DIELE FERNANDA PEDROZO DE MORAIS
DESENHANDO UMA HISTÓRIA:
A FORMAÇÃO DA IMAGEM MENTAL E A REPRESENTAÇÃO GRÁFICA
DE ALUNOS CEGOS PRECOCES E TARDIOS
Vol. 1
FLORIANÓPOLIS
–
SC
UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA
–
UDESC
CENTRO DE ARTES
–
CEART
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ARTES VISUAIS
DIELE FERNANDA PEDROZO DE MORAIS
DESENHANDO UMA HISTÓRIA:
A FORMAÇÃO DA IMAGEM MENTAL E A REPRESENTAÇÃO GRÁFICA
DE ALUNOS CEGOS PRECOCES E TARDIOS
Vol.1
Dissertação de Mestrado elaborada junto ao
Programa de Pós-Graduação em Artes
Visuais do CEART/UDESC para obtenção
do título de Mestre em Artes Visuais.
Orientadora:
Prof.ª Dr.ª Maria Lúcia Batezat Duarte
FLORIANÓPOLIS
–
SC
DIELE FERNANDA PEDROZO DE MORAIS
DESENHANDO UMA HISTÓRIA:
A FORMAÇÃO DA IMAGEM MENTAL E A REPRESENTAÇÃO GRÁFICA
DE ALUNOS CEGOS PRECOCES E TARDIOS
Dissertação de Mestrado elaborada junto ao Programa de Pós-Graduação em Artes
Visuais do CEART/UDESC para obtenção do título de Mestre em Artes Visuais, na
linha de pesquisa Ensino das Artes Visuais.
Banca examinadora:
2 duplos
Orientadora: ___________________________________________________
Prof.ª Dr.ª Maria Lúcia Batezat Duarte (CEART/UDESC)
2 duplos
Membro: ______________________________________________________
Prof.ª Dr.ª Neli Klix Freitas (CEART/UDESC)
2 duplos
Membro: ______________________________________________________
Prof. Dr. Paulo Ricardo Ross (DEPLAE/UFPR)
AGRADECIMENTOS
Agradeço primeiramente a Deus, que sempre colocou em meu caminho as
pessoas certas nas horas certas.
Ao amor da minha família, que acreditou em meus sonhos, acompanhando cada
passo da minha vida acadêmica, incentivando, apoiando e possibilitando a estrutura
necessária para a realização deste mestrado.
Ao carinho e ao companheirismo de Luiz Santo, pelas horas que esteve ao meu
lado nos momentos finais, ouvindo, revisando e organizando a parte gráfica dessa
dissertação.
À Prof.ª Ana Paula de Oliveira, pela revisão gramatical do texto, e ao designer
Leonardo Spolador, pela digitalização das imagens.
À direção do Instituto Paranaense de Cegos, que autorizou a coleta de dados e
compreendeu minha ausência em sala de aula nos momentos de pesquisa.
Aos pais dos alunos participantes da investigação, que prontamente autorizaram
a participação de seus filhos, acreditando na importância da pesquisa.
À Malu, orientadora, pesquisadora e inspiradora, pelos ensinamentos e por
compartilhar comigo a paixão por ensinar desenho para cegos.
“
Voici mon secret. Il est très simple: on ne
voit bien qu
’avec le cœur. L’
essentiel est
invisible pour les yeux.
