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CENTRO UNIVERSITÁRIO UNINOVAFAPI BACHARELADO EM ENFERMAGEM ELIZANA CARVALHO OLIVEIRA

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CENTRO UNIVERSITÁRIO UNINOVAFAPI BACHARELADO EM ENFERMAGEM

ELIZANA CARVALHO OLIVEIRA

ADESÃO À HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS: Profissionais de saúde no serviço de Nefrologia

TERESINA 2019

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FICHA CATALOGRÁFICA

Catalogação na publicação Antonio Luis Fonseca Silva– CRB/1035 Francisco Renato Sampaio da Silva – CRB/1028 O48a Oliveira, Elizana Carvalho.

Adesão a higienização das mãos: profissionais de saúde no serviço de nefrologia / Elizana Carvalho Oliveira. – Teresina: Uninovafapi, 2019.

Orientador (a): Prof.ª Dr.ª Ivonizete Pires Ribeiro; Centro Universitário UNINOVAFAPI, 2019.

33. p.; il. 23cm.

Monografia (Graduação em Enfermagem) – Centro Universitário UNINOVAFAPI, Teresina, 2019.

1. Segurança do paciente. 2. Higienização das mãos. 3. Nefrologia. 4. Dialise renal. I.Título. II. Ribeiro, Ivonizete Pires.

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AGRADECIMENTOS

A Deus, pelo cuidado e amor, pela vida, por me proporcionar a oportunidade e por ter me dado forças para que eu pudesse alcançar mais este objetivo. Deus seja louvado!

À família, em especial ao meu esposo, Francisco das Chagas Oliveira, por ter sido minha sustentação, pelo encorajamento, por acreditar nos meus sonhos e não medir esforços para que esses se concretizassem, por estar comigo sempre, te amo!

Aos meus pais, Maria dos Santos Gomes da Conceição e Daniel Rodrigues de Carvalho, por serem minha base, que me criaram mostrando sempre o caminho certo a ser seguido. Se hoje estou aqui é porque, com certeza, ouvi cada um de seus conselhos.

Aos meus irmãos, Jadiel da Conceição Carvalho, Djael da Conceição Carvalho e Eliel da Conceição Carvalho pelo incentivo e carinho.

Ao Centro Universitário Uninovafapi, pela excelente estrutura e motivação aos discentes quanto à pesquisa.

Ao corpo docente da graduação em Enfermagem, em especial às professoras Dr.ª Camila Aparecida Pinheiro Landim Almeida e Ma. Fernanda Cláudia Miranda Amorim, por todo conhecimento repassado nas aulas de metodologia de pesquisa.

À orientadora professora Dr.ª Ivonizete Pires Ribeiro, pela paciência, ajuda, por cada conhecimento repassado, todos os seus ensinamentos vou levar para a vida.

À banca avaliadora composta pelas professoras Dr.ª Adélia Dalva Da Silva Oliveira e Dr.ª Ana Maria Ribeiro dos Santos que, por meio do olhar diferenciado, só enriqueceram a pesquisa.

À instituição coparticipante, por ter autorizado e proporcionado este trabalho.

Aos colegas de turma, em especial à Amalia Mariana Castelo Branco, Jessyca Samara de Sampaio Silva, Mayara Gonsalves Teixeira, Pabine Kaiane Jacobino e Thalia Alves Rodrigues, por estarem comigo em todos os momentos e por terem se tornado as melhores companheiras que eu poderia ter.

Por fim, aos participantes da pesquisa, que contribuíram, direta ou indiretamente, por doarem um pouco de seu tempo para colaborar com o trabalho, o meu muito obrigada!

