Como preparar minha empresa?
Aspectos Legais
Arrumando a Casa
Tratamos da importância do Planejamento Financeiro: escolher para não ser escolhido, o mesmo vale para aspectos legais.
A estrutura adequada propicia:
Crescimento sustentável e perene da empresa (endereça questões familiares, profissionaliza gestão, etc)
Reputação. Melhora a imagem institucional e fortalece o relacionamento com públicos diversos
Alternativas de
Liquidez/Captação de capital.
Facilita acesso a fontes de financiamento mais baratos
(debêntures, mercado de capitais);
mais fácil atrair investidores ou mesmo pensar em abertura de capital como liquidez para os sócios.
Avaliar objetivamente a situação da empresa. Pontos de atenção:
Limitada ou S.A.?
Estrutura de gestão formal:
Existe? Funciona? Como são tomadas as decisões? E se o fundador faltar?
Como é feita a gestão de conflitos (empresariais e familiares)?
Existem outros controles?
Gestão do risco.
Há sucessores? Estão sendo preparados?
Quais as alternativas?
Investimento de terceiros?
Mercado?
Há planejamento sucessório pessoal?
Há reestruturação a ser feita do ponto de vista operacional/de negócios? Ex. : Segregação de ativos, etc.
Administração profissional?
Como é a remuneração?
Por onde começar?
Sociedade de pessoas x de capital
Quotas x Ações (diferentes classes)
Transferência de ações ou quotas
Destinação de lucros e distribuição de dividendos Quoruns de deliberação Administração
Acordo de Acionistas x Quotistas
Sociedade por ações acaba
sendo a estrutura recomendada para entrada de investidores (private equity, fundos, etc) Necessário para acesso ao
mercado (inclusive debêntures) Desvantagens:
Custos (publicação de atos societários)
Divulgação de balanços
Sociedade Limitada vs. Sociedade Anônima
Melhor governança (Conselho de Administração com
membros independentes, desenvolvimento de políticas)
Maior flexibilidade para
estruturas de sucessão (classes de ações preferenciais,
estruturas de governança) Maior certeza jurídica da exequibilidade de Acordo de Acionistas;
Acordo de Acionistas é, em geral, essencial para boa governança e para sucessão:
possibilita uma transição mais tranquila, não afeta o dia a dia
da empresa
Importante destacar que não é necessário implementar todas as alterações imediatamente, de uma vez só.
Sociedade por Ações
Tributação – Investimento Direto e Holding Patrimonial
Participação societária detida diretamente pela pessoa física:
Distribuição de dividendos: isento de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF)
Distribuição de JCP: IRRF à alíquota de 15%, sendo considerado tributação definitiva
Alienação das ações/quotas: a diferença positiva entre o custo de aquisição e o valor de alienação está sujeito à tributação pelo IRPF como ganho de capital, sujeito à incidência do IRPF, com as seguintes alíquotas:
15% sobre a parcela dos ganhos de até R$ 5 milhões
17,5% sobre a parcela dos ganhos entre R$ 5 milhões e R$ 10 milhões 20% sobre a parcela dos ganhos entre R$ 10 milhões e R$ 30 milhões, e 22,5% sobre a parcela dos ganhos que ultrapassar R$ 30 milhões.
Tributação – Investimento Direto e Holding Patrimonial
Participação societária detida diretamente por meio de holding:
IRPF (contribuição): contribuição ao capital de bens e direitos pode ser feita: pelo valor de mercado; ou pelo custo de aquisição. Caso a contribuição seja feita pelo custo de aquisição, não haverá ganho ou perda de capital
IRPF (rendimentos/alienação): a tributação dos rendimentos pela pessoa física é diferida para o momento em que a holding distribui dividendos, JCP ou no momento em que as quotas/ações da holding são alienadas, conforme tributação no slide anterior
Valores recebidos pela holding são tributados por esta, não havendo impacto fiscal para a pessoa física, permitindo o diferimento da tributação Ponto de atenção: necessário verificar tributação da holding
Tributação da Pessoa Jurídica Base de cálculo
Lucro real: ponto de partida é lucro líquido contábil, com os seguintes ajustes:
Adições Exclusões
Compensações
Adoção obrigatória em certas circunstâncias (Ex.: receita bruta anual superior a R$78mm; instituições financeiras; possui controladas ou coligadas no exterior).
