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Anais do Conic-Semesp. Volume 1, 2013 - Faculdade Anhanguera de Campinas - Unidade 3. ISSN 2357-8904

TÍTULO: AVALIAÇÃO ALIMENTAR E ANTROPOMÉTRICA REALIZADA EM POPULAÇÃO PRÉ-ESCOLAR DE DUAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO NA CIDADE DE ITAPIRA-SP

TÍTULO:

CATEGORIA: EM ANDAMENTO

CATEGORIA:

ÁREA: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E SAÚDE

ÁREA:

SUBÁREA: NUTRIÇÃO

SUBÁREA:

INSTITUIÇÃO: FACULDADE DE JAGUARIÚNA

INSTITUIÇÃO:

AUTOR(ES): ANIRES BILATTO DE OLIVEIRA, ARIELE APARECIDA MOREIRA CEZAR

AUTOR(ES):

ORIENTADOR(ES): IZABELLA TESOTO LOSCALZO

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FACULDADE DE JAGUARIÚNA

CURSO DE NUTRIÇÃO

AVALIAÇÃO ALIMENTAR E ANTROPOMÉTRICA REALIZADA

EM POPULAÇÃO PRÉ-ESCOLAR DE DUAS INSTITUIÇÕES DE

ENSINO NA CIDADE DE ITAPIRA-SP

Anires Bilatto de Oliveira Ariele Moreira Cezar 11003618 11003612

Professor Orientador FAJ: Isabella Tesoto Loscalzo

Jaguariúna Agosto, 2013

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1. Resumo do projeto

A alimentação situa-se como importante fator para a saúde das crianças e adolescentes em fase de crescimento e desenvolvimento. Atualmente o mercado oferece com muita facilidade os alimentos industrializados, influenciando no consumo e nos padrões alimentares da população, fato este que colabora para o excesso de peso e obesidade na infância. As avaliações do consumo alimentar e estado nutricional de crianças pré-escolares torna-se necessária, pois permite caracterizar os níveis de risco e a vulnerabilidade dessa população às deficiências nutricionais, assim como adequar ou propor medidas de intervenção que garantam a saúde. Portanto, o presente trabalho constitui-se em avaliar o consumo alimentar, com foco em alimentos industrializados de pré-escolares da cidade de Itapira, bem como verificar o estado nutricional desta população, a fim de avaliar a relação entre estas variáveis. Deste modo, pretende-se analisar o crescimento normal e estado nutricional (de acordo com os parâmetros para a idade), juntamente com a existência de deficiências e excessos nutricionais, comparando crianças do ensino privado e público, com idades entre 2 e 6 anos.

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2. Introdução

A alimentação saudável e agradável ao paladar situa-se como um importante fator de promoção de saúde às crianças e adolescentes em fase de crescimento e desenvolvimento. Quando bem executada e orientada, auxilia na prevenção e controle de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), tais como diabetes, obesidade, dislipidemias, neoplasias e diferentes doenças do aparelho circulatório (BOOG, 1999; POLONIO; PERES, 2009). Essas patologias estão associadas também a outros fatores de riscos, como os ambientais e comportamentais (sedentarismo e maus hábitos de vida) (POLONIO; PERES, 2009).

Segundo Schramm (2004), atualmente as DCNT já representam 66% de causas de doenças no Brasil. Duas em cada três mortes ao ano, em todo o mundo, já podem ser atribuídas à elas, sendo que quatro quintos destas mortes ocorrem em países de baixa e média renda. (GOULART, 2011).

A Pesquisa de Orçamento Familiar (IBGE, 2009) identificou que as crianças brasileiras, nos anos de 2008 e 2009, apresentaram o índice de obesidade entre 16,6% em meninos e 12,9% para as meninas. Na região Sudeste, nos mesmos anos, o mesmo índice foi de 20,6% para os meninos e 14% para as meninas. A prevalência de excesso de peso oscilou entre 32% e 40% para as crianças residentes na região sudeste do país.

