Estruturas e Sistemas de Informação – Módulo 03
Prof. Evandro Lima Universidade Paulista - UNIP
1. Introdução - Indicadores de Desempenho
Não é de hoje que o ser humano tem verdadeira obsessão por medir. Mede-se quantos metros o atleta saltou, tempo gasto de viagem, altura do prédio, tempo de vida. Esta necessidade de medir justifica-se por alguns motivos: simples curiosidade, senso de evolução e progresso, competitividade ou comparação, para citar apenas alguns.
No mundo de TI, medir serve para:
• orientar os gestores sobre a performance da operação (responsabilidade) • tornar possível o gerenciar
O sonho de todo o gestor de TI é ter um painel simples, que traga os indicadores críticos de performance de sua operação. Alcançar tal sonho exige:
• muita paciência e dedicação • implantação de processos
• utilização de ferramentas (que apóiem esta iniciativa)
•
disciplinar a equipe que alimenta as bases de dadosErros comuns são cometidos ao se medir uma operação de tecnologia. gestores que querem medir tudo (grande magnitude / arquivo morto) gestores que seguem corretamente a cartilha (números desejados)
Porém, os processos de captura e alimentação das informações que darão origem aos indicadores gerenciais tão desejados são questionáveis. O resultado é que os números apresentados ao final do processo são inconsistentes, gerando uma visão míope da operação e conseqüentemente a tomada de decisão equivocada.
“Não se consegue controlar o que não se consegue medir”
Tom DeMarco
Uma das maiores dificuldades no gerenciamento de projetos de informática é saber a dimensão do que esta sendo gerenciado.
Muitas aplicações que parecem pequenas, quando em desenvolvimento, mostram-se muitas vezes maiores do que o previsto inicialmente.
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2. Métricas garantem Iniciativas mais Eficientes
Considerando-se que o ROI requer medições antes, durante e depois do treinamento, descobrir o ROI de um programa de treinamento específico não é um acontecimento destacado, devendo fazer parte de um processo em andamento.
O foco em avaliações pré-treinamento também ajuda a alinhar um programa com a estratégia de TI geral. "O primeiro passo é identificar minhas necessidades e metas de TI", diz Martin Bean, presidente da ProMetric, empresa de avaliação de habilidades. "Depois, comparo os membros da minha equipe atual e suas habilidades com as metas." Um programa de treinamento bem planejado, diz ele, deve ser projetado para acabar com as diferenças em habilidades – e um estudo de ROI é a única maneira de medir isso.
Para ter certeza de que o treinamento – e não fatores externos aleatórios – é capaz de fechar o gap, os efeitos do curso precisam ser isolados. A maneira mais fácil de fazer isso é avaliar o comportamento de um grupo de funcionários antes e depois do treinamento. Uma grande empresa financeira com a qual Wang, da DPT, trabalhou tinha alta rotatividade de funcionários. Uma pesquisa com ex-funcionários apontou que a maioria saiu por insatisfação com o nível de treinamento.
A empresa, então, implementou um programa de desenvolvimento de habilidades que dedicava 80 horas por ano a cada funcionário. O ROI que a companhia buscava era uma queda da rotatividade que representasse uma economia superior ao custo do treinamento.
Primeiro, o departamento de recursos humanos mediu a taxa média de rotatividade (23% ao ano) e depois calculou o custo de treinar as 100 pessoas do departamento de TI. O salário médio dos funcionários era US$ 35 por hora – 80 horas de treinamento para 100 pessoas custariam US$ 280 mil. O custo de instrutores, salas de aula e outros atingiram um total de US$ 450 mil. O cálculo de ROI mostrou que a empresa reduziu a rotatividade em 8%, economizando US$ 453 mil em custos relacionados a novas contratações.
A companhia usou o ROI para reduzir as horas de treinamento porque os dados mostraram que os funcionários, na verdade, estavam recebendo um excesso de horas de treinamento improdutivas e caras e que seria possível obter resultados melhores gastando menos tempo, mas em treinamentos mais direcionados.
