ESCOLA DE ENGENHARIA CIVIL
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Disciplinas
Disciplinas
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Prof. Dr
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2015
ENGENHARIA CIVIL
Disciplinas
: E str uturas de M adeiras
Estr uturas M etálicas
Prof. Dr
Celso Antoni o Abr antes
2015
Índice de esbeltez de barras de tesouras:
IE = K l , onde K = 1 (por norma)
r
distância entre nós
, no plano da tesoura;l =
distância entre nós contraventados,
no plano perpendicular a tesoura, (seja por contravento,mãos-francesas, nós de apoio, tesouras de contravento longitudinal). r = raio de giro (giraçâo) no plano considerado.
Foto: contravento do plano do telhado, tesouras de contravento longitudinal e mãos francesas.
Índices de esbeltez por norma
Barras tracionadas:
IE 240
IE 300 (barras pré-tracionadas)
Barras comprimidas:
Pré-dimensionamento de barras de tesoura
Critério do índice prático de esbeltez
Barras comprimidas
Banzos comprimidos IE 150
Diagonais e montantes principais comprimidos IE 180
Diagonais e montantes de apoio comprimidos IE 150
Diagonais e montantes secundários comprimidos IE 200
Barras tracionadas de estruturas de telhados
Dado ao efeito da inversão de esforços pelo vento, adota-se os mesmos valores das barras comprimidas.
Barras de seção composta, trecho como barra simples entre presilhas(espaçadores)
:IE1 = 1 1 r l K = z z r l K
40 ( peça curta ) , onde:
K = 1;
z
l l
1 = distância entre espaçadores;
z
r r
1 = raio de giro mínimo.
Bitola mínima aconselhada: 1 ½“,
Planos de flambagem:
a) Quando o perfil empregado nos banzos e/ou diagonais e montantes é dupla cantoneira:
O plano da treliça é perpendicular ao eixo x-x, portanto o plano da treliça é o plano x-x. Se uma barra flamba no plano da treliça, flamba no plano x-x, em torno do eixo x-x. O plano perpendicular a treliça é perpendicular ao eixo y-y, portanto é o plano y-y. Se uma barra flamba no plano perpendicular à treliça, flamba no plano y-y, em torno do eixo y-y.
x
y
x
y
plano da treliça = plano x-x , plano (perpendicular) à treliça= plano y-y
b) Quando as barras são em seção
x
y
x
y Plano da treliça = plano y-y
Plano treliça = plano x-x
c) Quando as barras são em seção em cruz ou cantoneira simples:
Plano de flambagem = plano z-z
Neste caso, os planos principais de flambagem não são paralelos nem perpendiculares à tesoura e sim a 45° (z-z no caso de cantoneira simples, x-x e y-y no caso de cantoneiras em cruz).
Loja de veículos na esquina da Av. Guilherme com Av. Marginal – Vila Guilherme Tesoura de banzos paralelos. Detalhe das presilhas, banzos em perfil U, diagonais principais e secundárias, montantes principais e secundários.
Exemplo 1:
Para a tesoura abaixo esquematizada, pede-se:
a)Verificar pelo critério da NBR 8800, a esbeltez da barra 10-12 do banzo superior, considerando-a considerando-axiconsiderando-almente comprimidconsiderando-a pconsiderando-arconsiderando-a cconsiderando-argconsiderando-as de grconsiderando-avidconsiderando-ade,
b)Pré-dimensionar em dupla cantoneira de abas iguais, pelo critério do índice´prático de esbeltez, a barra 6-8 do banzo superior, considerando-a comprimida para cargas de gravidade.
Dados:
a) Nós contraventados em meia tesoura no plano perpendicular à mesma, quer por fixação aos pilares, contraventos do plano do telhado, mãos francesas ou tesouras verticais de contravento
longitudinal: 1,2,3,4,7,8,11,12.
b) Perfil empregado na barra 10-12:
Dupla cantoneira de abas iguais 2" x 2" x 3/16" com: r x= 1,58 cm e r y=2,38 cm
c) Considerar os trechos de cantoneiras simples entre espaçadores ou entre estes e as chapas de ligação, como peças curtas.
d) MEIA TESOURA
(Medidas em milímetros)
Solução:
a) Comprimentos efetivos de flambagem:
(distância entre nós contraventados)
Indices de esbeltez por norma: IE =
r l K
200 ( por norma, para peças comprimidas ) K = 1 (por norma, para barras de tesouras)
Barra 10-12: 2" x 2" x 3/16” IEx = x x r l K = 58 , 1 205 . 1 = 130 200 e IEy = y y r l K = 38 , 2 404 . 1 = 170 200 aceita-se
b) Pré-dimensionamento da barra 6-8 (índice prático de esbeltez)
Plano da tesoura = plano x-x l x= 1990 mm = 199 cm (distância entre nós)
Plano tesoura = plano y-y l y = 1990 + 1990 = 3980 mm = 3298 cm
(distância entre nós contraventados) Banzo superior: IEmáx = 150 (índice prático para banzos comprimidos)
IE = r l 1 150 150 1l r Assim, 150 1 x x l r = 150 199 = 1,32 cm e 150 1 y y l r = 150 398 = 2,65 cm
Portanto , da tabela de duplas cantoneiras de abas iguais, adota-se: 2 ½” x 2 ½” x 3/16” com: r x= 1,98 cm > 1,32 cm e r y = 2,87 cm > 2,65 cm ( para t = ¼” = 6,635 mm).
