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UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO

Fundação instituída nos termos da Lei nº 5.152, de 21/10/1966

ANEXO ÚNICO DA RESOLUÇÃO Nº 77/CONSUN, DE 14/03/2005

Plano Estratégico de Desenvolvimento Institucional

PEDI

Reitor Prof. Dr. Fernando Antônio Guimarães Ramos

Chefe de Gabinete Profa. Msc. Maria Olília Serra

Vice-Reitor Prof. Msc. José Américo da Costa Barroqueiro

Pró-Reitoria de Ensino – PROEN Profa. Msc. Lucinete Marques Lima

Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação – PPPG Prof. Dr. João Elias Mouchrek Filho

Pró-Reitoria de Extensão – PROEX Profa. Dra. Maria Teresa Seabra Soares de Brito e Alves

Pró-Reitoria de Recursos Humanos – PRH Júlia Maria Rocha

Pró-Reitoria de Gestão e Finanças – PROGF Eneida de Maria Ribeiro

Prefeitura de Campus Prof. Esp. Paulo Sérgio Lago de Carvalho

Auditoria Interna Profa. Msc. Maria Eugênia Rodrigues Araújo

Procuradoria Jurídica Procurador-Chefe - Jomar da Silva Moraes

Centro de Ciências Biológicas e da Saúde - CCBS Diretora - Profa. Msc. Elizabeth de Sousa

Barcelos Barroqueiro

Centro de Ciências Exatas e Tecnologia - CCET Diretor - Prof. Dr. Antônio Carlos Pereira

Centro de Ciências Humanas - CCH

Diretor - Profa. Esp. Silvia Cristina Duailibe Costa

Centro de Ciências Sociais - CCSO Diretor - Prof. Dr. João Gonsalo de Moura

Núcleo de Eventos e Concursos – NEC

Diretor - Prof. Esp. Marcos Arruda Valente de Figueiredo

Núcleo de Assuntos Estudantis – NAE Diretora - Fernanda Santos Pinheiro

Núcleo de Comunicação – NC Rádio Universidade

Diretor - Prof. José Arnold da Serra Costa Filho

Imprensa Universitária

Diretor - Ezequiel Antônio Silva Filho

Núcleo de Bibliotecas – NB

Diretora - Profa. Msc. Raimunda Ramos Marinho

Núcleo de Tecnologia da Informação de Rede e Educação a Distância - NTIREAD

Diretor - Prof. Dr. Carlos Alberto Brandão Barbosa Leite

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Núcleo de Tecnologia da Informação – NTI Diretor - Edson Cardoso Gomes Filho

Hospital Universitário – HU Diretor - Prof. Dr. Natalino Salgado Filho

Restaurante Universitário – RU Diretora - Esp. Alaíde Mara Leray e Silva

Colégio Universitário – COLUN Diretor - Prof. Esp. Fernando Antônio Santos Garcia

Assessoria de Planejamento e Ações Estratégicas – ASPLAN Assessor Chefe - Prof. Msc. Hiroshi Matsumoto

Assessoria de Planejamento e Avaliação Institucional – ASPLAI Assessora - Profa. Maria de Fátima Sopas Rocha

Assessoria de Convênio – ASCONV Assessora - Maria de Fátima Silva Fonteles

Assessoria de Orçamento – ASORC Assessora - Rosária de Fátima Silva

Assessoria de Qualidade de Vida – AQV Assessora - Esp. Irene Andrade Rodrigues

Assessoria de Comunicação – ASCOM Assessor - Prof. Msc. James Maxwell Fernandes

Assessoria de Interiorização

Assessor - Prof. Msc. Plínio Santos Fontenelle

Campus II – Imperatriz

Diretor - Prof. Dr. Antônio Jeferson de Deus Moreno

Campus III – Bacabal

Diretor - Prof. Francisco Marinho Antunes

Campus IV – Pinheiro

Diretor - Prof. Francisco de Assis Conceição Campus VI – Codó

Diretora - Profa. Iramary Martins Queiroz

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APRESENTAÇÃO

A UFMA, em sua história de 38 anos, tem como preocupação recente a valorização do Planejamento Institucional, tendo inclusive criado, na nova estrutura organizacional, a Assessoria de Planejamento e Ações Estratégicas – ASPLAN.

Desvincular o Planejamento da Pró-Reitoria de Gestão e Finanças – PROGF não significou, entretanto, uma centralização das decisões e estudos, e sim favoreceu a articulação com cada um dos setores institucionais: Pró-Reitorias, Centros Acadêmicos, Assessorias e Núcleos.

O resultado deste trabalho articulado é o Plano Estratégico de Desenvolvimento Institucional – PEDI, em que se apresentam eixos estratégicos institucionais, orientadores do Plano de Metas da atual Administração, que deverá desdobrar-se e torna-se mais preciso em Planos Operacionais Setoriais e no Plano Pedagógico Institucional.

Construído a partir do diagnóstico dos cenários nacional e regional, o PEDI tem como fundamentos os princípios e finalidades estabelecidos no Estatuto da Instituição e reiterados no Plano de Gestão da atual Administração. Organiza-se em eixos estratégicos, construídos a partir da colaboração dos diferentes setores da Instituição, no estabelecimento dos objetivos prioritários e metas.

Deste Plano Estratégico de Desenvolvimento Institucional espera-se que sirva de orientação às ações institucionais, uma vez que estabelece as prioridades e estratégias, para o cumprimento das metas consideradas fundamentais para redesenhar o perfil da UFMA.

As ações previstas, freqüentemente, extrapolarão o limite da atual gestão, já que algumas das metas não se encerram em um único período, o que é previsível e louvável.

A atual Administração acredita que o PEDI contribuirá para um novo paradigma de concepção e

gestão da Universidade, reafirmando cada vez mais seu compromisso institucional com o

desenvolvimento de um Maranhão voltado para a construção de uma sociedade mais livre, justa e

solidária.

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HISTÓRICO DA UFMA

A Universidade Federal do Maranhão tem sua origem na antiga Faculdade de Filosofia de São Luís do Maranhão, fundada em 1953, por iniciativa da Academia Maranhense de Letras, da Fundação Paulo Ramos e da Arquidiocese de São Luís. Embora inicialmente sua mantenedora fosse aquela Fundação, por força da Lei Estadual n.º 1.976 de 31/12/59, dela se desligou e, posteriormente, passou a integrar a Sociedade Maranhense de Cultura Superior- SOMACS, que fora criada em 29/01/56 com a finalidade de promover o desenvolvimento da cultura do Estado e de, inclusive, criar uma Universidade Católica.

