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Panorama Econômico - Agosto/2008
COMÉRCIO INTERNACIONAL
BALANÇA COMERCIAL MENSAL (JULHO/2008) - MDIC
Fato
Em julho de 2008, a Balança Comercial fechou com superávit de US$ 3,30 bilhões, segundo melhor desempenho do ano, resultado de exportações de US$ 20,45 bilhões e importações de US$ 17,15 bilhões. A corrente do comércio atingiu US$ 37,60 bilhões, no mês e US$ 207,54 bilhões, no ano, cifras recordes, tanto para o mês de julho, como para o acumulado no ano. O superávit comercial acumulado no ano é de US$ 14,65 bilhões, 38,74% inferior ao do mesmo período no ano anterior.
14.166 15.769 14.052 14.231 18.594 12.800 12.613 14.059 13.277 19.306 14.120 15.101 20.453 10.695 10.773 11.566 12.330 12.025 10.595 12.333 11.918 11.601 12.315 15.229 15.875 17.149 0 5.000 10.000 15.000 20.000 25.000
Jul./07 Ago./07 Set./07 Out./07 Nov./07 Dez./07 Jan./08 Fev./08 Mar./08 Abr./08 Maio/08 Jun./08 Jul./08
Exportações Importações Saldo da BC em US$ milhões
FONTE: MDIC
Causa
As exportações atingiram cifra recorde, em valores absolutos. Considerando a média para dias úteis, com relação ao mês anterior, as exportações e as importações apresentaram queda de 0,4%, 1,4%, respectivamente. Pelo mesmo critério dos dias úteis, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o crescimento das exportações foi de 38,6% e o das importações 52,2%.
O saldo comercial de julho caiu 1,17% sobre julho de 2007 e cresceu 22,95% com relação ao mês anterior. A corrente do comércio registrou crescimento de 9,09% com relação a junho e 44,5% frente ao mesmo mês no ano anterior.
No acumulado no ano às exportações cresceram 27,21% sobre igual período de 2007, e as importações, pelo mesmo critério aumentaram 52,09%, resultando na queda do saldo comercial e no crescimento da corrente do comércio.
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Em julho, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, as exportações de produtos básicos cresceram 63,2%, a de semimanufaturados, 49,1% e de manufaturados, 16,9%. Em termos de países, os cinco principais compradores foram: Estados Unidos, China, Argentina, Países Baixos e Alemanha.
No mês, com relação a julho de 2007, houve crescimento de 58,8%, em combustíveis e
lubrificantes, 58,5% nas importações de bens de capital, 51,2% nos bens de consumo, e 47,4% nas matérias primas e intermediários. Os cinco principais fornecedores para o Brasil foram: Estados Unidos,
China, Alemanha, Argentina e Japão.
Conseqüências
Com relação ao mês anterior as exportações apresentaram queda inferior às importações, todavia, na comparação com julho de 2007, as importações têm apresentado taxas de crescimento mais vigorosas que as exportações, reforçando a expectativa de um superávit em 2008, abaixo dos US$ 20 bilhões.
A
TIVIDADEP
RODUÇÃOI
NDUSTRIAL(
MAIO/2008)
-
IBGE
Fato
Em maio, a produção industrial recuou 0,5% com relação a abril. Na comparação com maio de 2007houve aumento de 2,4%. No anoo crescimento acumulado é de 6,2%, e nos últimos doze meses 6,7%.
Causa
Comparativamente ao mês anterior, nos índices por categoria de uso a maior queda ocorreu nos
bens de capital, 4,9%, depois de quatro meses consecutivos de expansão, período em que o setor
acumulou taxa de 4,8%. O setor de bens de consumo durável também registrou retração, 1,3%, a segunda queda consecutiva. Nas demais categorias houve expansão de 0,3% para os bens
intermediários, e 1,3%, no setor de bens de consumo semi e não durável.
No confronto com maio de 2007, houve crescimento, porém os setores perderam aceleração no que tange a este tipo de comparação, apresentando as seguintes taxas, bens de capital, 5,8%, bens de
consumo durável, 6,0%, e bens de intermediários, 2,3%. Os bens de consumo semi e não durável
registraram queda de 0,1%.
No indicador acumulado do ano, por categoria de uso, os bens de capital, apresentaram o crescimento mais intenso, 16,3%, seguido por bens de consumo durável, 13,7%. Os segmentos de bens
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PRODUÇÃO INDUSTRIAL BRASIL
8 0 9 0 1 0 0 11 0 1 2 0 1 3 0 1 4 0 Ja n . F e v. M a r. A b r. M a io Ju n . J u l. A g o . S e t. O u t. N o v. D e z . 2 0 0 3 2 0 0 4 2 0 0 5 2 0 0 6 2 0 0 7 2 0 0 8
FONTE: IBGE - Índice de base fixa mensal sem ajuste sazonal NOTA: Base: média de 2002 = 100.
