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SE-HUB. Guia Jovem Empreendedor Social Orientações e Checklists. Empoderando Agentes de. Social Jovem e Inovação Social.

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Academic year: 2021

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Guia “Jovem Empreendedor Social –

Orientações e Checklists”

SE-HUB

Empoderando Agentes de Mudança: Empreendedorismo Social Jovem e Inovação Social no Setor Cidadão

Decisão de subvenção No: 2018-3974/001-001

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Conteúdo

Sumário………

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Introdução………...

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Capítulo 1.

História, Definição e Formas Alternativas de

Empreendedorismo Social...

7

Capítulo 2.

Impacto Social e Mudança Social ………

24

Capítulo 3

.

Gestão de Organizações Empresariais Sociais (OES) -

Missão, Estrutura, Gestão e Planejamento...

39

Capítulo 4.

Escalando uma Organização Empresarial Social...

52

Capítulo 5.

Governança e Gestão de Recursos Humanos em

Organizações Empresariais Sociais...

64

Capítulo 6.

Marketing para Empreendedorismo Social...

76

Capítulo 7.

Sustentabilidade Financeira em Organizações

Empresariais Sociais...

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Capítulo 8. Liderança em Empreendedorismo Social………..

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Sumário

Capítulo 1

História, Definição e Formas Alternativas de Empreendedorismo Social Palavras-chave: economia social, empreendedorismo social, empresas sociais.

O Capítulo oferece uma breve visão geral da economia social e do empreendedorismo social, incluindo a definição básica e a evolução do conceito. Os principais desafios e questões sociais em todo o mundo são revistos como uma justificativa para a emergência e o desenvolvimento do empreendedorismo social. Várias formas legais de empresas sociais são listadas e discutidas.

Capítulo 2

Impacto Social e Mudança Social

Palavras-chave: globalização, desafio social, solução, inovação social, impacto social, mudança social, medindo o impacto e teoria da mudança.

O Capítulo aborda e explica desafios sociais, soluções, impactos e mudanças no contexto da globalização. Tópicos como definir e medir o impacto social serão destacados.

Capítulo 3

Missão, Estrutura, Gestão e Planejamento em Organizações Empresariais Sociais

Palavras-chave: empreendedorismo, planejamento, gestão, organização.

O Capítulo discute empreendimentos sociais sob a perspectiva de organizações empresariais com um objetivo social. Sua missão, estrutura e tipos de propriedade são revistos. Um foco especial é colocado em gestão e planejamento.

Capítulo 4

Escalando uma Organização Empresarial Social

Palavras-chave: crescimento interno e externo, franchising, know-how, diversificação, ameaças à expansão.

O capítulo descreve as oportunidades de crescimento das empresas sociais. São analisadas estratégias de escala de crescimento interno e externo. Casos específicos como franchising, diversificação e disseminação de melhores práticas e know-how são revistos.

Capítulo 5

Governança e Gestão de Recursos Humanos em Organizações Empresariais Sociais

Palavras-chave: GRH (gestão de recursos humanos), gestão de diversidade na construção de equipes, multiculturalismo, recrutamento, seleção, retenção, motivação, avaliação de pessoal.

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O Capítulo ressalta a importância do papel dos recursos humanos e a sua gestão para a empresa social (ES). São explicadas as vantagens do planejamento estratégico, da diversidade e do multiculturalismo. São também explicadas algumas funções do Departamento de Recursos Humanos (RH), como - necessidade, seleção, organização de tarefas, retenção, motivação e avaliação de pessoal.

Capítulo 6

Marketing para Empreendedorismo Social

Palavras-chave: marketing mix, produto, preço, praça, promoção, media social.

O marketing desempenha um papel fundamental para o sucesso do empreendedorismo social. O Capítulo explica os quatro elementos do Marketing mix: produto, preço, praça e promoção, e lista alguns dos recursos de media social geralmente mais utilizados.

Capítulo 7

Sustentabilidade Financeira em Organizações Empresariais Sociais

Palavras-chave: viabilidade financeira, sustentabilidade financeira, fontes e tipos de financiamento, subsídios, doações, prêmios, títulos, crowdfunding, riscos empresariais.

Este Capítulo aborda as questões e desafios relacionados com sustentabilidade financeira a viabilidade da empresa social. São descritas fontes de financiamento adicional tais como: governamental, investidores individuais, SIR, subsídios, prêmios e crowdfunding. São também explicados os possíveis riscos empresariais.

Capítulo 8

Liderança em Empreendedorismo Social

Palavras-chave: líder, liderança, líder carismático, líder servidor, motivação e desenvolvimento de talentos.

O líder é uma pessoa com carisma que tem a capacidade de influenciar extratos sociais e provocar mudanças sociais. Este Capítulo discute temas relacionados com liderança nas organizações de empreendedorismo social. São definidas várias formas de liderança. São ressaltadas e explicadas características, funções e papéis do líder, assim como a sua influência sobre a motivação e desenvolvimento de talentos dos empregados e outros stakeholders.

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Introdução

O Guia “Jovem Empreendedor Social – Orientações e Checklists” constitui parte do SE-HUB Project - “Empoderando Agentes de Mudança: Empreendedorismo Social Jovem e Inovação Social no Setor Cidadão” (decisão de subvenção No: 2018-3974/ 001-001), cofinanciado pelo Programa Erasmus+ da União Europeia. O coordenador do SE-HUB é o Instituto Internacional de Gestão, na Bulgária. Os parceiros são organizações Europeias – Social Youth Development Civil Nonprofit Society (Sociedade Civil Sem Fins Lucrativos para o Desenvolvimento Social da Juventude), K.A.N.E. (Grécia), a África – National Youth Council (Conselho Nacional da Juventude), NYC (Namíbia) e World and Sound Live Literature Company (Empresa Literatura ao Vivo Sonora Mundial), WSLL (África do Sul), a América Latina – Associação Paranaense de Cultura – Pontifícia Universidade Católica do Paraná, APC PUCPR (Brasil), e a Universidade de Colima, UDEC (México).

O Guia visa fortalecer a capacidade de criatividade, desenvolvimento e implementação de iniciativas de empreendedorismo social. A principal tarefa é ajudar os jovens a iniciar e desenvolver negócios com uma missão social. A estrutura do guia é projetada para fornecer simultaneamente um embasamento teórico e conhecimento prático. Ele descreve o papel dos indivíduos no processo de criação de soluções para problemas e desafios socialmente importantes. O foco está na criatividade, autoanálise e autoestudo.

Os tópicos individuais são estruturados de forma a cobrir uma ampla gama de questões no campo do empreendedorismo social. Os tópicos encontram-se divididos em várias partes integradas, que apresentam várias perspectivas sobre o tema em questão. Atividades de treinamento, como discussões, realização de pesquisa própria e estudo de casos da vida real são incluídas e apresentadas por meio de conteúdo visual para levar o leitor a agir e estudar o problema.

O Guia é baseado em uma quantidade considerável de publicações de autores conhecidos, pesquisadores inovadores e profissionais no campo do empreendedorismo social. Cada capítulo contém gráficos, ajudas visuais e links para apoiar e enriquecer o texto principal. Vários recursos e materiais de autoestudo são sugeridos como ferramentas adicionais para o autoestudo. No final de cada seção, são incluídos testes baseados em perguntas de múltipla escolha para autoavaliação do entendimento dos leitores sobre o respectivo tópico.

