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Hemograma: Novos parâmetros e recomendações para a hematoscopia

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Academic year: 2021

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Hemograma:

Novos parâmetros e

recomendações para a

hematoscopia

Marcos Fleury [email protected] Vantagens

• Coeficiente de variação entre 1 e 2%. • Custo Por Exame.

• Tempo. • Maior acurácia. • Maior reprodutibilidade.

Sistemas automatizados.

φF le u ry

(2)

Manual Automatizado Hemácias ± 11% ± 1,0% Leucócitos ± 16% ± 1,5% Plaquetas ± 22% ± 2,0% Reticulócitos ± 34% ± 5,0% Hemoglobina 1 a 2% < 1,0% VGM 9,5% < 1,0% HGM 10,0% 0,6 a 1,2% CHGM ---- 1,0 a 1,5%

Sistemas automatizados.

φF le u Espectrofotometria Hemoglobina Ótica Leucócitos & diferencial Plaquetas Hemácias Impedância Hemácias & VGM Plaquetas & VPM Leucócitos Fluorescência Viabilidade de leucócitos Eritroblastos Reticulócitos

Sistemas automatizados.

φF le u ry Hemácias Hemoglobina VGM Hematócrito HGM GHGM Leucócitos Plaquetas Diferencial IRF (H, M, L) Reticulócitos / NRBC PDW RDW

Sistemas automatizados.

φF le u ry

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Variações no número de hemácias

Microcitose ↓ RBC Histograma de hemácias. esquizócitos

Policitemia ↓ RBC Contagem coincidente

Aglutininas frias ↓ RBC Falsa macrocitose.

Leucocitose ↑ RBC Contagem coincidente.

Sistemas automatizados.

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Variações no número de leucócitos e plaquetas.

Leucemias ↓ WBC Fragilidade dos leucócitos Infecções virais

Aglutininas ↑ WBC

Plaquetárias Agregados plaquetários. ↓ PLAQ

Quimioterapia ↑ PLAQ Fragmentos celulares.

Sistemas automatizados.

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Parâmetro Linearidade Limites Aceitáveis WBC (I) 0 a 99,9 K/ml ± 3,0% (O) 0 a 250 K/ml ± 4,0% RBC 0 a 8 M/ ml ± 2,5% Hemoglobina 0 a 24 g/dl ± 2,0% VGM 50 a 200 fl. ± 3,0% Plaquetas 0 a 2000 K/ml ± 7,0%

Sistemas automatizados.

φF le u ry

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Série vermelha

• Hemácias (Hm) • Hemoglobina (Hb) • Hematócrito (Ht) • Volume Globular Médio (VGM) • Hemoglobina Globular Média (HGM)

• Concentração de Hemoglobina Globular Média (CHGM)

• Red Cell Distribution Width (RDW) RDW-CV / RDW-SD • Reticulócitos (Ret) % / #

• Fração de Reticulócitos Imaturos (IRF)

• Hemoglobina Globular Média dos Reticulócitos (HGM-Ret) • Fração de Hemácias Hipocrômicas (Hipo%)

Parâmetros automatizados.

φF le u

Parâmetros automatizados

Parâmetro VGM (fL) HGM (pg) CHGM (%) RDW (%) Aplicações Classificação Morfológica

Determinação da hipocromia - (A. Ferropriva) Detecção de esferócitos – Anemias hemolíticas Anormalidade morfológica – úƟl quando (↑)

Int J Lab Hematol. 2016 May; 38 Suppl 1:123-32

• Volume Globular Médio VGM (fL) = x 10

• Hemoglobina Globular Média: HGM (pg) = x 10

• Concentração de Hemoglobina Globular Média: CHGM (g/dL) = x 100 Ht (%) RBC (x 106µL) Hb (g/dL) RBC (x 106 µL) Hb (g/dL) Ht (%)

Índices hematimétricos.

φF le u ry

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π r2x h 3,14 x 3,752x 2 = 88,3 fL Aumento de 10% no diâmetro π r2x h 3,14 x 4,1252x 2 = 117,6 fL Failace R, 2009

• O VGM determinado pelo equipamento é muito mais preciso que o avaliado visualmente.

Índices hematimétricos.

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RDW – Indica a homogeneidade da população eritrocitária.

RDW-CV – SD na posição 60,65%. Valor de referência -12 a 15% RDW-SD – SD na posição 20 %. Valor de referência - 37 fl

Índices hematimétricos.

φF le u ry VGM Baixo VGM Normal VGM Alto

Histograma de hemácias.

