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UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ Mychelle Soares de Sá EFEITOS AUDITIVOS EM INDIVÍDUOS EXPOSTOS A AÇÃO COMBINADA DO RUÍDO E HIDROCARBONETOS

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UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ

Mychelle Soares de Sá

EFEITOS AUDITIVOS EM INDIVÍDUOS EXPOSTOS A AÇÃO

COMBINADA DO RUÍDO E HIDROCARBONETOS

CURITIBA 2010

(2)

EFEITOS AUDITIVOS EM INDIVÍDUOS EXPOSTOS A AÇÃO

COMBINADA DO RUÍDO E HIDROCARBONETOS

CURITIBA 2010

(3)

UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ

Mychelle Soares de Sá

EFEITOS AUDITIVOS EM INDIVÍDUOS EXPOSTOS A AÇÃO

COMBINADA DO RUÍDO E HIDROCARBONETOS

Monografia apresentada no curso de Especialização em Audiologia: enfoque ocupacional da Faculdade de Ciências Biológicas e da Saúde da Universidade Tuiuti do Paraná, como requisito parcial para a obtenção do titulo de especialista sob a orientação da professora Drª Cláudia Giglio de O. Gonçalves.

CURITIBA 2010

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TERMO DE APROVAÇÃO

Mychelle Soares de Sá

EFEITOS AUDITIVOS EM INVÍDUOS EXPOSTOS A AÇÃO

COMBINADA DO RUÍDO E HIDROCARBONETOS

Esta monografia foi julgada e aprovada para a obtenção parcial do titulo de especialista em Audiologia Clínica no Programa de Especialização em Audiologia Clínica – Enfoque Ocupacional da Universidade Tuiuti do Paraná.

Curitiba, 30 de novembro de 2010.

________________________________________

Especialização em Audiologia Clínica – Enfoque Ocupacional Universidade Tuiuti do Paraná

(5)

RESUMO

O objetivo deste estudo é analisar os efeitos auditivos da ação combinada

do ruído juntamente com o composto químico dos hidrocarbonetos derivados do

petróleo em 63 funcionários de ambos os sexos de uma refinaria no município de

Araucária/PR.

Foram observados os resultados dos exames auditivos destes funcionários

através da audiometria tonal limiar e do exame de emissões otoacústicas evocadas

por produto de distorção com o intuito de analisar os possíveis efeitos causados pela

exposição ao ruído e hidrocarbonetos no sistema auditivo, relacionar o tempo de

função com os danos auditivos e verificar a potencialidade da exposição simultânea

ao ruído e hidrocarboneto.

Através dos resultados obtidos neste estudo, fica evidente que a exposição

ao químico, quando combinado com níveis elevados de pressão sonora, agridem de

forma irreversível o órgão auditivo. O que foi demostrado nos resultados

principalmente quando estes funcionários estão expostos a estes agentes deletérios

(6)

1. INTRODUÇÃO

A ampliação do crescente desenvolvimento dos setores indústrias nos mais

variados ramos, ao longo dos anos geram opiniões controversas e até mesmo

polêmicas principalmente quando estas referem-se ao âmbito petroquímico. A

indústria petroquímica é, internacionalmente, uma atividade caracterizada por grandes

empresas e grandes unidades produtivas (PEREIRA, 2007).

Sabemos que nos dias atuais, embora com avanços tecnológicos

implementados na indústria, muitas vezes esta não é capaz de evitar ou até mesmo

prevenir determinadas afecções que possam comprometer a saúde auditiva dos

indivíduos expostos aos fatores de risco. Como consequência da industrialização, o

ruído, tanto no trabalho quanto no lazer, vem transformando o perfil auditivo dos

trabalhadores que quase sempre apresentam em seus audiograma uma característica

comum: um entalhe nas freqüências agudas, mesmo fazendo uso de equipamento de

proteção individual (BISTAFA, 2006).

Para NUDELMANN (2001), ruído é um tipo de som que provoca efeitos

nocivos no ser humano, sendo uma sensação auditiva desagradável que interfere na

percepção do som desejado. A perda induzida pelo ruído (PAIR) é uma patologia

cumulativa e insidiosa, que cresce ao longo dos anos de exposição ao ruído

associado ao ambiente de trabalho.

Refere ainda que a perda auditiva induzida pelo ruído (PAIR) tem como

característica clínica seu inicio insidioso. Aos poucos, os indivíduos começam a

perceber que apresentam dificuldades auditivas em ambientes ruidosos, o volume da

televisão precisa ser aumentado, dificuldade em falar ao telefone e no relacionamento

familiar. Frequentemente, a primeira queixa desses indivíduos é o zumbido, que pode

(7)

a progressão da perda auditiva, aumentando a ansiedade e o isolamento. Tais

dificuldades decorrentes da PAIR afastam o indivíduo do convívio social e diminuem

sua qualidade de vida.

Segundo MORATA e ZUCKI (2005), estressores ambientais encontrados nos

locais de trabalho são caracterizados por agentes físicos (ruído, calor, vibrações,

pressões, radiações) e agentes químicos (fumo, poeira, gases, vapores). O ruído

ocupacional quando combinado a agentes otoagressores potencializa os danos a

cóclea, mais precisamente as células ciliadas externas.

Os estudos de FERNANDES e SOUZA (2006) mostram que, nos ambientes

de trabalho existem inúmeros agentes físicos e químicos, que quando combinados

com estressores sociais e organizacionais, tornam-se riscos à saúde e comprometem

o bem-estar dos expostos. Mesmo em empresas onde o ruído é o principal agente de

risco de perda auditiva podem ocorrer outros que, por sua ação independente ou,

principalmente, pela interação com altos níveis de pressão sonora, acarretam

alterações dos limares auditivos tonais como, por exemplo, os solventes. A pesquisa

demonstra a importância da maior existência de riscos quando a exposição é

combinada.

As autoras referem ainda que além dos solventes, o chumbo, o mercúrio, o

dissulfeto de carbono, o tolueno, o estireno, o tricloroestireno, o xileno e misturas de

solventes orgânicos também podem ocasionar um distúrbio auditivo que se

caracteriza tanto por alterações periféricas como centrais. Os efeitos desses agentes

ototóxicos sobre o sistema auditivo podem variar de lesões das células ciliadas

externas a lesões do VII par craniano, alterações no sistema vestibular e nos sistemas

(8)

nos ambientes de trabalho pode afetar a audição e o equilíbrio no tronco cerebral e

vias auditivas centrais.

Levando em consideração a magnitude deste assunto, atualmente há uma

maior atenção voltada para prevenção de trabalhadores expostos a ruído e outros

agentes de risco ambientais que levam a perda da audição.

Ao discursar sobre saúde ocupacional é bastante comum deparar-se com uma

infinidade de fatores que compõe o ambiente de trabalho. Sejam eles químicos,

biológicos, físicos ou organizacionais estes elementos fazem parte do cotidiano de

muitos trabalhadores e interagem entre si podendo aumentar ou não a morbidade de

certas doenças. Devido a esta realidade, hoje existem diversos estudos que

investigam a ação combinada de vários agentes de risco ambientais.