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RESUMO

Introdução: A meta global de higiene das mãos ainda é um desafio nas instituições de saúde. Mudanças organizacionais nos serviços e nas ações dos profissionais devem ser revistas, principalmente diante da necessidade de realização de boas práticas que visem à segurança do paciente e à qualidade nos serviços de saúde, sendo a higiene das mãos um dos seus pontos principais. Objetivo: Avaliar a adesão ao protocolo de higienização das mãos na equipe de saúde em um serviço de Nefrologia. Métodos: Pesquisa descritiva e exploratória com abordagem quantitativa, realizada em um hospital público de Teresina Piauí, Brasil. As informações sobre a adesão à higienização das mãos dos profissionais de saúde da clínica de Nefrologia foram coletadas do banco de dados do Núcleo de Segurança do Paciente do referido hospital. Para a coleta de dados, foi utilizado um instrumento de avaliação dos cinco momentos da higienização das mãos preconizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. A coleta de dados ocorreu no período de março a abril de 2019. Os dados foram analisados e dispostos em tabelas e gráficos, descritos por meio de proporções numéricas e percentuais. A pesquisa seguiu todos os preceitos éticos e legais da resolução 466 do Conselho Nacional de Saúde, aprovada sob o parecer nº 3.147.707. Resultados: A taxa de adesão à higieniização das mãos no serviço de Nefrologia variou em todos os períodos analisados, chegou a 25% de adesão e quase não houve períodos de estabilização dela. Ao relacionar a variação da taxa de adesão com as atividades realizadas no mesmo período de tempo, pode-se inferir que o número maior de profissionais que participou das atividades educativas sobre higienização das mãos influenciou no aumento da taxa de higienização das mãos. É importante destacar que outras questões podem, também, ter influenciado nesse aumento. Outro dado importante é que, a partir de agosto, as taxas de adesão não conseguem alcançar em nenhum momento 100% e as atividades educativas foram reforçadas nesses meses, principamente, no mês de novembro e isso refletiu no aumento da adesão. Conclusão: Diante do exposto, são importantes as intervenções educacionais em higienização das mãos nos serviços de saúde, em especial nas unidades de terapia renal. Há necessidade de o enfermeiro apropriar-se da sua função educadora como recurso essencial para promoção e prevenção de infecções relacionada à assistência.

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ABSTRACT

Introduction: The global goal of Hand Hygiene is still a challenge in health care institutions. Organizational changes in the services and actions of professionals should be reviewed mainly in view of the need to perform good practices aimed at patient safety and quality in health services, with Hand Hygiene being one of its main points. Objective: To evaluate the adherence to the protocol of hand hygiene in the health team in a nephrology service. Methods: This is a descriptive and exploratory study with quantitative approach performed in a public hospital in Teresina Piauí, Brazil. The information on adherence to the hygiene of the hands of health professionals of the clinic of nephrology was collected from the database of the Nucleus of Patient Safety of the referred hospital. For the data collection, an instrument was used to evaluate the five moments of hand hygiene recommended by the National Health Surveillance Agency. The data were collected from March to April 2019. Data were analyzed and arranged in tables and graphs, described by means of numerical and percentage ratios. The research followed all the ethical and legal precepts of Resolution 466 of the National Health Council, approved under Opinion No. 3,147,707. Results: The rate of adherence to hand hygiene in the nephrology service varied in all the periods analyzed, reached 25% of adherence and there were almost no stabilization periods for this rate. Relating the variation of the adhesion rate to the activities carried out over the same period of time, it can be inferred that the greater number of professionals who participated in the educational activities on hand hygiene influenced the increase in the hand hygiene rate. It is important to note that other issues may also have influenced this increase. Another important fact is that as of August, membership rates can not reach 100% at any time and educational activities were strengthened in those months, principally in November, and this reflected the increase in membership. Conclusion: In view of the above, the importance of educational interventions on hand hygiene in health services, especially in renal therapy units, is highlighted. Nurses need to take ownership of their educational role as an essential resource for promotion and prevention of care-related infections.

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SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO... 7 1.1 Contextualização do problema... 7 1.2 Objetivos... 8 1.2.1 Objetivo Geral... 8 1.2.2 Objetivos Específicos... 8 1.3 Justificativa e relevância... 9 2 REFERENCIAL TEMÁTICO... 10 2.1 Serviço de Nefrologia... 10

2.2 Adesão a higienização pelos profissionais de saúde... 11

3 MÉTODOS... 14

3.1 Tipo de estudo... 14

3.2 Local de estudo... 14

3.3 População e amostra... 14

3.4 Coleta dos dados: instrumentos e procedimentos... 15

3.5 Organização e análise dos dados... 15

3.6 Aspectos éticos e legais... 16

4 RESULTADOS... 17 5 DISCUSSÃO... 19 6 CONCLUSÃO... 22 REFERÊNCIAS... 23 APÊNDICES ANEXOS

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1 INTRODUÇÃO

1.1 Contextualização do problema

Milhões de pessoas, em todo o mundo, sofrem com efeitos adversos incapacitantes ou morrem em decorrência de falhas durante a assistência nos serviços de saúde, apontando a segurança do paciente como uma questão global e de saúde pública (BELELA-ANACLETO; PETERLINI; PEDREIRA, 2017).

