CURSO DE NUTRIÇÃO
HIGIENE DE ALIMENTOS E VIGILÂNCIA SANITÁRIA
PERIGOS QUÍMICOS EM
ALIMENTOS
PERIGOS QUÍMICOS
Compostos químicos presentes nos alimentos que são prejudiciais ao
organismo
Podem ser provenientes de adição intencional ou acidental, ou ainda formados durante o processamento
Principais classes de perigos químicos
Praguicidas Alergênicos (Alérgenos) Toxinas de cogumelos Tetrodotoxina Micotoxinas Tiramina Resíduos de drogas de uso veterinário Resíduos de produtos de limpeza
Aditivos químicos Metais tóxicos
Substâncias inerentes a alimentos
Como os agentes tóxicos agem?
1. Exposição: esta fase inclui todos os fatores que, de
diferentes formas, condicionam o ingresso do tóxico no organismo pela via digestiva
2. Toxicocinética: onde se concretiza a disponibilidade física da substância. Etapas principais: absorção, distribuição pelo organismo, transformação metabólica e eliminação.
3. Toxicodinâmica: disponibilidade biológica do agente tóxico. Quando este agente “interage” com os diferentes tecidos onde se localiza, os quais, naturalmente não se limitam ao sistema digestório.
Conceitos importantes
JMPR: Joint FAO/WHO Meeting on
Pesticide Residues: comitê científico internacional de especialistas que avalia a presença de resíduos de pesticidas em alimentos
JECFA: Joint FAO/WHO Expert Committee on
Food Additives: comitê científico internacional
de especialistas que avalia a inocuidade de aditivos alimentares, estabelecendo princípios para avaliação, IDA e especificações relativas á pureza dos aditivos
Para estimar a exposição humana às substâncias químicas presentes nos alimentos são necessários:
• concentração da substância no alimento (mg/Kg) • o consumo do alimento (Kg)
• o peso corpóreo (Kg) individual o médio da população em estudo
MICOTOXINAS
TOXINAS DO ERGOT
- Claviceps purpurea - Trigo, centeio, milho
- Falta de circulação nos braços
e pernas gangrena
- Alucinações, epilepsia,
cegueira
- B1, B2, G1 e G2
- B1 no leite M1
- hepatocarcinogênicas
- Aspergillus (flavus, parasiticus, niger, fumigatus, oryzzae, frenessi) - Penicillium (puberulum, citrinum, variable, frequentans)
- Amendoim, milho, sementes de algodão e girassol, centeio, trigo,
cevada, nozes, ervilha, aveia, arroz, castanha do Pará, pistache, avelã, soja, leite e produtos derivados, ovos, frutas secas, chás.
AFLATOXINAS
- Aflatoxicose aguda: flacidez, diminuição do crescimento, desordem
gastrintestinal, distúrbios neurológicos e morte.
- Aflatoxicose crônica: hiperplasia hepática, fibrose progressiva e ou
tumor
TOXICIDADE AGUDA DE AFLATOXINA B1:
Animal mg toxina/Kg peso corpóreo Patinho de 1 dia 0,335 a 0,59 Truta 0,5 a 1,0 Hamster 10,2 Galinha 6,0 a 16,0 Rato macho 7,0 Rato fêmea 18,0 Cão 0,5 a 1,0
AFLATOXINAS
MICOTOXINASOCRATOXINA A
OCRATOXINA A
África do Sul (1965): cepas de Aspergillus ochraceus efeitos em animais de lab.
