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Web 3.0: a Web do conhecimento THE WEB AS AN INTERACTIVE EDUCATIONAL TOOL - EDU

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Web 3.0: a Web do conhecimento

THE WEB AS AN INTERA CTIVE EDUCA TIONAL T OOL

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Objetivos de Aprendizagem

• Entender o que é Web 3.0.

Web 3.0: a Web do conhecimento

Conteúdo organizado por Priscila Costa Santos em 2018 do livro Unleashing

Web 2.0: From Concepts to Creativity, publicado em 2007 por Morgan

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Introdução

A Web 3., ou Web Semântica, como os seus criadores, Tim Berners-Lee e Eric Miller, a definiram, “é uma extensão da atual internet na qual é dado significado à informação, permitindo que computadores e pessoas trabalhem melhor em cooperação”1. No nosso segundo tema, mencionamos que a web em sua terceira

geração é capaz de fazer sugestões de filmes, livros e músicas com base nos nossos gostos. Você já se perguntou como aparecem os anúncios de produtos na sua linha do tempo do Facebook? Já percebeu que muitos desses anúncios têm relação com alguma pesquisa realizada anteriormente?

Os dados que você gera enquanto está navegando pela internet, seja buscando informações sobre um produto, elaborando um plano de aula ou conversando com um colega, são recolhidos e analisados pelos navegadores, e assim eles conseguem identificar as suas preferências.

Outro exemplo: ao comprar um livro pela internet é possível que, antes de definir a melhor forma de compra, você realize uma busca. Como faria essa busca? Acessaria grandes livrarias? Ou buscaria o livro em sebos on-line? O livro ser novo ou usado é algo relevante no seu processo de decisão? O valor do frete seria um diferencial na sua compra?

Agora imagine se você tivesse que acessar cada uma das livrarias ou sebos on-line que conhecesse e tivesse que realizar todos esses levantamentos. Com a Web Semântica, a partir do nome do livro, todas essas informações são coletadas e é gerada uma única resposta contendo todos esses dados.

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Figura 10.1 – Busca pelo livro Pedagogia do oprimido no Google

Fonte: elaborada pela autora.

Ainda retomando as reflexões que realizamos anteriormente em nosso primeiro tema, apresentamos alguns dados sobre a quantidade de informações que foram produzidas em 2017. Você se recorda? Mencionamos, por exemplo, que o Google realizou em 2017 mais de 3.607.080 buscas em suas bases de dados. Como as

informações presentes na internet são selecionadas para que as respostas geradas pela Web Semântica sejam confiáveis?

Pesquisadores (ISOTANI et al., 2009; ANDRADE; 2013) ilustram que a seleção de quais informações são mais relevantes ocorre a partir da interação entre os recursos da Web 2.0 e mecanismos de análise e busca da Web 3.0. São as inter-relações

entre essas webs que contribuem para que as informações possam tornar-se conhecimento.

Para Isotani et al. (2009), durante o processo de navegação, compartilhamento de informações, comentários, curtidas, tags, os usuários da Web 2.0, além de deixarem os seus rastros digitais, realizam uma “seleção natural”, prevalecendo

somente as informações mais importantes. Por sua vez, o papel da Web 3.0 consiste em organizar, estruturar e interpretar as informações, de forma que pessoas e

computadores, possam usufruir dos significados gerados por esse aglomerado de dados.

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Na Web Semântica são utilizadas ontologias como meio para que os computadores possam interpretar as informações coletadas. A ontologia é uma “linguagem”, um conjunto de termos para os quais são definidas as regras de combinação entre esses termos e seus relacionamentos. Estes relacionamentos são criados por especialistas, e os usuários formulam consultas usando os conceitos especificados (MORAIS;

AMBRÓSIO, 2007).

Nesse sentido, é a partir das ontologias que “agentes de softwares inteligentes

podem acessar, compartilhar e trocar informações de maneira eficiente, facilitando o desenvolvimento de serviços que agreguem dados de diferentes localidades” (ISOTANI et al., 2009, p. 32). Como resultado dos avanços da Web Semântica

para a educação, pesquisadores (ISOTANI et al.; 2009, ARAUJO; FERREIRA, 2003) destacam:

• Os grupos de pesquisa internacionais poderão se conectar de forma mais ágil. • Os recursos da Web Semântica poderão auxiliar na seleção de melhores

materiais didáticos.

• Os materiais didáticos poderão ser personalizados conforme as necessidades discentes.

• Os professores, durante o processo de planejamento educacional, poderão contar com o suporte da Web Semântica no direcionamento de conteúdos e recursos pedagógicos, de forma personalizada, aos seus discentes.

• As dúvidas iniciais dos discentes poderão ser sanadas a partir das pesquisas semânticas. Por exemplo, ao questionar qual periódico acadêmico mais

realizou publicações sobre a Web Semântica, os sistemas semânticos poderão responder quais foram, em nível nacional e internacional, assim como listar os artigos produzidos e indicar quais são mais relevantes.

