PERFORMANCE MASTIGATÓRIA DE INDIVÍDUOS REABILITADOS COM PRÓTESE FIXA IMPLANTO-SUPORTADA NO ARCO INFERIOR EM FUNÇÃO DE DIFERENTES ANTAGONISTAS

Texto

(1)

PERFORMANCE MASTIGATÓRIA DE INDIVÍDUOS REABILITADOS COM PRÓTESE FIXA IMPLANTO-SUPORTADA NO ARCO INFERIOR EM FUNÇÃO DE DIFERENTES ANTAGONISTAS

LÍVIA CRISTINE VAZ MONTEIRO1, CÉLIO JESUS DO PRADO2, DANIELA BACCELLI SILVEIRA3, TÂNIA DE FREITAS BORGES4, FLÁVIO DOMINGUES DAS NEVES5

Resumo

Uma das funções dos dentes é realizar a trituração dos alimentos. Há a hipótese de que a estabilidade dos dentes e/ou os tipos de próteses podem influenciar a performance mastigatória dos indivíduos. Este estudo avaliou, comparativamente, a influência do tipo de reabilitação antagonista (fixo ou removível) na performance mastigatória sob influência da quantidade de ciclos mastigatórios de vinte e dois sujeitos possuindo próteses fixas sobre implantes (PSI) no arco inferior. Os testes objetivos de performance mastigatória foram realizados com o alimento- teste artificial Optocal, fornecido aos participantes em duas porções de dezessete cubos, que foram submetidos a 20 e 40 ciclos mastigatórios. O Diâmetro Geométrico Médio (DGM) das partículas obtidas foi calculado de acordo com a massa do Optocal retida em cada peneira. Os dados foram analisados por meio de Análise de Variância (ANOVA) e teste de t-Student (p<0,05). Não houve diferenças estatisticamente significantes na performance mastigatória e no DGM de indivíduos reabilitados com prótese implanto-suportada no arco inferior com diferentes tipos de reabilitações protéticas (removível ou fixo) no arco superior, após 20 e 40 ciclos mastigatórios.

PALAVRAS CHAVE: Mastigação; Prótese Dentária Fixada por Implante; Prótese Total;

Prótese Parcial Removível; Prótese Parcial Fixa.

1 Acadêmica do 7o período da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Uberlândia – FOUFU - (Bolsista CNPq).

2- Professor Doutor Adjunto da Área de Prótese Removível e Materiais Odontológicos da FOUFU - Orientador 3- Mestre em Reabilitação Oral pela FOUFU

4- Mestranda em Reabilitação Oral pela FOUFU

5- Professor Doutor Adjunto da Área de Oclusão, Prótese Fixa e Materiais Odontológicos da FOUFU

Área de Prótese Removível e Materiais Odontológicos. Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Uberlândia. Av. Pará, 1720, bloco B, sala 08. Fone: (34) 3218-2419, Uberlândia, MG. CEP 38400-902. E-mail:

celioprado@foufu.ufu.br

(2)

Performance masticatoria de indivíduos reabilitados con prótesis dental de soporte implantado en el arco inferior em función de diferentes antagonistas

Resumen

Una de las funciones de los dientes es realizar la trituración de los alimentos. Hay la hipótesis de que la estabilidad de los dientes y/o los tipos de prótesis pueden influir la performance masticatoria de los individuos. Este estudio evaluó, comparativamente, la influencia de lo tipo de rehabilitación antagonista (fijo o removible) en la performance masticatoria en función de la cantidad de ciclos masticatorios de veinte y dos sujetos poseeyendo prótesis fijas de soporte implantado en el arco inferior. Los exámenes objetivos de performance masticatoria fueron realizados con el alimento artificial Optocal, suministrado a los participantes en dos porciones de diecisiete cubos, que fueron sometidos a 20 y 40 ciclos masticatorios. El Diametro Geometrico Medio (DGM) de las particulas obtenidas fue calculado de acuerdo con la masa del Optocal retenida en cada tamiz. Los dados fueron analisados por medio de Analisis de Variancia (ANOVA) factorial y exámen de t-Student (p<0:05). No hubo diferencias estatisticamente significantes en la performance masticatoria y en el DGM de los individuos rehabilitados con prótesis dental de soporte implantado en el arco inferior con diferentes tipos de rehabilitaciones proteticas (removible o fijo) en el arco superior, después de 20 y 40 ciclos masticatorios.

PALABRAS CLAVE: Masticación; Prótesis Dental de Soporte Implantado; Dentadura Completa; Dentadura Parcial Removible; Dentadura Pacial Fija.

1. INTRODUÇÃO

Um dos principais objetivos de um tratamento odontológico é alcançar, por meio da restauração dos dentes naturais e da substituição dos dentes perdidos, uma função mastigatória aceitável (Boretti, Bickel, Gerring, 1995). O tratamento odontológico ideal deve proporcionar conforto, estética, segurança e

restabelecimento da função mastigatória aos pacientes, permitindo-lhes adequada reabilitação física, psicológica e social.

Indivíduos apresentando comprometimento estético e funcional causado por ausência de dentes ou por próteses com deficiências de retenção e estabilidade estão mais expostos a distúrbios psicológicos devido à insegurança, à auto-imagem precária e baixa

(3)

auto-estima, podendo implicar em exclusão social e baixa qualidade de vida (Sheiham et al., 2001).

