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REFERENCIAIS DE QUALIDADE EM EAD

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REFERENCIAIS DE

QUALIDADE EM

EAD

Pós-Graduação 2011

Leitura Fundamental

Aula 1

Os Parâmetros Legais para Uma Educação a

Distância de Qualidade

Autora: Jucimara Roesler

© DIREITOS RESERVADOS

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REFERENCIAIS DE QUALIDADE

EM EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

Pós-Graduação 2011

Leitura Fundamental

Aula 1- Os Parâmetros Legais Para Uma Educação a

Distância de Qualidade

Autora: Jucimara Roesler

Como citar esse texto:

ROESLER, J. os parâmetros legais para uma educação a distância de qualidade.

DIRETORIA DE EXTENSÃO E PÓS-GRADUAÇÃO

Silvio Cecchi

Correspondência/Contato

Alameda Maria Tereza, 2000, Valinhos, São Paulo CEP. 13.278-181, Tel.: 19 3512-1700

PREPARAÇÃO GRÁFICA

Lusana Veríssimo Renata Galdino Abner Pires

PARECER TÉCNICO

Cláudia Benedetti

REVISÃO GRAMATICAL

Jaiana Santos

Publicação: Setembro de 2011.

© DIREITOS RESERVADOS

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APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA

O conceito de qualidade tem sido entendido historicamente como um conjunto de ações que foram planejadas e supervisionadas de modo a garantir determinado controle para que o produto ou serviço cumpra com os objetivos a que se destina.

De acordo com Longo (1995), esta preocupação não é recente, pois consumidores sistematicamente buscaram inspecionar bens e serviços recebidos em uma relação de troca. Este processo caracterizou a chamada era da inspeção, muito centrada na análise do produto final e de seus defeitos. Mais contemporânea, a gestão da qualidade total (GQT) tem sido utilizada no gerenciamento organizacional a partir dos seguintes pontos básicos: foco no cliente; trabalho em equipe; decisões a partir de fatos e dados; e a busca constante da solução de problemas e da diminuição de erros.

O conceito de qualidade no contexto educacional implica discutir as dimensões sociais, políticas e acadêmicas, o que inevitavelmente resulta na análise das estruturas, dos processos e dos resultados decorrentes das práticas de ensino presenciais ou a distância.

Para Demo (2001), qualidade em educação implica em:

a) Qualidade acadêmica, que surge na produção original do conhecimento por meio da docência. Refere-se às capacidades do professor de transmitir conhecimentos advindos das práticas de pesquisa que convergem em soluções para problemas específicos da sociedade;

b) Qualidade social, que significa que, decorrente das atividades de ensino, de pesquisa e de extensão, as instituições educacionais atuem de forma relevante no desenvolvimento da sociedade;

c) Qualidade educativa, que é a capacidade das instituições atuarem na formação plena do cidadão para que possam contribuir e interferir em suas respectivas realidades sociais.

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contexto da Educação e, portanto, como a Educação, necessariamente vinculada ao contexto histórico, político e social em que se realiza como prática de natureza cultural (LOBO NETO, 1998).

A educação a distância, portanto, como modalidade de ensino capaz de ampliar as possibilidades de acesso a educação, é viabilizada a partir da incorporação das TIC - Tecnologias de Informação e Comunicação e de modelos pedagógicos e gerenciais que possibilitam sua expansão e a qualidade dos serviços educacionais. Em contexto pedagógico, requer uma organização curricular inovadora, que proporcione a construção do conhecimento, a aquisição de conteúdo, o desenvolvimento das habilidades e competências requeridas pelo mercado de trabalho e pela sociedade na qual o futuro profissional exercerá seu papel de trabalhador e cidadão.

O Ministério da Educação, ao longo dos últimos dez anos, divulgou critérios e parâmetros de qualidade, que foram sendo gradativamente atualizados e incorporados em formulários de avaliação, utilizados pelas Comissões de Verificação instituídas pelo MEC. Por meio da Portaria 301 (revogada pela Portaria 4.361), condicionou alguns critérios para o credenciamento de instituições interessadas na oferta de cursos a distancia. Estes indicadores, de certa maneira, apontavam, em sua origem, indicadores legais para a oferta qualitativa desta modalidade de ensino.

a) Integração com políticas, diretrizes e padrões de qualidade definidos para o ensino superior como um todo e para o curso específico.

