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CONIC-SEMESP

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Academic year: 2021

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TÍTULO: IMPACTOS POSITIVOS NO ENSINO SUPERIOR COM INSTALAÇÕES FÍSICAS DE SUSTENTABILIDADE, TECNOLOGIA E ACESSIBILIDADE

TÍTULO:

CATEGORIA: CONCLUÍDO

CATEGORIA:

ÁREA: CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS

ÁREA:

SUBÁREA: ADMINISTRAÇÃO

SUBÁREA:

INSTITUIÇÃO: ESCOLA SUPERIOR DE ADMINISTRAÇÃO E GESTÃO DA BAIXADA SANTISTA

INSTITUIÇÃO:

AUTOR(ES): VICTORIA BARBOSA FERNANDES CHEQUELEIRO

AUTOR(ES):

ORIENTADOR(ES): FÁBIO PIRES

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1. RESUMO

As instituições de ensino superior não têm contabilizado a importância e os ganhos que se tem quando se constrói um ambiente moderno, levando como fatores prioritários, a sustentabilidade ambiental, a tecnologia e a acessibilidade para a mobilidade de pessoas com limitações físicas. Atualmente, estes devem ser um dos principais fatores a serem levados em conta devido à escassez de recursos naturais que se encontrarão futuramente e a relevância em proporcionar condições de igualdade de acesso às pessoas portadoras de alguma deficiência. O presente trabalho tem por objetivo analisar o impacto que uma instituição, com essas qualidades, afetou e/ou afetará aqueles que usufruírem de seus benefícios e consequentemente os resultados proativos com essas ações sustentáveis.

2. INTRODUÇÃO

Na visão do pesquisador Fábio Pires (2014), que estuda e pesquisa sobre as energias limpas, renováveis e sustentáveis na Universidade de São Paulo, o ser humano precisa entender que a sua existência passa pela preservação do Meio Ambiente, com equilíbrio e desenvolvimento sustentado e compreender os fenômenos climáticos e as causas das catástrofes do planeta Terra, em função do uso desequilibrado dos recursos naturais.

Pesquisas foram feitas sobre as instituições de ensino na cidade de Santos, relacionadas às condições de infraestrutura, sustentabilidade, tecnologia e acessibilidade e, depois de selecionada a instituição, também foram realizadas pesquisas aos alunos e usuários.

As ações sustentáveis realizadas pelas instituições de ensino é um grande passo para a conscientização dos futuros fomentadores do saber. E a faculdade, que é referenciada como modelo, utiliza todos os recursos disponíveis no mercado para propiciar um ambiente agradável e de excelência aos usuários em seu espaço físico. O artigo é desenvolvido nos aspectos de sustentabilidade, tecnologia e acessibilidade nas instituições de ensino, e nele são apresentados os objetivos para avaliar os benefícios que são oferecidos pela instituição de ensino superior, como também seu rendimento, a metodologia utilizada, seja no método qualitativo ou quantitativo no uso das pesquisas via internet ou de campo.

São apresentados os resultados encontrados na pesquisa, as considerações finais e a bibliografia utilizada.

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OBJETIVOS

O artigo tem como principal objetivo avaliar os benefícios da sustentabilidade, tecnologia e acessibilidade quando implantadas dentro das instituições de ensino superior, como também mensurar seu rendimento e a visão da sociedade sobre esse assunto, visto que é um tema atual e é abordado continuamente em várias redes de discussões acadêmicas.

3. METODOLOGIA

Foi aplicado o método qualitativo, levando em conta as entrevistas, que foi solicitado em profundidade com alunos e responsáveis pelo ambiente físico da faculdade, e o método quantitativo resulta das pesquisas realizadas via internet, a fim de abranger um número maior de alunos, maximizando os resultados finais.

4. SUSTENTABILIDADE, TECNOLOGIA E ACESSIBILIDADE

Foram realizadas pesquisas sobre as instituições de Santos, que apresentassem as melhores condições de infraestrutura em sustentabilidade, tecnologia e acessibilidade aos alunos, professores e colaboradores. Nesses quesitos a faculdade que mais atendeu foi a ESAGS/STRONG/FGV, sendo esta, a instituição objeto de pesquisa deste artigo.

5.1 Sustentabilidade

A ESAGS conciliou tecnologia e preservação ambiental em seu centro educacional, com a implantação de sistema de aproveitamento da água da chuva, para uso nos sanitários e mictórios, contribuindo também para a preservação do lençol freático. Pelo seu sistema de drenagem, a água do telhado e da cobertura espacial é armazenada numa caixa de água, no térreo. Por um sistema de bombeamento, a água, após a cloração, alimenta uma caixa localizada no telhado. Quando o nível de caixa da água de chuva atinge seu limite, imediatamente é acionada a bomba de drenagem, desaguando o excedente na canalização pluvial. No período de estiagem, uma válvula solenoide se abre, alimentando a cauda da água da chuva no térreo, e os sanitários são normalmente abastecidos com água fornecida pela Sabesp. A água para consumo e limpeza é armazenada em outras caixas de água, sem nenhum contato com as da água da chuva (ESAGS, 2014).