- Aspergillus (ochraceus, carbonarum, sulphureus); Penicillium
(viridicatum, verrucosum)
CONDIÇÕES PARA DESENVOLVIMENTO DE P. viridicatum: Aa ótima: 0,97 (0,90 – 0,93)
T ótima para produção de toxina: 12 a 24C Tempo: 7 a 14 dias
Feijão tratado a 121°C/1 hora: 10% redução da concentração inicial 121°/4 horas: 34% de redução
Torrefação do café destrói parcialmente a toxina
- Café, milho, cevada, soja, arroz, feijão, centeio, castanha do Pará, superfície de presunto, pimentões vermelhos, pimenta do reino, ervilha, suco de uva, vinho tinto, cacau, amêndoas
MICOTOXINAS
Doença: necrose do epitélio tubular renal e de células hepáticas. Enterite é freqüente.
Carcinogênese em camundongos: dose de 40 g/Kg: adenomas renais e hepáticos em
OCRATOXINA A
MICOTOXINAS
Aspergillus ochraceus
OCRATOXINA A
MICOTOXINAS
MICOTOXINAS
TRICOTECENOS
MICOTOXINAS
- > 40 compostos biológicos ativos relacionados quimicamente
(exemplos: deoxinivalenol, nivalenol)
TRICOTECENOS
MICOTOXINAS
Myrothecium sp
-Milho, cevada, ração animal.
-Micotoxicose aguda em animais: danos aos sistemas nervoso e
cardiovascular e ao trato gastrintestinal. Hemorragias ao redor e no interior da boca, no reto, no intestino delgado e estômago.
-No homem: vômitos, dor
de cabeça, febre, náusea, leucopenia, hemorragia na gengiva, nariz e garganta. - Alta mortalidade
MICOTOXINAS
TRICOTECENOS
MICOTOXINASMICOTOXINAS
MICOTOXINAS
MICOTOXINAS
- Penicillium expansum, Aspergillus clavatus, Byssochlamys nivea
- Invadem frutas danificadas.
- Podridão produzida por Penicillium: manchas macias e aquosas,
havendo separação muito fácil entre porção comprometida e parte sadia.
- Maçã, pêra, cidra e seus sucos, pão. Normalmente a toxina é
encontrada em altas dosagens não somente na porção deteriorada da fruta.
- Distúrbios respiratórios e motor, espasmos, asfixia, hemorragia
nos pulmões e cérebro; ação teratogênica; câncer de esôfago.
MICOTOXINAS
MICOTOXINAS
MICOTOXINAS
FUMONISINA
FUMONISINA
Fusarium moniliformes
Ocorrência mundial em milho e derivados Câncer de esôfago
Muito estáveis ao calor
ZEARALENONA
ZEARALENONA
Fusarium graminearium e F.
culmorum
Milho, cevada, trigo, aveia e
sorgo Podem causar hiperestrogenismo e graves problemas de reprodução e infertilidade em animais (suínos) MICOTOXINAS
MEDIDAS DE CONTROLE
Controle é muito difícil
Deve-se prevenir a invasão pelos fungos através das
sementes, do solo ou até do ar através da colheita
Secagem e estocagem adequadas
Seleção de grãos com luz UV (para evidenciar
aflatoxinas) – produção de milho, semente de algodão e figo. Não é aplicada em amendoins (estes são auto-fluorescentes)
SUBSTÂNCIAS TÓXICAS GERADAS
PELO PROCESSAMENTO DE ALIMENTOS
AMINAS HETEROCÍCLICAS
Proteínas, aminoácidos (carnes e peixes) submetidas a altíssimas temperaturas ou por tempo excessivo
Em animais de experimentação:
câncer hepático, de cólon, de glândulas mamárias
TIRAMINA
Alimentos ricos em tirosina amadurecidos ou fermentados altas concentrações de tiramina
bactérias deteriorantes
tirosina descarboxilase
SUBSTÂNCIAS TÓXICAS GERADAS PELO PROCESSAMENTO DE ALIMENTOS
TIRAMINA
SUBSTÂNCIAS TÓXICAS GERADAS PELO PROCESSAMENTO DE ALIMENTOS
Sintomas: dor de cabeça, fotofobia, vômitos e palpitações. Pode causar AVC, infarto.