Os indivíduos edêntulos procuram tratamentos que, além de possibilitarem uma melhora da sua auto-estima, restauram a função oral e a estética, possibilitando-os a se alimentarem e falarem com mais facilidade (Awad et al., 2003).

Durante muitos anos, a única opção de tratamento para pacientes completamente desdentados era a reabilitação por meio de próteses totais removíveis convencionais (Sandberg, Stenberg, Wikblad, 2000), as quais, em alguns casos, causam problemas anatômicos e psicológicos aos pacientes (Blomberg, Lindquist, 1983), apresentando performance mastigatória muito inferior aos pacientes totalmente dentados (Borges et al, 2005; Prado, 2004).

Carlsson (1998) associou seqüelas diretas e indiretas ao uso de próteses removíveis totais. As diretas foram relacionadas à reabsorção do rebordo residual e a traumas na mucosa dos indivíduos. Já as seqüelas indiretas foram associadas às grandes alterações ocorridas na função mastigatória de usuários de próteses totais removíveis, quando comparados a indivíduos com dentição natural.

Com o surgimento dos implantes osseointegráveis em 1965 (Branemark, Zarb, Albrektsson, 1985; Albrektsson et al., 1987), a reabilitação de desdentados totais por meio de próteses fixas sobreimplantes mandibulares melhorou não só a performance mastigatória, como também a habilidade mastigatória (Haraldson, Carlsson, 1979).

A função mastigatória pode ser avaliada por meio de testes objetivos de eficiência e/ou performance mastigatória e testes subjetivos de habilidade mastigatória.

Desse modo, torna-se necessário a definição dos termos que serão utilizados nesta pesquisa.

Performance mastigatória é a porcentagem da distribuição do tamanho das partículas de um alimento, quando mastigadas por determinado número de ciclos mastigatórios (Manly, Braley, 1950;

Bates, Sttaford, Harrison, 1976). Eficiência mastigatória é o número de ciclos mastigatórios necessários para a redução do alimento a um determinado tamanho de partícula (Bates, Sttaford, Harrison, 1976).

A habilidade mastigatória é a própria avaliação do indivíduo sobre sua função mastigatória (Carlsson, 1984).

Os testes objetivos são realizados a partir da mastigação de um alimento teste.

(4)

Muitos testes descritos na literatura empregam alimentos naturais e uma ou mais peneiras para medir o grau de trituração (Manly, Braley, 1950; Gunne et al., 1982;

Slagter et al., 1992; Fontijn-Tekamp et al., 2000). A dificuldade em controlar a dimensão inicial, a textura destes alimentos e, conseqüentemente, a falta de reprodutibilidade dos testes levaram alguns pesquisadores a utilizarem, em detrimento aos alimentos naturais, simuladores de alimentos à base de silicones para impressões odontológicas como, por exemplo, o Optosil - Bayer (Slagter et al., 1992; Geertman et al., 1999; Fontijn- Tekamp et al., 2000; Slagter, Bosman, Van der Bilt, 1993). Entre as vantagens do uso dos simuladores de alimento, destacam-se a possibilidade de reprodução e padronização dos testes e o fato destes “alimentos” não sofrerem ação solubilizante e/ou enzimática da água e da saliva (Slagter et al., 1992;

Slagter, Bosman, Van der Bilt, 1993).

Alguns estudos na literatura relatam a influência de fatores de variação, como a extensão do arco dentário e o tipo do antagonista sobre a performance mastigatória. Outros associam o tipo de antagonista com a satisfação dos pacientes.

A pesquisa de Haraldson, Carlsson (1979), concluiu que pacientes com próteses

fixas sobreimplantes apresentam eficiência mastigatória semelhante aos indivíduos com dentição natural, desde que os arcos possuam a mesma extensão.

Carlsson, Lindquist (1994) relataram que a instalação de próteses totais fixas inferiores sobreimplantes em pacientes que possuíam próteses totais convencionais melhorou bastante a função mastigatória, porém alguns pacientes necessitaram da reabilitação de ambos os arcos para se sentirem realmente satisfeitos, comprovando que a reabilitação às vezes tem mais significado psicológico que funcional para alguns indivíduos.

Levando-se em consideração que os usuários de próteses totais removíveis possuem função mastigatória deficiente quando comparados a indivíduos com dentição natural (Helkimo, Carlsson, Helkimo, 1978; Carlsson, 1984) e que a reabilitação por meio de implantes pode melhorar essa função (Haraldsson, Carlsson, 1979; Carlsson, Lindquist, 1994), este estudo se propõe a avaliar, por meio de testes objetivos, a influência dos diferentes antagonistas superiores ou maxilares (removível ou fixo) na performance mastigatória de indivíduos reabilitados com próteses fixas inferiores implanto-

(5)

suportadas e implanto-retidas (prótese sobreimplantes).

2. MATERIAIS E MÉTODO

Este estudo foi realizado nos laboratórios da Universidade Federal de Uberlândia, com duração de doze meses após a aprovação do Conselho de Ética e Pesquisa da Universidade Federal de Uberlândia (Registro CEP 147/04).Todos os participantes receberam informações detalhadas sobre os objetivos da pesquisa e assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.

Participaram da pesquisa 22 indivíduos portadores de próteses implantadas fixas inferiores tipo protocolo e diferentes tipos de antagonistas no arco superior, reabilitados nas clínicas da Faculdade de Odontologia da UFU, sendo 9 indivíduos do gênero feminino e 13 do gênero masculino, com faixa etária entre 48 e 84 anos.