”
1Antoine de Saint-Exupéry
(Le Petit Prince, 1943)
1“
RESUMO
Na presente investigação, buscou-se observar e analisar a representação gráfica de
quatro alunos cegos já iniciados no desenho. O objetivo foi apontar as diferenças
presentes nos processos de raciocínio entre aqueles que nasceram cegos (cegos
precoces) e aqueles que perderam a visão com determinada idade (cegos tardios). A
pesquisa ocorreu nas dependências da Escola de Educação Especial Professor Osny
Macedo Saldanha, mantida pelo Instituto Paranaense de Cegos, na qual a pesquisadora é
professora de Artes desde 2006. No primeiro momento, é apresentado um resgate
histórico-social com relatos de vivências das aulas de Artes, salientando a importância
da mediação neste processo. Esta pesquisa fundamentou-se em alguns aspectos do
desenho infantil apontados pelos autores Luquet (1969), Darras (1998), Gombrich
(1999), Arnheim (1980), Wilson e Wilson (1997) e Cox (2007). São apresentadas
também três propostas metodológicas de ensino de desenho para cegos: a pesquisa de
Duarte (2005), a metodologia criada por Bardisa (1992) e os apontamentos dos treinos
de desenhos táteis realizados por Lima (2001). A investigação iniciou-se com uma
pré-coleta que consistiu em: proposições do desenho de seu corpo, desenhos de memória de
objetos, desenhos no contato com miniaturas e desenhos de espaços e ações. A partir da
pré-coleta, foi criada uma história baseada no dia a dia dos alunos, contendo elementos de
desenho já conhecidos por eles, mas que agora estavam apresentados em forma de um texto
a ser ilustrado. Observou-se na coleta de dados que: a) alunos cegos precoces e tardios
utilizam recursos diferentes de representação gráfica; b) a narrativa se faz necessária no
entendimento da representação gráfica dos alunos cegos precoces; c) os desenhos dos
alunos cegos tardios que tiveram experiências anteriores com o desenho se assemelham
aos desenhos de crianças videntes; d) ensinar desenho para uma criança cega requer um
método de ensino sistemático; e) a forma com que os alunos foram estimulados quando
pequenos e o contexto sócio-histórico-cultural em que vivem são determinantes na sua
capacidade de representar o mundo pelo desenho.
ABSTRACT
In the present investigation was intended to observe and analyze the graphic
representation of four (4) blind children. The goal was to pinpoint the existing
differences in the logic process of those who were born blind (nearly totally blind) and
those who lost their sight at some age (older totally blind). The research took place at
the “Escola de Educação Especial Professor Osny Macedo Saldanha”, kept by the
“Instituto Paranaense de Cegos”, in which the researcher is the Arts Program Teacher
since 2006. At first, a social historical profile is rescued and presented, based on daily
basis reports of the Art classes, pointing the importance of mediation in this process.
This research was fundamented in some aspects about children’s drawings pointed by
the Authors Luquet (1969), Darras (1998), Gombrich (1999), Arnheim (1980), Wilson
& Wilson (1997) and Cox (2007). Three drawing teaching methods for blind children
are also presented: Duarte’s (2005) research, the methodology created by Bardisa
(1992), and the notes about the practice of tactile drawings made by Lima (2001). The
investigation took place with a pre-collection that consisted in: propositions of drawing
their own bodies, drawings off the top of their heads objects, drawings after touching
miniatures, and drawings places and actions. From the pre-collection, a history based on
the students’ daily lives was created, containing drawings elements already known by
them, but this time presented as a text to be drawn. In the data collection it was
observed that: a) nearly totally blind and older totally blind students use different
resources of graphic representation; b) the narrative is necessary in the understanding of
the graphic representation of the nearly totally blind; c) the older totally blind
’
s
drawings that had previous experiences drawing resemble the nearly totally blind
’
s
drawings; d) teaching a blind child to draw requires a systematic teaching method; e)
the way students were stimulated as a child and the social-historical-cultural context that
they live in are determinant in their capacity of representing the world by drawing.