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Nos vasos sanitários existem dois botões, um para líquidos com liberação de 3 litros d´água e outro libera 6 litros quando emitido sólidos (figura 01).

Figura 01. Banheiro com ações sustentáveis.

Um dos pontos chave da STRONG ESAGS é o desenvolvimento de projetos que incluam sustentabilidade e responsabilidade socioambiental, criando ações que garantam uma qualidade de vida das futuras gerações e do planeta. Podemos citar o sistema de reciclagem presente em todos os ambientes, como forma de sensibilizar alunos e colaboradores para o descarte correto do lixo, uso consciente da luz e água nas dependências da faculdade (figura 02). Além da reutilização da água da chuva, na unidade Santos, e a doação de alimentos não perecíveis arrecadados palestras, cursos e eventos elaborados pela faculdade e destinado a projetos sociais das cidades onde atua (ESAGS, 2014).

Figura 02. Áreas comuns de sustentabilidade e responsabilidade socioambiental.

Preocupação constante com a segurança patrimonial e pessoal (figura 03).

Figura 03. Segurança patrimonial, sistema anti incêndio e pessoal (1) – Líquidos (3 litros)

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5.2 Infraestrutura com modernos equipamentos e tecnologia inclusiva integrada

As salas de aula são climatizadas, possuem acesso Wi-fi e têm projetores multimídia com sistema de sonorização, microfone e aparelho de DVD. Os laboratórios possuem notebooks exclusivos para aulas de produção. (figura 04).

Figura 04. Tecnologias integradas pela TIC.

O sistema Sophia permite o usuário realizar pesquisas em terminais localizados nas bibliotecas ou pelo catálogo on-line, com todas as informações sobre a obra e os livros disponíveis, permite inteirar-se sobre a situação do usuário na biblioteca (histórico, multas pendentes e prazos de entrega), além de autorizar a renovação e a reserva de livros. Devido à qualidade educacional, a instituição se classifica no Grupo de Excelência e está entre as instituições de ensino superior mais bem avaliada pelo IGC do Inep/MEC, do Estado de São Paulo.

5.3 Acessibilidade

Existe uma preocupação significativa da instituição com a acessibilidade de pessoas com dificuldades de locomoção, como também limitações físicas.

Na figura 05, as imagens mostram a preocupação da instituição quanto a mobilidade dos usuários, na colocação de rampas, corrimões e sinalização.

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Conforme dados apresentados pelo Censo da Educação Superior de 2010, mostram que em 6,3 milhões de estudantes matriculados na graduação, apenas 16.328 são pessoas com deficiência. Desse universo pesquisado, 10.470 estão na rede privada. A dificuldade de acesso e permanência dos estudantes com deficiência no ensino superior nas instituições acadêmicas não são fáceis (INEP, 2010).

Alunos com problemas de cegueira e deficiência física motora são os que mais encontram dificuldades para realizar sua mobilidade no interior e exterior da instituição. Vários corrimões e placas de sinalização nas escadarias. (figura 06).

Figura 06. Corrimões e placas de sinalização nas escadarias.

A diretora de desenvolvimento da Rede de IFES (Instituições Federais de Ensino Superior) do Ministério da Educação, Adriana Rigon Weska, compreende as condições enfrentadas pelos estudantes com deficiência e comenta que “o governo federal tem feito um esforço de eliminar barreiras físicas pedagógicas e permitir o acesso à informação. É um avanço", disse à Agência Brasil (INEP, 2014).

Os banheiros masculinos e femininos foram preparados para a diversidade física dos usuários (figura 07).

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Na figura 08, que serve como referência para atender as necessidades dos usuários com deficiências físicas, são todas plenamente atendidas pela instituição ESAGS (MESQUITA, 2010).

Figura 08. Acessibilidade em instituição de ensino. Fonte: MESQUITA, 2010.

Para o acesso as dependências da instituição, foram instaladas catracas eletrônicas para passagens de usuários e também cadeirantes e deficientes físicos (figura 09).

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Espaços foram reservados aos deficientes físicos na área do estacionamento da instituição (figura 10).

Figura 10. Estacionamento para deficientes físicos.

Desde a entrada da faculdade, entre calçada e portão de acesso, existe a preocupação com às pessoas de deficiências físicas, como também de manter sinalizado e emborrachado a passagem de usuários (figura 11).

Figura 11. Portão de entrada e piso sinalizado.