A fase pré-escolar é caracterizada por ser um período de grande importância na aquisição das praticas alimentares saudáveis (TONOLI; SILVA; GOULART; TADDEI; 2011). Matta (2008) ressalta que devido à experimentação de diferentes cores, sabores, aromas e texturas dos alimentos, a criança forma um vínculo com os diferentes gêneros alimentícios, que tende a se solidificar na vida adulta. Formando, assim, o hábito alimentar. Além disso, este processo é influenciado por fatores hereditários, genéticos e ambientais. O fator ambiental inclui as relações sociais, que podem influenciar tanto positivamente quanto negativamente.

Por outro lado, sabe-se que o padrão da alimentação do pré-escolar é caracterizado pelas suas preferências alimentares (RAMOS, 2000). Ou seja,

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consomem somente os alimentos que gostam, entre os disponíveis no seu ambiente, refutando aqueles que não gostam (ROZIN, 1997).

Deste modo é importante avaliar o consumo alimentar do pré-escolar, uma vez que a nutrição adequada é fundamental para garantir a continuidade do crescimento e desenvolvimento normais, e a manutenção da sua saúde da criança, pois permite caracterizar o nível de risco desta população às

deficiências e excessos nutricionais (BARBOSA, 2007

;

GIUGLIANI, 2000).

Para avaliar o consumo de alimentos de crianças em idade pré-escolar, Colluci et al (2002) desenvolveu um questionário de frequência alimentar para crianças (QFAC), onde diversos gêneros alimentícios são avaliados quantitativamente.

A avaliação do estado nutricional também é de suma importância, pois possibilita precisar a magnitude, o comportamento e os determinantes dos problemas nutricionais, assim como identifica os grupos de risco (CASTRO; NOVAES; SILVA; COSTA; FRANCESCHINI; TINOCO; LEAL, 2005). São, portanto, parâmetros importantes no diagnostico e acompanhamento da situação nutricional e crescimento corporal (FAGIOLI, 2006).

Loscalzo (2011) avaliou os alimentos contidos nas lancheiras de pré-escolares da cidade de Campinas, e evidenciou um alto consumo de alimentos industrializados. Fato este que acarretou em uma inadequação quanto ao consumo de calorias, carboidratos, lipídios, sódio, vitamina A e ferro, sendo que para os quatro primeiros componentes o consumo ultrapassou os valores estipulados pelo FNDE para esta refeição, e quanto aos micronutrientes (vitaminas A e ferro) esta inadequação foi caracterizada pelo consumo insuficiente.

A Pesquisa de Orçamento Familiar (IBGE, 2012) demonstrou um alto consumo de alimentos industrializados pela população, totalizando em 4,6g/dia de bolacha recheada consumidas, 3,4g/dia de chocolate em barra, 0,8g/dia de achocolatados, 4,6g/dia de sorvetes e picolé, 94,7g/dia de refrigerantes e 0,7g/dia de salgadinhos industrializados.

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Sabe-se que estes alimentos são ricos em açúcares simples, sódio,

gorduras, entre elas merece destaque a presença da gordura trans. Sendo

assim, o consumo excessivo destes alimentos pode contribuir para o surgimento precoce da obesidade (TONOLI; SILVA; GOULART; TADDEI; 2011).

3. Objetivo

3.1 Geral

Avaliar o consumo alimentar, especialmente o de alimentos industrializados, entre a população pré-escolar de duas Instituições de Ensino da cidade de Itapira.

3.2 Específicos

 Analisar o consumo alimentar habitual e de alimentos industrializados

dos pré-escolares, em relação às características socioeconômicas e demográficas da amostra.

 Verificar associação entre o consumo alimentar habitual e de alimentos

industrializados dos pré-escolares, em relação ao estado nutricional atual.

 Comparar as possíveis diferenças quanto ao consumo de alimentos

industrializados entre os alunos da Instituição de ensino privada e da pública.

 Comparar as possíveis diferenças quanto ao estado nutricional entre os

alunos da Instituição de ensino privada e da pública.

 Identificar possíveis diferenças no estado nutricional entre variáveis

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4. Metodologia

Os dados serão coletados em duas escolas situadas na cidade de Itapira. Uma corresponde ao ensino público e outra particular. Em ambos os locais será disponibilizada uma sala separada, exclusiva para a coleta dos dados, onde os pré-escolares serão medidos e pesados individualmente.