Este Guia é direcionado a jovens empreendedores em amplo espectro de negócios e empreendimentos sociais. O objetivo é fornecer uma base para o entendimento dos processos no empreendedorismo social e providenciar assistência a qualquer iniciativa nesse sentido. No entanto, incentivamos todos os leitores a pesquisar mais dentro da variedade de tópicos e buscar literatura adicional, estudos de caso e materiais de treinamento. Acreditamos que o mundo atual precisa de agentes de mudança com visão, paixão e forte compromisso para enfrentar os desafios sociais existentes e criar um impacto positivo. Esperamos que este livro vos ajude no esforço.

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O material foi desenvolvido pelo International Management Institute, Bulgaria. Copyright © 2019 SE-HUB PROJECT

Todos os direitos reservados. É autorizada a reprodução e distribuição da publicação completa ou de partes da mesma, exceto para fins comerciais, desde que

a parceria do Projeto seja citada como a fonte.

„Empoderando Agentes de Mudança: Empreendedorismo Social Jovem e Inovação Social no Setor Cidadão (SE-HUB)” (decisão de subvenção No: 2018-3974)

Este projeto foi financiado com apoio da Comissão Europeia.

Esta publicação reflete apenas a opinião do autor e a Comissão não deve ser responsabilizada por qualquer uso que possa ser feito da informação aqui contida.

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Guia “Jovem Empreendedor Social – Orientações e Checklists”

História, definição e formas

alternativas de

empreendedorismo social

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CONTEÚDO

Economia social e empreendedorismo social: definições

Evolução do conceito

Similaridades e diferenças entre a empresa comercial e a empresa social

Mudanças sociais no mundo:

África

Ásia

Europa

América Latina e Caribe

América do Norte

Formas alternativas de empreendedorismo social

Atividades para os leitores

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Economia Social e Empreendedorismo Social: Definições

Nos últimos anos o mundo está enfrentando múltiplos desafios que ameaçam o desenvolvimento social sustentável. A crise econômica, política e ambiental levantou uma série de questões que precisam ser tratadas adequadamente. Os fundos públicos estão se tornando cada vez mais insuficientes, enquanto as empresas devem assumir uma participação maior na responsabilidade pelo bem-estar social e ambiental. Essas tendências levam ao surgimento de novos conceitos tais como economia social e empreendedorismo social.

Economia Social é um setor híbrido entre o setor empresarial (privado) e o setor público, destinado a fornecer serviços sociais de qualidade para comunidades e indivíduos carentes.

A economia social abrange empresas e organizações, em particular empresas sociais, cooperativas, sociedades mútuas, associações e fundações que produzem e oferecem bens, serviços e conhecimento, enquanto buscam objetivos econômicos e sociais e promovem solidariedade social.

A Economia Social é um fator importante para a criação de emprego e distribuição justa de bens. Ela promove inclusão e cooperação sociais, e contribui para o desenvolvimento social sustentável, mantendo o equilíbrio ecológico e regulando efetivamente o ambiente socioeconômico.

Porque o mundo precisa de economia social?

✓ Existem desafios sociais que não são encarados adequadamente pelos modelos sociais existentes;

✓ O sistema de previdência social encontra-se sobrecarregado;

✓ O modelo de negócios tradicional não consegue atender às expectativas da sociedade relativas à contribuição social e crescimento;

✓ Questões globais requerem soluções globais, que começam ao nível comunitário e individual.

Empreendedorismo Social é uma nova tendência empresarial e social dentro do conceito de economia social, que reflete a necessidade de enfrentarmos vários desafios sociais de uma forma criativa e sustentável. O principal objetivo da empresa social é ter impacto social em vez de obter lucro para seus proprietários ou partes interessadas (stakeholders). Opera fornecendo bens e serviços para o mercado de maneira empreendedora e inovadora e usa seus lucros principalmente para alcançar objetivos sociais.

Semelhante às empresas tradicionais, as empresas sociais operam nos mercados comerciais, gerando lucro com suas atividades. Contudo, ao contrário de outros negócios, existem para cumprir seu objetivo social específico.

Empreendedorismo Social refere-se a empreendimentos voltados para populações vulneráveis ou questões ambientais, diminuindo a diferença entre aqueles que têm acesso a serviços sociais e os que não o têm. Enquanto o

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empreendedorismo comercial frequentemente responde a uma oportunidade de mercado, o empreendedorismo social muitas vezes lida com uma falha de mercado. O resultado final para uma empresa comercial é o lucro financeiro, enquanto o resultado final para uma empresa social é o impacto social que ela cria. Embora os empreendimentos sociais possam ser com ou sem fins lucrativos, o lucro não é o objetivo, mas sim o meio para sustentar a viabilidade financeira da empresa (Chahine, 2016). Geralmente, o lucro não é distribuído entre os acionistas, mas é reinvestido para expandir as atividades em benefício dos grupos-alvo, melhorando o escopo e a qualidade dos serviços sociais.

Definições:

Empreendedorismo Social é o processo pelo qual soluções efetivas, inovadoras e sustentáveis são empregadas para enfrentar os desafios sociais e ambientais.

A Empresa Social combina objetivos sociais com um espírito empreendedor. Ela foca em alcançar objetivos sociais, ambientais e comunitários mais amplos. Empreendedor Social é um individuo que projeta e implementa produtos, serviços ou soluções para um desafio social existente que visa melhorar o bem-estar social. Empreendimento Social: qualquer iniciativa, incluindo projeto, organização, ou evento voltado para mudanças sociais ou ambientais positivas.

Startup Social: uma nova empresa ou organização formada com o objetivo principal de enfrentar desafios sociais ou ambientais.

Inovação Social: ato pioneiro de novos métodos, processos, produtos e serviços que abordam questões sociais e ambientais.

As empresas sociais operam principalmente nas seguintes áreas:

Integração no trabalho: treinamento e integração de pessoas com deficiências, desempregados de longa-duração, imigrantes, pessoas de minorias étnicas ou raciais e outros grupos marginalizados da população. ➢ Direitos humanos: liberdade, alívio da pobreza, busca da felicidade,

integração, antidiscriminação, igualdade de gênero, liberdade de expressão, etc.

Serviços de saúde e assistência - saúde, bem-estar e cuidados médicos, serviços de saúde, serviços de acolhimento de crianças, serviços para idosos e pessoas com deficiências.

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Educação: treinamento profissional, educação, desenvolvimento pessoal e de carreira.

Desenvolvimento regional: desenvolvimento econômico e social de áreas rurais remotas, esquemas de desenvolvimento/reabilitação de bairros em áreas urbanas, ajuda ao desenvolvimento e cooperação para o desenvolvimento com países terceiros.

Proteção ambiental e sustentabilidade: reciclagem, conscientização e proteção ambiental, uso sustentável de recursos naturais, uso de fontes renováveis de energia, agricultura biológica e orgânica, preservação de locais culturais e do patrimônio.

Outros: desenvolvimento de esportes amadores, projetos artísticos e culturais, ciência, pesquisa e inovação, proteção ao consumidor, tradição, artesanato e aprimoramento do patrimônio étnico, consumo ético.

A EMPRESA SOCIAL É……

UM EMPREENDIMENT O Empresa de negócios com lucro Organização sem fins lucrativos Cooperativa Corporação com fins lucrativos (USA) ou organização para os interesses da comunidade (UK) Organização beneficente CUJO OBJETIVO Fornecer produtos e serviços Empregar Proteção do ambiente Suporte à comunidade Inclusão social É MUDAR O MUNDO Fornecer serviços / produtos para consumidores em desvantagem Empregar programas de suporte social e ambiental Melhorar ambiente de relacionamento entre os intervenientes Providenciar financiamento, educação e apoio a grupos-alvo PARA O BEM COMUM Alívio da pobreza Saúde e bem-estar Igualdade de gênero Justiça social

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Guia “Jovem Empreendedor Social – Orientações e Checklists”

Definição de Empreendedorismo Social Empreendedorismo Social é uma atividade econômica (um negócio):

• Contém uma missão social focada em resolver importantes problemas sociais e/ou ambientais

• O empreendedor ganha sua renda empreendendo

• Autosustentável para qualquer tipo de atividade comercial, mas resolvendo problemas sociais.

