ÍNDICE
1. CÂMARA CLARA ... 3
2. CÂMARA ESCURA ... 3
2.1. Localização da Câmara Escura ... 3
2.2. Divisão da Câmara Escura ... 3
2.2.1. Parte Seca ... 3
2.2.2. Parte Úmida ... 5
2.3. Limpeza da Câmara Escura... 5
2.4. Ventilação da Câmara Escura ... 6
2.5. Temperatura da Câmara Escura ... 6
2.6. Armazenagem ... 6
2.7. Iluminação de Segurança ... 7
2.8. Causas de Velamento Inaparente na Câmara Escura ... 7
2.9. Latensificação ou Intensificação Posterior ... 7
2.10. Acesso a Câmara Escura ... 8
2.10.1. Sistema Porta Única ... 8
2.10.2. Sistema Labirinto ... 8
2.10.3. Sistema Porta Giratória ... 8
2.10.4. Sistema Porta Paralela ... 8
3. COR DAS PAREDES ... 8
4. OS FILMES RADIOGRÁFICOS ... 8
4.1. Os Componentes do Filme Radiográfico ... 9
5. TIPOS DE FIMES RADIOGRÁFICOS... 9
6. TAMANHOS DOS FILMES RADIOGRÁFICOS ... 9
7. MANEJO DOS FILMES... 10
8. A SENSIBILIDADE DO FILME E FORMAÇÃO DA IMAGEM ... 10
9. CONDIÇÕES AMBIENTAIS DE ARMAZENAGEM ... 11
10. EMPILHAMENTO DAS CAIXAS DE FILMES RADIOGRÁFICOS ... 12
11. ABERTURA DA CAIXA E DO SACO ALUMIZADO ... 12
12. O ENVELHECIMENTO DOS FILMES RADIOGRAFICOS... 13
14. CONDIÇÕES DE USO DO FILME ORTOCROMÁTICO ... 14
15. CHASSIS ... 14
15.1. Chassis com ecrans ... 14
15.2. Chassis sem ecrans a ... 14
16. OS ECRANS INTENCIFICADORES ... 14
17. O PRINCÍPIO FUNCIONAL DO ECRAN... 15
17.1. Composição e Identificação dos Novos Ecrans Intensificadores17 17.2. Tabela miliamperimétrica para uso de Ecrans Intensificadores 18 18. ELETRICIDADE ESTÁTICA ... 18
19. PREVENÇÃO DA ELETRICIDADE ESTÁTICA ... 18
20. MARCAS DE ELETRICIDADE ESTÁTICA ... 19
21. PROCESSAMENTO DOS FILMES RADIOGRÁFICOS ... 19
22. FASES O PROCESSAMENTO ... 19
22.1. Revelação ... 20
22.1.1. Tanque para as Soluções de processamento dos Filmes22 22.1.2. Alterações Químicas que sofrem os grãos de Prata com as Fases do Processamento... 22
22.1.3. Fatores Importantes na Revelação ... 23
22.1.4. Revelador ... 23
22.1.5. Componentes do Revelador ... 23
22.1.6. Tempo Aproximado de Revelação Manual ... 23
22.2. Fixador ... 24 22.2.1. Componentes do Fixador ... 24 22.3. Enxágüe ... 25 22.4. Lavagem ... 25 22.5. Secagem ... 25 1. CÂMARA CLARA
É uma sala ampla, de aproximadamente 6m ligada à câmara escura, é o local onde será realizada a identificação dos exames, de preferência com saída da processadora voltada para a mesma. A câmara clara deve possuir um balcão, suporte para secagens e secadoras.
2. CÂMARA ESCURA
É o lugar no interior do qual se desenvolvem os processos de revelação, fixação e lavagem das películas radiográficas, e onde se carrega e descarrega os chassis. Tem este nome porque todos estes processos só podem ser realizados sob iluminação de segurança e de baixa intensidade.
Deve ser uma sala ampla de aproximadamente 5m e de preferência com exaustores. As paredes devem ser pintadas em tom suave e com tinta facilmente lavável.
2.1. Localização da Câmara Escura: a localização ideal é a colocada no
centro das salas, de forma que todas as salas de exame tenham ligação direta com a mesma, pois assim evita-se o desperdício de tempo e é menos cansativo para o operador.
2.2. Divisão da Câmara Escura: uma câmara escura divide-se em: parte seca e parte úmida.
2.2.1. Parte Seca
* Componentes da Parte Seca
Balcão: é o local onde será realizado o carregamento e descarregamento dos chassis.
Luz de segurança: iluminação em tom âmbar ou vermelho, a qual não afeta os componentes do filme radiográfico.
Chassis: estojo metálico com presilhas para fechamento, que têm como função portar o filme radiográfico para ser levado a sala de exame.
Porta Chassis: prateleira de madeira em forma de escaninho para segurar os chassis.
Colgadura: armação metálica com presilhas superiores e inferiores que tem como finalidade portar o filme radiográfico para os banhos químicos.
Porta Colgadura: suporte preso à parede, onde as colgaduras são colocadas.
Passador de Chassi: caixa com divisória para filme virgem e radiografado, colocado na parede com ligação da câmara escura para a sala de exame.
Filme Radiográfico: folha de acetato de celulose com emulsão gelatinosa e cristais de sais de prata.
Despertador: para regular o tempo da revelação.
