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DOS TRA13ALHOS. ^atieltj. idii ( (siimidiiids mm iniiid3 mii. (JLio Do

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(1)

DOS

TRA13ALHOS

iDii

©(©(siimiDiiiDS

mm

iniiiD3®mii

DO

(JLio

Do

(2)

Digitized

by

the

Internet

Archive

in

2017

with

funding

from

Wellcome

Library

(3)

RELATORIO

^

DOS

TExVBALlIOS

DO

RTO

DE

JAKEtRO,

felSDE A StJA FDNDACAO EM 3o DE JUNHo DE >829

, AT^ O

FIM DE MARQO DE l85j«

aaxou hex MCt/ ^uC&cd' Se* 9,4> ‘Je' D 'iS uietfmo

CUIHO)

gRIMEIRO ANNIVERSARIO DE SDA SOLEMNE INSTALLA^AO.

^ '

Secretario da dita Sociedade.

mo

DE

JANEIRO

,

KA

TYPOG.

IMPERIAL

BE

E.

SEIGNOT-PLANCHER

^

ruado Ouvidor, a. 95, i,<> audar.

(4)
(5)

nos

TRABALHOS

sDix

!S®csiii3ii)iiiD3

IDS

DO

GlXn

c)o ^ixiteita.

He

no

dia aiinivcrsario de hunia das mais uteis e

su-blimes instituicoes

, qiie fazem o lustre

do

Brasil; he

no

meio de

hum

luzidoj e culto auditorio

que eu

sou

chainado pelos Estatulos

que

aregem, a dar-vos,

aina-dos Consocios,

huma

relaeao dos sens trabalhos, para

que

d’ella transluz£lo aos olhos

do

Publico

em

toda a

sua amplitude, a qualidade , e o

numero

dos servigos

que

ella tern prestado a Sciencia , a Nagiio, e a

Hu-manidade. Nesses trabalhos, cuja historia rosumida de

mim

se exige,

huma

longa serie se

me

apreseuta do

il-lustres fcitoSj e

hum

campo

de gloria niui vasto_,

em

que

a modestia nao sabeaonde collocar-se para exiinir-se de tecerem parte o proprio elogio^ fallando de

hum

corpoao qual pertence o espirito, e o coracao d’aquel-le a quern ella tinge nesta occasiao as faces de

huma

honesla verecundia , dcsconhecida ao orgulho , e d

presumpcao. N’este eslado

como

poderci eu

preslar-me

ao

cumprimeuto do

devei’ que

me

lie imposlo,.

(6)

sem

huma

profunda cinogao dos

meus

sentimentos,

e

sem

temer de

nao

ser apto a beni

desempcnhar

nii-larefa, e a livrar-me da scdiicao

do

amor

proprio , e

do

risco de pronunciar

mao

jiiizo

em huma

causa ein

em

que

sou parte? So o

amor

da verdadc^ e da Scien-*

cia , so o interesse d’ellas, e da

Hiimanidade

podem

n’esta occasiao guiar o

meo

criterio , e siistentar

rui-nha

voz tremula^ e os sous

que

ella expressa, para

que

elles

nunca

possao ser taxados de fracos,

ncm

de

par-ciaes. Sao estes os geiiios protectores

que

iiivoco, e era

que

me

fioj e

he

da benevoleucia dos

que

me

ouvem,

que

espero a desculpa de qualquer falla.

A

primeira epoca da existencia da Sociedade de

Me-dicina

do

Rio de Janeiro

lem

sido assignalada por

huma

multiplicidade de trabalhos

,

que

fazein fe

do

puro

zelo, e saos principios

que

presidirao a sua

fun-dacao

, e

promettem

a ella, e ao Brasil

hum

futurd

mui

satisfactorio

, e

mui

glorioso. Esta epoca

nao

pode

ser restringida ao cspaco de

hum

anno que

ja

decorre

do

instante de sua publica installaeao.

A

im-portancia de factos, e trabalhos anteriores a essa 4

po-ca, ligados aos seguintes, e nao ainda relatados , exige

que na

miuha

exposieao eu a estenda ate esse

momcn-to feliz

, e seinpre

memoravel

em

que

17 individuos

da

profissao TMedica reiinidos

no

dia 5 o de

Junho

de

1829 dcrao a

mesma

instituicao a primeira existencia.

He

sabido por todos

que

o

germen

da nossa

Socie-dade

fecundado , e vitalizado n’essc dia por

sentiineii-tos sublimes, coino se devesse, a par dos

que

a

na-tiireza cria, e desenvolve, passar por

hum

periodo de

inciibacao, pcrmariecco pelo rigor dos tem])os

em

(7)

at^

que

liunia esta^ao propicia o fez descnvolver-se, e

appareccr viveiitc aos olhos

do

Publico.

Logo que

iio

dia i5 de Janeiro de i83o

bum

Decreto Imperial

ap-provoii a nossa instituicao, ella desenvolveo toda a sua

vitalidade,eenergia lalente, e

no

dia 8 de Fevcrciro

sc*-guinte eflecluou a sua segunda rciiniao. D’esla epoca

ate o dia de Abril

em

que

reaiizou a sua inslallaoao

publica , ella occupou-se sob a presidencia do Ss>,

Mci-relles ,

em

varias sess6e§ , de Irabalbos que cumprft

nao

abamionar ao csquecimento.

A

ossa presidencia

extraordinaria succederao logo as 4 ordinarias do

nos-ao primeiro

anno

academico

que

acabamoSj nas quaes

os Srs. AleirelleSj Sigaiid, Santos, e Alvares dirigirad

sabiaraente o nosso zelo

, e os nossos esforcos para o

alvo a

que

devein tender , levando-nos por

huma

escala de progresses a colheita de louros scientiftcol

mui

bonrosos.

Para tracar

com

methodo,

clareza , e

vantagem

4

cxpcsiceo succinta d’estes progresses , nao seguirci

semj)re sua

ordem

chronologica , pois csta practica

apresentaria factos successivos sim

mas

destacados

j

sem

as rclatjocs

que

lornao mais apreciavel o sen

va-lor. Dislribuindo-os

em

classes preencherei

mclhor

o

men

officio.

0

incremento

do

nosso

Corpo

, os servb

Cos prestados a Scicncia, a

Nacao

, a Ilnmanidade ; 6

estado de nossos recursos finaneciros

, eis os Ires

pon-fos de vista dcbaixo dos quaes os censidernrei^

distri-buindo

nossos trabalhos

em

^dmissivos , Scicntiflcosf

(8)

TPwVBALHOS Admissivos,

A

parte dos nossos trabaHios

que

cliz respeito ae

in-creineiito

do

iiosso Corpo,, apreseuta hunia face

miu

satisfactoria

, e brilliaule ; porein

no

priiicipio d’esla

apparece

como

nuvein solitaria ria vastidao de liiini

ceo sereno , e estrellado , o triste pezar qiic nos

cau-sou a perda de

hum

dos nossos Socios, o

quab

se nao

pode

com

a sua presenca , concorreo

com

a

von-tade , e toda a effusao de sua

alma

para a

fuiida-^ao <lo nosso Corpo. Seja-nie permitlido

no

nieio

do

jubiio d’este dia^ inlerjectar a linguagem fuuebre da

dor , e da trisleza para honrar a

memoria

de

hum

jo-vem

degraades esperancas j

que

os servicos prestados a Nacao . e a lliimanidade enferma urrcbatarao ao

tii-mulo

antes do

tempo

j

roubando

a Medicina

Brasilci-ra

hum

iadivkiuo

que

Jhc teria

dado

muito lustre.^

0

br. Antonio

Joaquim

da Costa Sainpaio nascido eni

Portugal ,

mas

criado , e formado

em

Cirurgia , e

Me-dicina na Escola d’esta Corte, foi

hum

dos Jlembros

da

Commissao

enviada

cm

1829 , pelo

Governo

para

esludar, e combater a enfermidade , que entao

gras-sava na Villa do

Macacu

;

commissao

na qual elle se

houve

com

muita philantropia , intelligencia , c

acti-vidade, e

que

foi causa indirecta da sua morte.

Acom-mettidopela iufeccaopaludosano ineio dos

seustrium-fos foi obrigado a regressar. a esta Corle , aonde sue*

cinnbio

cm

Marce de i83o, as frequentes repetigdes

de

huma

febre intermittente

mui

rt;belde. Elle deixou

no inundo

mil pezares

no

coracao de muitos amigos,

(9)

( 3 }

f^icuniVia, e a inslriicclio rouuidas a oiftras csllmaveis’

qualitladcs.