0 10 20 30 40 50 60 70 80 φ F le u ry

(6)

Abertura O eritrócito deve atingir o máximo de deformação. Disco bicôncavo

Índices hematimétricos.

É muito importante a maneira como a hemácia atravessa a abertura de contagem.

A velocidade do fluxo faz com que as hemácias normais se deformem ao atingirem a abertura de contagem.

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A capacidade de deformação das hemácias influencia na forma que o analisador mede o tamanho da célula.

Quanto maior a concentração de hemoglobina menor a deformação sofrida.

Célula normal – Volume =1x

Esferócitos – Volume =1,5 x

Se atravessa em ângulo reto - Volume = 2x

Índices hematimétricos.

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Hemácias normocrômicas se deformam adequadamente ⇒ Ht exato ⇒ CHGM exato.

CHGM= Hb (g/dL) Ht (%)

Esferócitos (hipercrômicos) não se deformam ⇒ Ht superestimado ⇒ CHGM subestimado.

Hemácias hipocrômicas se deformam em demasia ⇒ VGM subestimado ⇒ Ht subestimado ⇒ CHGM superestimado.

VGM= Ht (%) Hm (x106/ml)

Índices hematimétricos.

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(7)

Os diluentes mais modernos não interferem na membrana eritrocitária e permitem uma pressão hidrodinâmica adequada durante o tempo de contagem.

Hemácias hipocrômicas ou esferócitos se deformam adequadamente ⇒ Ht exato ⇒ CHGM exato.

Índices hematimétricos.

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Esferotização – Cell-Dyn Ruby /3200 MCV Field Guideline v 1.0

Esferotização • Processo isovolumétrico • Elimina os erros de deformação e de orientação

Índices hematimétricos.

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Histograma de plaquetas.

A construção é similar ao histograma de hemácias (RBC).

O discriminador móvel é usado para excluir:

Hemácias microcíticas. Fragmentos eritrocitários. Ruído elétrico φ F le u ry

O software busca pelo ponto mais baixo entre as curvas para posicionar o discriminador

Hm

Plaquetas Plaquetas Hm

Tamanho celular Tamanho celular

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Histograma de plaquetas.

φF le u Hm Plaquetas Tamanho celular

Polimetina fluorescente – ligação ao DNA e RNA de organelas citoplasmáticas • Contagem de reticulócitos

• Plaquetas com RNA • Eritroblastos

Análise do DNA/RNA

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Plaquetas imaturas – plaquetas reticuladas % de plaquetas imaturas

Determina a quantidade de plaquetas recentemente lançadas na circulação.

Indica a trombocitopoiese. Plaq ↓ + IPF ↓= ↓ Produção Plaq ↓ + IPF ↑ = ↑ Destruição

Plaquetas óticas / IPF.

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Contagem e avaliação de reticulócitos.

Fração de reticulócitos Imaturos IRF % 1,6 – 10,5

Reticulócitos de baixa fluorescência LFR % 89,9 – 98,4

Reticulócitos de média fluorescência MFR % 1,6 – 9,5

Reticulócitos de alta fluorescência HFR % 0 – 1,7

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Reticulócitos baixos + Baixo IRF Sem produção Transfusão

Reticulócitos baixos + Alto IRF Produção Sem Transfusão

A determinação da HGM-Ret possibilita a identificação da DF em estágios iniciais quando outros métodos ainda não são informativos

HGM dos Reticulócitos & IRF.

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HGM-Ret

Aplicações clínicas

• Quantidade real de Fe disponível para a síntese de hemoglobina • Detecção precoce da deficiência de ferro quando outros marcadores

bioquímicos podem sofrer interferências de infecções , inflamações ou gravidez

• Monitora o tratamento com eritropoietina. φ F le u ry

(10)

Parâmetros Automatizados

Parâmetro % Hipo % Hiper % Micro IRF HGM-Ret (pg) VGM-Ret (fL) Aplicações

Avalia a disponibilidade de Fe funcional - Status do Fe / 3 meses Diagnóstico de esferocitose – hereditária / imunológica Diagnóstico diferencial das A. Microcíticas e Hipocrômicas Classificação das Anemias e monitoração do tratamento

Diagnóstico da eritropoiese Fe-deficiente – monitoração das A. carenciais. (VR: 28 -35pg)

Diagnóstico da eritropoiese Fe-deficiente – monitoração das A. carenciais.

