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Como preparar minha empresa? Aspectos Legais

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Academic year: 2022

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Como preparar minha empresa?

Aspectos Legais

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Arrumando a Casa

Tratamos da importância do Planejamento Financeiro: escolher para não ser escolhido, o mesmo vale para aspectos legais.

A estrutura adequada propicia:

Crescimento sustentável e perene da empresa (endereça questões familiares, profissionaliza gestão, etc)

Reputação. Melhora a imagem institucional e fortalece o relacionamento com públicos diversos

Alternativas de

Liquidez/Captação de capital.

Facilita acesso a fontes de financiamento mais baratos

(debêntures, mercado de capitais);

mais fácil atrair investidores ou mesmo pensar em abertura de capital como liquidez para os sócios.

(3)

Avaliar objetivamente a situação da empresa. Pontos de atenção:

Limitada ou S.A.?

Estrutura de gestão formal:

Existe? Funciona? Como são tomadas as decisões? E se o fundador faltar?

Como é feita a gestão de conflitos (empresariais e familiares)?

Existem outros controles?

Gestão do risco.

Há sucessores? Estão sendo preparados?

Quais as alternativas?

Investimento de terceiros?

Mercado?

Há planejamento sucessório pessoal?

Há reestruturação a ser feita do ponto de vista operacional/de negócios? Ex. : Segregação de ativos, etc.

Administração profissional?

Como é a remuneração?

Por onde começar?

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Sociedade de pessoas x de capital

Quotas x Ações (diferentes classes)

Transferência de ações ou quotas

Destinação de lucros e distribuição de dividendos Quoruns de deliberação Administração

Acordo de Acionistas x Quotistas

Sociedade por ações acaba

sendo a estrutura recomendada para entrada de investidores (private equity, fundos, etc) Necessário para acesso ao

mercado (inclusive debêntures) Desvantagens:

Custos (publicação de atos societários)

Divulgação de balanços

Sociedade Limitada vs. Sociedade Anônima

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Melhor governança (Conselho de Administração com

membros independentes, desenvolvimento de políticas)

Maior flexibilidade para

estruturas de sucessão (classes de ações preferenciais,

estruturas de governança) Maior certeza jurídica da exequibilidade de Acordo de Acionistas;

Acordo de Acionistas é, em geral, essencial para boa governança e para sucessão:

possibilita uma transição mais tranquila, não afeta o dia a dia

da empresa

Importante destacar que não é necessário implementar todas as alterações imediatamente, de uma vez só.

Sociedade por Ações

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Tributação – Investimento Direto e Holding Patrimonial

Participação societária detida diretamente pela pessoa física:

Distribuição de dividendos: isento de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF)

Distribuição de JCP: IRRF à alíquota de 15%, sendo considerado tributação definitiva

Alienação das ações/quotas: a diferença positiva entre o custo de aquisição e o valor de alienação está sujeito à tributação pelo IRPF como ganho de capital, sujeito à incidência do IRPF, com as seguintes alíquotas:

15% sobre a parcela dos ganhos de até R$ 5 milhões

17,5% sobre a parcela dos ganhos entre R$ 5 milhões e R$ 10 milhões 20% sobre a parcela dos ganhos entre R$ 10 milhões e R$ 30 milhões, e 22,5% sobre a parcela dos ganhos que ultrapassar R$ 30 milhões.

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Tributação – Investimento Direto e Holding Patrimonial

Participação societária detida diretamente por meio de holding:

IRPF (contribuição): contribuição ao capital de bens e direitos pode ser feita: pelo valor de mercado; ou pelo custo de aquisição. Caso a contribuição seja feita pelo custo de aquisição, não haverá ganho ou perda de capital

IRPF (rendimentos/alienação): a tributação dos rendimentos pela pessoa física é diferida para o momento em que a holding distribui dividendos, JCP ou no momento em que as quotas/ações da holding são alienadas, conforme tributação no slide anterior

Valores recebidos pela holding são tributados por esta, não havendo impacto fiscal para a pessoa física, permitindo o diferimento da tributação Ponto de atenção: necessário verificar tributação da holding

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Tributação da Pessoa Jurídica Base de cálculo

Lucro real: ponto de partida é lucro líquido contábil, com os seguintes ajustes:

Adições Exclusões

Compensações

Adoção obrigatória em certas circunstâncias (Ex.: receita bruta anual superior a R$78mm; instituições financeiras; possui controladas ou coligadas no exterior).