A

aiinlomia linha sulo seu |)rincipal

eslu-do

, e a \ozgci-al o clizia

digtio do succed(r na Cadeira

d’csla Scicncia ao liahd, e iosigne Leiite, qiie a oc-'

cupa

ha 20 aunos. Elio levc o pi-'azer do ver aiiossa

So-ciedado approvadiT, tmCio o de assislir jm)

ado

do sua

installa^ao , antes da qual deixou do exislir ^

lendo-Ihe gcjnprc iinpodid'o a sua erirerinidado , assrgnar o

ado

de nossa fiiudacao , qiie miiilo o enthusiasoiarai,

Beiteinos louros , e (lores solrre o seu liiinulo . o lur

magoa

saudosa ein

que

nos deixa a sna falta, consrde-'

n^o-nos

com

a pivciosa acqnisierio de oulros

Conso-eios

quo

vierao reforear nossas fdeiras;

A

Classe dos Atembros Tttularos

qne

se acliava

re-duzida ao

nnmero

de 16, contu

adualmenie

22

indi-v^duos , beaiulo sonlente vagos Ires Ingares.

Os

Srs,

Torres, Aquino, Percir.v, Claudio, Ilonorio, e Ferreira

parlilhiio anossaeslimaeao , e a iKiSSu fratendd ule , e

nos ajiidao nas ar<Juas fadsgas a

que

estamos ligados.

A

Classe conspicua

dos dembros

ITonorarios ja

con-ta 5i dislindas personagens,

cm

quo

o saber

, a

vir-tiule, e os servicos preslados aSciencia , e a

Uiimani-dade se fazoin dignos de resj)eilosa veixn' i- ao. Yinte

duas d’estas sao Nacioii les quaiitocks resident<'s

nes-ta Corte, e uove perloneem a oulros j^aiz^s. INas

pri-naciras a jiisl'iga, e a gralidao apont.loeoin nrazer

hun>

uosso C(Mieincrilo , (|iie s<*ndo l\iinislro dos A’ogecio&

do

linperie^rcfercndou oImperial

Deerdo que

a]q)''o-vou

a nossa ins-liUiieao, e jun.ami'nte coni eile oulros

Siibios geralmcnte concertua<los, enjos nomes^lorii

pro-lixidade do onumcrar. larlrc as segnudas luio serei

(10)

Aa-(6

)

tiiralistas Martins, e

Augusto

de St. Hilaire

,

quc

coni

suas viagens e escrlptos illustrarao a historia natural

do

Brasil.

Os

nomes

de Broussais,

Tommasini,

Astley-Cpoper, Delpech, Parisct, e Larrey sao assazillustres,

egraiides na Scicncia Medica, para nos

honrarmos

em

pronuncia-los, dizendo-nos socios de

homens

tao res-*

peilaveis.

A

Classo dos Socios Correspondentes Gonta 4* indi->

\idiios, e

muito

promette aos nossos progressosj por

ser o orgao mais activo , e mais apropriado

quo

po-de por a nossa Sociedade

em

contacto

com

lodo o

mundo

esclarecido, e extender mais ao longe uossas conquistas scientiScas. Desesete dos

Membros

que

a

Gompoe

espalbados pelas varias Provinciasdoimperio,

he

de esperar

que

nos remeltao informacoes preciosas

sobre a Hygiene publica j e a Policia medica dos

iuga-res

em

que

residem , assim

como

sobre as molestias

que

alii reinao, de maneira

que

para o future ser-nos^

ha

possivel redigir

hum

tractado geral qiie

compre-henda

tudo quanto de util,

novo

, e curioso olferece a

Medicina Brasileira

em

lodos os seus

ramos

;

tracta-do

que

nao so servira para illustrar a Classe Medica ,

como

tambem

o

^nesmo

Povo, e as AuthoridadeslNa-?

cionaes, habilitando-as assim a

tomarem

medidas

ef-ftcazes, e tao adequadasas circustancias dos povos,

co-ma

vantajosas para a sua prosperidade. Yinte quntro

outros espalhadCs por todas as partes do

mundo

ins-truido, he de esperar

que

reflitao sobre nos

huma

porcao da viva luz

que

os rodea, c que facao da nossa Sociedade

hum

emporio

geral de conhecimenlos

me-dicos , dislribuiveis a toda a America Meridional. bs-»

(11)

( 7 )

e facilitados pela correspondencia

quea

Sociedade tern

obcrto,

nao

so directa

mente

com

todas as

Camaras

das

Capitaes das Provincias

do

Brasil, e pelo intermedio

d’ellns

com

toclas as outras^

como tambem com

mai«

de 5o Socicdades , e Corj>orac6cs Medicas da

Europa,

Asia , AiTricaj e America , ^s quaes se expedirao

cir-culares

, participaiido-lhes a nossa instituicao, e

con-vidando-as a este inutuo

commercio

deluzes capaz de produzir os mais brilhanles resultados.

Traealhos Scientificos.

Mas

aqiii ja

me

aclio entrado nos nossos Irabalhos,

que

tern directameiite por flm o

bem

daSciencia, e

da Hiimanidade, eiitre os quaes a correspondencia

aberla de

que

acabo de fallar he

hum

dos mais uteis e

assignalados.

Eu

Ja hiria relataralguns felizes

resulta-dos d’esta

medidaj

porcm

a contcmplacao de

hum

facto singular

chama

primeiro as

minhas

reflex5es.

O

Hercules da fabula esmagava as serpentes

no

berco, a

nossa instituicao as siiffocou antes de scu nascer , e

desdc osprimeiros instantesdasuaexistenciaj

apresen-tou

como

elle altos preludios de futura heroicidade.

Obtida apenas a approvacao Imperial , e

occupada

ein

disposicoes preliminares para etfeitiiarsua publica

ins-tallacao , ainda

que

ja existisseformada e vivente

nao

tinha, por assim dizer, ainda nasciJo para o Publico

antes da realizacao d’esse acto : ella exislia

como

hum

feto , o qual nao deve contar os dias de sua vida ci-*

vil sc nao do

momento

em

que do

ventre

materno

(12)

Corcnio

a convitloii a dar

com

urgeiTcia o sew

parr-cer sobre a grave Knfcrmidade

que

grassava na Villa

de Mag(ij e

quo

seninlhaiile a

que

poiico antes espa^

Ihara a dcsolacilo ^ e a

morte no

districto de i\Iacacu ,

causava taml>cm algiins eslragos nesla Capital, o cm’

oiilros Ingai’cs d’csia Provlncia. ElIciliiaF

immediata-mcnle

a sna inslallaf^rio para se

occapar

de oljjcclo tao

importaiife niio era possivcl u’aquella occasiao;

dilTe-rir a este respeilo teria sido prejudicial aos interesses

da

liuinanidade, e contrario as recomincndaroes

do

Coverho. ASoci(;dade ponilo a parte as fi>rmalidade3»

occnpoii-se seriamente <!o util, enccessario, e

no

de->^

curso dc I5 dias apresentou

hum

trahalho

, cujas vis*

tas se

uHo

cxtciKlcm sdmeute aodistricto

de

Mage,

mas

aos de loda a Proviiiciu, e mesrao cle twda o Imperio*

A

nalurcza, a origem . as causas essenriaes, e accesso*

vias das en'erniidades proprias dos solos paludosos, o

descnvol\iinenlo, e marclia de sens })lu'nomenos, as

obseivacQcs goracs feitas sobre a siia sede,assiin

como

as alleraroes organicas-a

que

clao lugar , forao

iudica-das na parlc bistoiica

do

scu j)areccr,, e os nicios

])rc'-\enli;Tos , eeuralivos

a

cargo djo. Govci'no,. <lo Medico^

ties Euler

mos

, e dos assislentes forao expendidos coin

clareza , e concisaona ]>arto bygienico-tbcrapoutica

do

mesnio

, de miuie’U'a.

que

tlleeuecrra o

que

bade

mais

esscncial a saber^se,, e a |V)i?-se eui ])raelica contra

es-tes flagellos (Ui especic

bumaiia

, mais ttaniveis ainda,

e deslriiidores

do que

a giiei ra, e comjiajavcis a ess«

I>ando de va'iienosas scrjieules

que

no

tempo

de^Ioyses

cnlraiTio a fazer (U’siroco

do

povo Israclila. I'eliz

insti-twicao

quo

ainda nfio aralia de nascer, o

que

ja d’este

(13)

Goveviu) ordenando, cotno fczairiifucssao d’essc nosso tiabaHio j

mwlrou

quaulo die

endKU

as niedidas de

sensilcsrjos,e quanta ho a jmportunciaqiiedlcdavaaof

ncssos consfllios pelo

quo

rospcita a

ModU

iiia.