Definição de Empresa social

Uma entidade econômica que se situa entre a organização sem fins lucrativos e entidades comerciais comuns;

• Uma empresa comercial, cívica ou

cooperativa com uma missão social básica; • A empresa se propõe a resolver problemas sociais significativos;

• Recebe apoio financeiro e não financeiro da comunidade;

• O tipo de empresa poder ser: uma empresa comercial, fundação ou associação para benefício público, ou uma cooperativa.

• A empresa é totalmente dependente de sua própria atividade econômica no livre-mercado.

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Evolução do conceito

Tradicionalmente, o principal objetivo do empreendedorismo é considerado a criação de lucro financeiro através da produção e venda de bens e serviços. Os problemas sociais foram deixados às competências das autoridades locais e nacionais, do governo, das ONGs, e de organizações religiosas e de caridade. Nos últimos anos, todavia, a brecha entre interesses comerciais e sociais se torna cada vez mais evidente. Por um lado, a forte concorrência entre empresas na tentativa de aumentar seu lucro e sua participação no mercado, leva a vários resultados negativos para a sociedade e o ambiente. O uso de herbicidas carcinogênicos, produtos OMG, exploração de trabalho infantil, corrupção, poluição ambiental e muitas outras práticas notórias mostraram a necessidade de mudança no paradigma de negócios existente para uma abordagem mais socialmente responsável. Por outro lado, tornou-se claro que as organizações governamentais e não-governamentais não são capazes de tratar adequadamente os vários e complexos problemas relacionados à sociedade e ao ambiente. À medida que os problemas sociais estão se tornando mais pungentes, essas estruturas sem fins lucrativos se tornaram ineficazes devido a um modelo de operação complexo, institucional e dependente de doadores. Espera-se que essas organizações mudem e se tornem mais empreendedoras e menos institucionais. Como resultado, a nova tendência de combinar inovações sociais em ambientes de negócios leva à criação da economia do terceiro setor – a economia social, com obscurecimento das fronteiras tradicionais entre os setores: Público, Privado e Cidadão.

O empreendedorismo social como conceito tornou-se popular em meados do século 20 com o livro de H. Bowen’s (1953) “Social Responsibility of the Business” (A Responsabilidade Social do Negócio), mas a ideia pode ser rastreada até séculos atrás, dentro da tradição das organizações religiosas de fraternidade e irmandade, do movimento cooperativo e dos empreendimentos de caridade. Alguns promotores notáveis da ideia de empreendedorismo social, mesmo antes de sua conceituação, incluem Florence Nightingale (a fundadora da primeira escola de enfermagem), Robert Owen (o criador do movimento cooperativo), Vinoba Bhave (o iniciador do Movimento para a Doação de Terras na Índia) e Maria Montessori (a fundadora de metodologia inovadora de ensino e educação voltada para crianças com várias habilidades cognitivas, incluindo doenças mentais).

O empreendedorismo social é ao mesmo tempo fenômeno evolutivo e revolucionário. Ele evoluiu ao longo dos séculos como uma organização híbrida entre empresas com fins lucrativos e entidades sem fins lucrativos, mas ao mesmo tempo oferece uma abordagem e uma ideia inovadora na criação de valor agregado para todos – o consumidor, o empresário e a sociedade como um todo. O empreendedorismo social visa maximizar os benefícios para todos os envolvidos. Seus princípios, métodos e modelos organizacionais continuam a se desenvolver, refletindo o desenvolvimento da tecnologia e abordando cada vez mais grupos de pessoas, e desafios sociais e ambientais.

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Semelhanças e diferenças entre a empresa comercial e a empresa social: As empresas sociais e comerciais compartilham muitos recursos comuns em relação a sua empresa, estrutura legal, gestão e marketing. Ao mesmo tempo, têm algumas diferenças e especificidades notáveis.

Semelhanças:

➢ Necessidade de capital inicial e operacional suficiente.

➢ Criação de margens de lucro para assegurar a sustentabilidade financeira. ➢ Estrutura legal semelhante.

➢ Abordagem semelhante no planejamento, marketing, gestão e promoção de negócios.

➢ Objetivam obter produtos de alta qualidade e bom atendimento ao cliente. ➢ Pessoal motivado, hábil e dedicado.

➢ Vantagem competitiva, bom posicionamento de marketing e forte imagem de marca.

Diferenças:

➢ O lucro não é o objetivo final, mas uma ferramenta para a sustentação da viabilidade financeira.

➢ O lucro é raramente distribuído, mas ao contrário, reinvestido em novas iniciativas sociais.

➢ Pessoal: os membros da equipe podem receber zero como pagamento (voluntários).

➢ As fontes de financiamento podem variar, além das ferramentas tradicionais, podem incluir doações, iniciativas de captação de recursos e fontes mais inovadoras como plataformas de financiamento coletivo – crowdfunding. ➢ O sucesso da organização social é medido pelo impacto social positivo que

gera.

Desafios sociais em todo o mundo

Em escala global, as empresas sociais enfrentam vários problemas e têm diferentes tipos de fins sociais, ambientais e culturais, refletindo as diversas necessidades e interesses das comunidades em que trabalham. Alguns dos objetivos comuns incluem alívio da pobreza, inclusão social de grupos marginalizados, aumento do bem-estar da sociedade, etc., mas existe um número de desafios que são especialmente relevantes para regiões específicas do mundo, como:

O resultado final de uma empresa comercial é o lucro

financeiro

O resultado final de uma empresa social é o impacto social

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Questões e desafios sociais em

África:

• A incidência de HIV/AIDS, malária e tuberculose piorou dramaticamente na maioria dos países africanos;

• A pobreza, desemprego e as desigualdades socioeconômicas se agravaram em toda a sub-região, e a disparidade urbana/rural aumentou;

• Embora oferta e demanda do ensino médio e superior tenham melhorado, os resultados em termos de qualidade não atendem às necessidades do mercado de trabalho;

• Falhas no sistema estatístico e uma base de dados pouco confiável dificultam o monitoramento e a avaliação do impacto das políticas sociais;

• O sector informal (“cinza”) é a principal fonte de emprego nas áreas urbanas e rurais, sem políticas apropriadas para a sua regulamentação e onde essas políticas existem, nem sempre são implementadas;

• As reformas econômicas recentes não resolveram os problemas sociais e em alguns casos eles se tornaram ainda piores.

Questões e desafios sociais na

Ásia:

• Violação dos direitos das crianças (incluindo prostituição infantil, trabalho infantil e exploração, tráfico, etc.)

• Exclusão social de grupos de pessoas marginalizadas;

• Disparidade de gênero;

• Distanciamento geográfico afetando a qualidade de vida;

• Desigualdade de renda;

De acordo com o relatório da UNICEF (http://www.unicefrosa-progressreport.org/), o sul da Ásia está sofrendo uma série de problemas

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relacionados com a exclusão social. A pobreza e a privação se encontram entre os piores níveis no mundo, afetando 330 milhões de pessoas. As médias do sul da Ásia indicam que 46% das crianças com menos de 5 anos estão abaixo do peso, as matrículas na escola primária têm uma taxa de 74% e a alfabetização de adultos está em 58% no total, e apenas 45% de mulheres.