Lucro presumido: percentuais de presunção sobre a receita bruta somadas às receitas não operacionais sem percentual de presunção (Ex.: ganhos de capital).

Lucro arbitrado: via de regra, apenas na ausência de documentos fiscais adequados.

Lucro Real, Lucro Presumido e Lucro

Arbitrado

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PIS e COFINS

Regimes de apuração

Regime não-cumulativo:

Base de cálculo: “totalidade das receitas”

Alíquota de 9,25%

Créditos permitidos (e.g. insumos, depreciação, aluguéis pagos a pessoa jurídica, etc.)

Regime cumulativo:

Base de cálculo: “receita bruta” (atividade ou objeto principal) Alíquota de 3,65%

Créditos vedados

Não estão sujeitos a PIS/COFINS:

Dividendos

Ganhos de equivalência patrimonial (MEP)

Receitas não-operacionais na venda de ativo não circulante (Ex.:

participação societária, ativo imobilizado)

(10)

Diretor de Compliance

Código de Conduta Corporativo

Relatório Financeiro Conselho Fiscal Controle Interno

Auditor Independente

CVM Colaboradores

Auditor Interno Acionista

Governança e Controles Corporativos

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Objetivos do Programa de Compliance

Disseminar os valores da empresa Evitar desvios de conduta

Cumprir as leis e normas internas

Prevenir danos e riscos à imagem da empresa Cenário está mudando: intolerância à corrupção

A Lei nº 12.846/13 (Lei Anticorrupção Brasileira entrou em vigor em 29 de janeiro de 2014

Compliance

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Lei Anticorrupção Brasileira – alguns aspectos

Punição para atos lesivos à administração pública nacional ou estrangeira;

Atos de corrupção e fraudes à licitação e contratos;

Responsabilidade objetiva da Pessoa Jurídica (civil e administrativa);

Responsabilidade subjetiva das Pessoas Físicas envolvidas na esfera criminal;

Multas elevadas que podem chegar a 20% do faturamento bruto anual;

Reparação do dano;

Responsabilidade solidária entre sociedades controladoras, controladas, coligadas e consorciadas;

Desconsideração da Personalidade Jurídica e Acordos de Leniência.

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Atos lesivos

Prometer, oferecer ou dar, direta ou indiretamente, vantagem indevida ao agente público, ou a terceiro, a ele relacionado

Financiar, custear, patrocinar ou subvencionar a prática de atos ilícitos Utilizar-se de pessoa física ou jurídica para ocultar ou dissimular seus interesses ou a identidade dos beneficiários dos atos praticados

Frustrar, fraudar, impedir ou perturbar a realização de procedimento licitatório ou fraudar contrato dele decorrente; manipular ou fraudar o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos celebrados com a administração pública

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Parâmetros para um Programa de Compliance efetivo:

Comprometimento da Alta Administração

Padrões de conduta para integrantes e terceiros Treinamentos periódicos

Due Diligence em terceiros contratados Registros contábeis precisos e completos

Análise de riscos e monitoramento do Programa

Canais de denúncia e mecanismos de proteção aos denunciantes Procedimentos de investigação interna e medidas disciplinares

Programa de Compliance Efetivo

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Prevenir

Avaliação de Riscos Compliance

•Pessoas, Competências e Due Diligence

•Políticas e Procedimentos

•Comunicação e Treinamento

Detectar

Tecnologia e Análise de Dados Monitoramento e Teste

Remediar

Gerenciamento de deficiências e investigações

Reportes

Programa de Compliance Efetivo

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RIO DE JANEIRO Av. Almirante Barroso, 52 - 33º andar | 20031-000 | t. +55 21 3824-5866 | f. +55 21 3824-6090

Anna Carolina Malta – [email protected] Daniela Soares – [email protected] Ana Paula Reis – [email protected]

Daniel Loria – [email protected]

Referências

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