ACIONAMENTOS ELÉTRICOS:
MOTORES SÍNCRONOS
Notas de Aula – Técnico em Automação Industrial Prof. Thiago Morais Parreiras
Referências:
MOTOR SÍNCRONO: CARACTERÍSTICAS CONSTRUTIVAS
• O estator de um motor síncrono é construído de forma idêntica ao de um motor de indução.
• As principais diferenças construtivas e de
MOTOR SÍNCRONO: O ESTATOR
• O estator é ranhurado internamente; nas ranhuras são
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• Invertendo-se duas fases na alimentação do estator, inverte-se também o inverte-sentido de giro do campo magnético.
• TESTE: passe os últimos 6 slides no sentido inverso.
PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO: CAMPO MAGNÉTICO GIRANTE
MOTOR SÍNCRONO: O ROTOR
• O rotor do motor síncrono é essencialmente um grande eletroímã.
• Uma corrente CC é fornecida a esse enrolamento de campo
por um circuito externo de forma a produzir o campo magnético de rotor.
• Como o rotor está girando, um arranjo especial será
necessário para levar a potência CC até os enrolamentos de campo.
MOTOR SÍNCRONO: O ROTOR
• Os anéis coletores são anéis de metal que envolvem
completamente o eixo da máquina, mas são isolados deste.
MOTOR SÍNCRONO: O ROTOR
• Uma escova estacionária
está em contato com cada anel coletor.
• Uma escova é um bloco de
carbono semelhante a grafite que conduz
MOTOR SÍNCRONO: O ROTOR
• Os polos magnéticos do rotor podem ser construídos de duas formas: salientes ou não salientes (rotor cilíndrico).
• O termo saliente significa “protuberante” ou “que se projeta
para fora”. O polo saliente é um polo magnético que se
sobressai radialmente ao motor.
• Por outro lado, um polo não saliente é um polo magnético com os enrolamentos encaixados e nivelados com a
MOTOR SÍNCRONO: O ROTOR
MOTOR SÍNCRONO: O ROTOR
• A corrente de campo 𝐼𝐹 do motor produz um campo magnético 𝐵𝑅 em regime permanente;
• As correntes trifásicas no enrolamento de armadura
produzem um campo magnético girante 𝐵𝑆.
• Há dois campos magnéticos
• O campo do rotor tenderá a se alinhar com o campo do estator.
• O princípio básico de operação do motor síncrono é que o rotor
“persegue” em círculo o campo
magnético girante do estator, sem nunca se alinhar com ele.
• A velocidade do rotor é igual a velocidade síncrona. Não há escorregamento!
PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO: VELOCIDADE SÍNCRONA
• A velocidade síncrona é definida pela velocidade de rotação do campo magnético girante:
𝑛𝑠 = 120 ∙ 𝑓𝑝𝑜𝑙𝑜𝑠
• Imagine um motor síncrono de 60 Hz inicialmente parado;
• Subitamente, é aplicado o campo magnético girante no estator;
• No instante t = 0 s, foi assumido que 𝐵𝑅 e 𝐵𝑆 estão perfeitamente alinhados.
• Logo, não há força de atração (não há torque).
• Decorrido ¼ do período da tensão
senoidal, que corresponde a 4,16 ms, o campo 𝐵𝑆 já se moveu 90º no
espaço no sentido anti-horário;
• Devido a inércia mecânica, o rotor mal se moveu;
• Existe, agora, uma força de atração (torque) no sentido anti-horário;
• Decorrido ½ período da tensão
senoidal, que corresponde a 8,33 ms, o campo 𝐵𝑆 está agora a 180º no
espaço em relação a 𝐵𝑅;
• O rotor não conseguiu acompanhar o campo devido ao curto intervalo de tempo;
• Novamente, não há torque.