Questões e desafios sociais na

Europa

O sistema social na maioria dos membros da UE é bem desenvolvido e inclui medidas e regulamentações especiais destinados a abordar:

• Cuidados de saúde e seguros médicos • Fundos de aposentadoria

• Desemprego

• Regulamentação trabalhista e organizações trabalhistas

• Educação, cuidados infantis, comportamento desviante de jovens

• Integração e inclusão especial de grupos marginais, tais como de minorias étnicas e imigrantes

• Disparidades regionais

É uma prática comum em todos os países Europeus que seguros médicos e alocações para aposentadoria sejam obrigatórios por lei e direito derivado. Como resultado, o número de pessoas que estão fora do sistema de previdência social e de saúde é muito pequeno. Contudo, essas políticas enfrentaram vários desafios nos últimos anos, pois a população está envelhecendo e o número de contribuintes está diminuindo, enquanto há cada vez mais beneficiários. O número crescente de imigrantes da África, Ásia e Oriente Médio coloca pressão adicional nos sistemas sociais da UE, o que está se tornando um problema central para os dirigentes Europeus.

A divisão do Norte e do Sul, Leste e Oeste Europeus está sendo reformulada por meio de uma política social de integração e coesão. A maioria dos países da UE coloca forte foco em melhorar o bem-estar da sociedade como um todo e aloca enormes recursos para alcançar objetivos como: inclusão social, saúde, proteção ambiental, educação e aumento da empregabilidade. No entanto, não é evidente se esses objetivos foram alcançados, uma vez que eles são difíceis de medir. Além disso, uma sociedade economicamente próspera nem sempre significa uma sociedade saudável e feliz e, muitas vezes existe uma discrepância entre o resultado alcançado e o desejado.

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Questões e desafios sociais na

América Latina

e

Caribe

Devido a uma melhoria do clima social, segurança

e proteção, espera-se que os investimentos nos países da América do Sul aumentem, impactando assim positivamente o bem-estar das pessoas. Existem, contudo, um número de problemas que demandam soluções urgentes, tais como:

• A crescente incidência de conflitos civis e armados constitui uma séria ameaça à segurança e proteção em vários países da América Latina;

• Em vista da urbanização massiva e acelerada, acesso a habitação decente em áreas urbanas para os segmentos desfavorecidos da população está se tornando cada vez mais difícil;

• Apesar da oferta global de alimentos relativamente adequada em termos de quantidade, persistem casos de desnutrição em crianças e gestantes;

• A alta taxa de desemprego, especialmente entre os jovens, leva a comportamentos criminosos, como mobs de rua, roubo e abuso de drogas; • As instituições públicas e privadas envolvidas com desenvolvimento social têm

capacidade inadequada;

• Apesar do progresso significativo nas regulamentações governamentais em alguns países da América Latina, a corrupção persiste, sendo um problema crítico;

Outros problemas enfrentados pelos países da América do Sul são:

• Regulamentação de questões relacionadas com casamento, divórcio, adoção e aborto;

• O status legal da eutanásia;

• Pobreza, falta de bem-estar social e a situação dos sem-abrigo; • Tráfico de mulheres e crianças;

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Questões e desafios sociais na

América do Norte

A América do Norte inclui países como os Estados Unidos da América, Canadá e México que apresentam diferentes estágios de desenvolvimento econômico e social e, consequentemente, enfrentam diferentes problemas sociais. Por exemplo, as questões mais prementes nos EUA e Canadá incluem:

• Sistemas de saúde inadequados e caros, que drenam a renda da maioria das famílias da classe média, ao mesmo tempo em que lhe oferecem poucos benefícios. O atendimento odontológico é muito caro e

muitas pessoas não têm acesso a tratamentos dentários de qualidade. • Grandes desigualdades de renda e enorme disparidade entre os super-ricos

e os muito pobres.

• Discriminação racial especialmente persistente em alguns Estados do Sul e Centro.

• Exclusão das populações indígenas, que vivem principalmente em áreas remotas e tribos fechadas.

• Movimentos pró-aborto e anti-aborto.

• Falta de sistema de segurança social, benefícios sociais e política de aposentadoria adequados, a nível nacional.

• Falta de benefícios à maternidade, o que leva a disparidades de gênero e impede que muitas mulheres continuem o seu desenvolvimento profissional. • Baixa qualidade alimentar e uso massivo de substâncias nocivas na produção de alimentos, venda em massa de produtos OGM, levando a problemas de obesidade e outras doenças.

• Controle inadequado de armas e incidência frequente de assassinatos em massa em locais públicos, escolas e shopping centers.

• Imigração ilegal, especialmente no sul dos EUA.

No México, as questões sociais são semelhantes às enfrentadas por alguns países latino-americanos, incluindo:

➢ Questões de insegurança e de segurança relacionadas com atividades de crime organizado. Tiroteios entre chefes do tráfico tornaram-se ameaça crescente para cidadãos pacíficos, especialmente em regiões fronteiriças;

➢ Pobreza, desemprego e falta de oportunidades para o desenvolvimento de alguns estratos da sociedade (nível de pobreza: 47%, Reuter, 2015);

➢ Disparidades sociais;

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Formas alternativas de empreendedorismo social1

O empreendedorismo social possui várias formas e opções legais, tais como: 1. Empresas com fins lucrativos

Esta é a estrutura legal mais comumente usada para negócios comerciais, mas várias empresas sociais escolhem também as opções tradicionais de negócios devido a maior flexibilidade e independência na política interna de gestão e investimento da empresa. Uma empresa social registrada como entidade com fins lucrativos incorrerá em todos os riscos e responsabilidades, geralmente sem a ajuda do governo e não se beneficiando de alívio fiscal (diferentemente das instituições de caridade). Por outro lado, terá a vantagem de exercer o máximo controle sobre suas operações e a distribuição de lucros e, não será obrigada a reportar sua atividade perante as autoridades ou organizações externas.

2. Organização Não Governamental (ONG)

Uma organização não governamental é uma entidade legal especialmente registrada com o objetivo de atender a interesses coletivos, financiando e apoiando várias atividades, cumprindo assim missões e objetivos socialmente importantes. Muitas ONGs encontram-se focadas em fornecer serviços sociais para grupos e comunidades desfavorecidas, ajudando-as a alcançar boa qualidade de vida e inclusão social. Ao mesmo tempo, permanecem responsáveis perante a comunidade e precisam reportar regularmente suas atividades e o resultado de suas intervenções. 3. Cooperativas

As cooperativas são estruturas nas quais a organização pertence a um número de indivíduos (ou outras organizações), conhecidos como membros. As cooperativas são muito populares nos sectores agrícola, industrial e de serviços. A própria ideia das cooperativas é de beneficiar seus membros e a comunidade como um todo. Em alguns países, as cooperativas são economicamente importantes, como, por exemplo, no Reino Unido, onde elas são responsáveis por quase metade do produto interno bruto, enquanto na Argentina, até um quarto da população é membro de uma cooperativa.