O

sou

conceifo jamais dcixaru de nos see honroso, e de i)o»

servir chi

bom

eslimido para rcdobraiqinos o nosso

ze-lo

, qiiando eiie nao

fur consequcncia de serviijos

que

o'iisongccm. Sen braco poderoso cjuerendo-nos

auxi-liarein sern lolhcr a libordade ^ e a indopendencia

com

que

{raixdhaiiios a

bom

da Palria, nos |)ode seni

duvi-da scr

mni

vanlajoso , e lornar

monos

ardnas nossas

empresas.Ellc Icvon, liaponco, ao nosso conlieciinenlo

Iiuina rclacao das Picnidencias dadas [)eIo

Covernoda

llussia a respeilo

do

lervivcl lii'igcllo

do

Cftolcra

7nor-bus

^ para a todo o

tempo

exlraliirmos d’clla o qu«?

encerra do nlil, e applicavd as nossas chcnmstancias.

INus tomos tornado esse

documento

em

nmila consi-r

deraalo, e d’elio nos

bavemos

de valer na

occasdo

opj'oriiina.

0

inesmo faremos loda uutra vez,

emque

Gomo

n’essa occasiaOj (?Ilc sc mostrar sollicito

em

nos

submiuistrar dados e iastrnccoes pcias qnaes nospose

samos

habiiilar a fornecera c a

Nagao

nuii saln^

tares conseilios.

Quanto

maior fur oauxilio, e a

pro-leccao

que

ellc nos preslar, maiores seruo as

vanla-gens, eos bcneficios qiic nos Ihc po.deremos reli’ibuir. Isto nao podera elFcMlnai'-se scin

quo

elJe de a nossa

insliluigao o grao de importancia (pui eila mcrocc, nao

para a ciugradcccr

com

vaidades ,

mas

para olio

mes-mo

csliniar sens prugressos , e siia inslruccao

fav’oro-eendo-os

com

os mo;os de

que

die j)o;}e disj)dr. Ih;

Se coiisideramos siia condiicta acerea das

(14)

( JO )

para dar d’ellos conta a lleprescntarao Nacional ,

de-Tcinos confossar

que

sens actos parcciao ijamaonizar-se

com

csles priiicipios , e parlir da persuasuo de

que

a

noiisa instituirao, posto

que

toda suslentada pelo zelo,

e rcciirsos dos Bleinbros

que

a compoein, criou-se de

per si para o

bem

i)ub]ico , e os prodiictos d’clla

to-cao por tnnlo

dcmasiadamente

o iulcresse ^'acional,

para

que

cslc uao possa os ignorar , nern haver

intei-ramontc

por eslranhos. A’ mallgnidade mats perversa

teria sido impossivel descouliecer esia yordade , e

des-prezar

huma

insliliii^uo da qua! uao transpiravao

se-nao

beueHcios, e vaiitageuspublicas. Iliima conviccao

poderosa fallava

cm

favor d’ella aos coracocs

maiscm-pedornidos , e Hies arrancava acl(>s, ccouiissoes

que

nos honraviio,

m«smo

na epoea

cm

que

riegras

nu-veils, c tcrriveis rclampagos anumiciadores de proviina

tempestade toriiavao o liorizontc do iJrasil assaz

me-doiiho aos olhos

do

patrioJismo

, e da libcrdade.

Depois

que

estc aspeclo funesto, o alterradoi'

dissi-pou-se de rcpciile

no

dia sole d'esle mez, e deo hignr

a

nova

ordem

de cojiisas ; depois

que

a jiaz , o soccgo, a scgurauca publiea ^ e iudividiial , o

bem

dos })ovos , e

o espirito nacioiial achao-se deliaixo (Ja iuliuencia do

novas circumstancias ^

que

Ihos

promcllem

firmcs , e

reaes garanliaSj

e que

enlao so poderia ler sido

apna-reiitCj e Iransilorio ,

toma

agora

huma

htce nsais

riso-nb:ij c salieule, (|uo nos affianea iuima decidida

roali-dade

, o muis soltda pcrmanencia. I'udo

dcvcmos

es-porar <lc

huma

Palria iivre , de

hum

Govcrno

iNacio-iial, do Imperio da rasao, e(Jaequidadc ,

odolriunw

Jd dos maissublimes priiieipios (juo eslaJxdoec’.m

, c

(15)

Ignal lie nossn posicao relaliva

monte

as outras

Aw-thoridados, sobrc ludo as locacs, cjuc inui precisuo

clos nossos soccorros. As cNpressoes

com

quo

ellas

rcs-ponderao a circnhu’

quo

nos l!ic divigimos, Irazoni

o

cunho

de

hum

culhusiasnio

quo

niio so ])ode

con-fuudir

com

as polidezas do cstilo. hdas ii'io sc

con-lenliiocom agrailcccr uossas on’erlas,ed(' louvar os fins

da nossa iiislituicao : cllas ahciicoao , e

rendcm

louvo-res a Providencia poi' dies ter aherlo

huma

fonlo dc

luz, para aclaiar sous passes

cm

lodos os cases de

saude publica, oJjjLvjto digno do sous cuidados. Esta

ts:;m side geralmcule a expressao de quasi todas as

Ca-maras

jlliuiicipaos, e ja algnmas loin

dado

movimento

& confianca quo

om

uus jinzcrao.

A

Camara

Municipal d’csla Corte foi a primeira a

solheitar o auxilio dc nossas iuzos. Jl sou podido ja

f )rnccciTios nao poucas

cmendas

e additameuios, ao

pi’ojoclo de siiasposturas qucclla nos enviou para cste

fjm. Este tral>alIio fendo desficrtado muliijdicadas

dis-cussoos sobrc poutos hygiontcos de alia imporlancia,

e difilculdade, nos

occupou

})or

algum

tempo

com

bastanto {ructo, por quo doohigav a se'agilarem

ques-toos scieuldioas inui arduas, <* complicadas, c a so

aclararem jirincipios, c conhecimontos

alomdoalcance

or-'iinario. Ja

podemo

nos glor-a.’ dc

quo

a nossa

ins-tilnicao teve nao

poqiuma

inlluciicia sobrc

melbora-mentos

sanitarioSj c poiicinos,

quo

scan cli i tabcz nao

teriao side Icmbrados ,

nom

postos

cm

praclica.

A

So-eiodafle nao entoridco ter esgolado a matcri.ij

man

lor

levado a obra a porloioao inas sim de a ter mellioiado ronsidoravelmcnto, rosorvando para o luturo o

quo

so

(16)

( >2 )

com

a urgoncia appressada das

medidas qne

ai

cir-cumstancias exigiao.

A

mcsiiia

Camara

nos consnUoii

fambem

sobrc o%

lugaros inais proprios para o culcrramciito Jos

irra-cionaes.

A

nossa resposta fez-lbeconlu;cer a

diiTicnIda-dade

quo

ha

em

achar

hum

lugar

quo

reuna todos os.

requisifos, e vanlagons dcsejavois , e Ihe indicou noi

exlronios da Cidadc os lugarcs

que

os rcaniao

cm

maioi

numero.

A mesma

dclinecu-lhe

hum

quadro

das vantagcns , e dos iuconvcnientcs

que

ofiercceni a iiihumacao

cm

Cemitcrios , e a usiinercao dos

cor-pus no

fundo

do

mar,

deixando a cscollia ao seu

critcrio.

A

Gau^ara Municipal dc Canlagallo

cm

conscqucu-,

cia dc huiiia siia represonlacao reccbco de nos bunia

porcao

de

virus vaccinico c

huma

iiistruci^ao sohre a

vacciu.ecao , acoinpanhada de modelos clemappas, e

asseiito dos vaccinados , tendeiites a facili.tar os

pro-gresses, e hous eli’eitos de tdo preeioso prescrvalivo ,

0 a vcrificar suas vaniagens. hsta inslrucrao.,

que

dc-vemos

aos trabalhos da nossa Comniissao de Yaccina,

piiblieada

que

seja pola imj)rensa, po<lera scr

reraelli-da , e

mui

ulil a todasas

Camaras

i\Iuuicipaes,

^Jas nao ferae so o

Governo

, o as AiUhoridades

lo-caes os

que

nos honrarao eousnltando-nos ; a

Repre-sentarao INacional

lambem

nos conccituou eapazos

de

l!)e forriecor luzes , e ajudai-a ua cscolha dos mcios

niais proprios para <lar a iNarao individuos assaz

ius-truidos nos priucipios da ]\ic<.!icina, c prever d’este

niodo A couservaeao da vida, e saude dcsC.uladaos.

