SISTEMA DE DISPENSAÇÃO DE MEDICAMENTOS DA FARMÁCIA INSERIDA NO AMBIENTE HOSPITALAR

Texto

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CURSO DE BACHARELADO EM FARMÁCIA

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SISTEMA DE DISPENSAÇÃO DE MEDICAMENTOS DA FARMÁCIA INSERIDA NO AMBIENTE HOSPITALAR

CAROLINE ECKSTEIN MAKARUK

Sinop-MT

2017/2

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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO - CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE SINOP INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE – ICS

CURSO DE BACHARELADO EM FARMÁCIA

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SISTEMA DE DISPENSAÇÃO DE MEDICAMENTOS DA FARMÁCIA INSERIDA NO AMBIENTE HOSPITALAR

CAROLINE ECKSTEIN MAKARUK

Trabalho de Conclusão de curso apresentado ao programa de graduação em Farmácia da Universidade Federal de Mato Grosso- Campus de Sinop, como requisito parcial para a obtenção do título de Bacharel em Farmácia, sob a orientação da Professora Drª Maria de Almeida Rocha Rissato.

Sinop-MT

2017/2

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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO - CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE SINOP INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE – ICS

CURSO DE BACHARELADO EM FARMÁCIA

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CURSO DE BACHARELADO EM FARMÁCIA

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Dedico esse trabalho a Deus, que é a minha base e meu caminho, pois como disse Jesus,

“eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vem ao pai se não por mim”.

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AGRADECIMENTOS

Agradeço primeiramente a Deus por ter me concedido vida, saúde e sabedoria, e por iluminar meu caminho nesta jornada em busca de crescimento e conhecimento, e assim, cumprir mais uma etapa da minha vida com sucesso.

Ao meu marido, Ricardo Makaruk, que esteve ao meu lado durante todos os dias da minha graduação, me ajudando as superar as dificuldades, compartilhando minhas alegrias e tristezas e me dando suporte para concluir esta etapa da minha vida, da nossa vida, seu apoio me fortaleceu dia após dia, e essa vitória eu devo muito a você. Te amo.

Aos meus pais, Carlito e Anita Eckstein que em todo momento me apoiaram, e me incentivaram a continuar apesar das falhas e tropeços, que se mantiveram firmes na certeza de que criaram uma filha com princípios e que ela era capaz de tudo o que quisesse se corresse atrás.

A minha irmã e grande amiga, Camila Eckstein, por estar sempre ao meu lado e por ser meu pilar de sanidade, por ser tão prestativa e por me incentivar, me ajudando, ou até mesmo só me ouvindo! Sei que você sempre estará na primeira fileira torcendo por mim! Te amo muito!

À querida amiga e Profª Drª Maria de Almeida Rocha Rissato, obrigada pela confiança e paciência, pelos conhecimentos transmitidos, pelas orientações e conselhos para o meu crescimento pessoal e profissional. Muito Obrigada!

À minha segunda família, que me aceitaram em suas vidas com muito amor e carinho, em especial a sogra Solange Cristina Kovalski Makaruk por ter acreditado em mim, e ter me dado tanta força para seguir em frente, me mostrando que meus sonhos eram possíveis, mesmo quando as circunstâncias demonstravam o contrário.

Aos meus grandes e eternos amigos, das “Gatas da Farmácia” por terem compartilhado comigo as dificuldades diárias da graduação, por alegrar os meus dias e pela fidelidade da amizade de vocês.

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As professoras Rafaela Grassi Zampieron e Regiane Leitzke por terem aceito tão gentilmente meu convite para comporem a banca avaliadora, dispondo de seu tempo e de sua atenção.

A Fundação de Saúde Comunitária de Sinop – Hospital Santo Antônio, e seus profissionais que me auxiliaram na realização deste estudo.

Agradeço em especial às farmacêuticas Barbara Antonia Marcos, Hanay Fátima Constantini, e a todos os meus parceiros de equipe, pela amizade, incentivo e apoio oferecidos no decorrer da pesquisa.

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MAKARUK, CE. Sistema de dispensação de medicamentos da farmácia inserida no ambiente hospitalar. 2017. 37 Pág. Trabalho de Curso de Farmácia – Universidade Federal de Mato Grosso, Campus de Sinop.

Palavras-chaves: farmácia hospitalar, sistemas de dispensação, segurança do paciente.

RESUMO

A farmácia inserida no ambiente hospitalar tem diversas atribuições extremamente relevantes, entre elas, a função de dispensar materiais e medicamentos. Esta pesquisa teve como objetivo analisar o sistema de dispensação dos produtos em um hospital geral de médio porte no norte de Mato Grosso no ano de 2017. Para a realização deste trabalho, foi utilizado o método de observação, no qual as informações foram coletadas sem promover interferência no ambiente. O sistema de dispensação individualizado, que é utilizado pelo hospital, é um dos mais eficientes e mais utilizados nos hospitais brasileiros. Os dados coletados demonstraram que existe um foco muito grande na melhoria do sistema para promoção da segurança do paciente, com intuito de diminuir cada vez mais os riscos do paciente no hospital. Os procedimentos adotados pela farmácia foram desde pequenas alterações nas etiquetas dos medicamentos que não tiveram grande influência na rotina de trabalho até a implantação do sistema de código de barras, que mudou completamente os procedimentos seguidos pela farmácia. Os resultados obtidos na pesquisa permitiram concluir que existe uma preocupação do hospital em garantir a qualidade do atendimento ao paciente com foco na segurança e que a farmácia tem papel crucial neste processo.

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LISTA DE ABREVIATURAS

ANVISA – Agencia Nacional de Vigilância Sanitária CC – Centro Cirúrgico

CEC – Centro de Educação Continuada

OPAS – Organização Pan Americana de Saúde POP – Procedimento Operacional Padrão PS – Pronto Socorro

SBRAFH – Sociedade Brasileira de Farmácia Hospitalar SUS – Sistema Único de Saúde

UTI – Unidade de Tratamento Intensivo

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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ... 10

2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ... 12

2.1 Contexto histórico da farmácia hospitalar ... 12

2.2 A farmácia hospitalar ... 12

2.3 Os sistemas de dispensação de medicamentos ... 16

2.3.1 Sistema de dispensação coletivo ... 17

2.3.2 Sistema de dispensação individualizado ... 17

2.3.3 Sistema de dispensação por dose unitária ... 18

2.4 Especificidades da dispensação de medicamentos para unidades de internação ... 19

3 OBJETIVOS ... 20

3.1 OBJETIVO GERAL ... 20

3.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS ... 20

4 MATERIAL E MÉTODOS ... 21

4.1 Campo de Observação ... 21

4.2 INSTRUMENTOS PARA COLETAS DE DADOS ... 22

5 RESULTADOS... 23

5.1 Estrutura física ... 24

5.2 Entrada e admissão do paciente ... 27

5.3 Prontuário hospitalar e prescrição médica ... 29

5.4 Farmácias satélites ... 33

5.5 Centro de Educação Continuada (CEC) ... 34

5.6 Alta hospitalar ... 37

6 CONCLUSÃO ... 39

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ... 40

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1 INTRODUÇÃO

A farmácia inserida no ambiente hospitalar destaca-se pela variedade de atribuições que incluem desde a logística de medicamentos e materiais médicos até o cuidado direto ao paciente.