• Decorrido ¾ do período da tensão
senoidal, que corresponde a 12,5 ms, o campo 𝐵𝑆 está agora em outra
posição a 90º no espaço em relação a
𝐵𝑅;
• Agora há uma força de atração (torque) no sentido horário;
• Por fim, decorrido um período completo da tensão senoidal (16,67 ms), o campo 𝐵𝑆 está
novamente em fase com o campo
𝐵𝑅;
• Novamente, não há torque.;
• Durante um ciclo elétrico, o conjugado era primeiro anti-horário e em seguida, anti-horário;
• Desse modo, o conjugado médio durante o ciclo
completo é zero;
• O motor síncrono não possui conjugado de partida próprio;
• O que acontece é que ele vibra intensamente e
•
Como se pode dar a partida de motores
síncronos?
•
Três abordagens básicas podem ser utilizadas:
•
Reduzir a velocidade de campo magnético do estator
•
Usar uma máquina motriz externa
•
Usar enrolamentos amortecedores
• Reduzir a velocidade de campo magnético do estator a um
valor suficientemente baixo para que o rotor possa acelerar e entrar em sincronismo durante um semiciclo de rotação
magnética;
• Necessita de equipamentos eletrônicos de potência
(conversores estáticos) para permitir a variação da frequência de alimentação ao estator;
PARTIDA DE MOTORES SÍNCRONOS
• Usar uma máquina motriz externa para acelerar o motor
síncrono até a velocidade síncrona e, em seguida, passar pelo procedimento de entrar em paralelo, conectando a máquina à linha como um gerador. A seguir, ao desativar ou desconectar a máquina motriz, a máquina síncrona torna-se um motor.
• Indubitavelmente, o modo mais popular de dar partida a um
motor síncrono é empregando
enrolamentos amortecedores;
• Esses enrolamentos são barras instaladas sobre o polo do rotor e curto-circuitadas através de
um anel de curto-circuito;
• Se assemelha muito a gaiola de
• Esse enrolamento permite que seja dada a partida ao motor síncrono da mesma forma que em um
motor de indução;
• Ao atingir uma velocidade próxima
ao sincronismo, o circuito de
campo é energizado e o motor é capaz de sincronizar com o campo girante;
• No sincronismo, não há movimento
relativo entre o campo e esse enrolamento amortecedor e,
portanto, deixa de existir indução no mesmo.
MOTOR SÍNCRONO: RESUMO EM VÍDEO
• Uma característica
interessante e adicional do motor síncrono é que,
devido ao fato de se poder controlar a produção de
campo no rotor
(excitação), pode-se controlar o fator de potência do motor.
MOTORES SÍNCRONOS: CONTROLE DE FATOR DE POTÊNCIA
Campo
Armadu
• O motor pode operar com corrente em atraso em relação a tensão (fator de
potência indutivo), em avanço em relação a tensão (fator de potência
capacitivo) ou sem nenhuma defasagem (fator de potência unitário).
MOTORES SÍNCRONOS: CONTROLE DE FATOR DE POTÊNCIA
MOTORES SÍNCRONOS COMPARADOS AOS MOTORES DE INDUÇÃO
• VANTAGENS:
• Velocidade de eixo constante e independente da carga (desde que respeitadas as condições nominais de alimentação, excitação e
carregamento);
• Possibilidade de controle do fator de potência, permitindo o
ajuste da potência reativa conforme a necessidade do restante do sistema;
• DESVANTAGENS:
• Maior periodicidade e custo de manutenção, em especial devido a presença das escovas de grafite;
• Maior custo inicial;
• Corrente Nominal: é a corrente que ocorre para a condição de carga nominal e alimentação nominal do motor (tensão e frequência). Pode ser calculada por:
MOTORES SÍNCRONOS: CORRENTE NOMINAL
𝐼𝑛 = 𝑃𝑛
3 ∙ 𝑉𝑛 ∙ 𝜂 ∙ cos 𝜙
𝐼𝑛 = 𝑐𝑜𝑟𝑟𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑛𝑜𝑚𝑖𝑛𝑎𝑙 𝐴 𝑉𝑛 = 𝑡𝑒𝑛𝑠ã𝑜 𝑛𝑜𝑚𝑖𝑛𝑎𝑙 𝑉
𝜂 = 𝑟𝑒𝑛𝑑𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜
MOTORES SÍNCRONOS: DADOS DE PLACA
• Qual o
rendimento?
• Qual o número de polos?
• Qual a potência consumida pelo circuito de
campo