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Saude soc. vol.19 suppl.2

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Academic year: 2018

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O Ministério da Saúde vem atuando, em conjunto com os demais Ministérios e Secretarias, para asse-gurar que as políticas públicas de saúde estejam em consonância, na perspectiva dos direitos humanos, com as diretrizes de combate à discriminação racial, étnica, de gênero e de orientação sexual.

Esse compromisso, apoiado por intensa mobili-zação das organizações da sociedade civil e também da academia, está de acordo com os princípios éticos, de equidade e justiça social que fundamentam a reconhecida política brasileira de enfrentamento da epidemia de aids, que inclui a prevenção e o acesso universal e gratuito à terapia antirretroviral e a outros insumos estratégicos.

Os artigos publicados neste suplemento origina-ram-se do Projeto Brasil Afroatitude, no qual foram lançados dois editais públicos de Chamada de Pes-quisas pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais para lidar com o tema da vulnerabilidade e aids relacionado à população negra.

Os resultados das pesquisas selecionadas são apresentados neste Suplemento e apontam para as repercussões na saúde pública da ainda não supera-da desigualsupera-dade racial brasileira, destacando, com esta perspectiva, outras questões fundamentais para o enfrentamento da epidemia de aids, tais como a vulnerabilidade social, a interiorização da epidemia, as situações que dificultam o acesso aos serviços e a prevenção. Acentuam especialmente a perspectiva do movimento social negro sobre o racismo e suas repercussões.

Os resultados aqui apresentados certamente contribuirão para orientar a política governamental e os gestores no aprimoramento de suas estratégias de enfrentamento da epidemia, destacando a impor-tância da pesquisa para aprofundar o conhecimento da realidade em uma questão tão crucial para todos nós, cidadãos brasileiros.

Dirceu Greco Diretor

Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais Secretaria de Vigilância em Saúde

Ministério da Saúde

Editorial Especial

Referências

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