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Estudo da força em alunos do 11º ano sujeitos a intervenção: relatório de estágio

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Academic year: 2020

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Universidade do Minho

Instituto de Educação

janeiro de 2019

Relatório de Estágio. Estudo da Força em

alunos do 11º ano sujeitos a intervenção

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Francisco Manuel Gonçalves Oliveira

janeiro de 2019

Relatório de Estágio. Estudo da Força em

alunos do 11º ano sujeitos a intervenção

Universidade do Minho

Instituto de Educação

Relatório de Estágio

Mestrado em Ensino de Educação Física

nos Ensinos Básico e Secundário

Trabalho realizado sob a orientação da

Prof. Doutora Maria Beatriz Ferreira

Leite de Oliveira Pereira

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ii DECLARAÇÃO

Nome: Francisco Manuel Gonçalves Oliveira Endereço eletrónico: [email protected] Número do Cartão de Cidadão: 14556725

Título do Relatório: Relatório de Estágio. Estudo da Força em alunos do 11º ano sujeitos a

intervenção.

Orientador(es): Prof. Doutora Maria Beatriz Ferreira Leite de Oliveira Pereira Ano de conclusão: 2019

Designação do Mestrado:

Mestrado em Ensino de Educação Física nos Ensinos Básico e Secundário.

É AUTORIZADA A REPRODUÇÃO INTEGRAL DESTE RELATÓRIO APENAS PARA EFEITOS DE INVESTIGAÇÃO, MEDIANTE DECLARAÇÃO ESCRITA DO INTERESSADO, QUE A TAL SE COMPROMETE;

Universidade do Minho, ___/___/______

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Agradecimentos

O presente Relatório de Estágio, apesar de se constituir num documento individual e específico, o mesmo não teria sido concluído, sem a ajuda e a colaboração de pessoas que, diretamente ou indiretamente, contribuíram para a sua realização.

As minhas primeiras palavras têm de ser forçosamente para os meus pais e irmão, pelo apoio que me deram ao longo destes anos e por sempre terem acreditado em mim. Eles tornaram todo este meu percurso académico exequível.

Agradeço a paciência interminável da minha namorada nas horas mais difíceis.

Endereço palavras de gratidão à professora supervisora, professora doutora Beatriz Pereira pela sua constante disponibilidade, incentivo e exigência. À mestre, Isabel Machado, professora cooperante, pelo seu marcante trabalho de orientação ao longo de um ano letivo, repleto de conhecimentos, práticas, estímulos, companheirismo e dedicação.

Um obrigado especial aos meus companheiros de estágio, José Santos e Vítor Araújo, pela amizade, compreensão, partilha de conhecimentos e alegrias.

Dedico este espaço a todos aqueles que contribuíram de forma manifesta ou latente para a concretização deste percurso.

Aos alunos da turma à qual realizei esta experiência, pela cooperação, empenho, afeto e pelas atitudes dignas que marcaram este meu ano de estágio.

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iv

Estudo da força em alunos do 11º ano sujeitos a intervenção

Resumo:

No âmbito do Mestrado em Ensino de Educação Física nos Ensinos Básico e Secundário foi realizado o estágio curricular que visa a prática pedagógica, a fim de colocar em execução todo o conhecimento adquirido.

O estágio desenvolveu-se em três áreas de desempenho: I. Organização e gestão do ensino da aprendizagem; abordando temas como a conceção, o planeamento, a realização e a avaliação; II. Participação e relação com a comunidade educativa; em que está inserida toda a minha envolvência com a comunidade escolar e onde são apresentadas todas as atividades realizadas durante o ano curricular; e III. Formação e educação investigacional em Educação Física; que contempla um estudo sobre a força em alunos do 11º ano de escolaridade sujeitos a intervenção.

A amostra foi constituída por oitenta e cinco alunos, de ambos os géneros, pertencentes a quatro turmas, com idades compreendidas entre os dezasseis e dezoito anos de uma escola secundária de Guimarães. Este estudo tem como objetivo compreender o efeito da intervenção nos alunos nas diferentes variáveis de força: Flexões de braços, Abdominais, Impulsão Horizontal e Impulsão Vertical utilizando como instrumento o programa FitEscola.

Concluiu-se que a aplicação de alguns exercícios específicos provocou melhorias na força, evidenciando melhorias estatisticamente significativas para o grupo de intervenção na variável de Flexões de Braços. O estudo sugere a possibilidade de alcançar melhores resultados ao nível da força, mediante a inclusão de exercícios específicos no plano de aulas.

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v

Study of the strength in students of the 11th grade subjected to

intervention

Abstract:

In the scope of the Master's Degree in Physical Education Teaching in Basic and Secondary Education, conducted a curricular internship which aims at the pedagogical practice, in order to put into practice all the knowledge acquired.

The internship was developed in three performance areas: I. Organization and management of learning teaching; addressing issues such as conception, planning, implementation and evaluation; II. Participation and relationship with the educational community; in which all my involvement with the school community is inserted and all the activities carried out during the curricular year are presented; and III. Investigational Training and education in Physical Education; that contemplates a study on the strength in students of the 11th grade subjected to intervention.

The sample consisted of eighty - five students of both genders, belonging to four classes, aged between sixteen and eighteen years old of a secondary school in Guimarães. This study aims to understand the effect of intervention on students in the different strength variables: Arm Push-Ups, Sit-Ups, Horizontal Impulse and Vertical Impulse using the FitSchool program as an instrument.

It was concluded that the application of some specific exercises lead to improvements in strength, showing statistically significant improvements for the intervention group in the variable of Arms Pushups. The study suggests the possibility of achieving better results at the level of strength, by including specific exercises in the lesson/class plan.

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Índice Geral

Agradecimentos ... iii

1. Introdução ... 1

2. Intervenção Pedagógica no Processo Ensino Aprendizagem ... 2

2.1. Enquadramento Pessoal ... 2

2.2. Enquadramento Institucional ... 3

2.2.1. Caraterização do meio ... 3

2.2.2. Caraterização da Escola ... 4

2.2.3. Caraterização da Turma ... 5

2.2.4. Grupo disciplinar de Educação Física ... 5

2.2.5. Supervisão ... 6

3. Área 1 – Organização e Gestão do Ensino da Aprendizagem ... 7

3.1. Conceção ... 7 3.2. Planeamento ... 9 3.3. Realização ...11 3.4. Avaliação ...13 3.4.1. Avaliação Diagnóstica ...14 3.4.2. Avaliação Formativa...14 3.4.3. Avaliação Sumativa...15

4. Área 2 – Participação na Escola e relação com a comunidade educativa ...16

5. Área 3 - Formação e Investigação Educacional em Educação Física ...19

Estudo da Força em alunos do 11º ano de escolaridade sujeitos a uma intervenção ...19

5.1. Enquadramento teórico ...19 5.2. Objetivo Geral ...21 5.2.1. Objetivos Específicos ...21 5.3. Metodologia ...21 5.3.1. Tipo de estudo ...21 5.3.2. Caraterização da amostra ...22 5.3.3. Instrumentos ...23 5.3.4. Descrição da Intervenção...23

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5.3.5. Variáveis ...24

5.3.6. Autorização dos alunos ...24

5.3.7. Tratamento dos dados ...24

6. Resultados ...25 7. Discussão de Resultados ...32 8. Conclusões ...34 9. Reflexão Final ...35 10. Referências bibliográficas ...36 ANEXOS ...39

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Índice de Ilustrações

Ilustração 1 – Pavilhão ... 40 Ilustração 2 – Auditório ... 40 Ilustração 3 e 4 - Exterior ... 40 Ilustração 5 - Rollement ... 41

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1. Introdução

O presente relatório de estágio insere-se no âmbito da unidade curricular Iniciação à Prática Profissional, do curso de Mestrado em Ensino de Educação Física nos Ensinos Básico e Secundário da Universidade do Minho.

Ao longo do ano letivo 2017/2018 colaborei com uma escola Secundária pertencente ao concelho de Guimarães exercendo a função de professor estagiário na disciplina de Educação Física numa turma de 11º ano.