Int J Lab Hematol. 2016 May; 38 Suppl 1:123-32

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Contagem de eritroblastos Correção da leucometria Menor número de revisões manuais

Reticulócitos Monitoração de TMO, quimioterapia e anemias. Percentual de células hipocrômicas Deficiência de ferro

Disponibilidade de ferro para eritropoese. (s TfR) Análise ótica da hemoglobina Reduz a inclusão de micrócitos

na contagem plaquetária. Poiquilocitose Alarmes para esquizócitos, e

microcitose intensa (URI)

Sistemas automatizados

Intl Jnl Lab Hem.2009; 31: 277-297

φ F le u ry

Contagem diferencial.

• Elimina a interferência de hemácias por meio da hemólise.

• As células são tratadas para que o citoplasma se retraia ao redor do núcleo.

Leucócito Tratamento Célula p/contar

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• Os discriminadores são posicionados entre os picos e os vales separando as células por tamanho.

LD T1 T2 UD Células mistas Células grandes Células pequenas

Contagem diferencial.

φF le u Linfócitos Monócitos Neutrófilos Tamanho celular • Impedância elétrica

Granulócitos - grandes células Linfócitos - pequenas células

Monócitos, eosinófilos e basófilos – células de médio tamanho. • Funciona bem apontando as amostras que necessitam de revisão manual. • Na ausência de alarmes (flags) a contagem é liberada e os percentuais de

eosinófilos e basófilos considerados normais.

Diferencial em três partes

Lab Hematol.2001; 7: 89-100 φ F le u ry

Regras para a revisão de lâminas hematológicas (ISLH, 2001) VR Regra Leucometria (x 109/l) 4,0 – 10,0 < 3,5 ou > 12,0 Hemoglobina (g/dl) 12,0 – 18,0 < 10,0 ou > 18,0 VGM (fl) 80 – 100 < 80 ou > 102 CHGM (g/l) 31 -36 < 31 ou > 36 Plaquetas (x 109/l) 140 – 440 < 100 ou > 500 Linfócitos (%) 16 – 48 < 16 ou > 48 População mista (%) 1 – 10 < 1 ou > 15 Granulócitos (%) 35 – 75 < 45 ou > 78 Falsos negativos – 1,1 a 3,8%

Redução do número de lâminas contadas – 30 a 45%

Contagem diferencial.

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• Separa os leucócitos em 5 grupos: linfócitos, neutrófilos, monócitos, eosinófilos e basófilos.

• Mais eficiência na separação das amostras que necessitam de revisão manual.

• Redução da quantidade de flags em relação aos sistemas de 3 partes. • Inclusão de granulócitos imaturos, eritroblastos, linfócitos variantes e,

em alguns equipamentos, células blásticas.

Contagem diferencial.

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• VCS – volume, condutividade e dispersão da luz. (8.000 cel / amostra) • Medida da impedância – volume celular

• Condutividade (radiofrequência) – estrutura interna , relação N/C, densidade nuclear e granularidade.

• Dispersão da luz – estrutura celular, forma e reflexibilidade.

Diferencial em 5 partes.

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Blastos,

Pró mielócitos MetamielócitosMielócitos Neutrófilos imaturos E o si n ó fi lo s Im a tu ro s Linfócitos Reativos Restos celulares, NRBC Absorbância V o lu me

Diferencial em 5 partes.

φF le u ry

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Ângulos de medição

0° indica o tamanho celular. 10° estrutura e complexidade celular. 90° polarizada lobularidade celular.

90° despolarizada diferencia eosinófilos baseado na capacidade dos grânulos em despolarizar a luz .

Contagem diferencial.

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Classificação e diferenciação.

Célula Tamanho Complexidade Lobularidade Granularidade Classificação 0o 10o 90o 90o despolarizada 1ª 2ª 3ª 4ª 1 165 162 116 32 Poli Neut - -2 60 64 15 6 Mono - - Linfo 3 140 79 21 99 Mono - - Mono 4 148 182 104 118 Poli Eos - -5 90 110 28 8 Mono - Baso -φ F le u ry

Contagem diferencial.

Anticorpos monoclonais Imunofenotipagem de células malignas Conteúdo de DNA

Contagem de plaquetas (CD61) Populações linfocitárias CD4 CD8

Fluorescência Maturidade de reticulócitos (IRF) Plaquetas reticuladas (IPF)

Laser Hemácias fragmentadas Contagem de plaquetas (RBC/PLT) φ F le u ry

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Regras para a revisão de lâminas hematológicas Diferencial em 5 partes ou estendida.