2.1 Avaliação da função mastigatória - Avaliação objetiva: Teste de Performance Mastigatória

Foi utilizada a definição de performance mastigatória como a avaliação da distribuição do tamanho das partículas de um alimento-teste obtida após sua

mastigação por um determinado número fixo de ciclos mastigatórios (Bates, Stafford, Harrison, 1976; Fontijn-Tekamp et al., 2000).

O material utilizado foi o “Optocal”, um simulador de alimento teste artificial preconizado por Slagter et al. (1992), composto pelos seguintes componentes e proporções: Optosil (Heraeus Kulzer) (57%), creme dental (27%) – marca comercial: Sorriso, vaselina sólida pomada 30g (3%), gesso odontológico (9%) – marca comercial: Tipo V da Polidental, Alginato (4%) – marca comercial: Jeltrate Plus tipo I – presa rápida – Dentsply, e pasta catalisadora (27mg), como estão ilustrados na figura 1.

Figura 1- Materiais utilizados para obtenção do simulador de alimento.

As porções padronizadas de todos os materiais foram inicialmente pesadas em balança digital (Micronal-B 1600, Brasil)

(6)

(figura 2). Para o preparo de cada porção utilizada neste estudo, foram utilizados 22,8g de Optosil® Comfort (Heraeus Kulzer); 10,8g de creme dental Sorriso (Colgate-Palmolive); 1,2g de vaselina sólida (Rioquímica); 3,6g de gesso odontológico tipo V Exadur (Polidental); 1,6g de alginato para impressão tipo I –presa rápida – Jeltrate Plus (Dentsply) e 1,08g de pasta catalisadora universal Perfil (Vigodent).

Figura 2- Balança digital (Micronal-B 1600, Brasil).

Uma vez pesados, os materiais eram aglutinados até que formassem uma massa homogênea, que foi colocada em moldes metálicos com compartimentos cúbicos de 5,6mm de largura/altura (figura 3).

Figura 3- moldes metálicos para a colocação do Optocal.

Parte do Optocal foi utilizada para confeccionar um cilindro de 36mm de diâmetro e 10mm de altura (figura 4), para verificação da dureza shore A.

Figura 4 – Cilindro de 36mm de diâmetro X 10mm altura, para verificação da dureza shore A.

Para assegurar a completa polimerização do material, os moldes metálicos foram imediatamente colocados em estufa a 65°C, por 16 horas.

Posteriormente, os cubos de Optocal foram removidos dos moldes metálicos (figura 5) e separados em porções de 17 cubos, os quais foram armazenados em embalagens plásticas, estando prontos para o teste, que normalmente é feito após 48 horas.

Figura 5- Cubos de Optocal do molde metálico.

(7)

Previamente aos testes de mastigação, o cilindro mencionado anteriormente foi utilizado para o monitoramento da dureza shore A do alimento-teste por meio de durômetro digital shore A (Woltest, São Paulo, Brasil), acoplado a um corpo de microscópio adquirido juntamente à Universidade Federal de Uberlândia (figura 6).

A dureza do cilindro de Optocal foi monitorada até que atingisse dureza shore A entre 30 e 35 (Mendes et al., 2005).

Figura 6 – Durômetro para verificação da dureza shore A.

Uma vez alcançada a referida dureza shore A, os testes de performance mastigatória propriamente ditos foram realizados nos ambulatórios do Hospital Odontológico da UFU e em clínica particular. Estando os participantes confortavelmente sentados em cadeira odontológica, foram-lhes fornecidas duas

porções de 17 cubos de Optocal (aproximadamente 3cm3) (figura 7).

Figura 7- Porção de 17 cubos fornecida aos participantes.

A primeira porção era mastigada por vinte ciclos mastigatórios e a segunda por quarenta ciclos, de maneira habitual. As duas porções foram mastigadas de maneira contínua e seqüencial, sendo os ciclos contados pela pesquisadora que aplicou os testes.

Ao final da mastigação de cada porção, os participantes eram instruídos a dispensar o material triturado em copo descartável de 300ml identificado com o nome do paciente e o número de ciclos executados. Foi realizado o enxágüe da boca com água e, novamente, o material foi dispensado no copo para que todos os resíduos restantes fossem coletados.

O material triturado foi encaminhado para o laboratório de Oclusão, Prótese Fixa e Materiais Odontológicos da UFU. Para o fracionamento do referido material, foi

(8)

utilizado um sistema de oito peneiras granulométricas (Bertel Indústria Metalúrgica Ltda, São Paulo, Brasil), com aberturas de 5,6; 4,0; 2,8; 2,0; 1,4; 1,0; 0,71 e 0,5mm – acopladas em ordem decrescente de abertura (Slagter, Bosman, Van der Bilt, 1993) (figura 8).

O material fragmentado foi colocado na parte superior deste conjunto e para auxiliar a passagem do mesmo através das peneiras, foi despejado sobre o conjunto, durante 30 segundos, 1litro de água (Lucas, Luke, 1986) vertida de um recipiente plástico calibrado para 1000ml, inclinado em aproximadamente 45°, a uma distância de 20cm da primeira peneira. O peneiramento final das partículas foi realizado por meio da colocação do conjunto de peneiras sobre um vibrador (Vibramold, São Paulo, Brasil) (figura 8) por 2 minutos.