Em detrimento dos fatores levantados acima, nesta referente pesquisa darei

ênfase aos efeitos auditivos no setor industrial petroquímico. Darei destaque aos

efeitos auditivos encontrados nos funcionários da refinaria de Araucária - REPAR,

devido a exposição simultaneamente ao ruído e aos hidrocarbonetos aromáticos e

poliaromáticos.

Para FELTRE (2005), entende-se como hidrocarbonetos compostos químicos

constituídos apenas por átomos de carbono (C) e hidrogênios (H), aos quais podem

se aderir aos átomos de oxigênio (O), azoto ou nitrogênio (N) e enxofre (S) dando

origem a diferentes compostos de outros grupos funcionais, é ainda, uma substancia

fóssil que se encontra em jazigos subterrâneos. Este termo refere-se basicamente ao

petróleo em todas as suas manifestações, inclusive o petróleo cru, óleo combustível,

os lodos, resíduos petrolíferos e os produtos de refinamento.

Hidrocarbonetos aromáticos de baixo ponto de ebulição incluem produtos como

(9)

hidrocarbonetos poliaromáticos específicos, constituem um importante volume da

produção de petróleo nas refinarias, compondo derivados de importância econômica e

social como a gasolina (TIBURTIUS et al, 2004).

Alguns estudos sugerem que exposição simultânea a ruído e produtos químicos

produz perda auditiva, que seria maior do que aquela produzida pela soma de cada

um agindo isoladamente, ou seja, haveria um sinergismo na exposição combinada

entre ruído e produtos químico. Isto pode representar que, no caso de exposição

combinada, e mesmo quando há exposição ocupacional dentro dos limites

estipulados em norma a cada um dos agentes, pode haver risco aumentado de perda

auditiva. Este sinergismo, após estudos adicionais, mostra que são necessárias

alterações no sentido de modificar os limites que hoje determinam a prevenção da

perda auditiva (MORATA et al., 2002 PRASHER et al., 2002).

Para as autoras MOARATA e ZUCKI (2010), a perda auditiva de origem

ocupacional (PAO) é um comprometimento passível de prevenção, porém, quando

instalada, pode acarretar ao trabalhador alterações importantes que interferem em

sua qualidade de vida. A incapacidade auditiva com relação à percepção da fala em

ambientes ruidosos pode desencadear ansiedade, isolamento e afetar a autoimagem.

Esses efeitos, podem comprometer as relações do indivíduo na família, no trabalho e

na sociedade, prejudicando o desemprenho das atividades cotidianas (Comitê

Nacional de Ruído e Conservação Auditiva, 1994).

Ainda segundo as autoras, sob o ponto de vista ocupacional, a audiometria é o

único instrumento utilizado na vigilância epidemiológica de perdas auditivas em

trabalhadores expostos ao ruído, porém as emissões otoacústicas e a audiometria de

altas frequências são procedimentos alternativos quem vêm sendo utilizados no

(10)

indícios de danos auditivos em indivíduos com limiares ainda dentro dos padrões de

normalidade e sem queixas, propiciando, dessa forma, uma atuação que visa à

(11)

2. JUSTIFICATIVA

É fato que os danos auditivos da ação combinada ao ruído e produtos

químicos são extremamente deletérios e irreversíveis ao sistema auditivo. Logo, esta

pesquisa visa elucidar a importância da identificação desses danos no ambiente de

trabalho, visto que estudos sobre os efeitos da exposição ocupacional combinada,

apesar de complexos, constituem um dos mais importantes desafios na área de

saúde ocupacional, tornando-se assim um importante elo de ligação entre a

fonoaudiologia e saúde ocupacional.

Os achados de ototoxidade decorrente da exposição a produtos químicos

trazem implicações à prevenção e apontam a necessidade de ampliar a discussão

sobre a avaliação do risco auditivo e dos limiares para a exposição simultânea a

determinados agentes.

Para avaliar a extensão do problema e dirigir medidas para o estudo e

prevenção dos efeitos de exposição combinados sobre a audição, é necessária a

identificação dos setores industriais em que este risco pode existir e como ele se

caracteriza em cada setor.

Considerando a importância de uma melhor compreensão dos efeitos auditivos

da exposição a riscos combinados, o objetivo deste presente estudo é analisar o perfil

audiológico de trabalhadores expostos a ruído e hidrocarbonetos derivados do

(12)

3. OBJETIVOS

3.1. GERAL

Analisar os efeitos auditivos da ação combinada do ruído juntamente com o

composto químico dos hidrocarbonetos em trabalhadores.

3.2. ESPECÍFICOS

- Analisar os possíveis efeitos causados pela exposição ao ruído e

hidrocarbonetos no sistema auditivo.

- Relacionar o tempo de função com os danos auditivos.

- Verificar a potencialidade da exposição simultânea ao ruído e

hidrocarboneto.

(13)

4. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

4.1 RUÍDO

Segundo TOUMA (1994), o ruído é um fenômeno que não pode ser evitado,

especialmente em países industrializados. Estudos mostram que um ruído abaixo de

85 dBA não é prejudicial para a audição, mas que acima deste nível podem causar

mudanças no sistema auditivo. Quanto mais forte o ruído e mais longa a exposição a

ele, maior o dano às células ciliadas externas. O ruído excessivo podem causar

mudanças vasculares e metabólicas, causando, assim, deterioração progressiva das

células ciliadas externas. Inicialmente, ocorre uma alteração temporária do limiar,

seguida por alguma recuperação que, na maioria das vezes não é completa.

O ruído atualmente encontra-se como um dos agentes mais noviços à saúde

do trabalhador, constituindo a principal causa das perdas auditivas ocupacionais.

RUSSO (1993), define ruído como:

Sinal acústico aperiódico, originado da super posição de vários movimentos de vibração com diferentes freqüências, os quais não apresentam relação entre si. Este agente afeta o bem estar físico e mental das pessoas, está presente no dia a dia e quase sempre no ambiente de trabalho (p. 44).

Já para SELIGMAN (2001), o ruído quando em alta intensidade e

elevada exposição, pode lesar consideravelmente as vias auditivas, desde a

membrana timpânica até o sistema nervoso central (SNC). Entretanto, é no órgão de

Corti que ocorre as principias alterações responsáveis pela Perda Auditiva Induzida

por Ruído (PAIR). Estas lesões ocorrem primeiramente na espira basal da cóclea, nas

áreas das freqüências de 3 a 6 KHz independente do espectro do ruído.

SCHOCHAT, DIAS & MOREIRA (1998), descrevem o ruído como um som

(14)

informações que tenham um valor comunicativo, sendo capaz de afetar o bem estar

físico e psicológico das pessoas, consequentemente, prejudicando sua socialização.

Conforme KWITKO (2001), ruído é um som indesejável. Mas, mais do que

indesejável, ele constitui um real e presente perigo à saúde das pessoas. Dia e noite,

no trabalho, nos lares e nas diversões, o ruído pode produzir um serio estresse físico

e psicológico (p.98).

Geralmente, as consequências do ruído ocupacional muito intenso, decorre para

uma tríade de fatores: a susceptibilidade individual, a intensidade do som e o tempo

de exposição (BORJA et al, 2002).