• Os quantitativos de recursos e objetos de aprendizagem que atualmente

encontram-se “isolados” em repositórios poderão unificar-se, ampliando o uso e a distribuição desses instrumentos.

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• Os recursos didáticos poderão ser utilizados de forma interligada entre diferentes sistemas.

Atualmente, os textos, os vídeos ou as atividades avaliativas que são utilizados, por exemplo, em Ambientes Virtuais de

Aprendizagem ficam restritos a esses espaços, impossibilitando que as informações disponíveis nesse tipo de sistema sejam utilizadas por outros.

• A ausência de padronização dos próprios recursos, para Isotani et al. (2009), é outra dificuldade que interfere no compartilhamento de recursos educacionais. Utilizando o exemplo dos autores, “mesmo que um curso esteja representado em IMS – LD e os objetos de

aprendizagem estejam em LOM, informações mais detalhadas sobre o uso dos cursos e/ou dos materiais não podem ser compartilhadas” (p. 33).

No texto Estado da arte em Web

Semântica e Web 2.0: potencialidades e tendências da nova geração de

ambientes de ensino na internet,

elaborado Isotani et al. (2009), dentre as ponderações que já utilizamos

nesta reflexão, a partir da leitura desses autores, gostaríamos de

enfatizar três referências de modelos

de arquitetura – papéis do usuário, recursos educacionais e interface – que contribuíram para o desenvolvimento de sistemas educacionais mais

integrados ou inteligentes. Similar à lógica de acesso dos

usuários em Ambientes Virtuais de Aprendizagem, em que cada um

possui um tipo de papel, por exemplo, coordenador, professor, professor-tutor e aluno, na Web Semântica o papel do

usuário também é empregado. Nessa

versão da web, a determinação de papéis por usuários é necessária para que seja possível “restringir acesso a algumas partes do conteúdo, armazenar a informação da interação entre usuário e sistema de maneira coerente, facilitar a navegação no ambiente, auxiliar

na criação, edição e organização do conteúdo, além de diversas outras facilidades” (ISOTANI et al., 2009, p. 34).

Os recursos educacionais, como muitos de nós conhecemos, são

instrumentos criados para armazenar e organizar os conteúdos, a exemplo dos objetos de aprendizagem. Em geral, quando inseridos em um contexto on-line, como na educação a distância, esses recursos são disponibilizados aos discentes através da interface dos sistemas. Por exemplo, ao acessarmos o Ambiente Virtual da Must, uma série de

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processos computacionais é realizada, sem que tenhamos conhecimentos de todos os processos, para que possamos utilizá-los.

Na Web Semântica a lógica é a mesma: os usuários acessarão os recursos educacionais através da interface dos sistemas. No entanto, os sistemas são

“inteligentes”, ou “integrados”, de forma que recursos educacionais que estiverem presentes em outros ambientes possam ser adaptados e apresentados ao usuário como se estivessem no mesmo sistema em que ele está operando. Para esses

autores,

a interface de sistemas baseados na Web Semântica deve ser adaptável o suficiente para considerar o papel e as necessidades dos usuários (ex. para usuários autores apenas ferramentas de autoria estarão visíveis e disponíveis), seu comportamento dentro do sistema, e os serviços disponíveis internamente que possibilitam a composição e o oferecimento de diversas outras funcionalidades que facilitam a interação entre o usuário e o ambiente educacional. (ISOTANI et al., 2009, p. 34)

Os graduais avanços no estudo e desenvolvimento da Web Semântica já ensejam indícios da necessidade de refletirmos sobre a privacidade e a segurança das informações que produzimos. Observe que durante toda a leitura deste tema mostramos que os dados que produzimos são os principais elementos para o

funcionamento da Web Semântica, correto? Porém, quais são as implicações no uso dos dados que gostaríamos que não que fossem acessados? Ou melhor, os e-mails encaminhados pelo Gmail? Os arquivos, as fotos e as músicas colocadas no Google Drive ou no Dropbox?

A segurança da informação e a privacidade são temas que permeiam as discussões atuais, principalmente pelo nível de interferência que grandes organizações, como Google, Amazon e o grupo Alibaba, pode exercer sobre seus usuários. Perceba que todas as informações que disponibilizamos nas nuvens e todos os caminhos que navegamos na internet podem ser monitorados e filtrados para o uso dessas instituições.

Iniciamos esta unidade apresentando o desenvolvimento, as diferenciações e a

inserção gradual dos usuários da Web 1.0, 2.0 e 3.0. Pontuamos formas de inserção da Web 2.0, ainda a mais utilizada atualmente nos contextos escolar e universitário. E, finalmente, tivemos um único tema dedicado a Web Semântica.

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Saiba Mais

Leituras:

O texto a seguir tem por objetivo apresentar o estado da arte sobre o uso da Web Semântica e da Web 2.0 no cenário educacional e a recente interseção dessas tecnologias para promover a nova geração de ambientes educacionais para a Web 3.0.