A Universidade então criada, fundada pela SOMACS em 18/01/58 e reconhecida como Universidade livre pela União em 22/06/61, através do Decreto n.º 50.832, denominou-se Universidade do Maranhão, sem a especificação de católica no seu nome, congregando a Faculdade de Filosofia, a Escola de Enfermagem “São Francisco de Assis” (1948), a Escola de Serviço Social (1953) e a Faculdade de Ciências Médicas (1958).

Posteriormente, o então Arcebispo de São Luís e Chanceler da Universidade, acolhendo sugestão do Ministério da Educação e Cultura, propôs ao Governo Federal a criação de uma Fundação oficial que passasse a manter a Universidade do Maranhão, agregando ainda a Faculdade de Direito (1945), a Escola de Farmácia e Odontologia (1945) – instituições isoladas federais – e a Faculdade de Ciências Econômicas (1965) – instituição isolada particular.

Assim foi instituída, pelo Governo Federal, nos termos da Lei n.º 5.152, de 21/10/66 (alterada pelo Decreto Lei n.º 921, de 10/10/69 e pela Lei n.º 5.928, de 29/10/73), a Fundação Universidade do Maranhão – FUM, com a finalidade de implantar progressivamente a Universidade do Maranhão.

A administração da Fundação Universidade do Maranhão ficou a cargo de um Conselho Diretor, composto de seis membros titulares e dois suplentes, nomeados pelo Presidente da República, que entre si elegeram seu primeiro Presidente e Vice-Presidente.

O primeiro Conselho Diretor, a quem coube as providências preliminares da implantação da Universidade, foi assim constituído: Prof. Clodoaldo Cardoso, Presidente; Prof. Raymundo de Mattos Serrão, Vice-Presidente; Cônego José de Ribamar Carvalho, Prof. José Maria Cabral Marques, Dr.

José Antonio Martins de Oliveira Itapary e Sr. Francisco Guimarães e Souza (substituído, por renúncia, pelo Prof. Orlando Lopes Medeiros) e suplentes Cônego Benedito Ewerton Costa e Prof. Joaquim Serra Costa.

O Decreto n.º 59.941, de 06/01/67, aprovou o Estatuto da Fundação, cuja criação se formalizou com a escritura pública de 27/01/67, registrada no Cartório de Notas do 1º Ofício de São Luís. Por fim, em lista tríplice votada pelo Conselho Universitário, foram eleitos, pelo Conselho Diretor, os primeiros dirigentes da nova Universidade, cuja posse se realizou no dia 01/05/67. Foram eles o Prof. Pedro Neiva de Santana, Reitor; o Prof. Mário Martins Meireles, Vice-Reitor Administrativo e o Cônego José de Ribamar Carvalho, Vice-Reitor Pedagógico, em conformidade com o projeto do Estatuto da Universidade, já aprovado pelo Conselho Diretor e posto em execução, como norma provisória, até sua homologação e aprovação pelas autoridades competentes, o que só ocorreu em 13/08/70 pelo Decreto Lei n.º 67.047 e Decreto n.º 67.048.

Em 14 de novembro de 1972, na gestão do Reitor Cônego José de Ribamar Carvalho, foi

inaugurada a primeira unidade do Campus do Bacanga, o prédio “Presidente Humberto de Alencar

Castelo Branco”; a partir daí, a mudança da Universidade para o seu campus tornou-se irreversível.

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A história da Universidade Federal do Maranhão, suas relíquias e seus tesouros patrimoniais e arquitetônicos estão devidamente catalogados e em exposição permanente no Memorial Cristo Rei, térreo da Reitoria, na Praça Gonçalves Dias.

O Palácio Cristo Rei, sede da Reitoria da UFMA, um marco da arquitetura colonial de São Luís, foi construído em 1877. Seus primeiros proprietários pertencentes a uma tradicional família maranhense, mais tarde, o doaram para o Clero, transformando-se assim o Palácio na primeira sede da Diocese da capital maranhense. Mais tarde abrigou a antiga Faculdade de Filosofia.

Apesar de ter parte de sua estrutura destruída por um incêndio, em 1991, o Palácio Cristo Rei foi totalmente recuperado, sendo hoje um símbolo da antiga arquitetura maranhense.

Com mais de três décadas de existência, a UFMA tem contribuído, de forma significativa, para o desenvolvimento do Estado do Maranhão, formando profissionais nas diferentes áreas de conhecimento em nível de graduação e pós-graduação, empreendendo pesquisas voltadas aos principais problemas do Estado e da Região, desenvolvendo atividades de extensão e abrangendo ações de organização social, de produção e inovações tecnológicas, de capacitação de recursos humanos e de valorização da cultura.

Desde a fundação até o momento atual, a Universidade Federal do Maranhão teve como Reitores:

1967/1968 – Prof. Pedro Neiva de Santana 1968/1972 – Cônego José de Ribamar Carvalho

1972/1973 – Escritor Josué de Souza Montello (Reitor Pró-Tempore)

1973/1975 – Prof. Manuel Soares Estrela (Vice-Reitor no exercício da Reitoria) 1975/1979 – Prof. José de Maria Ramos Martins

1979/1988 – Prof. José Maria Cabral Marques 1988/1992 – Prof. Jerônimo Pinheiro

1992/1996 – Prof. Aldy Mello de Araújo 1996/2003 – Prof. Othon de Carvalho Bastos

2003/2007 – Prof. Fernando Antônio Guimarães Ramos

2007/ – Prof. Natalino Salgado Filho

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MISSÃO

A missão da Universidade Federal do Maranhão é gerar, ampliar, difundir e preservar idéias e

conhecimentos nos diversos campos do saber, propor soluções visando ao desenvolvimento

intelectual, humano e sócio-cultural, bem como à melhoria de qualidade de vida do ser humano em

geral e situar-se como centro dinâmico de desenvolvimento local, regional e nacional, atuando

mediante processos integrados de ensino, pesquisa e extensão, no aproveitamento das

potencialidades humanas e da região e na formação cidadã e profissional, baseada em princípios

humanísticos, críticos, reflexivos, investigativos, éticos e socialmente responsáveis.

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PRINCÍPIOS BÁSICOS

A UFMA, instituição comprometida com uma função eminentemente social – promover, compartilhar e preservar o conhecimento – deve orientar-se pelos seguintes princípios.

