerda e progressistas; a desconsideração das diferenças existentes nas relações de trabalho do campo, comparados com a indústria e o comércio; e a insuficiência da conceituação de trabalhador rural, ocorrendo por vezes a exclusão de certas categorias.

A estrutura sindical que teve início no país a partir da década de 1930, e que consolidou-se nos anos de 1950, parece refletir no modo de organização sindical atual, sendo que a formalização e institucionalização da legislação social inverteram a ação sindicalà uma orientação de colaboração entre classes e não mais de conflito entre as mesmas. Desta forma, o caráter reivindicatório dos sindicatos se restringe aos ditames do Estado, que passa a direcionar a sua organização e atuação frente às demandas sociais.

CONSIDERAÇÕES

Com a expansão capitalista no campo evidenciou-se a precarização do trabalhador rural, que desprovido da posse da terra, passa a organizar-se sindicalmente reivindicando pela melhoria das condições de vida. Em um contexto de forte organização dos movimentos sociais, no final do século XIX, as Ligas Camponesas expandiram-se como um movimento de enfrentamento da questão agrária no Brasil, que buscava fugir da estrutura sindical atrelada ao

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8 mesma conjuntura organizava-se a ULTAB, atuante em todos os estados brasileiros, incentivando a organização e união dos trabalhadores rurais.

A CONTAG criada em 1964, foi pensada como órgão máximo de representação do sindicalismo rural brasileiro, no entanto sofreu intervenção por forças representativas do regime ditatorial, perdendo seu caráter de defesa dos interesses dos trabalhadores do campo. Ainda em 1963 foi promulgado o Estatuto do Trabalhador Rural (ETR), como uma estratégia da burguesia na tentativa de amenizar os conflitos sociais no campo. A estrutura sindical no campo que se consolidou no país caracterizou-se pela forte intervenção do Estado, que procurou conciliar os conflitos de classe, através de sua burocratização e regulamentação, privilegiando àqueles que detêm os meios de produção.

REFERÊNCIAS

ANTUNES, Ricardo. O que é sindicalismo. 2 ed. São Paulo: Brasiliense, 2003. Coleção primeiros passos.

BALBINOT, Camile. CLT. Fundamentos ideológico-políticos: fascista ou liberal-democrática? 2007. Disponível em: http://jus.com.br/artigos/10062/clt-fundamentos-ideologico-politicos-fascista-ou-liberal-democratica/1. Acesso em: 19 de agosto de 2013.

FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS. Ultab. Disponível em:

http://cpdoc.fgv.br/producao/dossies/Jango/glossario/ultab. Acesso em: 06 de agosto de 2013.

SILVA, José Graziano da. O que é questão agrária. 4 ed. São Paulo: Brasiliense, 2001. Coleção primeiros passos.

STÉDILE, João Pedro (org). A questão Agrária no Brasil: História e natureza das Ligas Camponesas- 1954-1964. São Paulo: Editora Expressão Popular, 2006.

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