A exposição aos elevados níveis de pressão sonora é capaz de ocasionar

efeitos maléficos ao organismo, sejam eles auditivos ou não. Além de alterações

auditivas, a exposição ao ruído pode ocasionar nervosismo, irritabilidade, estresse,

dores de cabeça e má digestão, entre outras reações orgânicas e psíquicas, além da

intolerância a sons intensos, sendo clara, nesse sentido, a relevância da adoção de

medidas preventivas e de conscientização da população sobre esse problema

(MORATA et al, 2005).

4.2 EFEITOS DO RUÍDO NO SISTEMA AUDITIVO

De acordo com KATZ 1989, o estímulo sonoro intenso e prolongado dos

ambientes profissionais afeta o suprimento sanguíneo da estria vascular e, em

consequência, reduz o suprimento de oxigênio para o órgão de Corti. A cóclea, sendo

muito sensível à deficiência de oxigênio, acarreta, assim, alterações capilares,

traduzidas por empilhamento de hemácias, edema do endotélio e reações

(15)

do fluxo sanguíneo e consequente aumento da viscosidade sanguínea, com evidente

prejuízo às células ciliadas de forma irreversível.

Inicialmente, os portadores de PAIR não costumam queixar-se de perda auditiva.

Mais frequentemente, eles se queixam de dificuldades para entender a fala, em

ambientes ruidosos. À medida que esta lesão auditiva avança em direção às

freqüências mais baixas, o paciente sente dificuldade na discriminação auditiva de

palavras, resultando em um isolamento do indivíduo. Este passa a apresentar

dificuldades nas interações familiares, no trabalho e no lazer (SELIGMAN, 1997).

O ruído causa um processo degenerativo que tem início nas células ciliadas

externas e mais tarde nas células ciliadas internas e as células de suporte. As lesões

nas células ciliadas são descritas como o desalinhamento, fusão ou desaparecimento

dos cílios, a formação de cílios gigantes, mais longos e espessos, e a deformação das

placas cuticulares. Uma lesão que envolva somente células ciliadas externas será

muito menos evidente, uma vez que só no caso de extensiva lesão das células

ciliadas internas virá ocorrer uma substancial degeneração de fibras nervosas. Isso

ocorre porque 95% dos neurônios do VIII nervo craniano (16, 29, 22) se comunicam

com as células ciliadas internas. É muito provável que quando as células ciliadas

externas são atingidas, o feedback que elas realizam no órgão de Corti, no que se

refere ao funcionamento da transmissão do som, estará afetado. A mudança dessa

performance pode aumentar a suscetibilidade das células ciliadas externas e das

estruturas que a cercam, a lesão por hiperestimulação. (SANTOS, 1999).

CRUZ e COSTA (1989) referem que a lesão induzida pelo ruído divide-se em

duas fases: inicialmente ocorre um aumento da atividade metabólica das células

ciliadas sensoriais que acarreta uma exaustão enzimática provocando uma

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disfunção metabólica do que as células ciliadas internas e sua disfunção nesta fase

proporciona uma elevação reversível do limiar auditivo tonal, chamada de alteração

temporária do limiar (TTS – Temporary Threshold Shift). Em seguida, com a

manutenção da exposição ao ruído e consequente distúrbio metabólico prolongado,

ocorrerá morte celular com perda auditiva definitiva (PTS – Permannet Threshold

Shift). Um fato relevante na identificação do problema é que a audiometria tonal pode não se mostrar eficaz na detecção das lesões histopatológicas inicias.

LASMAR (1997) relata que a manifestação do distúrbio auditivo pela exposição

ao ruído, inicialmente, provoca fadiga auditiva, produzindo uma perda auditiva

temporária, dando a sensação de audição abafada. Em seguida, permanecendo a

exposição ao ruído, ocorre perda permanente do limiar (PTS – Permanent Threshold

Shift) ou NIPTS – Noise Induced Permanet Threshold Shift), podendo ser agravada pela perda temporária do limiar (TTS). O tempo de exposição e o nível de ruído

ambiental estão intimamente relacionados a perda auditiva. Quanto maior a

intensidade do ruído e o tempo de exposição, maior será a probabilidade de lesão

auditiva. O perfil audiométrico nem sempre tem as mesmas características, as

publicações de maneira geral citam um entalhe nas frequências agudas e há autores

que falam na predileção do ouvido esquerdo para início dessa lesão.

4.3 PERDA AUDITIVA INDUZIDA POR RUÍDO – PAIR

A perda auditiva induzida por ruído é uma condição específica com sintomas

estabelecidos e objetivos encontrados. O Bureau Americano de Estatísticas do

Trabalho identificou a PAIR como uma condição principal relacionada ao trabalho

(Bureau of Labor Statistics, 2002).

(17)

Níveis de pressão sonora elevados como as alterações dos limiares auditivos, do tipo sensorioneural, decorrente da exposição ocupacional sistemática a níveis de pressão sonora elevados. Tem como características principais a irreversibilidade e a progressão gradual com o tempo de exposição ao risco. A sua história natural mostra, inicialmente, o acometimento dos limiares auditivos em uma ou mais frequências da faixa de 3.000 a 6.000 Hz. As frequências mais altas e mais baixas poderão levar mais tempo para serem afetadas. Uma vez cessada a exposição, não haverá progressão da redução auditiva (Brasil, 1998).

Segundo NULDELMAN (2001), a PAIR é uma patologia de caráter insidioso,

cujos sinais e alertas são graduais, que vai progredindo no decorrer dos anos de

exposição, e é em geral associada ao ambiente de trabalho. Ao longo de semanas,

meses ou poucos anos de exposição, começa a ser detectado através da

audiometria, na frequência de 4000 Hz, uma perda auditiva. A faixa de frequência

abrange de 3 a 6 kHz. A PAIR é neurossensorial devido às lesões causadas às

células ciliadas. Bilateral, não necessariamente simétrica. Uma vez instalada é

irreversível.

A incidência e o grau da PAIR podem variar entre grupos expostos a níveis

correspondentes de ruído. A causa dessa variabilidade não é totalmente

compreendida, mas acredita-se que possa ser multifatorial. Alguns desses fatores

são: idade, sexo, raça e estado geral de saúde, tais como pressão sanguínea e uso

(18)

4.4 HIDROCARBONETOS DERIVADOS DO PETRÓLEO

Para FELTRE (2005), entende-se como hidrocarbonetos compostos

químicos constituídos apenas por átomos de carbono (C) e hidrogênios (H), aos quais

podem se aderir aos átomos de oxigênio (O), azoto ou nitrogênio (N) e enxofre (S)

dando origem a diferentes compostos de outros grupos funcionais, é ainda, uma

substancia fóssil que se encontra em jazigos subterrâneos. Este termo refere-se

basicamente ao petróleo em todas as suas manifestações, inclusive o petróleo cru,

óleo combustível, os lodos, resíduos petrolíferos e os produtos de refinamento.

