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Sistemas de equações lineares MCEF 2011/12

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(1)

Sistemas de equações lineares

MCEF

2011/12  

(2)

O Sistemas lineares constituem um caso particular dos sistemas não lineares, sendo que os métodos estudados se aplicam também a estes. Chamamos sistema de equações lineares a qualquer sistema do tipo:

Sistemas Lineares

Determinar x

1

, x

2

, · · · , x

n

tais que:

8 >

> >

> >

<

> >

> >

> :

a

11

x

1

+ a

12

x

2

+ · · · + a

1n

x

n

= b

1

a

21

x

1

+ a

22

x

2

+ · · · + a

2n

x

n

= b

2

.. .

a

m1

x

1

+ a

m2

x

2

+ · · · + a

mn

x

n

= b

m

(3)

Os sistemas lineares podem ser escritos na sua forma matricial, tendo em conta a definição da operações de multiplicação de matrizes.

Forma matricial

0 BB B@

a11 a12 · · · a1n

a21 a22 · · · a2n

... ... . .. ...

am1 am2 · · · amn

1 CC CA

0 BB B@

x1

x2 ... xn

1 CC CA =

0 BB B@

b1

b2 ... bm

1 CC CA ,

Ax = b Em que

A = 0 BB B@

a11 a12 · · · a1n

a21 a22 · · · a2n

... ... . .. ...

am1 am2 · · · amn

1 CC

CA, x = 0 BB B@

x1 x2 ... xn

1 CC

CA, b = 0 BB B@

b1 b2 ... bm

1 CC CA

(4)

Vamos tentar resolver o um sistema linear utilizando o método do ponto fixo. Para tal devemos reescrever o sistema na forma x = G(x), o que equivale a, em cada equação, isolar a respectiva variável. Uma forma de o fazer pode ser a seguinte:

Métodos Iterativos para sistemas lineares (um exemplo)

8>

>>

>>

>>

>>

<

>>

>>

>>

>>

>:

a11x1 +a12x2 +· · ·+a1nxn = b1

a21x1 +a22x2 +· · ·+a2nxn = b2

...

an1x1 +an2x2 +· · · +annxn = bn ,

8>

>>

>>

>>

>>

>>

>>

>>

>>

>>

<

>>

>>

>>

>>

>>

>>

>>

>>

>>

>:

x1 = 1 a11

0

@b1 X

j6=1

a1jxj 1 A

x2 = 1 a22

0

@b2 X

j6=2

a2jxj 1 A

...

xn = 1 ann

0

@bn X

j6=n

anjxj 1 A

(5)

O Processo descrito anteriormente conduz a um método conhecido como Método de Jacobi, que pode ser descrito pelo seguinte algoritmo

Método de Jacobi

1. Escolher uma aproxima¸c˜ao inicial x

(0)

= (x

(0)1

, · · · , x

(0)n

) 2 R

n

. 2. para cada k 0 calcular x

(k+1)

atrav´es da f´ ormula

x

(k+1)i

= 1 a

ii

0

@b

i

X

j6=i

a

ij

x

(k)j

1

A , i = 1, · · · , n

3. Terminar o processo iterativo se k x

(k+1)

x

(k)

k < " (ou se for atingido

um n´ umero m´ aximo de itera¸c˜ oes)

(6)

O Método de Jacobi pode ser obtido de uma forma um pouco diferente da apresentada, se começarmos por decompor a matriz A :

Convergência do Método de Jacobi

A = L+D+U

0 BB B@

a11 a12 · · · a1n

a21 a22 · · · a2n

... ... . .. ...

an1 an2 · · · ann

1 CC CA =

0 BB BB B@

0 0 0 · · · 0

a21 0 0 · · · 0

a31 a32 0 · · · 0

... ... . .. . .. ...

an1 an2 · · · an,n 1 0

1 CC CC CA

+ 0 BB BB B@

a11 0 0 · · · 0

0 a22 0 · · · 0

0 0 a33 · · · 0

... ... . .. ... ...

0 0 · · · 0 ann

1 CC CC CA

+ 0 BB BB BB

@

0 a12 a13 · · · a1n

0 0 a23 · · · a2n

0 0 0 . .. ...

... ... . .. ... an 1,n

0 0 · · · 0 0

1 CC CC CC A

(7)

Método de Jacobi

Ax = b , (L + D + U )x = b , Dx = b (L + U )x

, x = D

1

(b (L + U )x)

, x = D

1

b D

1

(L + U )x

Assim, do ponto de vista matricial, a itera¸c˜ ao do m´etodo de Jacobi pode ser calculada como:

x

(k+1)

= D

1

b D

1

(L + U )x

(k)

(8)

Teorema. Considere o m´etodo iterativo x

(k+1)

= g + Cx

(k)

. O m´etodo ´e convergente se e s´ o se k C k < 1, para alguma norma matricial. Em caso de convergˆencia, esta n˜ ao depende da aproxima¸c˜ ao inicial x

(0)

2 R

n

. Al´em disso temos a estimativa de erro a posteriori

k z x

(k)

k  k C k

k

1 k C k k x

(1)

x

(0)

k

Obs 1: A convergir, o m´etodo converge para a solu¸c˜ ao do sistema linear x = g + Cx.

Obs 2: No caso do m´etodo de Jacobi, podemos usar este resultado com g =

D

1

b e C = D

1

(L + U ).