4. Instituição de Caridade (Charity)

A instituição de caridade (Charity) é definida como uma organização sem fins lucrativos com o objetivo primário de bem-estar social e filantropia, servindo assim o interesse público, ou o bem comum. Cada país possui a sua própria versão e forma legal de instituição de caridade. No Reino Unido, por exemplo, existem quatro principais tipos de estruturas de caridade: associações não incorporadas, instituições de caridade incorporadas, empresas de caridade e Trusts (relacionamentos fiduciários entre três grupos de parceiros, ou partes interessadas). Uma das principais vantagens associadas ao registro por essa opção legal é que ter um status de caridade facilita a captação de fundos. Quando indivíduos doam para instituições de caridade, eles recebem deduções fiscais. Isso foi criado pela maioria dos governos de forma a incentivar as pessoas a doar. Da mesma forma, quando empresas e outras

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instituições apoiam empresas sociais, elas também recebem deduções fiscais, fornecendo um incentivo significativo a esse tipo de transações. (Chahine, 2016) 5. Novas empresas híbridas

Muitos empreendedores sociais optam por modelos híbridos registrando uma entidade com fins lucrativos e outra sem fins lucrativos. As duas organizações oferecem maior flexibilidade e permitem se beneficiar de uma gama maior de opções de financiamento, combinando capital de risco e doações para instituições de caridade. Muitas vezes, uma empresa social começa como uma instituição de caridade, ou ONG, e depois se muda para uma empresa com fins lucrativos, ao obter reconhecimento e dimensão de mercado.

6. Tipo especial de entidades

Alguns países atualizaram a sua legislação desenvolvendo e implantando uma entidade legal especial para atender de forma mais adequada às necessidades e especificidades das empresas sociais. Geralmente essas novas estruturas legais combinam com sucesso os dois modelos (com fins lucrativos e sem fins lucrativos). Exemplos disso incluem as Corporações de Benefícios nos EUA e as Empresas de Interesses Comunitários (UK-CICs) no Reino Unido.

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Guia “Jovem Empreendedor Social – Orientações e Checklists”

Atividades para os leitores

1. Assista os vídeos • 19 Ideias de Negócios para Empresas Sociais / Sameer Gudhate: www.youtube.com/watch?v=F6_dxU0XUKU

• Grameen Bank – Modelo de Negócios:

https://www.youtube.com/watch? v=UuZo7W4ku2U • Que tipo de empresas sociais existem e que problemas sociais resolvem?

2. Estude o tópico

``Qual é a contribuição das empresas sociais no seu país?´´ • O texto deverá ter ao menos 500 palavras e ser apresentado sob a forma de redação. 3. Que grupo vulnerável você gostaria de ajudar?

• Faça uma descrição escrita desse grupo. • Quais são as suas necessidades básicas?

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Teste de Autoavaliação:

1. A economia social:

a) coloca o indivíduo no centro do bem-estar da sociedade b) coloca a comunidade no centro do bem-estar da sociedade

c) indivíduo e comunidade estão no centro do bem-estar da sociedade d) no centro do bem-estar estão os interesses dos negócios

2. A organização não governamental poder ser uma empresa social se: a) é de utilidade pública

b) é de utilidade privada c) recebe ajuda social

d) recebe financiamento do Governo 3. O empreendedorismo social é:

a) pessoa com missão social

b) uma atividade empresarial com missão social c) um projeto com missão comunitária

d) uma empresa com missão social 4. Cooperação é:

a) uma organização não governamental b) empresa de comércio de utilidade privada

c) propriedade de trabalhadores e objeto de negócios específico d) atividade conjunta entre duas organizações no setor do comércio 5. O empreendedorismo social deve:

a) se auto-sustentar com recursos próprios b) utilizar apenas recursos públicos

c) utilizar apenas recursos privados d) utilizar apenas doações

Chave Questão Resposta 1. a 2. a 3. b 4. c 5. a

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Referências e links para recursos de autoestudo

Alter, K. (2006). A social enterprise typology (Uma Tipologia de Empresa Social). Virtue Ventures http://virtueventures.com

Arvidson, M., Lyon, F., McKay, S., & Moro, D. (2010). The ambitions and challenges of SROI (As Ambições e Desafios de SROI). Ashoka. (2011). http://www.ashoka.org/ . Bosma, N., & Levie, J. (2010). Global Entrepreneurship Monitor 2009 Global Report (Monitor do Empreendedor Global – Relatório Global de 2009).

Cassel, Gustav :1967. The Theory of Social Economy (A Teoria da Economia Social)

(https://mises.org/sites/default/files/The%20Theory%20of%20Social%20Economy_3.pdf Chahine, Theresa (2016), Introduction to Social Entrepreneurship, CRC Press

Drucker, P. (1994) The Age of Social Transformation. The Atlantic Monthly Company. The Atlantic Monthly (A Idade da Transformação Social); Novembro 1994; Volume 274, No. 5; p. 53-80

Eurostat. (2013). People at UNECLAC, official site: (As Pessoas na UNECLAC, site official) http://www.eclac.org/default.asp?idioma=IN

International Federation of Social Workers (IFSW), official site: https://www.ifsw.org/ Monzón J. L. Campos &- R. Chaves, 2012. The Social Economy in the European Union, European Commission, (A Economia Social na União Europeia, Comissão Europeia) https://www.eesc.europa.eu/resources/docs/qe-30-12-790-en-c.pdf

Organisation for Economic Co-operation and Development (OECD) – (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômicos – OECD)

http://www.oecd.org/cfe/leed/inclusive-entrepreneurship.htm

Report of UN, 2015 (Relatório da UN, 2015) https://www.un.org/en/sections/issues-depth/africa/index.html

Report International Centre of Research and Information on the Public, Social and Cooperative Economy (CIRIEC) “The social economy in the European Union”, 2012 (Relatório do Centro Internacional de Pesquisa e Informação sobre Economia Pública, Social e Cooperativa (CIRIEC) `` A Economia Social na União Europeia´´, 2012)

https://www.eesc.europa.eu/resources/docs/qe-31-12-784-en-c.pdf

Valenduc, V. & P. Vendramin, 2016. Work in the digital economy: sorting the old from the new, Working Paper 2016.03, ETUI, Brussels, ISSN 1994-4446 (Trabalho na Economia Digital: Separando o Antigo do Novo).

SE-HUB projeto foi financiado com apoio da Comissão Europeia. Esta publicação reflete apenas a opinião do autor e a Comissão não deve ser responsabilizada por qualquer uso que possa ser feito da informação aqui contida.

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Guia “Jovem Empreendedor Social – Orientações e Checklists”

Impacto social e mudança

social

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CONTEÚDO

Globalização, mudança social e bem-estar

Problemas sociais e desafios sociais

Desvios e Comportamentos Desviantes

Desigualdade social

Inovações sociais, impacto e mudanças sociais

Medindo o impacto social

Atividades para os leitores

Referências

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“O século 21 será o século das organizações sociais. Quanto mais a economia, o dinheiro e a informação se globalizam maior a importância da sociedade”, Peter Drucker

Globalização, mudança social e bem-estar

A influência da economia global na formulação de políticas sociais nacionais se intensificou na última década. Existem duas tendências nesse campo: uma é a globalização de interesses e a sua combinação em organizações supranacionais; a outra tendência é recíproca – formação de agrupamentos (clusters) e comunidades locais.

Problemas sociais e desafios sociais

As políticas sociais podem ser vistas como respostas coletivas para problemas sociais. Um problema é social quando é socialmente reconhecido como tal. Muitos problemas sociais fundamentais são 'socialmente construídos'. Uma vez que os valores, crenças e opiniões das pessoas são condicionados pela sociedade em que vivem, elas passam a compartilhar percepções básicas. Isso pode moldar a forma como as pessoas pensam sobre os problemas.

Definir um desafio social comporta dois aspectos: ver o problema e ver a oportunidade. Entender porque o problema existe e os canais através dos quais ele se manifesta permitirá criar uma solução para o problema, identificando recursos inexplorados e criando oportunidades para melhorar a situação existente. Exemplo: O problema social pode ser um grupo de pessoas que foram excluídas da sociedade (como prisioneiros ou imigrantes). O desafio social é o de como incluir essas pessoas na vida social e aumentar sua interação com outras e a solução poder ser usar recursos inexplorados, como uma rede de voluntários e montar oportunidades em que essas pessoas possam participar e se relacionar com outros membros da sociedade.