Diante disso, faz-se necessário que a segurança do paciente seja uma meta instituída e incorporada por todos os profissionais da equipe de saúde para que esses desempenhem suas atividades livres de eventos adversos nos cuidados prestados na assistência à saúde (MIRANDA et al., 2017).

A segurança do paciente é definida como o ato de evitar, prevenir ou melhorar ao máximo possível os eventos adversos ou os danos provocados durante a assistência hospitalar, independentemente do setor de atendimento (RIGOBELLO et

al., 2012).

Dentre as medidas de segurança ao paciente, seja de promoção de cuidado à saúde, a Higienização das Mãos (HM) é uma medida simples que garante a qualidade do cuidado e a proteção contra várias doenças, contra infecções relacionadas ao cuidado em saúde, inclusive para os profissionais de saúde (BRASIL, 2016).

A HM é um ato espontâneo e pessoal, portanto, depende da conscientização de cada profissional para o exercício das práticas assistenciais (SCHERER et al., 2017). Nesse sentido, a HM deve fazer parte de todas as campanhas educativas, tanto no fortalecimento dos conceitos, da periodicidade quanto da execução da técnica. Para realizar a HM, pode ser utilizado produto alcoólico rotineiramente ou água e sabonete líquido, caso as mãos estejam visivelmente sujas (BRASIL, 2017).

Para uma HM eficaz, a técnica empregada e a duração do procedimento são essenciais, além disso, antes de iniciar a técnica, é necessário retirar adornos, como anéis, pulseiras e relógios, pois esses podem dificultar a remoção de microrganismos ou acumulá-los nas mãos (BRASIL, 2017).

A meta global de HM ainda é um desafio nas instituições de saúde. Mudanças organizacionais nos serviços e nas ações dos profissionais devem ser revistas, principalmente diante da necessidade de realização de boas práticas que visem a

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segurança do paciente e a qualidade nos serviços de saúde, sendo a HM um dos seus pontos principais (PAULA et al., 2017).

Estratégias de treinamento que possam esclarecer e fortalecer a condutados profissionais de saúde quanto às indicações, recomendações e situações/momentos em que a HM deve ser realizada, bem como quanto à escolha do tipo a ser adotado e aos produtos a serem utilizados, devem ser priorizados e planejados com ações permanentes nas instituições de cuidado à saúde (OLIVEIRA; PINTO, 2018).

1.1 Objeto do estudo

Adesão à higienização das mãos por profissionais de saúde em um serviço de Nefrologia.

1.2 Hipótese

A adesão à higienização das mãos pelos profissionais de saúde no serviço de Nefrologia é satisfatória.

1.3 Objetivos

1.3.1 Geral

▪ Avaliar a adesão ao protocolo de higienização das mãos por profissionais de saúde em um serviço de Nefrologia de um hospital público.

.

1.3.2 Específicos

▪ Verificar os indicadores de adesão à higienização das mãos do serviço de Nefrologia que estão no Núcleo de Qualidade em Saúde e Segurança do Paciente;

▪ Identificar as atividades educativas que foram utilizadas para a adesão da higienização das mãos.

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1.4 Justificativa e relevância

A escolha para desenvolver este estudo, especialmente naa referida clínica, aconteceu de forma intencional, após estágios curriculares que despertaram o interesse por conhecer a forma e a eficácia da HM desses profissionais e reconhecer que esse local possui um ambiente que necessita de atenção especial no que diz respeito à prevenção de infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS).

O que se observa na prática, durante os estágios curriculares, é a quebra da técnica e/ou a dificuldade para aderir a uma prática tão simples e segura no cuidado com o paciente, o que pode levar à ocorrência de eventos adversos, pois, faz-se necessária uma assistência segura aos pacientes que necessitam recorrer às unidades de hemodiálise, pois essas são providas de fatores que aumentam a probabilidade da ocorrência de eventos adversos.

Os resultados deste estudo poderão contribuir para nortear a importância da HM dos profissionais de saúde para a prevenção de efeitos adversos relacionados à saúde. Além disso, a pesquisa poderá possibilitar a construção de uma pauta de discussões sobre as falhas, procurando sempre a melhor forma para se executar a assistência à saúde consciente e segura.

Para a comunidade científica, o estudo torna-se extremamente importante e poderá ser utilizado como subsídio para embasar pesquisas futuras da mesma temática, fortalecendo o conhecimento acerca do tema abordado.