2.2.2. Parte Úmida
Tanque de Revelação: é um tanque de aço inoxidável ou plástico, normalmente de vinte a quarenta litros, contendo em seu interior uma substância com a finalidade de revelar a imagem radiográfica que se encontra em estado latente, transformando-o em estado real.
Tanque de Fixação: é igual ao anterior, só que a substância encontrada em seu interior tem a finalidade de fixar a imagem radiográfica tornando-a permanente.
Tanque de Lavagem: é igual aos anteriores, só que é bem maior e em seu interior contém água corrente, com a finalidade de lavar a película radiográfica.
Luz de Segurança: é uma lanterna com filtro em tom âmbar ou vermelho, os quais não afetam os componentes químicos do filme radiográfico.
Toalha: serve para o auxiliar secar as mãos antes do manuseio do filme, evitando que suas digitais fiquem impressionada no filme.
NOTA: A mesa de trabalho deve está disposta em situação afastada à zona dos tanques. Uma câmara escura deve ter uma disposição e tamanho suficiente para que o trabalho flua sem interrupção. A disposição do balcão oposta à zona dos tanques evita a possibilidade que se salpiquem os filmes secos e os ecrans com substâncias químicas, as quais produzirão imagens nas radiografias.
2.3. Limpeza da Câmara Escura: a sensibilidade dos filmes faz com que
a limpeza seja de importância fundamental, não só a câmara escura mais todos os acessórios e os equipamentos exigem sempre a melhor limpeza.
As Colgaduras devem ser lavadas periodicamente, pois o acúmulo de gelatina nas presilhas provocam manchas nos filmes.
Os Ecrans devem ser lavados semanalmente, pois irá assegurar uma melhor qualidade de imagem radiográfica e a maior durabilidade da capacidade fluorescente.
Os Chassis devem ser lavados diariamente por entrar em contato íntimo com pacientes com várias enfermidades.
NOTA:
Método de Lavagem dos Ecrans: devem ser lavados com algodão, água e
sabão de côco. O algodão não deverá estar muito encharcado com água para que a mesma não escorra em direção ao feltro do chassis, descolando o écran, vindo a alterar posteriormente a qualidade da imagem. Depois de passado o algodão com água e sabão de côco, deve-se passar um algodão úmido para tirar o excesso do sabão e após, um algodão seco de maneira suave.
2.4. Ventilação da Câmara Escura: a utilização de
ventiladores para a circulação de ar ou de exaustores a prova de luz tem função importante para que os gazes emanados das soluções tóxicas ao organismo humano não venham prejudicar o operador.
2.5. Temperatura da Câmara Escura: a temperatura deve variar ente
18°C e 24°C, para a melhor conservação dos filmes, soluções químicas e processamento dos filmes. A umidade relativa do ar deve variar em torno dos 50%.
2.6. Armazenagem: as caixas de filme e chassis devem ser armazenados
na posição vertical para que não ocorra a formação de eletricidade estática e a deformação dos chassis com alteração no contato dos ecrans, respectivamente.
2.7. Iluminação de Segurança: numa câmara escura deve-se ter tanto luz
branca como iluminação de segurança. A luz se necessita para limpar os tanques, preparar soluções e limpezas gerais. As lâmpadas de segurança são indispensáveis para proporcionar a iluminação correta para que se possam manejar impunemente durante a revelação.
Um filme não deve ficar exposto durante mais de um minuto a ação da luz de segurança; da mesma forma, durante a revelação, o tempo não deve exceder aos vinte segundos.
Normalmente há três zonas de iluminação de segurança numa câmara escura. A mais forte, onde os filmes se lavam e se colocam no secador; a média, onde está a mesa de trabalho, ou seja, na parte seca.
A potência da lâmpada deve variar ente 6,5 e 10 watts.
Seja qual seja o tipo de lâmpada, é necessário que se coloque o filtro correto para se obter a cor adequada da luz. Os filtros devem ter cor âmbar, verde amarelado, verde, ou vermelho.
Há filtros de diversas classes; o especial para os filmes que são sensíveis ao azul, outro para os que são sensíveis ao verde. Nunca devemos utilizar lâmpadas vermelhas, apesar de haver uma sensação de segurança, pode produzir velamento.
A distância entre a lâmpada de segurança e o balcão deve variar entre 90 a 120cm.
2.8. Causas de Velamento Inaparente na Câmara Escura:
Filtros com rachaduras que escapem luz branca.
Frestas de portas.
Buraco de fechadura.
Excesso de tempo sob ação da luz de segurança.
Túnel passador de radiografias abertas na câmara clara.
Frestas do passador de chassis.
Negatoscópio na câmara escura de lâmpadas fluorescentes, quando apagam continua por certo tempo a emitir luminosidade.
2.9. Latensificação ou Intensificação Posterior: os filmes tornam-se
duas ou três vezes mais sensíveis às luzes de segurança, após terem sido expostos aos Raios X com ecrans fluorescentes.
2.10. Acesso a Câmara Escura: o sistema de entradas terá que impedir
qualquer penetração de luz. Dentre os sistemas, temos:
2.10.1. Sistema Porta Única: somente uma porta separando a
2.10.2. Sistema Labirinto: paredes formando um labirinto; é
bastante seguro, tendo o inconveniente de necessitar muito espaço.
2.10.3. Sistema Porta Giratória: várias folhas de porta fixadas por
um eixo central. É um sistema muito oneroso e sujeito à falhas.