A maioria dos desafios sociais e ambientais é multidimensional. Poluição ambiental, pobreza, isolamento social, analfabetismo, obesidade, desemprego, comportamento criminal e violência estão enraizados em múltiplas causas que não podem ser todas abordadas em uma mesma intervenção. Quanto mais se sabe sobre a situação, maior a chance de sucesso em delinear mudanças que resultem em melhorias tangíveis para a população afetada.

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Estrutura para a definição do que é um desafio social: 1. O que você está tentando mudar?

A mudança social deve ser definida em uma frase e formulada da forma mais clara e concisa possível, para que possa ser facilmente comunicada àqueles que já estão envolvidos (grupo-alvo, partes interessadas, etc.), ou que planejamos envolver no futuro (nossos colegas de trabalho, voluntários, organizações, patrocinadores, comunidade).

2. Quem é afetado?

Quem é afetado por esse desafio? Isso afeta alguns grupos mais do que outros (com base na idade, gênero, etnia, educação, ou nacionalidade)? A renda e o status social da população estão relacionados com o desafio (grupos de baixa renda são mais vulneráveis à exclusão e isolamento social)? Que outros fatores estão relacionados com o desafio (religião, origem étnica e racial, aptidão física, capacidade, deficiências intelectuais, educação, treino, status familiar, etc.)?

3. Onde se encontram estas pessoas?

Além da distribuição sociodemográfica, a distribuição geográfica (localização) precisa ser definida. Onde está o problema? Quão difundido ou limitado é? Afeta pessoas em diferentes locais, ou é específico para um determinado local? Muitas vezes, a situação local pode variar consideravelmente da média nacional.

4. Porque esse desafio surgiu? O que o causa?

A resposta a essa pergunta deve nos levar às raízes do desafio. Esta é provavelmente uma das perguntas mais importantes a serem feitas. A raiz nem sempre é óbvia e é por isso que cavar cada vez mais fundo no problema pode ser útil. Quanto mais profunda a causa-raiz for identificada, mais a solução a ser criada poderá ser eficaz e o impacto resultante maximizado.

5. Como a causa afeta o desafio e suas consequências?

Listar as causas principais não é o suficiente. Uma análise de como cada uma dessas causas está vinculada ao desafio deve ser mais elaborada e demonstrado o mecanismo pelo qual as causas resultam nas consequências. Às vezes, isso inclui explorar múltiplos caminhos que levam às mesmas consequências e cada um deles oferecerá uma oportunidade diferente de fazer uma mudança social.

Desvio e Comportamentos Desviantes

Desvios referem-se a violações sociais; regras e “normas” sociais. Sinais de desvio no comportamento social de indivíduos ou grupos exigem o desenvolvimento e implantação de medidas sociais específicas. Os desvios encontram-se diretamente ligados a problemas sociais e os exemplos incluem: o uso de drogas entre jovens, comportamento criminoso, violência doméstica, preconceito racial, bullying na escola, etc. Os desvios podem se encontrar enraizados em várias causas. As teorias explicando desvios são:

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✓ Teoria Genética. Alguns traços sociais são inatos. Isso significaria um conjunto relativamente constante de problemas e continuidade entre gerações.

✓ Teoria Subcultural. As pessoas são desviantes porque fazem parte de subculturas desviantes. Têm diferentes valores, crenças e padrões de

comportamento que são formados quando se adaptam

a diferentes circunstâncias sociais.

✓ Teoria Funcional. As sociedades determinam o que é aceitável e o que não é. A funcionalidade além da compreensão social padrão não é um problema social, desde que os fundamentos da sociedade não sejam abalados.

Desigualdade social

A desigualdade deve ser considerada uma falha na sociedade em tratar as pessoas de forma justa e adequada. A existência de desigualdade determina o nível de discriminação na sociedade. Os modelos de desigualdade que resultam de práticas discriminatórias são três:

Desigualdade Hierárquica: a sociedade é construída em forma de pirâmide, com a base e o topo substancialmente distantes. Quanto mais nítida é a pirâmide, mais desigual é a sociedade. A ideia de igualdade pode ser realizada se a pirâmide gradualmente se unir ao topo das terras baixas e reverter. ✓ Estratificação: as pessoas são agrupadas de acordo com seu status social.

Somente os indivíduos e grupos do mesmo nível na sociedade podem ter oportunidades iguais.

Divisão Social. A sociedade é dividida por gênero, idade, etnia, religião, raça, nacionalidade, renda/riqueza e muito mais. Este tipo de desigualdade não poderia ser superado sem mudar a atitude dos indivíduos em relação a si mesmos e aos outros.

As políticas sociais visam abordar a desigualdade e estão focadas em três objetivos principais:

Tratamento igual e justo de grupos e indivíduos desconsiderando gênero, idade, contexto social e econômico, atendendo suas necessidades. ✓ Oportunidades iguais, garantindo que cada grupo ou indivíduo tenha

uma chance justa de competir com outros dentro e/ou fora da comunidade.

Resultado igual. A política social se esforça para alcançar o melhor resultado no ambiente social específico.

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Inovações sociais, impacto e mudanças sociais

As empresas sociais são voltadas para resolver problemas sociais. Sua solução pode resultar em: ➢ Produto ➢ Serviço ➢ Tecnologia ➢ Processo ➢ Organização

➢ Estratégia de Marketing (preço, promoção, distribuição)

Geralmente, as soluções constituem inovações sociais porque elas empregam uma nova abordagem em relação aos problemas sociais.

Inovações sociais são novas e melhores soluções para desafios sociais existentes.

A inovação pode constar de:

a) Um produto ou serviço: Novos produtos ou serviços, ou novas abordagens à produção. Exemplos: o produto é mais adaptado ao público-alvo, mais acessível, sustentável (durável), ou mais eficaz na produção da mudança desejada.

b) Modelo de negócios: A empresa se tornou viável através de um modelo de negócios que não havia sido usado antes. Exemplos: combinando vários recursos de forma diferente, encontrando novas fontes de financiamento, identificando novos recursos, etc.

c) Operações (inovações internas): O empreendimento social projeta processos operacionais que permitem a entrega do maior impacto social ao menor custo. Exemplos: sistema e processos internos para aumentar a eficiência, sistemas inovadores de monitoramento e avaliação, criando um sistema de feedback eficaz, etc.

d) Distribuição: O produto, serviço, ou sistema penetra o mercado-alvo por meio de canais de distribuição que não tinham ainda sido utilizados e que permitem que o produto/serviço atinja maior público-alvo. Exemplos: empregando novas formas de transportar, vender a varejo, redesenhar os canais de distribuição existentes, empregando social media, social networking, etc. para maximizar o número de usuários finais e alcançar a população marginalizada e remota.

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As soluções podem ser várias, mas em geral encontram-se focadas em:

✓ Provisão de produtos e serviços para grupos/indivíduos desfavorecidos; ✓ Prover emprego/oportunidades de trabalho/educação e treinamento

para grupos e indivíduos desfavorecidos;

✓ Sensibilização social para questões ambientais ou sociais; ✓ Suporte comunitário;

✓ Atividades e eventos virados à inclusão social. Os 6 Estádios da Inovação Social

Os passos abaixo constituem uma estrutura útil para análises e discussões em grupo entre pares para encontrar uma solução para um problema social por meio de uma inovação social. Eles são os seguintes:

1. Estímulos, inspiração e diagnóstico: por que precisamos de mudanças sociais (crises, baixa performance, problemas sociais, etc.), diagnóstico da questão e enquadramento das causas do problema.