O objetivo deste relatório final é transpor as expectativas em relação ao estágio, fazer uma análise e reflexão de todo o trabalho efetuado ao longo do ano curricular.

Este relatório encontra-se organizado de acordo com as regras do Documento Orientador do Estágio Profissional. Neste sentido o relatório está dividido em três grandes partes/áreas, com os respetivos pontos de ligação: Área I - Organização e Gestão do Ensino Aprendizagem, Área II – Participação na Escola e Relação com a Comunidade, Área III - Desenvolvimento Profissional e Investigativo em Educação Física.

A Área I – Organização e Gestão do Ensino Aprendizagem, onde abordo temas como a Conceção, o Planeamento, Realização e a Avaliação.

A Área II – Participação na escola e Relação com a Comunidade, refere-se a toda a minha envolvência e participação na escola e a relação com toda a comunidade escolar, onde apresento todas as atividades realizadas, assim como as formações.

Por fim, a Área III – Desenvolvimento Profissional e Investigativo em Educação Física, é onde surge o meu estudo da Força em alunos do 11º ano de escolaridade sujeitos a intervenção. Trata-se de um estudo quase experimental com uma avaliação inicial (antes da intervenção) e uma avaliação final, assim como, a comparação com uma turma de controlo da escola, turma esta que não teve qualquer plano de treino específico de exercícios de força.

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2. Intervenção Pedagógica no Processo Ensino Aprendizagem

2.1. Enquadramento Pessoal

Nasci no ano de 1994 e sou natural da freguesia de Azurém, concelho de Guimarães. O desporto sempre fez parte da minha vida iniciando com 6 anos a prática de natação, porém a minha grande paixão seria o futebol no qual me inscrevi aos 7 anos na escola de futebol “Os Afonsinhos”, pertencente ao clube Vitória Sport Clube. Por volta dos 10 anos, iniciei a prática de futebol de forma federada ingressando no clube Amigos de Urgezes durante 3 anos. Após um convite feito pelo treinador, fui jogar para o clube da terra de onde vivia, Pencelo, onde joguei até ao escalão de Juvenis (17 anos). Acabava assim a minha experiência como atleta de futebol federado e inscrevi-me com 18 anos na Universidade, onde obtive a licenciatura no curso de Educação Física e Desporto. No ano de estágio desse mesmo curso optei por estagiar durante uma época desportiva no Vitória Sport Clube como Treinador de futebol de formação onde desenvolvi grandes competências na área de planeamento e gestão do treino, na observação e análise do jogo, na área da intervenção e comunicação, e no relacionamento com os atletas. Após esta experiência, ingressei no Futebol Clube Vizela para a função de Treinador de futebol formação durante dois anos. Neste momento encontro-me a desempenhar as mesmas funções, Treinador de futebol formação, mas numa outra escola de futebol, a Dragon Force Braga – FC Porto.

Porém, o desejo de um dia ser professor de Educação Física, levou a inscrever-me no Mestrado em Ensino de Educação Física nos Ensinos Básico e Secundário. Consciente da responsabilidade da profissionalização enquanto professor, tive sempre presente a importância no desenvolvimento pessoal, intelectual, social, afetivo e moral de cada aluno. Tive a preocupação enquanto professor de Educação física, de desenvolver nos alunos capacidades físicas e cognitivas, tentando modificar também, atitudes e comportamentos sociais de acordo com a nossa cultura (sociedade), cumprindo os objetivos estipulados pela escola e programa Nacional de Educação Física elaborado pelo Ministério de Educação, promovendo a independência e autonomia dos alunos dos domínios psico-motor, cognitivo e socio-cultural (sócio e afetivo).

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3 O meu querer, a minha determinação e as minhas ambições fazem com que eu responda a todas as exigências e seja capaz de aplicar todos os meus conhecimentos de uma forma eficaz, criativa e proativa. Ao longo desta passagem pelo ensino de Educação Física procurei aplicar todos os meus conhecimentos anteriormente, aprendidos.

2.2. Enquadramento Institucional

2.2.1. Caraterização do meio

A escola situa-se no Norte de Portugal, mais propriamente no concelho de Guimarães, no distrito de Braga. De acordo com o Instituto Nacional de Estatística, Censos (2011), o distrito de Braga tem uma população residente de aproximadamente 181494 habitantes. Guimarães é a cidade mais histórica de Portugal e é considerada Cidade Berço da Nação, onde nasceu o primeiro Rei de Portugal D. Afonso Henriques. O concelho tem 20 freguesias, e está limitado por vários concelhos, a Norte pela Póvoa de Lanhoso, a leste por Fafe, a sul fica Felgueiras, que tem a oeste Famalicão e a noroeste de Braga. Tem 158124 habitantes (2011). Guimarães é Património Cultural da Humanidade, atributo dado pela UNESCO em 2001 e em 2012 foi Capital Europeia da Cultura e considerado pela revista New York Times como um dos melhores destinos a visitar.

A nível de instalações desportivas a cidade de Guimarães está bem equipada e nos últimos anos assistiu a uma grande evolução a nível de instalações, a construção de um pavilhão multiusos, piscinas, pistas de atletismo Gémeos Castro, dois parques desportivos. A instituição mais conceituada da cidade é o Vitória Sport Clube, o clube tem várias modalidades como o Atletismo, Boxe/Kickboxing, Jiu-Jitsu, Voleibol, Basquetebol, Judo, Taekwondo, Ténis de mesa, Natação, Pólo Aquático e como modalidade principal o Futebol onde se destaca por ser um dos clubes mais emblemáticos da 1ª liga nacional, onde já conquistou uma supertaça e uma taça de Portugal. Também tem o Moreirense que é a segunda maior instituição desportiva do concelho de Guimarães que, a nível de futebol, também milita na 1ª liga. Guimarães, em 2013, foi Cidade Europeia do Desporto, atributo concedido pela Associação das Capitais Europeias do Desporto.

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4 2.2.2. Caraterização da Escola

Situada no centro da cidade, a Escola Secundária onde realizei o estágio foi criada em 1864 como Escola Industrial. Mais tarde, passados 20 anos viria a funcionar como Escola de Desenho Industrial e foi das escolas com mais destaque a nível nacional, pois permitia uma boa preparação técnica aos alunos. Tinha uma grande capacidade de acompanhar o desenvolvimento nacional, a nível industrial. Hoje faz parte do agrupamento com mais 4 escolas e é uma das três escolas públicas do Ensino Secundário em Guimarães. Relativamente aos recursos materiais e espaciais existem três espaços de aula: pavilhão, auditório e espaço exterior. No pavilhão os espaços estão divididos em três, sendo que os espaços que se situam nas extremidades contêm duas tabelas de basquetebol, uma baliza de futsal/andebol, e um conjunto de espaldares, o espaço do meio apenas tem duas tabelas de basquetebol (ilustração 1). O auditório é um espaço apropriado a unidades didáticas como o Treino Funcional e Dança (ilustração 2). No exterior existem apenas duas tabelas de basquetebol e uma pista de atletismo com 20 metros e uma caixa de saltos que fica situada no fim da pista (ilustração 3 e 4).

A escola também se apresenta bastante bem equipada a nível de material de apoio à disciplina de Educação Física, existindo uma arrecadação sempre bem organizada e limpa, oferecendo bolas variadas e específicas para cada unidade didática, coletes de diversas cores e sinalizadores, bem como redes e suportes para as redes de Voleibol, mini balizas para Futebol, raquetas de Badmínton e respetivos volantes, bem como, material avançado para a prática de Treino Funcional, unidade didática inovadora no seio escolar, como por exemplo, Fitball, Bosu, Cordas Naval, Halteres, Kettlebells, entre outros. As condições de trabalho revelaram ser bastante satisfatórias, tornando-se um fator preponderante para o sucesso do professor, assim como, para um melhor e mais eficiente aproveitamento da parte dos alunos.

Ao longo do ano letivo as aulas decorreram sempre com grande adesão por parte dos alunos. As dificuldades que senti, foram superadas porque no meu planeamento de aula didático procurei contemplar todos os aspetos e incentivar, de igual forma, todos os alunos.