LISTA DE QUADROS
Quadro 1 – Características da amostra ... 60
Quadro 2 – Objetos e miniaturas utilizadas na pré-coleta ... 63
Quadro 3 – História coleta de dados ... 64
Quadro 4 – Categorias de análise ... 66
Quadro 5 – Desenho de animais de Kleyton (10 anos, cego tardio) ... 77
Quadro 6 – Desenho de animais de Tiago (15 anos, cego tardio) ... 78
Quadro 7 – Desenhos de memória dos animais de Michel (13 anos, cego precoce) ... 79
Quadro 8 – Desenho de meios de transporte de Kleyton (10 anos, cego tardio) ... 80
Quadro 9 – Desenho de meios de transporte de Tiago (15 anos, cego tardio) ... 81
Quadro 10 – Parte 1– O personagem ... 91
Quadro 11 – Parte 2 – A rotina ... 92
Quadro 12 – Parte 3 – A construção de uma cena da natureza ... 93
Quadro 13 – Parte 4 – A família ... 95
Quadro 14 – Parte 5 – Os objetos em cena ... 96
Quadro 15 – Parte 6 – Os meios de transporte ... 97
Quadro 16 – Parte 7 – Um prédio ... 99
Quadro 17 – Parte 8 – A multidão ... 100
Quadro 18 – Parte 9 – Os amigos ... 102
Quadro 19 – Parte 10 – A sala de aula ... 103
Quadro 20 – Parte 11 – A aula preferida ... 104
Quadro 21 – Parte 12 – Um trajeto ... 105
Quadro 23 – Parte 14 – Atividade de vida autônoma e social ... 108
Quadro 24 – Parte 15 – Orientação e mobilidade ... 109
Quadro 25 – Parte 16 – Esporte preferido ... 110
Quadro 26 – Parte 17 – Outras atividades ... 111
LISTA DE FIGURAS
Figura 1 – Michel (9 anos, cego precoce), explorando a borboleta de metal – ago/2006 ... 24
Figura 2 – Michel (9 anos, cego precoce) realizando atividade com lã e cola – ago/2006 ... 24
Figura 3 –1ª representação na qual Michel afirma que seu desenho está “errado” (9 anos na época, cego precoce) – set/2006 ... 25
Figura 4 – 2º representação do aluno Michel, considerada por ele a “correta” (9 anos na época, cego precoce) – set/2006 ... 25
Figura 5 – Tiago (10 anos, cego tardio) colorindo seu desenho com tinta guache – out/2006 ... 26
Figura 6 – Adaptações da obra do artista Mário Rubinski em papel e madeira (Foto: Douglas Fróis) ... 28
Figura 7 – Autorretrato de Bruno (10 anos, cego precoce) – set/2009 ... 32
Figura 8 – Retrato de Bruno, feito por Kleyton (10 anos, cego tardio) – massa de modelar sobre uma folha de sulfite – set/2009 ... 32
Figura 9 – Representação de figura humana ideal – Bruno (10 anos, cego precoce) – nov/2009 ... 69
Figura 10 – Representação ideal de figura humana – Michel (12 anos, cego precoce) – nov/2009 ... 69
Figura 11 – Representação de figura humana ideal – Kleyton (10 anos, cego tardio) – nov/2009 ... 69
Figura 12 – Representação de figura humana ideal – Tiago (15 anos, cego tardio) – nov/2009 ... 69
Figura 13 – Autorretrato de Bruno (10 anos, cego precoce) – nov/2009... 70
Figura 14 – Primeira tentativa de autorretrato de Michel (12 anos, cego precoce) – nov/2009 ... 71
Figura 15 – Autorretrato com objetos – Michel (12 anos, cego precoce) – nov/2009 ... 71
Figura 16 – Retrato da Prof.ª Diele - Michel (12 anos, cego precoce) – nov/2009 ... 71
Figura 17 – Autorretrato de Kleyton (10 anos, cego tardio), no qual o aluno enfatiza suas orelhas – nov/2009 ... 71
Figura 18 – Kleyton (10 anos, cego tardio) desenhando o movimento do corpo utilizando o modelo do boneco articulado – nov/2009 ... 72
Figura 19 – Desenho da posição do corpo do boneco articulado – Kleyton (10 anos, cego tardio) – nov/2009 ... 72
Figura 21 – Desenho de memória de uma laranja – Kleyton (10 anos, cego tardio) – abr/2009 ... 73