2. Propostas e ideias: o estágio de geração de ideias. Aqui, vários métodos criativos, como brainstorming, mapeamento da mente (mind mapping), devaneio (daydreaming), dramatização (role playing), etc. são envolvidos.

3. Produção de protótipos e pilotos: é aqui que as ideias e soluções são testadas na prática. Isso é feito por meio de testes controlados, quando o feedback é recebido mostrando-nos se as soluções precisam ser melhoradas.

4. Sustentação: A ideia está se tornando uma prática cotidiana. O empreendimento social deve garantir sua viabilidade financeira a longo-prazo e fazer todos os possíveis para continuar a prática bem sucedida.

5. Escala e difusão: Este é o estágio de crescimento e expansão da inovação social e produzindo mais mudanças sociais. Isso poderia ser feito através de vários mecanismos, tais como: licenciamento (licensing) e franquia (franchising), disseminação de boas práticas, treinamentos, etc.

6. Mudança sistemática: Este é o objetivo final da inovação social. Geralmente envolve a interação de muitos elementos: movimento social, modelos de negócio, leis e regulamentações, infraestrutura, tecnologias e todo um novo paradigma de pensar e fazer.

Fonte: Murray R., Caulier-Grice J., Mulgan G. (2010), The open book of social innovation (O Livro Aberto da Inovação Social) The Young Foundation

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A solução está intimamente ligada ao impacto social. O impacto leva à mudança social, que pode assim ser medida e avaliada através da contribuição (ou do impacto) do empreendimento social.

Impacto social é o efeito nas pessoas e comunidades que acontece como resultado de uma ação.

Exemplos de impactos positivos são:

✓ Redução da pobreza entre grupos específicos de pessoas; ✓ Saúde e bem-estar melhorados;

✓ Igualdade de gênero; ✓ Justiça Social;

✓ Relacionamentos aprimorados entre diferentes partes interessadas (ex. grupos marginalizados, comunidade e autoridade);

✓ Suporte e promoção de práticas ambientalmente amigáveis; ✓ Inclusão social.

Mudança

Social

Impacto Social inovaçãoSocial / Solução

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Teoria da Mudança

A Teoria da Mudança explica e ilustra como e por que uma mudança desejada deve ocorrer dentro de um contexto social. Ela se foca no “meio” ou “entre” entradas (input) e resultados (outcomes) de um processo ou como ocorre a transformação de recursos e como isso leva ao resultado desejado. A Teoria da Mudança define primeiro os objetivos de longo-prazo e depois mapeia para trás, para identificar as pré-condições necessárias. Ela explica os processos de mudança descrevendo os vínculos causais em iniciativas e ações e é particularmente adequada para a avaliação de organizações sem fins lucrativos, filantrópicas, instituições governamentais, ou empresas sociais, para promover mudança social.

É mais do que ferramenta de planejamento e avaliação porque mostra a distribuição da dinâmica do poder e inclui as várias perspectivas dos participantes.

A Teoria da Mudança segue os padrões:

O sucesso da Teoria da Mudança reside na sua capacidade de demonstrar progresso/conquista. Portanto, a Teoria da Mudança deveria ser associada com indicadores mensuráveis, que podem mostrar que a iniciativa é eficaz. A Teoria da Mudança pode ser utilizada em qualquer estágio do planejamento, organização, lançamento e avaliação do trabalho de uma iniciativa social. Ela é uma ferramenta valiosa no processo de tomada de decisão da empresa social. Exemplo de como a Teoria da Mudança funciona:

Identificação de metas de

longo prazo

Mapeamento reverso e

conexão de resultados

Identificação de premissas

Desenvolvimneto de indicadores

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Medindo o impacto social

Medir o impacto social não é tarefa fácil, pois o resultado é mais do que números, pois se refere a vidas transformadas, melhoria dos padrões de qualidade, melhoria do bem-estar, empoderamento, inclusão social e até mesmo tornar as pessoas mais felizes. É muito difícil medir com sucesso essas experiências subjetivas, atitudes e percepções. Uma forma de medir o impacto é pelo número de pessoas do público-alvo que foram alcançadas pelos produtos e serviços da empresa social, mas ainda assim, o número não pode nos dizer sobre seu nível de satisfação.

O impacto é um índice comparativo. É medido quando é comparado com o estado inicial, ou situação. Se você deseja medir o impacto que você gerou, ou os benefícios sociais aumentados, deveria comparar as estatísticas antes e depois de certo período de trabalho da sua empresa (ou depois de concluir um determinado projeto com prazo determinado). Por exemplo, se você trabalha em favor de menor violência e crime em determinados bairros da cidade, deveria considerar os dados iniciais de atos criminosos, abuso de bebidas alcoólicas, registro de violência, etc., e compará-los com os dados após a sua intervenção. Se se registra uma visível diminuição de práticas negativas, isso poderia ser atribuído a um impacto social diretamente ligado ao resultado do trabalho da empresa. Mesmo nesse caso, contudo, existe a chance de que as conclusões estejam erradas e as mudanças sejam de fato devidas a outros motivos.

Algumas métricas para avaliar o impacto social incluem o Retorno Social do Investimento (em Inglês, SROI) e a Biblioteca de Relatórios de Impacto e Padrões de Investimento (em Inglês, IRIS). O SROI mede a relação entre os valores de entrada (inputs) e de saída (outputs) – (exemplo: quantos empregos foram criados por cada 100 EUR investidos na empresa). A IRIS é uma base de dados online contendo métricas de mais de 400 performances de medição de impacto social, ambiental e financeiro.

Qual é o problema que precisa ser

resolvido? Quem é o público-chave/grupo-alvo? Qual é o ponto de entrada / situação atual? Que medidas deveriam ser tomadas para promover mudança? Indicadores mensuráveis para seu trabalho? Qual é a mudança de longo-prazo?

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O impacto social pode ser observado a curto e longo-prazos. Criar uma mudança social duradoura como resultado do trabalho da empresa pode demorar anos e até décadas, e se estende muito além do planejamento comercial usual. As metas de curto-prazo podem servir como indicadores de que se está no caminho certo para alcançar o objetivo final. Esses indicadores podem não significar necessariamente alcançar a mudança duradoura que queremos ver na sociedade algum dia, mas são um resultado intermediário que é mensurável e pode testemunhar que você está seguindo na direção certa.

Podemos medir impacto social através de: ➢ O volume de bens e serviços produzidos

e vendidos;

➢ O número de empregos criados;

➢ O número de usuários-alvo atingidos pela nossa atividade;

➢ O número de indivíduos treinados; ➢ A percentagem de crescimento (ex.

crescimento do setor “verde”); ➢ Redução da taxa de desemprego; ➢ Redução do nível de pobreza;

➢ Aumento do acesso a serviços sociais, sobretudo por grupos marginalizados.

É importante medir o impacto social porque:

Dá-nos um feedback com informação quantitativa e qualitativa sobre programas e atividades. Dessa forma, podemos descobrir as necessidades de melhoria e falhas de desempenho (entre o que era esperado e quais são os resultados);

➢ Ajuda a entender melhor e direcionar o trabalho social, planejar melhor e implementar recursos de forma mais eficiente;

Fornece dados para reportar aos financiadores e outros stakeholders de forma responsável;

➢ Medindo o impacto, reunimos histórias e informação que podem ser usados como ferramentas de marketing e comunicação;

➢ Um impacto notável retém a confiança dos investidores, atrai novos doadores e aumenta as oportunidades de financiamento do projeto (tais como licitações para contratos do setor público);

➢ Os dados podem ser compartilhados com outros colaboradores, parceiros e empresas sociais (como disseminação de melhores práticas).