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2 REFERENCIAL TEMÁTICO

2.1 Serviço de Nefrologia

Os rins desempenham funções essenciais para a hemostasia do organismo, dentre as quais podem ser destacadas a excreção de produtos metabólitos, creatinina, ácido úrico e ureia. Além de desempenhar importante papel no controle de eletrólitos e no balanço hídrico, eles mantêm o equilíbrio nos componentes como sódio, potássio, cloro, bicarbonato e fosfato (NASCIMENTO; MARQUES, 2015).

Para desempenhar suas funções em perfeita harmonia, os rins necessitam de três mecanismos indispensáveis, filtragem glomerular, a reabsorção tubular e a excreção de diversas substâncias, que, quando não são eliminadas pelos rins, causam desequilíbrio no nosso organismo e afetam funções vitais, podendo levar à doença renal (SOUZA; ELIAS, 2006)

A insuficiência renal crônica (IRC) consiste na perda progressiva e irreversível da função renal, problema de saúde pública que possui como causa, na maioria das vezes, complicações do diabetes mellitus e hipertensão arterial (PERES et al., 2010).

A nefropatia crônica, além comprometer as funções vitais, causa danos físicos e psicológicos ao paciente, debilitando e impondo restrições ao exigir esforço muito grande para tolerar e se adaptar às mudanças e à gradual perda de sua qualidade de vida (THOMAS; ALCHIERI, 2005)

Um dos tratamentos da IRC é a hemodiálise, que é um processo de filtragem e purificação do sangue para remover líquidos e toxinas prejudiciais ao nosso organismo, que, normalmente, são eliminados pelos rins saudáveis (SESSO et al., 2011).

Para minimizar a progressão, bem como a evolução para a terapia renal substitutiva, é necessário ampliar a atenção voltada para a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado às doenças renais agudas e crônicas. Para isso, é de fundamental importância maior investimento em políticas públicas voltadas para prevenção e controle dessas doenças, bem como mais informações sobre o atendimento à terapia de hemodiálise (BARBOSA et al., 2017).

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na vida dos pacientes e familiares, não apenas de cuidados técnicos, como também na ajuda ao enfrentamento da situação, oferecendo, entre outros, informações sobre o autocuidado, fator indispensável para uma terapia de sucesso (SCHWARTZ et al., 2009).

No serviço de hemodiálise, vários pacientes são submetidos ao tratamento simultaneamente, esse fato aumenta a probabilidade da disseminação de microrganismos por contato direto e indireto por meio de objetos, superfícies e equipamentos; esses fatores evidenciam a necessidade da HM antes e após o contato com o paciente (MENDONÇA, 2016)

As questões de segurança do paciente são comuns a todos os estabelecimentos de saúde, porém, nas unidades de hemodiálise, existem inúmeros fatores de risco que aumentam a probabilidade de ocorrência de eventos adversos, recomendando atenção dobrada, pois a oferta da assistência segura à população em hemodiálise apresenta alguns desafios que são exclusivos dessa população (MENDONÇA, 2016).

2.2 Adesão à higienização pelos profissionais de saúde

A Aliança Mundial para Segurança do Paciente, iniciativa da OMS, lançada em 2004, tem empregado esforços na elaboração de diretrizes e estratégias de implantação de medidas, incluindo a adesão à prática de higiene das mãos. O tema HM é tratado como prioridade pelos programas com foco na segurança no cuidado aos pacientes nos serviços de saúde (ROSETTI; TRONCHIN 2015).

Segundo o Ministério da Saúde (BRASIL, 2013), a HM, em termo geral, é qualquer ação de higienizar as mãos para prevenir a transmissão de micro- -organismos e, consequentemente, evitar que pacientes e profissionais de saúde adquiram infecções relacionadas à saúde (IRAS).

Nos programas de ações e saúde destinados à segurança do paciente, a HM é uma das medidas prioritárias, considerada fundamental para propiciar assistência segura e de qualidade (ROSETTI; TRONCHIN, 2015).

O termo HM engloba a higiene simples, a antisséptica, a fricção antisséptica das mãos com preparação alcóolica e a antissepsia cirúrgica das mãos. A ação correta no momento certo – antes de tocar o paciente, antes de realizar o procedimento asséptico, após risco de exposição a fluidos corporais ou excreções,

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após tocar o paciente, após tocar superfícies próximas ao paciente –, é a garantia de cuidado seguro (BRASIL, 2013).