Os hidrocarbonetos constituem a maior parte do petróleo, sendo que o efeito

destes sobre a fauna e a flora depende em grande parte da sua composição química,

que é muito variável. Hidrocarbonetos saturados de elevados e baixos pontos de

ebulição e hidrocarbonetos aromáticos estão presentes nos diversos tipos de óleo cru

com características químicas, biológicas e toxicológicas bastante semelhantes

(McNAUGHTON et al., 1984).

Hidrocarbonetos aromáticos de baixo ponto de ebulição incluem produtos como

o benzeno, o tolueno e o xileno, muito tóxicos para os seres vivos. Estes

hidrocarbonetos poliaromáticos específicos, constituem um importante volume da

produção de petróleo nas refinarias, compondo derivados de importância econômica e

social como a gasolina (TIBURTIUS et AL., 2004).

Os tipos de hidrocarbonetos derivados do petróleo são inúmeros, porem será

enfatizado somente aqueles que são de maior interesse a este estudo, que são os

encontrados através da extração de uma rocha sedimentar chamada xisto que

contém querogênio, e quando pirolisada em alta temperatura liberam óleo e gás.

- Óleos Combustíveis: O óleo combustível derivado de petróleo, também

(19)

remanescente da destilação das frações do petróleo, designadas de modo geral como

frações pesadas, obtidas em vários processos de refino. A composição bastante

complexa dos óleos combustíveis depende não só do petróleo que os originou, como

também do tipo de processo e misturas que sofreram nas refinarias, de modo que

pode-se atender as várias exigências do mercado consumidor numa ampla faixa de

viscosidade. São largamente utilizados na indústria moderna para aquecimento de

fornos e caldeiras, ou em motores de combustão interna para geração de calor (diesel

e querosene).

- Gás Liquefeito ou GLP: também chamado de gás liquefeito de petróleo (GLP),

é uma mistura de gases de hidrocarbonetos utilizado como combustível em

aplicações de aquecimento (como em fogões) e veículos. O GPL é a mistura de

gases condensáveis presentes no gás natural ou dissolvidos no petróleo. Os

componentes do GPL, embora à temperatura e pressão ambientais sejam gases, são

fáceis de condensar. Na prática, pode-se dizer que o GPL é uma mistura dos gases

propano e butano.

- Nafta: A nafta petroquímica é um líquido incolor, com faixa de destilação

próxima à da gasolina. Este derivado é utilizado como matéria-prima pelas

petroquímicas existentes o Brasil e que o processam obtendo como produtos

principais, eteno, propeno, butadieno e correntes aromáticas.

- Xileno: É um líquido incolor, derivado do petróleo ou da destilação do carvão.

É utilizado para tintas e borrachas e na produção de corantes, medicamentos e

agrotóxicos. É também um componente combustível da gasolina.

- Tolueno: É um hidrocarboneto aromático, líquido e incolor, com odor

característico, derivado do alcatrão da hulha e do petróleo, utilizado como solvente

(20)

como solvente industrial para borrachas e óleos e ainda na produção de outros

químicos. É largamente utilizado na indústria gráfica. É um dos componentes da cola

de sapateiro e da gasolina. Esta última corresponde a principal fonte de emissão

atmosférica e exposição da população em geral.

4.5 AÇÃO COMBINADA RUÍDO X PRODUTOS QUÍMICOS

Considera-se como agente tóxico todo e qualquer agente químico que,

induzido no organismo e absorvido, provoca efeitos nocivos ao sistema biológico

(intoxicação).

A intoxicação é um conjunto de sinais e sintomas que revelam o desequilíbrio

produzido pela interação do agente tóxico com o organismo, pode ser aguda,

sub-aguda, ou crônica, de acordo com a velocidade de ocorrência das seguintes fases.

No século XIX foi publicado que certas drogas como o quinino e o ácido salicílico

poderiam produzir mudança temporária no limiar auditivo, bem como tonteiras e

zumbidos (JOHNSON, 1993). Somente nos anos 40 (século XX), a ototoxicidade foi

reconhecida como um verdadeiro problema, quando se verificou lesão permanente do

órgão vestibular e coclear em vários pacientes tratados com estreptomicina, na

época, tida como a descoberta da cura da tuberculose (MARLOWE, 1978; MORATA

et al. 1995).

Agente ototóxico é definido como substância, químico ou droga que causa dano

funcional ou lesão celular na orelha interna, especialmente em nível da cóclea e/ou

canais semicirculares e VIII par craniano. Portanto, envolve um grupo muito mais

abrangente do que somente afecções iatrogênicas. Já os agentes neurotóxicos

alteram a função vestibular e/ou auditiva agindo primariamente nas vias auditivas

(21)

Para MORATA e cols (2010), uma vez que a exposição ao ruído é frequente na

maior parte dos setores ocupacionais, as desordens auditivas observadas entre os

trabalhadores são comumente atribuídas somente à exposição ao ruído, sem

considerar a possibilidade de efeitos de outros agentes. É evidente que isso não é

correto, porque os agentes químicos também podem estar implicados na perda

auditiva ligada às condições de trabalho.

Com relação ao tempo de exposição necessário para o desencadeamento da

perda auditiva, ainda há poucos estudos epidemiológicos. Alguns estudiosos afirmam

que indivíduos em contato com químicos ototóxicos poderiam passar a apresentar a

perda auditiva já a partir de dois ou três anos de exposição a estas substâncias,

enquanto que os expostos a ruído levariam de quatro a cinco anos. Um maior número

de frequências comprometidas ocorre em um período de cinco a sete anos,

diminuindo o índice de progressão da perda até os quinze anos, quando esta tende a

se estabilizar, desde que mantidas as condições de exposição e a ausência de outros

fatores causais. Entretanto, a exposição prolongada tanto a ruído quanto aos agentes

químicos não nos dá certeza de que ocorrerá perda auditiva ocupacional, pois além

de fatores ambientais, há fatores inerentes ao próprio indivíduo, como os genéticos,

idade, sexo, raça, além dos exógenos, ligados à agressividade do agente causador, a

forma e a intensidade de sua ocorrência, entre outros (BOTELHO et al., 2009).

Um estudo mais recente realizado na Polônia examinados 517 indivíduos, que

foram divididos em três grupos de trabalhadores não expostos, os trabalhadores

expostos a solventes orgânicos só, e os trabalhadores expostos a solventes orgânicos

e tanto ruído (Sliwinska-Kowalska et al., 2001). Os limiares auditivos foram

significativamente mais pobres em uma ampla gama de freqüências (kHz 1-8) para

(22)

referência. A média dos limiares auditivos nas frequências de 2-4 kHz eram mais

pobres para os trabalhadores expostos a solventes mais ruído do que para o solvente,

o único grupo, este achado sugere um efeito adicional de ruído. Os resultados

indicam que a exposição ocupacional a solventes orgânicos em concentrações

moderadas, aumenta o risco de perda auditiva, e os efeitos ototóxicos devem ser

considerados quando os efeitos na saúde dos trabalhadores expostos são

monitorados.

