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Durkheim7

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Texto

(1)

A sociologia de

Émile Durkheim

Fr - Épinal -15 de abril de 1858

Émile Durkheim, fundador da escola

francesa de sociologia, combinou a

pesquisa empírica com a teoria sociológica.

.

Formado em filosofia, estudou também

ciências sociais, sendo influenciado pelas

(2)

Sociedade e indivíduo

•defende o primado da sociedade

sobre o indivíduo;

•as sociedades têm prioridade

histórica sobre os indivíduos;

(3)

Sociedade e

indivíduo

As sociedades têm prioridade lógica

sobre os indivíduos, porque se a

solidariedade mecânica precede a

solidariedade orgânica, não se pode

explicar a diferenciação social a partir

dos indivíduos, pois a consciência

de individualidade não pode existir

antes da solidariedade orgânica

e da divisão do trabalho social.

(4)

Sociedade e

indivíduo

Os fenômenos individuais devem ser

explicados a partir da coletividade, e não a coletividade pelos fenômenos individuais.

Durkheim

Propõe a elaboração de uma teoria geral da religião fundamentada nas formas mais

simples e primitivas das instituições religiosas.

Acredita, assim, que se possa apreender a essência de um fenômeno social

(5)

Sociedade, religião e

indivíduo

. Parte do estudo do totemismo nas tribos australianas, chegando à conclusão de que os homens adoram uma realidade que os ultrapassa, que sobrevive a eles, mas que esta realidade é a própria sociedade

sacralizada como força superior .

Durkheim

Nem as forças naturais, nem os espíritos, nem as almas são sagradas por si mesmas. Só a sociedade é uma realidade sagrada por si mesma. Pertence à ordem da natureza,

(6)

Sociedade, religião e

indivíduo

A sociedade é ao mesmo tempo causa do fenômeno religioso e justificativa da

distinção entre sagrado e profano

Durkheim

Para Durkheim, qualquer crença ou prática religiosa é semelhante às práticas

(7)

Sociedade, religião e

indivíduo

Mas por que a própria sociedade torna-se objeto de crença e culto?

Durkheim

“ De maneira geral, não há dúvida de que uma

sociedade tem tudo o que é preciso para despertar nos espíritos, unicamente pela ação que ele exerce sobre eles, a sensação do divino; porque ela é para os seus membros o que um deus é para os seus fiéis. Um deus, com efeito, é antes de tudo um ser que o homem imagina, em determinados aspectos, como superior a si mesmo e de quem acredita depender.”

(8)

Sociedade, religião e

indivíduo

Mas por que a própria sociedade torna-se objeto de crença e culto?

Durkheim

“...a sociedade também alimenta em nós a sensação de

contínua dependência. Como tem natureza que lhe é própria, diferente da nossa natureza de indivíduo, ela visa a fins que lhe são igualmente especiais: mas, como só pode atingi-los por nosso intermédio, reclama

imperiosamente nosso concurso. Ela exige que,

esquecidos de nossos interesses, nos tornemos seus servidores e nos impõe toda espécie de incômodos, de privações e de sacrifícios sem os quais a vida social seria impossível .”

(9)

A supremacia da sociedade sobre o indivíduo

O domínio que ela exerce sobre as consciências

vincula-se à autoridade moral de que está investida. Se nos submetemos às suas ordens, é, antes de tudo,

porque constitui o objeto de autêntico respeito.

Durkheim

Somos obrigados a nos submeter a regras de comportamento e de pensamento que não

fizemos nem quisemos, e que às vezes são até contrárias às nossas tendências e aos nossos instintos fundamentais .

(10)

As Regras do Método Sociológico

Para que haja tal ciência são necessárias duas coisas: um objeto específico( ou formal) que se distinga dos objetos das outras ciências e um objeto que possa ser observado e explicado, como se faz nas ciências

Propõe, com sua sociologia formular uma teoria do fato social, demonstrando que pode haver uma ciência

sociológica objetiva e científica, como nas ciências físico-matemáticas .