A prevenção de IRAS depende de educação continuada e da adesão dos profissionais de saúde em associar teoria a pratica nas medidas preventivas, como a HM, às suas práticas diárias (PAULA et al., 2017).

Em todos os ambientes de promoção e cuidado à saúde, uma das medidas de segurança simples, que deve ser sempre adotada, é a HM, pois esta garante aos pacientes e profissionais a assistência segura e a proteção contra várias doenças, além da prevenção de contaminação cruzada (BRASIL, 2016).

Contudo, apesar do aumento de pesquisas relacionadas à segurança do paciente, a falha na execução ao cuidado prestado ainda é um fator que se destaca nos serviços hospitalares (DUARTE et al., 2015). Diante disso, Aguiar et al. (2017) recomendam incrementar programas de educação continuada para a equipe, a fim de que, por meio desse, promovam-se discussões na identificação e na correção dos erros.

Campanhas educativas devem sempre abordar a HM para fortalecer tanto os conceitos de periodicidade como os da técnica adequada para que os profissionais venham a estar atualizados sobre os procedimentos e quanto à sua utilização nas rotinas de trabalho (BRASIL, 2017).

A desvalorização da HM pelos profissionais nos serviços de saúde é uma realidade de dimensão global, que pode ser atribuída, muitas vezes, às condições físicas, estruturais e comportamentais que envolvem a ausência de pias e insumos como sabonete e papel toalha, e a falta de estímulo, compromisso e responsabilidade profissional (ROSETTI; TRONCHIN, 2015).

A HM representa uma evidência científica na prevenção de eventos relacionados ao cuidado e na prevenção de IRAS, contudo, no dia a dia dos profissionais, essa prática acaba sendo negligenciada, o que contribui para a simplificação de etapas, pois, com vistas a agilizar o trabalho, esses profissionais acabam promovendo a roteirização de oportunidades perdidas para HM (BATHKE et

al., 2013).

Segundo Primo et al. (2010), de forma geral, há baixa adesão à HM pelos profissionais de saúde, o que torna imprescindível avaliar uma melhor estratégia de incentivo a ser abordada, pois a educação como forma de divulgação e multiplicação de informações e conhecimento não tem conseguido modificar comportamentos e

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condutas equivocadas utilizadas por esses profissionais.

Mesmo conhecendo os riscos que podem acarretar ao paciente, a não realização ou o não cumprimento da técnica recomendada pelo Ministério da Saúde, a HM, tem como consequência a negligência do direito do cliente de receber assistência segura livre de danos (BARRETO et al., 2009).

A prática de HM transcorre por todos os profissionais que atuam em qualquer setor de assistência à saúde, além de pacientes e acompanhantes que também podem vir a contribuir direta ou indiremente com a infecção cruzada (PAULA et al., 2017).

Segundo Barreto et al. (2009), a HM, apesar de ser um procedimento simples e de suma importância na assistência à saúde, é e continuará sendo um grande desafio para o controle de IRAS, pois ainda há grande resistência dos profissionais em realizá-la.

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3 MÉTODOS

3.1 Tipo de estudo

Pesquisa de caráter descritivo e exploratório, com abordagem quantitativa. Segundo Gil (2010), nos estudos quantitativos, o objetivo do investigador é expor com exatidão determinadas características, fazendo o uso de instrumentos de pesquisas para a coleta de dados. De acordo com Gerhardt e Silveira (2009), na abordagem quantitativa, selecionada para este estudo, as variáveis podem ser mensuradas.

3.2 Local do estudo

Pesquisa realizada em um hospital público de Teresina, Piauí, Brasil, onde é desenvolvido um projeto de sensibilização dos profissionais sobre a HM. Esse hospital possui 349 leitos, dos quais 20 são da clínica nefrológica, a qual atende uma média de 60 pacientes em hemodiálise e possui 15 máquinas. Além desse tratamento, possui também diálise peritoneal. A clínica possui, ainda, um ambulatório para consultas, atendimento e orientação aos pacientes que fazem a diálise peritoneal em casa.

3.3 População e amostra

A pesquisa foi constituída por todos as fichas de observação dos profissionais em relação aos cinco momentos de HM na clínica nefrológica, de abril de 2017 a fevereiro de 2019. Os dados dessas fichas são lançados no banco de dados do núcleo de segurança do paciente todos os meses. Em média, são dez profissionais observados por semana, podendo ser no turno da manhã ou da tarde em algum momento de suas atividades assistênciais. Convém ressaltar que todos os insumos para a HM estavam presentes do período observado.