Conseqüência
Para os próximos meses são esperados novos recuos, devendo o crescimento da produção ser retomado a partir de julho, porém em um ritmo menos intenso do que o apresentado no ano anterior. Cabe destacar a retração nos segmento de bens de capital, e de bens de consumo durável, setores que lideravam a expansão ocorrida desde maio de 2007.
A
TIVIDADEP
ESQUISAI
NDUSTRIAL-
R
EGIONAL-
B
RASIL(M
AIO/2008)
-
IBGE
Fato
Na passagem de abril para maio, a produção da indústria regional mostrou queda em oito dos quatorze locais pesquisadosa comparação com o mesmo mês do ano anterior, os aumentos alcançaram nove dos quatorze locais pesquisados, e no acumulado do ano a produção industrial cresceu em todos os locais pesquisados.
Em maio, a produção industrial no Paraná avançou 4,3% frente a abril. Na comparação com iguais períodos do ano anterior os índices foram 14,0% no confronto com maio de 2007, 11,0% no acumulado do ano, e 8,1% nos últimos doze meses.
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PRODUÇÃO INDUSTRIAL PARANÁ
J a n . F e v . M a r. A b r. M a io J u n . J u l. A g o . S e t. O u t. N o v . D e z . 80 90 1 00 11 0 1 20 1 30 1 40 1 50 2 00 3 2 00 4 2 0 05 2 0 06 2 0 07 20 0 8 FONTE: IBGE - Índice de base fixa mensal sem ajuste sazonal
NOTA: Base: média de 2002 = 100
Causa
Na passagem de abril para maio, os destaques positivos foram: Paraná, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Pará, Bahia, e Minas Gerais. As maiores quedas foram no Rio Grande do Sul, e Santa Catarina. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o Paraná foi o destaque entre os quatro locais que ganharam ritmo.
No Paraná, na comparação maio de 2008/maio de 2008, vigésimo resultado positivo neste tipo de comparação, oito dos quatorze ramos pesquisados tiveram expansão, com destaque para edição e
impressão, veículos automotores, e alimentos, principalmente decorrente da produção de encomendas especiais de livros e impressos didáticos, caminhões, carnes e miudezas de aves e rações,
respectivamente. Por outro lado, produtos químicos, máquinas, aparelhos e materiais elétricos, e madeira, registraram queda.
Ainda no Paraná, no indicador acumulado no ano, oito segmentos apresentaram crescimento, com as principais contribuições originadas em veículos automotores, máquinas e equipamentos, edição e impressão, e
celulose e papel, em sentido inverso, alimentos e outros produtos químicos registraram queda.
Conseqüência
Em maio, a taxa de crescimento apresentada pelo Estado do Paraná ficou acima do esperado. Para o restante do ano, a trajetória de crescimento deve permanecer, porém em ritmo menor do que o registrado em maio.
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A
TIVIDADEP
ESQUISAM
ENSAL DEE
MPREGO(
JUNHO/2008)
-
IBGE
Fato
Em junho, a taxa de desocupação foi de 7,8%, diminuindo 0,1 p.p. com relação ao mês anterior e 1,9 p.p. com relação a junho de 2007. O rendimento médio real habitual da população ocupada foi estimado em R$ 1.216,50, permanecendo praticamente estável com relação a maio, e aumentando 1,7% com relação a junho de 2007. O rendimento médio real domiciliar per capita, R$ 797,65, cresceu 0,7% no mês e 6,2% no ano. A massa de rendimento real habitual dos ocupados, mês de referência maio, ficou em R$ 26,7 bilhões, crescendo 0,9% no mês e 7,0% no ano.
Causa
Na análise da População Ocupada, com relação aos principais Grupamentos de Atividade, todos permaneceram estáveis frente ao mês anterior, e no comparativo com junho de 2007, apenas Construção, e Serviços domésticos permaneceram estáveis, enquanto os demais grupamentos tiveram aumento, com destaque para Educação, saúde, serviços sociais, administração pública,defesa e seguridade social, e Indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água.
Com relação a forma de inserção dos trabalhadores no mercado de trabalho, todas registraram estabilidade frente ao mês anterior, e no confronto com junho de 2007, os Empregados com carteira de trabalho assinada do setor privado, e os Militares ou funcionários públicos estatutários, tiveram aumentos, respectivamente de, 9,5%, e 5,9% em suas taxas de ocupação.
7 8 9 10 11 12 13 14
Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro
2003 2004 2005 2006 2007 2008
FONTE: IBGE
Conseqüência
A taxa de desocupação continua em queda, que deve ser intensificada a partir de agosto. Para o próximo ano, as políticas contensionistas deverão ter impacto negativo sobre o mercado de trabalho.