A intenção institucional para a oferta da EaD tem como premissa o Plano de Desenvolvimento Institucional – PDI, pois o pressuposto é de que a instituição assume seus compromissos na área de ensino e de administração, por um prazo de cinco anos, perante o MEC, sendo submetido à sua aprovação, conforme exigência da Resolução CNE/CES 10, de 28 de janeiro de 2002, em cujo art. 6º constam os itens que a instituição deve informar.

b) Desenho do projeto.

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garantir o atendimento das políticas e diretrizes legais e pedagógicas. No projeto pedagógico do curso, são definidas a identidade institucional, a organização curricular, a escolha das mídias, o sistema tutorial, o sistema de comunicação, o sistema de avaliação e os serviços educacionais.

c) Equipe profissional multidisciplinar e infraestrutura de apoio.

Contemplar a equipe de profissionais e suas respectivas atribuições, a política de enquadramento funcional e a remuneração e a capacitação, que são fundamentais para a gestão de pessoas. A equipe multidisciplinar e a infraestrutura material e tecnológica são elementos que irão garantir a execução das atividades da equipe para a implementação do curso a distância. Diferentes equipamentos de apoio, tanto para a produção quanto para o atendimento, precisam ser previstos de acordo com a quantidade de estudantes e a extensão territorial que o projeto abrange, inclusive para atendimento nos encontros presenciais.

d) Materiais Educacionais

Os materiais didáticos são construídos com o objetivo de orientar as ações educacionais, tantos dos estudantes quando dos docentes. Eles irão garantir a entrega dos conteúdos, a orientação da trajetória acadêmica e dos relacionamentos pedagógicos. Na fase de produção dos materiais, diferentes estratégias pedagógicas são desenvolvidas para proporcionar o acesso aos conteúdos e os objetivos presentes no projeto do curso.

Os materiais didáticos, impressos, audiovisuais ou on-line, precisam ser desenvolvidos considerando a acessibilidade dos estudantes à tecnologia escolhida como entrega dos conteúdos.

e) Comunicação entre professor e aluno

O projeto pedagógico do curso precisa definir quais as mídias e as formas de atendimento pedagógico ou acadêmico que estarão disponíveis ao estudante durante o seu percurso universitário. Os canais de comunicação devem estar disponíveis para possibilitar a interação entre os agentes do processo de ensino-aprendizagem e da gestão acadêmica, para dar suporte às dúvidas pedagógicas, administrativas e tecnológicas dos estudantes.

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O sistema de avaliação - da aprendizagem e do sistema de EaD -, são fundamentais para garantir os momentos de acompanhamento da aprendizagem e dos resultados alcançados. As avaliações, em seus momentos individuais ou coletivos, precisam apresentar estratégias pedagógicas que permitam o alcance dos objetivos propostos para o curso. Por força da lei, a avaliação presencial é obrigatória. Portanto, é necessária a definição da forma como será executada, se por disciplina, por módulo, etc. A avaliação institucional proporciona diagnosticar e corrigir as falhas no processo e a proposição de medidas corretivas.

g) Sustentabilidade financeira

Neste caso, são previstos os custos fixos e variáveis demandados nas etapas de produção dos materiais, de capacitação dos profissionais, de logística, da infraestrutura tecnológica, humana e material, nas diferentes etapas de implementação do projeto.

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AULA 1 OS REFERENCIAIS DE QUALIDADE NA

LEGISLAÇÃO EDUCACIONAL

Objetivos:

 Compreender os referenciais legais para a oferta de cursos a distancia;

 Identificar, na legislação da educação a distancia, os pressupostos para a oferta desta modalidade de ensino.

A legislação brasileira da educação a distância realizou mudanças progressivas nos marcos regulatórios, o que de certa maneira possibilitou ampliar a oferta de cursos no país. Para Vianney (2010), com a compreensão legal da EAD, é possível listar as principais características da educação a distancia a partir de uma perspectiva da Legislação. A saber:

 Democratização do acesso;

 Flexibilidade em tempo e lugar para os estudos;

 Eficiência da metodologia;

 Aumento da capacidade de leitura e de escrita;

 Autonomia do estudante;

 Redução de custos;

 Ampliação da abrangência das instituições;

 Compatibilidade com jornadas especiais de trabalho;

 Acesso a conteúdos e atividades estruturadas de aprendizagem;

 Acompanhamento por professores tutores mesmo em regiões remotas;

 Promoção da modernização do ensino presencial pela incorporação da EaD;

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 Acessibilidade de pessoas portadoras de alguma deficiência.

Em 1996, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação - LDB possibilitou implementar o ensino superior a distância. Ainda em instância federal, foram editados decretos, portarias e resoluções com os condicionantes mínimos para a oferta de EaD, garantindo a equivalência em titulação, e os indicadores preliminares, para se buscar uma qualidade similar à do ensino presencial.