Figura 8- Conjunto de peneiras granulométricas sobre um vibrador para gesso.

O conteúdo retido em cada peneira era

acondicionado em recipientes individualizados e colocados em estufa elétrica à temperatura de 60°C durante três horas para eliminação da água excedente.

Depois de seca, a massa da cada porção de partículas do Optocal era mensurada em balança analítica com precisão de 0,0001g (Sauter Kg Ebingen- Alemanha) (figura 9).

Figura 9- Balança analítica (Sauter Kg Ebinguen-Alemanha).

Para cada número estabelecido de ciclos mastigatórios, 20 ou 40, foi calculado o percentual e a massa da quantidade de partículas retidas em cada peneira em relação ao total dispensado pelo paciente. O resultado foi submetido a um software que fornece o DGM – Diâmetro Geométrico Médio – da partícula triturada pelo paciente a partir do diâmetro inicial da malha da primeira peneira (5600µm ou 5,6mm)

(9)

aproximado de 7919µm. O DGM representou o índice de performance mastigatória do indivíduo para aquele número de golpes, 20 ou 40. Quanto menor o valor obtido, menor seu DGM e melhor a performance mastigatória.

Para o cálculo do tamanho médio das partículas, utilizou-se a média geométrica ponderada, pois as aberturas das peneiras variam em uma taxa constante, de 0,5mm até 5,6mm. Assim, a média geométrica é a medida mais indicada para representar este conjunto de dados.

A média geométrica ponderada do tamanho das partículas foi calculada por meio da equação 1 (Spiegel, 1993):

Equação 1:

=

= = k

1 i

i d k

1 i

i DGM

W log W log

i

Em que:

logDGM = logaritmo decimal da média geométrica ponderada do tamanho das

partículas, aqui denominada DGM (Diâmetro Geométrico Médio);

logdi = logaritmo decimal do diâmetro das peneiras com i = 1, 2, . . . , k peneiras, ou seja:

logdi = 0,5 log (diâmetro da primeira peneira em microns x diâmetro da peneira subseqüente em microns);

Wi é a massa em gramas das partículas que ficaram retidas em cada peneira, com i = 1, 2, . . . , k peneiras.

Assim, o DGM das partículas será obtido por meio do antilogaritmo, ou seja:

logDGM

10 DGM=

O cálculo do DGM foi realizado por meio de planilhas eletrônicas Excel (Microsoft Corp., One Microsoft Way, Redmond, WA, 98052, EUA) (figura 14).

Quanto menor o valor do DGM, melhor a performance mastigatória.

(10)

A B C D E F G 1

2 3

4 Indivíduo: 1 5 Ciclos: 20 6

7

8 Seqüência Micron (W i) Peso % que log W i * log

9 peneiras Tam anho gram as % atrav essou dia dia

10 Am ostra

11 5600 C11/C19*100 100-D11 0,5*LOG(7920*B11) C11*F11

12 4000 C12/C19*100 E11-D12 0,5*LOG(B11*B12) C12*F12

13 2800 C13/C19*100 E12-D13 0,5*LOG(B12*B13) C13*F13

14 2000 C14/C19*100 E13-D14 0,5*LOG(B13*B14) C14*F14

15 1200 C15/C19*100 E14-D15 0,5*LOG(B14*B15) C15*F15

16 1000 C16/C19*100 E15-D16 0,5*LOG(B15*B16) C16*F16

17 710 C17/C19*100 E16-D17 0,5*LOG(B16*B17) C17*F17

18 500 C18/C19*100 E17-D18 0,5*LOG(B17*B18) C18*F18

19 Som a (C11:C18) (D11:D18) (G11:G18)

20

21 Tam anho da partícula (DGM) 10^(G19/C19)

Análise do Tam anho das Partículas Entrada de dados na células em azul Resultado do DGM célula em am arelo

Figura 10 – Planilha para o cálculo do Diâmetro Geométrico Médio (DGM) – representação das fórmulas.

Para quantificação da redução (R) que a partícula sofreu pelo efeito da mastigação, fez-se necessário o conhecimento do valor máximo do DGM inicial das partículas. Para isso, foi simulada uma situação em que, depois da mastigação do simulador de alimento, todas as partículas permanecessem intactas e, portanto, retidas na primeira peneira de malha 5,6mm. Assim, lançando-se na planilha eletrônica (figura 10) a massa total da porção de 17 cubos de Optocal (aproximadamente três gramas) na coluna referente à primeira peneira, obteve- se o valor máximo do DGM das partículas de 6660µm. O cálculo do valor da redução

foi realizado subtraindo-se o DGM obtido no grupo pesquisado do DGM máximo (equação 2).

Equação 2: R = 6660 – DGM do grupo Equação 2: R = 6660 – DGM do grupo

Sendo:

R o valor da redução das partículas mastigadas.

2.2 Avaliação da influência do tipo de antagonista superior nos testes de performance mastigatória

Para a avaliação da influência do tipo de antagonista superior nos testes de performance mastigatória, os participantes

(11)

foram divididos em dois subgrupos: Fixo (F) e Removível (R).

3. ANÁLISE ESTATÍSTICA

A normalidade e homogeneidade dos dados possibilitaram a aplicação de teste paramétrico. Realizou-se então, a análise de variância considerando o delineamento inteiramente casualizado no esquema fatorial 2 x 2 (dois grupos de antagonistas e dois ciclos de mastigação). As médias dos dois grupos foram comparadas por meio do teste de Tukey, com nível de significância de 5%, por meio do programa estatístico SPSS (SPSS Inc., Chicago, Ill, EUA) (Norman, Streiner, 2000).