2.10.4. Sistema Porta Paralela: nesse tipo deverá haver um
bloqueio que impeça duas portas de se abrirem ao mesmo tempo. É o mais utilizado.
3. COR DAS PAREDES:
Não há necessidade que a cor das paredes seja em tom escuro ou mesmo pintado de preto, para ser escuro. É claro que a cor negra absorve alguma coisa da luz de segurança, porém não terá muita importância, se esta luz for de intensidade e claridade seguras; logo, a luz refletida em qualquer superfície será segura também, independente da cor desta superfície.
É até aconselhável que as paredes sejam pintadas de cor clara como o cinza claro, verde ou creme, que são agradáveis sob a luz braça. E refletem luz adequada sob condições apropriadas de iluminação de segurança.
Outro ponto importante é que as paredes sejam lisas e pintadas com tinta impermeáveis, facilmente laváveis.
4. OS FILMES RADIOGRÁFICOS
Os filmes radiográficos é um material sensível que pode sofrer influência de grande número de fatores passíveis de afetar a qualidade da imagem final.
Produzido sob rigorosas condições de controle, ao atingir o mercado, a menos que manuseados dentro das condições previstas, fica submetidos a situações que afetam seu desempenho fotográfico. Entre elas, as condições de armazenagem e a técnica de processamentos, destacam-se come itens que requerem especial atenção do usuário.
Condições de armazenagem insatisfatória alteram, fortemente, a qualidade do produto. Altas taxas de umidade do ar tornam a superfície do filme pegajosa, provocando grudamento. Métodos de processamento inadequados destroem a capacidade do produto de gerar as imagens de alta definição necessária ao diagnóstico médico.
O filme para Raios X médico é constituído por uma camada de gelatina especial, contendo pequenos cristais de um sal insolúvel de prata (também conhecido como IODETO, por exemplo, como HALETO DE PRATA). Constituindo as chamadas emulsão fotossensíveis, aplicadas sobre ambas
às faces de uma película de poliéster, azulada e transparente. Sobre a camada de emulsão aplica-se uma camada de gelatina, chamada de proteção, com a finalidade de proteger a mesma nas manipulações durante o uso.
4.1 Os componentes de um filme radiográfico:
Gelatina: capa externa com função de proteção.
Emulsão: gelatina mais cristais de sal de prata.
Substrato: região com maior concentração do sal de prata.
Poliéster: a base do filme.
Do outro lado, a mesma ordem se repete, da gelatina a base de poliéster.
5. TIPOS DE FIMES RADIOGRÁFICOS
Existem dois tipos de filmes, que são:
FILMES BI EMULSIONADO, isto é, com
emulsão gelatinosa em ambos os lados, é o filme usado na radiografia convencional e os FILMES MONO EMULSIONADO, isto é, com emulsão gelatinosa somente de um lado, é o filme usado em TC, RNM e Mama.
6. TAMANHOS DOS FILMES RADIOGRÁFICOS
13 X 18 18 X 24 24 X 30 30 X 40 15 X 40 35 X 35 35 X 43 35 X 91
7. MANEJO DOS FILMES
Deve-se manejar cuidadosamente. Devem ser retirados delicadamente da caixa, evitando que os dedos entrem em contato direto com o filme.
A colocação do filme no chassis deve ser feita de maneira que seja colocado sem deslizar sobre o papel protetor e não bata com força nas extremidades do chassis.
A retirada do filme do chassis deve ser feita: após a abertura das presilhas, vira-se o chassis de maneira que a armação metálica que recebe inicialmente a radiação, fique voltada para cima, eleva-se essa armação e pega-se o filme por um dos seus vértices com a ponta dos dedos. Ao retirar-se o filme, ter o cuidado de não esbarrar nas bordas da armação metálica anterior.
A colocação da película radiográfica na colgadura deve ser primeiro fixada nas presilhas que são presas à borda interior da colgadura e logo após fixadas nas presilhas que apresentam mobilidade para que o filme fique bastante ajustado nas quatro presilhas.
Ao colocar-se um filme na colgadura, deve-se afastar da luz de segurança por causa da LATENSIFICAÇÃO.
8. A SENSIBILIDADE DO FILME E FORMAÇÃO DA IMAGEM
O grau de relatividade dos cristais com a luz, relacionada com a chamada “sensibilidade”, depende de vários fatores, começando pelo tamanho dos mesmos. Como os agentes primários que levam a formação das imagens nos filmes radiográficos são os raios X, que sendo uma radiação de alta energia apresenta risco para a saúde, há uma constante preocupação em se reduzir à dose de exposição do corpo humano, desse modo, é contínuo o espaço para se desenvolver emulsões cada vez mais sensíveis. Os cristais fotossensíveis de haleto de prata (sais de prata), componentes dos filmes para raios X possuem tamanhos médios dos maiores valores nos filmes fotográficos em geral.
Durante a manufatura do filme, os cristais são também submetidos a um tratamento chamado de sensibilização química, realizada com o emprego de substâncias especiais, que aderindo na superfície dos mesmos, aumentam acentuadamente a sensibilidade. O controle desses fatores, além de vários outros, é o objeto de grande atenção nas técnicas de produção dos modernos filmes radiográficos, visando obter maior eficiência possível.