O Decreto 2.494/98 também estabeleceu os critérios para a validação dos cursos a distância em todos os níveis e modalidades. Em 2001, foi publicada, pela Câmara de Ensino Superior do Conselho Nacional de Educação, a Resolução 01/2001, que estabeleceu critérios para a oferta de cursos de especialização a distância e para a validação, no país, de diplomas obtidos por estudos a distância em instituições estrangeiras. Este ato revogou a Resolução CNE 01/1997.

O Decreto 2.494/98 definiu a EaD como uma modalidade de educação por autoaprendizagem e que esta se realizaria pelo aluno a partir de estudos feitos com o apoio de recursos didáticos previamente estruturados, conforme artigo 1o.

Art. 1º - Educação a distância é uma forma de ensino que possibilita a autoaprendizagem, com a mediação de recursos didáticos sistematicamente organizados, apresentados em diferentes suportes de informação, utilizados isoladamente ou combinados, e veiculados pelos diversos meios de comunicação.

Parágrafo Único – Os cursos ministrados sob a forma de educação a distância serão organizados em regime especial, com flexibilidade de requisitos para admissão, horários e duração, sem prejuízo, quando for o caso, dos objetivos e das diretrizes curriculares fixadas nacionalmente. (BRASIL, 1998a).

Ainda em 1998, foram divulgados indicativos para a qualidade da educação a distância, sem força normativa, mas que serviram para orientar instituições sobre equipes técnicas, corpo docente, recursos tecnológicos, infraestrutura, materiais didáticos e aspectos metodológicos a serem observados para a criação e a oferta de projetos de educação a distancia.

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presenciais de graduação, limitando em até 20% da carga didática para oferta por EaD.

O Parecer 301/2003, da Câmara de Ensino Superior do Conselho Nacional de Educação, homologado pelo MEC em agosto de 2004, possibilitou os direitos da autonomia universitária previstos na Constituição e na Lei 9.394/96, permitindo que as universidades e os centros universitários devidamente credenciados pela União pudessem abrir novos cursos.

Em 15 de abril de 2004, a Lei 10.861/04, que instituiu o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior – SINAES, instituiu, também, para o ensino presencial e a distancia, o cumprimento das avaliações oficiais pelo Ministério da Educação, que explicitou parâmetros de avaliação da qualidade dos cursos ofertados, conforme art. 2o.

O SINAES, ao promover a avaliação de instituições, de cursos e de desempenho dos estudantes, deverá assegurar:

I – avaliação institucional, interna e externa, contemplando a análise global e integrada das dimensões, estruturas, relações, compromisso social, atividades, finalidades e responsabilidades sociais das instituições de educação superior e de seus cursos;

II – o caráter público de todos os procedimentos, dados e resultados dos processos avaliativos;

III – o respeito à identidade e à diversidade de instituições e de cursos;

IV – a participação do corpo discente, docente e técnico-administrativo das instituições de educação superior, e da sociedade civil, por meio de suas representações. (BRASIL, 2004a).

Em 2004, o MEC homologa o Parecer CES/CNE 301/2003, que reitera, para a EaD, princípios da autonomia universitária para a abertura de novos cursos e para a expansão nacional de unidades de apoio para o atendimento de alunos por EaD. No final de 2005, um novo Decreto de regulamentação da EaD descreve e oficializa o

sistema de expansão baseado na instalação de ‘polos de educação a distância’, e traz

uma nova definição legal para educação a distância

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Para os fins deste Decreto, caracteriza-se a educação a distância como modalidade educacional na qual a mediação didático-pedagógica nos processos de ensino e aprendizagem ocorre com a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação, com estudantes e professores desenvolvendo atividades educativas em lugares ou tempos diversos. (BRASIL, 2005).

O Decreto 5.622/05 também estabeleceu uma nova definição para EaD; apresentou os polos de educação a distância como unidades descentralizadas (próprias ou conveniadas) para o atendimento didático-administrativo de alunos a distância; autorizou a criação de cursos de mestrado e doutorado a distância, solicitando normas complementares à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES); e incorporou, nesta instância da legislação, o princípio da autonomia universitária na EaD.

