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DESENHO DE BRINQUEDOS PARA PLAYGROUND

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Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Faculdade de Design do Centro Universitário Ritter

dos Reis, como requisito parcial à obtenção do título de Bacharel em Design.

Claudia Adriana Nichetti Marques

DESENHO DE BRINQUEDOS PARA PLAYGROUND

Porto Alegre 2010

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MARQUES, Claudia A. N.

Desenho de Brinquedos para Playground – Porto Alegre, 2010. 111 f.: il.

Monografia (conclusão de curso) – Centro Universitário Ritter dos Reis, 2010.

Compilação deste relatório, incluindo seleção de texto e imagem, tem todos os direitos de reprodução reservados a Claudia Adriana Nichetti Marques. Nenhuma parte deste relatório pode ser compilada ou im- pressa, gravada ou fotocopiada, através de qualquer meio mecânico ou eletrônico, sem a devida autoriza- ção por escrito do autor e detentor dos direitos de reprodução. Pedidos devem ser enviados para endereço eletrônico: [email protected]

(3)

Claudia Adriana Nichetti Marques

DESENHO DE BRINQUEDOS PARA PLAYGROUND

Trabalho de Conclusão de Curso

apresentado à Faculdade de Design do Centro Universitário Ritter dos Reis, aprovado pela banca examinadora constituída por:

Porto Alegre 2010

_________________________________________

Prof. MSc Heli Meurer

_________________________________________

Profa Dra Ligia Medeiros

_________________________________________

Prof PhD Luiz Vidal Gomes

_________________________________________

Prof Arq Norberto Bozzetti

(4)

Ao meu filho Theo, pela compreensão e paciência.

A todos os amigos e colegas pela criatividade, lealdade e troca.

Aos professores orientadores Heli Meurer, Ligia Medeiros,

Luiz Vidal Gomes e Norberto Bozzetti por sua atenção, acompanhamento, e conhecimento.

Aos meus pais e irmãos por tudo.

(5)

“É preciso que as crianças saltem, corram, gritem quando tenham vontade. Todos os seus movimentos são necessidades da sua

constituição que procura fortificar-se”

(ROUSSEAU, 1712)

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SUMÁRIO

INTRODUÇÃO 1

OBJETIVOS 3

Primário 3

Secundários 3

PROCEDIMENTOS E TÉCNICAS 3

DEFINIÇÕES E DELIMITAÇÃO DO TEMA 4

Taxonomia Projetual 4

SIBD e SFMD 4

Revisão de Literatura 5

1. A IMPORTÂNCIA DO LAZER E DAS BRINCADEIRAS

NO DESENVOLVIMENTO INFANTIL 7

1.1 LAZER E A INFÂNCIA 7

1.2 BRINCADEIRAS 8

1.3 DESENVOLVIMENTO INFANTIL 17

2 BRINQUEDOS PARA PLAYGROUND 21

2.1 NORMA NBR14.350 21

2.1.1 Definições 22

2.1.2 Construção dos Brinquedos 25

Grade de proteção 25

Acessos 25

Corrimão 26

Fixadores 27

Perfis, superfícies e partes expostas 27

(7)

Acabamentos 27

Corrosões 27

2.1.3 Escorregador 29

2.1.4 Balanço 31

2.1.5 Gangorra 31

2.1.6 Preparação do local 32

2.2 PLAYGROUND NAS ESCOLAS

E CONDOMÍNIOS 32

2.3 SEGURANÇA 34

3 METODOLOGIA 38

3.1 IDENTIFICAÇÃO 39

3.2 PREPARAÇÃO 41

3.2.1 Técnicas Analíticas Linguísticas 41 3.2.2 Técnicas Analíticas Desenhísticas 43

3.3 INCUBAÇÃO 58

3.4 AQUECIMENTO 58

3.5 ILUMINAÇÃO 59

3.6 ELABORAÇÃO 60

3.6 VERIFICAÇÃO 67

4 CONCLUSÃO 73

5 BIBLIOGRAFIA 74

(8)

LISTA DE FIGURAS

Figura 1 - Taxonomia do produto 4

Figura 2 - carrinhos 12

Figura 3 - estilingue 13

Figura 4 - mamulengo 13

Figura 5 - mula manca 14

Figura 6 - pião 15

Figura 7 - xipoca 15

Figura 8 - amarelinha 16

Figura 9- escorregador 23

Figura 10 - gangorra 23

Figura 11 - balanço 23

Figura 12 - fixação 24

Figura 13 - armadilha potencial, sonda 24

Figura 14 - armadilha em forma de cunha 24

Figura 15 - altura da grade de proteção 25

Figura 16 - dimensões de alcance permitido para

escadas e rampas espirais e helicoidais 26 Figura 17 - altura e afastamento lateral do corrimão 26

Figura 18 - parafuso 27

Figura 19 - escorregador 27

Figura 20 - arranjos típicos para acessos, corrimãos e

grades de proteção para escorregadores 30

Figura 21 - recomendações do escorregador 31

Figura 22 - recomendações da gangorra 31

Figura 23 - tabela acidentes 36

Figura 24 - tabela acidentes provocados por sonda 36

Figura 25 - composição com imagens conotativas 42

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Figuras 26, 27,28,29,30,31,32,33 - balanço simples 43-44

Figura 34, 35, 36 - balanço duplo 45

Figuras 37, 38, 39, 40 , 41, 42 - escorregador 46

Figuras 43, 44, 45, 46, 47, 48 - gangorra 47

Figura 49 - movimento oscilatório do balanço 50

Figura 50 - especificações do balanço 51

Figura 51 - especificações do balanço 51

Figura 52 - partes do balanço 52

Figura 53 - movimento promovido pelo escorregador 53

Figura 54 - especificações do escorregador 53

Figura 55 - especificações do escorregador 54

Figura 56 - partes do escorregador 54

Figura 57 - movimento da gangorra 55

Figura 58 - especificações da gangorra 55

Figura 59 - partes da gangorra 56

Figura 60 - exemplos de objetos com design ôrganico 59 Figura 61 - geração de alternativas para o escorregador 60 Figura 62 - geração de alternativas para a gangorra 61 Figura 63 - geração de alternativas para o assento

a partir da alternativa 9 61

Figura 64 - geração de alternativa para o balanço

a partir da definição do assento da gangorra 61

Figura 65 - esboço escorregador 62

Figura 66 - esboço gangorra 62

Figura 67 - esboço balanço 62

Figura 68 - Modelo tridimensional da gangorra. Assento. 63

Figura 69 - Modelo tridimensional da gangorra. 63

Figura 70 - Modelo tridimensional da gangorra.

Detalhe do encaixe da prancha no assento. 64

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Figura 71 - Modelo tridimensional da gangorra. Detalhe

da fixação da prancha na base de apoio. 64 Figura 72 - Modelo tridimensional do balanço.

Simulação da suspensão com a corda. 65

Figura 73 - Modelo tridimensional do balanço. 65

Figura 74 - Modelo tridimensional do balanço. 65

Figura 75 - Modelo tridimensional do escorregador. 66 Figura 76 - Modelo tridimensional do escorregador.

Detalhe da escada. 66

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Resumo do Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Faculdade de Design do Centro Universitário Ritter dos Reis como requisito parcial à obtenção do título de Bacharel em Design.

DESENHO DE BRINQUEDOS PARA PLAYGROUND Acadêmico: Claudia Adriana Nichetti Marques

Orientadores: Heli Meurer, Ligia Medeiros, Luiz Vidal Gomes, Norberto Bozzetti Porto Alegre, Julho de 2010

RESUMO

Este trabalho tem como interesse tornar os brinquedos de recreação existentes, em playgrounds de condôminios residenciais e escolas de educação infantil, em espaços que apresentem condições de desenvolvimento, diversão com segu- rança. O tema escolhido terá como orientação principal do trabalho a Norma da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) NBR 14.350 - Segurança de Brinquedos de Playground.