Toda matéria na natureza é formada por noventa e dois elementos químicos (há vários outros produzidos artificialmente), cada um com certas propriedades e características típicas. Estes são formados por partículas ainda menores, mas só os átomos, no domínio microscópico, ainda mantém as propriedades de cada elemento. Os átomos possuem núcleo de carga elétrica (contendo os chamados PRÓTONS e NÊUTRONS), envolto por uma nuvem elétrica negativa (formada por ELÉTRONS). A maneira com que essas partículas se distribuem em cada átomo, bem como seu número, conferem as propriedades características aos mesmos.
Os cristais de uma emulsão radiográfica típica, por exemplo, de brometo de potássio, são basicamente, constituídos de átomos dos elementos químicos
cristalina, formando um arranjo geométrico regular, a chamada rede ou malha cristalina.
A incidência de luz sobre o cristal fotossensível tem a propriedade de destruir a rede cristalina, levando os átomos de prata a se juntarem, formando os chamados aglomerados pretos de prata metálica. Na exposição do filme a quantidade de átomo de prata aglomerado é bem pequena e localizados na superfície de cada cristal, e a imagem formada não é visível, sendo chamada de
IMAGEM LATENTE. Como o agente revelador tem a mesma propriedade da luz
de distribuir a rede de forma muito energética à imagem latente é tornada visível por meio da revelação, que leva rapidamente todos os átomos de prata do cristal exposto a se aglomerarem, por outro lado, o revelador tem ainda a propriedade de atacar mais rapidamente os cristais que forem expostos, isto é, aqueles que possuem o pequeno núcleo de imagem latente, do que não sofreram exposição. Esta seletividade é de importância básica na validade prática do processamento dos filmes radiográficos.
9. CONDIÇÕES AMBIENTAIS DE ARMAZENAGEM
Condições ambientais de armazenagem inadequadas, fazendo uso de alta temperatura, alto índice de umidade relativa do ar, fora dos valores previstos, e contaminação com gases e vapores de substâncias químicas, afetam adversamente a qualidade dos filmes. Os efeitos negativos dessas influências aparecem em geral, como um aumento no FOG (também chamado VÉU OU
VELATURA BRUTA), diminuição do nível de sensibilidade e contraste, além de
outros, isoladamente ou em conjunto.
A manutenção de condições de armazenagem adequadas é essencial para garantir a estabilidade dos altos índices de especificações dos produtos.
Os filmes contidos em embalagens ainda lacradas devem ser armazenados em ambientes frescos, com temperatura de ordem de 15°C a 21°C.
Ao armazenar os filmes em temperaturas bem mais baixas que a ambiente, esperar algum tempo antes de abrir a embalagem, para permitir ambientação, evitando condensação de umidade sobre as superfícies das películas.
As altas temperaturas são prejudiciais e devem ser evitadas.
Após a abertura do saco aluminizado, a umidade ambiente passa a ter grande importância, junto com a temperatura e um esforço deve ser feito para mantê-la em 50%.
As folhas de filme não devem ser mantidas fora da embalagem mais do que o tempo estritamente necessário para a retirada cuidadosa das que serão usadas.
10. EMPILHAMENTO DAS CAIXAS DE FILMES RADIOGRÁFICOS
O empilhamento das caixas dos filmes em posição horizontal provoca danos, em particular um aumento do FOG. Ao se empilhar as caixas, as debaixo podem apresentar, devido à pressão, inclusive manchas escuras (deposição localizada de prata) danificando as imagens. Os cristais de haleto de prata emulsão sensível, dada à sua vulnerabilidade à pressão, podem sofrer deformações ou fraturas, estando localizada em área onde não houver incidência de luz na exposição das radiografias.
Devemos armazenar as caixas sempre em posição vertical, uma ao lado da outra.
11. ABERTURA DA CAIXA E DO SACO ALUMINIZADO
O filme para raios X é fornecido em embalagens especificamente desenvolvidas para protegê-lo adequadamente no transporte e armazenagem.
As folhas de filme acondicionados em sacos aluminizados e lacrados por termosselagem são fornecidos em caixas de papelão reforçadas, dimensionadas para facilitar a repetida retirada dos mesmos, durante o uso e com tampas planejadas para impedir a infiltração de luz branca do ambiente. Apesar disso, os filmes, durante o uso, devem ser mantidos no interior do saco aluminizado, dentro das caixas, para maior proteção.
As caixas de papelão são lacradas por meio de fita adesiva. Sua abertura é feita com o ato de rasgar o lacre.
O saco aluminizado deve ser cortado com tesoura o mais próximo possível do lacre da termosselagem, deixando uma borda para dobrá-la, mantendo-o fechado no interior das caixas quando não estão em uso.
12. O ENVELHECIMENTO DOS FILMES RADIOGRAFICOS
Devido à constituição completa das suas camadas sensíveis, os filmes devem ser usados dentro dos prazos de garantia. Os principais efeitos indesejáveis, associados ao envelhecimento dos filmes, é o aumento do FOG.
Particularmente, condições inadequadas de armazenagem podem afetar a qualidade do produto.
Durante a armazenagem pode também ocorrer o aumento do FOG devido à radioatividade, tanto associada à proibitiva proximidade do sal de exposição com raios X, quando a natural que existe, como por exemplo, no caso de paredes de granito, além da chamada radiação cósmica.
Assim, alguns cuidados devem ser tomados para a correta armazenagem dos filmes:
Agrupar as caixas em lotes do mesmo formato.
Ordenar as caixas por seqüência, pela data de vencimento.