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A
TIVIDADEP
ESQUISAI
NDUSTRIALM
ENSAL DEE
MPREGO ES
ALÁRIO-
PIMES(
MAIO/2008)
-
IBGE
Fato
A Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário do mês de maio apresentou as seguintes informações: (Em %) BRASIL MAIO-2008/ ABR-2008 MAIO-2008/ MAIO-2007 ACUMULADO NO ANO ACUMULADO EM 12 MESES Pessoal Ocupado Assalariado -0,1 2,1 2,8 2,7
Nº. de Horas Pagas -0,7 1,6 2,6 2,4
Folha de Pagamento Real 0,8 7,0 6,4 6,1
Causa
Na comparação com igual mês do ano passado, o indicador de Pessoal Ocupado Assalariado completa seqüência de vinte e três taxas positivas, registrando crescimento em nove dos quatorze locais pesquisados e em doze dos dezoito segmentos. Por local, os principais resultados positivos foram em São Paulo, Minas Gerais, e nas Regiões Norte e Centro-Oeste. Por segmento as maiores pressões positivas vieram de máquinas e equipamentos, meios de transporte, máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações, produtos de metal, e alimentos e bebidas. Em sentido contrário, os principais impactos negativos vieram de calçados e artigos de couro, vestuário e têxtil.
Também no confronto com maio de 2007, o Número de Horas Pagas, cresceu pela vigésima quarta vez consecutiva, com aumento em oito dos quatorze locais pesquisados, e destaques positivos para: São Paulo, Minas Gerais, e Região Norte e Centro-Oeste. Em termos setoriais, os maiores avanços vieram de máquinas e equipamentos, meios de transporte, e produtos de metal, por outro lado calçados e artigos de couro, vestuário e madeira, apontaram variação negativa.
O indicador relativo ao Valor de Folha de Pagamento Real, na comparação com o mesmo mês do ano anterior registrou aumento em todos os locais pesquisados, neste comparativo, os destaques positivos foram São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, e Paraná, este último com destaque para os segmentos de máquinas e equipamentos, e alimentos e bebidas. Nacionalmente, os setores que apresentaram os maiores impactos positivos foram meios de transporte, produtos químicos, e produtos de metal, e as maiores quedas vieram de papel e gráfica, calçados e artigos de couro, e madeira.
Conseqüência
Os resultados do mês refletem à estabilidade que vem ocorrendo no segmento industrial. Para os próximos meses é aguardada continuidade no crescimento, mantendo, todavia, taxas mais modestas do que as apresentadas em 2007.
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A
TIVIDADES
ONDAGEM DAI
NDÚSTRIA(
JULHO/2008)
-
FGV
Fato
O Índice de Confiança da Indústria – ICI, sem ajuste sazonal diminuiu 0,7% entre os meses de junho e julho, passando de 121,6 para 120,8 pontos. Com ajuste sazonal, o índice medido entre os meses de abril e julho avançou de 116,4 para 120,1 pontos. Nesta comparação o Índice relativo a Situação Atual cresceu 4,13%, chegando a 126,7 pontos, enquanto que o Índice de Expectativas elevou-se 4,13%, atingindo 113,4 pontos.
Jan./06 Mar./06 Maio/06 Jul./06 Set./06 Nov./06 Jan./07 Mar./07 Maio/07 Jul./07 Set./07 Nov./07 Jan./08 Mar./08 Maio/08
80 90 100 110 120 130 140
Índice de Confiança Índice da Situação Atual Índice de Expectativas
Jul./08 FONTE: FGV 82,7 83,8 84,6 84,7 82,4 83,1 84,4 85,2 86,1 87,2 84,3 85,2 86,1 86,3 85,6 76,0 78,0 80,0 82,0 84,0 86,0 88,0 90,0 Abr./ 06 Jun. /06 Ago ./06 Out ./06 Dez ./06 Fev./ 07 Ab r ./07 Jun. /07 Ago . /07 Out ./07 D ez./ 07 Fev./ 08 Abr./ 08 Jun. /08
Nível de Utilização da Capacidade Instalada - NUCI FONTE: FGV
Causa
Entre abril e julho, no índice relativo à Situação Presente houve melhora de 31,1% para 40,2% na parcela dpas empresas que julgam à situação atual dos negócios, como boa, enquanto a proporção das que a consideram fraca aumentou de 6,3% para 7,6%.
No Índice das Expectativas, houve redução de 62,9% para 56,9% nas empresas que esperam melhora, e de 7,2% para 4,2%, nas que prevêem piora para os próximos seis meses.
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Conseqüência
Os resultados mostram que a indústria, apesar de ainda se manter aquecida, apresenta um ritmo menos intenso do que o de 2007, situação que deve se manter nos próximos meses.
A
TIVIDADEICC
-
Í
NDICE DEC
ONFIANÇA DOC
ONSUMIDOR(
JULHO/2008)
-
FGV
Fato
Entre os meses de junho e julho, o ICC reduziu 4,9% caindo de 107,2 para 101,9. O índice da Situação Atual recuou de 112,9 para 101,2, atingindo o menor nível desde março de 2007, e o Índice das Expectativas diminuiu de 104,2 para 102,3.
