PROJETO DE COMBATE À INCÊNDIO E PÂNICO - PCIP

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PROJETO DE COMBATE À INCÊNDIO E PÂNICO - PCIP

I. MEMÓRIA DE CÁLCULO

1.1. DISPOSIÇÕES GERAIS

A Engenharia de Prevenção contra Incêndios é de suma importância para salvaguardar vidas e bens, prevenindo contra a possibilidade de propagação de fogo e debelá-la caso ocorra.

Para conseguir esses objetivos é necessário adotar medidas de prevenção de incêndios e de instalações contra incêndio relativamente ao material incendiado.

1.2. CLASSES DE INCÊNDIO

O Código de Segurança contra Incêndio e Pânico do Rio de Janeiro (COSCIP), através do Decreto nº 897 de 21/07/1976, em seu artigo 82 e a NR- 23 da Portaria nº 3214 do Ministério do Trabalho dão a seguinte classificação para os incêndios, conforme a natureza do material a proteger:

1) Classe A – Fogo em materiais comuns de fácil combustão com a propriedade de queimarem em sua superfície e profundidade, deixando resíduos (madeira, tecidos, lixo comum, papel, fibras, forragem, carvão, coque, filmes, material fotográfico, etc.);

2) Classe B – Fogo em inflamáveis que queimam somente em sua superfície, não deixando resíduos (óleos, graxas, vernizes, tintas, gasolina, querosene, solventes, borracha, óleos vegetais e animais, etc.);

3) Classe C – Fogo em equipamentos elétricos energizados (motores, geradores, transformadores, reatores, aparelhos de ar condicionado, televisores, rádios, quadro de distribuição, etc.);

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4) Classe D – Fogo em materiais piróforos e suas ligas que se inflamam com contato com o ar ou produzem centelhas e até explosões, quando pulverizados e atritados (magnésios, sódio, potássio, alumínio, zircônio, titânio e outros).

1.3. MEIOS DE COMBATE A INCÊNDIO

A escolha da substância com a qual se irá apagar o incêndio, o tipo de instalação e o modo de executá-la dependem do material cujo incêndio se cogita debelar.

A Tabela 01 a seguir fornece elementos para a escolha de meios de combate a incêndio em função dos produtos cujo incêndio deve ser extinto:

Meios de Combate

a Incêndio Classe A Classe B Classe C Classe D

Água em jato denso Sim Não Não Não

Água em neblina Sim Sim (*) Sim (*) Não (**)

Espuma Sim Sim Não Não

Gás freon ou hallon Sim Sim Sim Sim

Gás carbônico Sim (***) Sim Sim Não (**)

Pó químico seco Sim (***) Sim Sim Sim

(*) Indicado somente após estudo prévio;

(**) Embora não indicado, existem possibilidades de emprego após estudo e consulta ao Corpo de Bombeiros e ao Departamento Nacional de Segurança e Higiene do Trabalho do Ministério do Trabalho;

(***) Indicado somente para princípios de incêndio de pequena extensão

Tabela 01 – Meios de Combate a Incêndio em função dos produtos

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1.4. DADOS DO EMPREENDIMENTO

 Edificação: Estádio Municipal

 Endereço: Diversos locais, S/N, Cocal do Alves - PI

 Área total da edificação: 10.800 m²

 Árera total construída: 72,2 m²

 Quantidade de Pavimentos: 1

 Altura (total e Descendente): 3,85 e zero

1.5 MEMORIAL DE CONSTRUÇÃO

Segue abaixo o quadro de áreas da edificação:

Quadro 1 - Quadro de áreas da edificação

LOCAL ÁREA

(m²)

Arquibancadas 105

Campo 4761

Vestiários 62,11

Circulação 5870

Área Total: 10800 m²

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II. MEMÓRIAL DESCRITIVO DO PCIP