As datas de vencimento são, em geral, impressas próximo a uma das laterais menores da caixa. Posicioná-la nas prateleiras, de modo que este lado fique voltado para fora, facilitando a visualização das datas.
Usar as caixas mais antigas primeiro.
13. O FILME VERDE ORTOCROMÁTICO
A fabricação desses filmes iniciada em 1973 dos Estados Unidos e Europa seguem as mesmas regras do filme azul, difere, porém nos tamanhos e qualidades de HALOJANETOS, que são menores e em quantidade nas proporções de seis a oito triângulos pequenos e em referência ao filme azul. Sua malha cristalina possui em média quatro gramas de prata por m2.
Isso faz com que o filme seja de alto contraste de sensibilidade, pois ao receber a ionização e a luz através dos ecrans fosforados os halojanetos se aglomeram energicamente e rapidamente dando um alto contraste na formação da imagem.
14. CONDIÇÕES DE USO DO FILME ORTOCROMÁTICO
Os filmes sensíveis ao verde necessitam de chassis aderentes, com menos absorção, feltro bem acoplado e feixe firme afim de que os mesmos fiquem bem fixos. Os mais indicados são o Kevlar importado da Du Pont e
nacional METALTRÔNICO, cuja absorção varia de 10 até 30KVs, respectivamente.
15. CHASSIS
Existem dois tipos de chassis, com ecrans e sem ecrans.
15.1. Chassis com ecrans:
É um estojo metálico de pequena espessura, composto de uma tampa anterior e outra posterior, separada por meio de dobradiças. Tem como função, portar o filme radiográfico. Os chassis são revestidos internamente por dois ecrans reforçados, e
que quando fechado, se ajustam perfeitamente vindo a pressionar o filme de maneira uniforme. A frente do chassis é de material radiotransparente, normalmente de borracha ou alumínio, sua parte posterior é de material radiopaco, como o aço. A parte posterior é promovida de trincos para abrir e fechar o chassis. Existem chassis para cada tamanho de filme.
15.2. Chassis sem ecrans:
É envelope refratário à luz com o filme em seu interior, este sistema não é mais usado.
Temos também os magazines de foto documentadora, que são caixas com capacidade para armazenar até 100 (cem) películas.
16. OS ECRANS INTENCIFICADORES
A preocupação sempre presente na tecnologia radiográfica de se desenvolver sistemas operacionais visando à redução da dose de exposição aos raios X resulta, inicialmente, de baixa
eficiência do processo de formação de imagem por exposição direta aos mesmos. Os ecrans, pela propriedade das substâncias que os constituem, ao serem expostos aos raios X, emitem luz visível, basicamente azul, que coincide com a faixa de sensibilidade característica dos cristais de haleto de prata do filme.
A propriedade dos ecrans de emitir luz quando expostos aos raios X chamam-se FLUORECÊNCIA. Um material é chamado fluorescente quando tema propriedade de emitir luz, visível ao ser exposto a um feixe de radiação de pequeno comprimento de onda. Com os raios X, sendo que essa emissão desaparece quando a exposição é interrompida.
Vários materiais também apresentam essa propriedade de emitir luz visível quando sobre ele incide raios X, porém a emissão permanece por algum tempo após esta exposição ter sido interrompida. Esta propriedade é chamada de
FOSFORESCÊNCIA e é indesejável na prática radiográfica em uso de ecrans.
A maioria dos ecrans intensificadores usados atualmente faz uso do sal fluorescente TUNGSTATO DE CÁLCIO, em microcristais, como agente emissor de luz. Este é normalmente aplicado em uma base tipo cartão e geralmente coberto com uma resina de proteção. Sob a camada emissora, existe uma outra, branca com propriedade refletora, para que a maior quantidade sensível de luz emitida pelo écran seja levada sobre o filme.
Introduzido em 1986 por Thomaz Edson, o tungstato de cálcio (CAW 04) sempre foi empregado para ecrans radiológicos intensificadores, com eficiência de 3% a 5% de conversão de raios X em luz. Pesquisas recentes, no entanto, desenvolvem novos materiais fosforados para esses ecrans, que estão sendo aceitos rapidamente. O quadro a seguir dá a lista desses novos fósforos com identificação geral dos ecrans aos quais foram incorporados. Com exceção do
FLUOCLORETO DE BÁRIO, os demais materiais são identificados como
substâncias de terras raras, de onde provém o nome “ECRAN DE TERRAS
RARAS”.
O termo “TERRAS RARAS” descreve elementos minerais pouco encontrado na natureza: GADELINUM, LANTHANUM e YITRIUM. As composições dos quatro fósforos de terras raras principais são:
O SULFETO DE GADELINIUM TÉRBIO ATIVADO (gd 2° s: tb)
OXISULFITO DE LANTHANUM TÉRBIO ATIVADO (ls 2° 25:tb)
OXISULFITO DE YITRIUM TÉRBIO ATIVADO (Y 2° 2S: tb)
OXO BORMETO DE LANTHANUM (LA 02 BR)
Esses ecrans de terras raras têm uma vantagem principal sobre os ecrans convencionais de tungstato de cálcio: VELOCIDADE, eles são fabricados para atuarem em vários níveis de velocidade, mas sem dúvida, são duplamente mais velozes que os de tungstato de cálcio. Esse aumento de velocidade se faz SEM
PERDA DE RESOLUÇÃO. Entretanto, com ecrans de terras raras mais rápidos,
os efeitos de “QUANTUM MOTTLE” (*) São notáveis e até podem se tornar incômodos.