95 100 105 110 115 120 125 130 Set./ 05 Nov./ 05 Jan. /06 Mar. /06 Maio /06 Jul./0 6 Set./ 06 Nov./ 06 Jan. /07 Mar ./07 Mai o/07 Jul./ 07 Set./ 07 Nov./ 07 Jan. /08 Mar ./08 Mai o/08 Jul./ 08
Índice de Confiança Índice da Situação Atual Índice de Expectativas
FONTE: FGV
Causa
Com referencia a situação presente, a proporção de consumidores que avaliam a situação
econômica da cidade em que residem como boa diminuiu 4,8 p.p. e a dos que a consideram ruim
aumentou 11,5 p.p. No que tange ao futuro, houve redução de 2,3 p.p. na proporção de informantes que
prevêem comprar mais bens duráveis nos próximos meses, e aumento de 0,1 p.p. na parcela dos que
esperam comprar menos.
Conseqüência
O Índice de Confiança do Consumidor caiu pelo segundo mês consecutivo, e apresenta trajetória de queda desde março de 2008, quando atingiu o pico da série histórica. Esta redução deverá ter implicações na demanda agregada, podendo ter repercussão no próprio crescimento econômico.
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A
TIVIDADEL
EVANTAMENTOS
ISTEMÁTICO DAP
RODUÇÃOA
GRÍCOLA(
JUNHO/2008)
-
IBGE
Fato
A safra de grãos de 2008 deverá superar a de 2007 em 7,9%, atingindo volume recorde, todavia a estimativa de junho ficou 0,5% menor do que a de maio, em decorrência de fatores climáticos adversos que resultaram em perdas na cultura do milho 2ª safra. A área plantada em 2008 deverá ser de 47,1 milhões de hectares, 3,9% maior que a de 2007.
Causa
A produção de cereais, leguminosas e oleaginosas em números absolutos ficou assim distribuída pelas grandes regiões do país em 2008: Sul, 60,4 milhões de toneladas Centro Oeste, 49,4 milhões de toneladas Sudeste, 17,2 milhões de toneladasNordeste, 12,8 milhões de toneladas e Norte, 3,8 milhões de toneladas. Em relação à safra de 2007, 17 dos 25 produtos analisados apresentaram variação positiva, com destaque para arroz, café, cana-de-açúcar, feijão 2ª safras, mamona, e trigo. Com relação à área cultivada, as culturas da soja, milho e arroz devem ocupar respectivamente, 21,2, 14,4 e 2,9 milhões de hectares, e representam 90% da produção nacional estimada de grãos.
Conseqüência
O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola vem indicando ao longo dos meses que o crescimento da produção, supera o crescimento da área plantada, apontando aumento da produtividade evidenciando os avanços tecnológicos. Permanecendo assim, a expectativa de um novo recorde ao final do ano.
A
TIVIDADEP
ESQUISAM
ENSAL DOC
OMÉRCIO(
MAIO/2008)
-
IBGE
Fato
No mês de maio, o volume de vendas do comércio varejista, com ajuste sazonal, cresceu 0,6% em relação a abril. Nesta análise a receita nominal aumentou 1,3%. Nas demais comparações, sem ajustamento, as taxas para o volume de vendas foram de 10,5% sobre maio de 2007, 10,9% no acumulado do ano e de 10,3% no acumulado dos últimos doze meses. A receita nominal obteve taxas de 16,6% com relação a igual mês de 2007, 15,9% no acumulado no ano e 14,3% no acumulado em doze meses.
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ÍNDICES DE VOLUME E DE RECEITA NOMINAL DE VENDAS NO COMÉRCIO VAREJISTA POR TIPOS DE ÍNDICE (2003 = 100)
80 100 120 140 160 180 200 Jane iro Feve
reiro Março Abril Maio Junho Julho Agos to Sete mbr o Outu bro Nove mbr o Deze mbr o 2003 2004 2005 2006 2007 2008 FONTE: IBGE
Causa
Em maio foi apresentada pequena aceleração com relação a abril. No confronto com maio de 2007, todas as atividades do varejo tiveram alta no volume de vendas: Hipermercados, supermercados,
produtos alimentícios, bebidas e fumo, 8,4%; Móveis e eletrodomésticos, 16,1% Combustíveis e lubrificantes, 12,9%, Outros artigos de uso pessoal e doméstico, 10,6% Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, e de perfumaria, 12,9%, Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação,
29,9%, Tecidos, vestuário e calçados, 3,6%, e Livros, jornais, revistas e papelaria, 9,9%.
O bom desempenho do Comércio Varejista é reflexo de alguns fatores que tem efeitos generalizados, como, aumento da massa de salário, estabilidade de preços de produtos básicos, condições favoráveis de crédito para consumo e queda dos preços proporcionada pela concorrência dos importados, e outros fatores que afetam segmentos específicos como: a estabilidade de preços dos combustíveis, ampliação das vendas de medicamentos genéricos, crescente importância que os produtos de informática e comunicação nos hábitos de consumo das famílias, e a comemoração do dia das mães.
Conseqüência
A manutenção do desempenho favorável do Comércio Varejista é condicionada pelos fatores que tem alavancado os resultados em 2008, principalmente o crescimento do emprego e da renda e as boas condições de crédito para o consumo.