Na farmácia hospitalar, o conhecimento multidisciplinar é indispensável, e de acordo com a Portaria nº 4.283, de 30 de dezembro de 2010 do Ministério da Saúde, é conceituada como unidade de assistência técnica, administrativa e contábil, dirigida por profissional farmacêutico habilitado, promovendo auxílio farmacêutico aos pacientes e profissionais de saúde.

As atividades desempenhadas na farmácia hospitalar tem se mostrado indispensáveis ao longo dos anos, além de promover a melhoria do sistema organizacional da instituição como um todo, considerando o elo entre o médico e a enfermagem, as atribuições deste setor requerem alta confiança do hospital (GOMES, 2006).

Uma das atividades de maior impacto na farmácia é a dispensação de medicamentos.

Quanto maior a eficiência do sistema de dispensação de medicamentos e outros produtos de interesse à saúde, maior será a garantia de sucesso das medidas terapêuticas e profiláticas instauradas. Os aspectos importantes para a racionalidade e eficácia do sistema são: controle de estoque, padronização de medicamentos e produtos de interesse à saúde na instituição, envolvimento de recursos humanos capacitados para o exercício das funções e controle da qualidade dos processos adotados (CAVALLINI & BISSON, 2002).

A dispensação de medicamentos na farmácia hospitalar é citada como um dos meios de aproximar o serviço de farmácia á segurança do paciente, quanto mais eficiente o sistema de dispensação, menor será a incidência de erros e consequentemente, melhor será o serviço oferecido ao paciente (NETO, 2005).

Existem três sistemas de dispensação, que são: o sistema de dispensação coletivo, o sistema de dispensação individualizado e o sistema de dispensação por dose unitária, todos possuem vantagens e desvantagens, e cabe à instituição determinar qual o sistema que melhor atende suas necessidades (XAVIER, 2007).

Para um melhor funcionamento dos sistemas, foram implantadas, em diferentes períodos, as chamadas farmácias satélites, que são pequenos estoques de materiais e medicamentos, localizados em alguns setores do hospital com a finalidade de proporcionar melhor atendimento

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ao paciente, estas farmácias satélites se localizam normalmente em setores de grande fluxo de pacientes e setores de atendimento emergencial e intensivo (CAVALLINI & BISSON, 2010).

Dentro do contexto hospitalar, um tema que tem ganhado cada vez mais espaço é a segurança do paciente, e para isto, foram implantadas a maioria das medidas citadas neste trabalho, tendo em vista que a saúde e o bem estar do paciente são preocupações cada vez maiores, e é de responsabilidade de todo o hospital trabalhar para que o paciente tenha um atendimento cada vez melhor e mais seguro.

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2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

2.1 CONTEXTO HISTÓRICO DA FARMÁCIA HOSPITALAR

A origem das atividades relacionadas à farmácia ocorreram no início do século X, quando ficaram conhecidas as boticas ou apotecas. Neste período a medicina e a farmácia eram atividades designadas a um profissional comum às duas áreas. Somente por volta do século XVIII as profissões farmacêutica e médica foram separadas, proibindo o médico de ser proprietário de uma botica, e separando as responsabilidades de diagnosticar e de produzir as poções que levam a cura (SILVA, 2013).

Apenas no começo do século XX as farmácias hospitalares passaram a ser reconhecidas em seu potencial de atuação, sendo ativas na participação do processo de cura do paciente produzindo preparações magistrais e oficinais. No Brasil, as indústrias de medicamentos foram instaladas por volta de 1940, alterando o status da farmácia de participante ativa, para uma coadjuvante, que realizara somente a dispensação de medicamentos. Este fato forçou as farmácias hospitalares a se modernizarem, adequando-se ao novo modelo de medicamentos agora disponíveis no mercado, que eram os medicamentos alopáticos, padronizados e vendidos em escala industrial, e que em pouco tempo já haviam se tornado primordiais na profissão farmacêutica (GOMES; REIS, 2006).

2.2 A FARMÁCIA HOSPITALAR

A unidade hospitalar é composta por setores administrativos e técnicos, que por vezes compartilham atividades (CAVALLINI & BISSON, 2002). Espera-se que a farmácia hospitalar desenvolva atividades clínicas e relacionadas à gestão, que devem ser organizadas de acordo com as características do hospital onde se insere o serviço, isto é, manter coerência com o tipo e o nível de complexidade do hospital (TORRES et al., 2007).

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De acordo com Gomes & Reis (2006) a farmácia hospitalar “É a unidade tecnicamente aparelhada para prover clínicas e demais serviços dos medicamentos e produtos afins de que necessitam para o normal funcionamento”. Esta abordagem deixa claro que a intenção da farmácia inserida no ambiente hospitalar diferentemente da indústria, não é produzir medicamentos, e sim atender as necessidades assistenciais do estabelecimento de saúde onde está inserida, em relação a medicamentos e produtos farmacêuticos.

Pode-se dizer que a farmácia hospitalar tem diversas funções que são fundamentais para a assistência hospitalar, dada a importância de determinar as funções que deveria exercer a farmácia inserida no ambiente hospitalar, a Organização Pan-americana de Saúde – OPAS (1992) e o Ministério da Saúde do Brasil (1994) listaram as funções fundamentais da farmácia hospitalar:

 Seleção de medicamentos, germicidas e correlatos necessários ao hospital realizado pela comissão de farmácia e terapêutica ou correspondente e associada a outras comissões quando necessário;

 Aquisição, conservação e controle dos medicamentos selecionados estabelecendo níveis adequados para aquisição por meio de um gerenciamento apropriado dos estoques. O armazenamento de medicamentos deve seguir as normas técnicas para preservar a qualidade dos medicamentos;

 Manipulação, produção de medicamentos e germicidas, seja pela indisponibilidade de produtos no mercado, para atender prescrições especiais ou por motivos de viabilidade econômica;

 Estabelecimento de um sistema racional de distribuição de medicamentos para assegurar que eles cheguem ao paciente com segurança, no horário certo e na dose adequada;

 Implantação de um sistema de informação sobre medicamentos para obtenção de dados objetivos que possibilitem à equipe de saúde aperfeiçoar a prescrição médica e a administração dos medicamentos. O sistema deve ser útil na orientação ao paciente no momento da alta ou nos tratamentos ambulatoriais.

Estas funções são essenciais em uma farmácia hospitalar, estabelecidas pelo Conselho Federal de Farmácia por meio da Resolução 308/97.