2.1. LEIS, DECRETOS E INSTRUÇÕES TÉCNICAS UTILIZADAS PARA O DESENVOLVIMENTO DO PROJETO

 Decreto nº 17688, de 26/03/2018 – PI

 IT 10/19 – CONTROLE DE MATERIAS DE ACABAMENTO E DE REVESTIMENTO

 IT 11/19 – SAÍDAS DE EMERGÊNCIA

 IT 17/19 – BRIGADA DE INCÊNDIO

 IT 18/19 – ILUMINAÇÃO DE EMERGÊNCIA

 IT 20/19 – SINALIZAÇÃO DE EMERGÊNCIA

 IT 21/19 – SISTEMA DE PROTEÇÃO POR EXTINTORES DE INCÊNDIO

2.2. CLASSIFICAÇÃO DA EDIFICAÇÃO 2.2.1. QUANTO A OCUPAÇÃO:

De acordo com a Tabela 1 dos anexos do regulamento de segurança contra incêndio, a ocupação principal da edificação é F-3 – CENTRO ESPORTIVO E DE EXIBIÇÃO.

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2.2.2 CLASSIFICAÇÃO DA EDIFICAÇÃO QUANTO A ALTURA:

De acordo com a Tabela 2 dos anexos do regulamento de segurança contra incêndio, a classificação da edificação quanto a altura é TIPO I – EDIFICAÇÃO TÉRREA.

2.2.3. CLASSIFICAÇÃO DA EDIFICAÇÃO QUANTO AO RISCO:

De acordo com a Tabela 3 dos anexos do regulamento de segurança contra incêndio, e consultando a IT14/2019 – CARGA DE INCÊNDIO NAS EDIFICAÇÕES E ÁREAS DE RISCO, ANEXO A a edificação apresenta carga de incêndio igual 150MJ/m², logo, será classificada como de RISCO BAIXO, com carga de incêndio de até 300MJ/m².

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2.3. DEFINIÇÃO DOS SISTEMAS EXIGIDOS

A partir da tabela 5 do Decreto Estadual do Piauí (Regulamento de Segurança Contra Incêndio), edificações de divisão F-3 com área construída inferior ou igual a 750m² ou altura inferior ou igual a 12 metros, vem que os seguintes itens de proteção serão necessários:

 Controle de materiais e acabamento;

 Saídas de emergência;

 Iluminação de emergência*;

 Sinalização de emergência;

 Extintores;

 Brigada de incêndio.

*Para edificação com lotação superior a 50 pessoas ou edifcações com mais de dois pavimentos .

Todos os sistemas serão desenvolvidos de acordo com as versões mais recentes das respectivas Instruções Técnicas do CBPMESP, conforme estabelecido na Portaria Nº 075/2012 – GAB. CMDO-GERAL (Publicada no Boletim do Comando Geral do CBMEPI de Nº 084, 07/05/12), serão utilizadas como parâmetros técnicos, a revisão mais recente das INSTRUÇÕES TÉCNICAS, e anexos correspondentes, do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

2.4. DESENVOLVIMENTO DOS SISTEMAS

2.4.1 CONTROLE DE MATERIAIS E ACABAMENTO

Esta medida de segurança foi dimensionada atendendo à IT n° 10/19 do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado do de São Paulo.

 Piso (Acabamento/revestimentos): Classe I, II-A, III-A ou IV-A;

 Parede e divisória (Acabamento/revestimento): Classe I ou II-A;

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 Teto e forro: (Acabamento e revestimento): Classe I ou II-A;

A edificação é composta por piso cimentado e piso cerâmico, as paredes de alvenaria pintadas com tinta acrílica e tinta PVA látex epoxi para azule, já o teto dos vestiários é formado por forro de PVC e cobertura metálica.

Observação:

 Todos os locais dos materiais especificados acima devem seguir rigorosamente as indicações do projeto de arquitetura.

 O construtor tem a responsabilidades de verificar os parâmetros normativos dos materiais do fabricante, e no caso deste não existir realizar os ensaios com os parâmetros das tabelas: A.1; A.2; A.3; B.1 da IT Nº 10-2018 do corpo de bombeiros do estado de São Paulo.

2.4.2. SAÍDAS DE EMERGÊNCIA

O sistema de Saídas de Emergência será desenvolvido de forma a garantir a evacuação da população de forma eficaz e segura, em caso de sinistro. Para isso, será utilizada como parâmetro a IT 11/19 para dimensionar as Portas e Corredores bem como para se verificar se a edificação está atendendo as exigências sobre Distância Máxima a Percorrer e demais exigências contidas na referida IT.

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2.4.2.1. DIMENSIONAMENTO DE PORTAS E CORREDORES.