Além disso, outros aspectos prioritários para o desenhos dos brinquedos serão levantados, tais como: conforto, acessibilidade e manutenção nos equipamen- tos. Para todos esses aspectos, o projeto será destinado a crianças de 3 a 7 anos, respeitando as particularidades físicas.

Palavras-chave: Playground, brinquedo, segurança, conforto e acessibilidade.

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Resumo do Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Faculdade de Design do Centro Universitário Ritter dos Reis como requisito parcial à obtenção do título de Bacharel em Design.

DESENHO DE BRINQUEDOS PARA PLAYGROUND Acadêmico: Claudia Adriana Nichetti Marques

Orientadores: Heli Meurer, Ligia Medeiros, Luiz Vidal Gomes, Norberto Bozzetti Porto Alegre, Julho de 2010

ABSTRACT

This work has the interest to make the existing recreational toys, in playgroun- ds and residential condominiums preschools in areas that present conditions of development, fun safely. The theme will be the main orientation of the work of Norma ABNT (Brazilian Association of Technical Standards) NBR 14 350 - Safety of Toys Playground.

In addition, other priority issues for the design of toys will be raised, such as comfort, accessibility and maintenance on equipment. For all these aspects, the project will be aimed at children 3-7 years, respecting the particular physical.

Keywords: Playground, toy safety, comfort and accessibility.

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INTRODUÇÃO

A recreação teve sua origem na pré-história, quando o homem primitivo se divertia festejando o início da temporada de caça, ou a habitação de uma nova caverna.

Em 1782, aparece Froebel, de cuja inspiração nasceram os jardins das crianças, que passaram a ser jardins de infância e foram levados para América do Norte.

Nos EUA o movimento iniciou em 1885 com a criação de jardins de areia para as crianças brincarem. Com o tempo, o espaço tornou-se pequeno visto que os irmãos mais velhos vinham também brincar nos jardins.

Criavam-se então os Playgrounds em prédios escolares, chamados tam- bém de pátios de recreio.

Ainda nos EUA, prevendo a necessidade de atender as diversas faixas etá- rias, foram criados os Centros Recreativos, que funcionavam o ano todo. Eram casas campestres com sala de teatro, de reuniões, clubes, bibliotecas e refeitó- rios. As estruturas eram semelhantes as de hoje: Caixas de areia, escorregado- res, balanços, gangorras, quadras e ginásio para ambos os sexos com vestiários e banheiros. Para orientação das atividades existiam os líderes especialmente treinados.

O órgão responsável pela recreação, foi criado em 1906, chamado Playground Association Of America, e é conhecido mundialmente como NATIONAL RECREA- TION ASSOCIATION.

O termo playground foi mudado para “recreação” devido à necessidade de atingir um público de diferente faixa etária, como os jovens e adultos. E devido a crescente importância do tempo de lazer dos indivíduos da sociedade.

Em 1927, inicia no Brasil a criação de praças públicas, e no Rio Grande do Sul com o Profº Frederico Guilherme Gaelzer. No evento chamado “Ato de Bron- ze”, foi utilizado equipamentos simples como pneus velhos amarrados em árvo-

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res, mas que proporcionaram um excelente meio de recreação para as crianças.

O desenvolvimento de um projeto de brinquedos para playground está rela- cionado a uma série de aspectos técnicos e as disciplinas do Design. A aplicação desses conhecimentos aos diversos tópicos que compõem um projeto, como normas ergonomia, segurança, método, fatores estéticos e mercadológicos, ex- põe a profundidade deste desafio.

Segundo Munari, um modo de projetar um brinquedo é pensar em algo que seja útil ao crescimento individual, sem esquecer naturalmente o justo lucro da empresa.

A escolha do tema Brinquedos para Playgrounds tem como motivação à identificação do mesmo como um trabalho que oferece, em todas as suas eta- pas, desde a pesquisa até sua conclusão, complexidade e indiscutível relevân- cia, além de um especial interesse produtos infantis.

Um indivíduo capaz de compreender todas as formas de arte, de comuni- car-se verbal e visualmente, de ter um comportamento social equilibrado - tudo isso é possível se a criança tiver, logo aos 3 anos, brinquedos adequados. Nessa idade, ela memoriza os frutos das experiências sensoriais do ambiente que a ro- deia. Seus receptores sensoriais funcionam todos ao mesmo tempo, ou seja, ela tem uma percepção global do ambiente em que vive. (Munari, Bruno. De Onde Nascem as Coisas,1998, p237).

“O design de produtos ao público infantil deve, necessariamente, conside- rar os aspectos físicos e cognitivos próprios dessa faixa etária. Dentre os mais diversificados produtos e equipamentos disponibilizados exclusivamente à crian- ças destacan-se os playgrounds, os quais nem sempre são planejados, desen- volvidos e produzidos dentro destes princípios.” (DAHROUJ; PASCHOARELLI, 2007, p26).

Na nossa “civilização do faturamento” o que conta para os produtores é ganhar cada vez mais, mesmo que seja aproveitando-se da ignorância alheia (Munari, Bruno. De Onde Nascem as Coisas,1998, p234).

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OBJETIVOS

Objetivo Primários

O trabalho tem como objetivo recomendar brinquedos de recreação e lazer em playgrounds de condomínios e escolas de esducação infantil, visando pro- mover o acesso adequado às crianças de 3 a 7 anos atendendo suas necessida- des de lazer com segurança.

Objetivos Secundários

• Realizar estudos sobre as as brincadeiras realizadas nos brinquedos clás- sicos de playground: balanço, escorregador e gangorra.

• Aplicar a Norma da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) NBR14.350 - Segurança de Brinquedos de Playground.

• Avaliar a interação criança, brinquedo e ambiente.

PROCEDIMENTOS E TÉCNICAS

Entre os principais procedimentos utilizados na metodologia deste projeto está a pesquisa bibliográfica, utilizando-se de leitura compilatória em livros, arti- gos, revistas, websites e outras mídias disponíveis. O projeto utilizará as técnicas projeto de Gui Bonsiepe e as orientações da Norma da ABNT (Associação Brasi- leira de Normas Técnicas) Nº 14.350 - Segurança de Brinquedos de Playground.

Neste projeto, com o objetivo de desenvolver repertório literário e vocabu- lário, serão utilizadas as técnicas de revisão de literatura e redação compilatória.

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DEFINIÇÕES E DELIMITAÇÃO DO TEMA

Taxonomia Projetual

A taxonomia do produto tem como objetivo afunilar a idéia a partir do macro universo correspondente ao produto, até chegar ao conceito principal. É impor- tante organizar e classificar as principais características do produto desenvolvi- do.

Figura 1 - Taxonomia do produto

SIBD e SFBD

Situação Inicial Bem Definida (SIBD): Desenho de brinquedos para plau- ground: balanço, escorregador e gangorra.

Os brinquedos serão desenhados para crianças de 3 a 7 anos, perten- centes as classes A e B, para utilizar em condomínios residenciais e escolas de educação infantil.

Substância brinquedo Qualidade plástico Quantidade unidade

Relação satisfação obtentor Lugar ponto de venda Tempo validade do produto Posição classe A/B

Estado sólido Ação brincar

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Situação Final Mal Definida (SFMD): Os brinquedos deverão utilizar como plástico. A forma de instalação deverá ser de acordo com o resultado do projeto.

Revisão de Literatura

De acordo com GAELZER (1979, p.54), o lazer pode ser definido como a “harmonia individual entre a atitude, o desenvolvimento integral e a disponi- bilidade de si mesmo. É um estado mental ativo associado a uma situação de liberdade, de habilidade e de prazer.”