1 Universidade Pública e de Qualidade Social

Esse princípio expressa o compromisso com o projeto histórico da humanidade de conquistas de direitos civis, políticos e sociais, relacionadas ao exercício da cidadania plena, com as responsabilidades social e ética na promoção da qualidade de vida e do desenvolvimento social do Estado, da Região e do País.

A Universidade – síntese de diversos campos disciplinares – desenvolve, continuamente e com crescente qualidade social, a formação cultural e profissional, além da produção e socialização da ciência, da tecnologia, das artes, da literatura. Essas finalidades institucionais serão acessíveis a todos os segmentos sociais e, em especial, àqueles em condições desiguais de inserção social, por meio de práticas de ensino, pesquisa e extensão.

A natureza pública também se refere à transparência das intencionalidades dos projetos formativos, das produções científicas e das práticas extensionistas, bem como da organização do trabalho acadêmico, dos critérios subjacentes às decisões político-administrativas, do uso de estruturas institucionais e recursos públicos.

Desse modo, a prática universitária submete-se a avaliações internas e externas, numa perspectiva de aperfeiçoamento permanente, reconstruindo direções políticas e percursos metodológicos num processo dinâmico de aproximação sucessiva dos interesses majoritários de uma sociedade justa, ética e democrática.

Entretanto, a concretização da natureza pública exige luta intensa pela garantia do financiamento pelo Estado das práticas de ensino, pesquisa e extensão, da formação continuada de profissionais e das condições materiais de trabalho.

2 Gestão Democrática e Autonomia Universitária

A Universidade defende um projeto de inclusão social e de democratização das relações de poder na sociedade, reposicionando sujeitos e instituições nas hierarquias sociais.

Um processo de gestão democrática pressupõe participação real nas definições de políticas sociais, no acesso ao e na construção e ressignificação do patrimônio cultural da humanidade.

Portanto, trata-se de uma opção política de compartilhar poder; não só de influenciar na dinâmica da sociedade e da instituição universitária, como também de usar de modo organizado o talento e a competência coletiva na solução de problemas e desafios sociais, comprometendo-se com a qualidade social das ações institucionais e assumindo responsabilidades.

Esse princípio relaciona-se também com a democratização da ciência, das informações, das

relações pedagógicas e das relações de poder em todos os níveis administrativos e estruturas

pedagógicas.

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Com a democratização do poder nas relações sociais, constrói-se a autonomia universitária, mediante ação coletiva competente e responsável. Trata-se, portanto, de uma realidade processual, não bastando conquistas formais expressas em legislação, ou seja, a autonomia decretada.

O exercício da autonomia universitária, nas várias instâncias articuladas de gestão universitária, é condição necessária para a Instituição dar respostas rápidas e com qualidade a demandas de desenvolvimento humano e social.

3 A Indissociabilidade Entre Ensino, Pesquisa e Extensão

A Universidade constrói seu perfil institucional com a diversidade e o relacionamento de áreas de conhecimento que promovem a socialização e a produção das ciências, da tecnologia e dos outros saberes culturais.

Na realização da formação cultural, a Universidade deve orientar-se pelo princípio da indissociabilidade entre ensino/pesquisa/extensão, criando uma nova relação teoria/prática e universidade/sociedade.

Desse modo, a Universidade deve promover uma formação humana crítica, emancipatória e ética com sólida base científica e cultural, promovendo a compreensão e a análise da realidade, construindo uma nova sociedade e uma nova qualidade de vida humana.

A formação humana exige compromisso com uma seleção crítica e ética de conhecimentos científicos e culturais, diante de interesses e valores conflitantes, optando pelo desenvolvimento de sujeitos emancipados. Exige um contexto investigativo que favoreça a formação crítica e a integração de campos de conhecimento científico e de outros saberes culturais, bem como a relação teoria/prática e a percepção da ciência como construção social.

4 Formação Continuada e Permanente e Valorização Profissional

A formação continuada e permanente de docentes e técnico-administrativos torna-se condição relevante para a qualidade social das práticas acadêmicas, permitindo a atualização em referenciais teórico-metodológicos, garantindo o desenvolvimento articulado do cidadão, do profissional e da instituição.

Nesse sentido, a formação continuada e permanente desenvolver-se-á mediante a modalidade universitária (extensão e pós-graduação) ou como processo interativo-reflexivo, centrado na análise da prática profissional e na vivência cultural. Tal formação enfatiza o pensar e o agir autônomos, e dirige- se para o desenvolvimento pessoal, profissional e institucional.

A formação continuada e permanente impulsiona novas exigências de melhorias nas condições

materiais de trabalho, havendo o compromisso da gestão universitária em organizar os ambientes de

trabalho em prol do ensino público de qualidade social e de políticas de valorização profissional,

incluindo plano de carreira e implementação de programas de humanização e de valorização da

qualidade de vida na UFMA.

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Finalidades

· Formar profissionais e cidadãos nas diferentes áreas do conhecimento, possibilitando-lhes transferir a apropriação de conhecimentos, competências e habilidades para o exercício de políticas ocupacionais e sociais qualitativas e contínuas;

· Comprometer-se com a qualidade do processo de ensino, pesquisa e extensão, e com a sua ação, voltada também aos segmentos excluídos socialmente;

· Desenvolver ações de produção acadêmica que visem a apontar propostas concretas e exeqüíveis de transformação da sociedade local;

· Promover a divulgação do conhecimento cultural, cientifico e técnico, que constitui patrimônio da humanidade, e comunicar o saber por meio de ensino, de publicações ou de outras formas de comunicação (LDB);

· Promover a extensão, aberta à participação da população, visando à difusão das conquistas

e benefícios, resultantes da criação cultural e da pesquisa cientifica e tecnológica gerada

pela Instituição (LDB).

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EIXOS ESTRATÉGICOS

Desde a sua criação e início de seu funcionamento, afirma-se que são inúmeros os desafios postos à Universidade e que passam por sua adequação ou reação, conforme o caso, às circunstâncias do mundo, da nação e da região em que está localizada.

A percepção nítida e segura do direcionamento dessas mudanças, bem como o seu alcance e significado, é que se torna fundamental para estabelecer de que forma se darão as transformações inevitáveis de funções e perfil a que estará sujeita a Universidade.

Conhecer o nosso tempo, espaço, vocação regional, possibilidade de inserção no mundo, capacidade de inovação e criação orientarão nossa capacidade, interesse e potencial de estabelecer com o mundo uma relação de permanente intercâmbio.

