Evidências:
Evidências:
bíblicas e científicas
“Nascer, morrer,
renascer ainda, progredir
sem cessar tal é a lei."
(Frase inscrita no túmulo de Allan Kardec)
Conceito e objetivo da
Reencarnação
“A palavra ‘reencarnação’ foi gradualmente acei ta para transmitir a ideia da possibilidade de um espírito humano ou alma ter diversas vidas so-bre a terra. De acordo com o dicionário inglês Shorter Oxford, foi usada pela primeira vez em 1.858, sendo definida como ato de encarnar no-vamente. O ego humano separa-se do corpo fí-sico depois da morte e, após algum tempo, re-torna a um corpo novo.
O termo empregado na Grécia antiga era ‘me-tempsicose’, geralmente traduzido como a ‘transmigração das almas’. É uma designação mais genérica, pois não é limitada pelo renasci-mento num corpo humano, mas inclui a ideia, então aceita, de que a alma poderia renascer também num animal ou vegetal.” (MULLER, 1986, p. 19).
168. O número das existências corporais é limitado ou o Espírito reencarna perpetua-mente?
“A cada nova existência o Espírito dá um pas so na estrada do progresso. Quando se des-pojar de todas as impurezas, não mais ne-cessitará das provas da vida corporal.”
169. O número de encarnações é o mesmo para todos os Espíritos?
“Não; aquele que caminha depressa se pou-pa a muitas provas. Todavia, essas encarna-ções sucessivas são sempre muito numero-sas, porque o progresso é quase infinito.”
170. Em que se transforma o Espírito depois da sua última encarnação?
“Em Espírito bem-aventurado; em puro Espí-rito.”
“Normalmente, a encarnação não é uma puni-ção para o Espírito, conforme pensam alguns, mas uma condição inerente à inferioridade do Espírito e um meio de ele progredir.” (KARDEC, A
“Normalmente, a encarnação não é uma puni-ção para o Espírito, conforme pensam alguns, mas uma condição inerente à inferioridade do Espírito e um meio de ele progredir.” (KARDEC, A
Gênese, Cap. XI, item 26).
“A encarnação é necessária ao duplo progres- so, moral e intelectual, do Espírito: ao progres so intelectual, pela atividade que está obriga-do a desobriga-dobrar no trabalho; ao progresso mo-ral, pela necessidade que os homens têm uns dos outros. […]." (KARDEC, Revista Espírita 1865).
Nessa fala de Kardec temos o resumo do que São Luiz explicou a respeito do tema:
“A passagem dos espíritos para a vida corpó-rea é necessária, para que eles possam cum-prir, por meio de uma ação material, os de-sígnios cuja execução Deus lhes confia. É-lhes necessária, a bem deles, visto que a ati-vidade que são obrigados a exercer lhes auxi lia o desenvolvimento da inteligência. Sendo soberanamente justo, Deus tem de distribuir tudo igualmente por todos os seus filhos; as-sim é que estabeleceu para todos o mesmo ponto de partida, a mesma aptidão, as mes-mas obrigações a cumprir e a mesma liber-dade de proceder.” (E.S.E., cap. IV, item 25).
A reencarnação é classificada em três tipos: 1 – Expiação
2 – Missão
Expiação
Segundo o dicionário, expiar é: 1 - Sofrer as consequências de; 2 - obter perdão, reparar, resgatar; 3 - Purificar-se de crimes ou peca-dos.
A expiação surge como objetivo reencarnató-rio, quando o indivíduo, por excessos, mal-dade ou por imprudência, fere a lei geral que cuida dos nossos destinos, torna-se incurso na lei de causa e efeito, para que, através do sofrimento, se reeduque.
“A expiação consiste nos sofrimentos físicos e morais que são consequentes a uma falta, seja na vida atual, seja na vida espiritual, após a morte, ou ainda em nova existência corporal.”
Ela não é uma fatalidade, pois sabemos que “o amor cobre multidão de pecados” (1Pe 4,8), mas tornar-se-á se não agirmos no amor.
Característica:
- Sempre dolorosa.
