A materialidade em tempos de crise
Alunos: Maria Martelleto Bressane Rezende, Matheus da Silva Dias Burity, Pâmella Bandini Dias, Thaís Picanço de Queiroz Barcellos
Orientador: Fernando Betim Paes Leme
Introdução
O trabalho de pesquisa da Materioteca desenvolve experimentos de materiais orgânicos ou reutilizados em compósitos que têm por fim estudar seus comportamentos e possibilidades de reusos aplicáveis na vida urbana e também na construção civil, priorizando soluções técnicas importantes como conforto térmico e acústico, higienização, ventilação natural.
A partir do cenário epidêmico que tomou conta do mundo inteiro, considerou-se urgente relacionar prática e teoria para investigar maneiras de entender, melhorar e propor novos hábitos e soluções.
Era considerado praticamente impossível desacelerar ou redirecionar a máquina da globalização e seu sistema de produção, mas a pandemia tornou evidente uma necessidade de mudança nesse sentido. Segundo Thierry Kazazian em seu livro “Haverá a idade das coisas leves”, a sociedade ocidental pós Guerra Mundial propôs uma curta felicidade material que tem se desenvolvido e, hoje, gera consequências complexas para a nossa qualidade de vida. Nesse sentido, analisa-se que além de gerar resíduos prejudiciais ao ambiente natural e urbano, essa lógica capitalista de consumo e descarte baseados num cotidiano prático e rápido transtorna gradativamente a relação do ser humano com a sua própria raiz e natureza: os materiais renaturalizáveis e o fazer instintivo. Portanto, na pesquisa apontamos caminhos possíveis não só para a indústria da construção civil, mas que podem entrar na cultura construtiva popular.
A descartabilidade é também uma questão latente. É uma dificuldade para a cidade contemporânea enxergar os resíduos com capacidade de adquirirem formas novas a partir do reuso, e ainda ter um potencial equivalente ou maior que os produtos novos e fabricados. Na arquitetura, especificamente, a busca pela sustentabilidade é uma vertente forte mas ainda não compartilhada para toda construção por ser, muitas vezes, algo muito especializado e, consequentemente, caro. Por isso, tendências que pesquisam e abordam matérias renaturalizáveis (característica daquilo que retorna à natureza) e arquitetura
vernacular (arquitetura que usa de materiais e conhecimento locais) são uma saída importante a ser pesquisada e colocada em prática pela atual e próximas gerações.
No cenário brasileiro, existem especificidades a serem observadas devido à grave desigualdade social que assola os seus habitantes. Enquanto algumas pessoas podem se proteger em suas casas, outras precisam continuar trabalhando na rua e se expondo. A consequência é a perda de muitas vidas e a luta incansável para frear essa doença ao mesmo tempo que tentamos entender o porquê disso tudo. Podem existir várias respostas, mas o mais importante é olharmos para o nosso modo de viver.
Em vista disso, baseados em discussões e documentos desenvolvidos por estudiosos, pesquisadores de diversas áreas, coletivos e instituições, elaboramos um projeto de desenvolvimento prático com o objetivo de demonstrar a aplicabilidade da pesquisa e dos compósitos estudados, inclusive em situações de crise. Associamos o estudo dos materiais já citados e as suas propriedades ao documento do plano de ação para enfrentamento da COVID-19 nas favelas do Rio de Janeiro, elaborado por um um conjunto de atores, como pesquisadores universitários e associações científicas, profissionais que atuam nas áreas de saúde e de assistência social nas favelas, articuladores sociais e organizações atuantes nesses territórios e colaboração da FIOCRUZ, que, entre as ações propostas, programa o desenvolvimento de um centro de apoio social para assistir à população das favelas.
Contextualização
Experimentamos o mundo da maneira que a sociedade nos impõe, sendo ele onde a produtividade e o fazer industrial se sobressaem ao fazer manual. O modelo econômico que está em maioria no mundo, o capitalismo, vê uma aceleração exponencial da produção aceitando os riscos e suas consequências de maneira irresponsável. Esse constante consumo de matéria prima para maior produção, e com isso, maior lucro, afeta imensamente o planeta em que vivemos.