Início dos sintomas: 10 min a 2 h
Alimentos mais propensos à formação de tiramina: queijos de maturação média ou longa (1500mg de tiramina/Kg), iogurte (10mg/Kg), vinhos (10-250mg/Kg), cerveja (5-20mg/Kg), arenque e atum (200-1000mg/Kg) e produtos cárneos curados (5-300mg/Kg)
Normalmente, a tiramina é transformada no fígado por enzima
abundante na mucosa intestinal, no fígado e nos rins – monoaminooxidase (MAO).
Medicamentos antidepressivos: inibem a MAO – IMAO
Em pessoas que consomem antidepressivos, a tiramina ingerida
pode exercer ação tóxica sobre o sistema nervoso simpático – deslocam noradrenalina, afetando transmissões nervosas hipertensão infarto, AVC.
TIRAMINA
SUBSTÂNCIAS TÓXICAS GERADAS PELO PROCESSAMENTO DE ALIMENTOS
DIOXINAS
Policlorodibenzodioxinas (PCDDs) e policlorodibenzofuranos (PCDFs) Contaminantes muito estáveis bioacumulação na cadeia alimentar Permanência no solo: 10 a 30 anos
São lipossolúveis
Dioxinas = produtos da combustão e da decomposição a alta T de
materiais naturais, resíduos de plantas e de combustíveis fósseis
Formadas no: alvejamento da polpa de papel, produção e incineração
de plásticos (PVC), fabricação de cimento, industrialização do cobre, ferro, alumínio e zinco. Incineradores domésticos e hospitalares – perigosos devido à combustão incompleta.
Produção do pentaclorofenol (conservante de madeira empregado
também em tinturas e cosméticos)
SUBSTÂNCIAS TÓXICAS GERADAS PELO PROCESSAMENTO DE ALIMENTOS
DIOXINAS
Fenômenos naturais (incêndios em florestas, erupções vulcânicas)
Dioxinas são encontradas no ar, solo, água, sedimentos, alimentos
(produtos cárneos, lácteos, avícolas e pescado)
Principal via de contaminação: ingestão de água e alimentos
contaminados (>90%)
Dioxina presente na ração animal alimentos
SUBSTÂNCIAS TÓXICAS GERADAS PELO PROCESSAMENTO DE ALIMENTOS
DIOXINAS
Episódios associados às dioxinas
Guerra do Vietnã: agente laranja – destruição de 1,5 milhão de
hectares de florestas e 250 mil hectares de terrenos agrícolas que nunca puderam ser recuperados. População acometida por diversos tipos de câncer e malformações congênitas
SUBSTÂNCIAS TÓXICAS GERADAS PELO PROCESSAMENTO DE ALIMENTOS
Japão (1968): 2000 pessoas afetadas – óleo de arroz
Sevesso (Itália – 1976): explosão de indústria química – nuvem branca carregada com 2,5 Kg de dioxina – morte de muitas aves e outros animais em poucas horas. > 36.000 pessoas afetadas.
1997 – Estados Unidos dioxina em ração balanceada para frangos, suínos, gado leiteiro, peixes.
1999 - “Crise das dioxinas dos frangos belgas” (policlorobifenilos – PCB)
DIOXINAS
SUBSTÂNCIAS TÓXICAS GERADAS PELO PROCESSAMENTO DE ALIMENTOS
ADITIVOS QUÍMICOS E CONTAMINANTES
CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÃO
Toxicidade esperada Níveis de exposição
Ocorrência natural nos alimentos Uso em alimentos tradicionais
Conhecimentos de efeito no homem Metodologia de fabricação
Presença de impurezas
Destino e níveis de emprego no alimento Estimativa de ingestão diária
Princípios fundamentais referentes ao emprego de aditivos alimentares
Segurança dos aditivos
Restrição de uso dos aditivos Necessidade tecnológica
Emprego de aditivos
O uso de aditivos é proibido quando...