Afirma:

os fatos sociais devem ser considerados como coisas ·os fatos sociais exercem uma coerção sobre os

(11)

Conceito de fato social

Características dos fatos sociais

"É um fato social toda a maneira de fazer, fixada ou não, suscetível de exercer sobre o indivíduo uma coação

exterior; ou ainda, que é geral no conjunto de uma dada sociedade tendo, ao mesmo tempo, uma existência

própria, independente das suas manifestações individuais

Objetividade

Exterioridade

(12)

Características do método sociológico

Objetivo: acredita que a sociedade possa ser analisada da mesma forma que os fenômenos da natureza.

Independente de qualquer filosofia

Os fatos sociais são coisas e devem ser tratados como tais : como coisas sociais

Ser exclusivamente sociológico : um fato social só pode ser explicado por um outro fato social e,

simultaneamente, como este tipo de explicação é

possível assinalando no meio social interno o motor principal da evolução coletiva

(13)

Papel da sociologia

A função da sociologia “seria a de detectar e

buscar soluções para os ‘problemas sociais’,

restaurando a ‘normalidade social’ e se

convertendo dessa forma numa técnica de

controle social e de manutenção do poder

vigente”.

A sociologia tem como tarefa o esclarecimento

de acontecimentos sociais constantes e

recorrentes, explicando a sociedade para

manter a ordem vigente.

(14)

Consciência coletiva

. As formas padronizadas de conduta e de pensamento que se observa no interior de um grupo social. É a existência própria e independente dos fatos sociais em relação aos indivíduos particulares

“... nada existe na vida social que não esteja nas consciências

individuais; mas, quase tudo que se encontra nestas últimas vem da sociedade. A maior parte de nossos estados de consciência não seriam produzidos pelos indivíduos isolados, mas seriam produzidos pelos indivíduos agrupados de outra maneira. Eles derivam, portanto, não da natureza psicológica do homem em geral, mas da maneira segundo a qual os homens, uma vez associados, interagem mutuamente, dependendo de serem mais ou menos numerosos, de estarem mais ou menos próximos. Sendo produtos da vida em grupo, somente a natureza do grupo pode explicá-los"

(15)

Consciência coletiva

É o tipo psíquico da sociedade, tipo que tem

suas propriedades, condições de existência,

seu modo de desenvolvimento, exatamente

como os tipos individuais, embora de outra

maneira

(16)

Divisão do Trabalho Social

Como pode um conjunto de indivíduos constituir uma sociedade?

Como este conjunto de indivíduos consegue obter um consenso para a convivência?

Duas formas de solidariedade social podem ser constatadas segundo Durkheim:

a solidariedade orgânica a solidariedade mecânica.

(17)

Divisão do Trabalho Social

Solidariedade orgânica

Característica das sociedades capitalistas, onde, através da divisão do trabalho social, os indivíduos tornam-se interdependentes, garantindo, assim, a união social, mas não pelos costumes, tradições etc.

Os indivíduos não se assemelham, são diferentes e necessários, como os órgãos de um ser vivo.

O efeito mais importante da divisão do trabalho não é o aumento da produtividade, mas a solidariedade que gera entre os homens.

(18)

Divisão do Trabalho Social

Solidariedade orgânica

Nas

sociedades

dominadas

pela

solidariedade orgânica há uma redução

desta consciência coletiva porque os

indivíduos são diferenciados

.

Ocorre um enfraquecimento das reações

coletivas

contra

a

violação

das

proibições sociais e há, especialmente,

uma margem maior na interpretação

individual dos imperativos sociais.

(19)

Divisão do Trabalho Social

Solidariedade mecânica

Típica das sociedades pré-capitalistas,

onde os indivíduos se identificam

através da família, da religião, da

tradição,

dos

costumes.

É

uma

sociedade que tem coerência porque os

indivíduos ainda não se diferenciam.

Reconhecem os mesmos valores, os

mesmos

sentimentos,

os

mesmos

objetos sagrados, porque pertencem a

uma coletividade .

(20)

Divisão do Trabalho Social

Solidariedade mecânica

Nas

sociedades

dominadas

pela

solidariedade mecânica a consciência

coletiva abrange a maior parte dos

membros desta sociedade

Referências

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