Entre vários agrupamentos de funções do lazer, apresentam-se os que se relacionam com o desenvolvimento total da pessoa ao longo da vida, conforme (ROYKIEWICZ, 1981) apud BRUHNS (1997, p. 95 e 96) distingue as seguintes funções básicas:

• As funções educativas caracterizadas pelo interesse próprio ampliando novas experiências e novos conhecimentos;

• As funções de ensino que compreendem a assimilação ou aprendizagem das normas culturais, das normas de convivência social ou de comporta- mento;

• As funções integrativas que têm por objetivo formar ou solidificar os gru- pos, principalmente os familiares, de amizade companhia, de interesses comuns, pertencer a alguém ou de ser reconhecido;

• As funções recreativas compreendem a atividade relacionada com o des- canso psicológico e físico;

• As funções culturais referem-se à compreensão e assimilação dos valores culturais ou à criação de novos;

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• As funções compensadoras seriam as atuações que, de alguma forma, levando a pessoa a uma atitude de “viver a toda ”aquilo que, nas outras situações, não pôde ser realizado.”

Para a criança, o lazer pode ser definido como “brincadeira”. Sobretudo pelo fato das atividades livres não implicarem obrigações, as brincadeiras são de algum modo a principal fonte de satisfação na infância, sendo elas reconhecidas pelos pais mais generosos como a tarefa principal além de estudar.

GAELZER define que existe diferença entre as atividades de lazer na infân- cia e na fase adulta, conforme conceitos de Joseph Lee, que definiu as brinca- deiras para crianças como criação ou conquista da vida, e as atividades de lazer para adultos como recreação ou renovação da vida.

O lazer é utilizado e recomendado para todos, sendo uma forma de aliviar um mal psíquico ou físico.

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1. A IMPORTÂNCIA DO LAZER E DAS BRINCADEIRAS NO DESENVOLVIMENTO INFANTIL

1.1 LAZER E A INFÂNCIA

Segundo Gaelzer, lazer é qualquer forma de experiência ou atividade na qual o indivíduo participa por escolha, devido ao prazer e à satisfação que obtém diretamente dela.

O lazer, além uma forma de satisfação, também proporciona uma sensa- ção de bem-estar, tanto psíquica quanto física. Ele é importante na recuperação e melhora a capacidade física e mental dos indivíduos e, praticado em grupo ele promove a integração social.

Contemplam o lazer quatro tipos de atividades: física, artística, intelectual e social. Essas atividades podem ser combinadas em espaços, com ou sem equi- pamentos. Suas formas são:

• caminhar;

• correr;

• andar de bicicleta;

• praticar algum esportes;

• pintura e escultura;

• tocar um instrumento musical;

• apreciar o pôrdosol.

Para a criança, o lazer geralmente é definido como brincadeira. Isso porque as atividades livres não são uma obrigação, e sim, uma de satisfação e diverti-

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mento na infância. Recreação tem um significado mais amplo e não se restringe a nenhum grupo etário particular.

A brincadeira causa um encantamento. “Feliz de quem, em um mundo tec- nizado e violento ainda não perdeu seu coração de criança, nem a capacidade de ser simples; feliz de quem consegue ser sensível à cor e ao perfume das flores; à cantiga dos pássaros que é quase ensurdecida pelo ruído dos motores.”

(GAELZER, 1979, p.56).

A recreação, além de prazerosa, também tem objetivos que preparam um indíviduo para:

• viver em liberdade;

• manter a saúde;

• educar para o tempo livre;

• formar personalidade e adaptação social;

• promover liderança.

Momentos de lazer dedicados à criança também tem uma função social.

Estudando o crime e a delinquência, se observa uma relação entre tempo livre, a falta de áreas, de programas e de lideranças para a recreação pública e a alta porcentagem dos delitos cometidos entre a faixa etária de quinze a vinte e um anos.

1.2 BRINCADEIRAS

Brincar, segundo o dicionário de língua portuguesa define-se como divertir- se e brincadeira como ação de brincar, divertimento. O ato de brincar trata-se de atividade lúdica infantil, que possibilita a aprendizagem de várias habilidades.

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Na psicologia, aprendizagem é o processo de modificação da conduta por treina- mento e experiência, variando da simples aquisição de hábitos à técnicas mais complexas.

A brincadeira infantil é um importante mecanismo para o desenvolvimento da aprendizagem da criança. A brincadeira, portanto, não é o brinquedo, o objeto, assim como, não é simplesmente técnica, mas sim um conjunto de procedimen- tos e habilidades. O brinquedo é a ferramenta que possibilita a brincadeira. E, é através da brincadeira que, a criança tem uma experiência original, reveladora, única, mesmo que ela esteja repetindo a mesma brincadeira por muitas vezes.

Crianças de 4 a 6 anos de idade já são capazes de movimentos funda- mentais, como correr, saltar, arremessar, receber, quicar, chutar, inclusive suas combinações.

Segundo Munari, o projeto de um brinquedo para crianças pode ser enca- rado de diversas formas: uma delas, a mais usal, é projetar uma produção de brinquedos baseada exclusivamente nas possibilidades de escoamento no mer- cado, sem a preocupação de que esses produtos sejam verdadeiramente úteis ao desenvolvimento da criança. Nesse caso produz-se aquilo que o mercado pede.

Num playground, é possível desenvolver várias brincadeiras, tanto nos brinquedos disponíveis como, brincaderias que independem dos equipamentos e que necessitam apenas do espaço físico.

Num playground, um dos brinquedos mais conhecidos é a gangorra ou balancé. O brinquedo é um equipamento simples de lazer desportivo infantil, e a brincadeira consiste no ato de subir e descer, em que duas crianças participam.

Para a brincadeira se realizar, são necessárias duas crianças. Cada uma senta

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num extremos de uma tábua longa e estreita equilibrada no seu ponto central usando o princípio da alavanca.

É necessário que as duas pessoas tenham pesos comparáveis, assim, al- ternadamente, impulsionan-se para cima por flexão dos joelhos, fazendo descer a extremidade oposta.

Provas de acrobacia circense, desportiva e de agilidade animal fazem fre- quentemente uso de gangorras.

O balanço é outro brinquedo preferido pelas crianças. Balançar para frente e para trás é divertido e ajuda a criança desenvolver o equilíbrio, o controle da cabeça, a coordenação motora e a força física. A utilização do brinquedo é sem- pre individual, cada posto é ocupado por uma única criança. No entanto, em uma atividade em grupo, uma criança espera que a outra acabe de brincar para entrar e há sempre uma competição do tipo quem balança mais alto ou de determinada maneira.

Escorregador, ou escorrega, é um brinquedo que consiste em uma superfí- cie plana elevada em sua parte posterior por uma escada que permite o acesso ao topo. A brincadeira é deslizar sobre a superfície até o solo.

Trepa-trepa é um brinquedo formado por traves horizontais e verticais por onde a criança pode escalar. Nessa brincadeira, a criança desenvolve o equilí- brio e fortalece a musculatura.

Gira-Gira é um brinquedo que consiste em um cano fixado na terra, onde é colocado uma roda metalica, com diversos assentos. No gira-gira, podem par- ticipar de uma a dez crianças e todas podem brincar de girar simultaneamente.

Em muitas brincadeiras, o brinquedo tem um papel fundamental e, nesse caso, não se pode deixar de citar os brinquedos populares. Não é preciso a

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época exata do seu surgimento, mas eles são citados em todas as sociedades.

Fabricado de forma artesanal, brinquedos populares são uma forte ferra- menta de interatividade no mundo de fantasias da criança. Seu papel é aproximar a criança da sua realidade social. Através dos brinquedos, durante as brincadei- ras, as crianças desenvolvem experiências internas e externas ao seu mundo, que contribui nos resultados na aprendizagem.

Com a revolução industrial, os brinquedos, que antes eram apenas arte- sanais, passam a ser industriais, com interferências tecnológicas. Os brinque- dos industrializados passam a ganhar espaço no mercado, com novas formas e tecnologias cada vez mais sofisticadas, muitos fogem da realidade social das crianças de classe média e baixa.