Houver evidências ou suspeita de que não é seguro para o consumo pelo
homem.
Interferir sensível e desfavoravelmente no valor nutritivo do alimento.
Servir para encobrir falhas no processamento e/ou nas técnicas de
manipulação.
Encobrir alteração ou adulteração da matéria-prima ou do produto já elaborado. Induzir o consumidor a erro, engano ou confusão.
Nitrato/Nitrito N-nitrosodimetilamina, monometilnitrosamina
(nitrosamina) – ação carcinogênica
Formação de nitrosaminas:
No alimento: produtos que são aquecidos demasiadamente – bacon
frito ou aqueles ricos em aminas capazes de se combinar com os nitratos/nitritos (peixes e produtos fermentados)
No estômago (reação ocorre em meio ácido)
Nitrito é mais tóxico do que nitrato Vasodilatação
Relaxamento da musculatura lisa Formação de metahemoglobina Dose letal para adultos: 1g
Doses mais baixas: enrubescimento da face e extremidades , desconforto
gastrintestinal e dor de cabeça
Doses tóxicas mais elevadas: cianose, náusea, vômitos, dores abdominais e
colapso
Em crianças, nitrito pode agir sobre hemoglobina e produzir metamioglobina,
impedindo transporte normal de O2.
Legislação brasileira: limites máximos em produto cárneos: 0,015g/100g – nitrito
0,030g/100g – nitrato
Ácido ascórbico, eritorbato e tocoferol inibem a formação de nitrosaminas. A
adição de ácido ascórbico na cura da carne é obrigatória em muitos países.
Água: fonte potencial de nitrato (fertilizantes nitrogenados muito hidrossolúveis) >
45mg/L
Alimentos: beterraba, cenoura, espinafre, aipo, rabanete, alface e vagem permitem
acúmulo de nitratos.
Vinho branco: evita aparecimento de cores pardas ou rosadas
Cerveja: dióxido de enxofre evita formação de nitrosaminas durante o
malteado
Frutos e vegetais desidratados, batatas descascadas e fatiadas para
fritar: retarda processo de escurecimento
Intoxicação por sulfito:
Pessoas com propensão a quadro asmático: espasmos brônquicos,
urticária, irritação gastrintestinal
Provável ação mutagênica e carcinogênica IDA muito baixa (0,7mg/Kg de peso corpóreo)
CHUMBO
Fontes de Contaminação:
Emissão na atmosfera a partir da combustão de gasolina fundições da indústria de Ferro e aço.
Aspectos relevantes na cadeia alimentar:
A deposição atmosférica do chumbo nos vegetais é a principal via de entrada; soldas de Pb em latas já foi a mais importante forma de contaminação.
Absorção:
10% por via oral em adultos, podendo chegar até a 50% em crianças; distribui-se pelos rins, fígado e ossos, um compartimento de alta retenção.
Meia-vida biológica no osso humano: 10 anos.
Efeitos Tóxicos:
Ação tóxica sobre rins, sistema nervoso, reprodutor e imunológico; a ingestão crônica leva a anemias leves; pode causar deterioração mental e paralisia motora, além de nefropatias crônicas.
CÁDMIO
Fontes de Contaminação:
Ar, solo e água contaminados a partir da indústria de galvanoplastia, PVC. Pigmentos, tintas, esmaltes, fertilizantes, fosfatos; os alimentos são a fonte de maior exposição.
Aspectos relevantes na cadeia alimentar:
A absorção de Cd pelas plantas é a principal via de entrada na cadeia alimentar. Alimentos mais envolvidos: vegetais, principalmente batatas e em menor grau peixes, pães e carnes.
Absorção:
5% do Cd presente nos alimentos são absorvidos pelo organismo, podendo chegar a 15% em pessoas deficientes em Fe. O Rim é o órgão alvo, sendo acumulado também no fígado.
Meia-vida biológica é de mais de 10 anos.