Missão
Define-se: 1 - Função ou poder conferido a al-guém para fazer alguma coisa, encargo, incum bência; 2 - Comissão diplomática; 3 - O traba-lho dos missionários.
“Pode um espírito... desejoso de adiantar-se mais, solicitar uma missão, uma tarefa a exe cutar, pela qual tanto mais recompensado será, se sair vitorioso, quanto mais rude haja sido a luta.” (E.S.E. – Cap. V – item 9).
A missão é uma tarefa específica que objeti-va o bem da criatura. Todo homem, sobre a Terra, tem uma missão, seja ela pequena ou grande, porém, o objetivo é sempre o bem. Os Espíritos superiores têm missões espe-ciais de caráter geral, atingindo a um grupo, uma sociedade, etc.
Característica:
- Tarefa especifica.
- Pressupõe certa condição evolutiva pré-via.
- Objetiva o melhoramento de algo ou de alguém.
Prova ou Provação
Prova: 1 - Ato que atesta ou garante uma in-tenção, um sentimento; 2 - Exame ou concur-so; 3 - ensaio, experiência.
Provação: 1 - Ato ou efeito de provar; 2 - Si-tuação aflitiva ou penosa; prova, provança, transe.
As provas são uma série de situações apre-sentadas ao Espírito encarnado objetivando o seu crescimento. Através do esforço próprio, das lutas e dos sacrifícios, ele vai burilando a sua personalidade, desenvolvendo a sua inte ligência e se iluminando espiritualmente.
"Não há crer, no entanto, que todo sofrimen-to suportado neste mundo denote a existên-cia de uma determinada falta. Muitas vezes são simples provas buscadas pelo Espírito para concluir a sua depuração e ativar o seu progresso. Assim, a expiação serve sempre de prova, mas nem sempre a prova é uma expiação." (E.S.E. – Cap. V – item 9).
Característica:
- Não está vinculada a uma falta.
- Não é sempre dolorosa, embora possa ser.
- Representa sempre luta para crescimento pessoal.
Princípios doutrinários diretamente relacionados com a reencarnação: 1) Preexistência;
2) Imortalidade da alma; 3) Plano Espiritual;
4) Vida futura; 5) Livre-arbítrio;
6) Lei de ação e reação; e 7) Lei do Progresso.
171. Em que se baseia o dogma da reencar-nação?
“Na justiça de Deus e na revelação, pois in-cessantemente repetimos: o bom pai sempre deixa aos filhos uma porta aberta ao arre-pendimento. Não te diz a razão que seria in-justo privar para sempre da felicidade eterna todos aqueles de quem não dependeu me-lhorarem? Não são filhos de Deus todos os homens? Somente entre os homens egoístas se encontram a iniquidade, o ódio implacável e os castigos sem remissão.”
(dogma: no sentido de princípio e não no de um ponto doutrinário indiscutível de uma religião).
“A Reencarnação é a mais excelente demons-tração da Justiça Divina, em relação aos in-fratores das Leis, na trajetória humana, fa-cultando-lhes a oportunidade de ressarcirem numa os erros cometidos nas existências transatas.
Por que para uns a fortuna, a felicidade cons-tante e para outros a miséria, a desgraça ine-vitável? Para estes a força, a saúde, a bele-za; para aqueles a fraqueza, a doença, a fe-aldade? Porque a inteligência, a gênio, aqui; e, acolá, a imbecilidade? Como se encontram tantas qualidades morais admiráveis, a para outros tantos vícios e defeitos?...
E as enfermidades inatas, a cegueira, a idio-tia, as deformidades, todos os infortúnios que enchem os Hospitais, os albergues noturnos, as Casas de Correção? A hereditariedade não explica tudo; na maior parte dos casos, essas aflições não podem ser consideradas como um resultado de causas atuais. Sucede o mes mo com os favores da sorte. Muitíssimas ve-zes, os justos parecem esmagados pelo peso da prova, ao passo que os egoístas e os maus prosperam!
Cada um leva para a outra vida e traz, ao nas cer, a semente do passado. […].” (Sociedade Es-pírita Fraternidade – Pluralidade das existências).