Sabe-se que os produtos químicos podem causar problemas tão ou mais sérios

que a perda auditiva. Em contraste, existem indicações de que essa perda auditiva

poderia ser uma das primeiras manifestações da intoxicação por produtos químicos e

ainda de que poderia ocorrer mesmo na ausência do ruído. Outro fato que merece

atenção seria a possibilidade dessa perda auditiva progredir mesmo após o término

da exposição ao agente químico (Campo, 2002; Fechter et al., 2002; Morata et al.,

1995).

A perda auditiva das substâncias químicas industriais pode ser muito

semelhante aquela observada em drogas ototóxicas como aminoglicosídeos e

cisplatina, bem como aquela relacionada ao ruído. Descritores em geral dessas

desordens são muito semelhantes: bilateral, simétrica, irreversível, perda auditiva

sensorioneural para altas freqüências (3 a 6 Khz), com lesão principalmente em

células ciliadas cocleares (Morata & Little, 2002).

A comparação entre as características das perdas auditivas por ruído e por

ototóxicos evidencia a dificuldade do diagnóstico diferencial e talvez possa justificar o

porquê deste assunto tão importante ter sido negligenciado por tantos anos. Não é

difícil compreender que a detecção de perda auditiva com estas características em

(23)

industriais, inclusive, as perdas auditivas causadas por químicos pode ser

numericamente mais relevante do que a causada por ruído (Bergstrom,1986; Morata

& Lemaster,1999).

Em uma refinaria de petróleo na Colômbia foram estudados os efeitos da

exposição ocupacional ao ruído e solventes na audição dos trabalhadores.

Verificou-se que a exposição simultânea a ruído e solventes estava associada à elevada

prevalência de perda auditiva em altas frequências, apesar das exposições a cada

agente encontrarem-se dentro dos limites permitidos. A pesquisa do reflexo acústico

sugeriu um comprometimento retrococlear. Este parece ser o primeiro estudo a

associar exposições comumente encontradas em setor petroquímico com perda

auditiva (Morata et al., 1997).

É comum que ambientes de trabalho possuam uma série de agentes físicos e

químicos que, combinados com estressores psicossociais e organizacionais, possam

representar riscos à saúde dos expostos. Estudos mostram que nas indústrias podem

ser encontrados vários agentes nocivos simultâneos, com uma média de 2,7 agentes

(Morata & Lemasters, 1995), sendo extremamente frequente a exposição simultânea

ao ruído e produtos químicos no ambiente de trabalho.

Segundo KLAASSEN (2001), os efeitos comumente utilizados para descrever

interações simultâneas são:

- Efeito Aditivo: ocorre quando o efeito combinado de dois produtos químicos

e/ou dois agentes é igual à soma dos efeitos dos dois agentes isoladamente.

Ex: (2+3= 5). Este é o efeito mais comumente observado, em geral.

- Efeito Sinérgico: Ocorre quando o efeito combinado de dois produtos químicos é

(24)

- Potencialização: ocorre quando uma das substâncias não tem efeito tóxico

em certo órgão ou sistema, porém quando adicionada a certo químico torna este

químico muito mais tóxico (0+2=10).

- Antagonismo: ocorre quando dois produtos químicos administrados juntos

interferem um com a ação do outro. Seria a redução do efeito de um fármaco causado

por outro. Ex: (4+6=8) ou (4+0=1). O efeito antagônico constitui a base de vários

antídotos. Seria a ação oposta de um fármaco em relação ao outro.

Em pesquisa mais recente comparando o estireno, não com outro solvente,

mas com o etanol, Loquet e cols., 2000 verificaram que o etanol não produz efeito

ototóxico, mas potencializa a ototoxidade do estireno. Os resultados eletrofisiológicos

obtidos de estudos com ratos Long-Evans mostrou que a exposição diária ao etanol

não produz perdas auditivas, e que a inalação do estireno causou uma modificação

no limiar permanente (PTS) na região de frequência média. A exposição combinada

do estireno e do metanol aumentou o valor do PTS, quando comparado ao estireno

sozinho e localizados em ambas as frequências média (37 dB a 16 kHz) e

média-baixa (12 dB a 4 kHz). Consequentemente, o etanol potencializou o efeito do estireno

(nas frequências de 2 a 24 kHz) na condição experimental utilizada. Com a análise

morfológica, apenas o estireno produziu dano ao órgão de Corti, onde a magnitude

cresceu de OHC1 para OHC3.

Os dados histológicos confirmam que o etanol potencializa os efeitos tóxicos do

estireno no órgão de Corti. Ambos os agentes agem na membrana da cóclea e ambos

agem no plasmalema, aumentando respectivamente a espessura e a fluidez das

membranas. Dado que o estireno é hepatotóxico e nefrotóxico, a potencialização dos

(25)

hepatotoxicidade e nefrotoxicidade do solvente, havendo modificações nos

metabólitos urinários através desta combinação (Loquet e cols., 2000).

4.6 EXAMES CONSIDERADOS

Os exames selecionados para a avaliação da presença ou não de possíveis

efeitos e/ou lesões auditivas devido a exposição simultânea ao ruído e

hidrocarbonetos derivados de petróleo foram audiometria tonal e emissões

otoacústicas.

4.6.1 Audiometria Tonal

As vibrações sonoras chegam à orelha interna através de duas vias de

condução: a aérea e a óssea. A transmissão por via aérea, corresponde ao som

captado pela orelha externa, encaminhada à membrana timpânica e transmitido à

cóclea pela cadeia ossicular. A transmissão por via óssea ocorre através de vibrações

dos ossos do crânio, fazem com que a base do estribo provoque movimentos

equivalentes na janela oval e, consequentemente, atingem diretamente os líquidos do

ouvido interno, estimulando os receptores do órgão de Corti.

A análise da transmissão aérea e da condução óssea em pessoas suspeitas de

surdez constitui a base da audiometria tonal e permite o diagnóstico da surdez e do

local da alteração (OLIVEIRA, 1997). Para tal utiliza-se um aparelho chamado

audiômetro.

Padronizou-se um gráfico de representação dos resultados, em coordenadas

cartesianas, no qual as ordenadas representam os níveis de intensidade, e as

(26)

Além de determinar o limiar auditivo, o audiograma permite estabelecer o

topodiagnóstico da perda auditiva. Alterações nas orelhas externa e média podem

diminuir a quantidade de energia sonora que atinge o ouvido interno, ocasionando

perda auditiva que é conhecida como condutiva.

Caso o comprometimento esteja localizado no órgão de Corti (orelha interna)

e/ou nervo acústico, temos uma perda auditiva sensorioneural ou neurossensorial.

Quando este comprometimento acontece simultaneamente nas orelhas média e

interna, é denominada perda auditiva mista.

A audiometria tonal é, sem dúvida, o teste mais importante de avaliação da

audição, de uso universal, padronizado, mas extremamente limitado (Costa, 1998).

4.6.2 Emissões Otoacústicas

GOLD (1948) pesquisou os processos físicos da cóclea e discordou da teoria

de um mecanismo coclear passivo, pois os resultados encontrados em sua pesquisa

não são compatíveis com uma cóclea passiva. O autor descreve que o processo de

ressonância dos elementos da cóclea podem ser mensurados. Sustentou também a

hipótese de regeneração através de ações de transdução eletromecânicas reversa,

energia acústica que pode ser detectada por instrumentos sensíveis. Este efeito

segundo o autor pode ser caracterizado como um microfonismo coclear por distorção

da membrana basilar, de Reissner ou por ações do nervo associado as células

ciliadas.