É de conhecimento geral que nossa ação no mundo causa o aumento de doenças. As chamadas zoonoses, doenças infecciosas capazes de ser naturalmente transmitidas entre animais e seres humanos, são um reflexo da degradação ambiental, segundo PNUMA, programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. Nossa constante mania de controlar e redirecionar a natureza como bem entendemos trazem consequências que não são novidades do contexto de pandemia do Covid-19 que passamos agora. Não nos entendemos como parte de um todo. Como Humberto Maturana e Francisco Varela
dissertam em seu livro “A árvore do conhecimento” , nossa trajetória de vida nos faz construir nosso conhecimento de mundo mas este também constrói seu próprio conhecimento a nosso respeito. Construímos o mundo e, ao mesmo tempo, somos construídos. Ou seja, nossas ações como parcela do planeta, quando preveem uma aceleração de produção inconsequente, afetam a nós mesmos. Esse ecossistema interconectado traz essas consequências. Essa pandemia, e outras que podem vir, é uma consequência direta das nossas ações.
A pesquisa da Materioteca surge como a possibilidade de um novo olhar sobre essa realidade. Produzir experimentando o material a fim de pensá-lo como parte de um ciclo. Prevê uma desaceleração da produção necessária pensando em tempos de crise para repensar velhos hábitos e chegar a novas soluções. Ao desenvolver experimentos com materiais orgânicos ou reutilizados, estuda como estes podem ajudar na vida urbana e, principalmente, na construção civil.
Descartabilidade, desaceleração e sustentabilidade
Como parte do nosso estudo, pensar a materialidade como processo fundamental de entender nossos hábitos de usos e experimentações nos faz relacionar ao modo como vivemos com a natureza e a cidade, sobretudo como lidamos com os produtos que consumimos.
O tempo, uma dimensão fundamental no estudo de Thierry Kazazian, é curto na nossa sociedade. Fato que, segundo ele, bate de frente com o tempo da natureza. Enquanto produzimos cada vez mais lixo que derivam da vida curta dos nossos produtos industriais, a natureza ainda tenta recompor suas matérias-primas e absorver a enorme quantidade de resíduos gerados.
No contexto da pandemia do COVID-19 houve o aumento da descartabilidade, como exemplo temos os equipamentos de proteção hospitalares que nos fazem pensar que são indispensáveis, mas também como o descarte de sacolas plásticas a fim de evitar contaminações. Sendo assim, a forma como lidamos com estes resíduos fala muito sobre como entendemos nosso lugar no mundo, como parte dele e o impacto que causamos.
A experimentação da cidade consiste em lidar com as maravilhas e os problemas que surgem, como o lixo, por exemplo. Por isso, nosso estudo elabora também maneiras de incorporar o reuso desses materiais residuais em nosso modo de viver. Evitando a maior descartabilidade e aproveitando o que está disponível, seja renaturalizável ou não,
estabelecendo maior relação individual com o que consumimos, uma forma de responsabilizar cada indivíduo pelos seus resíduos.
Um dos questionamentos que surgem ao elaborarmos pensamentos em torno desses temas é a velocidade na qual vivemos e o que podem ser as consequências. Bruno Latour fala sobre a importância da desaceleração e do ócio criativo, pois quando conseguimos parar, conseguimos também repensar atitudes e hábitos, tal como a relevância que Maturana e Varela nos alertam sobre nossas raízes. Tendo essas leituras em mente fica difícil não associar à epidemia que o planeta Terra sente e como nós, viventes, lidamos com ela. A necessidade e urgência em parar confrontada pela criatividade ou perversidade de continuar. Pois o capital foi colocado acima de algumas vidas, não todas, mas daquelas que são descartáveis pelo olhar de um sistema maior, vidas vulneráveis de quem está à margem.