4. RESULTADOS

Os dados obtidos foram analisados e os resultados são mostrados a seguir.

4.1 Avaliação objetiva da performance mastigatória

A tabela 1 ilustra os tipos de antagonistas dos pacientes e os respectivos valores de média e desvio padrão do DGM, após 20 e 40 ciclos mastigatórios. Os indivíduos com antagonistas removíveis foram colocados no subgrupo removível (R) e os com antagonistas fixos no subgrupo fixo (F), como mostrado na tabela 2. Nessa tabela, pode-se observar que não foram encontradas diferenças estatisticamente significantes por meio do teste t-Student, no DGM de indivíduos com antagonistas fixos ou removíveis, após 20 e 40 ciclos mastigatórios, embora os antagonistas fixos tenham apresentado valores médios melhores que os apresentados pelos antagonistas removíveis.

Tabela 1-Valores de média e desvio padrão do DGM das partículas mastigadas por 20 e 40 ciclos mastigatórios para os diferentes tipos de antagonistas.

Grupos Antagonistas N

% do total

Média (µm) e desvio padrão do DGM após 20

ciclos

Média (µm) e desvio padrão do DGM após 40

ciclos

1 Prótese total 7 31,82 6002,43±646,69 4025,43±1320,11 2 Over (implante) 4 18,18 6052,25±662,71 5300,75±798,97 3 PPF (dente/implante) 2 9,09 5328,00±199,40 3143,00±253,14

4 PPF (dente) 2 9,09 5074,50±176,07 3166,00±438,41 5 PTR reembasada 2 9,09 6470,50±60,10 5289,50±351,43 6

Dentes anteriores e

PPF bilateral 1 4,55 6361,00 3981,00

7 PPR 1 4,55 6037,00 3962,00

8 Barra fresada 1 4,55 6341,00 5173,00

9 PPF implante 1 4,55 5544,00 3781,00

(12)

Tabela 2-Verificação da associação existente entre os antagonistas e o DGM dos pacientes após 20 e 40 ciclos mastigatórios.

Grupos N

Média e desvio padrão (µm) do DGM após 20 ciclos

Significância*

Média e desvio padrão (µm) do DGM após 40 ciclos

Significância*

Removível (R) 14 6086,00±567,17 4565,86±1180,33

Fixo (F) 8 5712,00±642,99 0,171 3891,00±994,71 0,189

*p<0,05

A figura 11 ilustra as médias e desvio padrão do DGM das partículas mastigadas pelos grupos fixo e removível, após 20 e 40 ciclos mastigatórios.

As figuras 12 e 13 mostram o tipo de antagonista dos indivíduos e o DGM destes após 20 e 40 ciclos mastigatórios, respectivamente.

Figura 11-Médias e desvio-padrão do DGM das partículas mastigadas pelos grupos F e R, após 20 e 40 ciclos mastigatórios.

(13)

Figura 12- Associação entre o tipo de antagonista e 20 ciclos mastigatórios. O número refere-se à identificação do indivíduo.

Figura 13-Associação entre o tipo de antagonista e 40 ciclos mastigatórios.O número refere-se aos indivíduos.

3000 4000 5000 6000

DGM 40 ciclos PPF provisória

PPF (implante) Barra fresada PPR Prótese total reembasada PPF (dente) PPF (dente/implante) Over (implante) Prótese total

—

—

—

— —

—

—

—

—

—

— —

—

—

—

—

—

—

—

——

—

1

2 3

4 5

6

7 8

9 10

11 12

13

14

15

16 17

18

19

20 21

22

Dentes ant. e PPF (dentes) bilateral

5000 5500 6000 6500

DGM 20 ciclos PPF provisória PPF (implante) Barra fresada PPR Dentes ant. e PPF (dentes) bilateral Prótese total reembasada PPF (dente) PPF (dente/implante) Over (implante)

Prótese total

—

—

—

— —

—

—

—

—

—

— —

—

—

—

—

—

—

—

— —

—

1

2 3

4 5

6

7 8

9 10

11 12

13

14

15

16 17

18

19

20 21

22

(14)

5- DISCUSSÃO 5.1 Da metodologia

Existem vários tipos de alimentos naturais e artificiais que podem ser utilizados nos testes de performance mastigatória. O alimento-teste utilizado nesta pesquisa foi o Optocal, similar ao preconizado por Slagter et al. (1992), cuja composição foi previamente descrita no capítulo materiais e métodos (item 2.1.1, e figura 1). A seleção desse material foi baseada no fato de que os alimentos artificiais podem ser facilmente reproduzidos no que diz respeito à forma e textura, ao passo que os alimentos naturais, embora possuam a grande vantagem de serem consumidos no dia-a-dia, de tal modo que as pessoas possam já estar habituadas a eles, podem ter sua consistência alterada devido às variações sazonais e geográficas (Olthoff et al., 1984).

