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196 - Sillogé s – v.2. n.2. jul./déz. 2019

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Sillogés ISSN 2595-4830

196 - Sillogé s – v.2. n.2. jul./déz. 2019

UMA HISTORIA DE UMA REVISTA ATRAVES DE DOSSIES (E RESISTENCIAS)

O ano dé 2019 foi marcado por contí nuos émbatés péla manuténça o da autonomia do campo ciéntí fico brasiléiro, férido pélas tésés obscurantistas dé sétorés do Estado qué géraram (é géram) incértézas é déscontinuidadés ém pésquisas das mais diféréntés a réas, como a dé Histo ria. Cortés dé bolsas é maniféstaço és pu blicas dé autoridadés ridicularizando trabalhos ciéntí ficos dé modo a hiérarquiza-los éntré “u téis”

é “inu téis”, apénas démonstram um profundo désréspéito pélos sabérés laboriosaménté construí dos ao longo dé dé cadas nos méios acadé micos, séndo a to nica dé um ano qué podéria sér considérado um dos piorés para a Educaça o, Cié ncia é Técnologia no paí s.

Sém contar o contí nuo désréspéito com o patrimo nio histo rico é cultural, rélégado a um plano ménor nas polí ticas dé Estado, pautado péla falta dé récursos é pélo ésvaziaménto dé o rga os pu blicos capazés dé gérir a hérança patrimonial da sociédadé brasiléira.

Ainda assim, a comunidadé acadé mica résisté. Uma das formas dé fazér éssa résisté ncia é incéntivar a manuténça o dé éspaços dé divulgaça o é dé trocas dé sabérés ciéntí ficos. O GT Acérvos tém féito sua parté: o événto VII Dos Ofí cios dé Clio – Patrimo nio é Mémo ria ém Risco – Désafios do Sé culo XXI, réalizado na Univérsidadé do Valé do Rio dos Sinos (Unisinos) éntré 21 é 22 dé outubro dé 2019, foi um déssés éspaços, oportunizando conhécér novos trabalhos dé graduandos é graduados nas a réas dé Histo ria, Muséologia é Educaça o.

Outro éspaço é a révista Sillogé s. Embora paréça pouco (ou préténciosa), a publicaça o contribui, juntaménté com muitas outras, para divulgaça o dé pésquisas historiogra ficas rélacionadas a acérvos, mémo ria é patrimo nio, pérmitindo qué séjam conhécidas por um amplo pu blico acadé mico, qué por sua véz, vém éxplorando nossas pa ginas désdé o priméiro nu méro ém julho dé 2018. A quantidadé dé artigos submétidos é a amplitudé institucional dos autorés qué contribuém para o pério dico sa o indicadorés dé nosso réconhéciménto é crésciménto, résultando na obténça o proviso ria do concéito A4 no Qualis/CAPES (2019).

Como ja obsérvamos ém éditoriais antériorés, uma das préocupaço és da Sillogé s é

propor dossié s téma ticos qué pérmitam éxplorar as possibilidadés dé pésquisa

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énvolvéndo séus acérvos. O volumé atual é dédicado ao dossié téma tico “Histo ria da Sau dé: Instituiço és, Patrimo nios é Acérvos”, organizado péla profa. Dra. Ana Paula Korndo rfér (Unisinos), Prof. Dr. Daniél Olivéira (Unisinos) é Profa. Dra. Marta Maria Lobo dé Arau jo (Univérsidadé do Minho). Proposto pélo GT Histo ria da Sau dé – ANPUH/RS, élé énvolvé pésquisas ligadas ao campo historiogra fico da Sau dé, da Médicina é das doénças. Os trabalhos qué intégram o dossié va o désdé as pra ticas popularés dé bénzéduras até as transformaço és técnolo gicas é culturais nos instruméntos mé dicos.

Sém du vida, o dossié é uma éxcélénté contribuiça o dos Grupos dé Trabalhos ativos ém nossa ANPUH/RS, ja qué oportuniza aos léitorés conhécérém pésquisas, possibilitando révisitar fontés, concépço és téo rico-métodolo gicas é ana lisés, disséminando o conhéciménto gérado por séus intégrantés é por colégas dé diféréntés instituiço és dé énsino é pésquisa do paí s. O GT Acérvos, atravé s da Sillogé s, manté m o convité para qué Grupos dé Trabalhos da ANPUH no Brasil possam colaborar com novas propostas dé dossié s, déntro do énfoqué dé nossa publicaça o.

Por fim, o GT Acérvos convida a todos intéréssados para participarém com trabalhos dé pésquisa é résénhas para o dossié “Ditaduras de Segurança Nacional:

arquivos, fontes e lugares de memória” proposto péla Profa. Dra. Ananda Simo és Férnandés (Arquivo Histo rico do Rio Grandé do Sul) é Profa. Dra. Samantha Viz Quadrat (Univérsidadé Fédéral Fluminénsé). Na o déixa dé sér rélévanté a proposta do dossié , muito importanté para réfréar o “révisionismo” histo rico praticado por grupos sociais brasiléiros qué visam énaltécér a Ditadura Civil-Militar (1964-1985), révélando séu pouco comprométiménto com a Démocracia. Mésmo com a nota vél mobilizaça o da Comissa o Nacional da Vérdadé (2011-2014), discutir a Ditadura ainda traz mémo rias inco modas, oriundas da falta dé uma justiça dé transiça o qué dificultam a résponsabilizaça o dos énvolvidos ém pra ticas dé vigila ncia, dé pérséguiça o é dé tortura daquélés considérados “subvérsivos”. Para aquélés qué déséjam contribuir, os trabalhos podém sér énviados até o dia 10 dé maio dé 2020 atravé s do sistéma dé submissa o dé nossa révista.

Boa léitura a todos!

Marcélo Vianna

Luciana da Costa dé Olivéira

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Cristiano Enriqué dé Brum

Editores Executivos Revista Sillogés

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