2.4.2.1.1. CÁLCULO DA POPULAÇÃO

De acordo com a IT 11/19, para o grupo F3, no cálculo da população deve-se levar em conta as áreas totais cobertas da edificação inclusive cancha, excluindo-se áreas de sanitário.

OCUPAÇÃO ÁREA(m²) DENSIDADE POPULAÇÃO

Campo 4761 Ocupação para

partida de futebol 56 pessoas

Arquibancada 1 52,5 2 Pessoas/m² 105 pessoas

Arquibancada 2 52,5 2 Pessoas/m² 105 pessoas

TOTAL 266 pessoas

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2.4.2.1.2. DIMENSIONAMENTO DE PORTAS

As portas da rota de fuga atenderão a população distintas, sendo elas campo, e arquinbancadas. Para as portas que atendarão a mais de um tipo, fez-se o somatário das mesmas e considerou-se a maior entre elas .

 Campo

POP = 56 pessoas

C = 100 para portas e para circulação N = POP/C = 56/100 = 0,56 UP

L = UP X 0,55 = 0,56 X 0,55 = 0,31m.

 Arquibancadas + Campo POP = 210+56= 266pessoas

L = UP X 0,55 = 2,66 X 0,55 = 1,46m.

2.4.2.1.3 DIMENSIONAMENTO DE ACESSOS/DESCARGAS

 Cada Arquibancada POP = 105 pessoas

C = 100 para portas e para circulação N = POP/C = 105/100 = 1,05 UP L = UP X 0,55 = 1,05 X 0,55 = 0,58m

2.4.3 PLANO DE EMERGÊNCIA 2.4.3.1 APRESENTAÇÃO

O presente plano visa descrever orientações e procedimentos a serem

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seguidos pelos funcionários e visitantes do prédio do Estádio Gerson campos contendo campo defutebol, arquibancadas e vestiários, quando da ocorrência de princípios de incêndio, sinistros e ameaças externas.

2.4.3.2 INTRODUÇÃO

Este trabalho pretende informar aos funcionários, sobre os procedimentos a serem adotados para a prevenção de sinistros e o combate dos mesmos em seus princípios. Acreditamos que se os colaboradores tiverem conhecimentos básicos sobre prevenção de incêndios, certamente desenvolverão comportamentos preventivos de modo a evitar as condições que levam ao fogo. Tais providências proporcionarão eventos sem surpresas desagradáveis, capazes de causarem pânico e ferimentos nos presentes. A todos envolvidos neste trabalho caberá o aperfeiçoamento, objetivando tornar- se qualificado para o exercício de suas atividades, objetivando as oportunidades em alcançar um ambiente com o máximo de segurança.

2.4.3.3 OBJETIVOS

O Plano de Emergência do estabelecimento tem por objetivo a preparação e organização dos meios existentes para garantir a salvaguarda dos seus ocupantes em caso de ocorrência de uma situação perigosa, nomeadamente de incêndio.

O presente Plano de Emergência é elaborado na base dos riscos de incêndio e de pânico, uma vez que as ocorrências resultantes de outras situações perigosas, nomeadamente catástrofes naturais como terremoto e alerta de bomba têm consequências semelhantes; contudo, no que se refere ao risco de terremoto são apresentadas no presente Plano algumas disposições particulares.

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2.4.3.4 PROCEDIMENTO DE MANUTENÇÃO

Uma das condições essenciais para garantir a eficácia de um Plano de Emergência é a sua correta e perfeita atualização. Para o efeito, afigura-se indispensável que sejam comunicadas previamente aos responsáveis pelo Plano de Emergência (Diretoria, SESMT, Chefe de Brigada e componentes da CIPA) quaisquer alterações ao nível das condições físicas da edificação ou da organização dos meios humanos afetos à segurança; de entre as situações passíveis de exigir atualização do Plano salientam-se as seguintes:

 Alterações a compartimentação do edifício;

 Alteração significante do contingente da população flutuante e/ou fixa;

 Modificações nas vias de acesso ao edifício;

 Alterações nas saídas e vias de evacuação;

 Instalação de novos equipamentos técnicos;

 Alterações na sinalização interna do Órgão ou Entidade;

 Alteração do número ou composição da equipe afeta à segurança;

 Organização do sistema de segurança.