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5 2.2.3. Caraterização da Turma

De forma a efetuar um estudo mais pormenorizado, submetemos um inquérito individual que nos permitiu traçar o perfil social, biográfico e desportivo de cada aluno, dando pistas essenciais para abordagens de assuntos considerados importantes para o desenvolvimento integral dos alunos. Após a recolha dos dados, pudemos concluir que a turma é constituída por 26 alunos, mas apenas 20 frequentam o presente o ano letivo. Dos 20 alunos presentes 12 são raparigas e 8 são rapazes. Em relação à residência, todos os alunos são da periferia de Guimarães, à exceção de três que habitam nos concelhos de Famalicão e Vizela. No que se refere aos pais dos alunos, na sua maioria, têm idades entre os 38 e os 67 anos e o seu grau de escolaridade é muito baixo - estão na maioria abaixo da escolaridade obrigatória e apenas dois são licenciados. Em termos de hábitos e estilos de vida dos alunos, conclui-se que não há nenhum caso preocupante, todos mantêm um estilo de vida saudável. Podemos concluir que a turma tem uma atitude bastante positiva, no que respeita à prática de Atividade Física no seu dia-a-dia e que estão motivados para a prática pedagógica, o que proporciona um bom ambiente nas aprendizagens.

2.2.4. Grupo disciplinar de Educação Física

Os 10 professores que fazem parte do grupo disciplinar de Educação Física receberam-nos de forma amistosa, demonstrando disponibilidade para colaborar com os estagiários, mas ao mesmo tempo solicitaram da nossa parte, novas ideias e atitudes perante o desenvolvimento da disciplina. Assim, a nossa experiência enquanto professores estagiários foi mais enriquecedora e produtiva ao longo de todo o ano letivo, alargando os nossos conhecimentos em relação à prática pedagógica.

Por sua vez, o trabalho por mim desenvolvido e pelo grupo de Estágio de Educação Física trouxe novas ideias e dinamismo à Escola Secundária.

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6 2.2.5. Supervisão

Batista, Graça e Pereira (2012, pág.98) afirmam que “O papel do professor cooperante deve ser no sentido de conduzir os seus alunos estagiários, de forma gradual, tendo como ponto de partida uma preparação periférica para uma participação mais interna, mais ativa e mais autónoma. Este percurso de imersão na cultura profissional da escola quer-se que seja progressivo e refletido, para que a configuração e a reconfiguração das identidades profissionais possam ter lugar.”

Com o professor cooperante (PC) aprendi a refletir na minha atitude e postura perante a resolução de algumas situações no decorrer das aulas. Aprendi a planear, conduzir e avaliar o processo pedagógico. Partindo da experiência de longos anos, procurei absorver todo o conhecimento para que o meu estágio, fosse produtivo e o meu desenvolvimento efetivo.

Em relação à Professora Supervisora da Universidade do Minho, além da sua função de “sujeito” avaliador, proporcionou feedbacks construtivos tendo sempre como objetivo a melhoria das nossas competências profissionais. Demonstrou sempre disponibilidade para a resolução dos nossos problemas e dúvidas que foram surgindo, ajudando-nos a combater os nossos receios e momentos de angústia referentes ao estágio.

Por fim, o núcleo de Estágio de Educação Física da Universidade do Minho, desenvolveu um bom trabalho, auxiliando-nos de forma cooperativa e mutuamente nas tarefas que nos foram atribuídas.

De referir que fomos muito bem recebidos pelos professores orientadores dos núcleos de estágios de outras instituições de ensino superior, mostrando-se disponíveis para nos ajudar no que precisássemos.

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3. Área 1 – Organização e Gestão do Ensino da Aprendizagem

Esta área é composta por 4 etapas interligadas, a conceção, o planeamento, a realização e a avaliação do ensino. É neste momento que aplicamos todo o conhecimento e experiências adquiridas até então, e, a partir daí fazemos todos os ajustes necessários em função do contexto onde estamos inseridos.

3.1. Conceção

“O estágio profissional é o momento de aplicação das competências desenvolvidas até então, com o objetivo de transporem para a prática um conjunto de conhecimentos pouco vivenciados, sendo esta prática em contexto real a sua mais-valia, oferecendo aos futuros professores (…) a oportunidade de emergirem na cultura escolar nas suas diversas componentes, desde as suas normas e valores aos seus hábitos, costumes e práticas, que comprometem o sentir, o pensar e o agir dos estagiários.” (Batista e Queirós, 2013)

Esta é a primeira tarefa do professor, na qual projetamos a base de toda a nossa atuação, com o apoio da análise dos planos curriculares e do conhecimento do contexto cultural e social da escola onde nos inserimos e dos alunos que serão alvo da nossa lecionação.

“Todo o projeto de planeamento deve encontrar o seu ponto de partida na conceção e conteúdos dos programas ou normas programáticas de ensino, nomeadamente na conceção da formação geral, do desenvolvimento multilateral da personalidade, no grau de cientificidade e relevância prática social do ensino” (Bento, 2003, p.7)

Confesso que me sentia preparado e ansioso para enfrentar esta nova realidade, embora também sentisse aquele pequeno “nervosinho” de enfrentar pela primeira vez a turma. Penso que um dos fatores que contribui para este sentimento de confiança foi a boa preparação que tivemos ao longo destes quatro anos de formação, mas também pela minha experiência ao nível do treino, a qual me fortaleceu ao nível da comunicação e da interação com os “atletas”.

Para uma boa orientação neste sentido será necessário recorrer ao Programa Nacional de Educação Física (PNEF).

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8 “No 11.° e no 12.° anos, admite-se um regime de opções no seio da escola, entre as turmas do mesmo horário, de modo que cada aluno possa aperfeiçoar-se nas seguintes matérias (conforme os objetivos gerais): duas de Jogos Desportivos Coletivos, uma da Ginástica ou uma do Atletismo, Dança e duas das restantes. (p.17)”

O PNEF ajuda-nos na forma como planeamos e preparamos as aulas, tendo em conta as condições da escola e as caraterísticas dos alunos de forma a responder às necessidades dos objetivos do programa. Tem como finalidade a melhoria da qualidade de vida, saúde e bem-estar de forma a:

- Consolidar e aprofundar os conhecimentos e competências práticas relativos aos processos de elevação e manutenção das capacidades motoras;

- Alargar os limites do rendimento energético-funcional e sensório-motor ao nível da melhoria e manutenção da condição física, do desenvolvimento global, do exercício corporal e do rendimento desportivo; em trabalho muscular diversificado, nas correspondentes variações de duração, intensidade e complexidade.

Favorecer a compreensão e aplicação dos princípios, processos e problemas de organização e participação nos diferentes tipos de atividades físicas, na perspetiva da animação cultural e da educação permanente, valorizando, designadamente:

- A ética e o espírito desportivo;

- A responsabilidade pessoal e coletiva, a cooperação e a solidariedade;

- A consciência cívica na preservação das condições de realização das atividades físicas, em especial a qualidade do ambiente.

Reforçar o gosto pela prática regular das atividades físicas e aprofundar a compreensão da sua importância como fator de saúde ao longo da vida e componente da cultura, quer na dimensão individual, quer social:

- Assegurar o aperfeiçoamento dos jovens nas atividades físicas da sua preferência, de acordo com as suas características pessoais e motivações, através da formação específica e opcional, num conjunto de matérias que garanta o desenvolvimento multilateral e harmonioso da aptidão física, considerando nesse conjunto os diferentes tipos de atividades físicas:

- As atividades físicas desportivas nas suas dimensões técnica, tática, regulamentar e organizativa;

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9 - As atividades físicas expressivas (danças), nas suas dimensões técnica, de composição e interpretação;

- As atividades físicas de exploração da Natureza, nas suas dimensões técnica, organizativa e ecológica;

- Os jogos tradicionais e populares.

O professor de Educação Física, para que consiga cumprir os objetivos estipulados, serve-se das diferentes atividades (modalidades) físicas, utilizando-as como veículo, constituindo objetivos intermédios, sendo que estes irão permitir desenvolver no aluno as capacidades atrás mencionadas.