No projeto, foi considerado o seguinte critério de inclusão: ser profissional da área da saúde – médico, enfermeiro, nutricionista, psicólogo, técnico em

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Enfermagem – atuante no serviço de Nefrologia, e ter participado das observações nos cinco momentos da HM. Foram excluídos os profissionais que estavam afastados da instituição, no período da pesquisa, por atestados, licenças médicas ou férias.

Nesse sentido, o quantitativo da população-amostra constituiu-se de 70 profissionais de saúde, sendo que, 7 são médicos; 11, enfermeiros; 1 nutricionista; 1 psicólogo; 1 assistente social; 49 técnicos em Enfermagem. No período do estudo, um total de 480 fichas sobre os cinco momentos da higienizaçao das mãos estavam arquivadas e foram analisadas.

3.4 Coleta de dados: instrumentos e procedimentos

A coleta de dados foi realizada no período de março a abril de 2019, no Núcleo de Segurança do Paciente do Hospital Getúlio Vargas, depois de ter sido aprovada pelo Comitê de Ética e Pesquisa da instituição coparticipante, em 19 de fevereiro de 2019. O instrumento utilizado para coleta de dados (ANEXO A) é preconizado pela Agência Nacional de Vigilência Sanitária no processo de HM.

3.5 Organização e análise de dados

Para a organização dos dados coletados, foi primeiramente utilizado o banco de dados existente na instituição (núcleo de segurança) , e depois lançados em um banco de dados no Programa Microsoft Excel, versão XP (Microsoft CO, USA), com dupla digitação dos dados, os quais foram, posteriormente, importados para o Programa SPSS “StatisticalPackage for the Social Science” (versão 21.0 for Windows). Este software possibilitou o processo de análise estatística dos dados. Os dados foram dispostos em tabelas e gráficos e descritos por meio de proporções numéricas e percentuais.

Cabe ressaltar que, após a realização desta pesquisa, foi produzido um adesivo educativo que contém os cinco momentos em que deve ser realizada a HM, para que seja implementado na clínica de Nefrologia. O adesivo educativo foi baseado nos cinco momentos de HM preconizados pela Angência Nacional de Vigilância Sanitária (APÊNDICE A).

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3.6 Aspectos éticos e legais

Os aspectos éticos dispostos na Resolução 466/12 do Conselho Nacional de Saúde foram garantidos, atendendo às exigências éticas e científicas fundamentais de uma pesquisa envolvendo seres humanos.

O projeto foi encaminhado para a instituição coparticipante para devida apreciação, e aprovado conforme mostra o Anexo C. Também se encaminhou o projeto ao Comitê de Ética e Pesquisa da UNINOVAFAPI, aprovado sob o parecer nº 3.147.707 (ANEXO B).

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4 RESULTADOS

A adesão à HM no serviço de Nefrologia teve variações com base nas medidas adotadas para a obtenção das práticas adequadas. Observou-se que, no mês de dezembro de 2017, as taxas de adesão à HM foram acima de 70% nas cinco observações realizadas, chegando, em alguns momentos, a 100% de adesão. No mês de janeiro de 2018, essa taxa obteve estabilização no período entre os dias 8 e 16, com taxa de adesão acima de 80%. No mês de fevereiro, a taxa de adesão ficou menor que 70%. No mês de março, a taxa de adesão, que estava em 65%, subiu para 100%, em seguida, deu uma pequena estabilizada, ficou maior do que 70%, e, ao final do mês, chegou a 100% novamente (GRÁFICO 1).

No mês de abril, a taxa entrou em declínio, primeiro com 90%, depois 70% e, por último, 25%, a menor taxa de adesão observada no período analisado, repetida no mês de setembro. No mês de maio, a taxa aumentou e chegou a 100%, e, posteriormente, apresentou um leve declínio e chegou a 90%, decresceu mais um pouco e chegou a 50%, e, em seguida, sobiu e atingiu os 100% até o final do mês. No início do mês de junho, a taxa de adesão foi de 55%, sobiu a 100% e, no final do mês, chegou a 60%. No mês de julho, a taxa de adesão iniciou com 100% e caiu para 65% (GRÁFICO 1).