Mesmo com todo avanço tecnológico, o brinquedo artesanal continua com encantamento e grande valor cultural, despertando emoções em crianças de todas as gerações e classes sociais.

Nas regiões pobres, o brinquedo artesanal continua sendo fabricado, forta- lecendo inclusive a economia do local através do artesanato.

Dentre a variedade de brinquedos, os mais populares são os carrinhos de madeira ou de lata, bonecas de pano, marionetes, aviãozinho de papel, pião, ba- ladeiras, estilingue, badoque, papagaio ou pipa, peteca e outros. É fácil encon- trar esses brinquedos em feiras populares, em lojas de artesanato e pequenos bazares.

Carrinhos: Os carrinhos podem ser confeccionados a partir de sucatas in- dustriais como latas de leite, óleo, doce, dependendo da criatividade do artesão.

São encontrados em cores vibrantes e de vários modelos como as carretas, ônibus, carros de corridas, locomotivas. As ferramentas utilizadas para confec-

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ção são a bigorna, alicate, ferro de solda e martelo. São encontrados nas feiras livres, mercados e mercearias.

Figura 2 - carrinhos

Estilingue: Conhecido também por setra, baladeira e atiradeira, sua utilida- de é medir a pontaria dos participantes. É composto de três partes distintas: o gancho ou forquilha (cabo), o espástico e a malha. A forquilha é feita preferen- cialmente de laranjeira, goiabeira ou jabuticabeira. Nas extremidades das duas hastes da forquilha, amarra-se o elástico diretamente na madeira. O elástico usado é de câmaras-de-ar de pneus de automóveis, onde risca-se à lápis duas paralelas e corta-se duas tiras longas de mais ou menos trinta centímetros de comprimento e um centímetro de largura. A malha é uma parte do couro onde vai o projétil: pedra, mamona verde ou pelota de barro cozido.

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Figura 3 - estilingue

Mamulengo: É uma espécie de teatrinho de bonecos em forma de luva.

Os bonecos são talhados em mulungu, cortiça ou feitos em papel marché, com aproveitamento de sucata. O mamulengo, como o fantoche tradicional, tem ca- beça e braços ocos e é manipulado pelos dedos indicador, médio e polegar dos mamulengueiros ou artesãos.

Figura 4 - mamulengo

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Mula manca: A mula manca é um brinquedo confeccionado em madeira leve, com as características de uma burrinha, com os membros (pernas, pesco- ço e cauda). É colocada sobre uma base e tencionado por meio de fios ligados a uma espécie de mola localizada na base que quando é pressionada pelos dedos a burrinha movimenta-se para todos os lados.

Figura 5 - mula manca

Pião ou pinhão: Segundo Câmara Cascudo, no seu Dicionário de folclore brasileiro, a brincadeira do pião existe desde os tempos remotos. Na Grécia, era conhecido como strombo e em Roma como turba. No Brasil, o pião é um peque- no objeto feito de madeira, ou metal, tendo na ponta um prego ou ferrão. Com um cordão ou ponteira enrola-se da ponta ao corpo do pião e impulsiona-o para o chão e este ao desenrolar-se do impulso, fica a rodopiar. O jogador apara o pião em movimento, usando os dedos indicador e médio em forma de tesoura e deixa-o rodar na palma da mão, onde ele gira e ou ronca até parar.

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Figura 6 - pião

Xipoca: A xipoca é feita de um canudo de taquera de mais ou menos trinta centímetros de comprimento e um êmbolo feito de madeira resistente e pouco maior do que o tamanho do tubo, que deve correr, dentro do canudo não muito folgado. A munição é feita de pedaços de papel jornal molhado e amassado em forma de bolinhas e colocada no tubo com a vareta até atingir a extremidade e depois disparar. Este brinquedo é utilizado na “guerra”, entre dois grupos de meninos distantes um do outro cerca de cinco a oito metros. Quanto maior a pressão mais distante é lançado o projétil.

Figura 7 - xipoca

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Dentre as brincadeiras que não dependem dos equipamentos, uma das mais conhecida é a amarelinha. O jogo consiste em pular sobre um desenho riscado com giz no chão, que também pode ter inúmeras variações. Geralmente são quadrados ou retângulos numerados de 1 a 7 e no topo o céu, em formato oval. Se a criança perder o equilíbrio, colocando a mão no chão ou pisando fora dos limites das casas, o jogador passa a vez para o próximo, retornando a jogar do ponto em que errou ao chegar a sua vez novamente.

Figura 8 - amarelinha

Pega-pega, é uma brincadeira onde o pegador tem que correr e tocar no perseguido. Quando isso acontece, o perseguido deve ficar paralisado. A brin- cadeira acaba quando todos ficam paralisados.

Esconde-esconde é uma brincadeira na qual enquanto uma pessoa fica com os olhos tapados contando até certo número combinado com os participan- tes, os demais se escondem.

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Cabra-cega é um jogo em que um dos participantes, de olhos vendados, procura adivinhar e agarrar os outros. Aquele que for agarrado, passará a ficar com os olhos vendados.

Segundo Munari, um modo de projetar um brinquedo é pensar em algo que seja útil ao crescimento individual, sem esquecer naturalmente o justo lucro da empresa.

1.3 DESENVOLVIMENTO INFANTIL

“O homem precisa de aventura; a procura da felicidade, o amor à aventura e o desejo de realização constituem grandes forças motivadoras que, para mui- tas pessoas, são concretizadas mais completamente por intermédio da Recrea- ção.” (GAELZER, 1979, p.55)

Segundo Piaget, o desenvolvimento do ser humano está subordinado a dois grupos de fatores: os fatores da hereditariedade e adaptação biológica (ma- turação de certos tecidos nervosos, aumento do tamanho e complexidade do sistema nervoso central, crescimento de ossos e músculos) e os fatores am- bientais (experiência e estimulação sensório-motriz, nutrição, condições sócio- econômicas e afetivas.

O desenvolvimento motor possui um processo natural e progressivo, que é favorecido com um ambiente adequado. Por isso a importância dos movimentos e atos motores em interação com o meio ambiente para o desenvolvimento das crianças.

De acordo com Harrow, o desenvolvimento motor segue uma seqüência, passando pelos seguintes níveis: movimentos reflexos, que são ações involun-

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tárias, funcionais já ao nascimento e que se desenvolvem pela maturação e são os precursores dos movimentos fundamentais. Os movimentos básicos ou fundamentais: desenvolvem-se naturalmente, com a exploração e a prática da criança. Essa fase é o período crítico para que as formas motoras básicas sejam desenvolvidas corretamente na criança.

Dessa maneira, as atividades pré-escolares devem fundamentar-se nas formas motoras básicas desenvolvidas pela educação física, favorecendo as- sim o desenvolvimento das crianças. Engloba as seguintes categorias: mo- vimentos locomotores, não-locomotores e manipulativos, como por exemplo, rastejar, engatinhar, escorregar, andar, correr, pular saltar, rolar, chutar, entre outros.

Os brinquedos devem representar desafios para a criança e também e de- vem estar adequados ao seu interesse e suas necessidades criativas, pois são eles o convite a brincadeiras e ao ato de brincar, desde que desperte interesse na criança de interagir.

Harrow, ressalta que o sucesso do desenvolvimento motor não depende da precocidade de experiências motoras, mas sim da possibilidade de que as tenham. Neste sentido, a educação física deve explorar diferentes movimentos para os mesmos objetivos e vice-versa, ou seja, os mesmos movimentos para diferentes objetivos. De acordo com Gesell, o movimento assume uma importân- cia vital como elemento de construção da personalidade e do desenvolvimento motor da criança, resultando por um lado das experiências vividas e, por outro, da maturação fisiológica.

O desenvolvimento da criança abrangendo inicialmente a família, que constitui suas relações mais próximas da criança, e posteriormente, a escola

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aonde se estabelecem outras formas de interação. O ambiente doméstico era considerado até pouco tempo o mais indicado apropriado para o desenvolvi- mento infantil.