Consenso Internacional em Hematologia. (2009) - 41 regras

1. Linearidade do equipamento 2. Valores de referência segundo a idade 3. Tempo de coleta

4. Status da amostra (1ª vez / internado) 5. Indicação clínica

Falsos negativos – 2,9%

Redução do número de lâminas contadas – 30%

Contagem diferencial.

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Validação do critério de exclusão

1. Durante 30 dias (1000 amostras) examinar todas as lâminas comparando-as com os resultados automatizados.

2. Dividir os resultados em 4 grupos:

Positivo - flag (+) e hematoscopia positiva Falso positivo - flag (+) e hematoscopia negativa Negativo - flag (-) e hematoscopia negativa Falso negativo - flag (-) e hematoscopia positiva

3. Estabelecer os percentuais de cada grupo em relação ao total de amostras examinadas.

Contagem diferencial.

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Análise dos falsos negativos

Granulócitos imaturos 52% Blastos 1,3% Linfócitos atípicos 3,1% Eritroblastos 6,6% Morfologia eritrocitária 18,5% Morfologia plaquetária 14,5% Morfologia leucocitária 4,0%

Contagem diferencial.

φF le u ry

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Alarme Leucometria Células imaturas Hemácias Número de plaquetas Pedido médico Morfologia de plaquetas Falha do equipamento Concentração de hemoglobina Outras Hematoscopia positiva % de revisões 36,7 25,5 13,0 5,9 3,7 3,5 2,5 1,9 7,3 35,7

Arch Pathol Lab Med. 2006; 130: 596-601

Contagem diferencial.

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Lab Hematol.2001; 7: 89-100

Diferencial automatizada x Revisão manual

Tipo celular Basófilos Eosinófilos Monócitos Linfócitos Neutrófilos Número 1 4 9 45 60 100 0 - 5,4 1,1 – 9,9 4,2 – 16,4 35 – 55,3 49,7 – 69,7 500 0,3 - 2,3 2,5 – 6,1 6,6 – 11,9 40,6 – 49,5 55,6 – 64,3 1000 0,5 – 1,8 2,9 – 5,4 7,3 – 10,9 41,9 – 48,1 56,9 – 63,1 10000 0,8 – 1,3 3,6 – 4,5 8,4 – 9,6 44,0 – 46,0 59,0 – 61,0

Contagem diferencial.

φF le u ry • Citometria de fluxo

Células grandes imaturas (blastos e granulócitos imaturos) Linfócitos atípicos (incluindo blastos pequenos).

Diferencial em 7 partes

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Granulócitos imaturos

Diferencial em 7 partes

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Granulócitos imaturos / diferenciação mielóide

• Os leucócitos maduros lisados –

cluster azul

• O efeito do agente lisante é

diferente nas células mielóides imaturas que não são completamente lisadas.

Diferencial em 7 partes

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• Mais sensíveis / específicos para diagnóstico de infecção que a leucometria.

• A contagem de IG pode identificar infecção aguda ou resposta inflamatória em estágio inicial.

• Valores de IG > 3% em conjunto com outros testes podem compor um algoritmo para indicar infecção.

• IGs > 3% indicam hemoculturas positivas com 92% de especificidade.

Granulócitos imaturos (IG)

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Amostra normal

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Recomendações do ICSH para a Padronização da

Nomenclatura e da Graduação das Alterações

Morfológicas no Sangue Periférico.

Int J Lab Hematol. 2015 Jun;37(3):287-303.

Marcos Fleury [email protected] φ F le u ry

Recomendações do ICSH

• O objetivo do Grupo de Trabalho foi o de proporcionar um conjunto de recomendações para o relato e quantificação de alterações em hemácias, leucócitos e plaquetas.

• É responsabilidade do Laboratório relatar as características morfológicas que contribuam para o diagnóstico diferencial.

• As alterações morfológicas devem ser informadas quando presentes em quantidade moderada ou intensa. (Exceção – esquistócitos).

• Os valores do VGM devem ser considerados para a determinação das alterações de tamanho (Micro, macro e normocitose).

• Os valores da HGM devem ser utilizados para a avaliação da hipocromia ou da presença de células hipercrômicas

• Os laboratórios devem realizar um exame mais detalhado dos casos duvidosos.