A execução das diferentes ações técnicas que compõem cada modalidade deve ser exigida apenas pelo mínimo necessário para que o objetivo principal seja cumprido, ou alcançado. Interessa, portanto, que o aluno consiga jogar, ou realizar qualquer atividade física, socializando-se e cooperando com os colegas.

Estas informações foram, sem dúvida, essenciais para suportar a base de todo o planeamento e adequar o processo de ensino/aprendizagem o melhor possível à realidade com o qual eu me confrontei.

3.2. Planeamento

“O planeamento constitui a esfera de decisão na qual o professor pré-determina quais os efeitos a alcançar no ensino e para que são despendidos tempo e energias.” (Bento, 2003, p.16)

Ao longo deste ano letivo, pude verificar a importância e a necessidade de um bom planeamento para o desenrolar da atividade letiva.

“A planificação é um importante auxiliar da prática pedagógica, contribuindo para o sucesso do processo ensino-aprendizagem, uma vez que permite ao docente fazer uma previsão do que poderá ser a sua aula, definindo o conjunto de objetivos, conteúdos, experiências de aprendizagem, assim como a avaliação.” (Silva, 2013)

Assim, e em primeiro lugar, deve ser elaborado o planeamento anual, o planeamento de cada unidade didática a ser lecionada, um plano de aula e uma reflexão final, com o objetivo de

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10 aferir quais os aspetos a melhorar de uma aula para a outra. Segundo Gomes (2004), “o planeamento de ensino é a previsão racional e calculada de todas as etapas do trabalho escolar, que envolvem as atividades docentes e discentes de modo a tornar o ensino convicto, económico e eficiente” (p. 16).

Estas etapas foram realizadas tendo em conta o documento referente ao espaço disponível roulement(ilustração nº5), para que fossem criadas as condições necessárias para a sua concretização.

No primeiro período foram lecionadas um total de 24 aulas, sendo 12 aulas na unidade didática de Basquetebol de 90 minutos, 4 aulas de Treino Funcional de 90 minutos, 4 aulas de Atletismo de 90 minutos e 4 aulas organizacionais de 90 minutos, onde englobava uma aula para a apresentação, uma outra para a realização do FitEscola, uma para autoavaliação e por fim, uma para a participação do Torneio de Basquetebol.

No segundo período, iniciamos com Dança, unidade didática que fazia parte da planificação do primeiro período, porém devido a questões de organização de espaços com os restantes professores do departamento de Educação Física optou-se por abordar a mesma no segundo período com um total de 4 aulas de 90 minutos. Também foram lecionadas 3 aulas de 90 minutos de Ginástica Acrobática e 12 aulas de 90 minutos de Voleibol, e por fim, uma aula organizacional dedicada à autoavaliação, perfazendo um total de 20 aulas.

Por fim, no terceiro período foram lecionados 14 blocos de 90 minutos em que se inclui o Badminton, 7 blocos de 90 minutos, os Desportos de Combate, 2 blocos e Ginástica Acrobática 2 blocos de 90 minutos, o Bitoque râguebi/Corfebol durante 2 blocos de 90 minutos, e uma aula organizacional dedicada à realização da autoavaliação. De referir que as aulas eram lecionadas todas as semanas às terças e quintas-feiras, respetivamente das 08h30min às 10h e das 10h10min às 11h40min.

O plano modelo utilizado nas aulas foi fornecido pela professora cooperante no início do ano letivo. Os planos eram simples e objetivos e de fácil interpretação. As aulas foram planeadas sempre do mais simples para o mais complexo para que a aprendizagem fosse feita de uma forma gradual.

O conteúdo e a estruturação das unidades didáticas são determinados pelos objetivos, indicações de matérias e linhas metodológicas dos programas e do Plano Anual, procurando garantir a sequência lógica e metodológica da matéria e organizar as atividades do professor e

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11 dos alunos, regulando e orientando a ação pedagógica ao conferir às diferentes aulas um contributo claro para o desenvolvimento dos alunos (Bento, 1998).

No final de cada aula era feito um relatório, com uma análise e retrospeção de todos os seus conteúdos e desenvolvimento, no sentido de se proceder à autorregulação do processo.

Tive consciência de que a planificação é fundamental para uma aprendizagem eficaz e com sucesso, pois implica, necessariamente ensaios didáticos e metodológicos para adequação a todos os alunos, denominando-se de processo ativo. Segundo Bento (1998, p.67), “a aula constitui o verdadeiro ponto fulcral do pensamento e da ação do professor”, sendo o Plano de Aula a unidade básica de planeamento e uma forma detalhada e pormenorizada do planeamento do ensino adaptado e aplicado à sala de aula (Bossle, 2002).

3.3. Realização

A realização é das áreas fundamentais, resume-se à essência de colocar em prática todo o conhecimento empírico que aprendemos, é nesta fase que operacionalizamos a Conceção e o Planeamento.

“Todo o professor tem necessidade de atualizar métodos, técnicas e conteúdos, bem como de efetuar uma permanente autoavaliação, pois a simples prática do ensino não garante o seu melhoramento” (Cunha, 2010).

Devemos estar conscientes de que esta transmissão nem sempre ocorre da forma como a planeamos, pois estamos sempre sujeitos a qualquer tipo de adversidade ou contingências e é esta capacidade de prever e de se adaptar às circunstâncias, que torna o processo de ensino aprendizagem algo complexo.

Apesar de já ter vivido situações de liderança e de confronto com populações jovens, tanto como treinador e até mesmo nas didáticas do ano anterior, confesso que me senti bastante nervoso na minha primeira aula porém confiante. Naturalmente, foi um dia deveras marcante para mim, no qual contactei diretamente com os meus alunos pela primeira vez.

A primeira aula foi de apresentação, uma aula teórica, em que todos os alunos se apresentaram e falaram um pouco das perspetivas futuras. Para esta aula, realizei um Powerpoint como documento guião, onde abordei alguns aspetos relevantes do regulamento da escola, normas e condutas da disciplina, assim como, os seus objetivos gerais, concluindo a apresentação com os critérios de avaliação da disciplina de Educação Física expondo os

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12 domínios de avaliação e suas respetivas percentagens. Senti-me com dificuldades na comunicação derivado a algum nervosismo, porém com o decorrer da aula os níveis de ansiedade foram diminuindo e a confiança e o à vontade foram surgindo.

Logo nas primeiras aulas, o professor cooperante detetou um erro crucial na minha atuação, a má colocação no espaço de aula. Recordo a situação em que me coloquei no centro do campo para que todos me ouvissem no momento de explicação e transmissão do exercício, permanecendo assim no mesmo espaço dando feedbacks, em vez de circular e colocar-me nos topos do espaço de aula, de forma a ter uma maior amplitude de visionamento da turma. Foi um erro a corrigir, tendo procurado refletir e aprender sobre as observações feitas pelo PC.

Há diversos aspetos que um professor deve ter em conta e a gestão do tempo de aula é importante. Confesso que, inicialmente, ainda não tinha bem a noção do tempo que despendia na instrução dos exercícios, debruçando demasiada atenção nos pormenores e provocando ligeiros atrasos no final da aula. Esta problemática surgiu através da cronometragem, onde numa observação feita pelos meus colegas de estágio, deparei me com um tempo de explicação de 1/3 daquilo que seria o tempo de exercício. Deste modo, passei a ter mais atenção a esta problemática e tentei ser mais breve na instrução, focando apenas os aspetos essenciais. À medida que a experiência ia aumentando, a gestão da aula era realizada de uma forma natural com exercícios previamente pensados e que não levavam a uma grande complexidade na sua organização e disposição dos materiais necessários.

A ocorrência de imprevistos e a forma de lidar com eles é, também, um fator que determina a qualidade do professor. Por exemplo, no que diz respeito à assiduidade dos alunos, o professor terá sempre que ajustar a aula ao número de alunos presentes para que os exercícios decorram da mesma forma planeada; também a disponibilidade de material e espaço de aula, que por muitas vezes sofrem alterações sem aviso prévio podem condicionar o professor. Penso que esta capacidade de improviso seja essencial na profissão e, obviamente, quanto mais experiência tiver, melhor será essa capacidade. Contudo, apesar da minha inexperiência, tive uma boa adaptação, que foi elogiada pelo PC.

