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Internet. Definição. Arquitectura cliente servidor

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Academic year: 2021

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Em 1995 a estimativa do número de computadores permanentemente ligados à Internet – designados por Hosts - era de 4.8 milhões. Em 1997 a estimativa subiu para 16.1 milhões. Estes números impressionantes permitem-nos considerar um mercado com cerca de 100 milhões de utilizadores! http://www.nw.com

Internet

Definição

A definição mais simples de Internet é que é a maior rede mundial de computadores. Do ponto de vista técnico, a Internet consiste numa rede composta por outras redes de computadores existentes em várias partes do mundo. A sua estrutura física global, no entanto, é invisível aos olhos dos utilizadores tal como desconhecemos a estrutura de comunicações (resultante da cooperação entre empresas telefónicas) que é estabelecida quando realizamos chamadas internacionais.

Arquitectura cliente – servidor

Um computador ligado em rede é também designado por servidor desde que ele seja um provedor de serviços ou informações. Os servidores da Internet são classificados pelo tipo de informação que disponibilizam. Um servidor

de e-mail, por exemplo, providencia o acesso ao correio electrónico. Um servidor de WWW -

World Wide Web – dá acesso a documentos de hipermédia – a conjunção de hipertexto1 com multimédia. Para que uma aplicação, residente em qualquer outro computador, possa solicitar a informação disponível num servidor é necessário que utilize a mesma linguagem de comunicação ou seja que utilize o mesmo protocolo. Aos programas que acedem à informação dá-se o nome de clientes. Quando um programa de navegação (também designado por Browser) acede a uma página WWW ele utiliza o protocolo HTTP – Hyper Text Transfer

Protocol. Se por outro lado estivermos a transferir um ficheiro então provavelmente o

protocolo utilizado será o FTP – File Transfer Protocol. Endereços URL

Quando escrevemos uma carta necessitamos conhecer o endereço do destinatário. Também na Internet é necessário conhecer o endereço do documento ou servidor em que estamos interessados. A este endereço dá-se o nome de URL – Uniform Resource Locator e consiste no seguinte:

• O tipo de servidor ou protocolo

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• O nome/endereço do servidor na Internet. Este por sua vez é composto por diversos componentes denominados por domínio.

• A localização do ficheiro no servidor. Se este último elemento não estiver presente então subentende-se o acesso ao documento introdutório. No caso de documentos de hipertexto este documento introdutório é designado por Home Page.

Vejamos um exemplo:

Protocolo Servidor

http://www.yahoo.com

A palavra que antecede os caracteres :// identifica o servidor/protocolo, neste caso o protocolo de HTTP. O nome seguinte, neste caso www.yahoo.com é o endereço do servidor. Este endereço é composto por vários componentes designados por domínio. O último destes elementos, também designado por domínio de topo, indica o tipo de organização ou país envolvido tal como ilustrado na tabela abaixo. Por vezes, um terceiro elemento identifica a localização de um ficheiro no servidor. Por exemplo,

http://www.yahoo.com/reference/dictionaires/english.htm

permite aceder ao ficheiro “english.htm” localizado numa determinada hierarquia de directórios.

Sufixo Significado

.com Organização comercial .org Organização sem fins lucrativos .gov Organização governamental .edu Organização escolar

.pt De Portugal .uk Do Reino Unido

.fr Da França

.de Da Alemanha

Serviços

Dada então esta enorme infra-estrutura de computadores o que podem as pessoas fazer com ela? Existe uma grande variedade de actividades que podem ser suportadas pela Internet. As pessoas podem trocar mensagens entre si (E-mail ou correio electrónico), conversar em tempo real, ainda que tendo de escrever no teclado (IRC – Internet Relay Chat), participar em grupos de discussão (Newsgroups), transferir ficheiros de um computador para outro (FTP – File

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publicar documentos de hipermédia (Web browsing, searching, publishing). A este conjunto de actividades dá-se o nome de serviços da Internet e são, em geral, disponibilizados por entidades designadas por provedores de serviço ou ISP – Internet Service Provider. Em Portugal existem, entre outros, a Telepac, a IP e a Esotérica.