Contudo, com a mulher ingressando no mercado de trabalho, o cenário mudou. Hoje há uma preocupação com espaços ou instituições que ofereçam atendimento/lazer à crianças, alterando o ritmo da vida familiar. Em virtude des- sa mudança, a criança precisa de uma estrutura que possibilite espaço e opor- tunidades para brincar, o que no ambiente doméstico era possível por exemplo, no quintal ou na rua.

Sem um espaço adequado, em casa, a criança passa muito tempo do seu dia no computador, assistindo TV ou no vídeo-game, geralmente, brinca sozinha e não prioriza brinquedos pedagógicos, apesar da diversidade e quantidade de brinquedos que dispõe. O fato da criança ficar dentro do ambiente doméstico, faz com que ela fique sem atividades e brincadeiras corporais.Nas brincadeiras com movimentos corporais, o corpo assume um papel fundamental no desenvol- vimento infantil e na aprendizagem.

“Na infância pré-escolar é um período especialmente importante no curso do desenvolvimento do indivíduo. Esta é a fase em que o mundo da realidade humana torna-se um convite à exploração e elaboração do conhecimento, me- diadas pela a atividade do ser humano, sobretudo, em seu brincar que, neste estágio específico, ultrapassa a mera manipulação dos objetos. O mundo torna- se mais amplo, e, aliado a esse alargamento de fronteiras, surge a necessidade de agir sobre este mundo, desvendando-o, com todas as suas possibilidades.”

(Revista UFP, 2000)

“Toda criança saudável gosta de brincar, e este tipo particular de atividade

(32)

proporciona grande prazer, embora seja pertinente esclarecer que essa não é uma regra geral da brincadeira. Mesmo assim, pelo seu caráter prazeroso, o brinquedo infantil é bastante utilizado pelo educador da pré-escola como uma forma de socialização.” (Revista UFP, 2000)

“Brincar é sempre uma atividade lúdica e se deixar de sê-lo, descaracteri- zar-se-á como jogo, brinquedo ou brincadeira.” (Revista UFP, 2000)

(33)

2. BRINQUEDOS PARA PLAYGROUND

2.1 NORMA NBR14.350

A ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas - é o Fórum Na- cional de Normatização. As Normas Brasileiras, cujo conteúdo é de respon- sabilidade dos Comitês Brasileiros (CB) e dos Organismos de Normalização Setorial (ONS), são elaborados por Comissões de Estudo (CE), formados por representantes dos setores envolvidos, delas fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros).

Existe no Brasil a NBR 14350:1999 - Coletânea de Normas de Segurança de Brinquedos de Playground a qual apresenta parâmetros de segurança para o projeto de Playground, afim de garantir a segurança e a diversão das crianças em condomínios, hotéis, escolas e clubes.

O objetivo da NBR 14350 estabelece requisitos mínimos de segurança que visam evitar os perigos apresentados por equipamentos para brincar, projetados para instalação permanente ao ar livre, sem sistema motriz.

A cartilha da ABNT foi baseada em normas inglesas – uma das mais rígidas do mundo, e traz indicações importantes para o desenvolvimento de um projeto adequado. O material determina ângulos dos brinquedos, fixação, tipos de piso e materiais adequados como plástico, aço ou ferro galvanizado e com pintura atóxica e madeira tratada.

A norma também determina que todo playground deve ter um livro de ins- peção a cada ano, um especialista deverá emitir um laudo técnico.

Essas normas regulamentam o desempenho mecânico e carga dos equi-

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pamentos, o tipo de acesso ao brinquedo, diretrizes de instalação de corrimões, barras e enchimento dos brinquedos, delimitação de espaços livres que possam provocar retenção de dedos, mãos, membros e cabeça, além de normas especí- ficas para equipamentos estáticos, como aqueles destinados ao desenvolvimen- to de agilidade, escorregadores, balanços, equipamentos oscilantes, rotativos e conjugados.

Na cartilha também encontram-se recomendações referentes à escolha e preparo do local de instalação, montagem e fixação do brinquedo.

2.1.1 Definições

a) Partes acessíveis e equipamentos conjugados: segundo a Norma, qual- quer parte do um equipamento que pode entrar em contato com qualquer parte do corpo de uma criança, durante seu uso, é chamado de parte acessível.

Equipamento conjugado é une diferentes tipos de equipamento estático, móvel ou ambos.

b) Partes componentes: das partes componentes existem as permanen- tes, projetadas para durar a vida toda; as consumíveis, sujeitas a desgastes; as substituíveis, componentes permanentes ou consumíveis que podem ser subs- tituídas, se necessário.

c) Formas de equipamento: quanto as formas dos equipamentos, define-se:

• Equipamento Estático: Equipamento que não contém partes móveis.

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Figura 9 - Escorregador

• Equipamento Móvel: Equipamento que contém partes móveis.

Figura 10 - Gangorra

• Equipamento Balançante: Equipamento móvel com suporte ou assentos suspensos que permitem ao usuário movimentar-se para trás e para frente em arco contínuo, em um ou outro lado da posição de descanso.

Figura 11 - Balanço

(36)

f) Instalação permanente: fixação em que os componentes não possam ser removidos sem uso mecânico.

Figura 12 - fixação

g) Armadilha potencial: espaço entre duas partes que permita a entrada de uma sonda e sua retirada seja resistente.

Figura13 - armadilha potencial, sonda

h) Armadilha em forma de cunha: perigo formado por ângulo agudo, onde duas partes adjacentes convergem em sentido descendente.

Figura 14 - armadilha em forma de cunha

(37)

2.1.2 Construção dos brinquedos

Grade de proteção

Barra ou barreira projetada para prevenir a queda da criança de uma pla- taforma ou rampa. A altura das grades de proteção acima do nível da plataforma ou rampa depende da altura do nível do chão. Em plataformas ou rampas, que ficam 1,5m acima do nível do chão, a altura da grade de proteção não deve ser inferior a 0,9m.

Figura 15 - altura da grade de proteção

Acessos

Todas as superfícies destinadas a entrar em contato com os pés devem ser horizontais e uniformes. Os degraus devem ser substituíveis. No uso de rampas, sua inclinação não deve ultrapassar 38º. Para ângulos de 15º e superiores, a superfície deve ter apoio para os pés.

(38)

Tanto em escadas como em rampas, os espaçamentos entre degraus de- vem ser iguais.

Figura 16 - Dimensões de alcance permitido para escadas e rampas espirais e helicoidais

Corrimão

Barra projetada para ajudar uma criança a equilibrar-se ao usar os meios de acessos existentes no equipamento. A altura do corrimão não deve ser inferior a 50cm e nem superior a 90cm. As barras lateriais devem respeitar o intervalo de no máximo 7,5cm.

Figura 17 - altura e afastamento lateral do corrimão

(39)

Fixadores

Os fixadores em qualquer parte acessível devem ser do tipo cabeça arre- dondada ou hexagonal com cantos chanfrados.

As roscas de parafusos salientes e acessíveis devem ter acabamentos de proteção.

Porcas, pinos e parafusos devem ser resguardados contra afrouxamento com o uso.

Figura 18 - parafuso

Perfis, superfícies e partes expostas

Cantos, bordas e partes projetadas em qualquer área acessível do equi- pamento que se projete mais de 8mm, e que não esteja protegida, devem ser arredondados. O raio de curvatura mínimo deve ser de 3mm.

Os componentes não devem ter cantos afiados, agudos ou pretuberâncias.

Acabamentos

As superfícies de todas as partes, devem ser protegidos por revestimentos ou impregnações superficiais. Este revestimento não deve conter substâncias tóxicas.

(40)

No caso de madeiras, o sistema de tratamento deve ser selecionado entre sistemas alternativos, isentos de toxicidade. As superfícies de madeira não de- vem conter farpas ou rebarbas.