Práticas e Controles Internos em TI ITIL e BS15000 CobiT MOF – MSF – MSM BSC – Balanced ScoredCard Segurança BS7799 / ISO 17799 Qualidade de Software CMM / CMMI Gerênciamento de Projetos PMBOK
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3. Por que Medir ?
• Você gostaria de melhorar o desempenho da sua área? • O que você deseja modificar?
• Quanto você quer melhorar? • Onde você quer chegar?
• Qual a situação atual em relação a essa meta? • Está muito longe, falta muito ou pouco? • Quanto?
• Como você vai saber se melhorou ou não?
Medição:
• "Obtemos aquilo que inspecionamos ( medimos ), não aquilo que esperamos". • A medição é necessária para confirmar que os esforços dispendidos na melhoria
tiveram efeito. Medição está associado a melhoramento.
• O mais importante motivo para a medição é apoiar o sistema de melhorias. • O sistema de medição de uma empresa é como o painel de instrumentos de um
avião. Cada instrumento indica uma variável. O piloto utiliza uma série de medições para conduzir bem o avião, ele não utiliza apenas uma medição. • A medição serve para: controle, previsão, estimativa, tomada de decisão,
identificação de problemas, solução de problemas, avaliação de melhoramentos ( monitoramento da implantação da estratégia, "feedback" contínuo, parte do processo gerencial ).
• Não se pode medir aquilo que não se pode definir operacional e conceitualmente.
• A medição é o único mecanismo que nos permite saber se estamos removendo sistematicamente as causas comuns e especiais dos erros de nossos sistemas e processos, a uma velocidade razoável.
• A medição pode ser utilizada de maneira eficaz para impulsionar e motivar a melhoria da performance.
• A medição pode dizer-nos onde precisamos de melhoria, pode ajudar-nos a priorizar os alvos de nossas energias e recursos, pode motivar, pode dizer-nos quando nos tornamos melhores e é parte natural e inerente ao processo gerencial.
• Não se pode medir e definir aquilo que não se compreende.
• A medição proporciona uma base comum para a tomada de decisão. • Os indicadores são usados na função CHECK do PDCA.
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4. O que são Indicadores de Desempenho
Os indicadores de desempenho são medidas numéricas e objetivas da eficiência e da eficácia das entidades gestoras relativamente a aspectos específicos da atividade desenvolvida ou do comportamento dos sistemas.
• •
Cada indicador expressa o nível do desempenho efetivamente atingido, facilitando a comparação entre objetivos de gestão e resultados obtidos
Refere-se sempre a um tempo e a um espaço bem definidos É sempre uma razão entre duas grandezas
da mesma natureza (taxa, %)
de natureza diferente (ex.: solicitações / qtde de programadores) Reflete aspectos que dependem da ação (desempenho)
Uma ferramenta para beneficio próprio (comparação resultado por ano + motivação)
Características de um indicador
• Ser representativo; • Fácil de entender;
A facilidade para que qualquer um tire suas conclusões a partir de um indicador é fundamental para a sua utilidade.
• Testado no campo.
Um indicador não tem valor até que prove que realmente funciona. • Econômico;
Indicadores que dão trabalho para serem calculados não funcionam. • Disponível a tempo;
Dados atrasados não representam mais a situação atual. Devem estar disponíveis antes que a situação mude.
• Compatível:
Ser compatível com os métodos de coleta disponíveis. Permitem:
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melhor qualidade e resposta mais rápida dos gestores e técnicos;
um mecanismo eficaz para monitorização dos efeitos das decisões tomadas; um reforço da abordagem de gestão pró-ativa;
melhoramentos à produtividade e modernização dos procedimentos e rotinas tradicionais, à medida que os ID permitem evidenciar os pontos fortes e fracos existentes;
apoio a procedimentos de auditoria;
apoio às abordagens de Total Quality Management ou a análises de benchmarking.
Índices
Representam o padrão de medida ou unidade de medida dos indicadores, permitindo uniformidade, estabelecimento de metas e acompanhamento. Sempre que possível, usar valores relativos.