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Ainda de acordo com a Sociedade Brasileira de Farmácia Hospitalar (SBRAFH, 2007), as principais funções da farmácia hospitalar foram divididas em seis principais grupos:

Gestão – a parte que prioriza a assistência hospitalar, e que deve possuir uma estrutura organizacional que comporte as necessidades das tarefas relacionadas, as quais missão, valores e visão de futuros devem ser muito bem estabelecidos. Participar de forma ativa no planejamento estratégico, como um integrante da comissão multiprofissional que define os critérios de avaliação do desempenho, tal como elaborar e participar da elaboração de procedimentos operacionais padrões (POP) que determinam a rotina de trabalho no ambiente da farmácia hospitalar, deve também ser incluída na participação e organização financeira da instituição, podendo então estipular os custos e benefícios na hora da aquisição de materiais e medicamentos Participar das comissões de formulação de políticas e procedimentos relacionados à assistência farmacêutica como: Comissão de Farmácia e Terapêutica, Comissão de Controle de Infecção Hospitalar, Comissão de Ética, Comissão de Suporte Nutricional e Comissão de Gerenciamento de Resíduos de Saúde, Comissão de Avaliação de Tecnologias, Comissão de Riscos Hospitalares, dentre outros (SBRAFH, 2007).

Desenvolvimento de infraestrutura – deve garantir a base material necessária à atuação eficiente do farmacêutico na farmácia hospitalar, e isso inclui a disponibilidade de equipamentos e instalações adequadas ao gerenciamento de medicamentos, saneantes e produtos para a saúde, manipulação de produtos estéreis e não estéreis. É necessária ainda a implantação de um sistema de gestão informatizado, a disponibilidade de recursos para informação e comunicação, salas para a prática de atividades farmacêuticas. (SBRAFH, 2007)

Preparo distribuição, dispensação e controle de medicamentos e produtos para a saúde – a implantação de um sistema racional de distribuição deverá ser priorizada pelo farmacêutico e pela instituição, de forma a buscar processos que promovam maior segurança ao paciente. A definição de normas e procedimentos relacionados ao sistema de distribuição deve ser realizada com a participação de representantes da equipe de enfermagem, dos médicos e da comissão de farmácia e terapêutica. As prescrições de medicamentos devem ser analisadas pelo farmacêutico antes de serem dispensadas, as dúvidas devem ser resolvidas com o prescritor e as decisões tomadas serem registradas (GOMES & REIS, 2000; SBRAFH, 2007).

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Otimização da terapia medicamentosa – visa aumentar a efetividade da intervenção terapêutica, promovendo o uso racional e garantido a qualidade da farmacoterapia, devendo ser realizado com o apoio da diretoria clínica e a colaboração da comissão de farmácia terapêutica. O uso racional de medicamentos consiste em obter o efeito terapêutico adequado à situação clínica do paciente utilizando o menor número de fármacos, durante o período mais curto e com o menor custo possível. O farmacêutico deve selecionar os pacientes que necessitam de monitoramento, como os que têm baixa adesão ao tratamento, em uso de medicamentos potencialmente perigosos, em uso de medicamentos com maior potencial de produzir efeitos adversos, de alto custo, crianças e idosos (GOMES & REIS, 2000; SBRAFH, 2007).

Informação sobre medicamentos e produtos para saúde – A farmácia é responsável por prover à equipe de saúde e pacientes de informações técnico-científicas sobre eficácia, segurança, qualidade e custos dos medicamentos e produtos para a saúde. Para elaboração de informações seguras e atualizadas, a farmácia hospitalar deve dispor de fonte de informações primárias, secundárias, terciárias, isentas e atualizadas. É de relevância a participação do farmacêutico no suporte de informações às comissões de farmácia e terapêuticas, licitações, controle de infecção hospitalar, terapia nutricional, gerenciamento de riscos e de resíduos e avaliação de tecnologias, devendo primar pela utilização de informações baseadas em evidências.

Além das informações demandadas (informações passivas), a farmácia hospitalar deve elaborar e divulgar guias, boletins informativos sobre o uso de medicamentos (GOMES & REIS, 2000;

SBRAFH, 2007).

Ensino, educação permanente e pesquisa – a farmácia hospitalar deverá promover participar e apoiar ações de educação permanente, ensino e pesquisa nas suas atividades administrativas, técnicas e clínicas, com a participação de farmacêuticos, demais profissionais e estudantes. A formação, capacitação e qualificação dos recursos humanos deverão ser contínuas, em quantidade e qualidade suficientes para o correto desenvolvimento da assistência farmacêutica. Estas atividades deverão basear-se nas recomendações elencadas pelas diretrizes curriculares para o ensino de graduação em farmácia, e as recomendações dos Conselhos Profissionais, da SBRAFH e demais associações de classe. A Farmácia pode, ainda, promover, participar e apoiar pesquisas inseridas em seu âmbito de atuação, visando à produção de informações que subsidiem o aprimoramento das práticas, o uso racional de medicamentos e demais produtos para a saúde, contribuindo com a melhoria da qualidade da assistência

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farmacêutica. As atividades de ensino, educação continuada e pesquisa devem buscar atender as necessidades da sociedade por ela assistida e da população em geral, favorecendo a harmonização entre as políticas das áreas da educação e de saúde, levando a formação de profissionais com perfil e competência compatíveis com estas necessidades (SBRAFH, 2007).

O nível de complexidade dos serviços ofertados pelo hospital influencia a natureza e a complexidade das atividades realizadas pelo serviço de farmácia hospitalar (MESSEDER et al., 2007).

2.3 OS SISTEMAS DE DISPENSAÇÃO DE MEDICAMENTOS

A dispensação de medicamentos é o ato farmacêutico associado à entrega e dispensação dos mesmos, mediante prescrição médica, no qual o profissional farmacêutico analisa a prescrição, repassa informações necessárias para o bom uso dos medicamentos e em alguns casos prepara as doses a serem administradas (GOMES & REIS, 2006).

O farmacêutico deve buscar estabelecer um sistema de dispensação eficiente, eficaz e seguro para os pacientes ambulatoriais e internados, de acordo com recursos técnicos e financeiros do hospital. A dispensação de medicamentos é um aspecto estratégico dentro da instituição, seja do ponto de vista da segurança ao paciente, ou do aspecto financeiro do hospital (XAVIER, 2007).

O sistema de dispensação de medicamentos da farmácia é um dos mais importantes pontos entre as atividades realizadas pela mesma. Dependendo do método de dispensação utilizado, podemos antecipar com alguma margem de segurança o funcionamento adequado ou não da farmácia e se o paciente está recebendo os seus medicamentos dentro dos critérios que possam assegurar a sua qualidade e segurança (WILKEN & BERMUDEZ, 1999).

Os sistemas de dispensação entram no contexto hospitalar como um meio de adequar as necessidades da instituição com as possibilidades da mesma, dando uma maior abertura para a inserção da farmacovigilância no ambiente hospitalar, aumentado a eficácia do processo e dando maior segurança para o paciente na utilizaçãodo medicamento.