O

couvitc ([ue nos dirigio a Augusla

Camara

d©s

(17)

Tiisar.ao dasEscolas Medicas

do

Iniperio, alem de

mui-to honroso , he

summamerilc

ioiportanle. Ellc vai

exerccr hiima grande intliiencia sobre o esiacio futuro

da Medicina Brasileira , enjos cireiio? salutares

dopou-dem

do

iippulso, e do clastcrio

que

nossa prcviiitMioia

tiver sabido

communicar

a

maquhia

itislruinenlal

do

ensino , assim

como

da perfeila disposiriio , e

corres-pondencia das rodas d’esta^ dirigida a prodoccao

do

moviinento geral desejado ^

que he

a instruenao dt)S

individuos.

No

piano

que

nos foi pedido existifio pois

grandes destinos

que

podiao ser extremainente nteis,

ou

perigosos para a Medicina d’este paiz. Gonfiar de

uus

hum

objeclo tao melindroso, he a maior das

lioii-ras, e dos conceitos,

com

que

podiao nos honrar os

Kepresentantes da Nacao : he

hum

acto de formal

re-conheoimento , nao so da nossa legalexistencia

como

da nossa aptidao para ella.

Gumpria

pois

correspon-dcr dignamente a lanta honra, etantoobseqiiioj e

he

n’isto

que

nossos esforcos se esmerarao.

O

piano

de-via sahir digno de nos, e

do

seculo

em

que

vivemos:

el!e sobre tudo deviaachar-se

em

liarmonia

com

o

es-lado actual da sciencia, e

com

as instituicoes politicas

que

nos regem..

A

confcccao d’esla obra nao podia ser

producto de

hum

dia,

ncm

de

hum

tempo

mui

limi-tado. Ella exigia

hum

fuiido de luzes

mui

vasto,

hum

exame

circumspecto e

maduro,

por

que

ella vertia

so-bre o apuro de todos os conhccimentos nos varios

ra-inos da Sciencia, e dependia da solucao de questOes

transcedenics, e

mui

vastas sobre princii)ios

essencial-nienle ligados a existencia, e progresso da instruccao.

Tres discussOes a

quo

assugciiamos

hum

Projecto de

Plano redigido por

huma

Gomniissao, absorverao,

he

(18)

( >4 )

Tenlade,

huma

grande parle de nossas Sessocs^ e nos

rouborao a oiitros trabalhos,

mas

ellas nao forao

inu-teis.

O

descnvolvimonlo <lc saos principios , e a com-^

municacao

reciproca dc conbecimentos

em

lodc»s os

rainos , a cjiie cllas tern

dado

lugarapiirarfio nossas

ideasjeenriqiicccrao o nosso cspiiito , levandn-o

gra-dualmente

a inelborcs opinioeSj e fazendo-llie abau-^

donar por moios persuasives as fjue tiidtao podido

caplar sua afleicao.

0

J3rasil nao nospodora

i’C[>rL‘heu-der do Icrmos perdido o

tempo

inutilmente^

qnando

o resultado das nossas qiicsloes , e ilas nossas

uelon-gas S( ja realmcnlc

hum

Plano, nao direi perfeito,

mas

someuteutil, e adaplado as suas circmistaucias.

Hum

piano

quo

estabelecendo o

modo

regular

do

ensino

medico

eireituado por

commissao

, e couta da JNaeao,

nao

faz

do

mesmo

ensino

hum

monopolio, mas,

pro*-clamando

sua liber<lad3 , o faculta a lodos os

indivi-duos

muiiidos de lilulos

,

quo

os constituao

habcis a

•prod'essal-o ;

hum

piano

que

lende a

jn’eencher os

hi-^garos do Jlagistcrio polo merito scienlifico real ,

veri-ficado por meio

do

Coucurso ;

hum

piano

que

redu-zindo a sciencia , e a profissao

modica asua jirimiliva

unidadc

, exiingue odiosas ,

c

mal

oilendidas divi—

'sOes , e graduarocs

introdiizidas ii’ellas por

hum

espi-io alheio aos sens progresses;

hum

\)lano quce.xige

no

'iiK'dicf*

que

sahe das escolas Os conhccimentos

scien-tUlcos pi'eliminares , accessories, e

essenciacs,

cque,

•sem o luxod<^mullip)icadas cadeiras, eslabelccc o en-sino das materias inais necessarias;

hum

piano quo,

dando

por assini dizer

corpojeahna

as I'iSeolas, as

ha-bilita li

combinacao

dos elemenlos, e

dosmeios

do sua

(19)

del-(

'5 )

ias

do

estado isolado

em

quo

se achao, 03 pAe na

cir-cumstancia de

poderem

pr()\ideiiciar a bein das

mes-iiias Escolas, e da scioncia ;

hum

piano

com

todos

csi-tcs clemenlos

contem

cm

si J)astanles

gcrmcns

I’ocim-dos de mcllioramciilo , c porimperfoito qucsejacoino obra liumana , j:\ iiao

pndc

ser indecoroso para sens

autliores. Tal he o

qne

nos redigimos

, c

quo vamos

aprcseiitar a Augusta

Camara

dos Senliores

Depulados

iia sua

imminente

reuniao. Esta na sua alia sabedoria

julgara

do

servir.o

quc

a nossa inslituicao torn

presta-do

n’esle ponlo para melhorar a sorle

do

brasi!.

A

collieila degrandes louros nao nos »!evc lornar

so-berbos de maneira

qne

dcs[»rezamos osmais pequenos:

ainda

que

dimhiutas, quaesquer addicoes fazem

avui-far a

somma

total : assim

nao

deixarei dc

mencionar

quc

alem

do

Governo, e das principaes AuthoridadeSj

ja varias [>essoas particulares

tambem

nos

consulta-rao , l»onraudo-so de

poderem

mostrar

em

sen favor

o jnizo do nosso

Corpo Accadcmico

,

como

hum

ga-ranle res[)citavel de suas assernoes

cm

materiasde

nos-sa esphcra. Isto patentea da nossa parte

hum

gozo de

crcdito

que

para

huma

inslituicaonascentehe de certo

lunna grande acqiiisicao.

Pouco

teriamos feito , se aqui se limitassem os

nos-sos Irabalhos , e os services

que

tcmos prcslado..

Hii-loncaO

ordem

d’eUcs ainda

me

fica a relatar. Ella

coin-prchende aquelles

em

que

a Soeicdade tevc

huniaac-cao indirecla , elFciiuando-os pelo orgao de suas

Com-inissocs,

ou promovendo-os

por sua inllucncia sobrc

o espirilo^ zelo, c aclividadc do sens Alcmbros, e mais

individuos.

(20)

( )

aprescnteluima grande seric de factos completes,

nao

cleixa

com

tiulo deser imporlanle, e do fallar

em

nosso abono. I\ao

comprehendida

aexlraordiiiaria

quo

mar>-damos

agradocer a S. j\I. J. pelo Dccrclo de

Approva-^.ao

, 28 forao as Conimissocs nonicadas desd<^ a nossa

scgiinda rciiniao

em

8 do Fevereirodc i85o atd ao fim

de SI; rro d’esle anno, rezenovo dVstas constariio

de

varies

Membros,

e nove de linm so Relator de

memo-rias, Chico d’aqnellas anteriorcs a installagao

desem-penharao todas o sen cargo, excepto

huma,

cujos

trabalhos aluda nao nos forao aprcsenlados. Tixis

d’el-las forao encarregadas de arranjos domeslicos, e

orr.a-menios

adininisiralivos : a outra foi

commettida

a

re-daccao

do

nosso Pareccr sobre a enfermidadede Mage,

e aquinta o exaine de dous remedios febrifiigos , e

se-crelos que nos forao aprcsenlados. Esta nao tern

ain-colhido o nnincro de facios suflicientc para pronunciar

sou juizo ikerca

do

luim objeclo , o qual

demanda

longaexperiencia.Quatorzefurao

ascompostas

de mais

de 1

mm

Meinbro

, noineadas depots da installacao ,

G

das quaes permanentes, e 8 temporarias. Quatro das

permancnles

sao as designadas pelos Eslatntos; as

oii-tras

que

foiTio addicionadas a esse

numero

sao: a

do

exame

das substancias medicinaes , e ade reduccao

do

nosso Jornal. Eutre as juimeiras

que

no

principio

fo-rao todas eompostas de Ires

Membros

, algiimas tern

sido reforcadas

com

inaior

numero

d elles, contaudo a

de Consultas 7 , c as <le Doencas reinanlcs, c

salubri-tlade geral 5.