O estudo envolverá todas as crianças em idade pré-escolar (2 a 6

anos), regularmente matriculadas nas Instituições de Ensino, de ambos os sexos.

O questionário completo irá abranger primeiramente com o termo de consentimento livre e esclarecido, que devem ser assinados pelos pais que aceitarem que os filhos participem da pesquisa (ANEXO 1), dados sócio econômicos (classe social) e demográficos (como idade e sexo), questões de consumo alimentar e avaliação nutricional. Será combinado previamente com a escola um dia determinado, onde os pesquisadores responsáveis por este projeto irão aplicar o questionário junto aos pais/responsáveis, bem como realizar a avaliação antropométrica dos pré-escolares.

4.1 Dados socioeconômicos

Os dados socioeconômicos serão obtidos a partir de um questionário desenvolvido pela Associação Brasileira dos Institutos de Pesquisa de Mercado (ABIPEME), (ANEXO 2) que deverá ser preenchido pelos pais ou responsáveis das crianças. Este questionário é composto por duas questões que abordam

informações sobre escolaridade e a posse de determinados “itens de conforto”,

tais como televisor, geladeira, rádio, automóvel e empregados domésticos. É

levado em consideração o número de entidades possuídas, item por item, em

vez de simplesmente atribuírem-se pontos conforme a presença ou ausência

de cada item. A soma dos pontos obtidos vai incluir a pessoa entrevistada nas

classes sociais A,B, C, D ou E.

4.2 Consumo alimentar

Para avaliar a frequência do consumo dos alimentos (alimentação habitual), será enviado aos pais ou responsáveis o Questionário de Frequência

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Alimentar (QFAC) (ANEXO 3) validado por Colucci et al (2004), que é composto por 57 alimentos, divididos em 10 categorias. Para cada alimento, há a possibilidade de sete respostas (nunca, menos de 1 vez por mês, 1 a 3 vezes por mês, 1 vez por semana, 2 a 4 vezes por semana, 1 vez por dia e 2 ou mais vezes por dia), há também um espaço aberto para possíveis alimentos não existentes no QFAC.

4.3 Avaliação antropométrica

Os pré-escolares serão pesados com balança digital portátil, com capacidade para 150 kg e sensibilidade de 100g, colocada em superfície plana. A pesagem será realizada com a criança em posição vertical, descalça e vestindo roupas leves. A estatura será estipulada por meio de um estadiômetro fixo na parede, a 90º graus em relação ao piso. A mensuração será realizada com a criança em pé, sem acessórios na cabeça, descalça e com o corpo alinhado à parede. As crianças serão medidas em duplicata e os instrumentos de aferição e os métodos utilizados serão os mesmos em toda a população estudada (FAGUNDES; COUTINHO, 2004).

A análise do estado nutricional será realizada por meio dos índices peso/idade (P/I), peso/estatura (P/E) e estatura/idade (E/I) em escore-z, considerando-se o padrão das Curvas de Crescimento da Organização Mundial da Saúde (OMS, 2007), para avaliar o crescimento de crianças de 0 a 5 anos. Serão utilizados como pontos de corte os valores z <-3 (magreza acentuada), ≥ -3 e <-2 (magreza), ≥-2 e ≤+1 (eutrofia), ≥+1 e ≤+2 (risco de sobrepeso), ≥+2 e ≤+3 (sobrepeso) e >+3 (obesidade) para o índice P/E; os valores z <-3 (muito baixa estatura para idade), z ≥-3 e <-2 (baixa estatura para idade) e z ≥-2 (estatura adequada para idade) para o índice E/I e os valores z <-3 (muito baixo peso para idade), z ≥ -3 e <-2 (baixo peso para idade), ≥-2 e ≤+2 (peso adequado para idade).

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5. Desenvolvimento

Em andamento.

6. Resultados Preliminares

Em andamento.