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I
NFLAÇÃOIGP
-
10
(
JULHO/2008)
-
FGV
Fato
O IGP-10 registrou variação de 2,00% em julho, aumentando 0,04 p.p. com relação a junho. No acumulado em doze meses o índice ficou em 14,73%.
IGP-10 Linear (IGP-10)
0,45% 1,47% 1,59% 1,52% 0,15% 1,02% 2,00% 0,71% 0,27% 0,0% 0,5% 1,0% 1,5% 2,0% 2,5% Ago./ 06 Set./0 6 Out./0 6 Nov./ 06 Dez./ 06 Jan. /07 Fev./ 07 Mar. /07 Abr./ 07 Maio/ 07 Jun. /07 Jul./0 7 Ago. /07 Set./ 07 Out./ 07 Nov./ 07 Dez./ 07 Jan. /08 Fev./ 08 Mar./0 8 Abr./0 8 Maio/ 08 Jun. /08 Jul./0 8 FONTE: FGV
Causa
No mês de janeiro, os componentes do IGP apresentaram os seguintes comportamentos: o IPA acelerou-se 0,33 p.p., o IPC e o INCC diminuíram 0,28 p.p. e 1,16 p.p., respectivamente. No IPA, o principal aumento ocorreu nas Matérias-Primas Brutas que cresceram 1,90 p.p. com relação ao mês anterior, com destaque para os itens: soja em grão, bovinos e milho em grão.
O grupo Alimentação, foi a principal queda no IPC. Os destaques nestes grupos foram: hortaliças e
legumes, panificados e biscoitos, e massas e farinhas. O grupo Despesas Diversas foi o único a
apresentar acréscimo em sua taxa de variação. No INCC, o índice de Serviços aumentou 0,08 p.p., enquanto Materiais recuou 0,22 p.p. e Mão-de-Obra 2,29 p.p.
Conseqüência
O IGP-10 continuou apresentando elevação, porém perdendo intensidade com relação ao mês anterior. Para os próximos meses, a expectativa é de arrefecimento nas variações.
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I
NFLAÇÃOIGP-M
(
JULHO/2008)
-
FGV
Fato
Em julho, o IGP-M variou 1,76%. No mês anterior a variação havia sido de 1,98%, em doze meses o acumulado é de 15,11%.
IGP-M Linear (IGP-M)
1,76 0,53 1,76 0,69 1,29 0,04 0,76 0,00 0,50 1,00 1,50 2,00 2,50 A g o. /0 6 S et ./0 6 O ut ./0 6 N o v. /0 6 D ez ./0 6 Ja n. /0 7 Fe v. /0 7 M ar ./0 7 A br ./0 7 M ai o/ 07 Ju n. /0 7 Ju l./ 07 A g o. /0 7 S et ./0 7 O ut ./0 7 N o v. /0 7 D ez ./0 7 Ja n. /0 8 Fe v. /0 8 M ar ./0 8 A br ./0 8 M ai o/ 08 Ju n. /0 8 Ju l./ 08 FONTE: FGV
Causa
Os três componentes do IGP-M apresentaram redução em fevereiro. O IPA, responsável por 60% da composição do índice, registrou variação de 2,20%, taxa 0,07 p.p. inferior a de junho. Contribuiu para esta queda, principalmente, o índice relativo aos Bens Finais com desaceleração de 0,85 p.p., devido a forte redução na variação dos preços de alimentos in natura. Os Bens Intermediários recuaram 0,01 p.p. frente ao mês anterior, e nas Matérias-Primas Brutas houve aceleração de 0,67 p.p., com destaque para o crescimento dos preços do milho, soja, e tomate.
O IPC apresentou variação de 0,65%, em julho, com queda de 0,24 p.p. frente ao mês anterior, sendo que apenas Transportes e Despesas Diversas, tiveram aceleração. Por outro lado, Alimentação foi o grupo, que mais contribuiu para a desaceleração do índice, com destaque para: hortaliças e legumes,
arroz e feijão, e panificados e biscoitos.
O INCC teve variação 1,25 p.p. inferior a do mês anterior, chegando a 1,42%, com queda nos três grupos: Materiais, 0,05 p.p., Serviços, 0,76 p.p., e Mão-de-Obra, 2,48 p.p., este último como conseqüência dos impactos decrescentes dos reajustes salariais nas cidades de Goiânia, Florianópolis e São Paulo. Por outro lado, houve pressão altista pelos reajustes salariais em Curitiba e Porto Alegre.
Conseqüência
O IGP-M, assim como os demais índices de inflação, começa a apresentar arrefecimento. Para os próximos meses, a tendência é que a inflação assuma trajetória de queda, porém ainda em patamares elevados.
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I
NFLAÇÃOIGP-DI
(
JUNHO/2008)
-
FGV
Fato
O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP - DI) registrou inflação de 1,89% em junho, crescendo 0,01 p.p. ante a inflação registrada em maio. O índice acumula alta de 7,15% nos seis primeiros meses do ano e 13,96% em doze meses.