A constituição de um Plano de Desenvolvimento Institucional, para uma Universidade do porte e com a localização espacial e histórica da Universidade Federal do Maranhão, deve levar em conta as circunstâncias em que se desenvolvem as suas atividades, a sua circunscrição ao Estado do Maranhão e a demanda social em que se insere.

Além disso, deve levar em consideração as políticas do Governo para a Educação como um todo e para o Ensino Superior em particular.

Alguns aspectos fundamentais e que integram esses critérios devem ser levados em conta: o crescimento da demanda por vagas no Ensino Superior e de recursos humanos qualificados e com perfis profissionais adequados às demandas criadas pelos novos pólos industriais e de negócios que estão ou serão implantados brevemente na região; a exigência de formação continuada e a qualificação não só do quadro docente e administrativo mas dos egressos dos cursos de graduação, através de uma política de incremento da pós-graduação como também do aproveitamento dos recursos que disponibiliza a informática ou pela implantação de Programas de Ensino a Distância.

Assim, reconhece-se a necessidade da crescente influência e participação da Universidade na busca de solução às questões atuais que mobilizam o mundo, o país, a região, o Estado do Maranhão e as políticas de ensino, como a necessidade de reorganização da sociedade e do conhecimento, de política de inserção social com o compromisso da valorização do mérito, de desenvolvimento sustentável e proteção ao ambiente, firmando-se assim a credibilidade da Instituição junto à sociedade.

Alguns entraves, parte deles de âmbito nacional, dificultam o pleno cumprimento da missão que a Instituição reconhece como sua, com a amplitude que as demandas locais e regionais exigem. São alguns desses entraves: a política educacional de restrições ao financiamento do ensino superior, com questionáveis critérios, além da distribuição de recursos por desempenho; a política, também restritiva e morosa, de reposição dos servidores técnico-administrativos e docentes, que vem diminuindo progressiva e drasticamente o quadro de pessoal ; a impossibilidade, diante da diminuição de investimentos públicos e da política educacional, de acompanhar, no mesmo ritmo, as necessidades da sociedade; a insuficiência de recursos associada aos prazos de disponibilidade e ao excessivo controle, que inflexibilizam sua utilização; a ampliação progressiva do número de fiscalizações e o ambiente, assim produzido, de insegurança e descrédito na Instituição; a desvalorização da educação em geral e de seus profissionais; as políticas do Governo impostas por Medidas Provisórias e que favorecem o crescimento do ensino privado; a globalização do ensino.

Por outro lado, há que reconhecer alguns pontos favoráveis que as Instituições públicas em

geral apresentam, entre os quais, a produção científica resultante da Pesquisa, associada

freqüentemente, mas não exclusivamente, à Pós-Graduação.

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Além disso, são motivos de orgulho e estímulo à continuidade do exercício das atividades universitárias: a natureza pública e gratuita da Instituição e o ambiente em que se favorece a valorização por mérito; a aceitação da pluralidade de idéias; a orientação, cada vez mais definida, das ações e atividades interdisciplinares e da indissociabilidade entre Ensino, Pesquisa e Extensão; a formação diversificada de Recursos Humanos, com a busca da ampliação da quantidade e da qualidade da formação profissional e cidadã; o apoio e a difusão da cultura; o exercício da liberdade; a valorização da qualidade e o reconhecimento do valor da cooperação.

A UFMA apresenta um perfil em tudo semelhante às suas congêneres do Nordeste. Nascida, como outras, da junção de várias faculdades anteriormente existentes, foi testemunha participativa da história recente do país.

Há que reconhecer que o caminho a trilhar é longo na busca do patamar de qualidade, que é a meta a alcançar e a exigência da sociedade. Mas, registre-se o recente apoio político e compromisso do poder legislativo que resultaram concretamente em recursos orçamentários destinados à UFMA, na forma de emendas parlamentares, bem como o apoio de empresas parceiras, de órgãos públicos municipais e estaduais e da sociedade em geral.

A consciência da necessidade de incremento progressivo de acesso às redes de informação, de aumento de ofertas de cursos, especialmente os noturnos, de cada vez maior descentralização administrativa e de maior articulação interna para otimização dos recursos humanos, para benefício interno e externo, a constatação das necessidades de crescimento e da criação de novas formas de ensino que possam atender a crescente demanda da sociedade orientam a definição das prioridades para elaboração do Plano de Desenvolvimento Institucional.

Também contribuíram para este Plano o diagnóstico dos pontos críticos, muitos deles decorrentes da falta de recursos financeiros e humanos. Foram pontos críticos avaliados: problemas de segurança e de manutenção de equipamentos e espaços físicos; distribuição insuficiente de recursos, que inviabilizam a plena otimização dos equipamentos, espaços e do potencial de recursos humanos; dificuldades na comunicação interna e na divulgação externa; falta de maior integração entre departamentos, da graduação com a pós-graduação e da Universidade com a comunidade;

currículos extensos e rígidos; necessidade de formação em novas tecnologias; uso pouco funcional dos espaços com superpopulação em alguns setores e momentos de esvaziamento em outros; cultura insuficiente de avaliação institucional e necessidade de manutenção da política de ampliação da extensão.

Para o Plano de Desenvolvimento Institucional foram considerados 10 (dez) eixos estratégicos

fundamentais.

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EIXO 1

Urbanização, Infra-estrutura e Segurança

Definir políticas e estratégias que possibilitem a adequação de espaços físicos para otimização e racionalização de seu uso, bem como a ampliação de seus espaços nos Campi, para atendimento das necessidades acadêmicas e administrativas, garantindo um ambiente agradável, seguro, de acesso fácil - inclusive para portadores de necessidades especiais - e que esteja de acordo com a legislação trabalhista e normas pertinentes.

1.1 Ampliar os espaços físicos, recuperar e manter as instalações físicas e melhorar a infraestrutura do Campus Universitário, dos espaços fora do Campus e dos Campi do interior, visando atender as demandas das unidades acadêmicas e administrativas.

1.2 Dotar os Centros de Ensino de infra-estrutura física adequada com instalações compatíveis com seu crescimento e demanda.

1.3 Melhorar as áreas de convivência e lazer dos Campi, viabilizando também condições para urbanização e arborização.

1.4 Adaptar os prédios e acessos para facilitar a locomoção de pessoas com necessidades especiais.

1.5 Identificar e corrigir as situações de insalubridade, realizando coleta e tratamento de esgoto e manutenção preventiva das instalações elevatórias, incluindo limpeza e desinfecção de poços e reservatórios.

