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UNICIPALExmos Srs. Membros da Assembleia Municipal,
Nos termos da lei, submete-se à apreciação desta Assembleia um resumo da actividade municipal mais relevante ocorrida entre a última reunião ordinária deste órgão e a presente.
1. Desde logo, gostaria de salientar a aprovação, pela Câmara Municipal, das Grandes Opções do Plano e Orçamento para o ano de 2004, presente a esta reunião da Assembleia Municipal, para a devida apreciação.
Numa conjuntura de restrição e de diminuição das receitas das autarquias, a Câmara Municipal de Aveiro, após ter concluído o investimento mais significativo da sua história com a construção do novo Estádio Municipal Mário Duarte, mantém a sua aposta na qualificação e valorização do seu território. Vale a pena destacar três linhas de força: em primeiro lugar, a conclusão da rede de saneamento em todo o Município, facto assinalável quando comparado com outros concelhos; em segundo lugar, a aposta na requalificação do Parque Escolar, seja através da recuperação de algumas escolas, seja através da construção de novos edifícios, na sequência da avaliação que tem vindo a ser feita no quadro da elaboração da Carta Escolar; em terceiro lugar a requalificação da rede viária – muito martirizada com a extensão da rede de saneamento - , cujos reflexos já se têm vindo a fazer sentir nos últimos meses, em especial nas freguesias de Cacia, Esgueira, Aradas, Sta Joana e Eixo.
Esgueira, bem como a construção de 21 fogos de habitação social em Cacia. Continuarão os apoios significativos às IPSS’s, nomeadamente na construção, requalificação e ampliação de diversas instalações e equipamentos um pouco por todo o concelho.
Trata-se, ainda, de um Orçamento que possibilitará o reforço do investimento na Cultura, com o retorno de uma programação regular de qualidade ao Teatro Aveirense, com a conclusão do Centro Cultural de Esgueira e o início da recuperação da Casa Major Pessoa.
Também o desporto, o ambiente e as acessibilidades manterão um papel significativo nas Grandes Opções do Plano para 2004, cujo orçamento continua a constituir um exemplo claro da aposta em vectores fundamentais na estruturação de um Concelho que promove a qualidade de vida.
Não obstante a situação económica de recessão, o investimento não fica paralisado e visa continuar a promover o crescimento sustentado a que Aveiro se vem habituando.
2. Esta Assembleia aprecia, igualmente, um conjunto de diplomas
importantes: desde logo, o Regulamento de Taxas e Licenças não Urbanísticas que, após a devida apreciação e contribuição da Comissão Eventual constituída para o efeito, vai permitir uma muito urgente actualização de todo o regime em vigor, muito desfasado das necessidades; depois o Regulamento de Actividades Diversas, necessário na sequência da transferência de competências dos Governos Civis para as Câmaras; enfim, adaptações ao Regulamento Orgânico e ao Quadro de Pessoal da Câmara Municipal visando, designadamente, a integração da Polícia Municipal.
O aumento do Capital da empresa municipal Parque Desportivo de Aveiro e posterior alienação de 49% do mesmo é, também, apreciado nesta Assembleia. Trata-se de uma nova e decisiva etapa no desenvolvimento do projecto do Parque, agora que estão ultimados ou em vias disso, os principais instrumentos legais necessários para a concretização dos projectos. A abertura do capital vai permitir dar resposta às necessidades de financiamento dos investimentos e vem concretizar a linha estratégica analisada por esta Assembleia por ocasião da aprovação da criação da empresa. Depois da conclusão do novo Estádio e respectivas acessibilidades, a estruturação e o aparecimento de todos os equipamentos desportivos e ligados à indústria do lazer – designadamente, o campo de golfe, o centro hípico e o complexo de ténis -, é uma passo marcante no nosso desenvolvimento e afirmação estratégica.
3. É com indisfarçável orgulho que realço três momentos de importante significado para o futuro de Aveiro no plano desportivo e cultural e que tiveram lugar nos últimos meses.
animação que, não desfazendo em terceiros, foi dos melhores que se têm feito nas inaugurações de estádios.