“Estado da arte em Web Semântica e Web 2.0: potencialidades e tendências da nova geração de ambientes de ensino na internet.” Disponível em: <http://www.cs.cmu.edu/~sisotani/artigos/estado_da_ arte_sw.pdf>.

Nas próximas unidades, nos dedicaremos a compreender o uso de ferramentas da Web 2.0 e da Web 3.0 nos contextos de aprendizagem.

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Na ponta da língua

Referências Bibliográficas

ANDRADE, Pedro. Ontologia Sociológica da Esfera Pública Digital: o caso da Web 2.0/3.0. Comunicação e Sociedade, v. 23, pp. 186-201, 201,. Disponível em: <https:// www.researchgate.net/publication/312082902_Ontologia_Sociologica_da_Esfera_

Publica_Digital_o_caso_da_Web_2030>. Acesso em: 7 dez. 2020.

ARAUJO, M.; FERREIRA., M. Educação a Distância e a Web Semântica: Modelagem Ontológica de Materiais e Objetos de Aprendizagem para a Plataforma CoL. [s./d.]. Disponível em: <https://www2.pcs.usp.br/~interlab/artigoWebSemantica4.pdf>. Acesso em: 7 dez. 2020.

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ISOTANI, S. et al. Instituto de Computação. Universidade Federal do Alagoas, Maceió. Estado da Arte em Web Semântica e Web 2.0: potencialidades e

tendências da nova geração de ambientes de ensino na internet. Revista Brasileira

de Informática na Educação, Maceió, v. 17, n. 1, 2009. Disponível em: <http://www. cs.cmu.edu/~sisotani/artigos/estado_da_arte_sw.pdf>. Acesso em: 7 dez. 2020.

MORAIS, E. A. M.; AMBRÓSIO, A. P. Ontologias: conceitos, usos, tipos,

metodologias, ferramentas e linguagens. 2007. Disponível em: <http://ww2.inf.ufg.br/ node/347?device=mobile>. Acesso em: 7 dez. 2020.

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ATIVIDADES DE AUTOESTUDO

a) Somente a assertiva I é verdadeira. b) Somente a assertiva II é verdadeira. c) Somente a assertiva III é verdadeira. d) Todas as assertivas são verdadeiras.

1. A Web 3.0 tem uma intrínseca relação com a

Web 2.0. Analise as afirmativas a seguir, que

discorrem sobre essa relação:

I. A Web 3.0 é caracterizada pela quantidade enorme de informações que somente poderiam ser compartilhadas a partir das ferramentas da Web 2.0.

II. A Web 2.0, mais conhecida como Web Semântica, utiliza ontologias como suporte para auxiliar na interpretação dos conhecimentos, disponíveis na Web 3.0, em informação.

III. A participação dos usuários da Web 2.0 no compartilhamento de informações, nos comentários, nas curtidas e nas tags auxilia a selecionar quais conteúdos são mais relevantes. É esse primeiro crivo que auxiliará, posteriormente, na organização dos dados pelas ferramentas da Web 3.0. Assinale a alternativa correta:

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a) Somente uma assertiva é verdadeira. b) Somente duas assertivas são verdadeiras. c) Somente três assertivas são verdadeiras d) Todas as assertivas são verdadeiras.

2. Considere as afirmativas que representam

os avanços da Web 3.0 para a educação.

I. Com a Web Semântica, os materiais didáticos poderão ser elaborados de forma personalizada conforme as necessidades dos discentes.

II. Os professores, por meio das ferramentas da Web 3.0, poderão

acompanhar o desenvolvimento dos seus alunos de forma personalizada, tendo em vista que os dados de acesso, de participação nas atividades e notas estarão integrados

III. Os recursos, objetos de aprendizagem e materiais didáticos que atualmente encontram-se espalhados na web poderão unificar-se, ampliando, assim, o uso desses instrumentos.

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a) Somente uma assertiva é verdadeira

b) Somente duas assertivas são verdadeiras. c) Somente três assertivas são verdadeiras. d) Todas as assertivas são verdadeiras.

3. Sobre os modelos de arquitetura da Web

3.0, julgue as afirmativas a seguir:

I. A lógica no uso de papéis de usuários na Web 3.0 é similar à utilizada em Ambientes Virtuais de Aprendizagem.

II. Ao restringir os usuários em papéis, é possível armazenar a informação de forma mais coerente, direcionar os conteúdos necessários para cada tipo de usuário e, principalmente, facilitar a navegação.

III. Os recursos educacionais e as interfaces dos sistemas na Web 3.0 podem ser integrados, ou seja, a partir da necessidade do discente

podem ser apresentadas atividades educacionais que estejam em outros sistemas da internet na interface que ele está utilizando.

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Imag en s: S hu tte rs to ck

Você pode acessar o livro base deste tema na Biblioteca Lirn:

Unleashing Web 2.0: From Concepts to Creativity

Gottfried Vossen and Stephan Hagemann Morgan Kaufmann Publishers © 2007

Referências

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