Causa
Houve aumento em apenas um dos três componentes do IGP. O IPA, com peso de 60% na composição do índice, que cresceu 0,07 p.p., chegando a 2,29%. No IPA, os Bens Finais, recuaram 0,46 p.p. com a maior contribuição para a desaceleração partindo de alimentos processados. Os Bens
Intermediários diminuíram a variação em 0,27 p.p., principalmente em decorrência de materiais e componentes para a manufatura. Por outro lado as Matérias Primas Brutas, com destaque para: soja, bovinos, e laranja, aumentaram 0,37 p.p.
O IPC variou 0,77%, abaixo da variação de maio, quando apresentou variação de 0,87%. A maior contribuição para a desaceleração partiu do grupo Alimentação, com destaque para: hortaliças e legumes,
panificados e biscoitos, e laticínios. Também tiveram decréscimo nas taxas de variação, Saúde e Cuidados Pessoais e Transportes, influenciados por medicamentos em geral e óleo diesel,
respectivamente. No INCC, recuaram Materiais 0,09 p.p., e Mão-de-Obra 0,25 p.p., enquanto os Serviços aumentaram 0,66 p.p., fazendo com que o índice, recuasse 0,10 p.p.
1,89% 0,38% 1,47% 0,75% 1,39% 0,14% 0,81% 0,17% 0,0% 0,2% 0,4% 0,6% 0,8% 1,0% 1,2% 1,4% 1,6% 1,8% 2,0% Jul./0 6 Ago. /06 Set./0 6 Out./0 6 Nov ./06 Dez. /06 Jan. /07 Fev./ 07 Mar ./07 Abr./ 07 Maio /07 Jun. /07 Jul./ 07 Ago. /07 Set./ 07 Out ./07 Nov./ 07 Dez ./07 Jan. /08 Fev./ 08 Mar. /08 Abr./ 08 Mai o/08 Jun. /08 FONTE: FGV
Conseqüência
O IGP-DI perdeu aceleração, principalmente em decorrência da queda em alguns alimentos, como
Vitrine da Conjuntura, Curitiba, v.1, n.5, agosto 2008 14
I
NFLAÇÃOIPCA
(
JUNHO/2008)
-
IBGE
Fato
O IPCA variou 0,74% em junho, 0,05 p.p. abaixo da variação de maio. No acumulado no ano, o índice é de 3,64%, 1,56 p.p. superior ao registrado no mesmo período de 2007. Também no acumulado em doze meses, houve avanço de 0,48 p.p., com relação aos doze meses fechados em maio, atingindo 6,06%. Em Curitiba, as variações foram de 0,69% no mês, 0,26 p.p. abaixo da registrada em maio, e 3,87% no acumulado no ano.
Causa
O aumento do último mês foi decorrente novamente dos alimentos, que contribuíram com 0,47p.p., explicando 63% do resultado do IPCA, enntre os alimentos o item carnes foi o que apresentou a maior contribuição individual. Nos não alimentícios, os maiores aumentos foram no gás encanado, gás veicular,
passagens aéreas, artigos de higiene pessoal, artigos de limpeza, e salário de empregado doméstico.
Também no acumulado no ano, os alimentos tiveram o maior impacto no IPCA, representando 1,88 p.p. O segundo maior impacto no acumulado do ano ficou com o grupo saúde e cuidados pessoais.
IPCA acumulado em 12 meses IPCA variação mensal Linear (IPCA acumulado em 12 meses) 0 1 2 3 4 5 6 7 Ju n. /0 6 Ju l./ 06 Ag o./06 Set./06 O ut. /06 N o v ./0 6 D ez ./0 6 Ja n. /07 F e v./ 07 M ar./0 7 Ab r./07 M aio /0 7 Ju n. /0 7 Ju l./ 07 Ag o./07 Set./07 O ut. /0 7 N o v ./0 7 D ez ./07 Ja n. /08 Fe v./ 08 M a r./0 8 Ab r./08 M aio /0 8 J u n. /0 8 -0,40 -0,20 0,00 0,20 0,40 0,60 0,80 1,00 FONTE: IBGE
Conseqüência
Em junho o IPCA apresentou desaceleração, porém a inflação continua elevada, e ainda levará um tempo para que retroceda a níveis aceitáveis.
Vitrine da Conjuntura, Curitiba, v.1, n.5, agosto 2008 15
I
NFLAÇÃOIPCA
-
15
(
JULHO/2008)
-
IBGE
Fato
O IPCA - 15 registrou alta de 0,63% em julho, caindo 0,27 p.p. com relação a junho. Nos últimos doze meses o acumulado é de 6,30%, e no ano 4,33%. Em Curitiba, o índice chegou a 1,11%, apresentando a maior variação regional, 0,49 p.p. acima do registrado em junho, e acumulando variação de 4,82% no ano.