FENIMAN et al (1994), definem emissão otoacústica como sendo uma energia

de origem coclear que é transmitida por meio da cadeia ossicular até o meato

acústico externo, onde é mensurada. Sua natureza depende do tipo de estimulação. A

(27)

baseado na biodinâmica das células ciliadas externas. Sua presença é indicativa de

uma cóclea funcionalmente normal.

CARCINELLI (1997), em sua revisão bibliográfica, descreve que a origem das

emissões otoacústicas está relacionada à movimentação mecânica das células

ciliadas externas, que são controladas pelas vias eferentes auditivas do sistema

olivococlear. As EOA são liberações de energia provenientes da cóclea, transmitidas

por meio da cadeia ossicular, passando pela membrana timpânica até o conduto

auditivo externo. Esta liberação de energia acústica é uma propriedade biomecânica

da cóclea funcionante e saudável.

As células ciliadas externas são as primeiras estruturas da orelha interna a

serem lesadas por agentes externos. Portanto as EOA podem detectar sinais de

danos cocleares iniciais, podendo atuar de forma preventiva em relação aos agentes

ototóxicos (Lopes Filho & Carlos, 2002).

(28)

5. MÉTODOS

5.1 População e amostra

A população abordada foi de 63 indivíduos do sexo masculino e feminino, com

idade compreendida entre 18 e 60 anos, que trabalham expostos a ruído e

hidrocarbonetos no município Araucária/PR.

5.2 Procedimentos

Foram analisados os documentos das empresas Programa de Prevenção de

Riscos Ambientais (PPRA), Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional

(PCMSO), Programa de Prevenção de Perdas Auditivas (PPPA) e prontuários da

clínica de fonoaudiologia da UTP dos quais foram extraídos dados de anamnese

contendo questões especificas sobre a audição do tipo semi-abertas. Além disso,

foram realizados exame de audiometria tonal e emissões otoacústicas por produto de

distorção, utilizando a classificação proposta na NR7 anexo II.

Os equipamentos utilizados foram:

- Audiômetro: Madsen Itera II da marca GNotometrics, calibrado em 11 de

novembro de 2009;

- Fones: Telephonics C343489 e Sennheiser HDA200;

- Cabine audiométrica: Vibrasom;

(29)

5.3 Análise dos dados

Este estudo é do tipo seccional. As variáveis analisadas serão tempo de

serviço, idade, exposição a hidrocarbonetos e ruído, relacionados com os perfis

(30)

6. ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

A amostra pesquisada descreve um total de 63 sujeitos de ambos os sexos,

apresentado em média

Na Tabela 1 observa-se a análise descritiva das variáveis sexo e idade

sendo esta com média de 46,3 em ambos os sexos e desvio padrão de 8,8.

Sendo Med a mediana populacional para cada gênero e F identificando

Feminino e M identificando Masculino, a hipótese testada foi:

H0: MedF = MedM

H1: MedF ≠ MedM

Ou seja:

H0: As medianas são iguais para ambas os gêneros

H1: As medianas são diferentes entre os gêneros

Pelo teste obtêm-se um P-Valor de 0,1673, maior que 0,05 e, portanto, não

há evidências para rejeitarmos a hipótese nula. Conclui-se, com um nível de

significância de 5%, que não há diferença entre as medianas de idade entre o sexo

masculino e o sexo feminino.

TABELA 1 – ESTATÍSTICAS DESCRITIVAS DAS VARIÁVEIS: GÊNERO E IDADE (ANOS)

SEXO N MÉDIA MÍNIMO MÁXIMO DESVIO

PADRÃO

Feminino 4 36,2 23 53 15,1

Masculino 56 47,0 27 62 7,9

Feminino+Masculino 60 46,3 23 62 8,8

(31)

A Tabela 2 apresenta as estatísticas descritivas das variáveis gênero e

tempo de exposição com media de 18,7 e desvio padrão de 10,8 para ambos os

sexos.

Sendo Med a mediana populacional para cada gênero e F identificando

Feminino e M identificando Masculino, a hipótese testada foi:

H0: MedF = MedM

H1: MedF≠ MedM

Ou seja:

H0: As medianas são iguais para ambos os gêneros

H1: As medianas são diferentes entre os gêneros

Pelo teste obtem-se um P-Valor de 0,3572, maior que 0,05 e, portanto, não há

evidências para rejeitarmos a hipótese nula. Conclui-se, com um nível de

significância de 5%, que não há diferença entre as medianas de tempo de exposição

entre o sexo masculino e o sexo feminino.

TABELA 2 – ESTATÍSTICAS DESCRITIVAS DAS VARIÁVEIS: GÊNERO E TEMPO DE EXPOSIÇÃO (ANOS)

SEXO N MÉDIA MÍNIMO MÁXIMO DESVIO

PADRÃO

Feminino 4 13,5 0 29 14,7

Masculino 56 19,1 0 35 10,6

Feminino+Masculino 60 18,7 0 35 10,8

(32)

A Tabela 3 a seguir resume a estatística descritiva dos limiares auditivos por

frequência Para testar se houve diferenças significativas entre as diversas

frequências para cada ouvido foi utilizada a análise de variância, ou ANOVA, que

testa variáveis com múltiplos níveis.

A hipótese testada foi:

H0: As médias são iguais para todas as frequências e ambos ouvidos

H1: A média é diferente para pelo menos uma frequência de algum ouvido

Pela tabela obtem-se um P-Valor de 0,0000, menor que 0,05 e, portanto, há

evidências para rejeitarmos a hipótese nula. Conclui-se, com um nível de

significância de 5%, que existe pelo menos uma frequência de algum ouvido que

difere das demais.

Para verificar as diferenças significativas entre as diversas frequências

utilizou-se o teste de Tukey. Na tabela abaixo cada letras iguais após a média

(33)

TABELA 3 – ESTATÍSTICAS DESCRITIVAS DOS LIMIARES AUDITIVOS POR FREQUÊNCIA

ORELHA E FREQÜÊNCIA

(kHz)

N MÉDIA MÍNIMO MÁXIMO DESVIO

PADRÃO OD 0.25 60 13,6 -10 55 8,3 OD 0.5 60 13,5 -10 55 10,1 OD 1 60 14,6 -10 65 12,9 OD 2 60 12,7 -10 55 14,2 OD 3 60 19,9 -10 70 16,4 OD 4 60 27,8 -10 75 18,0 OD 6 60 33,1 -10 80 18,7 OD 8 60 29,5 0 75 18,0 OE 0.25 60 17,2 5 90 16,5 OE 0.5 60 17,8 0 95 17,7 OE 1 60 18,7 0 100 20,3 OE 2 60 18,5 0 100 20,6 OE 3 60 26,9 0 105 21,1 OE 4 60 34,8 5 110 20,6 OE 6 60 37,3 0 110 22,4 OE 8 60 33,9 0 90 21,6 Fonte: O Autor

Nos gráficos 1 e 2 apresenta as medias dos limiares auditivos mínimo e

máximo por frequência na orelha direita e esquerda. É possível observar a diferença

dos valores das médias dos limiares, no geral quanto maior a frequência maior o

valor da média. Nota-se também que a variação dos dados aumenta, pois o mínimo

continua com valores próximos de zero enquanto o máximo sofre um aumento

(aumenta a amplitude dos dados).