Reencarnação entre os judeus
à época de Jesus
1
o. entre os egípcios
(povo que manteve os judeus como escravos por 430 anos)
“Antes de nascer a criança já viveu; e a mor-te não é o fim. A vida é um evento que passa como o dia solar que renasce.” (Do livro Les Egyptes, autor Marius Fontane - 3.000 a.C., citado por ANDRADE, 2003, p. 22).
“A verdade manifesta-se pelas reencarna-ções." (Prancha 8, Papiros de Hunefer, escriba oficial e contador do Rei Maat-Men-Ra, “Seti I”, escrito por volta de 1.400 a.C.) (SELEEM, 2004. p. 100).
“[...] Os homens não vivem apenas uma vez e depois desaparecem para sempre; vivem inúmeras vidas em diferentes lugares, mas nem sempre neste mesmo mundo, e em meio a cada vida, há um véu de sombras. As portas finalmente se abrirão e veremos todos os lugares que nossos pés percorreram des-de o princípio dos tempos. […].” (Papiro Ani – escrito por volta de 1.200-1.500 a.C., Ani era chefe dos escribas do faraó Seti I, citado por SELEEM, Ramses. O Livro
2
o. entre os judeus
(registro histórico confirma que a reencarnação fazia parte das crenças
deste povo)
Na obra História dos Hebreus, o historiador hebreu Flávio Josefo (37-103 d.C.), informa sobre as seitas existentes à sua época: a dos fariseus, a dos saduceus, a dos essênios e, por fim, uma quarta criada por Judas, que tinha conceitos próximos aos dos fariseus.
A que nos interessa é a dos fariseus, sobre os quais Josefo diz:
“[…] Eles julgam que as almas são imortais, que são julgadas em um outro mundo e re-compensadas ou castigadas segundo foram neste, viciosas ou virtuosas; que umas são eternamente retidas prisioneiras nessa outra vida e que outras retornam a esta. Eles gran-jearam, por essa crença, tão grande autorida-de entre o povo, […].” (JOSEFO, 2003, p. 416).
“[…] os fariseus são tidos como os mais per-feitos conhecedores de nossas leis e de nos-sas cerimônias. […] Eles dizem também que as almas são imortais; que as dos justos pas-sam depois desta vida a outro corpo e que as dos maus sofrem tormentos que duram para sempre.” (JOSEFO, 2003, p. 556).
Reencarnação no Novo
Testamento
O Cego de Nascença
• João 9,1-3: “Ao passar, Jesus viu um cego de nascença. Os discípulos perguntaram: 'Mestre, quem foi que pecou, para que ele nascesse cego? Foi ele ou seus pais?' Jesus respondeu: 'Não foi ele que pecou, nem seus pais, mas ele é cego para que nele se manifestem as obras de Deus.'”
Ressuscitar = Voltar à vida em outro corpo • Lucas 9,7-8: “O tetrarca Herodes […] ficou
muito perplexo por alguns dizerem: ‘É João que foi ressuscitado dos mortos’. É por isso que os poderes agem nesse homem. E outros: ‘É Elias que reapareceu’; e outros ainda; ‘É um dos antigos profetas que
ressuscitou'.” (ver Mt 14,1-2 e Mc 6,14-16).
• Lucas 9,18-19: “[...] Jesus perguntou: 'Quem dizem as multidões que eu sou?' Eles responderam: 'Alguns dizem que tu és João Batista; outros, que és Elias; mas outros acham que tu és algum dos antigos profetas que ressuscitou'." (ver Mt 16,13-14 e Mc 8,27-28).
“A reencarnação fazia parte dos dogmas dos judeus, sob o nome de ressurreição. […] apenas tinham vagas e incompletas noções acerca da alma e da sua ligação com o cor-po. Criam eles que um homem que vivera podia reviver, sem saberem precisamente de que maneira o fato poderia dar-se. Designa-vam pelo termo ressurreição o que o Espiri-tismo, mais judiciosamente, chama reencar-nação. Com efeito, a ressurreição dá ideia de voltar à vida o corpo que já está morto, o que a Ciência demonstra ser materialmente impossível, […].” (KARDEC, ESE, cap. IV, item 4).