(9)

Condições suficientes de convergência

A convergˆencia do m´etodo de Jacobi depende na norma da matriz C = D

1

(L + U ). Esta matriz ´e dada por

C =

0 B B B B B B B B B B B B B B B B B B

@

0 a

12

a

11

a

13

a

11

· · · a

1n

a

11

a

21

a

22

0 a

23

a

22

· · · a

2n

a

22

a

31

a

33

a

32

a

33

0 · · · a

3n

a

33

.. . .. . . .. .. .

a

n1

a

nn

a

n2

a

nn

· · · a

n,n 1

a

nn

0

1

C C

C C

C C

C C

C C

C C

C C

C C

C C

A

(10)

Pensando nas duas normas matriciais que estudámos, elas serão inferiores a 1 para a matriz C se o módulo de cada elemento na diagonal de A for estritamente superior a todos os elementos na mesma linha ( no caso da norma infinito) ou na mesma coluna (no caso da norma 1). De facto,

Este facto motiva a definição seguinte:

Condições suficientes de convergência

k C k

1

= max

i=1,···,n

X

j6=i

| a

ij

|

| a

ii

| , k C k

1

= max

j=1,···,n

X

i6=j

| a

ji

|

| a

jj

|

(11)

Defini¸ c˜ ao: Uma matriz quadrada A diz-se de diagonal estrita- mente dominante por linhas se e s´o se

| a

ii

| > X

j6=i

| a

ij

| , i = 1, · · · , n

Do mesmo modo A diz-se de diagonal estritamente dominante por colunas se e s´o se

| a

ii

| > X

j6=i

| a

ji

| , i = 1, · · · , n

(12)

Condições suficientes de convergência: O resultado

Teorema. Se a matriz A for de diagonal estritamente dominante por linhas (ou colunas) o m´etodo de Jacobi ´e convergente, qual- quer que seja a aproxima¸c˜ao inicial.

Obs: Esta condi¸c˜ao n˜ao ´e necess´ aria. O m´etodo pode convergir,

mesmo que esta n˜ao se verifique. Mesmo que as normas k C k

1

e

k C k

1

n˜ ao sejam inferiores a 1, outras poder˜ ao ser.

(13)

Exemplo

A = 0

@ 4 1 1 2 4 1 0 1 2

1

A , b = 0

@ 1 0 1

1 A

Como a matriz ´e de diagonal estritamente dominante por linhas, temos a garantia que o m´etodo de Jacobi ´e convergente. Al´em disso, neste caso, k C k

1

=

34

. Sabemos ent˜ ao que

k z x

(k)

k

1

 (3/4)

k

1 3/4 k x

(1)

x

(0)

k

1

= 4(3/4)

k

k x

(1)

x

(0)

k

1

(14)

Várias medidas do erro …

k k x

(k)

z k

1

4(3/4)

k

k x

(1)

x

(0)

k

1

k x

(k)

x

(k 1)

k

1

1 2.30769 ⇥ 10

-1

1.5 5. ⇥ 10

-1

2 1.15385 ⇥ 10

-1

1.125 2.5 ⇥ 10

-1

5 1.20192 ⇥ 10

-2

4.74609 ⇥ 10

-1

3.125 ⇥ 10

-2

10 9.20222 ⇥ 10

-4

1.12627 ⇥ 10

-1

2.44141 ⇥ 10

-3

15 6.87379 ⇥ 10

-5

2.67269 ⇥ 10

-2

1.84059 ⇥ 10

-4

18 1.45298 ⇥ 10

-5

1.12754 ⇥ 10

-2

3.89218 ⇥ 10

-5

19 8.65643 ⇥ 10

-6

8.45657 ⇥ 10

-3

2.31862 ⇥ 10

-5

20 5.15695 ⇥ 10

-6

6.34242 ⇥ 10

-3

1.38134 ⇥ 10

-5

(15)

Método de Gauss-Seidel

Ax

=

b ,

(L +

D

+

U

)x =

b ,

(L +

D)x

=

b U x

, x = (L +D) 1(b U x)

| {z }

G(x)

A aplica¸c˜ ao do m´etodo do ponto fixo conduz ao processo iterativo

x(k+1)

=

G(x(k)

):

x(k+1)

=

G(x(k) , x(k+1)

= (L +

D) 1

(b

U x(k)

)

,

(L +

D)x(k+1)

=

b U x(k) , Dx(k+1)

=

b U x(k) Lx(k+1) , x(k+1) = D 1(b U x(k) Lx(k+1))

(16)

Método de Gauss-Seidel Algoritmo

1. Escolher uma aproxima¸c˜ ao inicial x

(0)

2 R

n

. 2. Para cada k 0 calcular

x

(k+1)i

= 1 a

ii

0

@b

i

X

j>i

a

ij

x

(k)j

X

j<i

a

ij

x

(k+1)j

1

A , i = 1, · · · , n

3. Parar se k x

(k+1)

x

(k)

k < ", ou se for atingido o n´ umero

m´aximo de itera¸c˜ oes pr´e-estabelecido.

(17)

Convergência do método de Gauss-Seidel

Trata-se de um m´etodo iterativo do tipo x

(k+1)

= g + Cx

(k)

em que

g = (L + D)

1

b, C = (L + D)

1

U

Assim ´e convergente se, e apenas se, se verificar k C k < 1, nalguma norma. Temos no entanto o seguinte resultado:

Teorema: Se a matriz do sistema for de diagonal estritamente

dominante por linhas (ou colunas) o m´etodo de Gauss-Seidel ´e

convergente, qualquer que seja a aproxima¸c˜ ao inicial x

(0)

2 R

n

.

Referências

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