É importante o dever de um olhar cuidadoso com quem compartilhamos, ou deveríamos, como com o mundo em que vivemos, com a natureza e, portanto, a importância de desacelerar para respeitar o tempo do outro, dos recursos, e para que estes não colapsem como o sistema de saúde, considerar o ritmo natural. Não é à toa que alguns movimentos surgem ao encontro, ou melhor, reencontro com atividades manuais e a tentativa de revalorizar o artesanal no lugar do industrial, um esforço para romper com a interdependência que a cidade tem com a indústria, conceito trazido por Maturana e Varela para expor como estamos subordinados a serviços por não sabermos cuidar de nós mesmos. Precisamos que alguém nos traga a comida, faça a nossa roupa, entre outros. A intenção é a reflexão em torno disso, de como se encaixa ao que estamos vivendo, e como é interessante observar que alguns passos mais lentos podem nos fazer respirar.
Desse modo, faz-se fundamental a correlação entre a forma como vivemos e o funcionamento do mundo, o que quer ser dito é sobre a urgência de um viver mais sustentável. Isto é, pensar no outro e no planeta de modo a cuidar, a manter em funcionamento.
Ao analisar todo um processo social surge instantaneamente os números da desigualdade e isso é como um ciclo que se repete e que reflete de inúmeras formas e casos. Por exemplo, as pessoas que vivem bem são as principais responsáveis pela poluição, pela propagação de doenças, entre outros problemas, mas são as pessoas mais vulneráveis quem sofre as consequências e paga pelo descaso.
A aceleração do mundo adoece a alma, que nos impede de olhar para o outro com empatia, para a natureza com respeito. Latour escreve sobre a necessidade da
desaceleração, pois só assim poderíamos enxergar questões que estão na nossa frente, mas não conseguimos priorizar e, assim, recolocar questões importantes no lugar.
Compósito: escalas de investigação
É necessário se prolongar sobre o processo de investigação e dos resultados experimentais da pesquisa antes de se ater à sua aplicação dentro do contexto de crise, pois é uma pesquisa que nasce no entendimento de conjunturas outras, com suas próprias problemáticas, e que toma corpo na soma desses tempos e na soma dessas crises, afluindo sobre o colapso sanitário estabelecido neste ano, mas que certamente continuará e precisará dar respostas aos problemas contemporâneos ao tempo vivido e aos não resolvidos de ontem e de hoje.
Procurando entender os afetos decorrentes da escala produto e pessoa-ambiente, assim como as já citadas consequências nas relações dos povos ocidentais com o trabalho, com o consumo e com o meio em que se está inserido, é necessário compreender o ofício do arquiteto também enquanto investigador material e social. Dessa maneira, as análises elaboradas na pesquisa demonstraram as possibilidades de aplicação de materiais derivados de fibras vegetais que após um processo de trabalho empregado sobre o material e componentes adicionais, tem como resultado uma massa passível de modelagem antes da completa cura, quanto o material já se apresenta rígido.
Constituído por algum material composto por fibras (representando 25%), como papel, folhas, papelão ou jornal, somado à serragem (75% da composição) e água (é necessária para a diluição do material e sua quantidade influencia no tempo de secagem, mas a variação se mostrou tendo efeitos irrisórios enquanto a quantidade não ultrapasse apenas necessário para a diluição). O compósito foi experienciado a princípio em placas, a fim de entender o tempo e as condições necessárias para sua secagem, assim como as características encontradas em cada uma das possibilidades de integrante material composto por fibras.
Num segundo momento da pesquisa, passadas as investigações sobre métodos de secagem, procurou-se entender a possibilidade de moldar, tanto em placas com deformações internas, como com um objeto amorfo, similar à uma cúpula, porém com proporções encontradas empiricamente no ato manual de confecção. Para reter o material na forma desejada sem aumentar muito o tempo de secagem, foram adotadas telas têxteis, que permitiam a troca de calor do compósito com o ambiente. A resposta foi a completa adesão do material às formas desejadas, um dado importante para pensarmos em duas
escalas da aplicabilidade e que hoje ganha novas potencialidades para uma realidade permeada pela constante preocupação sanitária.
