CIRCUITOS ELÉTRICOS II
Prof. Alexandre Oliveira
1.Lei de Ohm. Circuito Série e Circuito Paralelo
2.Leis de Kirchhoff
3.Thevenin e Norton
4.Capacitores e Indutores
5.Circuitos Monofásicos
6.Magnetismo e Eletromagnetismo
7.Geradores e Motores de Corrente Contínua
8.Números Complexos
9.Circuitos de Corrente Alternada
10.Geradores e Motores de Corrente Alternada
11.Transformadores
Introdução básica de eletrônica Unidades de Medida 1 k (kilo) = 103 = 1.000 1 M (mega) = 106 = 1.000.000 1 G (giga) = 109 = 1.000.000.000 1 T (tera) = 1012 = 1.000.000.000.000 ---1 m (mili) = ---10-3 = 0.001 1 u (micro) = 10-6= 0.000001 1 n (nano) = 10-9 = 0.000000001 1 p (pico) = 10-12 = 0.000000000001
Unidades de Medida 1 k (kilo) = 103 = 1.000 1 M (mega) = 106 = 1.000.000 1 G (giga) = 109 = 1.000.000.000 1 T (tera) = 1012 = 1.000.000.000.000 ---1 m (mili) = ---10-3 = 0.001 1 u (micro) = 10-6 = 0.000001 1 n (nano) = 10-9 = 0.000000001 1 p (pico) = 10-12 = 0.000000000001
ELETRICIDADE BÁSICA
Núcleo
Prótons – carga elétrica positiva Nêutrons – carga elétrica nula
Eletrosfera
Tensão elétrica: Também conhecida como diferença de potencial, é a diferença de potencial elétrico entre dois pontos ou a diferença em energia potencial elétrica por unidade de carga elétrica entre dois pontos. Sua unidade de medida é o volt (V).
Corrente Elétrica: É o fluxo orientado de elétrons através de um condutor, quando submetido a uma d.d.p. Sua unidade de medida é o ampère ( A ).
Resistência Elétrica: É a oposição que o condutor oferece à passagem da corrente elétrica. A unidade de medida é o ohm (W ).
ELETRICIDADE BÁSICA
CIRCUITO ELÉTRICO
FONTE
CONDUTOR
CONSUMIDOR
LEI DE OHM
CIRCUITO EM SÉRIE
CIRCUITO EM PARALELO
TIPOS DE CIRCUITO
Associação em Série
Tensão: A soma das quedas de tensões nos resistores será igual à tensão da fonte: VT = V1 + V2 + V3 ... + Vn
Corrente: A corrente que sai da fonte será a mesma em todos os resistores: IT = I1 = I2 = I3 ... = In
Resistência: A resistência total é a soma das resistências parciais: RT = R1 + R2 + R3 ... + Rn
Associação em Paralelo
Tensão: A tensão é a mesma da fonte em cada resistor do circuito: VT = V1 = V2 = V3 ... = Vn
Corrente: A soma das correntes dos resistores é igual a corrente total do circuito: IT = I1 + I2 + I3 ... + In
Resistência: A resistência equivalente é calculada através das seguintes fórmulas:
Utilizando as leis de Kirchhoff, calcule todas as correntes das malhas e as quedas de tensão no circuito. Dados: VA = 116V, VB = 20V, R1 = 8Ω, R2 = 6Ω, R3 = 4Ω.
CORRENTE ALTERNADA
Quantos radianos correspondem a 30º ?
CAPACITORES
É um componente constituído por dois condutores separados por um isolante: os condutores são chamados armaduras (ou placas) do capacitor e o isolante é o dielétrico do capacitor. O dielétrico pode ser um isolante qualquer como o vidro, a parafina, o papel e muitas vezes é o próprio ar.
CAPACITORES
Processos de Carga de um Capacitor: Na figura abaixo o gerador retira elétrons da armadura A, que vai se eletrizando positivamente, e introduz elétrons na armadura B.
CAPACITORES
Associação de Capacitores em Série
Para a determinação do capacitor equivalente usaremos:
CAPACITORES
Associação de Capacitores em Paralelo
EQUIPAMENTOS DE MEDIÇÃO
Oferece
a
facilidade
de
mostrar
diretamente em seu display, o valor
numérico da grandeza medida, sem
termos
que
ficarmos
fazendo
multiplicações
(como
ocorre
com
multímetros analógicos).