Em todos os estudos analisados, cujos pacientes possuíam próteses inferiores implanto-retidas e implanto-suportadas, nenhum utilizou o Optocal como alimento- teste. Amêndoas foram utilizadas pela maioria dos autores (Haraldson, Carlsson, 1979; Lindquist, Carlsson, 1982; Carlsson, Lindquist, 1994). O Optosil foi utilizado por alguns pesquisadores (Akeel, Fernandes, Vassilakos, 1993). Outros utilizaram

alimentos-teste naturais como maçã, pão, cenoura crua, queijo duro, salsicha, nozes e salada (Feine et al., 1994).

No presente estudo, para verificar a performance mastigatória, optou-se por vinte e quarenta ciclos baseado no fato de que a maioria dos trabalhos que utilizaram outros tipos de alimentos em testes de performance mastigatória os fizeram com esse número de ciclos (Manly, Braley, 1950; Kapur, 1967;

Slagter et al., 1992; Akeel, Fernandes, Vassilakos, 1993).

No que diz respeito aos métodos de fracionamento do material mastigado, o método das peneiras utilizado desde 1924 ainda é considerado um método viável (Boretti, Bickel, Geering, 1995). Porém, não existe consenso sobre a quantidade de peneiras que devem ser utilizadas nos testes de performance mastigatória. Para o fracionamento do material triturado, a utilização de apenas uma peneira é menos trabalhosa e demanda menos tempo, ao contrário do método das múltiplas peneiras, que demanda mais tempo, mas que deve ser usado quando se necessita de informações mais detalhadas (Fontjin-Tekamp et al., 2004). Shi, Ouyang, Guo (1990); Wilding (1993), ao invés de usarem o método das peneiras, fizeram uma análise digital das imagens do alimento fragmentado. Já Van

(15)

der Bilt et al. (1993), realizaram o escaneamento ótico do material triturado.

Como vantagens desses últimos métodos, podem ser citadas a rapidez, a simplicidade, a precisão, a reprodutibilidade e a higiene (Boretti, Bickel, Geering, 1995). A opção pelo uso de oito peneiras, no presente estudo, foi devido à facilidade de aquisição das mesmas e também ao fato de que os trabalhos que utilizaram o Optocal como alimento-teste usaram o método das múltiplas peneiras (Slagter, Bosman, Van der Bilt, 1993), cuja vantagem foi supracitada.

5.2 Dos resultados

5.2.1 Avaliação objetiva da performance mastigatória

A ausência do ligamento periodontal em indivíduos com próteses implantadas pode talvez ser um dos fatores responsáveis pelas alterações que ocorrem na força de mordida desses pacientes, embora Haraldson, Carlsson (1977) tenham relatado que a ausência do ligamento periodontal em indivíduos assim reabilitados é compensada por outros mecanismos neurais.

Mericske-Stern, Zarb (1996) relataram que a presença de antagonistas superiores removíveis em pacientes reabilitados com próteses implantadas fixas inferiores pode

limitar a força de mordida máxima desses pacientes, o que implicaria em pior performance mastigatória. Entretanto, no presente estudo, alguns indivíduos que possuíam antagonistas removíveis apresentaram, após 40 ciclos, performance mastigatória semelhante ou melhor que os indivíduos com antagonistas fixos sobre implantes e/ou dentes.

Apesar dos diferentes tipos de antagonistas (vide resultados, item 3.1, tabelas 1 e 2 e figuras 12 e 13), não foram encontradas diferenças no DGM dos mesmos, como comentado no capítulo resultados. Entretanto, devido ao pequeno número de indivíduos de cada subgrupo, esses resultados devem ser analisados com cuidado.

Além do fator antagonista, os participantes possuíam faixa etária variando de 48 a 84 anos de idade. Carlsson (1984), relatou que a idade por si só não influencia diretamente os resultados dos testes de eficiência e/ou performance mastigatória. A perda dos dentes, em sua opinião, é uma das maiores causas da diminuição da performance mastigatória em idosos, quando comparados a indivíduos jovens. Contudo, Slagter et al. (1992), não descarta a influência da idade na performance mastigatória.

(16)

Os indivíduos de n° 1, 7, 15, 16, 20 e 21 apresentaram, após 40 ciclos mastigatórios, DGM de 5480, 5575, 6522, 5538, 5754 e 5844µm, respectivamente. O indivíduo de n° 1 possuía overdenture sobre implantes no arco superior que necessitava de reembasamento; o de n° 7 tinha prótese parcial fixa provisória e mastigou o alimento-teste com cautela por medo de quebrar e/ou soltar a referida prótese; o de n°

15 utilizava a prótese total superior há mais de 10 anos e demonstrou apatia ao mastigar o Optocal; o de n° 16 também tinha prótese total superior, porém reembasada com resina macia já que aguardava osseointegração dos implantes recém-instalados no arco superior e havia sido orientado pelo cirurgião que

instalou os implantes para não mastigar alimentos duros. Os de n° 20 e 21 tinham overdentures sobre implantes, sendo que a última estava sem um dos o’rings distais.

Então, como se pode inferir, várias causas podem ser responsáveis por esses indivíduos apresentaram os resultados supracitados, justificando-se desse modo, a exclusão deles e a realização de nova análise, a fim de verificar alterações de resultados. Para isto, foi feita a subdivisão dos 16 indivíduos restantes em dois subgrupos: removível (grupo R) e fixo (grupo F) (tabela 6), para verificar a influência do antagonista na melhora da performance mastigatória, após 20 e 40 ciclos mastigatórios.

Tabela 6- Associação existente entre os antagonistas e o DGM dos indivíduos após 20 e 40 ciclos mastigatórios,após a exclusão dos indivíduos número 1, 7, 15, 16, 20 e 21.