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Existem três sistemas de dispensação de medicamentos conhecidos atualmente: o sistema de dispensação coletiva, o sistema de dispensação individualizado e o sistema de dispensação por dose unitária. Cada sistema apresenta vantagens e desvantagens, e cabe à equipe multidisciplinar escolher o método que mais se adéqua as características do estabelecimento e dos profissionais, considerando o atendimento das necessidades de demanda do hospital e a disponibilidade de recursos para execução (XAVIER, 2007).

2.3.1 Sistema de dispensação coletivo

O sistema de dispensação coletiva é de fato o mais simples e primitivo, pois consiste na solicitação dos medicamentos por unidade de internação, ou seja, é feito um balanço geral dos medicamentos que serão utilizados durante determinado período, e a unidade de internação faz um pedido total que é entregue em nome do setor que está requisitando, a farmácia não tem acesso á prescrição do paciente, portanto constata se que a assistência ao paciente fica prejudicada pela não participação do farmacêutico na revisão e análise da prescrição médica (GOMES & REIS, 2006). Também pode ser efetuado através de estoque por unidade assistencial, onde são estabelecidos quais produtos podem ser dispensados a cada unidade e suas quantidades máxima e mínima, porém neste sistema acontece muito o acumulo de matérias e medicamentos nas várias unidades assistenciais, implicando em grande numero de perdas e prejuízo à instituição.

O sistema de dispensação coletivo apresenta mais desvantagens do que vantagens já que a farmácia possui pequena participação ao longo do processo, o que gera consequências que oneram, tanto o hospital como o paciente (CAVALLINI & BISSON, 2002).

2.3.2 Sistema de dispensação individualizado

O sistema de dose individualizado trata o paciente de forma individual e única, ou seja, os medicamentos nele administrados são especialmente prescritos para um determinado problema para um determinado paciente em um período de tempo pré-estabelecido, que normalmente é em torno de 12 á 24 horas. Neste tipo de sistema, as necessidades

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medicamentosas dos pacientes internados na instituição hospitalar serão atendidas por meio da prescrição médica, enviada á farmácia através de uma segunda via desta prescrição, seja ela digitada (forma direta) ou transcrita (forma indireta), redigida de forma individual, e que deverá contemplar todos os medicamentos que o paciente necessitará por um período de tempo (PEDROSO, 2013). Apesar de ser mais eficiente em relação ao sistema de dispensação coletiva, este sistema ainda apresenta riscos de erros na dispensação e consequentemente na administração dos medicamentos. Outra desvantagem considerável deste tipo de sistema, esta na demanda de tempo que os profissionais da enfermagem precisam dedicar às atividades relacionadas aos medicamentos, que em muitos casos, superam o tempo usado nos cuidados ao paciente (RAGAZZI, 2008).

2.3.3 Sistema de dispensação por dose unitária

O sistema de dispensação por dose unitária surgiu no final da década de 1950, com o objetivo de corrigir algumas falhas do sistema de dispensação por dose individualizada, (PEDROSO, 2013). Este sistema consiste em distribuir os medicamentos de forma específica, já diluídos e preparados para a administração no paciente. Neste método cabe a enfermagem apenas o ato de administrar na via correta. Na dispensação por dose individualizada o farmacêutico recebe a prescrição médica do paciente ou sua cópia direta, elabora o registro farmacoterapêutico do paciente, analisa as informações da prescrição e quando necessário, faz intervenções terapêuticas e dispensa os medicamentos em embalagens de dose unitária (STORPIRTIS, 2008).

De todos os sistemas descritos na literatura, a dispensação por dose unitária é sem dúvidas o que oferece melhores condições para o tratamento medicamentoso adequado do paciente, sendo portanto, a forma mais segura, com menor probabilidade de ocorrência de erros, permitindo ao farmacêutico uma participação mais eficiente nos processos (GOMES & REIS, 2006). Há muita relutância em implantar o sistema de distribuição de medicamentos por dose unitária, na maioria das vezes, com a justificativa pautada no elevado investimento necessário para implantação de uma infraestrutura física e de recursos humanos exigidos para o desenvolvimento seguro das atividades necessárias para execução da unitarização das doses que serão dispensadas (STORPIRTIS, 2008).

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2.4 Especificidades da dispensação de medicamentos para unidades de internação

Em alguns setores, são implantados mais de um sistema, e este recebe o nome de sistema misto, neste sistema, parte do sistema é coletivo e parte individualizado. Assim como os outros sistemas, o sistema misto tem suas vantagens e desvantagens, porém sua explicação está no fato da junção de dois dos sistemas anteriormente descritos, com a intenção de minimizar as desvantagens contidas em cada um deles. Geralmente, as unidades de internação, de forma parcial ou integral, são atendidas pelo sistema individualizado e os serviços (radiologia, endoscopia, ambulatórios, serviços de urgências e outros) são atendidos pelo sistema coletivo (XAVIER, 2007). É indicado que, nesse sistema, as solicitações encaminhadas pelas unidades assistenciais sejam embasadas em relação de estoque, previamente estabelecida entre farmácia e enfermagem. Estes estoques deverão ser controlados e repostos pela farmácia, mediante documento justificando o uso do medicamento (GOMES & REIS, 2003).

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3 OBJETIVOS

3.1 OBJETIVO GERAL

- Analisar a dispensação de medicamentos em um hospital geral de Sinop-MT.

3.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

- Descrever a estrutura física da farmácia hospitalar.

- Descrever os recursos humanos.

- Descrever o sistema tecnológico utilizado pela farmácia hospitalar.

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4 MATERIAL E MÉTODOS

O estudo foi realizado no período de janeiro a julho de 2017, e teve caráter de relato de caso, o objetivo foi avaliar o serviço oferecido na farmácia do hospital, considerando os parâmetros de boas práticas farmacêuticas de dispensação de medicamentos.

Para a avaliação foi adotada a abordagem proposta por DONABEDIAM citados por WESTPHAL & ALMEIDA (2001) e PEDROSO (2013), analisando as seguintes variáveis:

 Estrutura (propriedades físicas e organizacionais do ambiente na qual o cuidado é provido);

 Processo (o que é feito para os pacientes);

 Resultado (o que é finalizado para os pacientes).

4.1 CAMPO DE OBSERVAÇÃO

A farmácia hospitalar do Hospital Santo Antonio onde foi realizado o estudo, fica na cidade de Sinop, região norte de Mato Grosso, um dos maiores hospitais da região e atende diversas ocorrências de baixa a alta complexidade, conta também com a presença da clínica oncológica, que atende pacientes da região.

Atualmente a farmácia conta com quatro farmacêuticas, e vinte e cinco auxiliares de farmácia, distribuídos em plantões, de acordo com a necessidade de cada horário.

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4.2 INSTRUMENTOS PARA COLETAS DE DADOS

A coleta de dados foi realizada através de observação: análise da rotina dos profissionais da farmácia central e das farmácias satélites, analisando o contexto como um todo, e pontuando as principais ações de cada profissional que participa da dispensação, sem intervir no processo.