História2

Nos anos 60, a RAND Corporation e instituições de educação como o MIT - Massachusetts

Institute of Technology e a UCLA - Universidade da Califórnia, Los Angeles, idealizaram um

novo protocolo de rede, com o objectivo de garantir uma comunicação de alta velocidade entre computadores em rede, mesmo se alguns dos troços da rede de comunicação entre esses computadores falhasse. O Departamento da Defesa dos Estados Unidos (DOD) financiou esta pesquisa pois pretendia utilizar essa tecnologia para manter as suas comunicações de defesa operacionais, mesmo em caso de ataque nuclear. Em 1969, a Advanced Research Agency deu origem à primeira rede baseada nesta tecnologia, a ARPANET - Advanced Research Agency

Network, a qual ligou inicialmente quatro computadores, localizados no território dos Estados

Unidos.

Durante os anos 70, a ARPANET conheceu uma expansão significativa quando instituições de pesquisa e educação começaram a ligar as suas redes locais à ARPANET dando origem a uma comunidade de redes de dimensão mundial.

No final dos anos 70, o Transmission Control Protocol/lnternet Protocol (TCP/IP), tornou-se o protocolo oficial, para comunicar através da Internet uma vez que

• permitia a comunicação entre computadores com sistemas operativos diferentes, e • possuía várias opções de encaminhamento3

.

A família de sistemas operativos UNIX, tornou-se também popular nesses anos, fornecendo os primeiros servidores e clientes de grande divulgação destinados à Internet. A popularidade do Unix afectou muitas das potencialidades e dos comandos hoje disponíveis para o trabalho com a Internet, pré-configurando muitas das ferramentas por nós hoje utilizadas.

Durante os anos 80, o Governo Norte Americano prevendo os ganhos que poderiam resultar do desenvolvimento de uma rede mundial de computadores, financiou o aparecimento de uma rede de alta velocidade chamada NSFNET para substituir a ARPANET. Este foi também o

2 Adaptado de um texto de Gustavo Cardoso.

3 Quando a informação é enviada de um computador para outro através da Internet, os dados são agrupados em pacotes. Com o TCP/IP esses pacotes podem ser transmitidos através de redes completamente diferentes para chegar ao mesmo destino.

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momento em que se deu a separação entre a componente militar e civil da Internet, dando origem à MILNET.

É neste contexto que um número significativo de companhias privadas e organizações não governamentais começam a ligar as suas redes à rede NSF, contribuindo para uma maior diversidade dos utilizadores da Internet. Em termos europeus a Internet começa o seu desenvolvimento através do primeiro fornecedor europeu de serviços Internet4 para fins comerciais em 1980. Já na década de 90 o Governo Norte Americano começou uma política de redução de investimento na infra-estrutura da Internet ficando essa responsabilidade cada vez mais do lado do sector privado da economia. As companhias privadas começaram assim a suportar maioritariamente a expansão física das redes de backbone e o crescimento do tráfego na Internet a partir de 1995.

4 Em inglês, ISP – Internet Service Provider

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Procura de Informação

Motores de pesquisa

A Internet não possui uma organização central. Milhões de pessoas, todos os dias, contribuem para o seu conteúdo. As pessoas e organizações por detrás da Internet estão em mudança constante. Esta dinâmica obrigou ao desenvolvimento de ferramentas capazes de ajudar as pessoas a procurar a informação de que necessitavam. Cada uma destas ferramentas, designadas por motores de pesquisa, colecciona uma base de dados de informação sobre os documentos publicados na Internet. Posteriormente, permite que as pessoas escolham um conjunto de palavras chave e retorna as referências (sobre a forma de hiperligações) aos documentos que as contenham. Em geral, este resultado vem ordenado de modo que os primeiros documentos a serem listados são os que, do ponto de vista do motor de pesquisa, mais coincidem com as palavras chave escolhidas. Se as palavras chave forem escolhidas de forma apropriada então a listagem deverá indicar os documentos relevantes com relação ao tópico escolhido.

Sintaxe

Já referimos que uma pesquisa obriga à escolha de uma ou mais palavras chave. Estas são, em geral, introduzidas numa caixa de texto existente na página de acesso do motor de pesquisa. A consulta do Help de cada motor de pesquisa permite-nos conhecer melhor as características e potencialidades desse motor. Nesta secção, no entanto, referimos alguns elementos de sintaxe que são comuns aos vários motores de pesquisa.