Não foram encontradas diferenças estatisticamente significantes, no DGM dos 16 indivíduos com antagonistas fixos ou removíveis, após 20 e 40 ciclos mastigatórios. O mesmo já havia sido observado para os 22 pacientes no capítulo

resultados (tabela 2). Entretanto, é válido salientar que estes resultados devem ser analisados com cuidado, devido ao pequeno número de indivíduos em cada subgrupo.

Aparentemente, a qualidade (retenção e resistência) da reabilitação superior tem

(17)

mais influência na performance do que o fato de a prótese ser fixa ou removível, como pode ser observado para os indivíduos de n°

3 e 11, que obtiveram, respectivamente, 81%

e 85% de performance após 40 ciclos. Esses indivíduos possuíam próteses totais removíveis como antagonistas (vide capítulo resultados, item 3.1, figura 13).

Estudos com maior número de pacientes e, se possível, padronização de antagonistas são propostas sugeridas para dar seqüência à presente pesquisa.

6- CONCLUSÃO

De acordo com a metodologia empregada e resultados obtidos, pode-se concluir que não houve diferenças estatisticamente significantes na performance mastigatória e no DGM de indivíduos reabilitados com prótese implanto-suportada no arco inferior e com diferentes antagonistas (removível ou fixo) no arco superior, após 20 e 40 ciclos mastigatórios;

Agradecimentos

-CNPq, pela bolsa de IC,

-prof. Dr. Carlos José Soares, coordenador da Pós-Graduação da Faculdade de Odontologia da UFU,

-LIPO (laboratório de pesquisas odontológicas da FOUFU),

-Laboratório de oclusão, prótese fixa e materiais odontológicos,

-Laboratório de histologia e embriologia do Instituto de Ciências Biomédicas da UFU.

Referências Bibliográficas

1. AKEEL, R.; FERNANDES, C.P.;

VASSILAKOS, N. Masticatory efficiency of patients treated with implant retained fixed bridges in the upper jaw over a 2-year period. Eur J Prosthodont Restor Dent, v.1, n.3, p.131- 3, 1993.

2. ALBREKTSSON, T.; BLOMBERG, S.;

BRANEMARK, P.I.; CARLSSON, G.E.

Edentulousness - an oral handicap.

Patient reactions to treatment with jawbone-anchored prostheses. J Oral Rehabil, v.14, n.6, p.503-11, 1987.

3. AWAD, M.A.; LUND, J.P.; SHAPIRO, S.H.; LOCKER, D.; KLEMENTTI, E.;

CHEHADE, A. et al. Oral health status and treatment satisfaction with mandibular implant overdentures and conventional dentures: a randomized clinical trial in a senior population. Int J Prosthodont, v.6, n.4, p.390-6, 2003.

4. BATES, J.F.; STAFFORD, G.D.;

HARRISON, A. Masticatory function – a review of the literature. III.

(18)

Masticatory performance and efficiency.

J Oral Rehabil, v.3, n.1, p.57-67, 1976.

5. BLOMBERG, S.; LINDQUIST, L.W.

Psychological reactions to edentulousness and treatment with jawbone-anchored bridges. Acta Psychiatr Scand, v.68, n.4, p.251-62, 1983.

6. BORETTI, G.; BICKEL, M.;

GEERING, A.H. A review of masticatory ability and efficiency. J Prosthet Dent, v.74, n.4, p.400-03, 1995.

7. BORGES, T.F.; FERNANDES NETO, A.J.; PRADO, C.J.; NEVES, F.D.;

SILVA, M.M.; SOARES, C.J.

Performance mastigatória em indivíduos com dentição completa. Revista Horizonte Científico, v.1, n.4, p.1-26, 2005, disponível em url:

http://www.propp.ufu.br/revistaeletronic a/index.html.

8. BRANEMARK, P.I.; ZARB, G.A.;

ALBREKTSSON, T. Introduction in osseointegration. Tissue integrated prostheses: Osseointegration in clinical dentistry. Chicago: Quintessence Books, 1985. Cap.1.

9. CARLSSON, G.E. Masticatory efficiency: the effect of age, the loss of teeth and prosthetic rehabilitation. Int Dent J, v.34, n.2, p.93-7, 1984.

10. CARLSSON, G.E.; LINDQUIST, L.W.

Ten-year longitudinal study of masticatory function in edentulous patients treated with fixed complete dentures on osseointegrated implants. Int J Prosthodont, v.7, n.5, p.448-53, 1994.

11. CARLSSON, G.E. Clinical morbidity and sequelae of treatment with complete dentures. J Prosthet Dent, v.79, n.1, p.17-23, 1998.

12. FEINE, J.S.; MASKAWI, K.; de GRANDMONT, P.; DONOHEU, W.B.;

TANGUAY, R.; LUND, J.P. Within- subject comparisons of implant- supported mandibular prostheses:

evaluation of masticatory function. J Dent Res, v.73, n.10, p.1646-56, 1994b.

13. FONTIJN, F.A.; SLAGTER A.P.; VAN DER BILT, A.; VAN’T HOL; WITTER D.J.; KALK W.; JANSEN J.A. Bitting and Chewing in Overdentures, Full Dentures, and Natural Dentitions. J Dent Res, v.79, n.7, p.1519-1524, 2000.