O pesquisador aplicou a técnica de observação em todas as áreas assistenciais do hospital, e principalmente na unidade de Farmácia Hospitalar Central. A coleta de dados teve inicio em janeiro de 2017 e se estendeu até julho de 2017. Este setor foi minuciosamente observado pelo pesquisador sendo escolhido por abrigar os profissionais da instituição responsáveis por desenvolver a maior parte das atividades relacionadas a dispensação de medicamentos, sendo também o local destinado a armazenamento e distribuição dos insumos de maior valor.

Durante a análise dos dados obtidos através da observação, para melhor entendimento os temas foram subdivididos desde a entrada do paciente até a sua alta hospitalar, onde praticamente em todos os aspectos houve mudanças, mudanças estas proporcionadas pela equipe multidisciplinar e direcionadas para todos os setores do hospital, estas mudanças foram ocorrendo no decorrer dos anos de acordo com as necessidades do hospital de se adequar ao melhor modelo possível de dispensação, visando atender os pacientes de maneira mais correta e segura.

Muitas destas mudanças foram bastante significativas, e outras tiveram menos interferência no processo, porém cada uma com uma finalidade e todas com o mesmo propósito, melhorar o atendimento ao paciente em todos os aspectos relacionados ao hospital.

O estudo em questão teve como foco a farmácia hospitalar, porém algumas mudanças realizadas em outros setores tem relação direta com a farmácia e com o processo como um todo e não puderam ser negligenciadas, portanto também foram avaliadas.

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5 RESULTADOS

A dispensação de medicamentos ocorre através do sistema de dose individualizada, proporcionando que o responsável técnico tenha maior controle sobre os medicamentos, diminuindo os estoques nas unidades e consequentemente favorecendo o controle de desvios e perdas.

Uma pequena parcela dos medicamentos é dispensada pelo sistema coletivo de dose, ou seja, buscando atender as necessidades dos pacientes de uma maneira economicamente viável para a instituição, aqueles medicamentos que são prescritos na forma farmacêutica líquida, para uso oral, como por exemplo, os xaropes, soluções e suspensões orais, não são dispensados de forma individualizada ao paciente, visto que o fracionamento dessas doses requer um investimento financeiro em infraestrutura, além de exigir um maior número de recursos humanos.

Sendo assim, o farmacêutico, juntamente com o enfermeiro responsável pelo setor, desenvolveu com base no histórico de consumo, um arsenal de medicamentos que ficam armazenados no posto de enfermagem.

A responsabilidade destes medicamentos é atribuída aos funcionários da enfermagem, que devem assegurar, entre outras coisas, o bom uso, conservação e reposição dos mesmos. O setor de farmácia somente é autorizado a dispensar um novo frasco de um determinado medicamento mediante a apresentação da embalagem vazia, ou passados 30 dias da abertura da embalagem primária do medicamento, visando minimizar o risco de contaminação microbiana.

Logo que ingressa no hospital o paciente precisa seguir uma ordem de processos para que o atendimento seja eficiente, isto inclui uma série de burocracias, como apresentação de documentos pessoais, convênio utilizado, exames laboratoriais pré-existentes, forma de pagamento, informações pessoais como endereço e filiação, entre outras informações que precisam ser consideradas, já que tanto o paciente em si quando seu nome e patologia são considerados de extrema importância para a realização de qualquer procedimento.

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5.1 Estrutura física

A ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária, por meio da Resolução – RDC nº 50 de 21 de fevereiro de 2002, define as normas para implantação de projetos físicos destinados aos estabelecimentos assistenciais de saúde, instituindo os ambientes e as dimensões que devem constar a planta física de uma farmácia hospitalar (BRASIL, 1995).

A FIGURA 1 mostra a planta baixa da farmácia hospitalar, que de acordo com a legislação deve conter: área para atendimento (1), área de recepção e inspeção de mercadorias (2), área para armazenamento de medicamentos sujeitos a controle especial de temperatura e materiais de uso hospitalar (6), área para fracionamento de medicamentos (8), área de dispensação (4), área administrativa (5), copa (3) e sanitário (7).

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FIGURA 1 – Planta baixa da unidade central da farmácia hospitalar de um hospital geral no município de Sinop-MT (2017).

Fonte: Pedroso, 2013.

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O detalhamento das áreas que compõe a unidade principal da farmácia hospitalar analisada foram descritas por PEDROSO (2013) no texto a seguir:

 Atendimento: Consiste na área de acesso a unidade principal da Farmácia Hospitalar, permitindo oatendimento aos funcionários da instituição. Está área permite o contato dos auxiliares de farmácia com os técnicos de enfermagem e/ou enfermeiros durante á solicitação de medicamentos e materiais de uso médico- hospitalar. Este espaço é estrategicamente reservado para a conferência por parte dos técnicos de enfermagem

 Área de recepção e inspeção de mercadorias: Dá área total que compreende a farmácia hospitalar, 12,3m2 é destinada a recepção de mercadorias, garantindo que o produto entregue esteja correto e em perfeita condições de uso. Além disso, o estoque de medicamentos injetáveis acontece nesta mesma área.

 Armazenamento de Medicamento sujeitos a controle especial de temperatura e materiais de uso hospitalar: área de 9,0m2 que possui duas geladeiras destinadas ao armazenamento de medicamentos que necessitam de refrigeração, soluções para irrigação e testes rápidos para HIV. O armazenamento de soluções anti-sépticas e produtos usados na esterilização de materiais hospitalares também acontecem nesta área.

 Fracionamento de medicamentos: sala de 9,0m2, composta por bancadas, seladora e materiais destinados ao fracionamento de formulas farmacêuticas sólido de uso oral, como comprimidos e cápsulas. A Resolução da ANVISA nº 50 de 21 de fevereiro de 2002, estabelece uma área de no mínimo de 6m2 para realização das atividades relacionadas ao fracionamento de fórmulas farmacêuticas (BRASIL, 2002).

 Área de dispensação: Composta por aproximadamente 80m2 de área destinada as atividades de dispensação de medicamentos. Possuem armários projetados com intuito de atender a organização interna adotada pela instituição e possibilitar acesso facilitado a medicamentos e correlatos, agilizando o processo de separação dos itens que serão distribuídos.

 Área administrativa: Está área é destinada ao desenvolvimento das atividades administrativas que envolvem atuação de profissionais farmacêuticos. Atualmente está

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sala é ocupada por duas farmacêuticas, sendo á área total de 12,2m2, atendendo a exigência da resolução da Anvisa, RDC nº50/2002 que estabelece a necessidade de 5,5m2/pessoa (BRASIL,2002).

 Sanitário e Copa: Estes dois ambientes não fazem parte das áreas mínimas exigidas pela Anvisa, na RDC nº 50/2002 para farmácias hospitalares, sendo, portanto, considerados ambientes de apoio que oferecem comodidade e conforto aos funcionários da farmácia.