Distância entre presilhas:
Da tabela de cantoneiras simples, vem: r 1 = r z mim= r z= 1,24 cm
IE1 = 1 1 r l K = z z r l K = 24 , 1 1 l z
l z 40 x 1,24 = 49,6 cm (distância máxima entre presilhas)
Número de espaços iguais entre presilhas: n =
6 , 49 199
= 4,01 4 espaços
Distância entre presilhas: l z = 4 199 = 49,7 cm e IE1 = 24 , 1 7 , 49 = 40,08 40 aceita-se.
Exercícios propostos:
Exercício 1
Pré-dimensionar, pelo critério do índice prático de esbeltez, a barra 8-10 da tesoura abaixo, em duplas cantoneiras de abas iguais de uma tesoura de telhado em duas águas, conhecidos: a) Nós contraventados no plano perpendicular à treliça: 1, 2, 5, 6, 9, e 10.
b) Chapas de ligação com espessura 6,3 mm,
c) Considerar os trechos de cantoneiras simples entre presilhas, como peças curtas. d)Distâncias entre nós: d6- 8 =1930 mm; d8-10= 2080 mm
Exercício 2
Pré dimensionar, pelo critério do índice prático de esbeltez, as barras da tesoura abaixo, preenchendo a tabela fornecida e considerando: o montante central como perfil em cruz , as
demais barras como duplas cantoneiras de abas iguais. Dados:
a) Nós contraventados: 2,8,12,16
b) Mão francesas: nós 3,9,13,17Medidas em milímetros.
500 826 861 1625 1625 1625 2760 7 3 7 9 8 4 41 5 0 9 1 1 6 3 2 8 2 3 1 7 4 8 5 9 8 9 6 1 1 3 3 1 8 9 9 2 1 7 8 2 5 1 2 3 6 4 6 2 1 4 6 1 5 0 0 2 4 7 0 1 8 6 8 1 0 0 1 6 5 5 1 5 1 1 3 5 7 9 11 13 19 17 2 6 8 10 12 14 16 4
ESTRUTURA METÁLICA DE UM TELHADO DE DUAS ÁGUAS
1 6 9 0 1 6 9 0 1 6 9 0 1 6 9 0 1 0 3 0 9 6 9 6 7 0 7 9 6 6 5 0 0 500
Pré-dimensionamento pela esbeltez
Posição Barra l x l y IE máx rx mín ry mín Perfil Adotado (cm) (cm) (cm) (cm) B a n z o S u p e r i o r 1-2 70,7 70,7 150 2-4 85,9 344,5 4-6 89,6 344,5 6-8 169,0 344,5 8-10 169,0 338,0 10-12 169,0 338,0 12-14 169,0 287,1 14-16 118,1 287,1 B a n z o I n f e r i o r 1-3 50,0 50,0 150 3-5 82,6 331,2 5-7 86,1 331,2 7-9 162,5 331,2 9-11 162,5 325,0 11-13 162,5 325,0 13-17 276,0 276,0 13-19 17-19 M o n t a n t e s P r i n c i p a i s 2-3 50,0 50,0 180 4-5 73,7 73,7 6-7 98,4 98,4 8-9 145,0 145,0 10-11 191,6 191,6 12-13 238,2 238,2 Montante Central 16-17 317,4 317,4 180 Montante Secundário 14-15 186,8 186,8 200 D i a g o n a i s P r i n c i p a i s 2-5 96,6 96,6 180 4-7 113,3 113,3 6-9 189,9 189,9 8-11 217,8 217,8 10-13 251,2 251,2 12-15 214,6 364,6 15-17 150,0 364,6 Diagonal Secundária 15-16 247 247 200
Exercício 3:
Para a tesoura abaixo esquematizada, pede-se:
a) Pré dimensionar, pelo critério do índice prático de esbeltez, as barras abaixo relacionadas empregando as seções indicadas.
barra
10-12
, empregandoduplas cantoneiras
de abas iguais ; barra10-11,
empregandoduplas cantoneiras
de abas iguais ; barra11-12,
empregando cantoneiras de abas iguaisem cruz.
b) Determinar as distâncias entre presilhas das barras adotadas no item anterior.. Dados:
1) Tesoura sujeita a inversão de esforços nas barras, quando submetida a carregamentos eólicos; 2) Nós contraventados:1,2,3,4,7,8,11,12,15,16,19,20,21 e 22.
3) Medidas em milimetros;
Exercício 4:
a) Pré-dimensionar, empregando dupla cantoneira de abas iguais, a barra A-B do trecho de tesoura abaixo, adotando IEmáx = 180 e considerando contraventados no plano do telhado os
pontos A e C;
b) Para a barra A-B, para a seção adotada no item anterior, projetar e indicar no desenho abaixo a distribuição de presilhas (espaçadores) considerando IEz 40 (peça curta).