O professor deve dominar o conteúdo que vai abordar na aula. De fato, esta condição é imprescindível na vida de qualquer profissional, visto que é preciso “saber” e “saber fazer” para conseguir colocar em prática todo esse conhecimento. Esta preocupação foi sempre um dos aspetos em que me centrei, e na véspera de cada aula, fazia questão de rever os conteúdos

(22)

13 que iria abordar, para responder eventualmente a qualquer tipo de dúvida levantada pelos alunos.

Por fim, gostava de enaltecer, mais uma vez, a enorme ajuda do Professor Cooperante, bem como do supervisor e dos meus colegas, pelos seus conselhos, sugestões e críticas que foram sempre recebidos com reflexão, contentamento e interesse. Sinto, após esta fase de realização de 10 meses, que já estou preparado para encarar o mundo do trabalho e confesso, já estou com saudades…

Também colaborei na lecionação de Atividade Física e Desportiva ao 1º ciclo numa escola pertencente ao Agrupamento, que se tornou uma experiência positiva e que permitiu tirar conclusões sobre a diferença existente entre a abordagem a ter com os alunos do Ensino Secundário e os alunos de 1º ciclo, quer seja na transmissão dos exercícios a nível de linguagem e a nível de dificuldade, quer seja no tipo de exigência da realização dos mesmos, fruto das diferenças naturais existentes do escalão etário.

3.4. Avaliação

“Em quase todas as obras de didática é realçada a importância da análise e a avaliação do ensino. Conjuntamente com a planificação e realização do ensino, a análise e a avaliação são apresentadas como tarefas centrais de cada professor” (Bento, 2003, p.174)

Quando se fala de ensino e de aprendizagem é inevitável falar de avaliação. Prende-se ao fato de neste momento se perceber se o processo está a ser bem ou mal orientado, funciona como um pêndulo ao trabalho do professor, que permite fazer acertos e as correções necessárias.

A avaliação é uma tarefa permanente do professor e “… sem controlo permanente da qualidade do ensino nenhum professor consegue garantir a eficácia e a melhoria da sua prática pessoal.” (Bento, 1998)

A função de avaliar corresponde a uma análise cuidada das aprendizagens planeadas, o que se traduz numa descrição que informa os professores e alunos sobre os objetivos atingidos e aqueles onde se levantaram dificuldades.

(23)

14 Este processo de avaliação considera 3 tipos de avaliações distintas: diagnóstica, formativa e sumativa, que ocorrem em situações particulares e distintas da Unidade Didática, mas que, no entanto, se complementam entre si.

3.4.1. Avaliação Diagnóstica

De acordo com Rosado e Colaço (2002), a realização de avaliações diagnósticas permitem observar se os alunos possuem os conhecimentos e aptidões para poderem iniciar as novas aprendizagens.

No início de cada Unidade Didática, na parte fundamental da aula, os alunos realizavam situações de jogo formal enquanto sujeitos a uma avaliação do seu nível de aptidão. O núcleo de Estágio elaborou fichas de observação diagnóstica (Anexo nº5) onde foram registados comportamentos observados de acordo com as componentes críticas estabelecidas para a Unidade Didática. Os alunos foram classificados em 3 níveis consoante a sua prestação, em que cada determinante técnica possuía três critérios de êxito: Nível 1 – Cumpre pelo menos um critério de êxito; 2 – Cumpre dois critérios de êxito; Nível 3 – Cumpre três critérios de êxito.

3.4.2. Avaliação Formativa

A avaliação formativa respeita todos os domínios, cognitivo, afetivo e psicomotor determinando o progresso da aprendizagem ao nível dos objetivos que se procuram atingir. Segundo Ribeiro (1999, p.75-92), “pretende determinar a posição do aluno ao longo de uma unidade de ensino, no sentido de identificar dificuldades e lhes dar solução”. Deste modo é função do professor, fornecer feedbacks de forma a melhorarem a aprendizagem e identificarem os seus principais erros, nunca esquecendo e transmitindo aos alunos que a avaliação da disciplina é contínua.

Após cada aula era feita uma reflexão de aula da sessão letiva, com o objetivo de verificar e monitorizar qualquer tipo de dificuldade, carência ou falta de empenho da parte dos alunos, para perceber se o processo, por que estes têm passado está a resultar, ou se deverá sofrer alterações no sentido de estimular o ensino destes, adaptando-o às suas capacidades.

Esta avaliação é utilizada no decurso das unidades didáticas e aplicada sistematicamente em função do plano de avaliação estabelecido.

(24)

15 3.4.3. Avaliação Sumativa

Na última aula de cada unidade didática é realizada a avaliação sumativa, a qual consiste na formulação de uma síntese das informações recolhidas sobre o desenvolvimento das aprendizagens e competências definidas para cada área curricular e disciplinar, dando uma especial atenção à evolução do conjunto dessas aprendizagens e competências.

Esta avaliação é registada nos mesmos padrões da avaliação diagnóstica, utilizando os mesmos critérios para que haja coerência com os alunos.

Assim sendo, esta avaliação permite uma formação de um juízo global das aprendizagens realizadas, que visa utilizar também a informação, previamente, recolhida nas anteriores avaliações (formativa e diagnóstica).

Por fim, surge uma ficha de autoavaliação, no final de cada período, com vários parâmetros e um espaço para observações. Na minha opinião torna-se preponderante atribuir responsabilidade aos alunos no preenchimento desta.

É um tipo de avaliação que lhes permite refletir sobre a sua aprendizagem e classificá-la, para posteriormente, comparar com os resultados obtidos pelo professor.

Caso estes sejam diferentes, o professor deverá explicar ao aluno o porquê de tal decisão. Nunca tive discordâncias com os alunos acerca das suas notas, o que demonstra a igualdade de pareceres entre professor e aluno.

(25)

16

4. Área 2 – Participação na Escola e relação com a comunidade

educativa

Esta área incorpora as competências relacionadas com o meu envolvimento nas áreas não letivas, que foram desenvolvidas ao longo do ano, tendo em vista a integração na comunidade escolar.

Assim sendo, estive envolvido em diversas atividades que se realizaram no Agrupamento, sempre com o objetivo de promover atividades enriquecedoras e harmoniosas, onde houvesse a integração dos alunos e da restante comunidade.

É importante salientar, que para além destas atividades, também nos foi proposto pela professora cooperante que a acompanhássemos, uma vez por semana, durante 1 hora, na lecionação de Atividade Física e Desportiva ao 1º ciclo, numa outra escola do Agrupamento. Esta experiência consistiu na lecionação de 40 aulas e tornou-se uma experiência bastante benéfica para o meu desenvolvimento enquanto professor.

Conforme o plano anual de atividades, elaborado pelo Departamento de Educação Física (Anexo nº4), estive inserido em diversas atividades escolares juntamente com o Núcleo de Estágio, de forma a perceber como estas funcionam e também tentar dinamizar a comunidade escolar, tais como:

Dia do Professor (14 Outubro):Atividade que decorreu de forma satisfatória tendo uma grande adesão por parte do corpo docente, sendo de opinião geral a pertinência da execução da mesma.

Com as atividades propostas (medição da composição corporal, divulgação de uma marca de produtos hipocalóricos e a demonstração e realização de exercícios de treino funcional) demonstrámos aos professores o seu estado atual e o que pode mudar na sua alimentação e níveis de atividade física. A dinâmica imposta na atividade foi bastante atrativa para a população alvo, o que justifica a adesão acima do esperado.

“O espaço disponível para a demonstração e realização de exercícios de treino funcional não era muito amplo, o que se tornou um aspeto menos positivo na atividade, porém e no geral a atividade decorreu de forma positiva.” (Reflexão sobre atividade)

(26)

17 Torneio Basquetebol 3x3 (15 Dezembro): Atividade que decorreu de forma satisfatória tendo uma grande adesão por parte dos alunos da escola.

Nesta atividade colaborámos com a organização do torneio (Núcleo Estágio FADEUP), exercendo a função de árbitros nos diferentes campos de basquetebol 3x3.

