Tuberculose 2018

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Texto

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Tuberculose

Tuberculose

Profa. Dionne B. Rolim

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     M      M    u    u     n     n      d      d    o    o      *      * 10,4 milhões de10,4 milhões de pessoas adoeceram pessoas adoeceram com tuberculose com tuberculose em 2015 em 2015 1,4 milhão 1,4 milhão morreram de morreram de tuberculose em tuberculose em 2015. Incluindo 400 2015. Incluindo 400 mil pessoas vivendo mil pessoas vivendo

com HIV com HIV 1,2 milhão de 1,2 milhão de pessoas vivendo pessoas vivendo com HIV com HIV desenvolveram desenvolveram tuberculose tuberculose Em 2014, 480 mil Em 2014, 480 mil pessoas pessoas desenvolveram desenvolveram Tuberculose Tuberculose Multidrogarresisten Multidrogarresisten te (TB-MDR), com te (TB-MDR), com 190 mil mortes 190 mil mortes associadas. associadas.      B      B    r    r    a    a     s     s      i      i      l      l      *      *      *

     * adoeceram comadoeceram com67 mil pessoas67 mil pessoas

tuberculose em tuberculose em 2016 2016 4,5 mil homens, 4,5 mil homens, mulheres e crianças mulheres e crianças morreram de morreram de tuberculose em tuberculose em 2015 2015 6,2 mil pessoas 6,2 mil pessoas vivendo com HIV vivendo com HIV desenvolveram desenvolveram tuberculose tuberculose 1.044 pessoas 1.044 pessoas desenvolveram desenvolveram tuberculose tuberculose drogarresistente drogarresistente Fonte: Fonte:

Tuberculose no Mundo e no Brasil

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Brasil: Brasil:

-- PaPaíseíses ps priorioritritáriários os da da OMSOMS para TB e TB-HIV (único país para TB e TB-HIV (único país das Américas) das Américas) -- 33% 33% da da cacargrga da de Te TB nB nasas Américas Américas rês listas de

rês listas de países de países de alta carga da OMS durantealta carga da OMS durante

o período 2016-2020.

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DA CARGA GLOBAL DE TUBERCULOSE

39 %

34,1 %

DE CARGA GLOBAL DE TB-HIV

(exceto Rússia)

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ESTRATÉGIA pelo fim da TB (OMS)

PLANO NACIONAL pelo Fim da TB

(Brasil)

UM MUNDO LIVRE DE TB

Brasil l ivre da TB

FIM DA EPIDEMIA GLOBAL DE TB

 Acabar com a TB como problema de

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PLANO NACIONAL PELO FIM DA TB

VISÃO

BRASIL LIVRE DA TUBERCULOSE

OBJETIVO

Acabar com a tuberculose como

problema de saúde pública no Brasil

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 Reduzir o coeficiente de incidência para menos de 10 casos por 100 mil hab. até o ano de 2035

 Reduzir o coeficiente de mortalidade para menos de 1 óbito por 100 mil hab. até o ano de 2035

META

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Agente etiológico descrito em 1882 por Robert Koch

• Complexo Mycobacterium tuberculosis

Ampla apresentação clínica

Dificuldade de diagnóstico

Tratamento eficaz

• Sem drogas novas

• Emergência de cepas MR

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Mycobacterium: do grego (myces = fungo)

Aeróbio estrito

Crescimento e duplicação lentos

Não forma esporos

Não produz toxinas

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Intracelular facultativo

Principal característica: envolto por

envelope celular

Cultura lenta: 3 a 6 semanas para

crescimento

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Aerossóis inalados

alvéolos

Resposta celular tardia

• Mediada por linfócitos T

• Produção das citocinas interferon-gama (INF-g) e interleucina-2

Formação de granuloma

Os linfócitos T CD4+ são uma das células mais importantes para a

resposta protetora contra o MBT

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Desfechos associados à exposição ao

Mycobacterium tuberculosis

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Busca Ativa de Sintomáticos Respiratórios –

SR

• Atividade de saúde pública (conceito programático) - orientada a identificar

precocemente SR, considerados com suspeita de tuberculose pulmonar, visando à descoberta dos casos bacilíferos

• Busca ativa do SR - deve ser realizada permanentemente por todos os

serviços de saúde (níveis primário, secundário e terciário) e tem sido uma estratégia recomendada internacionalmente (GOLUB et al., 2005; TOMAN, 1980; WHO, 2009; AMERICAN THORACIC SOCIETY; CDC; INFECTIOUS DISEASES SOCIETY OF AMERICA, 2005)

Sintomáticos Respiratórios – SR: indivíduos com tosse por tempo igual ou

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Busca Ativa de Sintomáticos Respiratórios –

SR

Os casos bacilíferos são a principal fonte de disseminação da

doença e a descoberta precoce por meio da busca ativa do SR é

importante medida para interromper a cadeia de transmissão,

desde que acompanhada pelo tratamento oportuno

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Estratégia Operacional - Busca Ativa de SR