Fazendo-se uma análise de correlação utilizando as médias de cada

frequência verifica-se que há uma relação entre a frequência e o limiar auditivo. Na

tabela abaixo o P-valor e 0,002, menor que 0,05, indica que há uma correlação

significativa entre as variáveis. O coeficiente de correlação confirma o resultado pois

(34)

GRÁFICO 1- MÉDIA, MÍNIMO E MÁXIMO DOS LIMIARES DA ORELHA DIREITA -20,0 -10,0 0,0 10,0 20,0 30,0 40,0 50,0 60,0 70,0 80,0 90,0 0.25 0.5 1 2 3 4 6 8 Freqüências (kHz) L im ia re s ( d B )

Média Mínimo Máximo

Fonte: O Autor

GRÁFICO 2- MÉDIA, MÍNIMO E MÁXIMO DOS LIMIARES DA ORELHA ESQUERDA 0,0 20,0 40,0 60,0 80,0 100,0 120,0 0.25 0.5 1 2 3 4 6 8 Freqüências (kHz) L im ia re s ( d B )

Média Mínimo Máximo Fonte: O Autor

(35)

Os gráficos 3 e 4 mostram as medias dos limiares auditivos, por frequência

para os grupos dos funcionários com laudos de normal e alterado nas orelhas direita e

esquerda, observando-se que todos os valores para o grupo normal estão melhores

que dos valores do grupo alterado. Também quanto maior a frequência maior a

diferença entre os grupos normal e alterado.

A análise de correlação realizada para confirmar que a diferença aumenta

quando a frequência aumenta esta descrita na tabela abaixo. O P-valor é 0,0031,

menor que 0,05, indicando que há uma correlação significativa entre as variáveis. O

coeficiente de correlação confirma o resultado pois está acima do valor crítico de

0,707.

Resultado semelhante observa-se na orelha esquerda.

GRÁFICO 3 – MÉDIAS DOS LIMIARES AUDITIVOS, POR FREQUÊNCIA PARA OS GRUPOS NORMAL E ALTERADO – ORELHA DIREITA

0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 0.25 0.5 1 2 3 4 6 8 Freqüências (kHz) L im ia re s ( d B ) Normal Alterado Fonte: O Autor

(36)

GRÁFICO 4 – MÉDIAS DOS LIMIARES AUDITIVOS, POR FREQUÊNCIA PARA OS GRUPOS NORMAL E ALTERADO – ORELHA ESQUERDA

0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 0.25 0.5 1 2 3 4 6 8 Freqüências (kHz) L im ia re s ( d B ) Normal Alterado Fonte: O Autor

Já os gráficos 5 e 6 descrevem a média das amplitudes (2dp) dos grupos

normal e alterado em orelha direita e esquerda. Observa que na orelha direita o

grupo alterado mostrou-se mais significante em algumas frequências do que o grupo

normal. Já em relação a orelha esquerda a media das amplitudes apresentou o

(37)

GRÁFICO 5 – MÉDIAS DAS AMPLITUDES (2 DP) DOS GRUPOS NORMAL E ALTERADO – ORELHA DIREITA

-2,5 -2 -1,5 -1 -0,5 0 1001 1587 2002 2515 3174 4004 5042 6348 Frequências (Hz) A m p lit u d e s Normal Alterado Fonte: O Autor

GRÁFICO 6 – MÉDIAS DAS AMPLITUDES (2 DP) DOS GRUPOS NORMAL E ALTERADO – ORELHA ESQUERDA

-5 -4,5 -4 -3,5 -3 -2,5 -2 -1,5 -1 -0,5 0 1001 1587 2002 2515 3174 4004 5042 6348 Frequências (Hz) A m p li tu d e s Normal Alterado Fonte: O Autor

(38)

Os gráficos 7 e 8 exibem a média das amplitudes (2dp) de acordo com a

idade nas orelhas direita e esquerda, notando-se que em OD e OE na faixa etária do

grupo de menos 30 anos a média dessas amplitudes apresenta presença

significativa na frequência de 2001 KHz.

GRÁFICO 7 – MÉDIAS DAS AMPLITUDES (2 DP) DE ACORDO COM AS IDADES – ORELHA DIREITA -4 -3 -2 -1 0 1 2 3 1001 1587 2002 2515 3174 4004 5042 6348 Frequências (Hz) A m p li tu d e

Menos de 30 anos 30 a 39 anos 40 a 49 anos 50 anos ou mais Fonte: O Autor

(39)

GRÁFICO 8 – MÉDIAS DAS AMPLITUDES (2 DP) DE ACORDO COM AS IDADES – ORELHA ESQUERDA -8 -7 -6 -5 -4 -3 -2 -1 0 1 2 1001 1587 2002 2515 3174 4004 5042 6348 Frequências (Hz) A m p li tu d e

Menos de 30 anos 30 a 39 anos 40 a 49 anos 50 anos ou mais Fonte: O Autor

Os gráficos 9 e 10 descrevem a média dos limiares auditivos, por frequência

de acordo com a idade. Na OD o grupo com menos de 30 anos e o grupo com faixa

etária compreendida de 30 a 39 anos apresentou limiares auditivos dentro da

normalidade. Já o grupo de 40 a 49 apresenta piora dos limiares a partir das

frequências de 6 e 8 Khz, o grupo de 50 anos ou mais mostra significativa piora dos

limiares a partir de 4 KHZ.

Com relação a orelha esquerda podemos observar que o grupo de 30 a 39

anos já apresenta piora significativa do limiar a partir da frequência de 3 Khz, o

(40)

GRÁFICO 9 – MÉDIA DOS LIMIARES AUDITIVOS, POR FREQUÊNCIA DE ACORDO COM A IDADE – ORELHA DIREITA

0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 0.25 0.5 1 2 3 4 6 8 Frequências (Hz) L im ia re s ( d B )

Menos de 30 anos 30 a 39 anos 40 a 49 anos 50 anos ou mais Fonte: O Autor

GRÁFICO 10 – MÉDIA DOS LIMIARES AUDITIVOS, POR FREQUÊNCIA DE ACORDO COM A IDADE – ORELHA ESQUERDA

0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 0.25 0.5 1 2 3 4 6 8 Frequências (Hz) L im ia re s ( d B )

Menos de 30 anos 30 a 39 anos 40 a 49 anos 50 anos ou mais Fonte: O Autor

(41)

A Tabela 4 ilustra a média dos limiares auditivos de acordo com a idade

indicando que há uma diferença significativa entre as faixas etárias. No grupo com

idade menor que 30 anos observa-se em OD e OE principalmente nas frequências

de 6 e 8 Khz que a média dos limiares apresentam-se rebaixados. No grupo que se

refere a idade compreendida entre 30 e 39 anos percebe-se que em OD e OE as

frequências de 4 e 6 Khz apresentam rebaixamento. O grupo de 40 a 40 anos e 50

anos ou mais apresentam piora nas médias dos limiares a partir da frequência de 4

Khz bilateralmente.

