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ADITIVOS ALIMENTARES E SEUS EFEITOS ADVERSOS

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Academic year: 2022

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ADITIVOS ALIMENTARES E SEUS EFEITOS ADVERSOS

OLIVEIRA, Fernando 1 ROSA, Cássio Costa da 2 TEIXEIRA, Victor de Alcântara Louzada 3 RODRIGUES, Raphael Cardoso4

INTRODUÇÃO

Os aditivos alimentares são utilizados há séculos, com inúmeras finalidades, como, aumentar o tempo de conservação, manter aroma, melhorar o sabor, melhorar a aparência, atribuindo ou realçando algumas características próprias de alguns alimentos. Com a globalização e o desenvolvimento da logística ao nível nacional e internacional, a adição de aditivos se torna uma necessidade para manter a integridade dos alimentos, devido principalmente a procedência sendo grande parte provenientes de regiões distantes (ANVISA, 1997).

A Portaria nº 540 - SVS/MS, de 27 de outubro de1997 publicada pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária, 1997) define que Aditivo Alimentar sendo qualquer ingrediente adicionado intencionalmente aos alimentos, sem propósito de nutrir, com o objetivo de modificar as características físicas, químicas, biológicas ou sensoriais, durante a fabricação, processamento, preparação, tratamento, embalagem, acondicionamento, armazenagem, transporte ou manipulação de um alimento. Ao agregar-se poderá resultar em que o próprio aditivo ou seus derivados se convertam em um componente de tal alimento.

Esta definição não inclui os contaminantes ou substâncias nutritivas que sejam incorporadas ao alimento para manter ou melhorar suas propriedades nutricionais (BRASIL, 2007). A avaliação dos aditivos alimentares no âmbito mundial é baseada no controle das IDAs (Ingestão Diária Aceitável), desenvolvida pelo Comitê de Expertos em Aditivos Alimentares da Organização Mundial da Saúde

1 Graduando do Curso de Ciências Biológicas do Centro Universitário são Camilo-ES, [email protected];

2 Graduando do Curso de Ciências Biológicas do Centro Universitário são Camilo-ES, [email protected];

3 Graduando do Curso de Ciências Biológicas do Centro Universitário são Camilo-ES, [email protected];

4 Professor orientador: Especialista em análises clínicas e gestão de laboratórios - FMC, [email protected],

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(OMS)/Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) [The Joint FAO/WHO Ex- pert Committee on Food Additives – JECFA].

No âmbito geral, verifica-se que a intenção da indústria de alimentos, ao aplicar os aditivos, é a melhora nas condições de armazenagem, oferecer alimentos mais seguros e melhorar as características organolépticas. A partir daí passou a utilizar um grande número de aditivos, visando atender a essas expectativas do mercado (HONORATO et al., 2013). Dessa forma, os aditivos alimentares acabam exercendo um papel importante no incremento dos alimentos. No entanto, tal substância desperta certa preocupação por parte dos consumidores, devido à possibilidade do desenvolvimento de processos alérgicos e de intoxicação. Isso faz com que os consumidores se tornem cada vez mais cautelosos a respeito da segurança alimentar (HONORATO et al., 2013). Diante do exposto o objetivo do trabalho é abordar o tema sobre os aditivos alimentares, suas aplicações e toxicologia envolvida.

MATERIAL E MÉTODOS

A metodologia empregada foi o estudo exploratório-descritivo através de pesquisa bibliográfica e da utilização de dados secundários oriundos de publicações e resultados de pesquisas específicas sobre o assunto, realizado no período de fevereiro a junho de 2016. Foram utilizadas diversas fontes como livros, artigos científicos, dissertações de mestrado e legislações. Os requisitos para aceite dos trabalhos utilizados embasaram-se em publicações nas quais apresentavam como viés principal as implicações dos aditivos alimentares com a saúde. Os critérios utilizados como recusa, foram os de trabalhos que abordavam de forma inespecífica o assunto e que não apresentavam relação com toxicologia. A pesquisa utilizou como palavra chaves os termos: aditivos alimentares, toxicologia e intoxicação.

DESENVOLVIMENTO

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Mais aditivos têm sido empregues alcançando uma parcela cada vez maior no mercado de alimentos, os produtos industrializados pelo fato de já virem prontos ou semi-prontos e de fácil aquisição estes conferem uma aceitabilidade muito grande por parte dos consumidores fazendo relação ao panorama atual, porem para conferir praticidade e durabilidade aos produtos a indústria alimentícia utiliza de aditivos alimentares (HONORATO et al., 2013). Os aditivos alimentares compõem um grupo bastante heterogêneo de substâncias químicas e são classificados de acordo com sua função no alimento. Na Tabela 1 são representados os principais aditivos utilizados na indústria de alimentos.

Tabela 1: Tipo de aditivos e sua função na composição dos alimentos Tipo de Aditivo Função

Agentes conservantes Principais responsáveis pelo “prazo de validade” dos alimentos, fazendo com que eles não estraguem rapidamente.

Antioxidantes Agem em conjunto com os conservantes, tendo principal função de evitar que os alimentos gordurosos fiquem rançosos.

Acidulantes Muito usados em sucos, refrescos e refrigerantes, por acentuar o sabor ácido e doce do alimento industrializado.

Estabilizantes Impedem que o alimento apresente aspecto indecoroso, mantendo a aparência de quando foram fabricados.

Flavorizantes Têm o papel de realçar o aroma e sabor dos alimentos. Existem naturais e artificiais e adoçantes.