5.2 Entrada e admissão do paciente

Os pacientes atendidos no hospital possuem diferentes origens: SUS, encaminhamento por clínicas especializadas e outros hospitais particulares. Alguns dos pacientes podem ter origem interna do hospital sendo admitidos após passarem pelo setor de pronto socorro (PS). O sistema de admissão passou então por alterações que foram determinantes para a entrada dos internados e influenciaram diretamente o atendimento na farmácia hospitalar. Para os pacientes oriundos do SUS, clínicas e hospitais particulares, o paciente chegava na instituição com seu pedido de internação, passava pelo setor de faturamento/admissão e era diretamente encaminhado ao leito em que ficaria internado.

Uma das unidades assistenciais do hospital em questão é o pronto socorro, por onde passam muitos pacientes em atendimento ambulatorial, ou seja, aqueles que não chegam a ser internados, os mesmos são recebidos na instituição, atendidos pelo médico plantonista, que pode ou não prescrever algum medicamento a ser administrado ali mesmo, no PS, ou pode também ser encaminhado para internação, caso este não melhore após a terapia medicamentosa ambulatorial e necessite de tratamento mais intenso e acompanhamento.

Em relação à farmácia, no setor do PS, assim como na sala de parto e na UTI Infantil, mantém-se um pequeno estoque de materiais e medicamentos mais utilizados e emergenciais, que é chamado de arsenal. O arsenal é composto de quantidades especificas e controladas de cada material e medicamento, como por exemplo, sondas de aspiração, equipo macro, cateter intravenoso, cateter nasal e ampolas e comprimidos, como dipirona, tramadol, bromoprida e nifedipino, após os materiais e medicamentos serem utilizados no paciente, é emitida uma ficha

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com os itens utilizados e a ela é anexada uma ficha de terapia emitida pelo sistema de informação utilizado no hospital, esta ficha contém os principais dados do paciente, como nome, idade, convênio, e seu numero de atendimento, que é único e especifico daquele paciente daquele dia.

De todas as fichas que são encaminhadas à farmácia para a reposição dos itens do arsenal, algumas são de convênios, como UNIMED e CASSI e outras são particulares, as fichas de convênios não são repostas de imediato, durante o dia existem dois horários em que a farmácia separa e envia as reposições aos setores como o PS, isto porque é necessário priorizar as prescrições de pacientes internados, que ainda não foram medicados, porém as fichas de pacientes particulares possuem preferência no preparo e lançamento frente às outras atividades realizadas na farmácia, devido ao fato da urgência na questão do pagamento quando comparada as fichas de convênios.

A ficha de um paciente só é encaminhada a farmácia quando o paciente já foi medicado e está liberado para ir embora ou para a internação, portanto quando o paciente é particular, sua ficha é encaminhada a farmácia imediatamente após a liberação médica para alta ou internação, neste ponto o paciente possui pressa para ir embora ou para ir para o seu leito no caso de internação, sendo assim, o funcionário da farmácia recebe a ficha no balcão de um técnico ou enfermeiro, e assina em um protocolo a hora e quem esta recebendo, isto para agilizar o processo e ter controle dos responsáveis pela realização do procedimento, o funcionário da farmácia que a recebe, imediatamente separa os itens, e lança na conta do paciente, em seguida, a recepção é avisada que os materiais e medicamentos já estão lançados na conta do paciente, a recepção então recebe o valor respectivo do atendimento e libera o paciente, ou autoriza a internação.

Este procedimento foi estabelecido devido ao fato de que muitos pacientes particulares internados e ambulatoriais, devido à urgência de atendimento, acabavam não pagando os gastos provenientes do PS, acarretando em prejuízo para a instituição.

A presença do sistema de informação hospitalar melhora a qualidade do serviço geral e da farmácia dentro do hospital, este foi implantado concomitantemente na fundação da instituição, e vem sendo aprimorado desde então, o atendimento ao paciente se torna mais específico, tornando cada atendimento único e de maneira mais organizada.

A implantação deste novo sistema reduziu também os riscos de erros humanos em relação a dispensação de medicamentos e permitiu maior rastreabilidade das falhas ocorridas na

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dispensação e administração de medicamentos, facilitando a identificação e reparação do ponto que estava gerando margem para a ocorrência dos erros.

5.3 Prontuário hospitalar e prescrição médica

Uma vez internado, o paciente deve possuir um prontuário, que é sua identidade hospitalar, é um conjunto de documentos que devem relatar tudo o que ocorreu com aquele paciente durante sua internação, cada prontuário deve conter todos os documentos referentes ao período em que este paciente permanecer internado. Os itens que compõe um prontuário dependem dos procedimentos que forem realizados, mas de forma geral todo prontuário deve conter um ficha de internação com os principais dados do paciente. Como os relatórios de enfermagem, as prescrições médicas e requisições de farmácia e a ficha cirúrgica, com relatório do anestesista e cirurgião, caso haja intervenção cirúrgica.

Depois de feita a internação do paciente, o próximo passo é a realização da prescrição médica do mesmo, e para melhorar o atendimento ao paciente e diminuir o tempo que a enfermagem leva para medicar este paciente foi implantada uma regra que diz que após chegada da segunda via da prescrição médica na farmácia, a mesma tem o período de meia hora para ser, analisada, separada, lançada e levada até o posto de enfermagem de onde o paciente provém, esta regra também se aplica a prescrições de pacientes provenientes do CC (Centro Cirúrgico).

Ao realizar a internação de um paciente, o médico prescreve as medicações e passa as instruções necessárias à equipe de enfermagem. Muitas das prescrições que chegam até a farmácia já são digitadas, outras são escritas manualmente. Quando o médico faz uma prescrição escrita a mão, este utiliza se de um carbono e faz esta em duas vias, a primeira, escrita a caneta fica no prontuário do paciente e recebe todos os carimbos e assinaturas da enfermagem e médico prescritor, e a segunda via, a carbonada, vai para a farmácia para ser preparada, quando a prescrição é digitada o médico imprimi duas vias da mesma e da mesma maneira, uma via fica no prontuário e a outra é encaminhada para a farmácia.

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A equipe de enfermagem é responsável por adicionar os horários na prescrição, horários diurnos com caneta azul e horários noturnos com caneta vermelha, para diferenciar os plantões que irão administrar as medicações, para que os horários de administração de medicamentos seja padronizado, foi determinado que a enfermagem deve abrir somente horários pares, e que as medicações administradas neste intervalo devem ser somente quando necessário.

Ao ser entregue na farmácia a prescrição é notificada com o horário de chegada e o funcionário que a trouxe até o setor, o tempo de meia hora é contado a partir da hora que é escrita em cima da segunda via da prescrição.

Já na farmácia, a prescrição médica passa por uma análise realizada pelo farmacêutico que estiver presente no setor no momento, nos finais de semana e feriados as prescrições não são analisadas, pois é um ato que deve ser realizado pelo farmacêutico e este trabalha em regime de oito horas diurnas com folga nos sábados e domingos. A análise das prescrições reduziu consideravelmente o nível de erros de dispensação, provando que esta etapa de analise é de grande importância para a melhoria nos processos de atendimento ao paciente.