A escala do Objeto: ainda durante a experimentação das placas, a característica de porosidade dessa materialidade se mostrou promissora para o isolamento acústico e sua eficiência térmica. Foram instigadas as possibilidades de uso como forros e o êxito na construção de diferentes formas, como um modelo feito através do molde de um molde de gesso confeccionado sobre uma cartela de ovos, gerando uma placa ondulada ainda mais eficiente para o isolamento acústico.
Legenda: da esquerda pra direita, a placa com testes de deformações e a placa feita sobre cartelas de ovos. A escala da arquitetura: o compósito também criou indagações sobre usos
possíveis para a construção civil, além dos objetivos ecológicos, o custo e a facilidade produzir o material se mostraram dados promissores e estimulantes para a investigação. Idealizado como revestimento, sem caráter estrutural, o compósito poderia ser aplicado
in loco, com uma técnica construtiva similar à parede de taipa ou de maneira
pré-fabricada, em módulos com dispositivos de fixação.
Em ambos os casos se faz presente a possibilidade de tornar essas escalas parte de um fluxo fechado (KAZAZIAN, Thierry. 2005.), estratégia que busca a diminuição de resíduos. Através da utilização de materiais renaturalizáveis economizam-se recursos econômicos, energéticos e logísticos, que são necessários para viabilizar um fluxo fechado para os materiais que não possuem essa característica. O esforço aplicado é
equivalente a necessidade de transformação de diversos setores produtivos para a mudança de paradigmas ambientais e de desenvolvimento proposta pela ONU, e incorporada enquanto compromissos governamentais por líderes de diversos países, em sua agenda de desenvolvimento sustentável.
Proposta de aplicação: Centro de apoio social
É de suma importância para a pesquisa o estudo a respeito da executabilidade dos processos utilizados e, ainda, uma aplicabilidade que esteja alinhada com o conceito de sustentabilidade econômica, visando o acesso para todas as pessoas e classes.
Nesse sentido, mostramos neste artigo, um estudo a respeito da aplicação da pesquisa em um contexto de pandemia dentro das favelas do Rio de Janeiro. Esse projeto se baseia em uma proposta redigida por um conjunto de pesquisadores, coletivos e articuladores sociais em colaboração com a FIOCRUZ, tendo como título “Projeto de implementação do plano de enfrentamento da COVID nas favelas do Rio de Janeiro”. O plano se estrutura a partir de três dispositivos: Centro de atendimento para o enfrentamento à Covid-19, centro de isolamento assistido e centro de apoio social, tendo sido este último o escolhido para essa proposta de aplicação.
O CAS tem como principal função estabelecer comunicação com a comunidade habitante do espaço de intervenção visando uma assistência social e informativa a respeito do vírus. O programa funciona baseado em atendimentos presenciais e à distância, então é necessário que no espaço a ser construído haja: um depósito para insumos, uma administração, uma central de atendimento à distância e salas de suporte presencial.
Sabe-se que as favelas são um cenário de grave vulnerabilidade social e, por isso, em um contexto de pandemia, sofrem ainda mais com problemas de ausência de saneamento e recursos básicos, falta de assistência médica e instrução, falta de conforto térmico nas construções e, muitas vezes, impossibilidade de permanecer em casa. Nesse sentido, se faz necessário o planejamento de estratégias que entendam a realidade dessas pessoas e gerem soluções alcançáveis nesses contextos.
Ao observar que as construções emergenciais, como os hospitais de campanha, apresentam uma lógica construtiva industrial, mecanizada e condicionada, e entendendo a diferença programática deste e do que propomos como uma estação de apoio social, decidimos projetar a solução a partir de uma perspectiva sustentável, que vai ao encontro dos autores supracitados. A análise da situação atual e das medidas de segurança a respeito do COVID conclui-se que os espaços enclausurados e sem conforto ambiental
são favoráveis à proliferação do vírus. Nesse sentido, a presente proposta busca alternativas na ventilação natural, possibilitada pela abertura de janelas e pelo vazio gerado entre o topo da parede do módulo e o início da cobertura, que poderia ser uma lona. Como mostra a ilustração:
Com este projeto pretende-se alcançar uma escala humana de produção, que influencia também na cultura construtiva de espaços vernaculares como as favelas do Rio, inspiradas em outras culturas como a dos indígenas, que têm uma logística, fazer e tempo próprios.