Efeitos Tóxicos:
Altamente tóxico; sérios danos renais; hipertensão, lesões ósseas e pulmonares; exposição ocupacional aumenta o risco de câncer no trato respiratório.
ARSÊNIO
FONTES DE CONTAMINAÇÃO:Solo, água, a maioria dos tecidos vegetais e animais; é obtido como subproduto da produção de outros metais como Cobre e Chumbo.
ASPECTOS RELEVANTES NA CADEIA ALIMENTAR:
É utilizado na elaboração de medicamentos e pesticidas, incluindo conservantes de madeira; uso de pesticidas à base de arsênio é uma das mais importantes formas de contaminação ambiental; é uma substância tóxica persistente no ambiente.
ABSORÇÃO:
É absorvido em cerca de 70-80% pelo trato gastro intestinal e eliminado em uma semana pela urina, principalmente; as formas orgânicas não são tóxicas.
EFEITOS TÓXICOS:
O Arsênio trivalente liga-se aos grupos sulfidrilas de aminoácidos e enzimas e podem inibir enzimas relacionadas à respiração e metabolismo celular. São comuns: anorexias, lesões de pele e melanose carcinogênicas para o homem.
MERCÚRIO
Fontes de Contaminação:
Ocorre como contaminação natural pela desgaseificação da crosta terrestre e erosão mineral das rochas; extração de mercúrio e uso no garimpo do ouro; uso de fungicidas alquilmercuriais.
Aspectos relevantes na cadeia alimentar:
O mercúrio sofre bioacumulação através da cadeia alimentar aquática, com níveis maiores de contaminação nos peixes carnívoros de tamanho maior, tanto em água doce como em água salgada. O metilmercúrio é a forma predominante.
Absorção:
Na forma de vapor é rapidamente absorvido pelos pulmões, podendo causar intoxicações agudas ou crônicas. A forma orgânica mais importante, o dimetilmercúrio é absorvido com facilidade no intestino (cerca de 95% do Hg ingerido) e se acumula no cérebro, rins e fígado.
Efeitos Tóxicos:
O dimetil mercúrio é considerado um dos seis compostos mais perigosos presentes no meio ambiente; é um dos elementos mais tóxicos e acumulativos para o homem. É teratogênico, mutagênico e carcinógeno; causam fundamentalmente alterações no sistema nervoso que se manifestam com transtornos sensitivos e motores.
PRODUTOS DE LIMPEZA
Resíduos podem permanecer nos utensílios, tubulações e
equipamentos, sendo transferidos diretamente aos alimentos ou por respingos durante a limpeza
MEDIDAS PREVENTIVAS Uso de produtos permitidos
Através de desenhos e operação adequada dos equipamentos
Através de capacitação eficiente dos funcionários
Realizando inspeções dos equipamentos após limpeza
Uso de materiais de construção adequada (aço inox por ex.)
Identificação dos produtos e estocagem adequada, longe de produtos alimentícios
ALERGÊNICOS
Alguns componentes dos alimentos podem produzir alergias
(proteínas da soja e do amendoim) ou reações de intolerância (produção insuficiente de lactase) em indivíduos sensíveis. Podem ser leves ou
extremamente sérias, dependendo da dose e da sensibilidade do consumidor ao componente em questão
Alergias:
proteínas dos alimentos agem como antígenos reações do sistema
imunológico do organismo.
Indivíduos com alergias alimentares não podem consumir qualquer
porção do alimento envolvido – em alguns casos pode ser fatal.
Sintomas: placas avermelhadas e inchaço do corpo (pode haver
fechamento de glote)
Intolerância alimentar:
Incapacidade do organismo em degradar componentes de determinados alimentos
(leite – o organismo não produz lactase suficiente para degradar lactose)
ALERGÊNICOS
MEDIDAS PREVENTIVAS
Rótulos esclarecedores e eficazes, indicando a composição do produto ressaltando qualquer componente potencialmente alergênico (Ex.: contém derivado de pescado, frutos secos, etc.)