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Guia “Jovem Empreendedor Social – Orientações e Checklists”

Conhecimentos e habilidades que levarão a mudanças sociais

Desenvolva o sucesso a partir do fracasso.

Desânimo e fracasso são dois dos passos mais seguros para o sucesso.

Dale Carnegie

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Desenvolver o pensamento criativo na identificação de necessidades e oportunidades sociais para resolver problemas sociais.

Aprender e aplicar habilidades relacionadas com o entendimento inovador das necessidades sociais, elaboração e apresentação de uma proposta aos patrocinadores, captação de recursos, domínio do conhecimento financeiro e jurídico básico, gerenciamento de equipes, recursos e resultados.

Análise e avaliação da estrutura organizacional de atividades, papéis e recursos. Atrair, motivar e reter pessoas – seguidores de mudanças sociais direcionadas.

Apresentar, persuadir, criar e desenvolver parcerias de longo prazo com terceiros, com mídia, patrocinadores, doadores e voluntários. Criação, recrutamento e gerenciamento de recursos, criação e gerenciamento de um plano de negócios.

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Atividades para os leitores:

1. Jogo em sala de aula: O Jogo do Limão Fonte: Anti-Bias Werkstatt. Methodenbox: Demokratie lernen und Anti-Bias Arbeit

Descrição da atividade:

- Dê a cada membro do grupo um limão. (Pode usar qualquer outro

fruto como maçãs, peras, bananas, ou objetos genéricos como seixos, botões, lápis etc.). Peça a todos que olhem atentamente para seu fruto, examinem para identificar marcas, cor, cheiro, sentir a pele, etc.

- Incentive cada pessoa a personalizar seu limão, dando-lhe um nome. Reserve alguns minutos para esta atividade e depois colha os frutos em uma cesta / sacola;

- Agite a cesta para misturar os frutos; - Espalhe os limões no chão;

- Peça a cada pessoa que venha pegar seu limão.

- Quando tiverem encontrado seu limão, comece uma discussão. As perguntas sugeridas são: Como você pode ter a certeza de que esse é seu limão? Foi fácil ou difícil encontrar seu limão? Quais são as características específicas do seu limão? O que nossa experiência com limões nos diz sobre como lidar com pessoas?

Objetivo do jogo: Valorizar diferenças individuais e características especiais. Falar sobre estereótipos e igualdade de oportunidades. Sensibilizar para heterogeneidade dentro de grupos (supostamente homogêneos). Reconhecer o indivíduo no meio de um grupo de pessoas.

Examine os estereótipos:

- Os limões têm todos a mesma cor? O mesmo formato? Facilite a discussão. Reflita isso nos estereótipos que existem entre pessoas de culturas, etnias e gêneros diferentes.

- O que estes limões têm a ver com o seu trabalho diário e a sua vida? - Você já alguma vez teve uma primeira impressão de uma pessoa ou

grupo e, depois de conhecer a pessoa/grupo melhor, sentiu que julgou alguém mal?

- Precisamos de categorias ou generalizações? Quando é que elas nos ajudam?

- Que perigo/problemas se encontram escondidos por trás de generalizações?

“Para mim, você ainda não passa de um garotinho que é igual a centenas de milhares de outros garotinhos. E eu não tenho necessidade de ti. E você, da tua parte, não precisa de mim. Para você, eu não sou nada além de uma raposa como centenas de milhares de outras raposas. Mas se você me cativar, precisaremos um do outro. Para mim, você será único em todo o mundo. Para você, eu serei única em todo o mundo… Mas lembre-se: você se torna responsável por quem você cativa.”

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2. Assista os vídeos

“Victoria and Albert Museum”: “How does social change happen?” (Museu Victoria e Albert: ``Como acontece a mudança social´´),

https://www.youtube.com/watch?v=j2BQ5ZAkD9Q, part of the museum’s exhibition “You Say You Want A Revolution?””, news Peeks spoke with (parte da exposição ``Você Falou que Quer uma Revolução?´´, news Peeks falou com) Noam Chomsky, Kathleen Cleaver, Devon Thomas, Angela Phillips, Erin Pizzey, Peter Tatchell, Sylvia Boyes, Peter Kennard, and Red Saunders.`

3. Escreva um ensaio, 20-25 frases, sob o tópico: A globalização e as mudanças sociais.

4. Discussão: Sugira uma lista de fatores que poderiam incentivar a mudança social. Como você contribuiria para a presença desses fatores em seu país de origem?

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Referências e recursos de autoaprendizagem

Branch, K., 2019. Guide to social impact assessment: a framework for assessing social change. (Guia para Avaliação de Impacto Social: uma Estrutura para Avaliar Mudança Social) Routledge.

Brown, D.L. and Schafft, K.A., 2011. Rural people and communities in the 21st century: Resilience and transformation. (Populações e Comunidades Rurais no Século 21: Resiliência e Transformação) Polity.

http://politybooks.com/ruralchapter6/

Castells, M.(Ed.), 2004. The network society: A cross-cultural perspective. (A Sociedade em Rede: uma Perspectiva Transcultural) North Hampton, MA: Edgar Elgar.

Campbell, A., & Converse, P. E. (Eds.), 1972. The human meaning of social change. (O Significado Humano de Mudança Social) Russell Sage Foundation.

Carty, V., 2018. Social movements and new technology. (Movimentos Sociais e Novas Tecnologias) Routledge.

Daneke, G., Priscoli, J.D. and Garcia, M., 2019. Public involvement and social impact assessment. (Envolvimento Público e Avaliação do Impacto Social) Routledge.

Cronin, M.J. and Dearing, T.C. eds., 2017. Managing for social impact: Innovations in responsible enterprise. (Gerenciamento de Impacto Social: Inovações em

Empresas Responsáveis), Springer.

Hofstede, G., 2011. Dimensionalizing Cultures: The Hofstede Model in Context, Online Readings in Psychology and Culture (ORPC) – (Dimensionando Culturas: O Modelo Hofstede em Contexto, leituras online em Psicologia e Cultura (ORPC). Murray R., Caulier-Grice J., Mulgan G. (2010), The open book of social innovation, (O Livro Aberto da Inovação Social), The Young Foundation

SE-HUB projeto foi financiado com apoio da Comissão Europeia.

Esta publicação reflete apenas a opinião do autor e a Comissão não deve ser responsabilizada por qualquer uso que possa ser feito da informação aqui contida.

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Guia “Jovem Empreendedor Social – Orientações e Checklists”

Gestão de Organizações

Empresariais Sociais (OES)

Missão, Estrutura, Gestão e Planejamento

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CONTEÚDO

Missão da empresa social

Estrutura da empresa social

Planejamento e preparação

Lançamento

Gestão e organização

A equipe (Team)

Monitorando

Atividades para os leitores

Referências

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A empresa social passa por quatro estágios:

1. Imaginando: Definindo a necessidade social, gerando ideias e soluções, analisando pontos fortes e fracos (o que você pode e o que não pode fazer), motivando colaboradores, apoiadores, comunidades.

2. Explorando: Pesquisando mercados, testando viabilidade, desenvolvendo um plano de negócios e levantando capital inicial.

3. Lançando (a Startup): Construindo empreendimentos e gerenciando capacidade, caminhando em direção à sustentabilidade e sucesso.

4. Crescendo: Expandindo para novos mercados, chegando a mais grupos-alvo, oferecendo novos produtos/serviços.

IMAGINANDO

• Gerando ideias

• Motivação

EXPLORANDO

• Plano de negócios

• Viabilidade

COMEÇANDO (Startup)

• Lançamento

• Sobrevivência

CRESCENDO

• Escalando a OS

Referências

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