14. GEERTMAN, M.E.; SLAGTER, A.P.;

VANT’T HOF, M.A.; van WAAS, M.A.J.; KALK, W. Masticatory performance and chewing experience with implant-retained mandibular overdentures. J Oral Rehabil, v.26, n.1, p.7-13, 1999.

(19)

15. GUNNE, H.S.; BERGMAN, B.;

ENBOM, L.; HOGSTROM, J.

Masticatory efficiency of complete denture patients. A clinical examination of potential changes at the transition from old to new dentures. Acta Odontol Scand, v.40, n.5, p.289-97, 1982.

16. HARALDSON, T.; CARLSSON, G.E.

Bite force and oral function in patients with osseointegrated oral implants.

Scand J Dent Res, v.85, n.3, p.200-8, 1977.

17. HARALDSON, T.; CARLSSON, G.E.

Chewing efficiency in patients with osseointegrated oral implant bridges.

Swed Dent J, v.3, n.5, p.183-91, 1979.

18. HELKIMO. E.; CARLSSON, G.E.;

HELKIMO, M. Chewing efficiency and state of dentition. A methodologic study.

Acta Odontol Scand, v.36, n.1, p.33-41, 1978.

19. KAPUR, K.K. A clinical evaluation of denture adhesives. J Prosthet Dent, v.18, n.6, p.550-8, 1967.

20. LINDQUIST, L.W.; CARLSSON, G.E.

Changes in masticatory function in complete denture wearers after insertion of bridges on osseointegrated implants in the lower jaw. LEE, A.J.C.;

ALBREKTSSON, T.; BRANEMARK, P.I. Clinical Aplications of Biomaterials.

John Wiley & Sons Ltd. p.151-155, 1982.

21. LUCAS, P.W.; LUKE, D.A. Is food particle size a criterion for the initiation of swallowing? J Oral Rehabil, v.13, n.2, p.127-36, 1986.

22. MANLY, R.S.; BRALEY, L.C.

Masticatory performance and efficiency.

J Dent Res, v.29, n.4, p.448-62, 1950.

23. MENDES, F.A.; BORGES, T.F.;

SILVEIRA, D.B.; NEVES, F.D.;

PRADO, C.J.; FERNANDES-NETO, A.J. Analysis and standardization of the hardness of the test food “Optocal” used in masticatory performance tests. Braz J Oral Sci, v.4, n.14, p.829, 2005.

24. MERICSKE-STERN, R.; ZARB, G.A.

In vivo measurements of some functional aspects with mandibular fixed prostheses supported by implants. Clin Oral Impl Res, v.7, n.2, p.153-61, 1996.

25. NORMAN, G.; STREINER, D.

Biostatistics: The Bare Essentials. 2a ed.

Hamilton: BC Decker, 2000. 325 p.

26. OLTHOFF, L.W.; VAN der BILT, A.;

BOSMAN, F.; KLEIZEN, H.H.

Distribution of particle sizes in food comminuted by human mastication. Arch Oral Biol, v.29, n.11, p.899-903, 1984.

27. PRADO, M.M.S. Avaliação da função mastigatória de pacientes reabilitados

(20)

por próteses totais muco-suportadas.

2004. 89 f. Dissertação (Mestrado em Reabilitação Oral) – Faculdade de Odontologia, Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2004.

28. SANDBERG, G.; STENBERG, T.;

WIKBLAD, K. Ten years of patients' experiences with fixed implant- supported prostheses. J Dent Hyg, v.74, n.3, p.210-18, 2000.

29. SHEIHAM, A.; STEELE, J.G.;

MARCENES, W.; TSAKOS, G.;

FINCH, S.; WALLS, A.W.G. Prevalence of impacts of dental and oral disorders and their effects on eating among older people; a national survey in Great Britain. Community Dent Oral Epidemiol, v.29, p.195-203, 2001.

30. SHI, C.S.; OUYANG, G.; GUO, T.W.

Comparison of food particle distribution masticated by subjects wearing complete dentures and with natural teeth. J Oral Rehabil, v.17, n.6, p.611-5, 1990.

31. SLAGTER, A.P.; VAN der GLAS, H.W.; BOSMAN, F.; OLTHOFF, L.W.

Force-deformation properties of artificial and natural foods for testing chewing efficiency. J Prosthet Dent, v.68, n.5, p.790-9, 1992c.

32. SLAGTER, A.P.; BOSMAN. F.; VAN der BILT, A. Comminution of two

artificial test foods by dentate and edentulous subjects. J Oral Rehabil, v.20, n .2, p.159-176, 1993.

33. SPIEGEL, M.R. Estatística. 3a Ed, Makron Books, p.643, 1993.

34. TRULSSON, U.; ENGSTRAND, P.;

BERGGREN, U.; NANNMARK, U.;

BRANEMARK, P.I. Edentulousness and oral rehabilitation: experiences from the patients’ perspective. Eur J Oral Science, v.110, n.6, p.417-24, 2002.

35. VAN der BILT, A.; ABBINK, J.H.;

MOWLANA, F.; HEATH, M.R. A comparison between data analysis methods concerning particle size distributions obtained by mastication in man. Arch Oral Biol, v.38, n.2, p.163-7, 1993.

36. WILDING, R.J. The association between chewing efficiency and occlusal contact area in man. Arch Oral Biol, v.38, n.7, p.589-96, 1993.

(21)

Imagem

Referências

temas relacionados :