Os corredores de passagens são amplos, assim como os elevadores tem portas largas para o acesso de cadeirantes, como também demarcações emborrachadas para evitar escorregões (figura 12).

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Em todos os andares do prédio, desde o pavimento térreo, até o último andar é possível observar à política de sustentabilidade, com o descarte consciente do lixo reciclável como papel, plástico, metal e lixo em geral (figura 13).

Figura 13. Recipientes de lixos recicláveis.

Nos Estados Unidos da América, dez universidades aplicam recursos financeiros e tecnológicos em políticas sustentáveis e acessibilidade e são exemplos de sustentabilidade, entre elas estão: Universidade de Princeton, Universidade da Califórnia, Universidade de Stanford, Universidade de Columbia, Universidade de Cornell, Universidade Americana de Washington, Universidade Estadual de Portland, Universidade do Sul da Florida, Universidade de Washington, Universidade de Illinois (BARBOSA, 2013).

O Ministério da Educação (MEC), em função das necessidades das pessoas deficientes mudou o formato do “Programa Incluir”, destinado a investimentos nas universidades públicas federais para melhorar a acessibilidade de pessoas com deficiência e limitações físicas (CRISTALDO, 2013).

5. RESULTADOS

Foram realizadas pesquisas com alunos, funcionários e colaboradores sobre a acessibilidade, instalações físicas, tecnologia e sustentabilidade da instituição de ensino superior ESAGS. Os resultados encontrados foram:

 81,25% (excelente e muito bom), 11,76% (bom), 5,88 (regular) e 0,00 (péssimo) - Como você avalia a acessibilidade da instituição (ESAGS) para pessoas com limitações físicas?

 94,12% (excelente e muito boa), 5,88% (bom), 0,00 (regular) e 0,00 (péssimo) - Do seu ponto de vista, as instalações físicas da instituição podem ser avaliadas como...

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 100% sim - A sinalização com informações sobre limpeza, higiene, descarte de lixo são acessíveis e adequadas aos usuários?

 81,25% (excelente ou muito boa), 11,76% (bom), 5,88 (regular) e 0,00 (péssimo) - De forma geral como você avalia a instituição de ensino?

O gráfico 01 apresenta o Resultado da Pesquisa sobre Acessibilidade, Instalações físicas, Sustentabilidade, Sinalização e a Instituição.

Gráfico 01. Resultados encontrados na pesquisa realizada sobre sustentabilidade na ESAGS.

6. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Tendo em vista todos os aspectos pesquisados e analisados, é possível garantir um ambiente de maior produtividade, mobilidade, satisfação e de maior sinergia dentro da instituição e assegurar aos alunos e colaboradores um comprometimento com o meio ambiente e com os recursos utilizados a partir da criação de ambientes sustentáveis, modernos e acessíveis. As instituições de ensino superior que investiram nessa área têm usufruído de seus benefícios, sejam eles do ponto de vista econômico ou socioambiental. Sob o ponto de vista externo, as instituições que atende esse conjunto de fatores, são mais estimadas, valorizadas e requisitadas por alunos e responsáveis, que as demais que não se adaptaram aos recursos de acessibilidade, tecnologia e sustentabilidade.

As melhores universidades do mundo têm investido nessa área e o retorno acadêmico, ambiental, social e econômico é relevante à sociedade, por isso é importante às boas práticas ambientais de sustentabilidade.

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7. FONTES CONSULTADAS

BARBOSA, Vanessa. 10 universidades que dão show de sustentabilidade nos EUA. Disponível em: <http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/10-universidades-dos-eua-que-dao-licao-de-sustentabilidade#2>. Acesso em 08/08/2013.

BRASIL. MEC – Ministério de Educação. Acessibilidade e deficiência física. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/>. Acesso em: 15 de Agosto de 2014.

CRISTALDO, Heloisa. MEC muda programa para melhorar acessibilidade nas universidades. Disponível em: <http://educacao.uol.com.br/noticias/2012/09/27/ mec-muda-programa-para-melhorar-acessibilidade-nas-universidades.htm>. Acesso em 08/08/2013.

ESAGS. Ensino Superior. Disponível em: <http://www.esags.edu.br>. Acesso em: 08 de Agosto de 2014.

PIRES, Fábio. Sustentabilidade, Tecnologia e Meio Ambiente. Disponível em: <http://www.fabiopires.com.br/meioambiente.htm>. Acesso em 18 de Agosto de 2014.

INEP. Educação de deficientes no ensino superior. Disponível em: <http://portal.inep.gov.br/>. Acesso em: 15 de Agosto de 2014.

MESQUITA, Ricardo. Acessibilidade em Instituições de Ensino. Disponível em: <http://www.gazetado povo.com.br/amazon/s3/acessibilidade_maior.jpg. Acesso em: 12 de Agosto de 2014.

Referências

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