O “ressuscitar” seria no corpo físico?
• Gênesis 3,19: “Com o suor do teu rosto co-merás o teu pão até que retornes ao solo, pois dele foste tirado. Pois tu és pó e ao pó tornarás.”
• João 4,24: “Deus é espírito, e aqueles que o adoram devem adorá-lo em espírito e ver dade.”
• João 6,63: “O Espírito é que dá a vida, a carne não serve para nada. As palavras que eu disse a vocês são espírito e vida.”
• 1Coríntios 15,50: “Eu lhes digo, irmãos, que a carne e o sangue não podem receber em herança o Reino de Deus, nem a corrup ção herdar a incorruptibilidade.”
➔ A PROFECIA:
Malaquias 3,1.23-24: “Eis que enviarei o meu mensageiro para que prepare um caminho diante de mim. Eis que vos enviarei Elias, o profeta, antes que chegue o Dia de Iahweh, grande e terrível. Ele fará voltar o coração dos pais para os filhos e o coração dos filhos para os pais, para que eu não venha ferir a terra com anátema.”
Anátema: reprovação enérgica; condenação, repreensão, maldição, execração. (HOUAISS).
➔ O CUMPRIMENTO DA PROFECIA:
Lucas 1,13-17: “Mas o anjo disse: 'Não tenha medo, Zacarias! Deus ouviu o seu pedido, e a sua esposa Isabel vai ter um filho, e você lhe dará o nome de João. […] Ele reconduzirá muitos do povo de Israel ao Senhor seu Deus. Caminhará à frente deles, com o espí-rito e o poder de Elias, a fim de converter os corações dos pais aos filhos e os rebeldes à sabedoria dos justos, preparando para o Senhor um povo bem disposto.'”
Lucas 7,24-26: “[…] Jesus começou a falar sobre João às multidões: 'O que vocês foram ver no deserto? Um caniço agitado ao vento? […] Um homem vestido de roupas finas? […] Então, o que é que vocês foram ver?: Um profeta? Eu lhes garanto que sim: alguém que é mais do que um profeta.'”
“Profeta: É alguém que fala aos outros em nome de Deus (Dt 18,18). É um porta-voz escolhido, enviado e inspirado por Deus para fazer em seu nome pronunciamentos, chama dos – oráculos, e para fazer ver o plano e a vontade divinos. […].” (Bíblia Sagrada Vozes, p. 1534).
1Samuel 10,10-11: “Chegando eles a Gibeá, eis que um grupo de profetas lhes saiu ao encontro; o Espírito de Deus se apossou de Saul, e ele profetizou no meio deles. Todos os que, dantes, o conheciam, vendo que ele profetizava com os profetas, diziam uns aos outros: Que é isso que sucedeu ao filho de Quis? Está também Saul entre os profetas?”
1Samuel 20,20: “[…] enviou Saul mensagei-ros […], os quais viram um grupo de profetas profetizando, onde estava Samuel, que lhes presidia; e o Espírito de Deus veio sobre os mensageiros de Saul, e também profetiza-ram.”
Por que não: “com o espírito e o poder de
Deus”, já que se referia a um profeta?
Lucas 1,17: “Caminhará à frente deles, com o espírito e o poder de Elias […].” (Bíblia: Pastoral e ≈ Paulinas, 1957).
Lc 1,17: “E irá adiante dele no espírito e virtude de Elias, […].” (Bíblias: SBB, SBTB e ≈Barsa).
Lc 1,17: “Ele será mandado por Deus como mensageiro e será forte e poderoso como o profeta Elias. […].” (Bíblia: NTLH - SBB).
➔ A SUA IDENTIFICAÇÃO:
Mateus 11,10-15: “É de João que a Escritura diz: 'Eis que eu envio o meu mensageiro à tua frente; ele vai preparar o teu caminho diante de ti'. […] Desde os dias de João Batista até agora, o Reino do Céu sofre violência, e são os violentos que procuram tomá-lo. […] E se vocês o quiserem aceitar,
João é Elias que devia vir. Quem tem ouvi-dos, ouça.”