De

cada

huma

vou succialamenle referir

os Irabalfios.

A

Cominissaode Vaccina nao tern podido dar ao seu

(21)

fulladooina-( >'7 )

tcrial c|ae niais Ihc era nccessario.

No

primeiro

pLmd

dos sens Irabalhos futiiros,

que

ella nosapresenloii

itn-mecliatamcnte depois da sua noincacao^ linha iriclaido

a applicarao praclica da vaccina.

A

Sociedade julgoa

esta parte nao

comprehendida

nas disposicoes dos

Es-tatutos . e

em

vista da cxislencia do luiina Junta

Vac-cinica ncsta Corte, encarregada da vaccinacao, cxigio

que

a

Commissao

a eliminasse, rcformando sen piano. Estanoscgimdo,

que

apresentou,limitoii-se

adistribui-eao (lo virus vaccinico as

Camaras

IMunicipaes,

mas

co-mo

as remessas

do

mcsmo

que

se sollicilarao

do

Insli-tuto Vaccinico,

ou

Sociedade Real Jenneriana de

Lon-dres, ainda

nao

chegarao; instou para

que

se pedisse ao

Governo

de ordenara Junta d’csta CortCj

que

nos

sup-prisse

com

o

que

podesse dispensai’j

cm

quanto

nao

chegassem as remessas de Inglaterra.

0

Governo

aece-deo a nossa representacao , e nos parlicipoii ter expe-dido as ordens necessarias.

A

Commissao

julgou

que

devia rcservar cslc

pequcno

rccurso para acudir aos

pcdidos das

Camaras

,

que

cxperimcnlassem falla

de

vaccina. Ella ])ois nao inccptou remessas geraes, c

pe-liodicas a todos os IMuuicipios

como

pediria o

intc-ressc da Naciio , e da

humanidade

, por se

nao

julgar

com

meiossulncieutes deas emj)re!iender, e sustenlar,

em

quanto se nao realizar o recebimento das remessas

quo

cspera.

Quando

isto acontecer teremos

que

a

en-carrogar directameute da correspondencia

com

as

di-tas

Camaras

sobre cstc objccto , nao so para a ter

em

actividade,

como

para nao sobrecarregarde

cxpedien-te ao Sccrctario da Sociedade, ao qual dara bastante

exercicio

, e occupacao a Correspondencia rclaliva a>

putros objectos

(22)

So-( >8 )

ciedadcs Medicas Estrangeiras.

A

Commissao

satisfe«

aos cases qiie occorrerao, e subministrou vaccina para

ser eiiviada j

como

foi, a

Camara

Municipal de

Gan-tagallo

que

nos a pedira. Ella

tambem

redigio hiima

Instruccao sobre aVaccinacao , da qiial ja fallei. lie de

esperar

que

os Irabalhos, e servicos d’csla

Commissao

sejao

no anno proximo

mais anipdos

, e mais

assi-gnalados.

A

Commissao

de Consultas Gratuitas , he de todas

as porraanentes a

que

tern preslado mais regulares

,

assiduos , e relevantes servicos.

0

men

coracao exulta

de verdadeiro

prazerem podendo

annunciar a

Socie-dadej e ao

Mundo

que

pelo orgao d’ella a nossa

insti-tuicao tern

derramado

bcneficios reaes sobrea

indigen-cia enfernia. Ella tern senipre valido aos pobres

com

sens coiiselhos, dados

em

consultas, dims vezes na

se-mana

em

dias , e boras determinadas. Resulta

do

Re-latorio de sens traballios

,

que

ella colheo 84

obsejrva-coes das moleslias mais consideraveis, pois das

que

o

sao

menos nao

tomou

nota , segundo o sen piano

ado-ptado: i4d’estas forao concluidas, as outras aindanao, por estarem as enfennidades ainda pendenles,

on

nao terem mais aparecido os enfermos : 9 d’ellas acabarao

coma

saude , e 5

com

a morte. As molestias dos orgaos

thoracicos tern sido

cm

maior

numero

: a

Commissao

tern colhido a este respeito 24 obscrvacoes. As oulras

sao : 12 de afteccOes ciironicasde figado : 8 de Gastrite

aguda

: 6 de inflamniar.ocs intcstiiiaes : 1 1 de

Syphi-lis : 5 de Escrophulas

: 4 de Elcphantiasc dos arabes; 1 da dos Gregos ; 2 de

Rcumatismo

: 2 de

Amaurose:

1 de Cataracta : 1 de Epilepsia curada,

(23)

( >9 )

Hiuitas vezes inutilizado os coiiselhos da

Commissao

, e

a indigencia teria succiimbido aos males fjue a

adligls-sem. Havia pois n’oste objccto

huma

lacuna,

esemhu-nia

mao

generosa qiie a enchessc, osbcncficios da

So-ciedade teriao side incomplcros , e amitas vezes

iufru--cliferos.Aphilanthropia despertou sublimes

seiitimen-tos no coracao dopessoas, queiifiopertencendo ainda iSociedade, quizeriio coadjuval-a nos'actos de

carida-de

, queellapraclica, fornecendo gratuitamente

osre-medios aos individuos,

queaCommissao

designasse

co-mo

pobres.Esta accao verdadeirameiite philanthropica

deve fazer cpoca na histora da nossa Sociedade, assiin

Gomo

ella nos deve encher dc satisfaccao , e de jubilo,

por vermos associar-se as nossas accoes

humanas

, e

berafazejas as de outras pcssoas,

que

sabem

prezar, e

practicar a virtude. Ella capliva a nossa gralidao, e a

dos infelizes,

quo

vao collier o fructo d’ella

em

beue-ficio de sua saude.

Os

Srs. Joao Francisco dePinlio, c

Comp,

sao d’ella os aulhores.

A

Commissao

de Doencas reinantes appresentou

hum

piano de sens tfabalbos

mui

bem

concebido , e

que

foi approvado.

For

esle ella se obrigava a dar

de

tres

em

tres mezes

huma

relar.ao das molestias

reinan-tes , e das observacoes melheorologicas, e relativas a

climalologia. Ella inceptoii esse trabalbo a respeito

do

i.® trimestre

do anno

de i83o, e

em

huma

longa

ex-posicao nos

communicou

grande

numcro

de factos, e

de veOeegoes importantes. As molestias,

que

ella

mes-ma

illustrava perseguirao , e accomellerao sens

Mem-bros , c os niais chegados parentes dosniesmos; assini

a impossibilitarao a completar seu trabalbo, o qiial

com

tudo he de esperar

que

appareca mais tarde^ por

(24)

( 20 )

ACommissao

tie Salubridadegeraltlepois deter, era

liiini esboco, indigitado os varios objectos t|ue deviao

occupar o sen cuidado , deo-sc a meditar sobrc cada

luim

d dies, paradcpois aprcscnlar Irabalhos

bem

aca-bados.

Os

objcclos fjue

cbamavao

a siia alleiicao crao

assaz

numerosoSj

e deniandavao

tempo

, e occasioes

opporliinas.

A

ella

devemos

a redaccao

do

iiosso

pa-rccer sobro os liigares convenientes para o

cuterra-nienlo dos iiraciouacs

; e brevcmcnte Ihes scrcmos

de-vedores de oiitros trabalhos

, qiie ja tern enceptado.

Hum

d estes he relalivo ao conhecimeiito do

numero

das enferniidades , e das mortes causadas

annualmeuta

pelo Jogo

do

enlrudo,

costume

tao barbaro, conio

in-veterado

,

que

leva ao

tumulo

muUos

individuos , e

e ceifa principalmente a flor do bello se\a ,

no

tempo

do

sen maior vico, e

que

deve occupar seriamcnte o

providenle cuidado de nossos sabios legisladores.

O

outro he relative a

hum

apontamento

detodas as cau*

sas infectantes

, queexisteiM n’esta Corte , e dos mcios

para as fazer cessar,

ou

consideravelmente diminuir.

