• Nenhum resultado encontrado

Cad. Saúde Pública vol.27 número1

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2018

Share "Cad. Saúde Pública vol.27 número1"

Copied!
1
0
0

Texto

(1)

195

Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 27(1):195-198, jan, 2011

RESENHAS BOOK REVIEWS

AVALIAÇÃO EM SAÚDE: BASES CONCEITUAIS E OPERACIONAIS. Samico I, Felisberto E, Figueiró AC, Frias PG, organizadores. Rio de Janeiro: MedBook; 2010. 196 p.

ISBN: 978-85-99977-46-0

Há livros que nos trazem, de imediato, a certeza de que terão uma aceitação rápida por associarem sínte-se a competência da forma e do conteúdo. É o caso de Avaliação em Saúde: Bases Conceituais e Operacionais, publicado pelo grupo do Programa de Pós-graduação em Avaliação de Saúde do Instituto de Medicina Inte-gral Prof. Fernando Figueira (IMIP) de Recife, Pernam-buco. Inicialmente, a produção em avaliação era muito restrita no Brasil e, a tradução de um livro do Grupo de Pesquisa Interdisciplinar em Saúde da Universidade de Montréal (Canadá), se consistia num dos poucos re-cursos para os docentes da área. Ao longo dos anos, a produção nacional se expandiu, mas muitos trabalhos passaram a enfocar temas específicos. Um dos méritos desta publicação é oferecer uma visão, ao mesmo tem-po sólida, abrangente e prática, representando assim uma ferramenta valiosa para docentes, alunos e todos que pretendam uma aproximação com o tema.

O primeiro capítulo, além de conceitos básicos, mostra a construção histórica do campo por meio de uma árvore em que as raízes são a investigação social e a prestação de contas (accountability) com três ramifi-cações principais, a metodologia, o julgamento de va-lor e o apoio à decisão, com um quadro sintetizando as convergências e especificidades dos autores que repre-sentam estas ramificações. O capítulo seguinte resume características da abordagem quantitativa e qualitativa relacionando-as com os estudos de avaliação. Merecem destaque os tópicos que tratam de duas técnicas cada vez mais utilizadas em nosso meio: a condição traçado-ra ou marcadotraçado-ra e o evento sentinela.

O capítulo três aprofunda a abordagem qualitativa e o que se segue trata dos atributos da qualidade em saúde, provavelmente um dos nós críticos para todos que trabalham na área. De modo pertinente, enfoca o modelo sistêmico de Donabedian sintetizando também as contribuições e críticas de outros autores em torno da conhecida proposta de avaliar estrutura, processo e resultados. Mas, afinal, com quais atributos podemos realizar a difícil tarefa de julgar a qualidade de um pro-grama, serviço ou sistema de saúde? Donabedian se apóia em sete pilares (efetividade, eficiência, eficácia, eqüidade, aceitabilidade, otimização e legitimidade), porém o texto chama a atenção para a necessidade de ampliar essa proposta com atributos sugeridos por ou-tros autores ou aqueles que sejam mais adequados ao estudo que se está realizando.

Os capítulos 5 e 6, sobre a avaliabilidade ou pré-avaliação de um programa e sua modelagem, tratam de temas importantes porém pouco abordados. No pri-meiro caso, a discussão se aproxima da avaliação estra-tégica e da análise de implantação, pois o que está em

foco é a formulação e a implementação do programa em si e a influência que isto tem na validade de uma avaliação.

No segundo, o foco são as bases que deveriam fun-damentar toda intervenção em saúde com a constru-ção de um modelo lógico ou teórico-lógico que estabe-leça a relação entre o problema e as ações que visam a resolvê-lo.

Os capítulos seguintes complementam esse aporte com um conjunto de perguntas avaliativas a serem for-muladas segundo a fase de um programa, correlacio-nando-as com as diferentes possibilidades de avaliação. Mostram a necessidade de que o julgamento do mérito de uma intervenção tenha como suporte a construção de matrizes que devem explicitar critérios, indicadores e padrões para fins de monitoramento e julgamento. O capítulo é rico de exemplos práticos nesse sentido.

O livro traz, ainda, um conteúdo específico e muito pedagógico acerca da avaliação econômica, aborda de modo claro um tema que é, em geral, considerado ári-do. Finaliza com capítulos que tratam dos grandes de-safios da área: comunicar resultados, institucionalizar essa prática, mas também avaliá-la!

Eleonor Minho Conill

Departamento de Saúde Pública, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, Brasil.

Referências

Documentos relacionados

13 Assim, a primeira fase no momento da dispensa de um MSRM é a validação da receita, por isso, independentemente do modo de disponibilização da prescrição, a receita

I – formular e zelar pelo cumprimento das normas relativas à utilização humanitária de animais com finalidade de ensino e pesquisa científica;.. II –

procedimentos para o uso científico de animais, e dá outras providências. 1 o As atividades e projetos que envolvam a criação e utilização de animais de laboratório

Em que pese ausência de perícia médica judicial, cabe frisar que o julgador não está adstrito apenas à prova técnica para formar a sua convicção, podendo

Embora a solução seja bastante interessante como parte de uma política pública relacionada ao gerenciamento de dados de saúde dos usuários do sistema, esse

Neste estudo, nos seis anos avaliados, ficou evidenciada a redução consecutiva do quantitativo de leitos hospitalares, em progressões diferentes, e contraditórias do que

As resistências desses grupos se encontram não apenas na performatividade de seus corpos ao ocuparem as ruas e se manifestarem, mas na articulação micropolítica com outros

• The definition of the concept of the project’s area of indirect influence should consider the area affected by changes in economic, social and environmental dynamics induced