Na ocorrência de alterações o Chefe da Brigada deverá proceder à atualização do Plano de Emergência, fazendo as mudanças necessárias.

Todas as alterações efetuadas ao Plano de Emergência deverão ser comunicadas aos detentores de exemplares do mesmo

2.4.3.5 INSTRUÇÕES DIRIGIDAS AO PESSOAL COMBATENTE (BRIGADISTAS) DO ÓRGÃO OU ENTIDADE

Estas instruções dirigem-se especialmente aos brigadistas do estabelecimento, considerando-se que todos os seus elementos delas terão conhecimento e colaborará na sua aplicação. Em termos gerais são as

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seguintes:

 Soar o alarme ao perceber o sinistro;

 Socorrer as pessoas que se encontrem em perigo imediato;

 Dar o alarme à Direção do estabelecimento e aos outros servidores;

 Dar ou confirmar o alerta ao corpo de bombeiros;

 Iniciar o combate ao foco de incêndio com os meios de intervenção existentes;

 Evacuar o local, encaminhando os seus ocupantes para o exterior (ponto de encontro);

 Verificar a desocupação efetiva dos locais, fechando atrás de si todas as portas;

 Auxiliar os bombeiros nas operações de combate e rescaldo, procedendo à eventual desobstrução dos acessos e pontos de penetração e indicando a localização e extensão exata do sinistro.

Segue na figura abaixo o esquema do plano de intervenção em caso de incêndio.

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2.4.3.6 DESCRIÇÃO DA PLANTA

 Nome do órgão: Estádio Municipal de Cocal do Alves

 Característica da vizinhança: Rodeado pela vegetação local ;

 Corpo de Bombeiros Mais Próximo: 2º Batalhão de Bombeiros Militar do estado do Piauií – Parnaíba - PI

Endereço: Rua Santos Drumond, N:66 - Bairro Centro – CEP: 64200- 200, Parnaíba - PI. Fone:(89)3222-1006.

Comandante do 2º BBM: Major QOBM Rivelino de Moura Silva.

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Subcomandante do 1º BBM: 1º Ten QPBM Francisco de Assis Costa Silva.

Construção: Estrutura em concreto armado,

 Área terreno: 10800 m²;

 Área de piso cimentado: 157,20 m²;

 Área de grama: 4761m²;

Recursos materiais:

a. Extintores de incêndio portáteis (PQS – Pó Químico Seco - ABC);

2.4.3.7 PROCEDIMENTOS BÁSICOS DE EMERGÊNCIA CONTRA INCÊNDIO

 Alerta: Ao ser detectado um princípio de incêndio, o alarme de incêndio manual será acionado através da botoeira, bastando retirar a chave de segurança, localizada em cada pavimento;

 Análise da situação: O chefe da brigada se posicionará no ponto de encontro da brigada e analisará rapidamente o sinistro. Após identificação do local sinistrado o alarme deverá ser desligado, e o chefe da brigada comandará as ações de combate de incêndio.

Apoio externo: Um brigadista e/ou ajudante (a) deve acionar o Corpo de Bombeiros dando as seguintes informações: Nome e número do telefone utilizado; endereço do Órgão ou Entidade; pontos de referência;

característica do incêndio; quantidade e estado das eventuais vítimas; deverá um brigadista orientar o Corpo de Bombeiros em sua chegada (recalque)

Primeiros socorros: Os primeiros socorros serão prestados às eventuais vítimas conforme treinamento específico dado aos brigadistas.

Eliminar riscos: Se houver necessidade deve ser providenciado o corte da energia elétrica, que será executado pelo pessoal da manutenção, que

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deve estar à disposição do Chefe da Brigada;

Abandono de área: Caso seja necessário abandonar a edificação, deve ser acionado novamente o alarme de incêndio para que se inicie o abandono da área. Os brigadistas se reunirão no ponto de encontro do pessoal. Neste momento o Chefe da Brigada já avaliou a situação e determinará o abandono geral ou não. Antes do abandono definitivo do Órgão ou Entidade os brigadistas devem verificar se não ficaram ocupantes retardatários e providenciar o fechamento de portas e janelas se possível.