No ano de 2015 foi implantada na farmácia o sistema de lançamento por código de barras, antes da implantação as medicações eram enviadas aos setores em apenas um pacote, identificado com o nome do paciente, o quarto e leito, a data e nome do funcionário que separou a medicação, esta prescrição após dispensada para o setor, passava a ser de única e exclusiva responsabilidade da enfermagem, e a segunda via que foi utilizada para a separação dos medicamentos e materiais na farmácia era separada e durante o restante do plantão, um funcionário era designado para digitar as informações da quantidade e descrição dos itens na conta de cada paciente.

Devido ao fato da digitação ser posterior ao ato da dispensação, nem sempre o que era digitado na conta de um paciente, tinha de fato sido dispensado para o mesmo. Tornando ainda mais difícil a identificação dos erros de dispensação, por este motivo foram implantadas duas mudanças determinantes na qualidade da dispensação, que foram a fragmentação da prescrição e o meio de adicionar os itens dispensados na conta do paciente.

A fragmentação da prescrição consiste no fato de que, a medicação que antes era separada e mandada para a enfermagem em apenas um pacote, agora é fragmentada em três pacotes, o primeiro pacote é enviado com os medicamentos a serem administrados entre as 14h até as 18h, o segundo com horário das 20h as 06h e o terceiro com horário das 08h até as 12h do dia seguinte.

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Esta mudança além de melhorar a qualidade da dispensação, promoveu também a minimização dos problemas oriundos da passagem de plantão da enfermagem, já que os horários em que são dispensados os pacotes de medicação condizem exatamente com os horários de passagem de plantão, assim, não fica mais nenhum medicamento nos caseiros dos pacientes, evitando a troca e o acumulo de medicações entre caseiros, e também o sumiço de medicações, que acontecia muito, devido ao empréstimo de medicamentos entre um paciente e outro.

Ao realizar a separação das medicações, o funcionário que estiver separando a prescrição deve também mandar as seringas e agulhas para diluir as medicações do horário correspondente, para isto foi criada uma padronização de seringas e agulhas, tal como as seringas e agulhas são mandados também os respectivos diluentes de cada medicação.

Durante o dia a realização da separação dos medicamentos segue constante, o dia todo chegam prescrições novas, estas são então preparadas de acordo com os horários estipulados, e o pacote com o primeiro horário é enviado ao setor correspondente, enquanto que o pacote com as medicações do segundo e terceiro horário são armazenados em containers identificados de cada setor, são dois containers para cada setor, um contendo o pacote com as medicações do plantão noturno e o outro contendo o pacote com as medicações do plantão do dia seguinte, no final de cada plantão os pacotes são protocolados e enviados ao setor pela próxima escala de funcionários que inicia o plantão.

Em relação à conta de cada paciente, as medicações e os materiais utilizados, antes eram digitados no nome do paciente de acordo com a prescrição e com os pedidos em requisições, após a implantação do sistema de código de barras, que permite uma análise muito mais correta do que é mandado para cada paciente, o sistema funciona da seguinte maneira: os materiais e medicamentos necessários são requisitados pela enfermagem e antes de serem dispensados para o paciente eles são lançados individualmente, e a saída é confirmada de acordo com a quantidade de itens pedidos.

Este método possibilitou a identificação de erros de dispensação com uma precisão muito maior do que no modelo anterior, isto porque ao lançar o item na conta do paciente com o código de barras, mesmo que este tenha sido anotado corretamente, quando dispensado um material incorreto, o mesmo ficará gravado na conta, tornando o erro mais fácil de identificar, possibilitando então a notificação destes erros para o setor encarregado da segurança do paciente.

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No início do ano de 2017 também houve alteração no sistema de entrega de prescrições e fichas de gasto, a farmácia designou um funcionário por plantão que fosse responsável por passar nos setores do hospital de hora em hora a fim de buscar novas prescrições e fichas de gasto. No caso dos setores que contem arsenal, esta alteração foi determinada a fim de evitar a vinda da enfermagem na farmácia, pois ao interromper o ato da separação dos medicamentos de uma prescrição para atender ao balcão ou para atender o telefone, aumentava muito o risco de ocorrência de erros, portanto se a enfermagem não precisasse mais vir até a farmácia para entregar as segundas vias de prescrições, reduziriam os casos de interrupção e consequentemente os riscos.

Além de buscar as prescrições, a farmácia agora também leva os pacotes de medicações nos setores, os horários são padronizados, as 07h são levadas as prescrições do horário das 08h as 12h e também as prescrições da UTI-Infantil, que diferentemente das prescrições de setores abertos são preparadas e enviadas em um único pacote, sendo feitas para um período de 24h, às 09:30h são levadas as medicações das 10h, as 11:30h são levadas as medicações do meio dia e assim sucessivamente até o término do plantão. Para padronizar os horários, é adotado pela enfermagem o método de abertura apenas em horários pares, assim, os horários de administração, indiferente do paciente, sempre serão os mesmos.

Devido ao motivo de o período da manha ser um dos momentos do dia em que a rotina demanda de mais atenção, o horário de entrada dos funcionários passou a ser às 06hr e a saída as 18h de dia e a noite a entrada é as 18h e a saída é as 06h, isto pois no período das 06hr até as 08h são muitas as rotinas que devem ser executadas, e que não podem ser feitas em outro momento, por isso o horário melhora o atendimento já que os funcionários tem mais tempo para executar as rotinas obrigatórias.

Existe atualmente uma proposta de implantação da prescrição eletrônica, que se relaciona a prevenção do erro, sabe-se que o erro pode ter muitas fontes, sendo ela desde o ato de prescrever até o ato de administrar. A prescrição eletrônica seria mais um recurso tecnológico para promover a segurança do paciente, de modo que o próprio sistema notificaria os prováveis equívocos nas prescrições médicas e faria uma sugestão de correção (CAVALLINI & BISSON, 2010).

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Outro recurso que poderia ser utilizado e que reduz consideravelmente os erros de dispensação e administração de medicamentos é a utilização do sistema de dispensação por dose unitária, é o sistema mais adequado, pois permite que a medicação chegue a enfermagem já diluída e pronta para ser administrada. Porém é um recurso que necessita de um alto investimento monetário, pois sua execução demanda de uma cabine de fluxo laminar, funcionários treinados e toda uma área a ser adequada e ambiente preparado para realizar as diluições, tornando o sistema mais oneroso para a instituição (NETO, 2005).

5.4 Farmácias satélites

Dentro do hospital existem duas farmácias satélites instaladas, uma delas é a farmácia do centro cirúrgico, onde são dispensados os materiais e medicamentos para as cirurgias agendadas e de emergência. Essa farmácia satélite no centro cirúrgico demanda um funcionário presente o tempo todo, pois exige uma dispensação rápida e com maior urgência do que nos outros setores.