As vantagens radiográficas mais rápidas podem ser empregadas daí, resultando doses mais baixas. Por outro lado, os ecrans de terras raras provocam uma redução geral de irritação no ambiente e, quando usados exclusivamente, pode influenciar o desenho da planta física, dispensando maiores proteções. A técnica radiográfica mais baixa também resulta no dobro de vida útil da ampola.
Os ecrans de terras raras aumentam a sensibilidade através de uma absorção maior de raios X, ou seja, uma conversão mal eficiente de energia de raios X em luz no filme radiográfico. A luz emitida por esses ecrans difere daquela do tungstato de cálcio, por isso, mesmo se só usar os ecrans de terras raras é necessário uma técnica apropriada.
(*) NOTA: Quantum Mottle, é o efeito verificado em filmes radiográficos,
produzindo autuações na densidade, com aparência de sombreados (indefinido na imagem, ou manchas ou sinal mosqueado), que provocado pelo número de „quanta‟ de raios absorvidos por uma unidade na área do filme Durant o tempo de exposição. Esse efeito é encontrado com o uso de ecrans intensificadores, rápidos e muito rápidos.
17.1 COMPOSIÇÃO E IDENTIFICAÇÃO DOS NOVOS ECRANS INTENSIFICADORES E RÁPIDOS
FORNECEDORES IDENTIFICAÇÃO COMPOSIÇÃO
3M Alpha gadolinium e lanthanum oxulfide
KODAK Lamex gadolinium e lanthanum oxulfide
DU PONT Quanta barium fluorochoride
GENERAL ELETRIC Blue Max Lanthanum oxiybromide
U. S. RADIUM Barex ytrium Oxulfide
INTENSIFICADORES
*** BASE ÉCRAN PARA SPEED*** Tungstato de Cálcio DETAIL “detalhe” MAS X 1,8 PAR SPEED “médio” MAS X 1 HI SPEED “forte” MAS X 0,8 HI PLUS “mais forte” MAS X 0,7 *** BARIUM*** QUANTA 1 0,7 56 MAS QUANTA 2 0,5 40 MAS QUANTA 3 0,3 24 MAS QUANTA 4 0,15 12 MAS *** FÓSFADO*** RARES 0,6 36 MAS LANES 0,6 36 MAS BLUE MAX 0,6 36 MAS ALPHA 0,6 36 MAS 18. ELETRICIDADE ESTÁTICA
É a corrente elétrica que se forma quando o filme sofre algum impacto, mesmo este estando parado. A formação de eletricidade estática é mais comum nos ambientes secos.
19. PREVENÇÃO DA ELETRICIDADE ESTÁTICA
O procedimento mais eficiente é elevar e manter a umidade da atmosfera ambiente. Por isso deve ter uma câmara escura.
Manuseio delicado do filme radiográfico.
Após a exposição aos raios X, o chassis deve ser aberto lentamente e o filme cuidadosamente removido.
Deve ter um fio ligado do balcão a terra para a eletricidade escoar.
Deve-se evitar cobertura de borracha sobre o balcão, pois dessa maneira a eletricidade não se escoa para a terra.
Devem-se evitar assoalhos de borracha ou a utilização de ceras duras.
As caixas de filme devem ser guardadas verticalmente.
20. MARCAS DE ELETRICIDADE ESTÁTICA
Árvore
Coroa
Poeira
21. PROCESSAMENTO DOS FILMES RADIOGRÁFICOS
Basicamente o processamento químico tem como objetivo transformar as imagens latentes invisível, formadas durante o processo de exposição do filme, em imagem visível de prata metálica, de maneira que esta seja mais representativa possível das estruturas da região do corpo humano radiográfico.
22. FASES O PROCESSAMENTO 22.1. Revelação 22.2. Fixação 22.3. Enxágüe 22.4. Lavagem 22.5. Secagem
A revelação é a fase do processamento no qual se dá à formação da imagem propriamente dita. Na fixação, os cristais que não recebem (e, portanto, não contendo o núcleo de imagem latente, não foram afetados e reduzidos à prata pelo revelador), são dissolvidos e eliminados da camada de emulsão. Os subprodutos de fixação e outras substâncias solúveis indesejáveis são em seguida, retirados da camada por meio da lavagem, com o uso de água corrente. Após isto é submetido à secagem para a retirada da água remanescente.
Enquanto apenas o processo da revelação produz a imagem visível, as outras etapas têm a função de apenas retirar das camadas do filme os produtos indesejáveis, com o objetivo de no final do processo, restar apenas a imagem de prata.
22.1. REVELAÇÃO
A revelação de um filme completa o que a exposição começou, isto é, convertem em imagem visível e permanente a imagem latente criada pelos raios X e a luz fluorescente.
Esse processo é caracterizado pela decomposição seletiva dos cristais de haleto de prata formando os aglomerados de prata metálica, por ação de uma substância apropriada, o agente revelador – parte principal de uma solução química complexa – a solução reveladora. Além da capacidade de transformar os cristais fotossensíveis em aglomerados de prata metálica preta, a seletividade dos reveladores, isto é, sua capacidade de discriminar os grãos expostos dos não expostos, agindo mais rapidamente sobre os primeiros, no intervalo de tempo previsto para a duração da revelação. Resultando os últimos relativamente inalterados, é essencial para seu bem sucedido emprego no processamento radiográfico.