Corantes São os que dão a cor dos alimentos industrializados, conferindo uma aparência mais natural e palatável.

Fonte: AUN et al., 2011

Se tratando de aditivos alimentares, a via de contato digestiva tem uma maior importância. Atualmente, há poucas pesquisas sobre as consequências do consumo de aditivos químicos (POLÔNIO; PERES, 2009), entretanto, essas indicam que o consumo diário produz reações maléficas à saúde do consumidor, tais como alergias, alterações no comportamento, carcinomas e outros (ALBUQUERQUE et al., 2012; AUN et al., 2011; BRASIL, 2007).

De acordo com a Tabela 2, existe uma variada gama de sintomas e alterações fitopatológicas que podem ser causadas pelos diferentes tipos de aditivos

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deles estão relacionados às reações adversas. Ressaltando que estes sintomas podem está relacionados às reações alérgicas ou não alérgicas (AUN et al., 2011;

POLÔNIO e PERES, 2009).

Tabela 2: Sinais e sintomas relacionados ao consumo inadequado dos aditivos alimentares.

Tipo de Aditivo Sinais e Sintomas

Agentes conservantes

Podem está relacionado ao aparecimento do transtorno do déficit de atenção, hiperatividade, manifestações de asma, urticária e angioedema.

Antioxidantes

Podem causar alergia, distúrbios gastrointestinais, irritações na pele (dermatite), aumento da probabilidade de mutações genéticas, hipersensibilidade, câncer gástrico e do esôfago.

Acidulantes Quando usados demasiadamente, pode provocar cirrose hepática, descalcificação dos dentes e dos ossos.

Estabilizantes Podem provocar irritação da mucosa intestinal e ação laxante Flavorizantes Podem causar câncer e alergias.

Corantes

Podem causar reações alérgicas, convulsões, câncer, problemas respiratórios (asma, rinite), na pele (urticária, angioedema, roxo, eczema de contato, fotossensibilização), manifestações intestinais (náuseas, vômitos ou diarreia).

Fonte: ECODEBATE, 2010; POLÔNIO e PERES, 2009.

Quanto maior o consumo de alimentos industrializados, maior será a ingestão de aditivos químicos, entretanto, é impossível predizer a toxicidade promovida, assim, os efeitos gerados no organismo em decorrência do consumo de aditivos são ainda pesquisados, mas sabe-se que há casos de alergias, câncer e distúrbios no sistema digestório (BRASIL, 2007). Dessa forma, vale ressaltar que os efeitos relacionados aos aditivos alimentares acontecem de acordo com o seu abuso tanto na alimentação quanto na fabricação destes alimentos. Sendo importante a fiscalização quanto a sua utilização.

Existe uma legislação vigente sobre os aditivos alimentares, tendo como órgão fiscal da aplicação dessas regras a ANVISA (1997). No entanto torna-se inviável a abrangência dessa prática em todas as indústrias ao mesmo tempo, tornando a fiscalização esporádica.

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CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os aditivos alimentares desempenham um papel importante no desenvolvimento da indústria alimentícia moderna, presentes no cotidiano em quase todos os alimentos consumidos, sendo indispensáveis para melhorar aspectos dos alimentos. Contudo, para o uso de substâncias químicas intencionalmente adicionadas aos alimentos, torna-se necessária avaliações que determinem os possíveis efeitos nocivos desses compostos, embora a utilização dos aditivos em doses adequadas seja permitida pelo Ministério da Saúde, sendo imprescindível analise de toxidade, testes qualificativos e quantitativos, proporcionando a segurança alimentar desejável a saúde pública.

REFERÊNCIAS

ANVISA (1997). Aprova o Regulamento Técnico: Aditivos Alimentares - definições, classificação e emprego.Portaria nº 540, de 27 de outubro de 1997.

AUN, M.V.; MAFRA, C.; PHILIPPI, J.C., KALIL, J.; AGONDI, R.C. MOTTA, A.A. Aditivos em alimentos. Rev. bras. alerg. Imunopatol., v.34, n.5, 177-186, 2011.

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Módulo 11: Alimentação saudável e sustentável. Brasília: Universidade de Brasília, 2007

ECODEBATE (2010). Alimentos industrializados: Corantes, espessantes, gordura trans e outros produtos podem fazer mal. Disponível em: https://www.ecodebate.com.br/2010 /08/25/alimentos-industrializados-corantes-espessantes-gordura-trans-e-outros-produtos- podem-fazer-mal/. Acessado em: Maio 2016

FAI, A.E.C.; STAMFORD, T.CM.; STAMFORD, T.L.M. Potencial Biotecnológico de quitosana em sistemas de conservação de alimentos. Revista Ibero Polímeros. v.9, n.5, p. 10-15, abr, 2008.

HONORATO, Thatyan Campos et al. Aditivos alimentares: aplicações e toxicologia. Revista Verde, v. 8, n. 5, p. 01 -11, (Edição Especial) dezembro, 2013.

POLÔNIO, M. L. T.; PERES, F. Consumo de aditivos alimentares e efeitos à saúde: desafios para a saúde pública brasileira. Caderno de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 25, n. 8, p.

1653-1666, ago.,2009.

TOCCHINI, L.; MERCADANTE, A.Z. Extração e determinação, por clae, de bixina e norbixina em caloríficos. Revista Ciência e Tecnologia de Alimentos, v.21, n.3, p.310-3, 2001.

Referências

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