7. Referências Bibliográficas

BARBOSA, Roseane Moreira Sampaio; SOARES, Eliane Abreu; LANZILLOTTI, Haydée Serrão. Avaliação da ingestão de nutrientes de crianças de uma creche filantrópica: aplicação do Consumo Dietético de Referência. Revista Brasileira Saúde Materno Infantil, Rio de Janeiro, v. 2, n. 7, p.159-166, jun. 2007.

BOOG, Maria Cristina Faber. Educação nutricional em serviços públicos de saúde. Caderno de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 15, n. , p.139-147, 1999.

BRASIL. Ministério da Saúde / IBGE. Pesquisa de Orçamentos

Familiares 2002-2003: Análise da disponibilidade domiciliar de

alimentos e do estado nutricional no Brasil. Rio de Janeiro, 2004. 76 p.

BRASIL. Ministério da Saúde / Organização Pan-americana da Saúde. Flavio A. de Andrade Goulart. DOENÇAS CRÔNICAS NÃO

TRANSMISSÍVEIS: ESTRATÉGIAS DE CONTROLE E DESAFIOS E PARA OS SISTEMAS DE SAÚDE. Brasília, 2011. 96 p.

CASTRO, Teresa Gontijo de et al. Caracterização do consumo alimentar, ambiente socioeconômico e estado nutricional de pré-escolares de creches municipais. Revista de Nutrição, Campinas, v. 18, n. 3, p.321-330, jun. 2005.

(10)

Colucci, ACA, Slater B, Philippi ST. Questionário de freqüência alimentar para crianças de 2 a 5 anos. In: Vitolo MR. Nutrição: da

gestação ao envelhecimento. Rio de Janeiro: Ed. Rubio; 2008.

p.582-8.

FAGIOLI, Daniela, NASSER, Leia Adnan. Educação Nutricional na

infância e na adolescência: planejamento, intervenção,

avaliação e dinâmicas. – São Paulo: RCN Editora, 2006.

FAGUNDES, A. A.; COUTINHO, D. Vigilância alimentar e nutricional-SISVAN: orientações básicas para a coleta, processamento, análise de dados e informações em serviços de saúde. Brasília: Ministério

da Saúde, 2004 (Série A, normas e manuais técnicos).

GIUGLIANI, E.R.J. VICTORIA, C. G. Alimentação complementar.

Jornal de Pediatria, Rio de Janeiro, v.76, p. 253-262, 2000.

Suplemento 3.

LOSCALZO, Izabella Tesoto. Composição nutricional das lancheiras de pré-escolares de campinas. 9º Simpósio Latino Americano de

Ciência Dos Alimentos, Campinas, 2011.

MATTA, Juliana Silva da UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE

JANEIRO CENTRO BIOMÉDICO INSTITUTO DE NUTRIÇÃO

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO CURSO DE

ESPECIALIZAÇÃO EM NUTRIÇÃO MATERNO-INFANTIL. 2008.

85 f. Monografia (Especialização) - Curso de Nutrição, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2008.

Organização Mundial de Saúde. Novas Curvas de Crescimento. www.saude.gov.br . 2007.

(11)

POLÔNIO, Maria Lúcia Teixeira; PERES, Frederico. Consumo de aditivos alimentares e efeitos à saúde: desafios para a saúde pública brasileira. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 8, n. 25, p.1653-1666, 2009.

RAMOS, M.; STEIN, L.M. Desenvolvimento do comportamento alimentar infantil. Jornal de Pediatria, Rio de Janeiro, v.76, p.230,2000. Suplemento 3.

ROZIN, P. Sociocultural influences on human food selection. In: CAPALDI, E.D. Why We eat what we eat . The psychology of

eating. 2. ed. Washington : APA , 1997.p.233-63.

SCHRAMM, Joyce Mendes de Andrade et al. Transição epidemiológica e o estudo de carga de doença no Brasil. Ciência e

Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 4, n. 9, p.897-908, 2004.

TOLONI, Maysa Helena de Aguiar et al. Introdução de alimentos industrializados e de alimentos de uso tradicional na dieta de crianças de creches públicas no município de São Paulo. Revista de

Referências

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