Figura 22 – Desenho de memória de um kiwi – Kleyton (10 anos, cego tardio) – abr/2009 ... 74
Figura 23 – Desenho depois de tocar o kiwi – Kleyton (10 anos, cego tardio) – abr/2009 ... 74
Figura 24 – Desenho de copo de sua casa – Kleyton (10 anos, cego tardio) – abr/2009 ... 74
Figura 25 – Desenho de xícara de sua casa – Kleyton (10 anos, cego tardio) – abr/2009 ... 74
Figura 26 – Desenho de copo depois de tocar no objeto – Kleyton (10 anos, cego tardio) – abr/2009 ... 74
Figura 27 – Desenho de xícara depois de tocar no objeto – Kleyton (10 anos, cego tardio) – abr/2009 .... 74
Figura 28 – Desenho de memória de maçã – Michel (12 anos, cego precoce) – mar/2010 ... 75
Figura 29 – Desenho de memória de laranja – Michel (12 anos, cego precoce) – mar/2010 ... 75
Figura 30 – Desenho de kiwi – Michel (12 anos, cego precoce) – mar/2010 ... 75
Figura 31 – Desenho de memória de um copo – Michel (13 anos, cego precoce) – mar/2010 ... 75
Figura 32 – Desenho de memória de uma xícara – Michel (13 anos, cego precoce) – mar/2010 ... 75
Figura 33 – Desenho de memória de um copo feito por Bruno (10 anos, cego precoce) – dez/2009... 76
Figura 34 – Desenho depois de tocar o objeto, feito por Bruno (10 anos, cego precoce) – dez/2009 ... 76
Figura 35 – Desenho de memória de uma xícara feita por Bruno (10 anos, cego precoce) – dez/2009 ... 76
Figura 36 – Desenho depois de tocar a xícara, feito por Bruno (10 anos, cego precoce) – dez/2009 ... 76
Figura 37 – Desenho de memória de uma girafa, feito por Kleyton (10 anos, cego tardio) – abr/2010 ... 77
Figura 38 – Desenho de memória de uma onça, feito por Kleyton (10 anos, cego tardio) – abr/2010 ... 77
Figura 39 – Desenho de memória de um rinoceronte, feito por Kleyton (10 anos, cego tardio) – abr/2010 ... 77
Figura 40 – Desenho depois de tocar a miniatura da girafa, feito por Kleyton (10 anos, cego tardio) – abr/2010 ... 77
Figura 41 – Desenho depois de tocar a miniatura de uma onça, feito por Kleyton (10 anos, cego tardio) – abr/2010 ... 77
Figura 42 – Desenho depois de tocar a miniatura de um rinoceronte, feito por Kleyton (10 anos, cego tardio) – abr/2010 ... 77
Figura 43 – Desenho de memória de uma girafa, feito por Tiago (15 anos, cego tardio) – dez/2009 ... 78
Figura 44 – Desenho de memória de uma onça, feito por Tiago (15 anos, cego tardio) – dez/2009 ... 78
Figura 45 – Desenho de memória de um rinoceronte, feito por Tiago (15 anos, cego tardio) – dez/2009 . 78 Figura 46 – Desenho depois de tocar a miniatura da girafa, feito por Tiago (15 anos, cego tardio) – dez/2009 ... 78
Figura 48 – Desenho depois de tocar a miniatura de um rinoceronte, feito por Tiago (15 anos,
cego tardio) – dez/2009 ... 78
Figura 49 – Desenho de memória de uma girafa, feito por Michel (13 anos, cego precoce) – mar/2010 .. 79
Figura 50 – Desenho de memória de uma onça, feito por Michel (13 anos, cego precoce) – mar/2010 .... 79
Figura 51 – Desenho de memória de um rinoceronte, feito por Michel (13 anos, cego precoce) – mar/2010 ... 79
Figura 52 – Desenho de memória de uma moto, feito por Kleyton (10 anos, cego tardio) – abr/2010 ... 80
Figura 53 – Desenho de memória de um carro, feito por Kleyton (10 anos, cego tardio) – abr/2010 ... 80
Figura 54 – Desenho de memória de um ônibus, feito por Kleyton (10 anos, cego tardio) – abr/2010 ... 80
Figura 55 – Desenho depois de tocar a miniatura da uma moto, feito por Kleyton (10 anos, cego tardio) – abr/2010 ... 80