1.6 Constituir uma Comissão Especial para acompanhar e avaliar a qualidade de vida no Campus, inclusive com análise das condições dos restaurantes e lanchonetes e da qualidade da água.

1.7 Viabilizar melhores condições de segurança à Comunidade Universitária e ao Patrimônio

Institucional.

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EIXO 2

Graduação

Ampliar as atividades de ensino em todos os níveis, promovendo a indissociabilidade com a pesquisa e a extensão, inclusive articulando a graduação à pós-graduação e buscando a melhoria da qualidade do ensino, sempre respeitando a diversidade das áreas de conhecimento, mas incentivando a interdisciplinaridade, a atenção às mudanças de paradigmas e o atendimento às demandas sociais.

2.1 Elaborar documentos, conforme Res. CNE/CES 10, de 11/3/2002, e outros.

2.2 Avaliar e redefinir as políticas de ingresso em cursos de graduação na UFMA.

2.3 Dar continuidade à elaboração do Projeto Político-Pedagógico da UFMA e atualizar e adequar os Projetos Pedagógicos dos cursos de graduação, tendo em vista os novos desafios científicos, tecnológicos e sociais.

a. Estímulo à criação e ampliação de vagas para o desenvolvimento de Cursos de Graduação no turno noturno;

b. Criação de novos cursos, a partir de demandas sociais e interesses de desenvolvimento regional;

c. Consolidação do estágio e da monografia como momentos privilegiados de compreensão do relacionamento teoria-prática, de garantia da unidade do projeto formativo e de realização da indissociabilidade ensino/pesquisa/extensão;

d. Fortalecimento do Programa de Mobilidade Acadêmica, favorecendo intercâmbios de estudantes e docentes de Instituições de Ensino Superior, nacionais e internacionais;

e. Avaliação e redefinição de políticas de criação de Empresas Juniores, priorizando sua natureza interdisciplinar e formativa e valorizando seu potencial na realização de práticas indissociáveis de ensino, pesquisa e extensão;

f. Continuidade e ampliação do desenvolvimento do Programa Especial de Formação de Professores para a Educação Básica – PROEB, sob a forma de convênios com sistemas de ensino, instituições educacionais e entidades representativas da categoria profissional, numa perspectiva de elevar a formação profissional de professores da educação básica.

2.4 Modernizar e atualizar o sistema de acompanhamento de ensino de graduação.

a. Regularização do fluxo de entrada e saída do alunado dos cursos de graduação;

b. Instituição de um Programa de Tutoria para acompanhar e orientar a trajetória acadêmica do estudante, bem como identificar necessidades educacionais especiais;

c. Implementação de ações pedagógicas, nos cursos com alta taxa de evasão e reprovação.

2.5 Ampliar e aperfeiçoar o programa de avaliação Interna e Externa.

2.6 Estimular a integração entre ensino/pesquisa/extensão e entre o ensino de graduação e pós-graduação.

a. Estímulo à pesquisa como metodologia educativa, desenvolvendo uma atitude crítica e criativa diante dos problemas da realidade;

b. Estímulo e apoio aos docentes para desenvolverem práticas indissociáveis de ensino,

pesquisa e extensão e, em especial, de natureza interdisciplinar ou transdisciplinar;

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c. Valorização do Programa de Monitoria, ampliando condições e oportunidades de participação do estudante.

2.7 Construir uma política de estágio atuante, com o objetivo da melhoria da qualidade profissional dos egressos da UFMA.

a. Definição de mecanismos de acompanhamento da inserção profissional de egressos de cursos de graduação, recolhendo subsídios para as práticas de graduação.

2.8 Implementar o oferecimento de cursos de graduação na modalidade ensino a distância.

2.9 Elaborar projetos de oferta de cursos seqüenciais.

2.10 Criar ou redefinir espaços coletivos de elaboração de políticas universitárias, tais como o

Fórum da Graduação e o Fórum das Licenciaturas.

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EIXO 3

Pós-Graduação e Pesquisa

Ampliar e consolidar programas de qualificação docente e gerar novos conhecimentos disseminando-os através da articulação com o Ensino e a Extensão, buscando atingir padrões de qualidade e atender as demandas regionais.

3.1 Elaborar políticas de pós-graduação (“ stricto ” e “ lato sensu ”), mediante processo participativo.

3.2 Conceber e implementar políticas de formação docente e técnico-administrativa no âmbito da pós-graduação “ stricto sensu ” e “ lato sensu ”, numa articulação com as unidades e subunidades acadêmicas ou mediante Programas de Mestrados e Doutorados Interinstitucionais Nacionais e Internacionais.

a. Fortalecimento dos cursos e programas de pós-graduação “ stricto sensu ” , mediante apoio institucional às articulações externas e internas, na busca de recursos materiais e financeiros, na melhoria de estruturas pedagógicas e científicas e na composição do corpo docente;

b. Criação de novos cursos de pós-graduação “ stricto sensu ”, em campos de conhecimento específico ou em temáticas interdisciplinares, a partir de estudos do potencial docente e de produção científica de Departamentos Acadêmicos ou áreas afins;

c. Estímulo à oferta de cursos de pós-graduação “ lato sensu ”, relacionados à produção científica e às demandas sociais;

d. Elaboração de políticas de formação continuada de egressos de cursos de graduação, mediante cursos de pós-graduação.

3.3 Desenvolver e aperfeiçoar processos para avaliação e acompanhamento de docentes e de técnico-administrativos, afastados para programas de pós-graduação.

a. Elaboração de normas que contribuam para a institucionalização de Programas de Estímulo à Docência – PED.

3.4 Reforçar as condições para o desenvolvimento de pesquisa na UFMA.

a. Estímulo à formação de grupos de pesquisa e à realização de projetos integrados, interdisciplinares e interinstitucionais;

b. Estudo de viabilização de um fundo de participação em eventos;

c. Estudo para ampliação de bolsas de iniciação científica, de mestrado, doutorado;

d. Proposição de incentivos para a instalação de docentes recém-doutores, para atividades de pesquisa, na área de conhecimento de origem.

3.5 Fortalecer o NUDEPRO - Núcleo de Desenvolvimento de Inovações Tecnológicas, assim como os demais núcleos de pesquisa da Instituição.