➔ A DÚVIDA DOS DISCÍPULOS:
Marcos 9,2-13: “Seis dias depois, Jesus to-mou consigo Pedro, Tiago e seu irmão João, e os levou a um lugar à parte […] E se trans-figurou diante deles. […] Apareceram-lhes
Elias e Moisés, que conversavam com Jesus. […] se perguntavam o que queria dizer 'res-suscitar dos mortos'. Os discípulos pergunta-ram a Jesus: 'Por que os doutores da Lei di-zem que antes deve vir Elias?' Jesus respon-deu: 'Antes vem Elias para colocar tudo em ordem. […] Eu, porém, digo a vocês: Elias já veio e fizeram com ele tudo o que queriam, exatamente como as Escrituras falaram a respeito dele'." (ver Mt 17,10-13).
1 - Recordação Espontânea de Vidas Passadas Alguns cientistas têm se dedicado à pesqui-sas de casos de crianças que se lembraram espontaneamente de episódios de uma vida anterior.
A razão mais forte para isso é que as crian-ças são mais autênticas no que dizem e por-que, na maioria das vezes, sequer têm um mínimo conhecimento daquilo que estão descrevendo sobre sua vida anterior.
O Dr. Ian Stevenson (1918-2007), médico psiquiatra canadense, foi chefe da Divisão de Parapsicologia do Departamento de Psi-quiatria da Universidade de Virgínia, EUA, num trabalho que durou meio século de es-tudos, pesquisou e arquivou mais de dois mil e quinhentos casos, na sua maioria de crianças, que, em dado momento de suas vidas, sem uma razão muito clara para isso, passaram a dizer que tinham sido outra pessoa em outra vida diferente, lembrando-se com impressionante nitidez de fatos e situações vividas, assim como de nome de pessoas e cidades.
O prof. Hemendra Nath Banerjee (1929-1985), foi Diretor do Deptº de Parapsicolo-gia da Universidade de Rajasthan, Índia. Realizou uma série de investigações acerca de diversos casos de crianças que se lem-bravam de suas vidas anteriores, três mil casos catalogados. Tais casos são numero-sos na Índia, bem como em divernumero-sos países do Oriente: Burma, Líbano, Sri Lanka, Tur-quia e outros.
Em 1979, publicou o livro Vida Pretérita e Futura, com o resultado de 25 anos de estudos sobre a reencarnação.
Dr. Jim B. Tucker é diretor médico da Clínica de Psiquiatria Infantil e Familiar, na Universi-dade de Virgínia é psiquiatra infantil no De-ptº de Estudos da Personalidade e professor Associado de Psiquiatria e Ciências Neuro-comportamentais. Seu principal interesse investigador são as crianças que parecem recordar vidas anteriores, e as lembranças pré-natais e do nascimento. Autor da obra Vida Antes da Vida, que apresenta uma visão de mais de 40 anos de investigação sobre a reencarnação dos arquivos da Universidade de Virgínia, com um acervo de cerca de 2.500 casos. (WIKIPÉDIA – adaptado e TUCKER, J. B.
2 - Recordação induzida a vidas passadas
Devemos citar o pioneiro nessa área, que é
Eugène-Auguste Albert de Rochas d’Aiglun
(1837-1914), autor do livro As vidas Suces-sivas. Foi com este trabalho que praticamen-te se lançou os fundamentos da técnica de regressão de memória. Entre 1903 a 1910, pesquisou dezoito pessoas, levantando não apenas a questão das vivências passadas, mas numerosos aspectos complementares e subsidiários que ainda permanecem à espera de mais amplas e profundas pesquisas.