Figura 56 – Desenho depois de tocar a miniatura de um carro, feito por Kleyton (10 anos, cego tardio) – abr/2010 ... 80
Figura 57 – Desenho depois de tocar a miniatura de um ônibus, feito por Kleyton (10 anos, cego tardio) – abr/2010 ... 80
Figura 58 – Desenho de memória de uma moto, feito por Tiago (15 anos, cego tardio) – abr/2010 ... 81
Figura 59 – Desenho de memória de um carro, feito por Tiago (15 anos, cego tardio) – abr/2010 ... 81
Figura 60 – Desenho de memória de um ônibus, feito por Tiago (15 anos, cego tardio) – abr/2010 ... 81
Figura 61 – Desenho depois de tocar a miniatura da uma moto, feito por Tiago (15 anos, cego tardio) – abr/2010 ... 81
Figura 62 – Desenho depois de tocar a miniatura de um carro, feito por Tiago (15 anos, cego tardio) – abr/2010 ... 81
Figura 63 – Desenho depois de tocar a miniatura de um ônibus, feito por Tiago (15 anos, cego tardio) – abr/2010 ... 81
Figura 64 – Representação um ônibus – Bruno (10 anos, cego precoce) – dez/2009 ... 82
Figura 65 – Representação do mapa da sua casa – Kleyton (10 anos, cego tardio) – mai/2010 ... 83
Figura 66 – Representação de um trajeto dentro da escola – Kleyton (10 anos, cego tardio) – maio/2010... 83
Figura 67 – Representação de um lance do jogo de futebol – Kleyton (10 anos, cego tardio) – maio/2010... 83
Figura 68 – Representação do ônibus em movimento – Kleyton (10 anos, cego tardio) – maio/2010 ... 84
Figura 69 – Representação do mapa da sua casa – Bruno (10 anos, cego precoce) – maio/2010 ... 84
Figura 70 – Representação de um trajeto dentro da escola – Bruno (10 anos, cego precoce) – maio/2010 ... 84
Figura 72 – Representação de um ônibus em movimento – Bruno (10 anos, cego
precoce) – maio/2010 ... 85 Figura 73 – Parte 1 – O personagem – Bruno (10 anos, cego precoce) – set/2010 ... 91/119 Figura 74 – Parte 1 – O personagem – Michel (13 anos, cego precoce) – set/2010 ... 91/119 Figura 75 – Parte 1 – O personagem – Kleyton (10 anos, cego tardio) – set/2010 ... 91/116 Figura 76 – Parte 1 – O personagem – Tiago (15 anos, cego tardio) – set/2010 ... 91/120 Figura 77 – Parte 2 – A rotina – Bruno (10 anos, cego precoce) – set/2010 ... 92/120/130 Figura 78 – Parte 2 – A rotina – Michel (13 anos, cego precoce) – set/2010 ... 92/121/130 Figura 79 – Parte 2 – A rotina – Kleyton (10 anos, cego tardio) – set/2010... 92 Figura 80 – Parte 2 – A rotina – Tiago (15 anos, cego tardio) – set/2010 ... 92/127 Figura 81 – Parte 3 – A construção de uma cena da natureza – Bruno (10 anos, cego
precoce) – set/2010 ... 93/125 Figura 82 – Parte 3 – A construção de uma cena da natureza – Michel (13 anos, cego
precoce) – set/2010 ... 93 Figura 83 – Parte 3 – A construção de uma cena da natureza – Kleyton (10 anos, cego
tardio) – set/2010 ... 93 Figura 84 – Parte 3 – A construção de uma cena da natureza – Tiago (15 anos, cego
Figura 99 – Parte 7 – Um prédio – Kleyton (10 anos, cego tardio) – set/2010... 99
Figura 100 – Parte 7 – Um prédio – Tiago (15 anos, cego tardio) – set/2010 ... 99
Figura 101 – Parte 8 – A multidão – Bruno (10 anos, cego precoce) – set/2010 ... 100/117 Figura 102 – Parte 8– A multidão – Michel (13 anos, cego precoce) – set/2010 ... 100
Figura 103 – Parte 8 – A multidão – Kleyton (10 anos, cego tardio) – set/2010 ... 100
Figura 104 – Parte 8 – A multidão – Tiago (15 anos, cego tardio) – set/2010 ... 100
Figura 105 – Parte 9 – Os amigos – Bruno (10 anos, cego precoce) – set/2010 ... 102/122 Figura 106 – Parte 9 – Os amigos – Michel (13 anos, cego precoce) – set/2010 ... 102