Depois de julho, as taxas de adesão não conseguiram alcançar, em nenhum momento, 100% de adesão, por isso, a mediana caiu para 50%. No mês de agosto, chegou a 45%; no mês de setembro, subiu para 75% e declinou novamente e chegou a 25%. Nos meses de outrobro e novembro, a taxa voltou a subir, atingindo 80% e 85%, respectivamente. No mês de dezembro, ela despencou e caiu pela metade, chegando a 40%. Nos meses de janeiro e fevereito, a taxa aumentou e ficou em torno de 50 e 55%, respectivamente (GRÁFICO 1).

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Gráfico 1 – Percentual de adesao à higienização das mãos no Serviço de Nefrologia (12/2017-02/2019). Teresina, Piaui, 2019

Fonte: CCIH- HGV.

Dentre as atividades educativas de HM do serviço de Nefrologia no período analisado, tem-se: metas de higiene das mãos, palestras sobre higiene das mãos, reunião sobre higiene das mãos, higiene das mãos e prática educativa higiene das mãos (Tabela 1).

Tabela 1 – Atividades Educativas de Higiene das Mãos do Serviço de Nefrologia – HGV. Teresina, Piauí, 2019.

Atividades Educativas de Higiene das Mãos do Serviço de Nefrologia

Atividade Dia

Nº de participantes do total de 70 do Setor

Metas de higiene das mãos 24.01.2018 17

Palestras sobre higiene das mãos 30.01.2018 13

Reunião sobre higiene das mãos 08.03.2018 7

Higiene das mãos 07.03.2018 5

Higiene das mãos 28.05.2018 4

Higiene das mãos 23.05.2018 2

Reunião sobre higiene das mãos 21.09.2018 9

Prática educativa higiene das mãos 08.11.2018 14

Prática educativa higiene das mãos 07.11.2018 7

Prática educativa higiene das mãos 05.11.2018 10

Total 12 atividades 12 dias 88

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5 DISCUSSÃO

Monitorar a adesão à HM previne a transmissão de patógenos e, sobretudo, a incidência de infecções relacionadas ao cuidar em saúde, sendo considerada uma medida simples e importante na redução de mortalidade entre os pacientes (OLIVEIRA; PAULA, 2013).

A taxa de adesão à HM no serviço de Nefrologia variou em todos os períodos analisados, chegou a 25% de adesão e quase não houve períodos de estabilização dessa taxa. A instabilidade e a baixa taxa de adesão à HM sinalizam problemas que devem ser investigdos para, posteriormente, serem implementadas estratégias para aumentar a taxa de adesão à HM.

Ao relacionar a variação da taxa de adesão com as atividades realizadas no mesmo período de tempo, destaca-se que, no mês de janeiro de 2018, a taxa de adesão à HM estava acima de 80% e as atividades realizadas nesse mês obteve o maior número de profissionais participantes. Pode-se inferir que o número maior de profissionais que participaram das atividades educativas sobre HM influenciou no aumento da taxa de HM. É importante destacar que outras questões podem, também, ter influenciado nesse aumento, mas com os dados dispostos aqui, essa relação pode ser observada.

Pesquisas apresentam variações entre as taxas de adesão reportadas à HM pelos profissionais de saúde, contudo, diferentes fatores podem estar relacionados à baixa adesão. Entre eles, destacam-se: serviços de saúde com recursos limitados, superlotados, com inadequada ou nenhuma separação espacial entre camas, a estrutura física, que inclui as pias mal localizadas; o uso de luvas; a habilidade, as atitudes e a motivação; a importância atribuída pelo profissional de saúde para o risco de não estar em conformidade com as recomendações para HM, além da formação recebida e do tempo dispensado para esta (BATHKE et al., 2013; ZOTTELE et al., 2017).

Estudos ainda apontam fatores referentes ao fluxo inadequado de assistência ao paciente devido às superlotações, à carga de trabalho, ao estresse, à realização de atividades com alto risco de transmissão cruzada de patógenos, à falta de conhecimento sobre o protocolo de HM, à falta de exemplo positivo de seus superiores, a maus hábitos, a simples esquecimento, à irritação e ao ressecamento da pele causado pelo uso sucessivo de produtos (SOUZA et al., 2015; LUCIANO et

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al., 2017).

Neste estudo, observa-se também que, a partir de agosto de 2018, as taxas de adesão não conseguem alcançar, em nenhum momento, 100%, e as atividades educativas foram reforçadas nesses meses, principamente no mês de novembro do referido ano e isso refletiu no aumento da adesão à HM.