Corrosões

Em um projeto, deve-se considerar vários aspectos, a fim de prevenir a corrosão ou deteriorização das partes que compõe um equipamento. Seções ocas ou juntas podem reter água, danificando as partes. É necessário evitar ao máximo conexões entre metais para prevenir corrosões.

Entende-se por corrosão bimetálica ou galvânica, quando dois metais dissi- milares são unidos eletricamente e submetidos a um mesmo eletrólito, uma cor- rente elétrica flui entre os metais e o processo de corrosão é acentuado no metal anódico, isto é, no menos nobre. Alguns metais e suas ligas o cobre e os aços inoxidáveis promovem a corrosão dos aços estruturais, enquanto que outros o magnésio e o zinco protegem o aço da corrosão.

Corrosão por frestas ou aeração diferenciada, são, de modo geral, criadas no detalhamento do projeto e na operação de soldagem. O oxigênio disponível dentro da fresta é rapidamente consumido pelo processo de corrosão e devido à dificuldade de reposição não é reposto. O lado externo da fresta, em contato com o oxigênio atmosférico, torna-se um grande catodo e a parte interior da fresta se torna um anodo localizado, onde a corrosão acontece com velocidade elevada.

Geralmente ocorre dentro das frestas onde não pode ser visto. O único indício é a ferrugem que começa a escorrer das frestas.

As soldas devem ser livres de imperfeições como: asperezas, reentrâncias, saliências, protuberâncias, orifícios, crateras e respingos, os quais dificultam a

(41)

perfeita aplicação das tintas e a eficiência dos sistemas de proteção das pintu- ras. A superfície da solda deve ser adequadamente alisada com ferramentas mecânicas como discos abrasivos.

Nas configurações de superfícies nas quais a água pode ficar retida de- vem-se usar drenos.

A pintura das partes mais baixas das estruturas metálicas deve ser feita com tintas mais resistentes à umidade ou com reforço da pintura até à altura de aproximadamente 50cm (pelo menos duas demãos da tinta usada no restante da estrutura). Após as chuvas, a água desce por gravidade e os ventos secam as camadas de água mais finas. Os respingos de água no chão carregam areia que permitem mais contato da água com a superfície pintada, aumentando a chance de permeação e conseqüente corrosão.

2.1.3 Escorregador

A figura 19 fornece as recomendações sobre altura de queda e outras con- siderações sobre o projeto, conforme Norma 14.350..

Figura 19 - escorregador

Espaçamentos iguais máx. 320mm e min. 175mm.

Altura da plataforma máx. 2,5m.

Inclinação máx. 37º

No início do segmento de partida um trecho curto de superfície horizontal para sentar antes de deslizar.

A partir de 1,5m acima do nível do chão, laterais detentoras

Superfície de escorregamento em metal pode causar queimadura com a incidência sol.

(42)

A figura 20 demonstra os arranjos típicos para acessos, corrimãos e grades de proteção para escorregadores.

Figura 20 - arranjos típicos para acessos, corrimãos e grades de proteção para escorregadores

(43)

2.1.4 Balanço

A figura 21 fornece as recomendações sobre altura de queda e outras con- siderações sobre o projeto, conforme Norma 14.350 da ABNT.

Figura 21 - recomendações do escorregador.

2.1.5 Gangorra

A figura 22 fornece as recomendações sobre altura de queda e outras con- siderações sobre o projeto, conforme Norma 14.350 da ABNT.

Figura 22 - recomendações da gangorra

Distância entre assento e o solo:

• assento aberto máx. 630mm e min. 450mm

• assento berço máx. 520mm e min. 350mm Espaço livre min. 100mm acima da superfície superior dos assentos.

Altura da barra máx. 2,0m e min. 1,8m.

Alça com diâmetro mín. de 18mm e máx. 40mm.

Os fixadores em qualquer parte acessível devem ser do tipo cabeça arredondada ou hexagonal.

Durante o ciclo, o assento deve ter uma altura min. de 200mm

Limite máx.

subida 1,00m.

Ângulo de elevação máxima de 20º em relação ao chão.

(44)

2.1.6 Preparação do local

Em locais com superfície natural, na instalação dos brinquedos, deve ser previsto fundação para cada equipamento e drenagem. Nas áreas de circulação de um playground, os seguintes requisitos devem ser considerados:

• durabilidade e estabilidade;

• condição não abrasiva da superfície acabada;

• resistência a escorregamento em superfície molhada ou seca;

• facilidade de aplicação e manutenção;

• resitência a atos de vandalismo;

• baixo índice de retenção de água.

2.2 PLAYGROUND NAS ESCOLAS E CONDOMÍNIOS

“A sociedade moderna prepara tristes dias aos deserdados da fortuna e aos filhos dos trabalhadores. O terreno livre torna-se cada vez mais exíguo e o ar cada vez mais raro. As cidades modernas são como os monstros que crescem sob con- dições patológicas onde o cérebro e os músculos (que são os escritórios e ateliês) sufocam os órgãos da respiração (que são as praças e os jardins)”. (MARINHO, 1962, p47 apud GAELZER, 1979, p.34)

Playground, palavra de origem inglesa que significa terreno para recreação.

Geralmente ao ar livre, são áreas dedicadas especialmente às crianças. Eles são especialmente planejados para o entretenimento de crianças. Seu principal

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objetivo é estimular a atividade física e interação entre crianças.

Hoje, muitos dos condomínios tem a preocupação em oferecer aos mora- dores, áreas de lazer para crianças. Segundo o ógão que regulamenta as esco- las maternais, todas precisam oferecer aos alunos, uma área de lazer. Em Porto Alegre, o órgão responsável por regulamentar as escolas de educação infantil é o SEREEI – Setor de Regularização dos Estabelecimentos de Educ. Infantil.

Atualmente, praticamente todas as escolas em países desenvolvidos pos- suem playgrounds, bem como a maioria das escolas localizadas em qualquer país industrializado, podendo ser usada apenas pelos alunos da escola.

Hoje a iniciativa privada vê o lazer como uma forma nova de lucro. Inves- timentos em áreas de lazer infantil instaladas em shopping centers é cada vez mais comum. Esses locais que surgem, passam a atrair um público de classe média de alto poder aquisitivo.

Outros fatores que favorecem a implantanção de playgrounds em condo- mínios residenciais, são: a violência urbana, a falta de segurança nos próprios equipamentos de locais públicos e também a falta de tempo para o deslocamento até um parque.

A criança privada de um espaço livre para brincar acaba sem a oportuni- dade de estar em contato com a natureza e o convívio social. Ela acaba usando como subterfúgio para sua energia o uso da televisão, videogames e recursos do computador, como internet ou jogos.

Na infância, o lazer tem um papel fundamental, não só porque é a fase onde a criança adquire habilidades, mas também porque ela dispõe de muito tempo livre. O lazer em grupo auxilia na formação de hábitos de convívio social.

Nessa fase, as crianças precisam de aventura. O lazer proporciona felicida-

(46)

de, através de uma sucessão de atividades que normalmente estão relacionadas ao ato de brincar.

Para Gaelzer, a rotina e a monotonia são as causas principais de tristeza e de aborrecimento. A alegria renovada com diversas brincadeiras é fértil em fantasia, irradia o ambiente de invenção e de criatividade, importantes para o desenvolvimento intelectual da criança.

Tornan-se mais interessantes as brincadeiras, quando desenvolvidas em grupo. Ao compartilhar com colegas da mesma faixa etária, as crianças ampliam os contatos sociais, aprendem normas práticas de conduta e valores morais.

Playgrounds ao ar livre são mais atrativos as crianças. Eles não oferecem apenas brinquedos, propiciam as crianças, interação em harmonia com a nature- za, além de mais divertimento e infinitas oportunidades de criar e imaginar.

O ar livre oferece a sensação de liberdade para correr, pular, saltar, etc.