No que diz respeito aos polos de educação a distancia, o Decreto 5.622/05, em seu art. 2o, estabeleceu que as instituições credenciadas para oferta de cursos e programas a distância poderiam estabelecer consórcios, parcerias, celebração de convênios, acordos, contratos, desde que observadas as seguintes condições:

I comprovação, por meio de ato do Ministério da Educação, após avaliação de comissão de especialistas, de que as instituições vinculadas podem realizar as atividades específicas que lhes forem atribuídas no projeto de educação a distância;

II comprovação de que o trabalho em parceria está devidamente previsto e explicitado no:

a) plano de desenvolvimento institucional; b) plano de desenvolvimento escolar; ou,

c) projeto pedagógico, quando for o caso, das instituições parceiras; III celebração do respectivo termo de compromisso, acordo ou convênio; e,

IV indicação das responsabilidades pela oferta dos cursos ou programas a distância, no que diz respeito a:

a) implantação de polos de educação a distância, quando for o caso; b) seleção e capacitação dos professores e tutores;

c) matrícula, formação, acompanhamento e avaliação dos estudantes;

d) emissão e registro dos correspondentes diplomas ou certificados. (BRASIL, 2005).

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Em maio de 2006, com a edição do Decreto 5.773/06, foram estabelecidas novas bases para o exercício das funções de regulação, supervisão e avaliação do ensino superior. Com este Decreto, foram atribuídas competências institucionais e administrativas para que a Secretaria de Educação a Distância (SEED) tivesse autonomia nos processos relativos à educação superior a distância. De acordo com o Decreto 5.773/06, nos incisos I, II, III, e VI, do Parágrafo 4º, do Artigo 5º, as competências para a SEED se configuram em:

§ 4o À Secretaria de Educação a Distância compete especialmente:

I - exarar parecer sobre os pedidos de credenciamento e recredenciamento de instituições específico para oferta de educação superior a distância, no que se refere às tecnologias e processos próprios da educação a distância;

II - exarar parecer sobre os pedidos de autorização, reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos de educação a distância, no que se refere às tecnologias e processos próprios da educação a distância;

III - propor ao CNE, compartilhadamente com a Secretaria de Educação Superior e a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica, diretrizes para a elaboração, pelo INEP, dos instrumentos de avaliação para credenciamento de instituições específico para oferta de educação superior a distância;

IV - estabelecer diretrizes, compartilhadamente com a Secretaria de Educação Superior e a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica, para a elaboração, pelo INEP, dos instrumentos de avaliação para autorização de cursos superiores a distância; e,

V - exercer, compartilhadamente com a Secretaria de Educação Superior e a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica, a supervisão dos cursos de graduação e sequenciais a distância, no que se refere a sua área de atuação. (BRASIL, 2006b).

No ano de 2007, por meio da Portaria 02/07, foram declarados os parâmetros para os processos de avaliação e supervisão de todos os polos mantidos ou conveniados pelas instituições. Além disso, determinou prazos de atualização dos cadastros de polos. Acompanhe o artigo 5o:

§ 1º - As condições de oferta de educação a distância serão verificadas por ocasião da avaliação institucional externa, no ciclo avaliativo 2007/2009, compreendendo as instalações na sede e nos polos de apoio presencial em funcionamento.

§ 2º - O cálculo da taxa de avaliação deverá considerar as comissões necessárias para a verificação in loco de cada polo de apoio presencial em funcionamento.

§ 3º - É facultada a reestruturação ou aglutinação de polos em funcionamento até o dia 15 de agosto de 2007.

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presencial, definindo-se a situação dos polos de apoio presencial em funcionamento previamente à edição desta Portaria.

§ 5º - Consideram-se polos de apoio presencial em funcionamento previamente à edição desta Portaria aqueles que ofereçam curso regularmente autorizado ou reconhecido, com base no Cadastro de Instituições e Cursos de Educação Superior (Sied-Sup), e integrantes da lista oficial inserida na página eletrônica do INEP.

§ 6º - As instituições têm prazo de 30 (trinta) dias, a contar da publicação desta Portaria, para requerer, fundamentadamente, a retificação da lista oficial referida no §5º, caso os dados do Cadastro apresentem incorreção por falha dos órgãos do MEC.

§ 7º - O INEP decidirá sobre os pedidos de retificação da lista, em 30 (trinta) dias prorrogáveis por mais 30 (trinta), nos termos do art. 49 da Lei 9.784/99.

§ 8º - O funcionamento de polo não constante da lista referida no §5º sem a expedição do ato autorizativo, após a edição desta Portaria, caracteriza irregularidade, nos termos do art. 11 do Decreto n o 5.773 de 2006. (BRASIL, 2007a).