Em segundo lugar, o regresso do Teatro Aveirense à fruição de todos. Este equipamento que faz parte da nossa memória colectiva reabriu ao público de uma forma festiva e extremamente participada. Os últimos dois meses têm sido marcados pelo superar das expectativas, quer ao nível da qualidade dos espectáculos apresentados, quer ao nível da presença do público, que tem sabido demonstrar de uma forma inequívoca que este é um espaço de Aveiro e para os Aveirenses. A sua afirmação regional e nacional têm vindo a ser demonstrada e muito nos apraz registar que o investimento na cultura, nomeadamente na requalificação de um equipamento como este, cujo peso orçamental para a Autarquia não é de menosprezar, está já a fazer sentir o seu retorno imaterial.
Em terceiro lugar, a obtenção da Declaração de Impacte Ambiental do Projecto da Pista de Remo de Aveiro. Ultrapassados todos os entraves e percalços que se foram encontrando, a Pista de Remo, um desafio pelo qual nos temos batido ao longo dos últimos anos, poderá, agora, ser uma realidade, respondendo aos anseios de gerações de praticantes e amantes desta modalidade na nossa região.
procurar encontrar respostas para as necessidades reveladas durante esse mês.
5. No que concerne à actividade de Planeamento desenvolvida pela Câmara Municipal importa destacar o Plano de Urbanização do Programa Aveiro Polis, que já se encontra em fase final de consulta pública, prevendo-se, por isso, a sua conclusão para breve. Estaremos, assim, a breve trecho, na posse de todos os instrumentos necessários para iniciar as intervenções mais significativas deste programa, desde que o Estado – accionista maioritário de todas as Sociedades Pólis, recorde-se – mantenha os planos de financiamento que foram aprovados.
Continuam, ainda, a ser estudadas todas as soluções que melhor respondam às condicionantes impostas pelos traçados das Novas Avenidas de St. Joana e S. Bernardo e foi aprovado o estudo urbanístico da Nova Estação. O Plano de Pormenor do zona do antigo estádio Mário Duarte recebeu já parecer favorável de todas as entidades e falta agora apenas o parecer final da DRAOT para poder seguir para inquérito público.
O Plano de Pormenor da Baixa de St. António contínua a aguardar ratificação e o da Zona Industrial de Mamodeiro Poente aguarda pareceres das entidades competentes.
6. Algumas obras que continuam a marcar o desenvolvimento de Aveiro devem ser destacadas. Assim, em fase de acabamentos finais, estão a recuperação do Edifício da Capitania, recentemente objecto de visita por parte da Comissão de Acompanhamento de Programa Operacional da Cultura, e a intervenção na Praça do Peixe. Também a obra da desnivelada da Avenida Lourenço Peixinho e a Nova Estação prosseguem a bom ritmo.
Mas, um pouco por todo o Concelho, podemos assistir a intervenções significativas: a inauguração do campo relvado de Oliveirinha, a obra do Centro Cultural de Esgueira, a recuperação da antiga Piscina do IND, a construção do Jardim de Infância de Verdemilho, para além de diversas obras de reforço de iluminação pública, de saneamento e de pavimentação de arruamentos.
7. No sentido da melhoria das condições de algumas das instituições sediadas no nosso concelho, a Câmara Municipal de Aveiro deliberou, neste período, ceder um terreno na Freguesia da Glória ao Corpo Nacional de Escutas, para instalação da sua sede regional, bem como um outro, em Sá-Barrocas, ao Centro Social e Paroquial da Vera-Cruz para ampliação das suas actuais instalações.
8. No que respeita à situação financeira do Município até 10 de Dezembro de 2003, no âmbito do Quadro Comunitário de Apoio – III, e relativamente ao montante de investimento total candidatado, até à data, era de 64.536.037,99 €. O valor de FEDER aprovado e homologado cifra-se em 35.228.025,59 € e em fase de aprovação é de 7.289.887,30 €. No que respeita à execução física e financeira dos projectos candidatados, foi já executado um montante total de Investimento de 40.550.158,79 €, tendo sido recebidas comparticipações FEDER no montante global de 23.467.607,72€.