Causa
O grupo Alimentação e Bebidas, continuou sendo o responsável pela maior parte na composição do índice, 63%, porém apresentou variação 0,55 p.p. menor do que a do mês anterior chegando a 1,75%. Dentre os produtos que tiveram variação menos intensa destacam-se o arroz, o pão francês, e a farinha
de trigo. Os produtos alimentícios que apresentaram os maiores aumentos foram: o feijão preto, o feijão carioca, carnes, e refeição fora do domicílio. Dentre os produtos não alimentícios, apenas o grupo transportes apresentou variação crescente entre junho e julho, ocasionado, principalmente pelo aumento
da gasolina.
Conseqüência
Em julho, apesar do índice ainda continuar em patamar elevado começou a apresentar arrefecimento, sendo esperada acomodação dos índices para os próximos meses. Todavia, a meta de 2008 já está comprometida.
I
NFLAÇÃOC
USTOS EÍ
NDICES DAC
ONSTRUÇÃOC
IVIL-
SINAPI(
JUNHO/2008)
-
IBGE-
C
AIXAE
CONÔMICAF
EDERAL
Fato
O Índice Nacional da Construção Civil variou 1,24% em junho, 0,63 p.p. abaixo da variação de maio e 0,71 p.p. maior do que a de junho de 2007. Em doze meses, o acumulado é de 8,26%, e no ano 5,28%. O custo nacional por metro quadrado passou de R$ 629,91, em maio, para R$ 637,69 em junho, sendo R$ 363,94 relativos aos materiais e R$ 273,75 à mão-de-obra.
No Estado do Paraná, as variações foram de 4,88% no mês, 7,07% no ano e 10,80% em doze meses, e o Custo Médio atingiu R$ 643,81.
Vitrine da Conjuntura, Curitiba, v.1, n.5, agosto 2008 16 2005 2006 2007 2008 0 0,5 1 1,5 2
Jan. Fev. Mar. Abr. Maio Jun. Jul. Ago. Set. Out. Nov. Dez.
FONTES: IBGE e Caixa Econômica Federal
Causa
Na composição do índice a parcela dos materiais variou 1,44%, 0,84 p.p. acima do índice de maio, e a componente mão-de-obra, 0,96%, recuando 2,64 p.p. em relação ao mês anterior, porém ainda pressionado, pelos reajustes salariais praticados no Paraná e Rio Grande do Sul. Nos últimos doze meses, os acumulados foram: 7,87% para materiais e 8,78% para mão-de-obra. No ano: 4,66% e 6,11%, para materiais e mão-de-obra, respectivamente. Ambos acima dos resultados de 2007. No mês as variações regionais foram: 1,05% na Região Norte 0,60% na Região Nordeste 0,88% no Sudeste 1,04% no Centro-Oeste, e 3,62% no Sul. Ainda na verificação regional, os custos foram os seguintes: Sudeste, R$ 679,07 Sul, R$ 634,22 Norte, R$ 618,37 Centro-Oeste, R$ 607,39 e Nordeste R$ 539,99.
Conseqüência
Conforme esperado, o Sinapi apresentou desaceleração no mês após o forte impacto do reajuste salarial de São Paulo ocorrido em maio, porém, de maneira semelhante a outros índices de preços, este ainda segue bastante acima do registrado nos anos anteriores.
O
PERAÇÕES DEC
RÉDITON
OTA ÀI
MPRENSA(
JUNHO/2008)
-
BACEN
Fato
O total das operações de crédito do sistema financeiro atingiu R$ 1.067 bilhões em junho. O total do
crédito com relação ao PIB cresceu 0,2 p.p. frente ao mês anterior, e 4,5 p.p. no confronto com junho de
2007, atingindo 36,5%. A taxa média de juros das operações de crédito referencial chegou a 38% a.a., com aumentos de 0,4 p.p. no mês e 1,3 p.p. em doze meses. A taxa de inadimplência da carteira de crédito referencial caiu 0,3 p.p., alcançando 4%. O spread bancário situou-se em 24,5 p.p., com queda de 1,3 p.p. em doze meses, e estabilidade com relação ao mês anterior.
Vitrine da Conjuntura, Curitiba, v.1, n.5, agosto 2008 17
Causa
Em junho, o volume total das operações de crédito cresceu 2,1% e 33,4% em doze meses. Os créditos contratados com recursos livres, que representam 71,5% do crédito total, alcançaram R$ 763,5 bilhões, com expansões de 2,3% no mês e 37% em doze meses. Nestes recursos, nas operações realizadas com pessoas físicas, houve expansão de 1,6% no mês e 32,4% em doze meses, atingindo R$ 360,9 bilhões. No segmento pessoas jurídicas houve maior expansão, 3% no mês e 41,3% em doze meses, chegando a R$ 402,5 bilhões.
O estoque de crédito correspondente a recursos direcionados atingiu R$ 303,9 bilhões em junho, com crescimentos de 1,7% no mês, e 25,3% na comparação com junho de 2007. O crescimento foi atribuído principalmente ao crescimento de 1,1% nos financiamentos concedidos pelo BNDES, que representam 57,4% do total do crédito direcionado. No mês, as contratações realizadas pelos setores
rural e habitacional cresceram 2,3% e 2,9%, respectivamente.