Apesar da observada seletividade de muitos agentes reveladores, muitos cristais não expostos sofrem ataques químicos, vindo a depositar prata em áreas onde não houver incidência de luz (área sem exposição), provocando a formação de densidade indesejável o FOG.
O FOG torna-se, então, um dos determinados fatores determinantes na escolha dos agentes reveladores mais adequados a cada filme, sua concentração, tempo e temperatura de tratamento, etc. Os agentes reveladores têm, também, influência direta sobre características importantes, da imagem final, com a granulosidade, a nitidez, etc.
O processo da revelação é basicamente uma reação química, na qual atuam também mecanismos de natureza físico-química.
Quando o filme é mergulhado na solução reveladora, as camadas que sofrem tanto a emulsão quanto a proteção, sofrem um intumescimento (isto é, um aumento na espessura ao absorver a solução). Quando, então, formam canais entre as cadeias de macromoléculas que formam a gelatina das camadas.
Devido fatores de natureza eletroquímica, as moléculas dos agentes reveladores se deslocam através das camadas, atingidos cristais. Estes ficam como que revestidos por uma camada de moléculas de revelador, sendo que esse contato com a superfície dos cristais recebe o nome de absorção.
Os cristais são constituídos de íons, isto é, átomos tendo falta ou excesso de um ou mais elétrons –as partículas de carga negativa– que forma de nuvem, contornam o espaço em torno dos núcleos em número característicos para cada átomo. O cristal de brometo de prata, por exemplo, é constituído por íons brometo negativo. Br- (átomo de bromo com 1 elétron a mais) e íons prata, Ag+
(átomo de prata com um elétron a menos), ligados em grande número entre si, formando a chamada rede ou malha cristalina.
A ação básica de cada molécula de agente revelador consiste na sua capacidade de transmitir um elétron para a rede cristalina.
Cada elétron deve, então ser absorvido pelos íons prata que tendo falta de 1 elétron, são tornados nêutrons, formando o chamado átomo de prata metálica, Ag*. Desse modo, a reação característica da revelação pode ser representada, em sua forma mais fundamental, como:
Ag+ e – Ag*
Íon de Prata Elétron Átomo de Prata Metálica (carga positiva no
cristal)
(carga positiva pelo reator)
(Neutro)
Existem hoje, vários mecanismos propostos para explicar o processo de revelação, ainda não estabelecidos de todo.
De qualquer forma, há evidência de que o processo tem início nos núcleos de imagem latente formado na exposição.
Antes da revelação, os cristais são como que revestidos pela chamada barreira potencial formada de íons brometos negativos. Estes dificultam, entretanto, a ação do revelador, no processo de transferência dos elétrons para o cristal.
Entretanto, a existência dos pequenos núcleos de imagem latente na superfície dos cristais expostos, causa uma redução da barreira nestes pontos, facilitando o processo de transferência, dando início à revelação.
A transferência de elétrons para o cristal onde são absorvidas pelos íons de prata, leva a formação de prata e caracteriza um processo que, em química, é chamado de redução (ganho de elétron), por sua vez, cada molécula do revelador se transforma, sofrendo no processo a chamada oxidação (perda de elétrons) tornando-se inativa.
As moléculas de revelador oxidado que perderam elétrons, transferido para a rede cristalina devem, então, deixar a camada emulsão, passando para a solução circundante, sendo substituídas por outras, ativas, até que os milhões de íon prata de cada cristal exposto tenham sido reduzidos a átomos de prata metálica, formando um aglomerado. Cada aglomerado constitui, assim um minúsculo ponto certo de imagem na área exposta da chapa radiográfica. Por sua vez, os milhões de íons brometo passam a soluça.
No final da fase de revelação, as áreas do filme onde houve incidência de luz durante a exposição, contam pontos de imagem formados por aglomerados
de prata metálica, enquanto que as soluções reveladoras iniciais, contêm agora, grande quantidade de moléculas de revelador oxidado, isto é, sem ação, junto com os íons brometo em solução.
Com as moléculas do revelador se inativa com o desenvolver da revelação, a solução reveladora se enfraquece com o uso, perdendo sua ação.
Costuma-se, então dizer que o revelador está esgotado ou cansado.
22.1.1. TANQUE PARA AS SOLUÇÕES DE PROCESSAMENTO DOS FILMES
Vidro, ebonite, aço inoxidável (certas ligas metálicas não se prestam para conservar as soluções), ferro esmaltado e cerâmico são satisfatórios para conter as substâncias químicas fotográficas.
Ferro, aço, ferro galvanizado, zinco, chumbo, cobre, cobre, estanho e alumínio não devem estar em contato com as soluções de processamento de filmes.
Num tanque de 40 litros revela-se mais ou menos 300 filmes.
22.1.2. ALTERAÇÕES QUÍMICAS QUE SOFREM OS GÃOS DE PRATA COM AS FASES DO PROCESSAMENTO
Filme Virgem Prata Halóide Grão de Prata Após exposição Imagem Letente Revelação Parcial Revelação Completa Final de Revelação e Fixação
22.1.3. FATORES IMPORTANTES NA REVELAÇÃO
Lâmpada de segurança adequada (entre 6 ½ a 10 Watts)
Tempo médio de 3 minutos
Temperatura média de 20°C
Órgãos sem exposição são removidos.
Ventilação e renovação do ar.