No que diz respeito à execução orçamental, para despesas efectuadas num total de 76.220.058,57 €, 22.250.344,72 € correspondem a pagamentos realizados em despesas correntes e 53.969.713,85 € de despesas de capital.
A capacidade de endividamento utilizada mantém-se nos 37,7% dado que, não foi contratualizado mais nenhum empréstimo de médio e longo prazo.
A evolução do passivo, não sendo numericamente favorável está estabilizada, dado que se reflectem neste período as incidências financeiras da construção do Estádio e o não pagamento atempado das contribuições previstas para a obra das acessibilidades. Assim, o montante total em dívida é de 34.323.855,74 €, distribuídos pelas seguintes rubricas patrimoniais: Fornecedores 12.902.541,59 €, Fornecedores de Imobilizado - Obras 13.789.703,12 €, Fornecedores de Imobilizado – Outros 2.550.754,31 €, Fornecedores de Imobilizado – Terrenos e Edifícios 998.750,45 €, Despesas de Pessoal 921.215,71 €, Freguesias 296.442,73 €, e Outros Devedores e Credores Diversos 2.864.447,83€.
A deduzir a este passivo deve ser contabilizado o activo decorrente de pagamentos a receber pela Câmara Municipal de Aveiro a título de comparticipações do III Quadro Comunitário de Apoio e outras, relativos a projectos já aprovados e a obras já realizadas, no montante 8.317.291,79 €, ou seja, a diferença entre aquele passivo e este activo é de cerca de 26.006.564,00 €.
9- Ao longo deste período promovemos algumas actividades, dispersas por todo o concelho e que envolveram a participação de diversos serviços da Câmara. Permitam-me que destaque a continuação acção “Viver nas freguesias”, com várias actividades, que continua a ser pautada pelo sucesso e pela participação activa dos agentes locais.
o tradicional Magusto decorreu, desta vez, na Praça Marquês de Pombal, dando um novo enquadramento a este momento de convívio.
Mas, em particular, a actividade cultural tem marcado, de uma forma intensa, os últimos meses do Concelho. De facto, além do já referido regresso do Teatro Aveirense, importa salientar o lançamento de diversos livros na Biblioteca Municipal: Pepetela, Sofia Bragança Buchholz e Daniel Sampaios. Também o órgão da Igreja da Misericórdia – recuperado com apoio da Câmara - voltou a tocar, revelando uma notável sonoridade, num concerto muito belo.
Ainda, neste período, acompanhámos a deslocação da Companhia de Dança de Aveiro à Cidade Irmã de Belém do Pará, para participar no Festival Internacional de Dança da Amazônia, representando o nosso município além fronteiras.
Enfim, foi inaugurada a Exposição “Lauro Corado”, no Museu da República. Trata-se de uma mostra de grande qualidade de um dos grandes pintores de Aveiro, notável retratista, desconhecido de muitos aveirenses. Parte do espólio pertence agora à autarquia. Á família Corado que doou algumas telas é devida um palavra de reconhecimento. Lauro Corado regressa à sua terra natal e este é um regresso que nos engrandece.
10. Foram comemorados diversos aniversários de instituições e associações locais, prova do dinamismo e da vitalidade da sociedade civil aveirense. Foi com reconhecimento pelo trabalho desenvolvido que nos associamos ao 169º Aniversário da Banda Amizade, ao 100º Aniversário da Sociedade Musical St. Cecília, ao 95º Aniversário dos Bombeiros Novos, para só referir os mais vetustos.
11. Neste período, Aveiro recebeu a visita dos senhores Ministros da Economia (por ocasião da inauguração do Centro de Formalidades de Empresas, na AIDA), dos Assuntos Parlamentares (por ocasião da celebração dos trinta anos da Universidade de Aveiro) e da Educação (por ocasião de um seminário integrado no ano dos deficient es).
Aveiro, 17 de Dezembro de 2003
O Presidente da Câmara Municipal de Aveiro