Cada pessoa portadora de deficiência deve ser acompanhada por dois brigadistas ou voluntários, previamente designados pelo Chefe da Brigada;

Isolamento da área: A área sinistrada deve ser isolada fisicamente, de modo a garantir os trabalhos de emergência e evitar que pessoas não autorizadas adentrem ao local.

Confinamento do incêndio: O incêndio deve ser confinado de modo a evitar sua propagação e consequências;

Combate ao incêndio: O combate será feito pelos Brigadistas do Órgão ou Entidade que são treinados para este tipo de emergência. A Brigada deverá auxiliar o Corpo de Bombeiros quando estes chegarem ao local;

Investigação: Após o controle total da emergência e a volta à normalidade, o Chefe da Brigada deve iniciar o processo de investigação e elaborar um relatório, por escrito, sobre o sinistro e as ações de controle, para as devidas providências.

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Segue abaixo o organograma da brigada de incêndio:

2.4.3.8 INSTRUÇÕES COMPLEMENTARES DE SEGURANÇA 2.4.3.8.1 SISMOS

As principais causas de acidente durante um tremor de terra são:

Desmoronamento total ou parcial de edifícios;

Atuação humana precipitada devido ao pânico;

Incêndios, agravados normalmente por falta de água e dificuldade nos acessos;

Queda de móveis, candeeiros e outros objetos;

Queda de cabos de energia elétrica;

Em caso de ocorrência de sismo, durante o mesmo o elemento da segurança do estabelecimento deverá proceder da seguinte forma:

Dominar o pânico, manter a calma;

Proteger-se no vão de uma porta interior, no canto de uma sala ou debaixo de uma escrivaninha ou mesa; estar atento à eventual queda de objetos tais como candeeiros e móveis.

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Manter-se afastados das janelas e envidraçados;

Não ligar aparelhos elétricos.

Após o sismo deverão iniciar as suas funções de segurança procedendo, de acordo com a gravidade do mesmo, nos seguintes termos:

Antes de iniciar a deslocação pelo edifício proteger a cabeça e o rosto;

Efetuar os cortes gerais de eletricidade e água;

Inspecionar as instalações fazendo o inventário de eventuais anomalias e prejuízos;

Se necessário promova a evacuação do edifício encaminhando os ocupantes para o exterior, em local afastado de edifícios ou muros – Plano de Evacuação;

Verificar se há feridos e socorrê-los; se houver feridos graves não os remova a menos que corram perigos. Alertar o serviço de bombeiros / ambulâncias;

Se existirem incêndios desencadearem o Plano de Emergência;

Limpar urgentemente os produtos inflamáveis que eventualmente se tenham derramado;

De acordo com a gravidade da situação e as necessidades manifestadas, contatar a Direção do estabelecimento e a defesa Civil;

Ligar um rádio e seguir as instruções da Defesa Civil e das outras autoridades.

2.4.3.8.2 INUNDAÇÕES

Efetue o corte parcial da água na válvula de corte adequada; se necessário proceda ao corte geral da água;

Proceda ao escoamento das águas, construindo, se necessário, barreiras por forma a encaminhar a água para o ralo de pavimento mais

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próximo ou para o exterior;

Contate a Direção do estabelecimento, que por sua vez contatará o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil.

2.4.3.8.3 ACIDENTES DE TRABALHO

Em caso de acidente de trabalho, e atendendo à sua gravidade, o sinistrado deverá ser transportado devidamente pela equipe de atendimento móvel com urgência, SAMU, que tem o seguinte número de telefone: 192. Na ocorrência de acidente de trabalho mortal o local deve ser isolado e, para além da chamada dos serviços de socorro e da comunicação ao IML – Instituto Médico Legal e Polícia Militar para isolamento da área.