Satisfação de clientes n. de devolução/n. de clientes Produtividade toneladas/hora
Custo dólar/tonelada
5. ITIL
Information Technology Infrastructure Library, é um modelo de gestão de infra-estrutura que se aplica na área de tecnologia.
O conhecimento do ITIL está expresso num conjunto de livros que definem as melhores práticas de gestão de infra-estrutura de tecnologia da informação (TI). Oficialmente, o ITIL foi fundado no fim dos anos 80 pela Central Computing and Telecommunications Agency (CCTA) para o governo da Grã-Bretanha, na época da privatização das empresas de telecomunicações locais.
O ITIL, assim como BS 7799 ou CobiT, são metodologias que propõem transformar a área de TI ou da organização através de um planejamento, comprometimento e disciplina na execução ou implementação das mudanças face ao modelo metodológico escolhido.
Pode-se definir o ITIL como um conjunto estruturado de padrões e práticas para gerenciar os serviços de TI, bem como o desempenho da infra-estrutura que os envolvem. Porém, para implantar essa metodologia em uma empresa, tem de se adotar padrões para que o conjunto organizacional consiga visualizar o modelo a ser implantado.
O ITIL não trata da definição do "por que" ou "o que" de uma instituição. Isso já deve estar estabelecido, o ITIL preocupa-se com o "como", pois estabelece métodos para gerenciar os níveis de serviços por meio da padronização de processos e comunicação.
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É essencial que a organização tenha claro qual o seu cliente e qual o seu negócio. Alinhando-se o foco da empresa com a área de TI, a aplicação do ITIL melhora o planejamento dos processos, a ordem dos acontecimentos, os donos das obrigações, as interações, as inovações, os custos dos processos e os resultados esperados pelos serviços ou pela produção.
As concepções do ITIL estabelecem seis domínios de atuação para a área de tecnologia: os serviços de suporte, os serviços de delivery, o planejamento na implantação do gerenciamento de serviços, o gerenciamento de infra-estrutura, o gerenciamento de aplicações e as perspectivas do negócio.
Em comparação com as citadas acima pode-se concluir que o ITIL tem seu ponto forte aplicado em processos e serviços específicos de TI, o CobiT é forte em controles e métricas de TI, e a BS 7799, em segurança da informação. Em geral as organizações que implantam metodologias para as área de TI não trabalham só com um modelo e sim de modo misto.
O conhecimento de ITIL é de domínio público. Existe um fórum mundial sobre o assunto e seu conteúdo pode ser acessado no endereço: http://www.itsmf.com/. Outra opção é visitar o site http://www.itil.com/ no qual obterá as novidades sobre o ITIL.
Domínios do ITIL
Gerenciamento de Serviços - Entrega
Nível de Serviços
Gerenciamento de Capacidade
Gerenciamento Financeiro
Gerenciamento de Disponibilidade
Continuidade de Serviço
Gerenciamento de Serviços – Suporte
Help-Desk / Service-Desk
Gerenciamento de Incidentes
Gerenciamento de Problemas
Gestão de Mudanças
Gerenciamento de Versões
Gerenciamento de Infra-Estrutura
Planejamento e Design
Instalação
Operação
Suporte
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Primeiros Passos:
Criar cultura, através da auto-avaliação disponível em
http://www.itsmf.com/bestpractice/selfassessment.asp
Service Support
Service Delivery
Adquirir o Starter Kit (Service Support e Service Delivery) para
avaliação do framework e melhores práticas
Planejar a implementação
Iniciar a implementação
Ampliar a coleção das publicações do ITIL
Cases
Procter&Gamble
Adotou ITIL em 1997
Economizou US$ 500 milhões em 4 anos: 6 a 8% em corte de custos operacionais 15 a 20% em redução de staff de tecnologia Governo de Ontario, Canadá
Adotou ITIL para melhorar o serviço de 25.000 usuários em 1.000 locais Criou um service desk que melhorou a resposta e reduziu os custos com chamados em 40%
Estado de Kansas, USA
Usa os padrões do CobiT na sua estratégia de governo virtual para reduzir custos e manter o nível de serviço consistente
Dell Computer
Usa o CobiT como parte da sua politica corporativa Control
Self-Assesment (CSA), um conjunto de controles e verificações que ajudam a companhia a manter sua alta qualidade
Cases no Brasil ABN Amro
Iniciou ITIL em 2001 – datacenter e implantação de equipamentos do banco, incluindo agências
Deve estar concluído em 2005
Centralização do help-desk: aumento de chamados de 20.000 para 60.000 (aumentou o controle, não os chamados)
Tempo de atendimento reduzido em 20% Volume de reclamações reduzido em 80%
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6. COBIT
Um conjunto de diretrizes baseadas em auditoria para processos, praticas e controles de TI.