Do

primeiro ja a Sociedade csla informada; do

segun-do

eu tenho noticicv pelos

membros

que

o redigem.

A

Commissao

do

exame

das substancias mediciiiacs

ja teve occasi^o de exercer suas fimccoes sobre

algu-mas

substanciasj

que

nos forao remellidas por alguns

parliculares

;

porem

seus trabalhostern sido

mui

limi-tados , e incompletos a par dos excmplares das

mes-niasj

que

nos forao rcmellidos, os quaes por isso

nao

crao facilmente rcconhecivcis

,

ncm

podiiio servir de

matcriacs para grandcs , c repeiidas cxperiencias.

A

Commissao

deRedaceao dos nosso Jornal foi

no-a

(25)

relolivamcnlG a

lium

SemaBario dc

Saudc

Pu—

O

blica. Qiiando a Socicdade

nenhurn

oulro servico

ti-Tcsse fcito,

<m

podcsse fazer ao Brasil ,

do

qiie

for-cer-lhe hui)i Jornal,

no

qua! se publicao factos,

observac(3e3 , redcccoes , e des^obertas importanies,

qucr perk'iicenles a Medicina iirasiloira, quer a de

to-dos os paizcsostrangeiros, so este

mesmo

scnricobas-taria para merecer-lhc o titulo de util a

Nacao

,

ea

Humanidade.

Aonde

nenhuma

liiz penelra por

Jor-iiaes escriplos

em

lingua do paiz, os conln'ciaientos

relatives a Sciciieia limitadosao meio de Iransinissao

,

quo

resiilta de obras diffieeis de sc

obterem

todas por

seu alto prero ,

ou

mesmo

de Jornaes

bslrangeirosdif-ficilmentc alcancavois, (icao restricloscm

bum

peque-*

no

circulo de pessoas

, e

nunca

sobem

a

hum

gr^^a

muito

elevado, Nestes lugarcs qualquer

pequena

fais-ca de luz

derramada

por Jornaes escriptos

no

idioma

fvacicnal produz beneficios incalculaveis , e abre o

adito a

huma

instruccao mais solida, e mais extensa.

©

nosso Jornal

comecou

com

o

anno

civil

em

que

es-tanios, ea

Commissao

dclle encarregada, tern porora

preenebido

sem

fallia o seu cargo. Ja alguns factos

da

Medicina Brasileira tem por clla sidopublicados

jimta-mentecom

oulros extrahidos d’aquclla dosniaispaizes.

As

Commissoes

temporarias

tem

sido encarregadas

de dilTcrenles objeclos scientificos, e administrativos

;

e quasi todas

tem

desempenbado

sua tarefa.

Iluma

d’ellas nos informou acerca da]\lemoria remetlida

pe-los SiS. I'rancbco

Comes

da Silva, e Joao Antonio de

Medeiros sobre

huma

enfermidade

,

que

grassoii eiu

Pa(jue.a desdelSovembro de 1828, ate

Mar^o

de i 83 o;

enfermidade

que rcconbccendo

as inesinas causas de

(26)

( 22 )

origem poludosa,

como

a de Macaciij liiiha-se

declura-do

n’aquclla

Him

com

o caracter dyscnltrico. Oulra

DOS informo'.i acerca de

huma

Dolicia sobre as assim

cbamadas,

yfgoris virtuosns^ da Villa da (’anipauha da

Prince/,a na Proviiicia de Minas ,

remcUida

peio Sr.

Ignacio

Gomes

Midoes. Ella redigio lautbem liuma ins-li'iiccao sobre o

modo

de a}3anhar, c conscrvoras

mes-rnas agoas , afim de obtcr

huma

remessa d’eilas aqui

|ia Corlc, 0 submlSlil-as a

buma

analyse clsymica.

O

Govcrno

da Franca tendo sollicitado

do

sen

Con-sul Geral n’csta Ckiade , o alcance de alguns

aponta-Dicntos fiobrc a freqneiicia, c as causas do mal da

pe-dra , para auxiiiar a coiifeccdo de

huma

obra

que

M.

Givialc se propoe sobre este

assumpto

, o dilo Consul

dii'igio-se a iios para Ihe fornccermos esses dados a

res-pcito

do

Brasil.

0

trabalho da

Gommissao

eucarregada

deoscolher, ainda ficapcndenle por ser objocto que

cxige longo tempo. IS'o entanio nos

devcmos

regozijau

por vermos

lambem

as Auliioridadcs Eslrangeirus

j)ro-curar esclarccimentos

no

oosso seio,

com

a

mesma

coiifianca , e consideracao coui

que

nos

honrao

us biacionaes.

0

Yicc-Secretario da

Academia

B.eal das Scienclas^

de Lisboa tcudo-iiosdirigido felicitanoes pcla lundacao da nossa Sociedade^ nos briiidou

com

hum

exemplar

do

Ensaio sobre as febrcs

do

Rio de Janeiro^ escripto

pelo Dr. aiello Franco, ilhistrc

Medico

,

que honrou

durante a sua vida cstc paiz, ein

que

nascco; a qual

pbra fora

mandada

ijnprimir a custa daqueila illustre

Academia.

0

dcscjo de fazcr vcsaltar o mcrito de

hu-nia produccuo Brasilcira, c

que

diz rcspcilo us eufer-*

(27)

( 20 )

casiao de exigJr

^ qitc

huma

Commissao

aanallsasse ,

apresentando a Sociedadc

hum

resiimo das

obscrva-coes , e das

dou

Irinas nella conlidas.

A

Sociedadc OS'*

pera

que

esla

Commissao

retvibuindo

com

cslima , e

graiiclao a inemoria d’esse Eenemcrito da I\Iedicina, e

<la Patria, os serviros prestadoSj

uao

perdera do vista

os inlcresses, o os progresses da Scionciaxtic dica.

Omitto

fallar dos trabalhos de outras

Commissoes

ja

mencionados

ii’este Relatorioj assiin

como

nos de

onlras relalivos a objectos de admiaistra^.ao iiilcrior.

Tambein

nada direi dos differentes rclatorios,

que

ou-vimos sobre as

Memorias que

nos forao apresentadas,

por

que

passando a fallar dos trabalhos individuaes

terci occasiao de expender varias rlas

refloccOesemilti-das pelos Commissarios relatores a respeito do tacs

I^Jemorias.

Dos

trabalhos individuaes alguns nos forao

apresen-tados por illustrcs Candidatos,

que

ambic4onnrao a

gloria dc nos ajudar uos esforcos dirigidos ao alcauce

de honrados fins; e outros por individuos

pcrtenccn-tes ao nosso seio.

Os

prinielros ainda

que

teiihao tido

origem fora da Sociedadc , conio produccoes do Indi-viduos

que

ainda Ihe

nao

pertenciao , sao

com

tudo

innegavelmcnte devidos a existencia d’ella,

quo

os pro*

movco

com

a sua iuslituicao: alem d^isto ellcs fazem

parte

do

nosso archive j assim

como

sens authores

do

nosso Corpo.

Cumpre-me

pois dar

huma

uk'.a del-JeSj e aponlanJo seu mcrilo, fazer avaliar as nossas

acquisicoes.

A

Memoria do

Sr. Torres sobre oscstreitamentos da

uretra

, he na

ordem

cbronologica a primeira das seic

(28)

co-C )

r siloptatlo

no

Erasil o inclhodo de

Duncan

ap.'M’fiicoado

, o pracllcado por jM. Lailemand para a

caukri^.'UM;) das caruosidados

quo

produzem

laes

es-Irriianicnlos.

A

Siia praclica vena

em

abono

de suas

as-ser(;(,)es

, <> elle rcfere dois casos felizes de cauterisaeao

jnaeli ada aqui na Corte.

0

patriotisino

recommcnda-vacstn incinoria ein hiinia cpoca,

em

qiiea impostura

e?p(‘Culadora, fazcndod’essemeiliodo

hum

alto

myste-rio

, cxlorquia graiides

sommas

dedinlieiro aos

cnfer-irios

,

que

a igiioroncia

mantinha na

crenca, de

que

professor

nenlium do

paiz fosse capaz de o practicar.

O

Sr. Pereira do Carvalho, na sua

Memoria

sobre os

Aneuiismas

do

coraciioj nos trnrou a hi^toria de

huma

snfermidade da qual elle

mesmo

jiilgava ler sido

af-fcctado 5 e

que

observara

em

outras pessons.