A taxa média de juros, relativa às operações de crédito referencial, para as famílias, cresceu 1,7 p.p. no mês alcançando 49,1%. Por outro lado, para pessoas jurídicas as taxa de juros apresentaram retração de 0,3 p.p., situando-se em 26,6%. A inadimplência apresentou diminuição de 0,4 p.p., para pessoas físicas chegando a 7%, e no segmento de pessoas jurídicas reduziu-se 0,1 p.p., situando-se em 1,7%.
Conseqüência
A expectativa é de continuidade no crescimento do crédito e da relação Total do Crédito/PIB, porém em ritmo menos intenso do que o registrado no ano anterior, principalmente em decorrência da desaceleração no ritmo dos financiamentos contratados com pessoas físicas, motivado por fatores como a elevação na taxa SELIC.
S
ETORE
XTERNON
OTA ÀI
MPRENSA(
JUNHO/2008)
-
BACEN
Fato
Em junho, o Balanço de Pagamentos registrou superávit de US$ 2,6 bilhões. As reservas internacionais aumentaram US$ 2,9 bilhões, totalizando US$ 200,8 bilhões e a dívida externa somou US$ 205 bilhões, com aumento de US$ 2,3 bilhões frente ao mês anterior.
Causa
No que tange ao Balanço de Pagamentos, o saldo da conta de transações correntes foi negativo em US$ 2,6 bilhão, acumulando nos últimos doze meses, déficit de US$ 18,1 bilhões, equivalente a 1,3% do PIB. A conta capital e financeira registrou entrada líquida de US$ 6 bilhões. Destacaram-se no mês, o ingresso líquido de US$ 2,7 bilhões em investimentos estrangeiros diretos.
A movimentação das reservas, durante o mês de abril foi conseqüência, principalmente, de compras do Banco Central no mercado doméstico de câmbio que somaram US$ 2 bilhões, nas operações externas destaca-se a receita de US$ 603 milhões obtida com a remuneração das reservas.
Vitrine da Conjuntura, Curitiba, v.1, n.5, agosto 2008 18
A dívida externa de médio e longo prazo apresentou elevação de U$ 700 milhões, totalizando US$ 165 bilhões, enquanto a dívida de curto prazo ampliou-se em US$ 1,6 bilhão, atingindo US$ 39,8 bilhões.
Conseqüência
O superávit no Balanço de Pagamentos tem sido determinado principalmente por movimento de
capitais, enquanto que o saldo de transações correntes vem apresentando sucessivos déficits, todavia, o
ingresso em investimentos diretos, e o bom volume de reservas afastam a vulnerabilidade externa.
P
OLÍTICAF
ISCALN
OTA ÀI
MPRENSA(
JUNHO/2008)
-
BACEN
Fato
O superávit primário do setor público em junho foi de R$ 11,2 bilhões. Em doze meses o acumulado é de R$ 116 bilhões, o que equivale a 4,27% do PIB, 0,07 p.p. abaixo do registrado em maio. No ano, o
superávit é de R$ 86,1 bilhões, 6,19% do PIB, 0,38 p.p. acima do mesmo período de 2007. A dívida líquida do setor público, como percentual do PIB caiu 0,2 p.p. com relação a maio, atingindo o montante de R$
1.180 bilhões, equivalente a 40,4% do PIB. No ano, a variação da dívida líquida registrou queda correspondente a 2,3 p.p. do PIB. Os juros nominais, apropriados pelo critério de competência, totalizaram R$ 17 bilhões, em junho. No acumulado em doze meses, os juros atingiram R$ 168,7 bilhões, 6,21% do
PIB, crescendo 0,15 p.p. com relação ao acumulado até maio. No ano, os juros apropriados foram de R$ 88
bilhões, 6,32% do PIB, 0,07 p.p. menor do que o observado no primeiro semestre de 2007.
Causa
Todos os segmentos do setor público registraram superávit em junho: Governo Central, R$ 7,1 bilhões, Governos Regionais, R$ 3,1 bilhões, e as empresas estatais, R$ 1 bilhão. Os juros nominais apropriados cresceram 4,94% frente ao mês anterior, em decorrência do maior número de dias úteis e do efeito da apreciação cambial.
Principalmente como conseqüência da apropriação dos juros, o resultado nominal foi deficitário em R$ 5,8 bilhões em maio. No ano, o déficit nominal é de R$ 1,9 bilhão, 0,14 % do PIB, sendo o menor déficit
acumulado no primeiro semestre desde o início da série, em 1991. Em doze meses, o déficit nominal atingiu
R$ 527 bilhões, 1,94% do PIB, elevando-se 0,22 p.p. do PIB no comparativo com maio.
No que se refere à queda da relação entre dívida líquida e PIB, os principais fatores foram o
superávit primário, e o efeito do crescimento do PIB valorizado.
Conseqüência
O resultado fiscal do Governo continua apresentando significativo superávit, todavia o crescimento da taxa SELIC, poderá implicar em maior apropriação de juros, uma vez que 29% dos títulos da dívida