Interrogar sobre a presença e duração da tosse à clientela dos serviços de

saúde, independentemente do motivo da procura

Orientar os SR identificados para a coleta do exame de escarro

Coletar 2 amostras de escarro, uma no momento da identificação e outra no

dia seguinte (atenção na orientação

 –

coleta do escarro e local apropriado de

coleta

 –

área externa do serviço de saúde)

Registrar as atividades nos instrumentos padronizados (pedido de

baciloscopia e livro do SR)

Estabelecer fluxo para conduta nos casos positivos e negativos à baciloscopia

Avaliar rotineiramente a atividade da busca por meio dos indicadores

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Estratégias Especiais de Busca Ativa de SR

Estratégia Saúde da Família

 –

ESF

Hospitais gerais e emergências

Sistema prisional

Outras instituições fechadas (asilos de idosos, hospitais psiquiátricos,

albergues de população em situação de rua)

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Forma primária

Forma pós-primária (ou secundária)

Forma miliar

TB Pulmonar

Sintomas clássicos da TB pulmonar - tosse persistente,

produtiva ou não (com muco e eventualmente sangue), febre

vespertina, sudorese noturna e emagrecimento

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Mais comum em crianças

Clinicamente apresenta-se, na maior parte das vezes, de forma

insidiosa

Paciente apresenta-se irritado, com febre baixa, sudorese

noturna e inapetência

Exame físico pode ser inexpressivo

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• Pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais comum no adolescente e no adulto jovem • Característica principal - tosse, seca ou produtiva

• Expectoração pode ser purulenta ou mucoide, com ou sem sangue • Febre vespertina, sem calafrios, não costuma ultrapassar os 38,5º C • Sudorese noturna e a anorexia são comuns

• Exame físico geralmente mostra fácies de doença crônica e emagrecimento, embora

indivíduos com bom estado geral e sem perda do apetite também possam ter TB pulmonar

• Ausculta pulmonar pode apresentar diminuição do murmúrio vesicular, sopro anfórico

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TB miliar

• Denominação é vinculada ao aspecto radiológico pulmonar

• Forma grave de doença e ocorre em 1% dos casos de TB em pacientes HIV

soronegativos, e em até 10% dos casos em pacientes HIV soropositivos, em fase avançada de imunossupressão

• Apresentação clínica clássica é a aguda, mais comum em crianças e em adultos

 jovens

• Sintomas -febre, astenia e emagrecimento, que, em associação com tosse, ocorrem

em 80% dos casos

• O exame físico mostra hepatomegalia (35% dos casos), alterações do SNC (30% dos

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TB extrapulmonar

• Sinais e sintomas dependentes dos órgãos e/ou sistemas acometidos

• Ocorrência aumenta entre pacientes com aids, especialmente entre aqueles com

imunocomprometimento grave

• Tuberculose Pleural; Empiema Pleural Tuberculoso; Tuberculose Ganglionar

Periférica; Tuberculose Meningoencefálica; Tuberculose Pericárdica e Tuberculose Óssea

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Tuberculose Pleural

• Tuberculose pleural – mais comum forma de TB extrapulmonar em indivíduos HIV

soronegativos

• Ocorre mais em jovens

• Dor torácica do tipo pleurítica

• Tríade astenia, emagrecimento e anorexia ocorre em 70% dos pacientes e febre

com tosse seca, em 60%

• Eventualmente - apresenta-se clinicamente simulando pneumonia bacteriana

aguda, e a dispneia pode aparecer apenas nos casos com maior tempo de evolução dos sintomas

• Cultura, associada ao exame histopatológico do fragmento pleural, permite o

diagnóstico em até 90% casos

• Rendimentos da baciloscopia e da cultura do líquido pleural são respectivamente

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Empiema Pleural Tuberculoso

Consequência da ruptura de uma cavidade tuberculosa para o espaço

pleural

Pode ocorrer pneumotórax secundário à fístula broncopleural pela

cavidade tuberculosa aberta para o espaço pleural

Clinicamente, é indistinguível de um empiema pleural por bactéria

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Tuberculose Ganglionar Periférica

Forma mais frequente de TB extrapulmonar em pacientes HIV soropositivos

e crianças, sendo mais comum < 40 anos

Cursa com aumento subagudo, indolor e assimétrico das cadeias

ganglionares cervical anterior e posterior, além da supraclavicular

Pacientes HIV positivos - acometimento ganglionar tende a ser bilateral,

associado com maior acometimento do estado geral

Exame físico - gânglios endurecidos ou amolecidos, aderentes entre si e aos

planos profundos

flutuação e/ ou fistulização espontânea

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TB Meningoencefálica

• 3% dos casos de TB em pacientes HIV soronegativos e por até 10% dos casos em

pacientes HIV soropositivos

• Meningite basal exsudativa - apresentação clínica mais comum • Mais frequente em crianças < 6 anos de idade