As

(

in-co observain-coes ,

que

elle refere

nao

sao lodas de igual

importancia ,

nem

todas provao perleila ncnle o scu

assumpto

,

nem

a possibilidade da cura d’estas

affec-cOes pelo nielhodo de Yalsalva. Ellas

porem

nao siio

despidas de interesse^ e juntas a outras,

que

omesrrio

Author

possa collier

na

sua praclica^ poderao preen-cher o fito

que

elle se propoe^ e

que

a par de sens

es-forcos

, e da sua obra

merecc

o nosso louvor,

A

orJem,

e clareza na exposirao

, a judiciosa

esco-lha

,

do que

ha de mais admissivel aresjieilo da

enfer-midade

de

que

trata, a importancia e exactidao

de

observacoes

nem

descriptas, erasoadas, tornao

recom-niendavel a

Memoria do

Sr.

Aquino

sobVe o Tetan*

traumatico, e concorrenifpara apoiar alguui do?

pria-cipios ii’ella exjx?ndidos. As dilFerentes lesOes,quese

cncon*r;.oiioscadaveresdos

quesuccumbem

ao tetano,

(29)

( .5 )

tras Tezes conscquencia de

huma

irrita^So nervosa

in-lerior

quc

produz o tetano, c tanto estasconio a

iiii-tar.aoj

podem

exislir

no

cercbro

ou

na inedidla

espi-nhal,

ou

em

ambos

estes orgaos. N’esta sua opiniao

elle conforma-se

com

as ideas de

M, Eonuet

, cujas

palavras refere. Elle fuudaa therapeutlca sobre o

dia-gnostico da lesuo existente , e o fito ])rincipal das suas

observaroes he mostrar a possibilidade de

hum

cura

nos casos

em

que

as operacoes cirurgicas pareceriao

mui

indicadas , e a fazer sentir o

risco, e

inulilida-de

d’estas.

A

quarta

memoria

he

a

do

Sr. Claudio

Luizda

Cos-ta , sobre os Entozoarios intestinaes j irabalho

redigi-do

por habil pena, e deduzido

com

boa logica ,

no

qual o

Author

fundado sobre aexpulsao de

huma

Te-nia j pelo

methodo

antiphlogistico, e sobre varios

ar-gumentos, pertende negar absolutamente,

como

ja

va-ries Authores fizeraoj afaculdade anthelmintica

dire-cta sobre estes hospedes pcrigosos das nossas

entra-nhas ,

em

todos os remedios destinados a eliminal-os;

insislindo,

que

a acr.ao d’estas substancias

sempre

ar-riscada j exerce-se toda sobre o tubo intestinal

, e

da

lugar aos

phenomenos

,

que

rcsultao de sua

applica-cao , modificando o estado physio-pathologico

d’es-se orgao.

Mui

resumida ,

mas

util , he a

Memoria

do Sr.

Ho-norio Jose

da

Cunha

Gurgel do Amaral, sobre a Caria dos ossos.

Censurando

o tratamento empyrico d’esta

alfec(jao do tecido osseo , o

Author

insiste na

necessi-dade de

huma

Therapeutica baseada sobre a

qualida-de da causa productora , e o estado

do

enfermo, ten-dente por isso a modificar vezeg^

n6o

so o estado

(30)

-( 26 )

do

orgao aflVctado

, conio tanibem o da constituirao

geral

do

individiio. Elle afiirnia

que

o uso

do

tnuria-*

to de barite tanto interna,

como

externamente, appli*

eado he

mui

proprio para este fim.

Duas

observagOe*

que

refere , pareceni abonar esta assergao.

A

Memoria do

Sr. Luiz Francisco Ferreira sobre

o clima d’esta Capital

, as causas de suas molestias

mais freqiientes j e os meios de nielhorar sua

sa-lubridade , offerece pela simples enunciacao

do

seu

titulo a divisao

que

scgiiio o author nas materias

que

profusamentc

expendeo

nas tres partes da

mes-ina.

A

hum

elegante estilo , e vigor de expressao ,

ella

une

huma

judiciosa critica , e

nao

vulgar

eru-dicao.

Os

objectos d’ella sao tao vaslos, e as

re-fleccoes sobre elles tao multiplicadas ,

que

so

hum

exlracto

mui

diffuso poderia dar d’ella

huma

idea

sufficientemente esbocada.

Sua

leilura podera ser util

as pessoas de lodas as classes

, pois

alem

da

clare-za , e da exposicao de saos principios , ilhistrados

as vezes

com

a das nocoes mais elcmeiitares,

algu-mas

ideas , e observacoes

do

author a cerca das

cir-cumstancias locaes relalivas a esta Cidade, e sens

es-tabelecimentos , dao a este trabalho

hum

iuteresse

particular ,

que

o distingucni das compilacoes

me>-ramente

plagiarias.

A

historia

do

estabelecimonto , e progresses da

Vaccina n’esta Corte forma o objecto da ultima

Me-moria d’esta classe. Este trabalho do Sr. Hercules

Octaviauo Muzzi oflcrece

hum

iuteresse

quo

nos loca

mui

de perto por ser relalivo a localidade,

em

que

nos achamos. Elle

he

dividido

em

duas partes. INa

(31)

( ^7 )

eina

andou

sujeiia n’esta Corte, e os resiiUados

que

clla teve :

na

segimda apprescnta o resultado

do

suas observacoes practicas , e depois

hum

mappa

dos vaccLnados desde 1811 ate 1827, isto

he de

todo o

tempo

jem

que

elle foi, pelo

Governo

, encar-*

regado da Vacciiiar.ao. Este niappa da por total doa

accinados

67,880 individuos, dos quaes 24,723

nao

comparecerao mais depois

da

vaccinacao , e

43

,i

65

forao examinados , e julgados livrcs de risco.

He

niais

hum

precioso docimieiito digno de ser con-;*

sultado a todo

tempo

; e o Publico , e a Sciencia

o deveraO para o futuro a nossa instituieao.

Se nos trabalhos pertencentes aos individuos

do

nosso corpo

nao

apparece

hum

grande

numero

de

Memorias

, as observacoes sobre casos particulares

sao assaz numerosas.

Em

hum

paiz

aonde

a

obser-vacao , e a publicacao dos factos apenas

comega

a

florecer , he por elles

que

a Medicina Nacional deve

previamente enriquecer-se para se habilitar a

coor-denal-os, e unil-os

em

corpo, deduzindo d’esla uniao,

e relacao d’elles ajustadas ^ e uteis consequencias.

Asslm as

Memorias

que

sao o resultado de muitos

facios , e observacoes reduzidas a

hum

ponto de

doutritia^

devem

naturalmente nos primeiros annos

ser inferiores

em

numero

as

mesmas

observacoes

,

e

mesmo em

todo

tempo

nao as poderao igualar

porque

o todo he

numericamente

menor

do

que

suas partes j assim

como

as iguala colleclivaniente.

IN6s

temos

pois camiuliado na

ordem

da naturcza, € nada temos

quo

estraiihar a cste rcspeito.

A

Memoria do

Sr, llastos sobre a Vaccina he

hum

(32)

( 28 )

Sobre cstc

assumpto

, e

pode

servir de instriiccao,

para os

que empreliendem

a vaccinar.

A

do

Snr.

Sigaiid sobre os abscesses da Pleura appresenta

casos singulares

, e vistas de grandes recursos

, e

lison-geiras csperancas

no

tratamenlo de

huma

enfermi-dade

quasi ordinarianiente considerada

como

iiicu**

ravel , e confundida as vezes impropriameiite

com

a lizica , e oiUras affeccoes pulmonares.

A

Memoria

expllcativa,

que

eni forma de carta eii

dirigi a Commis?‘ao de doencas reinanteSj e

que,

por

esta o ter requerido foi lida a Sociedade , ao

mesmo

tempo

que

clucidoii certos pontos

do

Mappa

geral

das molestias

do

Hospital da Misericordia ,

apontou

alguns dados por

onde

se

pode

explicar o grande

nu-mero

dos inortos

, e sobre tudo a

morlanJadc

espan-tosa

que

apresenta nesse estabelecimento a reparti«}ao

das mulheres, e a classe dos eseravos eurados a custa

de sens Senhores.

O

Discurso

do

Sr. Sigaud

no

comeco

da siia

Presi-denciaj ao

mesmo

tempo que

nos tracou

hum

quadro

dos nossos trabalhos na antecedente

, avivou o nosso zelo pintando-nosas felizes circumstancias^ebons

aus-picios debaixo dos quaes surgira a nossa institutuicao,

assignalando as principaes descobertas , nas sciencias

medicas, contemporaneas ao nascimento da mcsina.