O elemento mais simples de uma consulta consiste numa palavra. Em geral, não é significativo se utilizamos maiúsculas ou minúsculas. Se, no entanto, quisermos especificar um formato particular então devemos inserir a palavra entre aspas. O mesmo deve ser aplicado para frases. A pesquisa resultante da utilização da palavra rede poderá devolver referências para documentos contendo assuntos relacionados com rede de computadores ou rede de pesca. A mesma pesquisa resultante da utilização do termo “rede pesca” evitará a situação referida.

A utilização do asterisco numa palavra permite substituir qualquer número de caracteres na posição onde aquele se encontra. Por exemplo, a utilização do termo port* devolverá referências a documentos com palavras começadas por port tais como Portugal, porto, portucalense, mas também portagem ou portaria.

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Para evitar determinadas palavras podemos colocar um sinal – antes da palavra ou frase em questão. Por exemplo, a utilização de +Mário –Soares permite-nos evitar referências ao nosso ex-presidente.

A maioria dos motores de pesquisa permite ainda outras opções para operações mais complexas. Por exemplo, é comum a utilização dos termos da lógica AND, OR e NOT. Assim Madeira OR Açores permite-nos obter informações sobre ambos os arquipélagos. Podemos também utilizar parênteses para agrupar elementos. A utilização do termo NOT (Madeira OR Açores) teria agora o efeito contrário.

Para designarmos palavras próximas entre si (até 10 palavras de distância) podemos utilizar o termo NEAR. Assim, Franklin NEAR Roosevelt permite-nos obter documentos com o nome Franklin Delano Roosevelt.

A utilização de meta palavras é mais um passo na especificação de consultas com critérios particulares. Por exemplo, se quisermos procurar documentos cujo título seja Moda então devemos usar title:Moda. Se quisermos procurar documentos com imagens da torre Eiffel então podemos experimentar image:eiffel.gif ou image:eiffel.jpg. Para limitar a pesquisa a organizações de educação como Universidades podemos usar domain:edu. Note que não é necessária a utilização do ponto (.) antes do nome de domínio. A tabela seguinte ilustra a utilização de algumas destas meta palavras no formato:

Meta palavra:texto

Meta palavra Utilização

anchor Ligações de hipertexto contendo o texto especificado

applet Nome de uma classe applet Java com a etiqueta HTML <applet> domain Domínio de topo tal como .com, .edu, etc.

host O nome do host no endereço URL

image Nomes com a etiqueta HTML <image> contendo o texto especificado link Pelo menos uma ligação em que o URL contém o texto especificado object Nome de um objecto ActiveX, i.e. com a etiqueta HTML <object>

text O texto do documento contém o texto especificado title O título do documento contém o texto especificado

url Qualquer documento cujo URL contenha o texto especificado from Referente aos cabeçalhos dos artigos

newsgroups Referente a qualquer artigo submetido a newsgroups cujo nome … subject Referente ao campo subject dos artigos

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Directórios

Uma outra forma de pesquisa consiste na utilização de directórios. Estes estão organizados por tópicos tais como Notícias, Desporto, Entretenimento, Computadores, Saúde, etc. Cada um destes tópicos funciona como uma porta de entrada para outros recursos que lhe estão relacionados. Por exemplo, ao escolher o tópico desporto, podemos encontrar ligações para outros tópicos como Futebol, Natação, etc. Se escolhermos Futebol podemos encontrar ligações para 1ª Divisão, 2ª Divisão etc. A escolha sucessiva de ligações permite-nos estreitar o âmbito da pesquisa.

Os directórios tendem, no entanto, a conter bases de dados mais limitadas do que os motores de pesquisa. Isto pode ser ou não uma desvantagem. Se pretendermos pesquisar um assunto em geral ou pesquisar tomando em conta critérios muito particulares então um motor de pesquisa é mais apropriado. Por sua vez a utilização de um directório evitará com certeza o aparecimento de centenas ou milhares de páginas confusas.

Referências

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