• Clinicamente, pode ser subaguda ou crônica (sinais e sintomas com duração

superior a quatro semanas)

• Forma subaguda - cefaleia holocraniana, irritabilidade, alterações de

comportamento, sonolência, anorexia, vômitos e dor abdominal associados à febre, fotofobia, vômitos e rigidez de nuca por tempo superior a duas semanas

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TB Meningoencefálica

• Pode haver hipertensão intracraniana (edema de papila)

• Forma crônica - paciente evolui várias semanas com cefaleia, até que o

acometimento de pares cranianos faz o médico suspeitar de meningite crônica

• Ocorre doença pulmonar concomitante em até 59% dos casos

• Outra forma de TB do SNC é a forma localizada - tuberculomas (processo

expansivo intracraniano de crescimento lento, com sinais e sintomas de hipertensão intracraniana)

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Tuberculose pericárdica

• Apresentação clínica subaguda e geralmente não se associa à TB pulmonar,

embora possa ocorrer simultaneamente à TB pleural

• Principais sintomas - dor torácica, tosse seca e dispneia

• Dor - muita vezes não se manifesta como a dor pericárdica clássica

• Pode haver febre, emagrecimento, astenia, tonteira, edema de membros

inferiores, dor no hipocôndrio direito (congestão hepática) e aumento do volume abdominal (ascite)

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Tuberculose Óssea

• Mais comum em crianças (10% a 20% das lesões extrapulmonares na

infância) ou em pessoas entre as quarta e quinta décadas

• Coluna vertebral e as articulações coxofemoral e do joelho - são mais

acometidas

• TB de coluna (mal de Pott) - responsável por cerca de 1% de todos os casos

de TB e por até 50% de todos os casos de TB óssea

• Quadro clínico é a tríade dor lombar, dor à palpação e sudorese noturna • Coluna torácica baixa e a lombar

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Diagnóstico Bacteriológico

Exame Microscópico Direto

 –

Baciloscopia Direta

Cultura para Micobactéria, Identificação e Teste de Sensibilidade

Coleta, Armazenamento e Transporte de Material Biológico para

a Realização de Exames Bacteriológicos

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Diagnóstico

A baciloscopia de escarro deve ser realizada em, no mínimo, duas

amostras: uma por ocasião da primeira consulta e outra,

independentemente do resultado da primeira, na manhã do dia

seguinte, preferencialmente ao despertar. Nos casos em que há

indícios clínicos e radiológicos de suspeita de TB e as duas amostras

de diagnóstico apresentem resultado negativo, podem ser

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Prova tuberculínica - PT consiste na inoculação intradérmica de um

derivado protéico do

M. tuberculosis

para medir a resposta imune

celular a estes antígenos

Utilizada, em adultos e crianças, para o diagnóstico de infecção latente

pelo M. tuberculosis (ILTB)

Na criança também é muito importante como método coadjuvante

para o diagnóstico da TB doença

Brasil, a tuberculina usada é o PPD-RT 23, aplicada por via intradérmica

no terço médio da face anterior do antebraço esquerdo, na dose de

0,1ml

Diagnóstico com a Prova Tuberculínica

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Diagnóstico com a Prova Tuberculínica

Interpretação - o resultado da PT deve ser registrado em milímetros. A

classificação isolada da PT em: não reator, reator fraco e reator forte não

está mais recomendada, pois a interpretação do teste e seus valores de

corte podem variar de acordo com a população e o risco de adoecimento

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Diagnóstico Histopatológico

Outros Métodos Diagnósticos

- Escores/Sistemas de Pontos

- Exames de Imagens

- Fenotípicos

- Imunosorológicos

- Adenosinadeaminase

 –

ADA

- Moleculares

Diagnóstico

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Tratamento

A tuberculose é uma doença curável em praticamente 100% dos casos

novos, sensíveis aos medicamentos antiTB, desde que obedecidos os

princípios básicos da terapia medicamentosa e a adequada

operacionalização do tratamento

A tuberculose é uma doença curável em praticamente 100% dos casos novos, sensíveis aos medicamentos antiTB, desde que obedecidos os princípios básicos da terapia medicamentosa e a adequada

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Associação medicamentosa

Proteção cruzada para evitar a resistência bacilar

Regime prolongado e bifásico

Fase intensiva: redução da população bacilar Fase de manutenção: eliminação dos bacilos persistentes

Tratamento regular

Proteção da resistência adquirida Garantia de cura duradoura da doença

Princípios gerais do tratamento da tuberculose

(TB)

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R 150 mg H 75 mg Z 400 mg E 275 mg

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Administração

Ingerir os comprimidos com um copo cheio de água, 1 h antes ou 2 h após a refeição, uma vez por dia.

Caso ocorra irritação gastrointestinal, os comprimidos podem ser tomados com alimentos.

Todos os agentes são facilmente absorvidos após a administração oral, com ampla distribuição para a maioria dos tecidos e fluidos, incluindo o líquido cérebro-espinhal.

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Imagem

Referências

temas relacionados :