Diante disso, os espaços de lazer precisam ser capazes de atrair a criança por seus aspectos de segurança, forma, cor e ludicidade.

2.3 SEGURANÇA

“Todos os modelos de brinquedos possibilitam a percepção da realidade, no entanto o playground exige habilidades e capacidades físicas, além de men- tais e cognitivas, através de esforços musculares. Considerando que seus usu- ários são crianças, as ações desenvolvidas nas interfaces deste produto são imprevisíveis, o que frequentemente ocasiona acidentes.” (DAHROUJ; PAS- CHOARELLI, 2007, p26).

Diversos estudos demonstram acidentes relacionados ao playground, os

(47)

quais poderiam ser evitados se o design destes equipamentos fosse baseado em parâmetros normativos e antropométricos. Os parques infantis e seus brin- quedos podem representar um perigo para as crianças quando não se encon- tram adequadamente estruturados.

“Os acidentes na infância são a principal causa de mortalidade e morbidade em crianças menores de 18 anos. O alto índice de mortes prematuras e seqüelas é acompanhado de elevado custo econômico, sendo estimado que a perda em geração de produtividade é maior do que a ocasionada pelo câncer e doenças cardíacas. Entretanto, apesar de estatísticas fornecidas pela comunidade cien- tífica e da divulgação em veículos de comunicação como TV, rádio, jornais e revistas, ao se analisar esse problema sob o prisma da prevenção, observa-se pouca valorização, quando se considera o grave problema social que acarreta”

(Filocomo FRF, Harada MJCS, Silva CV, Pedreira MLG. Estudo dos acidentes na infância em um pronto socorro pediátrico. Rev Latino-am Enfermagem 2002;

10(1):41-7).

De todos atendimentos médicos de quedas de equipamentos, 60% a 80%

são em playgrounds:

• 32% em brinquedos de escalada;

• 46% brinquedos para pendurar;

• 13% escorregador;

• 10% balanço.

O estrangulamento é responsável por 58% das mortes, sendo que sua ocor- rência se dá quando a roupa da criança fica presa e enroscada no brinquedo, ou quando a própria criança fica presa. (DAHROUJ; PASCHOARELLI, 2007, p.28)

“Quanto aos tipos de ferimentos ocorridos durante as atividades desen-

(48)

volvidas nos playgrounds, observa-se que as escoriações são mais frenquen- tes, destacando-se também as fraturas e cortes.” (DAHROUJ; PASCHOARELLI, 2007, p.33)

Figura 23 - tabela acidentes

Com relação a acidentes provocados por sonda, o estudo realizado por Dahrouj, destaca-se a simulação de dados abaixo:

Figura 24 - tabela acidentes provocados por sonda

31,58%

Gangorra

17,24%

Escorregador

13,33%

Balanço

Ocorrência de ferimentos

Escoreações Cortes Fraturas Luxações Outros Não presenciou

93.55%

77.42%

74.19%

45.16%

3.23% 3.23%

(49)

Em 1999 foi realizada uma pesquisa em parques infantis do País de Gales e foram observados os acidentes com crianças e suas possíveis causas. Pos- teriormente, implantaram-se algumas medidas simples de segurança como a instalação de superfícies de borracha sob e ao redor dos equipamentos. Após as modificações nos brinquedos, os pesquisadores observaram uma redução de aproximadamente 2,5 vezes no número de acidentes nos parques. Este estudo foi apresentado no encarte científico do Informe Criança, do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo, destacando a importância da prevenção de acidentes em parques infantis.

(50)

3 METODOLOGIA

“Um designer pode projetar um brinquedo que comunique à criança, ao indivíduo em formação, o máximo de informações compatíveis com ela, sendo, ao mesmo tempo, um instrumento para o desenvolvimento de uma mentalidade elástica e dinâmica - não estática, repetitiva, fossilizada.” (MUNARI, Bruno. De Onde Nascem as Coisas,1998, p.240)

O trabalho tem como base as metodologias projetuais de Gui Bonsiepe e Dualibili e Simonsen. A metodologia do Bonsiepe é bastante rica, especialmente no que diz respeito aos processos de análises e pesquisa em desenho industrial.

Com o objetivo de formalizar as análises no projeto, este trabalho contará com a utilização das técnicas analíticas do autor. São estas as análises quanto a:

• Diacronia;

• Sincronia;

• Funcionalidade;

• Estrutura;

• Morfologia

Quanto a metodologia de Dualibili e Simonsen tem características bastante gerais e compõe uma rotina completa para o processo criativo, desde o seu iní- cio, na etapa de preparação, até a verificação. Este processo será utilizado como condutor do projeto.

(51)

3.1. INDENTIFICAÇÃO

Segundo Gui Bonsiepe esta etapa consiste em três partes: “o que?”, “por que?” e “como?”.

“O que?” Desenvolver um brinquedo para playground para ser utilizado

1. IDENTIFICAÇÃO

2. PREPARAÇÃO 3. INCUBAÇÃO

4. AQUECIMENTO 5. ILUMINAÇÃO

6. ELABORAÇÃO

7. VERIFICAÇÃO

(52)

por crianças de 3 a 7 anos. De uso coletivo, o brinquedo é destinado a condomí- nios residenciais e escolas maternais.

“Por que?” Os brinquedos existentes em playgrounds são desenvolvidos para crianças de um modo geral. Não há uma preocupação com as diferenças físicas, motoras e de aprendizado que as crianças tem nas diferentes idades.

“Como?” O projeto será baseado no estudo da Norma NBR14350 – Segu- rança de brinquedos de playground da ABNT. Pesquisas bibliográficas, que per- mitam entender as necessidades do público alvo. Também será utilizado para o desenvolvimento do trabalho, metodologia gerais de projeto, como Gui Bonsiepe e metodologias específicas.

3.1.1. Contextualização

Áreas de lazer de condomínios

Playground, palavra de origem inglesa que significa terreno de recreação.

Geralmente ao ar livre, são áreas dedicadas especialmente às crianças. Eles são especialmente planejados para o entretenimento de crianças. Seu principal obje- tivo é estimular a atividade física entre crianças. Hoje, muitos dos condomínios tem a preocupação em oferecer aos moradores áreas de lazer para crianças.

Áreas de lazer de escolas

Segundo o ógão que regulamenta as escolas maternais, todas precisam oferecer aos alunos, uma área de lazer. Atualmente, praticamente todas as esco- las em países desenvolvidos possuem playgrounds, bem como a maioria das es- colas localizadas em qualquer país industrializado, podendo ser usada apenas

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pelos alunos da escola. O espaço para o playground, nas escolas, não seguem uma regularidade as normas técnicas NBR14350 da ABNT.

3.2. PREPARAÇÃO

3.2.1. Técnicas Analíticas e Linguísticas

Bonsiepe considera que o “objetivo da análise consiste em preparar o cam- po de trabalho para poder posteriormente entrar

na fase de desenvolvimento de alternativas. A análise serve para escla- recer a problemática projetual, colecionando e interpretando informações que serão relevantes no projeto. (BONSIEPE, 1984, p.38)

Análise Denotativa

Para a análise denotativa foi feita uma busca em dicionários da língua por- tuguesa, com o objetivo de ampliar o vocabulário com palavras que permeiam o projeto.

BRINQUEDO - Objeto destinado a divertir uma criança. / Brincadeira; fol- guedo; divertimento.

BALANÇO - s.m. Ação ou efeito de balançar, resultante de um movimento oscilatório: o balanço do navio. / Brinquedo que consiste em um banco sus- penso a uma armação por correntes ou cordas, para balançar.

ESCORREGADOR - adj. Que escorrega; S.m. Prancha inclinada em que se escorrega por divertimento; o mesmo que escorrega.

GANGORRA - s.f. Trave apoiada num espigão, sobre cujas extremidades as crianças cavalgam por divertimento, balançando-se.