O procedimento da técnica de HM é a mais simples e importante medida de controle de infecção, entretanto, comprova-se, por meio dos dados coletados, que os profissionais de saúde não realizam a técnica recomendada. A baixa adesão, antes das atividades educativas, à HM, pode não estar diretamente associada ao conhecimento teórico, mas à incorporação desse conhecimento na prática diária. É observado que durante campanhas de HM, frequentemente, ocorre aumento da adesão, que retorna aos níveis basais geralmente seis meses após a campanha, refletindo um problema não só estrutural, mas também de conscientização e ética dos profissionais (TRANNIN et al., 2016).

Observa-se que a taxa de adesão à HM aumenta depois das atividades educativas, mas os estímulos desencadearam a repetição de suas ações apenas no período das intervenções, havendo diminuição no período posterior. Isso aconteceu apesar do tempo de implementação das estratégias de intervenção e dessas terem sido inovadoras e construídas pelo grupo de profissionais do hospital, principalmente da própria Nefrologia.

O hábito e a crença pessoal podem exercer maior influência na adesão do que o conhecimento das medidas de precaução e de controle de infecção. Contudo, diversos são os fatores que afetam negativamente a adesão, como prejuízos à pele, falta de insumos, esquecimento e desconhecimento, ceticismo e falta de exemplo de colegas e líderes, entre outros (ABREU et al., 2016).

Nessa perspectiva, o Ministério da Saúde instituiu ações na gestão de risco e os cinco momentos como essenciais para a HM, pois a incorporação desses componentes são essenciais no controle das IRAS, haja vista a necessidade de aderir à HM como medida que impede a transmissão cruzada de micro-organismos (BRASIL, 2017).

Acredita-se que a promoção da educação permanente, visando o controle de infecção nos estabelecimentos de saúde, deve ser assumida pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar na busca de meios que promovam mudanças mais eficazes e duradouras. Mas, sob outro ponto de vista, a adesão é um ato voluntário e

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individual que depende da decisão de cada profissional (BARBOSA, 2019).

Nesse sentido, a taxa de adesão à HM é influenciada, dentre outros fatores, pela complexidade inerente ao profissional que realiza o cuidado. Portanto, houve aumento da adesão quando as estratégias de incentivo foram introduzidas, mas predominantemente após a realização dos procedimentos. Alguns estudos corroboram os achados desta pesquisa, de que a adesão é maior mediante o estímulo e após a realização de cuidados, evidenciando a preocupação do profissional em não se expor ao risco de aquisição de doença (OLIVEIRA et al., 2016).

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6 CONCLUSÃO

A taxa de adesão à HM no serviço de Nefrologia variou em todos os períodos analisados, chegou a 25% de adesão e quase não houve períodos de estabilização dessa taxa. Ao relacioar a variação da taxa de adesão com as atividades realizadas no mesmo período de tempo, é possivel observar que o número maior de profissionais que participaram das atividades educativas sobre HM influenciou no aumento da taxa de HM. Neste estudo, observa-se, também, que, a partir de agosto de 2018, as taxas de adesão não conseguem alcançar, em nenhum momento, 100%; e as atividades educativas foram reforçadas nesses meses, principamente, no mês de novembro do referido ano e isso refletiu no aumento da adesão à HM.

Infraestrutura adequada e abordagens educativas multidisciplinares e multimodais são apropriadas para aumentar a adesão dos profissionais de saúde à HM. Nesse sentido, aproximar o Serviço de Controle de Infecção Hospitalar e o Núcleo de Segurança do Paciente dos profissionais de saúde pode ser uma importante estratégia para formar parcerias que desenvolvam a aprendizagem e a efetivação de práticas de HM com o intuito de garantir a qualidade do cuidado na assistência prestada, além de promover a segurança aos pacientes.

Nesse contexto, há necessidade de o enfermeiro apropriar-se da sua função educadora, como recurso essencial para promoção e prevenção de infecções relacionadas à assistência.

As limitações deste estudo relacionam-se ao número de sujeitos e ao local do estudo, uma única unidade, o que impede a generalização dos achados, no entanto, estes são considerados válidos, pois refletem condições semelhantes verificadas em pesquisas de maior abrangência, destacando-se a necessidade de estudos complementares que envolvam o tema, visto que ainda existe carência de estudos referente à adesão e à prática dos profissionais à HM em uma clínica de Nefrologia.

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APÊNDICE A – MATERIAL EDUCATIVO CONSTRUÍDO

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Referências

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