3.6 Buscar fontes de financiamento para pesquisa e pós-graduação.

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EIXO 4

Extensão e Cultura

Ampliar as ações de extensão universitária, reforçando o compromisso da Instituição com a sociedade, na busca de soluções para os problemas locais e regionais e promovendo a divulgação do saber com vistas à redução das desigualdades sociais. Promover a divulgação da cultura em seus diferentes aspectos, consolidando e ampliando os eventos já existentes e incentivando a geração de outros.

4.1 Ampliar as ações extensionistas, tendo como eixos norteadores o Plano Nacional de Educação e o Plano Nacional de Extensão e, como apoio operacional, as Fundações de Apoio.

a. Criação de Escolas Extensionistas em áreas específicas;

b. Fortalecimento de mecanismos que estimulem a prestação de serviços educacionais, técnicos e científicos, como atividades extensionistas;

c. Manutenção, valorização e ampliação do Projeto Universidade Integrada da Terceira Idade (UNITI), para as cidades de Imperatriz, Caxias e Bacabal;

d. Priorização de linhas programáticas e eixos-temáticos para Programas e Projetos Extensionistas com prioridades respectivas para idosos, crianças, adolescentes, indígenas, afro-descendentes e mulheres, nas áreas de Saúde, Educação, Arte/Cultura e Inovação Tecnológica.

4.2 Divulgar a cultura maranhense, incentivando o intercâmbio entre as diversas áreas de expressão.

a. Proposição, aos órgãos culturais do poder público, de criação de um circuito artístico- cultural, nos municípios que sediam Campi universitários;

b. Integração dos departamentos acadêmicos no planejamento, execução e avaliação de ações culturais;

c Participação, nos diversos projetos de extensão e culturais, de alunos dos diferentes cursos de graduação, inclusive como estágios curriculares e extra-curriculares;

d Execução de um Calendário Anual de Eventos Artístico-Culturais.

4.3 Consolidar a institucionalização da extensão.

4.4 Fortalecer os núcleos de extensão da Instituição.

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EIXO 5

Interiorização

Implantar políticas de expansão das ações de ensino, pesquisa e extensão, nos Campi situados no interior do Estado, adequando e ampliando espaços e promovendo a ampliação de cursos regulares e daqueles criados por Programas, Contratos e Convênios.

5.1 Dinamizar a interação com a região, o estado e o país.

a. Reestruturação dos Campi da UFMA, priorizando ações de ensino, pesquisa e extensão;

b. Estruturação e revitalização de espaços físicos e atividades acadêmicas dos Campi;

c. Fortalecimento de ações extensionistas já desenvolvidas em municípios maranhenses e promoção de estudos que visem à criação de novos Campi;

d. Investimento na qualificação dos servidores técnico-administrativos dos Campi;

e. Implementação de unidades setoriais de biblioteca e ampliação e manutenção do acervo das bibliotecas dos Campi;

f. Intensificação do processo de integração entre o Campus I e os demais;

g. Aumento do número de professores e técnico-administrativos dos Campi.

5.2 Replanejar a interiorização das Políticas de Graduação e Pós-Graduação, priorizando a implantação de novos cursos, a partir de demandas sociais previamente diagnosticadas.

a. Realização de atividades do PRONERA/ASSEMA/UFMA, do Programa de Alfabetização Solidária em municípios maranhenses;

b. Implementação do campo de estágio para todas as áreas do conhecimento, nos demais Campi;

c. Extensão dos programas de pós-graduação “ lato e stricto sensu ” aos Campi do interior do Estado;

d. Implantação de novos cursos de graduação.

5.3 Articular e apoiar as iniciativas de desenvolvimento e estruturação do Campus de Imperatriz.

a. Desenvolvimento de estudos relativos a mecanismos que favoreçam a autonomia acadêmica no Campus de Imperatriz;

b. Construção, no Campus de Imperatriz, de alojamento para que professores e alunos desenvolvam atividades de Ensino, Pesquisa e Extensão.

5.4 Articular mecanismos que possibilitem a construção do Campus de Codó.

5.5 Revitalizar os Campi de Chapadinha, Pinheiro e Bacabal.

5.6 Viabilizar intercâmbio com outras Instituições públicas de ensino superior, para atendimento de demandas educacionais.

5.7 Dinamizar atividades de capacitação dos professores de educação básica, fundamental e técnica.

5.8 Identificar novas fontes de financiamento para as ações da UFMA no interior do Estado.

(18)

a. Assessoramento para diretores e técnicos dos Campi, na montagem de projetos capazes

de captar recursos para dinamizar a atuação da Universidade nas respectivas áreas de

abrangência.

(19)

EIXO 6

Valorização dos Servidores e Alunos

Valorizar e estimular, principalmente, o servidor e o aluno, criando condições para o desenvolvimento pessoal, profissional e cidadão, com ações que promovam a melhoria do clima organizacional, a humanização do ambiente de trabalho e estudo, o convívio social e cultural em espaços com adequação física e ambiental para as atividades ali realizadas.

6.1 Aperfeiçoar as condições de trabalho na Universidade, com a implementação de estratégias e políticas que potencializem melhorias na qualidade de vida dos alunos e servidores da UFMA.

a Valorização do desenvolvimento pessoal e profissional na comunidade universitária;

b Otimização da utilização de espaços internos que beneficiem o processo de humanização do ambiente de trabalho;

c Manutenção dos serviços prestados pelo Restaurante Universitário à comunidade acadêmica.

6.2 Otimizar e aperfeiçoar ações de Apoio e Assistência ao Estudante, por meio do acompanhamento bio-psico-social, e manutenção das Residências.

a Elaboração, apoio, incentivo e dinamização dos projetos estudantis e de servidores nas áreas de educação, cultura, espiritualidade, esportes e lazer e outras;

b Incentivo à participação de servidores e alunos em eventos de caráter técnico-científico;

c Atuação junto aos órgãos públicos e empresas privadas no sentido de ampliar o campo de estágio;

d Otimização da distribuição de bolsas de auxílio financeiro/alimentação, e de formação (línguas estrangeiras, informática);

e Elaboração de projetos com vistas à construção de Residências Universitárias;

6.3 Elaborar projetos para a criação de Incubadoras de Empresas Gerenciais e articulação dos projetos já existentes.

6.4 Realizar estudo para viabilizar um plano de saúde para os servidores.

(20)

EIXO 7

Apoio ao Desenvolvimento Institucional e Tecnológico

Criar mecanismos e agregar setores que possibilitem o planejamento das atividades, a agilização dos procedimentos, a racionalização do uso de espaços e equipamentos, a otimização dos recursos, a ampliação das parcerias, a articulação interna e externa, a valorização do potencial humano e a modernização dos diferentes setores da Instituição.