“Tornou-se numa experiência gratificante e algo stressante, uma vez que a função a exercer era de enorme responsabilidade. Após esta atividade senti que o Basquetebol tem grande relevo nesta Escola, em que os alunos se empenharam e competiram de forma sublime.” (Reflexão sobre atividade)

Corta-Mato (12 Janeiro): Esta atividade é tradicionalmente realizada todos os anos no final do 1º Período, porém devido às más condições climatéricas sentidas, viria a sofrer alterações na sua data de realização, passando para o início do 2º Período. Colaborei na organização da mesma, estando destacado para supervisionar as partidas dos atletas nas provas de velocidade masculinas e femininas de todas as gerações envolvidas.

Torneio Voleibol (20-23 Março): No âmbito da semana dedicada à prática desportiva, na “Semana Aberta” realizou-se um torneio de Voleibol que contou com a inscrição de 21 turmas. Do 10º ano estiveram presentes 6 turmas, do 11º ano 10 turmas e no 12º ano, 5 turmas.

O Torneio de Voleibol tem como objetivo a promoção da atividade física, da promoção de bem-estar, a envolvência de toda a comunidade escolar. Este torneio teve a organização do Núcleo de Estágio da Universidade do Minho ao encargo dos professores estagiários onde trabalhámos todos na organização e conceção do trabalho, mas no dia da realização tivemos diferentes tarefas, como arbitrar jogos, estar na mesa de jogo, etc.

O Torneio realizou-se através de eliminatórias por ano letivo no dia 20, ou seja, cada ano letivo disputou um pequeno torneio para apurar o campeão de cada ano letivo para posteriormente no dia 23 de março, se realizar a finalíssima entre a turma vencedora do 10º, do 11º e do 12º ano. A divisão do torneio por anos letivos facilita a organização do mesmo e promove um maior equilíbrio entre jogos, pois a diferença de idades constitui um handicap negativo para os alunos mais novos.

(27)

18 “De realçar as boas estratégias, como a divisão do espaço em vários campos, a projeção do quadro competitivo numa parede do pavilhão e divisão das várias tarefas pelos organizadores do torneio, mas também pelos alunos da associação de estudantes que iriam ajudar na realização do torneio.

Em suma, considero uma experiência positiva que levo nesta passagem pela escola, onde se viveram momentos de alguma pressão no que toca ao cumprimento de horários, e no que respeita ao recrutamento de recursos materiais e humanos necessários para a realização. Por outro lado, proporcionar momentos de alegria aos alunos inerente à grande vontade de competir que é vivida nesta escola, é sem dúvida um sinal que exige da organização maior responsabilidade para que nada falhe.” (Reflexão sobre atividade)

Direção de Turma: A turma que me foi atribuída era da responsabilidade da minha professora cooperante, desempenhando a função de diretora de turma da mesma, deste modo, tornou-se bastante mais fácil a minha integração neste momento.

A minha participação em reuniões de Conselho de turma, de Avaliações e no Conselho de Pais, foi uma experiência bastante enriquecedora, nas quais pude trocar informações com os professores de outras disciplinas e contactar pessoalmente com os Encarregados de Educação dos meus alunos.

Todas estas informações com que me confrontei permitiram constatar que um diretor de turma é um elemento necessário para estabelecer a ligação dos pais com o processo de ensino-aprendizagem dos filhos, de forma a assegurar a articulação dos encarregados de educação e professores da turma. É essencial em toda a coordenação das atividades, conteúdos, estratégias e métodos de trabalho, de acordo com a turma e a especificidade de cada aluno. Contudo, só exercendo na prática essas funções é que terei a verdadeira noção da complexidade da função de um diretor de turma.

(28)

19

5. Área 3 - Formação e Investigação Educacional em Educação

Física

Estudo da Força em alunos do 11º ano de escolaridade sujeitos a uma

intervenção

5.1. Enquadramento teórico

Durante este ano de estágio surge uma outra fase desta componente, a realização de um trabalho científico de forma individual que visa demonstrar as competências investigativas em interação com a disciplina de Educação Física.

Após vários momentos de reflexão, incerteza e discussão sobre qual a temática de estudo a abordar durante este ano letivo, surgiu a ideia de incidir como no Estudo da Força em alunos do 11º ano sujeitos a uma intervenção.

O conceito de força pode ocorrer sob duas perspetivas diferentes (Almeida, 2012), ou seja, através da Lei de Newton que nos diz que F = m.a ou como capacidade motora biológica do ser humano que definimos como: capacidade que o sistema neuromuscular desenvolve de modo a vencer as resistências necessárias, seja o próprio peso, o peso do colega, a ação da gravidade ou o atrito, sendo juntamente com a resistência a capacidade motora que mais está ligada à prática desportiva e à saúde (Ferreira, 1994; Platov e Bulatova, 1993 citado por Melo, 1997; Rodrigues, 1999; Mirella, 2006). Para aumentar a capacidade de produzir força é necessário ter em conta que nas primeiras semanas de treino, independentemente dos métodos utilizados, os ganhos de força são consequência de adaptações nervosas, sobretudo por uma melhoria da coordenação intermuscular e só depois por aumento do número de unidades motoras recrutadas e do aumento da frequência de ativação. A força muscular pode ser definida como a capacidade de exercer tensão muscular contra uma resistência, envolvendo fatores mecânicos e fisiológicos que o determinam num movimento particular (Molinari 2000). Segundo Raposo (2005) a força pode ser a capacidade de vencer uma ou várias resistências através da atividade muscular.

Segundo Greco (2010) e Rodrigues (2000), durante a infância e o início da adolescência, não há diferença significativa na força entre os rapazes e as raparigas. Após estes períodos,

(29)

20 entretanto, os rapazes tornam-se progressivamente mais fortes, ao passo que as raparigas não aumentam significativamente a força muscular.

Garganta e Santos (2015) afirmam que a escola deve ser o ponto de partida para a alteração dos comportamentos, tendo em conta que o treino funcional é capaz de se adaptar às necessidades diárias dos alunos e não apenas ao trabalho isolado dos diferentes músculos, sendo também uma atividade de fácil implementação e motivante.

No ano de 2015, a bateria de teste FitEscola surge como uma alternativa à bateria utilizada até então, o Fitnessgram. O FITescola® é uma plataforma online, gratuita, que tem como objetivo a promoção de estilos de vida saudáveis educando os jovens para serem fisicamente ativos. Este programa “dos alunos ativos” tem como um dos objetivos avaliar a aptidão física e a atividade física de crianças e adolescentes. Este programa integra uma bateria de testes dividida em três áreas, a Aptidão Aeróbia, a Composição Corporal e a Aptidão Muscular.

Neste âmbito, a bateria de testes FitEscola (Garganta et al., 2017) - que consiste na realização de um circuito com movimentos/exercícios associados ao treino funcional – pretende que “os hábitos de movimento com base na motivação para a prática sejam uma realidade” (p.147).

Segundo Greco (2010) um programa de treino não precisa de ter mais do que três vezes por semana, com sessões entre 7 a 20 minutos. Os exercícios iniciais devem ser de baixa intensidade até que estes sejam assimilados de forma correta. O autor recomenda, também, que os exercícios sejam executados na amplitude máxima do movimento e que estes solicitem todos os grupos musculares.

Face ao anteriormente, referido e tendo em consideração as condições materiais e espaciais da escola onde foi aplicado o treino de força, poderão ser visíveis os efeitos do treino nos alunos, dados estes que serão a seguir descritos na área designada.

(30)

21

5.2. Objetivo Geral

O presente estudo teve como objetivo principal o estudo da Força em alunos do 11º ano sujeitos a intervenção.

5.2.1. Objetivos Específicos

1. Identificar os níveis da Força, um dos itens da Capacidade Motora Condicional em alunos do 11º ano;

2. Comparar a Força, um dos itens da Capacidade Motora Condicional através dos testes FitEscola no momento pré e pós intervenção;

3. Comparar Força, um dos itens da Capacidade Motora Condicional do grupo sujeito a plano de intervenção com o grupo de controlo.

5.

3. Metodologia

5.3.1. Tipo de estudo

O presente estudo, de natureza investigativa é do tipo quasi-experimental e pretende abordar o efeito da intervenção em alunos do 11º ano de escolaridade.