Pode ser utilizado para diversos tipos de medidas, as três mais comuns são:
• tensão elétrica (medida em volts – V)
• corrente elétrica (medida em amperes – A - mA) • resistência elétrica (medida em Ohms – W)
Escalas para outras medidas específicas como: temperatura, semicondutores, capacitância, ganho de transistores, frequência, continuidade, etc.
O valor da escala já indica o máximo valor a ser medido por ela, independente da grandeza.
• VCC ou VDC: 200mV, 2V, 20V, 1000V ou 200m, 2, 20, 1000. • VCA ou VAC: 200 V, 750 V ou 200, 750. • R: 200, 2000, 20k, 200k, 2M ou 200, 2k, 20k, 200k, 20000k. • ICC ou IDC : 200, 2000, 20m, 200m, 2A, 20A ou 200, 2m, 20m, 200m, 2, 10. • ICA ou IAC: 2 A, 10 A ou 2, 10.
MULTÍMETRO DIGITAL
Importante:
saber selecionar a escala correta
para a medição a ser feita. Sendo assim
podemos exemplificar algumas grandezas com
seus respectivos nomes nas escalas:
• Tensão contínua = V
CC, DCV, V
DC(ou um V com duas linhas sobre ele, uma
tracejada e a outra continua).
• Tensão alternada = V
CA, ACV, V
AC(ou um V com um ~ sobre ele).
• Corrente contínua = DCA, ADC
(ou um A com duas linhas sobre ele, uma
tracejada e uma continua).
• Corrente alternada = ACA
(ou um A com um ~ sobre ele).
• Resistência = Ohms W
MEDIÇÃO
DE
TENSÃO:
é
necessário
conectar as pontas de prova em paralelo
com o ponto a ser medido.
MEDIÇÃO DE CORRENTE: é necessário conectar as pontas de prova em série com o ponto a ser medido. É importante frisar que a maioria dos multímetros digitais só mede corrente contínua, portanto não devem ser usados para se medir a corrente alternada fornecida pela rede elétrica.
MEDIÇÃO DE
RESISTÊNCIAS
Desligar todos os pontos da
peça a ser medida e
encostarmos uma ponta de prova em cada lado da
peça. No caso de uma
lâmpada incandescente
encostamos uma ponta de prova na rosca e outra na parte inferior e metálica do conector da lâmpada.
Todas estas medidas devem ser feitas
com critério e nunca encostar as mãos
em nenhuma ponta de prova durante uma
medida, caso isto aconteça corre o risco
de levar um choque elétrico e/ou ter-se
uma leitura errada.
Borne comum: normalmente indicado por COM
–
é onde deve estar sempre ligada a ponta de prova
preta.
Borne indicado por V/Ohms
– nele deve estar
conectada a ponta de prova vermelha para a
medição de tensão (contínua ou alternada),
resistência e corrente na ordem de miliamperes.
Borne indicado por A ou mA
– a ponta de prova
vermelha deve ser ligada nele para a medição de
corrente continua ou alternada.
O quarto borne em um multímetro pode ser
utilizado
para
a
medição
de
correntes
continuas mais elevadas, como exemplo, até
10A. Neste caso a indicação no borne seria
10A ou 10 ADC.
OSCILOSCÓPIO
O osciloscópio, de forma dinâmica, representa sinais
elétricos com variação no tempo em duas
dimensões (normalmente tensão vs. tempo).
O osciloscópio é utilizado por engenheiros e
técnicos para testar, verificar e depurar projetos eletrônicos.
As pontas de prova são usadas para transferir o sinal do dispositivo sendo submetido ao teste para as entradas BNC do osciloscópio.
O tipo de ponta de prova mais comumente utilizado é chamado de "Ponta de prova passiva 10:1 divisora de tensão".
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Ponta de Prova 10:1
• Passiva: Não inclui elementos ativos, como
transistores ou amplificadores.
• 10 para 1: Reduz a amplitude do sinal
fornecido na entrada BNC do osciloscópio
por um fator de 10.
• Além disso, aumenta a impedância de
entrada em 10X.
• Todas as medições devem ser realizadas em
relação ao terra!
V
olts
Tempo
Vertical = 1 V/div Horizontal = 1 µs/div
1 Div
1
D
iv
Área de exibição da forma de onda mostrada
com linhas de grade (ou divisões).