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Recomendações do ICSH

As anormalidades morfológicas podem ser expressas de várias formas:

• Descrição simples Presença ou ausência • Determinação semi-quantitativa Discreta (+) Moderada (++) Intensa (+++) • Determinação quantitativa Normal (< 5%) Discreta (5 – 25%) Moderada (25 – 50%) Intensa (>50%) φ F le u Quantificação Nomenclatura Discreta (+) (%) Moderada (++) (%) Intensa (+++) (%) HEMÁCIAS Anisocitose NA 11 – 20 >20 Macrócitos NA 11 - 20 >20 Micrócitos NA 11 - 20 >20 Células hipocrômicas NA 11 - 20 >20 Policromasia NA 5 - 20 >20 Acantócitos NA 5 - 20 >20 Eliptócitos NA 5 - 20 >20 Ovalócitos NA 5 - 20 >20 Esquistócitos < 1 1 - 2 >2 Hemácias em foice NA 1 - 2 >2 Esferócitos NA 5 - 20 >20 Estomatócitos NA 5 - 20 >20 Hemácias em alvo NA 5 - 20 >20 Hemácias em lágrima NA 5 - 20 >20

Recomendações do ICSH

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Anormalidades no tamanho das hemácias

ANISOCITOSE – é definida como um aumento na variabilidade do tamanho das hemácias. Não é específica e pode ser refletida no aumento do RDW nos contadores automatizados.

A recomendação é a de utilizar o valor RDW para estabelecer o grau de variação de tamanho das hemácias.

A anisocitose pode ser quantificada mesmo quando o RDW não está disponível.

Recomendações do ICSH – SV

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Anormalidades no tamanho das hemácias

DIMORFISMO – presença de duas populações distintas de hemácias podendo ser claramente vista na análise do histograma de hemácias com correspondente aumento do RDW. O termo é comumente utilizado quando existe uma população microcítica e hipocrômica e outra normocrômicas e normocítica. Entretanto, o termo pode também ser usado para descrever a coexistência de populações macrocítica e normocítica.

Recomendações do ICSH – SV

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Anormalidades no tamanho das hemácias

MACRÓCITOS – hemácias maiores com diâmetro superior a 8,5 µm (VGM > 100 fL). HGM N ou ↑; Prematuros e recém-nascidos; Reticulocitose pode causar macrocitose.

MICRÓCITOS – hemácias menores com diâmetro inferior a 7,0 µm (VGM < 80 fL). Podem estar associados à hipocromia. Interpretar o VGM de acordo com a idade.

Um RDW aumentado ou um histograma de hemácias que sugira a presença de micrócitos ou de macrócitos, mesmo quando o VGM estiver normal, deve indicar a avaliação da lâmina.

A recomendação é que o valor do VGM seja utilizado para balizar a variabilidade de tamanho (grau de anisocitose) preferivelmente à avaliação visual.

Recomendações do ICSH – SV

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Anormalidades na cor das hemácias

HIPOCROMIA – é a diminuição da coloração da hemácia com aumento do halo claro central superior a 1/3 do diâmetro celular. O HGM e o CHGM estarão diminuídos nos casos de hipocromia grave.

As condições clínicas que causam a hipocromia estão sempre associadas à microcitose. A recomendação é que o valor do HGM seja utilizado para balizar a intensidade da hipocromia preferivelmente à avaliação visual.

POLICROMASIA – se refere a aparência mais azulada das hemácias causada pela presença de restos de RNA ribossomal. São maiores que as hemácias normais.

A recomendação é quantificar a policromasia e proceder à contagem de reticulócitos.

Recomendações do ICSH – SV

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Inclusões eritrocitárias

ERITROBLASTOS - São precursores eritrocitários descritos normalmente apenas como eritroblastos quando encontrados no sangue periférico.

A recomendação é a de reportar o valor absoluto de eritroblastos em 100 leucócitos contados na diferencial ou incluir sua quantidade na contagem diferencial após corrigir a leucometria.

J. Burthem, M. Brereton

Recomendações do ICSH – SV

Se mais de 10 / 100 leucócitos. leucócitos x 100 = Leucometria corrigida eritroblastos + 100 φ F le u Equipamentos automatizados

• Os equipamentos automatizados não são capazes de enumerar ou classificar populações de células anormais ou de reconhecer anormalidades morfológicas.

• Essas amostras necessitam de um exame microscópico realizado em lâmina bem confeccionada e bem corada, condição imprescindível para a correta identificação celular. • A diferenciação celular é um processo que envolve a identificação de características

relativas ao tamanho e forma do núcleo, padrão de cromatina e tamanho e aspecto do citoplasma.

• A contagem diferencial de leucócitos pode ser realizada por métodos automatizados ou manuais.