Em 12 de dezembro de 2007, o MEC publica a Portaria Normativa 40/07, que substitui a Portaria Normativa 02/07, e institui um mecanismo chamado e-MEC, para o gerenciamento eletrônico de informações relativas aos processos de regulação da educação superior no sistema federal de educação. O texto da Portaria 40/07 também dispôs sobre o credenciamento da instituição, a autorização de curso e os processos de autorização e de reconhecimento de curso que, para seus respectivos atos, prescindam de avaliações in loco, quando:

(…) CI e IGC da instituição mais recentes iguais ou superiores a 4 (quatro), cumulativamente.

§ 1º Nos pedidos de credenciamento de polos de apoio presencial poderá ser adotada a visita de avaliação in loco por amostragem, após análise documental, mediante despacho fundamentado, condicionada aos indicadores referidos no caput, observadas as proporções do art. 55, § 2º;

§ 2º Na hipótese de CI ou IGC inferiores a 3 (três), em vista da análise dos elementos de instrução do processo e da situação da instituição, os pedidos de credenciamento institucional para a modalidade de EAD, credenciamento de novos polos de apoio presencial e de autorização de cursos nessa modalidade poderão ser indeferidos, motivadamente, independentemente de visita de avaliação in loco. (BRASIL, 2007b).

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educação superior no sistema federal de educação, e o Cadastro e-MEC de Instituições e Cursos Superiores; e consolida disposições sobre indicadores de qualidade, banco de avaliadores (BASIS) e o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (ENADE).

Os formulários de reconhecimento de curso e de credenciamento de polos de educação a distância trazem indicadores para o funcionamento das operações pedagógicas, de produção e da infraestrutura mínima dos polos de apoio presencial. Atender aos requisitos legais e às orientações presentes nos documentos legais significa o atendimento aos parâmetros qualitativos para a oferta e funcionamento da educação a distância.

VAMOS PENSAR?

Se a legislação estabelece os parâmetros legais para a oferta da educação a distancia, significa que estabeleceu-se os indicadores mínimos de sua oferta. Isto implica diretamente nos processos de avaliação e na supervisão instaurada pelo MEC. Você concorda? Escreva, em cinco linhas, seu posicionamento a respeito.

PONTUANDO

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REFERÊNCIAS

BRASIL. Lei nº 4.024, de 20 de dezembro de 1961. Lei de diretrizes e bases da educação nacional. DOU, Brasília, 27 dez. 1961.

______. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Lei de diretrizes e bases da educação nacional. DOU, Brasília, 23 dez. 1996.

______. Decreto-lei nº 2.494, de 10 de fevereiro de 1998. DOU, Brasília, 11 fev. 1998a.

______. Portaria nº 301, de 7 de abril de 1998. DOU, Brasília, 9 abr. 1998b.

______. Decreto-lei nº 2.561, de 27 de abril de 1998. DOU, Brasília, 28 abr. 1998c.

______. Lei nº 10.861, de 14 de abril de 2004. DOU, Brasília, 15 abr. 2004a.

______. Portaria nº 4.361, de 29 de dezembro de 2004. DOU, Brasília, 30 dez. 2004b.

______. Decreto-lei nº 5.622, de 19 de dezembro de 2005. DOU, Brasília, 20 dez. 2005.

______. Lei nº 11.274, de 6 de fevereiro de 2006. Lei de diretrizes e bases da educação nacional. DOU, Brasília, 7 fev. 2006a.

______. Decreto-lei nº 5.773, de 9 de maio de 2006. DOU, Brasília, 10 mai. 2006b.

______. Decreto-lei nº 5.800, de 8 de junho de 2006. DOU, Brasília, 9 jun. 2006c.

______. Portaria normativa nº 2, de 10 de janeiro de 2007. DOU, Brasília, 11 jan. 2007a.

______. Portaria normativa nº 40, de 12 de dezembro de 2007. DOU, Brasília, 13 dez. 2007b.

CONGRESSO BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA, 5, 2008, Gramado. A EAD em um contexto científico. Gramado: [s.n.], 2008.

DEMO, P. Educação e qualidade. 6. ed. São Paulo: Papirus, 2001.

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LONGO, R. M. J. Gestão da qualidade: evolução histórica, conceitos básicos e

aplicação na educação. 1995. Disponível em:

<http://www.dcce.ibilce.unesp.br/~adriana/ceq/Material%20complementar/historia.pdf> .

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Índices gerais de cursos das instituições. 2008.

Disponível em:

<http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=14226>. Acesso em: 10 jun. 2011.

SPANHOL, F. J. Critérios de avaliação institucional para polos de educação a distância. 2007. 149 f. Tese (Doutorado) – Centro Tecnológico, Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis, 2007.

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