ROSTOS E DESTINOS PERDIDOS NA RUA
PRIMEIRO OPEN DAY REUNIU ACADÉMICOS E PROFISSIONAIS DA ÁREA TIC O Presidente do Conselho de Administração (CA) da SPMS, EPE, Prof. Henrique Martins, afirma perentório que o “SPMS Open Day to University” será “uma experiência a repetir”. A primeira edição, realizada no dia 15 de outubro, nas instalações da SPMS Porto, reuniu mais de sete dezenas de pessoas, entre trabalhadores da SPMS e os defensores de vinte projetos académicos em apresentação.
SCLÍNICO EM TODO O PAÍS ATÉ AO FINAL DE NOVEMBRO
O SClínico já está em pleno funcionamento, em praticamente todos os hospitais do país. A implementação deste software SPMS teve início a 21 de outubro, no Hospital de São João e até ao final de novembro estará a funcionar em todas as unidades hospitalares do SNS.
A SPMS acompanhou uma das equipas de rua que integra o Programa “Troca de seringas” em Lisboa.
Durante oito horas fomos testemunhas do trabalho desenvolvido por estas pessoas que, todas as noites, contactam com o outro lado da sociedade.
DE OUTONO
Estamos a chegar ao fim de mais um ano. Passaram-se meses complicados, marcados pelos sucessos e diversidades. Como sou um otimista, prefiro falar nas vitórias, sobretudo as que temos conseguido internacionalmente sem por um segundo nos distrairmos dos desafios em casa. Razão porque destaco desde já o reconhecimento, que nos chegou em forma de convite, dos nossos parceiros europeus, para liderarmos o novo projeto EXPAND, herdeiro dos progressos conseguidos com o epSOS, e que garante a continuidade na aposta do desenvolvimento dos cuidados de saúde transfronteiriços, ao nível dos sistemas de informação. Esta nova responsabilidade, que assumiremos no início de 2014, encoraja o trabalho e empenho que temos tido em insistir nesta aventura.
Uma distinção particular também para o OpenNCP, que com as últimas evoluções, afirma-se como o conetor de interoperacionalidade de sistemas de informação na área do opensource na saúde.
Estamos a preparar os diversos sistemas para a entrada em vigor da directiva de cuidados
transfronteiriços com desenvolvimento de aplicações novas e modificações em algumas com mais de 20 anos.
Nos últimos meses, a SPMS tem marcado presença na agenda internacional. Em outubro começamos a colaborar no Trilium Bridge project que pretende criar uma ligação interoperável entre registos electrónicos europeus e dos estados unidos da américa. Também no projecto e-Sens, com a AMA.
Estivemos no Chipre como consultores para o sector dos sistemas de informação da saúde a convite da Comissão Europeia e fomos à Grécia explicar o funcionamento e as vantagens conseguidas com a agregação de compras para as instituições do SNS, com ganhos ao nível da economia de escala e de procedimentos contratuais. Fomos convidados a voltar.
Ainda na área das compras, a SPMS participou na reunião que discutiu as aquisições de vacinas a nível europeu. É um debate fundamental, a que a SPMS não pode, nem quer faltar.
E enquanto o ano termina, acarinhamos os novos desafios que nos são colocados. Como o que nos foi lançado pela Organização Mundial de Saúde. Em abril de 2014, a SPMS organizará a primeira sessão de trabalho sobre eSaúde, destinada aos países da CPLP. Será uma boa altura para partilharmos todo o trabalho que já desenvolvemos, mantendo sempre o espírito do nosso lema “A solução está na partilha!”. Henrique Martins, Presidente do Conselho de Administração
EDITORIAL
FICHA TÉCNICA
DIRETOR: Henrique Martins (Pres. do Conselho de Administração da SPMS, EPE) CONTEÚDOS E COMPOSIÇÃO GRÁFICA:
SPMS - Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, EPE Av. João Crisóstomo, 9 - 3º Piso | 1049-062 Lisboa [email protected] | www.spms.pt
ÍNDICE
Primeiro Open Day reuniu académicos e profissionais da área TIC SClínico em todo o país até ao final de novembro
Rostos e destinos perdidos na rua Nova versão para o OpenNCP SPMS vence Prémio Abertura 2013
SPMS participa no workshop “Compras Públicas Centralizadas: Desafio ou Oportunidade?
Portugal lidera o EXPAND PEM chega aos hospitais SICO chega a todo o país
InSPMS: PDS - Plataforma de Dados da Saúde Catálogo de Aprovisionamento Público da Saúde Aditamentos de Redução de Preço em Destaque
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Primeiro Open Day reuniu académicos e profissionais da área TIC
Em exposição estiveram trabalhos ligados à interoperabilidade de sistemas, segurança de dados, robótica, realidade virtual, gestão de riscos em saúde, visualização de dados e registos clínicos, entre outros. “Todos são interessantes. Nem todos apresentam soluções prioritárias para a saúde, mas contribuem para repensarmos conceitos e estratégias”, conclui Henrique Martins.