Os espaços verticais das linhas de grade estão
relacionados à configuração de volts/divisão.
Os espaços horizontais das linhas de grade
estão
relacionados
à
configuração
de
segundos/divisão.
V
p
-p
Period
Vertical = 1 V/div Horizontal = 1 µs/div
V
max
Período (T) = 4 divisões x 1 µs/div = 4 µs
Frequência = 1/T = 250 kHz.
V p-p = 6 divisões x 1 V/div = 6 V p-p
Ponto de disparo
Disparo = Borda ascendente a 0,0 V
− Ajuste o botão V/div até que a forma de onda preencha a maior parte da tela verticalmente.
− Ajuste o botão de posição vertical até que a forma de onda esteja centralizada verticalmente.
− Ajuste o botão s/div até que apenas alguns ciclos sejam exibidos na horizontal.
− Ajuste o botão de nível de disparo até que o nível seja definido próximo ao meio da forma de onda na vertical.
- Muitos ciclos sendo exibidos.
- Amplitude escalonada muito baixa. Condição de configuração inicial
(exemplo)
Condição de configuração ideal
A energia elétrica produzida nas usinas hidrelétricas é levada, mediante condutores de eletricidade, aos lugares mais adequados para o seu aproveitamento. Ela iluminará cidades, movimentará máquinas e motores.
Para o transporte da energia até os pontos de utilização, não bastam fios e postes, toda a rede de distribuição depende dos transformadores, que elevam e diminuem a tensão. Nesse sobe e desce, eles resolvem não só um problema econômico, reduzindo os custos da transmissão à distância de energia, como melhoram a eficiência do processo.
O transformador é um conversor de energia eletromagnética, cuja operação pode ser explicada em termos do comportamento de um circuito magnético excitado por uma corrente alternada. Consiste de duas ou mais bobinas de múltiplas espiras enroladas no mesmo núcleo magnético, isoladas deste.
Uma tensão variável aplicada à bobina de entrada (primário) provoca o fluxo de uma corrente variável, criando assim um fluxo magnético variável no núcleo. Devido a este é induzida uma tensão na bobina de saída (ou secundário). Não existe conexão elétrica entre a entrada e a saída do transformador.
Um transformador ideal deve respeitar as seguintes premissas:
Todo o fluxo deve estar confinado ao núcleo e enlaçar os dois enrolamentos.
As resistências dos enrolamentos devem ser desprezíveis.
As perdas no núcleo devem ser desprezíveis.
TRANSFORMADOR PRIMÁRIO SECUNDÁRIO 110 V 220 V 10 A 5 A ELEVAR A TENSÃO E ABAIXAR A CORRENTE
TRANSFORMADORES
TRANSFORMADOR PRIMÁRIO SECUNDÁRIO 220 V 110 V 5 A 10 A ABAIXAR A TENSÃO E ELEVAR A CORRENTE
TRANSFORMADORES
• Os transformadores monofásicos possuem:
• Um núcleo de ferro.
• Enrolamentos (primário e secundário).
• Isolamento entre os enrolamentos.
TRANSFORMADORES
Enrolamento Primário Enrolamento Secundário Núcleo Isolamento•Alimentando a bobina primária com C.A. produz um campo magnético alternado.
•As linhas de força são conduzidas pelo Núcleo que submete a bobina secundária a ação deste campo.
TRANSFORMADORES
TRANSFORMADORES
• Elevador de tensão: Mais espiras no secundário que no primário.
V1 = 50 V V1 = 100 V
600 Esp
1.200 Esp
• Abaixador de tensão: Mais espiras no primário que no secundário.
TRANSFORMADORES
V1 = 100 V V1 = 50 V 1.200 Esp 600 Esp PRIMÁRIO SECUNDÁRIOV
1V
2=
N
1N
2V
1V
2N
1N
2 = Tensão primária = Tensão secundária= Número de espiras do primário = Número de espiras do secundário
TRANSFORMADORES
•A tensão induzida e sempre proporcional ao número de espiras da bobina de acordo com a indução magnética que a provocou, podendo ser calculada pela relação de transformação a seguir:
I
1I2
=
N
2N
1I
1I
2N
1N
2 = Corrente primária = Corrente secundária= Número de espiras do secundário
TRANSFORMADORES
•A relação entre o número de espiras e a corrente que circula no enrolamento e inversamente proporcional, isto e, quanto menor o número de espiras, maior a corrente. A equação a seguir pode confirmar isso:
Sistema AC Trifásico
O sistema AC trifásico é um sistema de
fornecimento de energia elétrica composto de
três fases, podendo conter um fio de referência
(neutro).