(31)

22 5.3.2. Caraterização da amostra

A amostra deste estudo é constituída por 85 alunos do Ensino Secundário, de uma escola do concelho de Guimarães. Sendo que 29 são do sexo masculino (34,1%) e 56 do sexo feminino (65,9%). Relativamente à idade, 56 tinham 16 anos (60%) e 34 tinham 17 anos (40%).

Quadro nº 1 – Descrição da amostra quanto ao sexo

Sexo p

Masculino Feminino Total

Intervenção 23 45 68 NS 33,8% 66,2% 100% Controlo 6 11 17 35,3% 64,7% 100% Total 29 56 85 34,1% 65,9% 100%

Quadro nº 2 – Distribuição da amostra por grupos de Intervenção e Controlo, relativamente à Idade

Idade p 16 17* Total Intervenção 44 24 68 NS 64,7% 35,3% 100% Controlo 7 10 17 41,2% 58,8% 100% Total 51 34 85 60% 40% 100%

*inclui 4 sujeitos com 18 anos

De um total de 85 alunos são correspondentes a intervenção 68 alunos, com 16 anos (64,7%) e 17 anos (35,3%), e correspondentes a controlo com 16 anos (41,2%) e 17 anos (58,8%).

(32)

23 5.3.3. Instrumentos

Sendo o objetivo deste estudo avaliar o efeito do treino de força nos alunos do 11º ano, foi utilizada a bateria de testes FitEscola em dois momentos. A sua aplicação resumiu-se aos momentos pré e pós intervenção.

5.3.4. Descrição da Intervenção

Para a realização deste estudo utilizaram-se as três turmas atribuídas ao Núcleo de Estágio da Universidade do Minho e uma outra turma designada por turma controlo, a fim de realizar um trabalho minucioso e apoiado pelos restantes colegas na recolha de dados.

Nestas turmas, foram aplicados os testes da bateria FitEscola, para avaliação desta Capacidade Motora Condicional num momento antes da intervenção dos exercícios específicos de força, e num momento após a intervenção desses mesmos, procurando estabelecer uma comparação dos resultados de forma a confrontar o objetivo principal do estudo.

Com vista à obtenção dos resultados pretendidos, todos os alunos sujeitos à nossa intervenção cumpriram durante o ano letivo diversas atividades. A cada cinco semanas estava ao nosso dispor o auditório e era nesse espaço que as aulas de treino funcional decorriam. Estas aulas eram compostas por exercícios integrantes do programa FitEscola.

Para além disto, em todas as aulas que não eram inteiramente dedicadas a este tipo de trabalho, os alunos que eram excedentários ao exercício da parte fundamental da aula, realizavam exercícios propostos por uma bateria de “doze minutos” sugerida pelo FitEscola, bateria essa à qual os alunos tinham acesso com o objetivo da mesma ser repetida em casa.

Nestas mesmas aulas era despendido algum tempo para que a turma toda em conjunto realiza-se exercícios propostos pelo professor, exercícios esses tutelados pelo programa já referido.

(33)

24 5.3.5. Variáveis

1. Força Abdominal – Foi avaliada através do teste de Abdominais que consiste na execução do maior número de abdominais a uma cadência predefinida. Este teste tem como objetivo avaliar a força de resistência dos músculos da região abdominal.

2. Força de Flexões de Braços – Foi avaliada através do teste de Flexões de Braços que consiste na execução do maior número de flexões de braços (movimento de flexão dos braços e extensão dos antebraços), a uma cadência pré-definida. Este teste tem como objetivo avaliar a força de resistência dos membros superiores.

3. Força de Impulsão Horizontal – Foi avaliada através do teste de Impulsão Horizontal que consiste em atingir a máxima distância num salto em comprimento a pés juntos. Este teste tem como objetivo avaliar a força explosiva dos membros inferiores.

4. Força de Impulsão Vertical – Foi avaliada através do teste de Impulsão Vertical que consiste em atingir a máxima distância num salto vertical a pés juntos. Este teste tem como objetivo avaliar a força explosiva dos membros inferiores.

5.3.6. Autorização dos alunos

No âmbito de estágio curricular da disciplina de Educação Física, os testes foram aplicados em aula e fazem parte das avaliações realizadas a todos os alunos da escola. Desta forma, não foi solicitada autorização por fazer parte do programa da UC.

5.3.7. Tratamento dos dados

Para a recolha dos dados foi utilizado o software Excel, onde estes foram inicialmente, inseridos. Posteriormente, e de forma a proceder-se ao tratamento estatístico dos dados,

(34)

utilizou-25 se um software mais avançado e mais adequado para este tipo de estudos o Statistical Package for the Social Sciences (SPSS). Os testes utilizados foram do tipo paramétrico, sendo utilizado o teste t para amostras emparelhadas.

6. Resultados

Os resultados foram organizados por objetivos por forma a facilitar a sistematização dos mesmos:

Objetivo 1: Identificar os níveis da Capacidade Condicional – Força dos alunos do 11º ano Interpretando os resultados que relatam a primeira avaliação (quadro 3), nas variáveis de força de Flexões de Braços, Abdominais, Impulsão Horizontal e Impulsão Vertical, na amostra de controlo e na amostra de intervenção, percebe-se que na grande generalidade, a amostra de intervenção apresenta em quase todas as variáveis (à exceção de Flexões de Braços) maior percentagem de saudáveis do que de não saudáveis.

No que confere à análise da variável de força de Flexões de Braços para a amostra de intervenção 33,8% (n=23) encontram-se na zona saudável, enquanto 66,2% (n=45) encontram-se na zona não saudável. Da mesma variável para a amostra de controlo 23,5% (n=4) encontram-se na zona saudável, enquanto 76,5% (n=13) encontram-se na zona não saudável. Assim sendo, na variável em questão, no conjunto da amostra, perfaz-se um total de 31,8% (n=27) correspondentes a saudável e, 68,2% (n=58) a não saudável.

Na variável força de Abdominais para a amostra de intervenção 72,1% (n=49) correspondem a zona saudável, enquanto 27,9% (n=19) estão na zona não saudável. Da mesma variável para a amostra de controlo 76,5% (n=13) encontram-se na zona saudável, enquanto 23,5% (n=4) encontram-se na zona não saudável, com a totalidade da amostra correspondente,

72,9% (n=62) a zona saudável e, 27,1% (n=23) a zona não saudável.

Em relação à variável de força de Impulsão Horizontal a amostra de intervenção reflete 75% (n=51) que correspondem a zona saudável e 25% (n=17) não saudável. A amostra de intervenção apresenta 94,1% (N=16) na zona saudável e 5,9% (N=1) na zona não saudável. Os

(35)

26

valores referentes ao total da amostra são de 78,8% (N=67) em zona saudável e 21,2% (N=18) em zona não saudável.

Nestas variáveis anteriormente descritas, não existem diferenças estatisticamente significativas à exceção da variável, a de força de Impulsão Vertical que na amostra de intervenção conta com 76,5% (n=52) em zona saudável e 23,5% (n=16) em zona não saudável, e na amostra de controlo com 100% (N=17) na zona saudável.

Nesta variável surge um valor (p = 0,005), verificando-se uma associação estatisticamente significativa.

Quadro 3 – Níveis de avaliação inicial da Força de Flexões de Braços, Abdominais, Impulsão Horizontal e Impulsão Vertical dos alunos do

11º ano Flexões de Braços

Total p

Saudável Não Saudável

Intervenção Contagem 23 45 68 NS % 33,8% 66,2% 100,0% Controlo Contagem 4 13 17 % 23,5% 76,5% 100,0% Total Contagem 27 58 85 % 31,8% 68,2% 100,0% Abdominais Total p

Saudável Não Saudável

Intervenção Contagem 49 19 68 NS % 72,1% 27,9% 100,0% Controlo Contagem 13 4 17 % 76,5% 23,5% 100,0% Total Contagem 62 23 85 % 72,9% 27,1% 100,0% Impulsão Horizontal Total p

Saudável Não Saudável

Intervenção Contagem 51 17 68

NS

% 75,0% 25,0% 100,0%

Controlo Contagem 16 1 17

(36)

27

Total Contagem 67 18 85

% 78,8% 21,2% 100,0%

Impulsão Vertical

Total p

Saudável Não Saudável

Intervenção Contagem 52 16 68 0,005** % 76,5% 23,5% 100,0% Controlo Contagem 17 0 17 % 100,0% 0,0% 100,0% Total Contagem 69 16 85 % 81,2% 18,8% 100,0%

Legenda: p – nível de significância

Objetivo 2: Comparar a Força, um dos itens da Capacidade Motora Condicional, através dos testes FitEscola no momento pré e pós intervenção

No quadro 4, são apresentadas as médias das diferentes componentes de força antes e após a intervenção para o grupo de intervenção e de controlo.