7.1 Administrativo-Financeiro

7.1.1 Reestruturar e implementar uma gestão administrativo-financeira flexível e democrática, que promova a descentralização das decisões, para melhor atender as necessidades acadêmicas.

7.1.2 Reorganizar e implementar a nova estrutura organizacional e administrativa da UFMA.

7.1.3 Elaborar normas – manualização, rotina e procedimentos – homogêneas para obter eficiência.

a. Revisão do Estatuto e Regimento Geral da UFMA, mediante ampla discussão com a comunidade universitária;

b. Revisão da legislação interna da UFMA, mediante processo democrático, atualizando-a com base no novo projeto de Universidade;

c. Consolidação de um processo de gestão universitária que subordine estruturas, instrumentos e recursos financeiros às funções de ensino, pesquisa e extensão;

d. Articulação com os movimentos sociais, instituições e entidades representativas da comunidade universitária na elaboração e realização de políticas universitárias.

7.1.4 Desenvolver mecanismos rigorosos de controle de compras, estoques e patrimônio.

a. Avaliação das despesas e custos que podem ser reduzidos ou evitados;

b. Realização do inventário dos bens móveis e imóveis da Instituição.

c. Implantação do sistema de compra por pregão.

7.1.5 Utilizar meios modernos para agilizar o fluxo de documentos.

7.1.6 Fortalecer a Auditoria Interna, proporcionando-lhe melhores condições de trabalho.

7.1.7 Aperfeiçoar o sistema de Convênios e Contratos, através da modernização dos serviços, da atualização de cadastros e da elaboração de normas de orientação aos interessados.

7.1.8 Orientar os servidores – docentes e administrativos – sobre procedimentos de elaboração,

fiscalização e prestação de contas e sobre otimização dos recursos referentes a

Contratos e Convênios.

(21)

7.2 Tecnológico

7.2.1 Modernizar e otimizar os serviços do Núcleo de Tecnologia da Informação.

a. Atualização dos serviços relacionados ao ambiente WEB;

b. Melhoria do atendimento à demanda crescente de manutenção e serviços de tecnologia da informação, com a criação de um centro de atendimento ao usuário e um centro de desenvolvimento de tecnologia da informação;

c. Melhoria da rede de comunicação da UFMA, incluindo internet e telefonia, pela troca do backbone da UFMA e integração de sistemas de rede de dados e voz.

7.2.2 Redefinir o fluxo de comunicação entre setores administrativos, as políticas de educação a distância e o uso de tecnologias avançadas na promoção do ensino, pesquisa e extensão.

a. Implementação de programa único de ensino a distância, integrando os diversos projetos em tecnologia da informação, envolvendo Ensino a Distância;

b. Implantação do uso de meio eletrônico para geração, transmissão e manutenção dos documentos institucionais;

c. Definição de estratégias tecnológicas para integração dos diversos Campi, tanto via internet como via teleconferência e outros meios.

7.3 Acadêmico

7.3.1 Colun

a. Defesa junto ao Conselho de Reitores – ANDIFES – e órgãos responsáveis do MEC para revitalização dos Colégios de Aplicação, como parte integrante e necessária das Universidades Públicas;

b. Reestruturação do Colégio Universitário para garantir um ensino fundamental e médio de qualidade;

c. Garantia dos espaços do Colégio Universitário como campo prioritário de estágio dos Cursos de Pedagogia e Licenciaturas da UFMA;

d. Incentivo ao desenvolvimento da pesquisa dentro do Colégio Universitário, garantindo com isto a retro-alimentação do ensino;

e. Estímulo ao desenvolvimento da extensão no Colégio Universitário, em especial nas áreas de cultura, arte e esporte, como atividades complementares da educação;

f. Estímulo e apoio às iniciativas dos discentes do Colégio Universitário para uma formação mais integral do alunado;

g. Busca de parcerias que possam ser disponibilizadas como oficinas de estágio para os alunos do Colégio Universitário;

h. Realização de articulações com segmentos governamentais e não governamentais para dar prosseguimento à construção do Colégio Universitário no Campus;

i. Ampliação da oferta de cursos técnicos, inclusive os noturnos.

(22)

7.3.2 Hospital Universitário

a. Ampliação, modernização e otimização dos serviços do Hospital Universitário/HUUFMA, viabilizando a Unidade de Transplante de Coração e Rim e o Laboratório de Biologia Molecular (Histocompatibilidade);

b. Modernização e ampliação da infra-estrutura do HUUFMA, priorizando os serviços de alta complexidade;

c. Elaboração, acompanhamento e avaliação de programas e projetos de apoio ao ensino, pesquisa, extensão e desenvolvimento institucional, utilizando-se de convênios com a Fundação de Apoio do HUUFMA;

d. Incentivo e apoio às atividades de ensino, pesquisa e extensão na área de saúde;

e. Realização de atividades de assistência à saúde, de forma integrada com o ensino, a pesquisa e a extensão;

f. Garantia de integração do HUUFMA como hospital de referência para todo o Estado, nas redes estadual e municipal de saúde;

g. Garantia de acompanhamento e avaliação dos serviços existentes, informatizando os serviços estratégicos relacionados à assistência, ao ensino, à pesquisa e à extensão.

7.3.3 Gráfica

a. Modernização do espaço de trabalho da gráfica para aumento da produção de impressos administrativos e publicações;

b. Revitalização da Editora Universitária;

c. Viabilização da Gráfica Universitária como campo de estágio para os cursos de Desenho Industrial, Comunicação Social e Biblioteconomia;

d. Prestação de serviços gráficos à UFMA e à comunidade;

e. Ampliação do atendimento de serviços a novos setores como HU e COLUN.

7.3.4 Rádio Universidade

a. Realização de contrato de comodato com fundação de apoio (Fundação Sousândrade), de uso e concessão da Rádio Universidade FM como suporte para o Curso de Comunicação Social, para oferta de estágio, bem como para divulgação de informações da Instituição – UFMA –, junto à comunidade;

b. Ampliação de parcerias que viabilizem a realização de eventos;

c. Realização de eventos culturais;

d. Divulgação das atividades da Instituição;

e. Manutenção, recuperação e ampliação do acervo.