Em caso de acidente de trabalho:

Mantenha a calma, não toque nem deixe tocar na vítima, não lhe dê nada a beber;

Informe imediatamente ao chefe;

Suprima imediatamente a causa do acidente;

Chame os meios de socorro externos: Ambulância, Bombeiros etc;

Mantenha a calma, não se esqueça de indicar corretamente aos serviços externos os seguintes elementos; o Nome da entidade; o Endereço; o Nome da Vítima; a Natureza do acidente; o Estado da vítima;

Em caso de acidente de trabalho de origem elétrica deverão ser seguidos os seguintes procedimentos especiais:

Corte imediatamente a corrente elétrica, desligando a ficha do aparelho ou o interruptor geral do quadro do piso;

No caso de não ser possível cortar a corrente ou for muito demorado fazê-lo separe a vítima das partes em tensão tomando as seguintes medidas;

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Isole-se se colocando sobre uma superfície de material não condutor e seco (plásticos, borracha, madeira, têxteis, etc.) e proteja as mãos com luvas de borracha, um saco de plástico, uma toalha ou peça de roupa ainda recorrendo a varas ou cabos de madeira, igualmente secos;

Em todos os casos, ao separar o sinistrado das partes em tensão deve fazê-lo de uma forma brusca, procurando não o agarrar firmemente;

Se a vítima não der sinais de vida, depois de desligar a corrente elétrica faça-lhe imediatamente a respiração artificial, de preferência pelo método boca-boca, e a massagem cardíaca externa. Contate outra pessoa, que por sua vez contatará os meios de socorro exteriores;

2.4.3.8.4 EVACUAÇÃO

Ao ouvirem o sinal de alarme (toque de campainha muito prolongado), seguir as instruções do brigadista responsável pela evacuação da escola;

Não te preocupes com materiais e objetos. Deixa-os sobre as mesas, sai e feche a porta;

Siga os sinais de saída em silêncio. Não corra;

Desça as escadas encostado à parede. Não volte atrás;

Não pares na porta de saída. Esta deve estar livre;

Dirige-te para o local que o brigadista te indicar, para se apurar que não falte ninguém.

2.4.3.8.5 EM CASO DE INCÊNDIO

Perante um incêndio mantenha-se sempre a calmo;

Se o fogo é pequeno, trate de apagá-lo com o extintor adequado à classe de incêndio;

Caso você não consiga dominar o fogo, feche a porta e solicite

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ajuda aos colaboradores. Avise rapidamente a direção da ocorrência do fogo;

Se o fogo se prender às tuas roupas, não corras. Jogue-se ao chão a fim de apagar o fogo por abafamento;

Se ouvir uma explosão, jogue-se no solo e proteja a nuca com os braços;

Perante a fumaça, proteja a boca e o nariz com um pano.

Caminhe agachado. Junto ao solo onde há menos fumaça;

Se a fumaça te impedir a fuga, anuncie a tua presença e aguarde socorro.

2.4.3.8.6 EM CASO DE TERREMOTO

Mantenha a calma;

Mantêm-te afastado das janelas, espelhos, candeeiros ou móveis;

Protege-te no vão de uma porta interior, no canto de uma sala ou debaixo da escrivaninha ou mesa.

2.4.4. BRIGADA DE INCÊNDIO

Para dimensionamento da brigada de incêndio será considerado a IT 17 – Brigada de incêndio. De acordo com a IT 17, em edificações classificadas como F-3, o cálculo do número de brigadistas deve levar em conta a população máxima prevista para o local, na razão da lotação máxima, portanto o dimensionamento da brigada de incêndio deverá ser feito conforme tal:

 Divisão: F-3

 Risco: Baixo

 Número de brigadistas: acima de 15 pessoas

 Nível de treinamento: Básico

 Nível de instalação: Báscio

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2.4.4. SINALIZAÇÃO DE EMERGÊNCIA

Este item foi dimensionado conforme coma IT N°20/2019, e seguirá o detalhamento a seguir que se encontra também na prancha 02/04.

2.4.10. SISTEMA DE PROTEÇÃO POR EXTINTORES DE INCÊNDIO

Os extintores de incêndio serão conforme o item de especificações deste memorial e atende a INSTRUÇÃO TÉCNICA Nº. 21-2019 Sistema de proteção por extintores de incêndio do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de São Paulo. A edificação é classificada com risco Baixo de incêndio (até 300MJ/m²), encontrando assim uma distancia máxima de caminhamento de 25 metros.

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Tabela 1: Distância máxima de caminhamento

A. Baixo 25 m

B. Médio 20 m

C. Alto 15 m

Segue abaixo o quadro com o resumo por tipo e quantidade de extintores por pavimento.

LOCAL

PQS 6KG A/B/C UNIDADES Vestiários

0 Campo/Circulação

2 TOTAL POR TIPO

2

Imagem

Referências

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