Após análise pode-se concluir que existem melhorias da média de repetições de cada variável, quer seja na amostra controlo, quer seja na amostra intervenção.

Sendo a variável de força de Flexões de braços aquela que se notou maior diferença da primeira para a segunda avaliação na amostra controlo, Pré (Flexões de Braços) |x|=11,69 e Pós (Flexões de Braços) |x|=15,54, com uma diferença entre avaliação de +3,85.

(37)

28 Quadro 4 – Capacidade Motora Condicional – Força no momento pré e pós

intervenção (médias aritméticas)

Controlo Pré |x| Pós |x| Dif. Flexões de Braços 11,69 15,54 +3,85 Abdominais 31,47 34,47 +3 Impulsão Horizontal 164,81 166,60 +1,79 Impulsão Vertical 29,13 30,41 +1,28 Intervenção Pré |x| Pós |x| Dif. Flexões de Braços 8,88 10,53 +1,65 Abdominais 38,41 39,29 +0,88 Impulsão Horizontal 190,82 191,82 +1 Impulsão Vertical 39,12 39,41 +0,29

Objetivo 3: Comparar as variáveis entre intervenção/controlo e pré/pós

No quadro 5 e 6, observa-se a comparação da variável força de flexões de braços, no momento pré intervenção e no momento pós intervenção, tendo registado diferenças estatisticamente significativas de pré para pós intervenção (p<0,05). Relativamente ao grupo de controlo os valores não sofreram qualquer alteração tendo-se registado a manutenção do nível inicial.

Como aspeto a salientar verifica-se a melhoria na variável de extensão de braços, na amostra de intervenção com 33,80% (n=23) na zona saudável e 66,20% (n=45) na zona não saudável, antes da intervenção, e, após intervenção 39,70% (n=27) na zona saudável e 60,30% (n=41) na zona não saudável.

Relativamente, à variável abdominal na amostra de intervenção surge com efeito contrário, visto ter havido um decréscimo em zona saudável de 72,10% (n=42) para 63,20%

(38)

29 (n=43) e consequente aumento em zona não saudável 27,90% (n=19) para 36,80% (n=25), do momento pré para o momento pós intervenção.

Em todas as outras variáveis existiram alterações no sentido positivo mas não são estatisticamente significativas, sendo apenas questões pontuais como se pode verificar no quadro seguinte.

Quadro 5 – Variáveis entre intervenção/controlo e pré/pós

Intervenção

Pré Flexões Braços

Total

Saudável Não Saudável

23 45 68

33,80% 66,20% 100,00%

Pós Flexões Braços

Total

Saudável Não Saudável

27 41 68

39,70% 60,30% 100,00%

Controlo

Pré Flexões Braços

Total

Saudável Não Saudável

4 13 17

23,50% 76,50% 100,00%

Pós Flexões Braços

Total

Saudável Não Saudável

4 13 17

23,50% 76,50% 100,00%

Intervenção

Pré Abdominal

Total

Saudável Não Saudável

49 19 68

72,10% 27,90% 100,00%

Pós Abdominal

Total

Saudável Não Saudável

43 25 68

63,20% 36,80% 100,00%

Pré Abdominal

Total

Saudável Não Saudável

(39)

30

Controlo

76,50% 23,50% 100,00%

Pós Abdominal

Total

Saudável Não Saudável

13 4 17

76,50% 23,50% 100,00%

Intervenção

Pré Impulsão Horizontal

Total

Saudável Não Saudável

51 17 68

75,00% 25,00% 100,00%

Pós Impulsão Horizontal

Total

Saudável Não Saudável

52 16 68

76,50% 23,50% 100,00%

Controlo

Pré Impulsão Horizontal

Total

Saudável Não Saudável

16 1 17

94,10% 5,90% 100,00%

Pós Impulsão Horizontal

Total

Saudável Não Saudável

16 1 17

94,10% 5,90% 100,00%

Intervenção

Pré Impulsão Vertical

Total

Saudável Não Saudável

52 16 68

76,50% 23,50% 100,00%

Pós Impulsão Vertical

Total

Saudável Não Saudável

53 15 68

77,90% 22,10% 100,00%

Controlo

Pré Impulsão Vertical

Total

Saudável Não Saudável

16 1 17

94,10% 5,90% 100,00%

Pós Impulsão Vertical

Total

Saudável Não Saudável

17 - 17

(40)

31 No quadro 6, remete para os testes utilizados para analisar se existiam diferenças significativas entre o momento pré e pós intervenção, nas amostras de intervenção e de controlo, utilizando o Teste T-Pares para averiguar os resultados das duas medições a que os sujeitos foram subtidos, analisando as melhorias ou não.

Não houve diferenças estatisticamente significativas exceto para a força de braços no grupo de intervenção que apresentou diferenças estatisticamente significativas t (67) = -2,240; (p= 0,028).

Quadro 6 - Teste T-Pares nas diferentes variáveis, momento pré e pós intervenção

Paired Differences T Df p Mean Std. Deviation Std. Error Mean 95% Confidence Interval of the Difference Lower Upper Pair 1 Pré Flexão braços. Braços – Pós Flexão de braços -3,853 14,184 1,720 -7,286 -,420 -2,240 67 ,028 Pair 2 Pré Abdominais – Pós Abdominais -3,000 31,112 3,773 -10,531 4,531 -,795 67 ,429 Pair 3 Pré Impulsão Horizontal – Pós Impulsão Horizontal -1,794 70,072 8,497 -18,755 15,167 -,211 67 ,833 Pair 4 Pré Impulsão Vertical – Pós Impulsão Vertical -1,279 15,447 1,873 -5,018 2,460 -,683 67 ,497

(41)

32

7. Discussão de Resultados

De igual modo aos resultados, a discussão foi organizada por objetivos por forma a facilitar a sistematização dos mesmos.

Objetivo 1:

No quadro 4, que remete para a avaliação inicial, procedeu-se à identificação dos níveis de força nos alunos de 11º ano e verificou-se que na variável de flexões de braços o grupo de controlo apresenta (76,5%) e o de intervenção (66,2%) de alunos que se encontram em zona não saudável.

Nesta situação verificou-se que há uma elevada percentagem em zona não saudável na força de braços, confirmando estudos anteriores que afirmam que os testes de flexões de braços são aqueles que apresentam maior taxa de insucesso, estas evidências foram comprovadas nos estudos de Cardoso (2000), Ferreira (1999) e Sousa (2003).

Objetivo 2:

No quadro 5, comparou-se o momento pré e pós intervenção em ambas as turmas, e apesar de apenas a amostra de intervenção ter sido alvo de exercícios de força não surgiram melhorias em ambas as amostras. O estudo realizado por Vargas (2011), onde foi aplicado um plano de treino sem recorrer a aparelhos externos, tendo o autor constatado que existiram melhorias nos testes da força.

No nosso estudo tal não se verificou eventualmente, devido à falta de regularidade da intervenção. Este programa de intervenção coincidiu com o período em que houve paragem para férias escolares dos alunos e mesmo sendo incentivados e com planos de treino pré estabelecidos para realização em casa, tornar-se-ia uma problemática controlar o efeito das sessões de treino nesse período.

Segundo Magill (2007), a aprendizagem é um conjunto de alterações na capacidade de um indivíduo para desempenhar uma habilidade e subentende uma melhoria relativamente permanente no desempenho como resultado da prática ou da experiência.

Imagem

Ilustração 3 – Exterior
Ilustração 5 - Rollement

Referências

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