Lucro presumido: percentuais de presunção sobre a receita bruta somadas às receitas não operacionais sem percentual de presunção (Ex.: ganhos de capital).
Lucro arbitrado: via de regra, apenas na ausência de documentos fiscais adequados.
Lucro Real, Lucro Presumido e Lucro
Arbitrado
PIS e COFINS
Regimes de apuração
Regime não-cumulativo:
Base de cálculo: “totalidade das receitas”
Alíquota de 9,25%
Créditos permitidos (e.g. insumos, depreciação, aluguéis pagos a pessoa jurídica, etc.)
Regime cumulativo:
Base de cálculo: “receita bruta” (atividade ou objeto principal) Alíquota de 3,65%
Créditos vedados
Não estão sujeitos a PIS/COFINS:
Dividendos
Ganhos de equivalência patrimonial (MEP)
Receitas não-operacionais na venda de ativo não circulante (Ex.:
participação societária, ativo imobilizado)
Diretor de Compliance
Código de Conduta Corporativo
Relatório Financeiro Conselho Fiscal Controle Interno
Auditor Independente
CVM Colaboradores
Auditor Interno Acionista
Governança e Controles Corporativos
Objetivos do Programa de Compliance
Disseminar os valores da empresa Evitar desvios de conduta
Cumprir as leis e normas internas
Prevenir danos e riscos à imagem da empresa Cenário está mudando: intolerância à corrupção
A Lei nº 12.846/13 (Lei Anticorrupção Brasileira entrou em vigor em 29 de janeiro de 2014
Compliance
Lei Anticorrupção Brasileira – alguns aspectos
Punição para atos lesivos à administração pública nacional ou estrangeira;
Atos de corrupção e fraudes à licitação e contratos;
Responsabilidade objetiva da Pessoa Jurídica (civil e administrativa);
Responsabilidade subjetiva das Pessoas Físicas envolvidas na esfera criminal;
Multas elevadas que podem chegar a 20% do faturamento bruto anual;
Reparação do dano;
Responsabilidade solidária entre sociedades controladoras, controladas, coligadas e consorciadas;
Desconsideração da Personalidade Jurídica e Acordos de Leniência.
Atos lesivos
Prometer, oferecer ou dar, direta ou indiretamente, vantagem indevida ao agente público, ou a terceiro, a ele relacionado
Financiar, custear, patrocinar ou subvencionar a prática de atos ilícitos Utilizar-se de pessoa física ou jurídica para ocultar ou dissimular seus interesses ou a identidade dos beneficiários dos atos praticados
Frustrar, fraudar, impedir ou perturbar a realização de procedimento licitatório ou fraudar contrato dele decorrente; manipular ou fraudar o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos celebrados com a administração pública
Parâmetros para um Programa de Compliance efetivo:
Comprometimento da Alta Administração
Padrões de conduta para integrantes e terceiros Treinamentos periódicos
Due Diligence em terceiros contratados Registros contábeis precisos e completos
Análise de riscos e monitoramento do Programa
Canais de denúncia e mecanismos de proteção aos denunciantes Procedimentos de investigação interna e medidas disciplinares
Programa de Compliance Efetivo
Prevenir
Avaliação de Riscos Compliance
•Pessoas, Competências e Due Diligence
•Políticas e Procedimentos
•Comunicação e Treinamento
Detectar
Tecnologia e Análise de Dados Monitoramento e Teste
Remediar
Gerenciamento de deficiências e investigações
Reportes
Programa de Compliance Efetivo
RIO DE JANEIRO Av. Almirante Barroso, 52 - 33º andar | 20031-000 | t. +55 21 3824-5866 | f. +55 21 3824-6090
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