Recomendações do ICSH – SB

φF le u ry Equipamentos automatizados

• A contagem automatizada analisa alguns milhares de células em contraste com a contagem manual que identifica de 100 a 200 células.

• Por este motivo, na ausência de células anormais, a contagem automatizada é mais precisa. Valores muito baixos ou muito elevados de leucócitos tornam a contagem manual menos acurada e menos reprodutível.

É recomendado que a contagem automatizada seja considerada sem revisão manual somente nos casos em que não existam alterações quantitativas nem a presença de alarmes (flags).

A contagem automatizada também pode ser liberada depois da revisão da lâmina e da confirmação dos alarmes.

Recomendações do ICSH – SB

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Anormalidades citoplasmáticas

HIPERGRANULAÇÃO DOS NEUTRÓFILOS, GRANULAÇÕES TÓXICAS.

São grânulos grosseiros de coloração roxa que ocorrem como resposta a infecções e inflamações.

A recomendação é de citar e quantificar a presença da hipergranulação sempre que vista.

J. Burthem, M. Brereton

Recomendações do ICSH – SB

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Anormalidades citoplasmáticas VACUOLIZAÇÃO NOS NEUTRÓFILOS

A vacuolização em neutrófilos durante uma infecção é causada pela fusão entre o grânulo e o vacúolo fagocítico e a liberação do conteúdo lisossomal a fim de destruir a bactéria. Podem parecer como buracos de agulha – vacúolos pequenos e discretos ou podem ser maiores. Outras causas de vacuolização pode ser a toxicidade alcoólica ou a exposição prolongada ao EDTA (artefato de conservação).

A recomendação é a de relatar a presença de vacúolos sempre que presentes.

Recomendações do ICSH – SB

LACFAR - UFRJ φ F le u ry

GRANDES LINFÓCITOS GRANULARES (GLG)

São semelhantes aos linfócitos grandes, mas o citoplasma exibe alguns grânulos bem visíveis de coloração vermelho-arroxeada.

Podem representar de 10 a 20% dos linfócitos em indivíduos normais.

Recomendações do ICSH – SB

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Embora os GLG devam ser contados como linfócitos, quantidades aumentadas deste tipo celular devem ser descritas no laudo e a investigação por imunofenotipagem recomendada.

Nota: Os linfócitos predominam nas amostras de crianças até os 4 anos. Estas células são mais pleomórficas que as encontradas em amostras de adultos normais.

J. Burthem, M. Brereton

Recomendações do ICSH – SB

GRANDES LINFÓCITOS GRANULARES (GLG)

Os GLG não devem ser contados separadamente dos linfócitos.

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MONONUCLEOSE INFECCIOSA

As anormalidades incluem o aumento do tamanho da célula, imaturidade do núcleo com a presença de nucléolo e cromatina sem condensação, contorno nuclear irregular ou lobulação, basofilia ou vacuolização do citoplasma e contorno irregular da célula. O citoplasma pode ser abundante com uma variação de cores desde o azul pálido até o azul intenso principalmente nos pontos de contato com as células adjacentes.

A recomendação é de comentar a presença de linfócitos reativos podendo ser contados como uma população distinta na diferencial.

J. Burthem, M. Brereton

Recomendações do ICSH – SB

φF le u ry CÉLULAS PLASMÁTICAS

A célula plasmática é maior que o pequeno linfócito, apresenta citoplasma profundamente azul, núcleo excêntrico, redondo ou oval com cromatina condensada e a zona de Golgi ou halo perinuclear adjacente ao núcleo.

A recomendação é de contar as células plasmáticas como uma população distinta na diferencial. J. Burthem, M. Brereton

Recomendações do ICSH – SB

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As plaquetas gigantes podem ser maiores que as hemácias (10 – 20 mm) e podem ser identificadas pelos alarmes dos equipamentos automatizados. Em indivíduos normais, de modo geral, menos de 5% das plaquetas são maiores que o normal. O tamanho das plaquetas aumenta gradualmente de acordo com o tempo de armazenamento em EDTA.

Recomendações do ICSH – Plaquetas

J. Burthem, M. Brereton

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Recomendações do ICSH – Plaquetas

A recomendação é que as plaquetas gigantes sejam relatadas.

Um comentário sobre o número de plaquetas e a presença de plaquetas grandes ou gigantes pode ser feito.

J. Burthem, M. Brereton φ F le u ry

Obrigado

Marcos Fleury

[email protected]

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Referências

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