Limpeza dos tanques de revelação (com ácido muriático a 28-38%)
Limpeza periódica das colgaduras. As presilhas fixam pedaços de gelatina (limpeza com solução de tripsina de sódio facilitam a remoção com escova).
22.1.4. REVELADOR
O revelador é uma solução ALCALINA redutora que causa precipitação da prata contida na molécula de brometo de prata (AgBr2). A prata reduzida tem
coloração negra.
22.1.5. COMPONENTES DO REVELADOR
METOL: redutor suave que dá a nitidez.
HIDROQUINONA: redutor responsável pelo contraste forte.
SULFITO DE SÓDIO: previne a oxidação dos redutores. Conserva e estabiliza a solução.
CARBONATO DE SÓDIO: alcaliniza a solução, reforça o poder dos redutores, controla a velocidade da revelação e abre os poros da gelatina.
BROMETO DE POTÁSSIO: evita o velamento pela hidroquinona das partes transparentes e age como retardador.
ÁGUA PURA: até completar 1 litro.
22.1.6. TEMPO APROXIMADO DE REVELAÇÃO MANUAL
O tempo de revelação varia conforme o estado e a qualidade do revelador e a temperatura ambiente, o tempo de revelação gira em torno de 3 a 5 minutos.
22.2. O FIXADOR
É componente independente da revelação, com função de clarear a radiografia, fazendo cair os cristais não revelados e ainda endurecer as capas de gelatina para torná-la resistente ao calor.
Ao ser retirado da solução reveladora, ao final do tempo previsto, o filme já contém, no interior da camada de revestimento, a imagem visível de prata.
Entretanto, junto com a imagem revelada, permanece cristais que não tendo sido expostos, não foram afetados pelo revelador. Estes dão a superfície uma aparência leitosa, além de manter a chapa opaca. Assim, elas devem ser retiradas da camada, pois, além disso, a sua exposição continuada a luz ambiente faria com que fossem, com o tempo, decompostos á prata, enegrecendo toda a superfície.
Esses cristais de haleto de prata remanescentes na camada de emulsão após a revelação são muito poucos solúveis em água, e, portanto, não podem ser removidos por simples lavagem.
Por isso, o filme deve ser tratado por imersão em uma solução fixadora. A função do agente fixador é atacar os cristais não expostos e dissolvê-los, ao atingir com os íons prata dos mesmos, formando moléculas chamadas complexo químico, muito solúvel em água, que podem ser facilmente eliminados por lavagem.
Um dos agentes mais empregados no processo de fixação tem sido o
TIOSSULFATO DE SÓDIO ou de AMÔNIO.
É de praxe ainda o emprego de agentes endurecedores na formação das soluções fixadoras, pois na revelação, as camadas de gelatina de revestimento do filme, ao absorverem as soluções, sofrem intumescimento e amolecem ficando suscetíveis a danos mecânicos. A ação dos endurecedores é, então, importante para aumentar a resistência das camadas tornando-as capazes de suportar manipulação. Um dos mais usados para essa finalidade costuma ser o
ALUMEN DE POTÁSSIO.
Além dessas várias outras substâncias são incluídas normalmente nas soluções fixadoras visando á obtenção dos resultados mais eficientes.
O tempo aproximado de fixação de uma radiografia é de aproximadamente 10 a 15 minutos.
22.2.1. COMPONENTES DO FIXADOR
HIPOSSULFITO DE SÓDIO: dissolve a prata não precipitada tornando transparentes as partes não irradiadas.
SULFITO DE SÓDIO: conserva e estabiliza a solução.
ÁCIDO ACÉTICO GLACIAL: acidifica a solução parando imediatamente a revelação.
ALÚMEN DE CROMO: substância empregada para endurecer a gelatina.
22.3. ENXÁGÜE
Acabando a revelação o filme retém na gelatina quantidades consideráveis de revelador. Por isso a necessidade de enxágüe. Assim evita-se que o revelador (alcalino) neutralize a acidez do fixador.
22.4. LAVAGEM
É essencial que uma radiografia terminada não contenha massas de prata reveladas suspensas em gelatina para que seja completamente inerte a atividade luminosa ou química. Por conseguinte, é preciso lavar bem o filme para remover as substâncias químicas. Se esta fase se descuida pelo que se refere ao tempo de lavagem ou ao abastecimento de água, a imagem se manchará e enfraquecerá com o tempo.
Os filmes devem ser lavados em água corrente que circule de maneira que as duas superfícies de cada lado recebam água continuamente.
22.5. SECAGEM
As radiografias só poderão ser observadas após totalmente secas, pois enquanto estão úmidas se apresentam manchas e há o risco de umas colarem às outras através das camadas externas de gelatina ainda existente.
O tempo de secagem vai variar de acordo com as condições no serviço de radiologia.
Ambientes quentes, com ventilação direta,
Processadora Manual Compacta
Erro!
Identificador Radiográfico Suporte para Teleradiografia
Negatoscópio de Mesa
Biombos, reto ou curvo de 1 ou 2mm de chumbo, com visor plumbífero e rodízios (Área médica, odonto e veterinária)
Régua Escanográfica
Venezianas a prova de luz
P
Protetor de Órgãos Genitais
Protetor de Tireóide
Erro!
Luva Plumbífera
Óculos de Proteção com lentes de vidro plumbífero, de equivalência aproximada a 1,2mm Pb, para uso em Scopia e sala de Raios-X em geral.