Figura 107 – Parte 9 – Os amigos – Kleyton (10 anos, cego tardio) – set/2010 ... 102/122 Figura 108 – Parte 9 – Os amigos – Tiago (15 anos, cego tardio) – set/2010 ... 102
Figura 109 – Parte 10 – A sala de aula – Bruno (10 anos, cego precoce) – set/2010 ... 103
Figura 110 – Parte 10 – A sala de aula – Michel (13 anos, cego precoce) – set/2010 ... 103
Figura 111 – Parte 10 – A sala de aula – Kleyton (10 anos, cego tardio) – set/2010 ... 103/127 Figura 112 – Parte 10 – A sala de aula – Tiago (15 anos, cego tardio) – set/2010 ... 103/127 Figura 113 – Parte 11 – A aula preferida – Bruno (10 anos, cego precoce) – set/2010 ... 104
Figura 114 – Parte 11 – A aula preferida – Michel (13 anos, cego precoce) – set/2010 ... 104
Figura 115 – Parte 11 – A aula preferida – Kleyton (10 anos, cego tardio) – set/2010 ... 104
Figura 116 – Parte 11 – A aula preferida – Tiago (15 anos, cego tardio) – set/2010 ... 104
Figura 117 – Parte 12 – Um trajeto – Bruno (10 anos, cego precoce) – set/2010 ... 105
Figura 118 – Parte 12 – Um trajeto – Michel (13 anos, cego precoce) – set/2010 ... 105
Figura 119 – Parte 12 – Um trajeto – Kleyton (10 anos, cego tardio) – set/2010 ... 105
Figura 120 – Parte 12 – Um trajeto – Tiago (15 anos, cego tardio) – set/2010 ... 105
Figura 121 – Parte 13 – O Instituto – Bruno (10 anos, cego precoce) – set/2010 ... 106/128 Figura 122 – Parte 13 – O Instituto – Michel (13 anos, cego precoce) – set/2010 ... 106/128 Figura 123 – Parte 13 – O Instituto – Kleyton (10 anos, cego tardio) – set/2010... 106/128 Figura 124 – Parte 13 – O Instituto – Tiago (15 anos, cego tardio) – set/2010 ... 106/128 Figura 125 – Parte 14 – Atividade de vida autônoma e social – Bruno (10 anos, cego precoce) – set/2010 ... 108
Figura 127 – Parte 14 – Atividade de vida autônoma e social – Kleyton (10 anos, cego
tardio) – set/2010 ... 108/129 Figura 128 – Parte 14 – Atividade de vida autônoma e social – Tiago (15 anos, cego
tardio) – set/2010 ... 108/129
Figura 129 – Parte 15 – Orientação e mobilidade – Bruno (10 anos, cego precoce) – set/2010 ... 109
Figura 130 – Parte 15 – Orientação e mobilidade – Michel (13 anos, cego precoce) – set/2010 ... 109
Figura 131 – Parte 15 – Orientação e mobilidade – Kleyton (10 anos, cego tardio) – set/2010 ... 109/130 Figura 132 – Parte 15 – Orientação e mobilidade – Tiago (15 anos, cego tardio) – set/2010 ... 109/130 Figura 133 – Parte 16 – Esporte preferido – Bruno (10 anos, cego precoce) – set/2010 ... 110/131 Figura 134 – Parte 16 – Esporte preferido – Michel (13 anos, cego precoce) – set/2010 ... 110
Figura 135 – Parte 16 – Esporte preferido – Kleyton (10 anos, cego tardio) – set/2010 ... 110
Figura 136 – Parte 16 – Esporte preferido – Tiago (15 anos, cego tardio) – set/2010... 110
Figura 137 – Parte 17 – Outras atividades – Bruno (10 anos, cego precoce) – set/2010 ... 111/128 Figura 138 – Parte 17 – Outras atividades – Michel (13 anos, cego precoce) – set/2010 ... 111/128 Figura 139 – Parte 17 – Outras atividades – Kleyton (10 anos, cego tardio) – set/2010 ... 111/129 Figura 140 – Parte 17 – Outras atividades – Tiago (15 anos, cego tardio) – set/2010... 111/129 Figura 141 – Parte 18 – As aulas de Artes – Bruno (10 anos, cego precoce) – set/2010... 112
Figura 142 – Parte 18 – As aulas de Artes – Michel (13 anos, cego precoce) – set/2010 ... 112
Figura 143 – Parte 18 – As aulas de Artes – Kleyton (10 anos, cego tardio) – set/2010 ... 112