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DIVERSÃO - s.f. Distração, recreio, passatempo.

CRIANÇA - s.f. Indivíduo da espécie humana na infância (menino ou meni- na). / Ação de criar, criação.

SEGURANÇA - s.f. Ação ou efeito de segurar. / Situação do que está segu- ro; afastamento de todo perigo:

PSICOMOTRICIDADE - s.f. Integração das funções motrizes e mentais sob o efeito da educação e do desenvolvimento do sistema nervoso.

Análise Conotativa

Para a análise conotativa foi feita uma busca de imagens que refletem a sensação produzida ao utilizar os brinquedos que proporcionam movimento ao ar livre. A liberdade é o oxigênio da alma. (Woody Allen).

Figura 25 - composição com imagens conotativas

liberdade

(55)

3.2.2. Técnicas Analíticas Desenhísticas

Pesquisa Sincrônica

Neste capítulo foi feito um levantamento dos modelos de balanço, gangorra e escorregador de uso coletivo e privado, existente atualmente nos playground, praças e escolas. Segundo Bonsiepe (1984, p.38) esta etapa é útil para reconhe- cer o universo do produto em questão e para evitar reinvenções.

Baxter chama essa etapa de Análise Paramétrica, segundo o autor, essa etapa serve para comparar os produtos em desevolvimento com produtos exis- tentes, baseando-se em varieaveis, chamadas de parâmetros comparativos.

Através dessa análise, foi possível verificar a similaridade entre as formas mais usadas nos brinquedos.

Balanço Simples

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Figuras 26, 27,28,29,30,31,32,33 - balanço simples

(57)

Balanço Duplo

Figura 34, 35, 36 - balanço duplo

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Escorregador

Figuras 37, 38, 39, 40 , 41, 42 - escorregador

(59)

Gangorra

Figuras 43, 44, 45, 46, 47, 48 - gangorra

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Pesquisa Diacrônica

Segundo o Dicionário Aurélio, diacronia significa caráter dos fenômenos lingüísticos estudados do ponto de vista de sua evolução no tempo. Bonsiepe diz que a análise diacrônica dependendo do tipo de problema, pode ser uma útil coleção de material histórico para demonstrar as mutaçnoes do produto no transcurso do tempo.

A recreação teve sua origem na pré-história, quando o homem primitivo se divertia festejando o início da temporada de caça, ou a habitação de uma nova caverna.

O movimento da recreação sistematizada iniciou-se na Alemanha em 1774 com a criação do Philantropinum por J. B. Basedow, professor das escolas no- bres da Dinamarca. Na Dinamarca, as atividades intelectuais ficavam lado a lado às atividades físicas, como equitação, lutas, corridas e esgrima. Contribuin- do, Froebel criou os Jardins de Infância onde as crianças brincavam na terra.

Nos EUA o movimento iniciou em 1885 com a criação de jardins de areia para as crianças brincarem. Com o tempo, o espaço tornou-se pequeno visto que os irmãos mais velhos vinham também brincar nos jardins. Criavam-se então os Playgrounds em prédios escolares, chamados também de pátios de recreio.

No Brasil a criação de praças públicas iniciou-se em 1927, no Rio Grande do Sul com o Profº Frederico Guilherme Gaelzer.

O evento chamava “Ato de Bronze”, onde foram improvisadas as mais rudimen- tares aparelhagens. Pneus velhos amarrados em árvores construíam um exce- lente meio de recreação para a garotada. (GUERRA, Marlene, 1988)

(61)

Taxonomia do Produto

O objetivo da taxionomia é afunilar as idéias referentes ao produto. É uma ferramenta para a organização e classificação da informação.

Análise de uso, estrutural e funcional

Segundo Bonsiepe, o objetivo da análise de uso é detectar pontos negati- vos e criticáveis. Para este fim convém utilizar técnicas fotográficas de documen- tação para localizar detalhes problemáticos.

“A análise funcional server para reconhecer e compreender as caracterís-

BALANÇO Sustentação

Assento

Escada

Escorregador

Descida

Prancha

Base

Apoio para as mãos

ESCORREGADORGANGORRA

(62)

ticas de uso do produto, incluindo aspectos ergonômicos (macro análise), e as funções técnico-físicas de cada componente ou subsistema do produto(micro- análise)”. (BONSIEPE, 1984, p.42)

BALANÇO

Segundo a NBR 14350, o balanço “... é um equipamento móvel com assen- tos suspensos que permitem ao usuário movimentar-se para trás e para frente em arco contínuo. Balanço exige o uso de mecanismos acionados pelos pés ou pelas mãos, ou ambos. O uso do balanço produz um movimento oscilante.

Figura 49 - movimento oscilatório do balanço

(63)

Alça com diâmetro mín. de 18mm e máx. 40mm.

espaço livre min.

100mm acima da superfície superior dos assentos.

Altura da barra máx. 2,0m e min. 1,8m.

Distância entre assento e o solo:

• assento aberto máx. 630mm e min. 450mm

• assento berço máx. 520mm e min. 350mm.

Figura 50 - especificações do balanço

Alça com diâmetro mín. de 18mm e máx. 40mm.

espaço livre min.

100mm acima da superfície superior dos assentos.

Altura da barra máx. 2,0m e min. 1,8m.

Distância entre assento e o solo:

• assento aberto máx. 630mm e min. 450mm

• assento berço máx. 520mm e min. 350mm.

Figura 51 - especificações do balanço

(64)

Figura 52 - partes do balanço

ESCORREGADOR

Segundo a NBR 14350, o escorregador “... é um equipamento que não contém partes móveis. Composto por uma superfície deslizante, acesso e plata- forma. O usuário tem acesso a rampa deslizante através de uma escada ou ponte. O escorregador permite que o usuário desça por um trajeto que se desvia do plano vertical.

Assento

parte acessível componente substituível

Corda

parte acessível componente substituível

Barra de apoio

equipamento conjugado componente permanente

Fixadores

instalação permanente

Fixadores

equipamento conjugado instalação permanente componente permanente

(65)

Figura 53 - movimento promovido pelo escorregador

Figura 54 - especificações do escorregador No início do segmento

de partida um trecho curto de superfície horizontal para sentar antes de deslizar.

A partir de 1,5m acima do nível do chão, laterais detentoras

Altura da plataforma máx. 2,5m. Inclinação máx. 37º

Espaçamentos iguais máx. 320mm e min. 175mm.

Superfície de escorregamento em metal pode causar queimadura com a incidência sol.

(66)

Figura 55 - especificações do escorregador

Figura 56 - partes do escorregador No início do segmento

de partida um trecho curto de superfície horizontal para sentar antes de deslizar.

A partir de 1,5m acima do nível do chão, laterais detentoras

Altura da plataforma máx. 2,5m.

Inclinação máx. 37º

Espaçamentos iguais máx. 320mm e min. 175mm.

Superfície de escorregamento em metal pode causar queimadura com a incidência sol.

1

Rampa deslizante

parte acessível instalação permanente

Corrimão

parte acessível instalação permanente

Grade de proteção

parte acessível instalação permanente

Degrau

parte acessível instalação permanente

Plataforma

parte acessível instalação permanente

Apoio

equipamento conjugado instalação permanente

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GANGORRA

Segundo a NBR 14350 a gangorra“... é um equipamento que possui partes móveis. Brinquedo oscilante com um ponto de apoio. Este brinquedo funciona com duas crianças, uma em cada extermidade da gangorra. Seu funcionamento se dá através da aplicação e subsequente retirada de carga, para a conclusão do ciclo completo do movimento.

Figura 57 - movimento da gangorra

Figura 58 - especificações da gangorra Os fixadores em qualquer

parte acessível devem ser do tipo cabeça arredondada ou hexagonal.

Limite máx.

subida 1,00m.

Ângulo de elevação máxima de 20º em relação ao chão.

Durante o ciclo, o assento deve ter uma altura min. de 200mm

Referências

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