Existe também uma farmácia satélite na UTI-Adulto, que anteriormente era de responsabilidade da chefia da UTI e que agora passou a ser de responsabilidade da farmácia central, a farmácia satélite da UTI é aberta 24h, tem funcionários plantonistas durante todo o período de funcionamento, e possui um arsenal muito maior que inclui medicamentos e matérias de custo mais elevado.

As farmácias satélites são ramificações importantes no sistema como um todo, pois reduzem a demanda da farmácia central, porém ramificações sempre oferecem um risco, quanto mais gente está envolvida no processo, maiores as chances de ocorrência de erros. Por este motivo é feito um controle rigoroso de estoque nas farmácias satélites, o controle permite rastrear as sobras e faltas diárias, e cruzando as informações com os pacientes que utilizaram do serviço naquele dia é possível identificar a origem dos furos e direcionar para a correção dos mesmos.

O procedimento adotado pelas farmácias satélites consiste na dispensação de materiais e medicamentos á um solicitante, normalmente um membro da enfermagem, que requisita os itens ao auxiliar de farmácia mediante comprovação de prescrição médica, o auxiliar então separa os

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itens pedidos, lança na conta do paciente alterando no sistema o setor que está dispensando, que pode ser a Farmácia UTI Adulto ou o Centro Cirúrgico, anota em uma requisição de controle que é emitida para um período de 24h, e dispensa os itens para enfermagem. Após finalizar o período de 24h, os materiais e medicamentos dispensados pela farmácia da UTI e Centro Cirúrgico são repostos a farmácia satélite através de um relatório de consumo por setor, que é possível devido ao fato de o auxiliar de farmácia alterar o setor no sistema durante o lançamento, a partir do relatório, os matérias utilizados são repostos pela farmácia central e o ciclo recomeça.

5.5 CENTRO DE EDUCAÇÃO CONTINUADA (CEC)

Com a implantação do setor CEC, que dentre muitas atribuições, é responsável pela segurança do paciente, veio também a responsabilidade de notificação de todos os erros ocorridos, e também da realização das reuniões semanais realizadas pelo comitê de segurança do paciente, que visam determinar propostas que melhorem os resultados e facilitem o processo.

Algumas mudanças acompanharam a presença do CEC no ambiente hospitalar, dentro da farmácia, uma das mudanças implantadas foram as etiquetas dos medicamentos contidas nas gavetas. A identificação dos medicamentos de alta vigilância, e a identificação dos possíveis diluentes para cada medicação, identificados através de etiquetas coloridas coladas nas gavetas, as etiquetas amarelas identificam diluição em SF 0,9%, as etiquetas azuis identificam diluição em SG 5%, as etiquetas verdes identificam o medicamento como antimicrobiano e as etiquetas vermelhas vem como um adendo na identificação dos medicamentos de alta vigilância, como mostra a FIGURA 2.

A segurança do paciente é um tema que tem cada vez mais ganhado espaço no ambiente hospitalar, todas as medidas novas que são implantadas, são direcionadas para a melhoria do atendimento e para garantia da segurança e qualidade do tratamento dos pacientes.

Porem o CEC traz uma proposta maior do que somente implantar medidas tecnológicas, seu maior desafio no hospital é promover ações para educação dos colaboradores, e para isso os enfermeiros do CEC tem cada vez mais se esforçado em promover palestras e treinamentos de

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conteúdos de procedimentos de rotina, treinando a equipe para realizar de maneira mais segura desde a ação mais simples até a mais complexa.

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FIGURA 2 – Esquema de cores para diferenciação de diluentes, antimicrobianos e medicamentos de alta vigilância.

Fonte: Makaruk, 2017.

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5.6 ALTA HOSPITALAR

Quando o paciente recebe alta hospitalar o prontuário é encaminhado para a farmácia, para que todo o seu histórico de materiais e medicamentos seja conferido com as anotações da enfermagem, ou seja, o que a enfermagem checou tem que condizer com os itens que saíram da farmácia em nome daquele determinado paciente, isso para que nenhum paciente tenha prejuízo ou pague por um material ou medicamento que não foi utilizado durante sua internação.

É importante pontuar que apenas os prontuários de pacientes particulares são submetidos a conferência, os pacientes de convênios e SUS são conferidos pelas enfermeiras do setor de auditoria do hospital, após o paciente já ter recebido alta hospitalar.

Em relação às altas particulares, além do fato de serem conferidas no ato da alta hospitalar, estas passaram a serem conferidas diariamente, ou seja, a cada dia que o paciente do convênio particular fica internado, este é conferido pela farmácia imediatamente no dia seguinte, este sistema foi implantado para reduzir o tempo de espera do paciente na instituição após receber alta hospitalar, e a elas também foi acrescentada a auditoria, efetuada por uma enfermeira auditora do setor de faturamento, tudo para garantir a eficácia do serviço de dispensação de medicamentos dos pacientes, e para evitar que nem eles nem a instituição sofram prejuízo.

O momento da alta hospitalar é um momento crucial e que não deve ser negligenciado. Sendo assim, tal como é tomado todo o cuidado com o paciente no momento de sua internação, sua alta não deve ser diferente, todas as ações que envolvem a alta hospitalar devem ser executadas para promover maior segurança e satisfação do paciente, pois até o momento em que ele estiver dentro do hospital ele ainda é um paciente e corre todos os riscos de um paciente em permanência, e os cuidados para com sua segurança devem ser mantidos.

Com base nos resultados descritos acima e na observação direta da dispensação de medicamentos, foi possível a construção de um fluxograma que representa a ordem sequencial e cronológica das etapas que compõe o sistema de dispensação de medicamentos da Unidade Hospitalar pesquisada.

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Figura 3- Sistema de dispensação da farmácia hospitalar do hospital Santo Antonio.

Fonte: Makaruk, 2017.

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6 CONCLUSÃO

Os procedimentos utilizados pelo hospital durante todo o período de permanência dos pacientes promovem um meio organizado, funcional e justo. Para que o hospital cumpra estes requisitos, mudanças são implantadas o tempo todo, com a finalidade de melhorar o atendimento e aperfeiçoar os processos, trazendo vantagens tanto para o estabelecimento quanto para o paciente.

Todas as mudanças que ocorreram na farmácia e em outros setores, mas que também afetaram a farmácia, se mostraram muito efetivas e capazes de atender as necessidades da instituição e dos pacientes, garantindo adequado faturamento dos itens dispensados pela farmácia e maior segurança pelo paciente na utilização dos medicamentos e materiais, além da cobrança justa dos produtos utilizados durante a estadia hospitalar.

As mudanças trouxeram também uma maior facilidade no controle de estoque, possibilitando o rastreamento dos erros de dispensação e administração de medicamentos, tal como o controle falhas e melhorias no sistema de compras, evitando atraso na administração, devido as faltas, e de substituição de medicamentos nas farmacoterapias.

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