TABELA 4 – MÉDIAS DOS LIMIARES AUDITIVOS DE ACORDO COM AS IDADES

ORELHA E FREQÜÊNCIA (kHz) MENOS DE 30 ANOS 30 A 39 ANOS 40 A 49 ANOS 50 ANOS OU MAIS OD 0.25 12,5 10,0 17,7 13,0 OD 0.5 17,5 8,6 15,7 13,7 OD 1 12,5 7,3 16,3 16,7 OD 2 15,0 3,6 11,0 16,5 OD 3 11,3 16,4 12,7 26,0 OD 4 13,8 25,5 20,0 34,3 OD 6 26,3 23,2 29,7 39,3 OD 8 26,3 12,3 27,7 37,2 OE 0.25 11,3 17,7 21,3 15,7 OE 0.5 13,8 17,7 21,7 16,5 OE 1 13,8 17,7 21,3 18,3 OE 2 16,3 15,0 20,3 19,2 OE 3 18,8 29,5 24,0 28,5 OE 4 21,3 40,0 34,7 34,7 OE 6 31,3 38,6 39,0 36,7 OE 8 27,5 26,8 34,7 37,0 Fonte: O Autor

Os gráfico 11 e 12 abaixo nos mostram os limiares auditivos dos

funcionários de acordo com o tempo de exposição em ambas as orelhas.

Na orelha direita observamos que até 10 anos e de 11 a 20 anos de

(42)

padrões de normalidade, porém quando este tempo de exposição ultrapassa os 20

anos percebe-se que estes limiares pioram a partir da frequência de 3 Khz.

O mesmo aplica-se a orelha esquerda.

GRÁFICO 11 – LIMIARES AUDITIVOS DE ACORDO COM O TEMPO DE EXPOSIÇÃO – ORELHA DIREITA

0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 0.25 0.5 1 2 3 4 6 8 Freqüências (kHz) L im ia re s ( d B )

Até 10 anos 11 a 20 anos Mais de 20 anos Fonte: O Autor

(43)

GRÁFICO 12 – LIMIARES AUDITIVOS DE ACORDO COM O TEMPO DE EXPOSIÇÃO – ORELHA ESQUERDA

0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 0.25 0.5 1 2 3 4 6 8 Freqüências (kHz) L im ia re s ( d B )

Até 10 anos 11 a 20 anos Mais de 20 anos Fonte: O Autor

A Tabela 5 apresenta a média dos limiares auditivos de acordo com o tempo

de exposição. Aplicando uma analise de variância, ANOVA, para verificação se

existe diferenças entre as diversas faixas etárias obteve-se um p-valor de.0,0153,

menor que menor que 0,05, indicando que há uma diferença significativa entre os

tempos de exposição.

Podemos afirmar então que com o aumento do tempo de exposição a média

dos limiares em ambas as orelhas tendem a apresentar uma piora significativa,

principalmente quando este tempo de exposição é superior a 20 anos, inicialmente

as frequências agudas são as mais atingidas, com a continuidade de exposição, as

(44)

Fonte: O Autor

TABELA 5 – MÉDIAS DOS LIMIARES AUDITIVOS DE ACORDO COM O TEMPO DE EXPOSIÇÃO

ORELHA E FREQÜÊNCIA (kHz)

ATÉ 10 ANOS 11 A 20 ANOS MAIS DE 20

ANOS OD 0.25 14,4 12,0 13,6 OD 0.5 13,2 11,0 14,4 OD 1 12,1 10,5 17,1 OD 2 9,4 7,5 15,9 OD 3 15,9 15,5 23,3 OD 4 23,2 24,0 31,2 OD 6 26,2 27,0 38,5 OD 8 21,2 21,5 36,2 OE 0.25 19,7 19,5 15,2 OE 0.5 20,0 19,0 16,4 OE 1 18,2 19,5 18,6 OE 2 18,5 19,0 18,3 OE 3 27,9 26,5 26,5 OE 4 37,6 33,0 33,8 OE 6 43,5 32,5 35,5 OE 8 33,8 29,0 35,5 Fonte: O Autor

Os gráficos 13 e 14 mostram a média das amplitudes (2dp) por frequência

de acordo com o tempo de exposição. Nota-se que existe uma diferença expressiva

(45)

com o tempo de exposição apresenta um rebaixamento nas frequências de 2002

KHz com tempo de exposição até 10 anos e na frequência de 2515 KHz com o

tempo de exposição de mais de 20 anos. Já em relação a OE, praticamente em

todas as frequências a média das amplitudes apresenta-se rebaixada nos grupos

expostos até 10 anos, de 10 a 20 anos e com mais de 20 de exposição.

GRÁFICO 13 - MÉDIAS DAS AMPLITUDES (2 DP) DE ACORDO COM O TEMPO DE EXPOSIÇÃO – ORELHA DIREITA

-2,5 -2 -1,5 -1 -0,5 0 1001 1587 2002 2515 3174 4004 5042 6348 Frequências (Hz) A m p li tu d e s

Até 10 anos 11 a 20 anos Mais de 20 anos Fonte: O Autor

(46)

GRÁFICO 14 - MÉDIAS DAS AMPLITUDES (2 DP) DE ACORDO COM O TEMPO DE EXPOSIÇÃO – ORELHA ESQUERDA

-6 -5 -4 -3 -2 -1 0 1001 1587 2002 2515 3174 4004 5042 6348 Frequências (Hz) A m p lit u d e s

Até 10 anos 11 a 20 anos Mais de 20 anos

(47)

7. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A pesquisa demonstra, na população estudada, a importância do risco auditivo

na combinação simultânea ruído e químico. As práticas atuais para a prevenção da

audição não levam em conta o risco potencial para a audição proveniente da

exposição química no local de trabalho. Apesar da evidência do risco, existe pouca

atenção na comunidade audiológica para os riscos dos agentes químicos ambientais.

O argumento mais forte para a investigação da ototoxidade de indústrias

químicas é ainda, infelizmente, a alta ocorrência de perda auditiva ligada ao trabalho

em países industrializados. Considerando o número de agentes químicos que são

utilizados no ambiente de trabalho e as combinações de exposição possíveis, é

necessário que clínicos e pesquisadores cada vez mais se envolvam no esforço de

melhor avaliar e prevenir os danos deletérios à audição causados pelas exposições a

agentes químicos.

Isso reforça a necessidade de inclusão dos trabalhadores expostos a produtos

químicos, no gerenciamento audiométrico, assim como mais estudos na área, para

que seja possível estabelecer protocolos de avaliação audiológica que contemplem os

riscos combinados e seus efeitos. É importante que os Programas de Conservação

Auditiva (PCA) levem em consideração estes fatores, afim de que seja possível

(48)

8. BIBLIOGRAFIA

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Referências

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