No campo da TVP (Terapia de vidas passa-das) ou TRVP (Terapia Regressiva a vivên-cias passadas), podemos citar os pesquisa-dores:
Dr. Patrick Drouot, físico francês, doutorado pela Universidade Columbia de Nova York, autor dos livros Reencarnação e Imortali-dade e Nós somos todos imortais;
Dra. Edith Fiore, norte-americana, doutora-da em psicologia na Universidoutora-dade de Miami, autora dos livros: Você já Viveu Antes e
Possessão Espiritual;
Dra. Helen Wambach, psicóloga norte-ame-ricana, autora do livro: Recordando Vidas Passadas;
Dr. Brian Weiss, M.D., psiquiatra e neurolo-gista norte-americano, formado pela Colum-bia University, é professor catedrático de um dos mais conceituados hospitais univer-sitários americanos, como é o Mount Sinai Medical Center, autor dos livros: Muitas Vidas, Muitos Mestres, Só o Amor é Real, A Cura através da Terapia de Vidas Passadas e A Divina Sabedoria dos Mestres.
Com o mapeamento das ondas cerebrais, confirma-se a realidade da regressão:
Na Revista ISTOÉ (nº 1710, p. 76-78), na
reporta-gem intitulada “De volta ao passado”, encon-tramos a informação de que pesquisadores de um Insti-tuto de Terapia Regressiva, de São Paulo, fize-ram um mapeamento de ondas ce-rebrais de pacientes em regressão para se sa-ber qual ou quais seriam as áreas do cérebro que estariam em atividade naquele momento. Assim, alguns pacientes foram submetidos a uma tomografia com emissão de radifármaco (método spect), cujos exames foram analisa-dos pelo médico Andrew Newberg, especialista em estados modificados de consciência da Uni-versidade da Pensilvânia, Estados Unidos. ==>
Estes estudos revelaram que as áreas do cére-bro mais requisitadas durante a regressão de memória são as do lobo médio temporal e as do lobo pré-frontal esquerdo, que respondem pela memória e pela emoção. Ou seja, não é fruto da imaginação. “Se o paciente estivesse criando uma estória, o lobo frontal seria acio-nado e a carga emocional não seria tão inten-sa”, explica um dos pesquisadores.
Se os fatos da vida atual são comprováveis e aceitos como reais, ou seja, que o indivíduo tenha realmente, em regressão, “viajado no tempo”, por que somente os períodos anterio-res à vida atual seriam fruto da imaginação? Só porque, na maioria das vezes, não podemos comprovar? Mas se os fatos da vida atual fo-ram retirados da memória do individuo por que os outros não seriam, já que o método aplicado no procedimento é o mesmo?
Dra. Helen Wambach, em seu livro Recordando Vidas Passa-das, relata o resultado de suas experiências com a regressão a vidas passadas feitas em 1.088 pacientes.
Utilizando-se do método de indução hipnóti-ca, ela levou esses pacientes a dez datas distintas, no período compreendido entre os anos de 2.000 a.C. a 2.000 d.C.
Ao regredir os seus pacientes aos períodos escolhidos por ela, perguntava-lhes sobre:
1. Classe social
2. A que raça pertenciam 3. De qual sexo eram
4. Tipo de roupa usada 5. Tipo de calçado
6. Tipo de alimentos que comiam 7. Tipo de prato que usavam
Tabulou as informações, pelo método estatís-tico, representando-as graficamente. Alguns desses gráficos apresentamos a seguir:
3 - Outras pesquisas que podem apontar para a realidade da reencarnação
a) Exame prosopográfico
Quando são encon-trados trinta pontos de semelhança, con-sidera-se que é o mesmo rosto, a mes ma pessoa.
Encarnação anterior como Mary Sutton, em 1927.
Encarnação seguinte como Jenny Cockell, em 1994.
b) Genialidade de crianças
Graduação em 31/05/2003
Fatos que nos lançam no rumo da tese reencarnacionista (por Jorge Hessen).
Ele poderia ser um pré-adolescen-te comum se já não estivesse prestes a cursar um doutorado em Matemática em Oxford. É um norte-americano de 13 anos de idade e sua precocidade surpre-ende. Aos 14 meses Gregory Robert Smith resolvia problemas simples da sua matéria preferida, aos 10 anos começava a gradua-ção pela Randolph-Macon College, em Washington. ==>
Foto: Alexa Welch Edlund, Richmond-Times Dispatch
b) Genialidade de crianças
Graduação em 31/05/2003
É presidente de uma fundação, a
Youth Advocates, dedicada à
defesa de jovens carentes; já esteve com Bill Clinton, Michail Gorbachev e a Rainha Noor, da Jordânia, discutindo o futuro da Humanidade; e foi indicado para o Nobel da Paz de 2002.