(23)

7.3.5 Núcleo Integrado de Bibliotecas

a. Revisão da estrutura administrativa e organizacional do Sistema de bibliotecas;

b. Promoção da expansão, modernização e otimização dos serviços prestados pelo Núcleo de Bibliotecas;

c. Orientação de usuários e divulgação sistemática dos serviços oferecidos pelo Núcleo de Bibliotecas;

d. Manutenção e preservação do acervo bibliográfico, mediante a definição de uma política para a formação de acervo;

e. Manutenção de intercâmbio e cooperação da Biblioteca com sistemas nacionais e internacionais de informação;

f. Adequação de atendimento de usuários portadores de necessidades educacionais especiais.

7.3.6 Núcleo de Eventos e Concursos

a. Realização dos processos – seletivos graduais e vestibular – de ingresso aos cursos de graduação, com a participação das Fundações de Apoio.

b. Modernização dos espaços físicos e equipamentos.

c. Utilização dos processos seletivos como forma de vincular a Universidade ao ensino secundário e de reconquista da legitimidade social.

7.4 Pessoal

7.4.1 Implantar o Plano de Carreira do Servidor Técnico-Administrativo (Lei 11.091, de 12/01/05).

7.4.2 Implantar política de capacitação do quadro de pessoal da UFMA (Lei 11.091, de 12/01/05).

a. Elaboração de um plano anual de capacitação de pessoal docente e técnico- administrativo.

b. Implementar nova sistemática de avaliação de desempenho do pessoal técnico- administrativo (Lei 11.091, de 12/01/05).

7.4.3 Dimensionar as necessidades institucionais, com definição de modelos de alocação de vagas que contemplem a diversidade da Instituição (Lei 11.091, de 12/01/05).

7.4.4 Atualizar e divulgar as normas internas da UFMA que regulamentam e/ou disciplinam os assuntos referentes a benefícios e vantagens para os servidores da UFMA.

7.4.5 Implementar política de aproveitamento dos servidores técnico-administrativos egressos de cursos de graduação e pós-graduação, nas áreas/atividades relacionadas com os cursos realizados.

7.4.6 Desenvolver o programa de tutoria para integração dos novos servidores.

(24)

7.4.7 Reintegrar os antigos servidores no sentido de resgatar a auto-estima e a melhoria do clima organizacional.

7.4.8 Defender os direitos dos servidores portadores de necessidades especiais.

7.4.9 Realizar estudos para definição das necessidades de novos Cargos Comissionados e

Funções Gratificadas.

(25)

EIXO 8

Planejamento e Articulações

Realizar o planejamento das atividades da Instituição de forma abrangente, estimulando a articulação entre setores internos e entre a Universidade e outras Instituições e empresas, na busca de parcerias que possibilitem e facilitem o desenvolvimento institucional.

8.1 Consolidar o Plano de Desenvolvimento Institucional, a partir de subsídios obtidos da comunidade universitária, definindo prioridades e metas de curto, médio e longo prazo.

8.2 Coordenar e acompanhar a execução do Plano de Metas Anual.

8.3 Fortalecer o Ensino, a Pesquisa e a Extensão, por meio do Planejamento das prioridades e das estratégias de ação, advindas desses setores.

8.4 Promover a articulação institucional interna, e entre a UFMA e instituições e empresas, na busca de parcerias que viabilizem a obtenção de recursos e o desenvolvimento de atividades administrativas e acadêmicas.

8.5 Prestar consultorias a organizações governamentais e não-governamentais, empresas e sindicatos, socializando experiências que tenham contribuído para o desenvolvimento institucional.

8.6 Elaborar e distribuir anualmente o orçamento.

a. Acompanhamento e avaliação da execução do orçamento, visando a otimizar a utilização dos recursos;

b. Estudos para racionalização das despesas, principalmente com serviços básicos;

c. Acompanhamento e avaliação das receitas próprias arrecadadas, visando a seu acréscimo.

8.7 Modernizar o sistema de captação e armazenamento de dados.

a. Criação de um Banco de Dados Institucional que agilize e uniformize a prestação de informações e consultas;

b. Elaboração de documentos de Avaliação Institucional, para atender as exigências governamentais, bem como criação de instrumentos de avaliação e cálculo de indicadores de desempenho.

8.8 Participar da Comissão Própria de Avaliação Institucional e de outras comissões institucionais.

8.9 Criar um cadastro de potenciais consultores, com as competências e qualificações dos profissionais das áreas técnicas e administrativas e dos docentes.

8.10 Apoiar e realizar ações de otimização de recursos, promovendo revisão de contratos e diagnosticando emergências e prioridades.

8.11 Elaborar, acompanhar e apoiar projetos de captação de recursos, parcerias, diagnósticos,

consultorias e campanhas.

(26)

EIXO 9

Parcerias

9.1 Elaborar e apoiar projetos de parcerias advindos dos diferentes setores da Instituição e apoiar e orientar os de outras instituições e empresas que viabilizem a troca de conhecimentos, habilidades e competências.

9.2 Elaborar, acompanhar e avaliar programas e projetos de desenvolvimento institucional, científico e tecnológico, entendidas como de desenvolvimento institucional as ações, os projetos e as atividades, inclusive aquelas de natureza infraestrutural que levem à melhoria das condições das instituições federais de ensino superior, por meio de convênios e contratos com as Fundações de Apoio – conforme o Decreto 5.205, de 14 de setembro de 2004.

9.3 Elaborar, acompanhar e avaliar programas e projetos de ensino, pesquisa e extensão que

poderão ser operacionalizados por meio de convênios e contratos com as Fundações de

Apoio – conforme o Decreto 5.205, de 14 de setembro de 2004.

(27)

EIXO 10

Criatividade e Inovação

Criação, inovação e permanência são forças que se opõem no desenvolvimento de quaisquer atividades. O novo se insinua combatendo as permanências que consagraram o novo em outras épocas, posto que as idéias arraigadas somente serão ultrapassadas em face do vigor da inovação.

Ora, se o mundo atual é muito complexo, pleno de problemas e obstáculos a serem superados, o planejamento qualitativo será aquele fundado na criatividade e na inovação. Assim, terão apoio os programas e projetos criativos, inovadores, atentos às demandas emergentes, e que possam trazer melhorias às atividades administrativas e acadêmicas.

10.1 Estimular contratos e parcerias com instituições públicas, empresas privadas e organizações não-governamentais no sentido de discutir parcerias que possam desenvolver projetos criativos de grande alcance social;

10.2 Promover reuniões técnicas com professores e técnico-administrativos no sentido de

discutir e propor projetos inovadores que possam contribuir efetivamente para a melhoria

dos trabalhos administrativos e acadêmicos da Instituição.

Referências

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