Observando esses lugares e os espaços disponíveis para serem utilizados, encontramos como uma boa solução os terrenos de campos de futebol, que são espaços comuns, amplos e teoricamente desocupados durante o isolamento social. Assim, a construção, pensada em módulos, poderia acontecer mais livremente conforme a demanda programática.
Perspectiva isométrica do projeto
Pensando no material estudado dentro do ambiente de pesquisa, entendemos que a estrutura modular, dada pelas formas já estudadas e executadas, permite que haja maior
flexibilidade, expansibilidade e padronização dos espaços a serem criados. Nesse caso, o primeiro passo seria produzir um módulo de placa de compósito gerado a partir de uma massa de serragem e papel batidos com água. Essa placa pode ser feita a partir de uma forma (quatro réguas de madeira unidas, formando um quadrado de 40x40cm, aliadas a um tecido de tela), onde será despejado o compósito e retirado apenas depois que o material estiver seco. O resultado é um material de alta porosidade, que, contendo irregularidades na sua forma evita que o vírus se mantenha atrelado a sua superfície.
O segundo módulo seria a parede a ser formada pela junção da estrutura e do revestimento. Projetamos uma estrutura de madeira, organizada em um modelo simples de pilar-viga-pilar, em que ripas secundárias de madeira dispostas paralelas à viga se prendem aos pilares e recebem as placas de revestimento.
Vista módulo 2 parede
Esse projeto contempla o entendimento de que a participação da população é fundamental, principalmente levando em conta o quesito da comunicação, função indispensável do centro de apoio social. Assim, entendemos que introduzir os moradores no processo de construção de uma arquitetura e, indo mais além, de uma atitude de enfrentamento, ajuda na compreensão a respeito do propósito ao qual esse projeto está servindo.
A não-complexificação da estrutura desse centro de apoio, e a proximidade das pessoas que vivem na cidade com os materiais utilizados (visto que trabalhamos sobre a ideia de reciclagem, reutilização e reuso), permite que esse projeto alcance os moradores mais facilmente. A proposta, então, contempla uma comunicação inicial realizada através de oficinas que contam com a participação de crianças e adolescentes, seguindo as devidas precauções indicadas pela Organização Mundial de Saúde, com o objetivo também de ajudá-los a lidar com o ócio proporcionado pela situação de isolamento social. Ao final da montagem, o programa de centro de apoio social funcionaria recebendo assistentes sociais, coletivos e profissionais que ajudariam na propagação das
informações a respeito do COVID-19 e como enfrentá-lo. Após o estado epidêmico e emergencial, essa estrutura modular poderia ser realocada e utilizada para outros fins. Caso fosse descartada, teria um retorno para a natureza pouco danoso devido às propriedades orgânicas dos materiais.
Em suma entende-se que, é imprescindível que se esteja atento aos modos de vida sustentados pela população mundial, que acabaram gerando a situação de crise vivida atualmente, e buscar novos caminhos/horizontes, que possibilitam a construção de novas relações com a produção, o trabalho, os materiais e, principalmente, com os resíduos.
Referências bibliográficas
KAZAZIAN, Thierry. Haverá a idade das coisas leves. Senac: São Paulo, 2005. KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. Companhia das Letras: Rio de Janeiro, 2019.
MATURANA, H. e VARELA, F. A árvore do conhecimento - As bases biológicas do
entendimento humano. Editorial Psy II, 1995.
HASSAN, Fathy. Construindo com o povo: arquitetura para os pobres. Forense universitária: Rio de janeiro, 1982.
LATOUR, Bruno. Imaginar gestos que barrem o retorno da produção pré-crise. 2020.
ONU. Transformando Nosso Mundo: A Agenda 2030 para o Desenvolvimento