Control Objectives for Information and related Technology
Focado em governança, controle e auditoria de tecnologia da informação Criado e mantido pelo ISACA – Information Systems Audit and Control Association
O ISACA mantém o K-NET, um repositório de conhecimento para os associados e o IT Governance Institute para difusão dos conceitos Está na 3ª edição
Componentes do COBIT
Publicações (impressas ou online) Executive Summary * Framework *
Control Objectives * Audit Guidelines
Implementation Tool Set * Management Guidelines Certificação
CISA – Certified Informations Systems Auditor CISM – Certified Information Security Manager
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4 domínios
Planejamento e Organização Aquisição e Implementação Entrega e Suporte
Monitoramento
34 objetivos de controle de alto nível 318 objetivos de controle detalhados Indicadores do COBIT
5 níveis de maturidade (semelhante ao CMM) 0: Não-existente
1: Inicial / Ad-hoc
2: Repetível, mas intuitivo 3: Processo definido
4: Gerenciável e mensurável 5: Otimizado
Fatores Críticos de Sucesso Indicadores-Chave de Objetivos Indicadores-Chave de Desempenho
7. MOF- MSF - MSM
Information Technology Infrastructure Library, é um modelo de gestão de infra-estrutura que se aplica na área de tecnologia.
Frameworks criados pela Microsoft para gerenciamento interno e de parceiros, posteriormente estendido a clientes
MOF – Microsoft Operations Framework
Guia para planejamento, implementação, e manutenção de processos operacionais de TI para soluções de serviço de missão critica – baseado no ITIL
MSF – Microsoft Solutions Framework Guia para projetos de tecnologia MSM – Microsoft Solutions for Management
Melhores práticas para serviços de implementação e automação Outros Produtos
HP
HP ITSM – deriva do ITIL Suportado pelo OpenView
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ITM-PI – deriva do ITIL
Criado pela PriceWaterhouseCoopers Suportado pelo Tivoli
CA
Unicenter – aderente ao ITIL Pink Elephant – consultoria e certificação Cobit Management Advisor
Methodware – a empresa produz outros software para gerenciamento de risco
Visual Assurance
Kirclare Software - Suporte à auto-avaliação aderente a FDICIA, COSO, Sarbanes-Oxley
8. Normas de Segurança
Information Technology Infrastructure Library, é um modelo de gestão de infra-estrutura que se aplica na área de tecnologia.
BS 7799:2002 - Reino Unido
NBR ISO/IEC 17799:2000 - Brasil/Internacional
Definem um conjunto de boas práticas de gestão da segurança Servem de base às políticas de segurança
Seus controles permitem a auditoria de segurança de informações Conclusão
ITIL – forte em processos de TI, mas limitado em segurança e desenvolvimento de sistemas
CobiT - forte em controles de TI e métricas de TI, mas não diz como (fluxos de processos) e é fraco em segurança
ISO17799 – forte em controles de segurança, mas não diz como (fluxo de processos)
Melhorias Continua em TI Cada Peca no seu Lugar
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9. Processos de Software
CMMI - Capability Maturity Model Integration
Software Engineering Institute - Carnegie Mellon
University
Definem o nível de maturidade de uma organização
para o desenvolvimento de software
PSP - Personal Software Process (pessoal)
TSP - Team Software Process (equipe)
ISO/IEC 15504 - Framework para Avaliação de Processos
de Software para:
melhoria contínua
determinação da capacitação
CMMI
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