As formas de onda das tensões de um sistema
desse tipo são apresentadas na figura. Note a
defasagem de 120° entre o início das formas de
onda nas fases A, B e C.
◼
Atualmente o sistema trifásico é o padrão
para a geração, transmissão e distribuição
de energia elétrica em corrente alternada.
◼
Aprender o cálculo e a relação existente
entre
as
grandezas
elétricas
(tensão,
corrente e potência) nos circuitos trifásicos.
◼ As primeiras linhas de transmissão de energia elétrica surgiram no final do século XIX.
◼ Destinavam-se exclusivamente ao suprimento do sistema de iluminação, pequenos motores e sistema de tração (railway) e operavam em corrente
contínua a baixa magnitude de tensão.
◼ A geração e transmissão usando os mesmos níveis de tensão das diferentes cargas restringiu a distância entre a planta de geração e os consumidores.
◼ A tensão da geração em corrente contínua não podia ser facilmente aumentada para a transmissão a grandes distâncias.
◼ Classes diferentes de cargas exigem diferentes níveis de tensões, e diferentes geradores e circuitos eram usados especificamente para cada conjunto de carga.
Ruas da cidade de
New York em 1890.
Além das linhas de
telégrafo,
múltiplas
linhas
elétricas
foram exigidas para
cada tipo de carga,
que trabalhavam a
diferentes níveis de
tensões.
◼ Para realizar uma transmissão de energia elétrica a grandes distâncias era necessário um nível elevado de magnitude de tensão, e essa tecnologia de conversão para corrente contínua não era viável naquela época.
◼ A mudança da transmissão de corrente continua para corrente
alternada foi devido principalmente aos seguintes motivos:
◼ O desenvolvimento e uso dos transformadores, permitindo a transmissão a grandes distâncias usando altos níveis de tensão, reduzindo as perdas elétricas dos sistemas e a queda de tensão;
◼ A elevação/redução da magnitude de tensão é realizado com uma alta eficiência e a baixo custo através dos transformadores.
◼ Surgimento de geradores e motores em corrente alternada, construtivamente mais simples, eficientes e baratos que as máquinas em corrente contínua;
◼ Se o enrolamento de campo é excitado por uma corrente continua e o rotor gira a uma velocidade constante, então a tensão induzida (e) será proporcional à magnitude da densidade de fluxo (B).
◼ Desvantagem: um espaço significante não é utilizado no estator e a existência de uma potência pulsante.
◼ Sugestão: usar sistemas polifásicos.
a -a Estator Enrolamento de armadura Caminho de fluxo Eixo magnético do enrolamento de armadura BB 0 π 2π e t 0 ea
◼ Porque usar um sistema trifásico?
◼ Um gerador trifásico aproveita melhor o espaço físico, resultando em um gerador de tamanho reduzido e mais barato, comparado com os geradores monofásicos de igual potência.
◼ Um sistema monofásico precisa de dois condutores; e um sistema trifásico (perfeitamente balanceado) precisa de três condutores, porém conduz três vezes mais potência. Na prática, devido a pequenos desequilíbrios inevitáveis, os sistemas trifásicos contam com um quarto condutor, o neutro.
◼ Duas alternativas de distribuição: monofásico e trifásico, permitindo o fornecimento a consumidores domiciliares e industriais.
◼ Os motores trifásicos são superiores aos motores monofásicos em rendimento, tamanho, fator de potência e capacidade de sobrecarga.
◼ Três bobinas defasadas em 120 graus elétricos no espaço geram um conjunto de três tensões de mesmo valor máximo, defasadas de 120 graus elétricos no tempo.
◼ As três tensões são conhecidas como FASES.
◼ No caso de conexão em Y, há dois valores de tensões distintas: tensão de fase e tensão entre duas fases qualquer.
a -a Estator Caminho de fluxo Eixo magnético do enrolamento de armadura Enrolamento de armadura c b -c -b e t 0 ea eb ec B 0 π 2π
Geradores e Motores de Corrente
Alternada
Definições
• Máquinas elétricas são dispositivos capazes de converter energia elétrica em energia mecânica e vice-versa.
• Geradores: convertem energia mecânica em elétrica.