Foto: Alexa Welch Edlund, Richmond-Times Dispatch
Na Revista Espirita 1866, encontramos o re-lato do caso de Tom, o cego:
“Tom é um jovem negro de dezessete anos, cego de nascença, supostamente dotado de um instinto musical maravilhoso. O Harpes Weekly, jornal ilustrado de Nova Iorque, con-sagrou-lhe um longo artigo, do qual extraí-mos as passagens seguintes:
[…]
'Com a idade de quatro anos ouviu pela pri-meira vez um piano. À chegada do instru-mento, ele estava, segundo seu hábito, se divertindo no pátio; a primeira vibração dos toques atraiu-o ao parlatório (o salão).
Foi-lhe permitido passear seus dedos sobre as teclas, simplesmente para satisfazer sua curiosidade, e não lhe foi recusado o inocen-te prazer de fazer um pouco de barulho. Uma vez, depois da meia noite, pôde permanecer no parlatório onde tinha sabido penetrar. O piano não tinha sido fechado, e as jovens se-nhoritas da casa foram despertadas pelos sons do instrumento. Para seu grande espan-to, elas ouviram Tom tocando um de seus trechos, e, pela manhã elas o encontraram ainda ao piano. Foi-lhes permitido então to-car quanto lhe aprouvesse; ele fez progres-sos tão rápidos e tão espantoprogres-sos que o piano se tornou o eco de tudo o que ele ouvia. […].'” (p. 280-281).
Vejamos os que atestaram o seu “dom”:
“Setenta professores de música, em Filadél-fia, espontaneamente cobriram com sua assi natura uma declaração que termina assim:
'De fato, sob toda forma de exame musical, execução, composição e improvisação, ele mostrou um poder e uma capacidade que o classificam entre os mais espantosos fenôme nos dos quais a história da música guardou a lembrança. Os abaixo-assinados pensam que é impossível explicar esses prodigiosos resul-tados por algumas das hipóteses que podem fornecer as leis da arte ou da ciência.'”
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICAS:
ANDRADE, H. G. Você e a reencarnação. Bauru, SP: CEAC, 2002.
BANERJEE, H. N. Vida Pretérita e Futura, Rio de Janeiro: Nórdica, s/data.
BRIAN L. W., Muitas Vidas Muitos Mestres, Rio de Janeiro, Salamandra, 1991. DROUOT, P. Nós Somos Todos Imortais, Rio de Janeiro: Record, 1995.
FIORE, E. Você já Viveu Antes, Rio de Janeiro: Record, 1993.
JOSEFO, F. História dos Hebreus. Rio de Janeiro: CPAD, 7ª ed. 2003.
KARDEC, A. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Rio de Janeiro: FEB, 2007. KARDEC, A. O Livro dos Espíritos. Rio de Janeiro: FEB, 2006.
KARDEC, A. Revista Espírita 1865. Araras, SP: IDE, 2000ci. KARDEC, A. Revista Espírita 1866. Araras, SP: IDE, 1993i.
MULLER, K. E. Reencarnação Baseada em Fatos, São Paulo: Edicel, 1986. ROCHAS, A. As Vidas Sucessivas, Bragança Paulista, SP: Lachâtre, 2002.
SELEEM, Ramses. O Livro dos Mortos do Antigo Egito. Rio de Janeiro: Record: Nova Era, 2004.
WAMBACH, H. Recordando Vidas Passadas, São Paulo: Pensamento, 1999. Revista Espiritismo & Ciência, nºs. 2, 3, 4 e 6.
Revista Cristã de Espiritismo, São Paulo: Escala: jul/ago 2000; jun/jul 2002 e fev/mar 2003.
Revista ISTOÉ, nº 1710, Cajamar(SP): Editora Três, 2002.
www.terra.com.br/istoe/1710/comportamento/1710_de_volta_passado.htm
Sociedade Espírita Fraternidade. Pluralidade das Existências.
http://www.mkow.com.br/apostilas/unid20.htm