A

noticia sobre Laennec , e suas obras por IM.

Bo-land , traduzida pelo

mesmo

Sr. Sigaud , assim

como

eonfirmou

nossa estima ,

augmentou

nosso pezar , e

saudatlo pela perda do

hum

sabio ao qual a parte

ob-servaiiva da sciencia deve muitas vantagens, e

desco-berlas, sobre tudo

no

que

respeita a auscultacao nas

(33)

( «9 )

Oulra

traducfjao elegante feita pelo 5r. E.osa coni nolas d’elle , e

do

author , nos deo occasiao de

aprc-ciar

no

idioma nacional as sizudas refleccOes de

M.

Es-quirol sobre o prodigioso

numero

dos alicnados

cm

Franca, assim

comode

reconhecerainda inaisno

tradu-ctor a vivacidade de

hum

talento

armado

de

huma

dicgao

mui

expressivaj e animada.

As redecroes

do

Sr.

Jobim

sobre os principios

da

doutrina

Omoiopathica

de

Haneman

, nos

torna-rao ainda mais extranhos a

hum

systhcma

parado-xal ,

que

,posto ter

na

Alemariha, e na Italia alguns

enthusiastas , e sectarios, ja

tem

em

muitas paries

convencido contra si

nao

poucos de sens fautores ,

que

o quizerao por

em

practica , e

que

a par

do

sen

Author

estabelecerao

como

regra geral princi-pios excepcionacs , e

phenomenos

puramente

parti-culares , ainda

nao

bem

analizados.

O

Discurso

que

eu li

na

occasiao de se discutiir

o Plano de Organisacao das Eseolas Medicas, a

res-peito das Matriculas dos Estudantes , cxpendeo

prin-cipios philantropicos , e de justira ,

que

so a

ne-cessidade imperiosa das circumstancias podera deixar

de ouvir , e adraittir

em

toda a sua extencaoj para

que

a classe pobre, os Estudantes, e os iuteresses

da

Sciencia

nao fiquem

lesados.

No

ensaio sobre o Oleo de Joannesia o Sr. Mcirelles

ehamou

a nossa attencao , e a dos praticos sobre

hum

rcmcdio indigene ,

que

a pezar de Ja conhecido, era

mui

pouco

usado

como

remedio,

eo

qual

alem de

ser

hum

objecto consideravel da parte

do

iutcresse

nacional , olTerece muitas vantagcns sob o ponto de

vista therapeutico, pela suavidade de sens effeitqs

, e

(34)

(3o)

pcla

pequcna

quantidade

que

d'elle se extge para os

produzir. Omitlo iilteriores rcfleccoes sobre cste

tra-balho^ por terelle ja sido publicado

no

nosso Jornal,

e cstar ao alcance dc todos.

Eu

seria fastidioso , e

nimiamente

prolixo

quando

emprehendesse

a relatar as muitas observacoes

que

nos tern sido coinmunicadas pelos nossos Socios ,

ou

por

escripto ,

ou

verbalmente nas nossas reimioes;

Ellas hirao

pouco

a

pouco

sendo publicadas

no

nosso

“Jornal , e o

mundo

sabio podera julgar da sua real

importancia.

A

respeito de trabalhos apresentados por individuog

extranhos ao nosso Corpo, excepto

algumas

produc-roes ja impressas

que

nos

lem

sido ofl'ertadas por

va-rias pessoas , e

que

fazem parte da nossa bibliotheca

so duas

Memorias

Manuscriptas nos tern sido

apre-aentadas, e sao

ado

Dr. Brandinsobre a

non

contagiao

da

febre amarella , cuja offerta agradecemos

ao sen

author , e a dos Srs. Francisco

Gomes

da Silva , e

Joao Antonio de Medeiros sobre

huma

enfermidade

Paqueta

j

que

foi

tomada

ein consicleracao,

e da qual

ja tenho fallado :

nao podendo

cntrar nesta

ordem

a simples noticia sobre as Agoas da Yillada

Cam

panha

que

agradecemos ao Sr. Midoes.

Estas

Memorias nao

tendo sido apresentados

com

o

iito dc entrar

no Concurso

,

nem

debaixo das

forma-lidades

do costume

,

que

garantcm

a imparcialidade

dos jiiizos nessa occaslao, nao

podem

ser objecto dos

premios estabelecidos: assim enlre tantos

moth

os

que

temos

de salisfac^ao, e]|de jubiio experimentamos,

no

flm d’este nosso i.°

anno

acadeinico, o desabcr de nao

(35)

( 3> )

<<la Sciencia.

Duas medalhas

grandes, e

hnma

per^uena.

eslavao designadas para os authores

quc

illustrassein

09 meios de melhorar a saiide publica d’esta Capital,

ou

qualquer outro poiito

da

Sciencia. Ellas vao se

ajuntar ao preniio de dinheiro

que

esla destinado para ser

dado

ein

iSSaao

author

que

niais

bem

illustrar algunia das enfermidades

do

Bra-sil. lie de esperar

que

os nossos desejos, e a nossa

es-pectacao nao fiqiiem eludidos nessa ^'poca, pois o

de-cursodeniaior

tempo

facililaraa confeccaode bonstra^.

balhos.

De

toda a maneira

sempre

teremes a

satisfac-caodetermosfeito

da

nossa parte tudo quanto nos era

possivel para despertar a

emularao

, e darimpulse ao

espiritoale escrever. Foi

no

momento

em

que

a nossa

instituicao apareceo a face

do

publico

,

que

estes

es-forcos se pronunciarao. Elies assignalarao essa epoca^

« farao para

sempre

a nossa gloria.

Trabalhos Administrativos.

Se os trabalhos scientificos sao o principal fito , e

o mais apreciavel fructo

da

nossa instituicao , os

ad-ministrativos

nao

deixao de ter sua importancia , c

de

chamar

o nosso cuidado. Elies fazem parte vital

dos meios de nossa existencia , e seu

bom

estado , e

progress©

garantem

a estabilidade

do

nosso Corpo.

Elies

tambem

dao

liunia id^a mais

ampla

dos esfor^os

que

seus

Membros

tern feito para o alcance

do

fim

principal:

vou

pois d’elles dar

huma

succinta noticia.

De

laes trabalhos

imns

dizem respeito aboa

marcha

dos mais , ao desenvolvimento

do

espirito de nossos

Estatutos ,

ou

a sua effectividade : oulroj sao relali«

(36)

( 3a )

Quanto

aos primeiros, os nossos Estatiitos , corn©

lei fundamental

do

iiosso

Corpo

,

comprehendiao

em

si as disposiroes mais cssenciaes a sua

existen-cia , e ao

modo

de a conservar , e ter

em

accao ;

e

alem

d’isto o espirito primordial de outras

pu-ramente

accessorias

, e regulamenlares , cuja factura

tinhao previsto , e facullado a Sociedade

,

mas

que

ellos

nao

tinhao dcterminado. Elies portanto nao

teriao sklo siifficienles para nos reger , e

quando

so a elles nos tivessemos cingido ^ muitos

embara-cos nos leriao pertiirbado, e feilo parar na nossa

marclia.

A

confeccao de

hum

regulamento geral

tornava-se pois necessaria ;

mas

a difhculdade de

es-tabelecer providencias

que

abrangessem todos os

casos , e

que

por seu

modo

obrigatorio nao

vicias-sem

nossos trabalhos ,

em

circunstancias

que

a

ex-periencia aiuda

nao

nos linha feilo conhecer,

indu-zio-nos a renunciar a esse expediente , differindo-o

para

quando

eslivermos instruidos pela occurrencia

de muitos casos , e recorrendo a outro

, qiic sendo

provisorio

nao

nos prendessc de

huma

maneira

abso-luta, e definitiva ^ e ao

mesmo

tempo

nos fizesse

sahir do labyrinto de quaesquer embaracos

,

que

se nos appresenlassein. Assim revestimos o nosso

Piesidente

da

authoridade de regular nossos traba-lhos

em

tudo o

que

nao he expressamente

deter-minado

pelos Estatutos. Esta amplitude de autho-ridade concedida ao nosso Chefe elective, e Irimestrial

nao

nos podia prender de

hum

modo

fixo

, e

ir-revogavel , c nos facilitava as occasides de apreciar

methodos

dilferenles, e de

conhecermos

pela

expe-ricucia a sua real preferibilidade

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