Limpeza eficiente dos equipamentos.
Cuidados na manipulação para evitar incluir algum componente alergênico através de um produto equivocado e que, portanto, não estará incluído na rotulagem.
INTOXICAÇÕES CAUSADAS POR MOLUSCOS E FRUTOS DO MAR
Toxina proveniente de microalgas que se acumulam na
carne do peixe
Irritação nos lábios, língua e garganta Dor de cabeça
Dor forte nos braços, pernas e olhos Visão dupla
Lesões na pele: bolhas, coceira e eritema
Maioria dos casos: recuperação em dias ou semanas;
mortalidade é baixa
INTOXICAÇÕES CAUSADAS POR MOLUSCOS E FRUTOS DO MAR
INTOXICAÇÕES CAUSADAS POR MOLUSCOS E FRUTOS DO MAR
Consumo de pescado contendo altos níveis de histamina (escombrotoxina)
Histidina desidrogenase bacteriana agindo sobre pescado (cavala, atum,
bonito – família Scombridae – pele escura, alto teor de histidina)
Morganella morganii, Proteus spp, Hafnia alvei, Klebsiella pneumoniae
Gosto metálico, picante ou agudo na boca
Dor de cabeça intensa
Tonturas
Náusea e vômitos
Suor facial e vermelhidão
Dor epigástrica
Pulsação rápida e fraca
Coceira na pele
Queimação na garganta e dificuldade para engolir
Recuperação: 12 horas; fatalidades são raras, geralmente devidas a outros
fatores de predisposição
Prevenção: T de armazenamento < 4º C
Consumo de mexilhões, moluscos e vieiras Sintomas neurológicos
Incluem formigamentos, queimação, entorpecimento,
sonolência, fala incoerente e paralisia respiratória
20 toxinas derivadas da saxitoxina
INTOXICAÇÕES CAUSADAS POR MOLUSCOS E FRUTOS DO MAR INTOXICAÇÕES PARALISANTES POR MOLUSCOS
INTOXICAÇÕES CAUSADAS POR MOLUSCOS E FRUTOS DO MAR
Provavelmente causadas por poliéteres de alta massa
molar (ácido ocadáico, pectenotoxina e yessotoxinas produzidos por dinoflagelados)
Distúrbio intestinal brando (náusea, vômito, diarreia e
dor abdominal seguida por tremores, dor de cabeça e febre)
Início dos sintomas: 30 min a 3 h Duração: 2 a 3 dias
Recuperação é completa, sem sequelas
INTOXICAÇÕES CAUSADAS POR MOLUSCOS E FRUTOS DO MAR
Ingestão de poliéteres (brevetoxinas) produzidos por
dinoflagelados
Sintomas neurológicos e intestinais (formigamento,
entorpecimento dos lábios, língua e garganta, dores musculares, tonturas, sensação de calor e frio intercaladas, diarreia e vômito
Início dos sintomas: alguns minutos a poucas horas Duração: algumas horas a vários dias
Recuperação completa, sem sequelas.
INTOXICAÇÕES CAUSADAS POR MOLUSCOS E FRUTOS DO MAR
Intoxicação causada pela presença de aminoácido
incomum (ácido domóico – contamina os moluscos por meio de diatomáceas)
Sintomas: gastrintestinais (vômitos, diarreia, dores
abdominais) e problemas neurológicos (confusão, perda de memória, desorientação, coma)
Doença grave em idosos. Os pássaros do filme
“OS PÁSSAROS” de Alfred
Hitchcock foram envenenados por ácido domóico.
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
ASSIS, L. Alimentos seguros: ferramentas
para gestão e controle da produção e distribuição. Rio de Janeiro: Senac Nacional, 2011.
REY, A.M.; SILVESTRE, A.A. Comer sem riscos
2: as doenças transmitidas por alimentos. São