No encerramento do evento, o presidente do CA da SPMS reforçou a importância desta iniciativa, sobretudo na procura que a Serviços Partilhados do Ministério da Saúde deve ter, como responsável pela área TIC do Serviço Nacional da Saúde (SNS), no envolvimento do meio académico com o que está ser desenvolvido na atualidade. O “SPMS Open Day” regressará no próximo ano em data ainda a definir.
IMPRESSÕES OPEN
“Foi um bom dia que aproximou a SPMS às universidades e institutos de investigação e que aproximou também as universidades e os institutos entre si, o que é muito importante para a valorização das valências que todos temos!” José Rodrigues INESC Porto
“Só consegui estar presente em duas apresentações. Ambas poderiam ser aplicadas ao SNS: uma sobre segurança dos dados, a outra sobre a utilização de realidades virtuais para o apoio a tratamentos no âmbito da saúde mental e controlo dos níveis de ansiedade causada por medos, fobias, obsessões, etc.. Foram muito interessantes: a primeira do ponto de vista da obtenção e conhecimentos que se poderiam/deveriam aplicar no desenvolvimento de projetos, a segunda do ponto de vista da inovação em saúde.”Susana Carvalho, coordenadora SPMS
“Foi uma excelente iniciativa, que deveria ser repetida anualmente. Penso ser importante ver o que as Universidades estão a fazer na área da Saúde, para se for interessante podermos “apadrinhar” as iniciativas, transformando-as em produtos.” Luis Salavisa, coordenador SPMS
“Uma iniciativa muito importante para promover a transferência de conhecimento da Academia para a SPMS. Alguns dos projetos poderão ser adotados a curto/médio prazo. É o caso do HealthRisk Radiological. Outros, como os projetos Open EHR, estão mais distantes das prioridades atuais na saúde, mas constituem um importante estímulo a questionar.” Sara Carrasqueiro, coordenadora SPMS
“Foi uma boa iniciativa. Penso que teremos que repensar o formato no futuro, para que os participantes possam assistir presencialmente (ou remotamente) às apresentações dos projetos.” Manuela Rolim, coordenadora SPMS
O Presidente do Conselho de Administração (CA) da SPMS, EPE, Prof. Henrique Martins, afirma perentório que o “SPMS Open Day to University” será “uma experiência a
repetir”. A primeira edição, realizada no dia 15 de outubro, nas instalações da SPMS
Porto, reuniu mais de sete dezenas de pessoas, entre trabalhadores da SPMS e os
defensores de vinte projetos académicos em apresentação.
SClínico em todo o país até ao final de novembro
O SClínico é um software evolutivo, que une o SAM (Sistema de Apoio ao Médico) e o SAPE (Sistema de Apoio à Prática de Enfermagem), de forma a existir uma aplicação única comum a todos os prestadores de cuidados de saúde. A aplicação mantém as funções dos “velhos” softwares, organizadas dentro de um novo layout gráfico que facilita a usabilidade da aplicação.
O SClínico apresenta uma série de novidades, que passam pela alteração gráfica e redimensionamento
O SClínico já está em pleno funcionamento, em praticamente todos os hospitais do país. A
implementação deste software SPMS teve início a 21 de outubro, no norte e até ao final de novembro estará a funcionar em todas as unidades hospitalares do SNS.
do layout, e integração novas áreas de registo de dados, como as Notas de Alta Médicas/Enfermagem gerais e unidade de Medicina Intensiva e a Notícia de Nascimento (com integração à PDS para atualização do eBoletim). Esta nova aplicação tem ainda integrações com a PEM (Prescrição Eletrónica Médica), SI-Vida (Sistema de Informação para a Infeção VIH/sida) e PCDR (Prescrição de Cuidados Respiratórios Domiciliários).
Na sessão de apresentação do software, realizada a 25 de setembro, no auditório do Hospital Pediátrico de Coimbra (CHUC), o Presidente do Conselho de Administração da SPMS, Prof. Henrique Martins, sublinhou o facto de os sistemas de informação da saúde estarem “ em tempo de mudança” e o SClínico é um exemplo do que se pretende para o futuro - integração dos sistemas, novas funcionalidades que garantam maior qualidade da informação e melhor usabilidade das aplicações.
O SClínico insere-se na estratégia definida
pelo ministério para a área de informatização
clínica do Serviço Nacional de Saúde, que
prevê a uniformização dos procedimentos
dos registos clínicos, de forma a garantir a
normalização da informação.
Rostos e destinos perdidos na rua
“Precisa de ajuda?”. Os olhos de Sandra arregalam-se, treme-lhe o corpo e a voz, responde com um “sim” dito quase a medo.
Estende a mão e mostra as feridas. Acabou de ser esfaqueada e levaram-lhe o telemóvel.
Não tem onde dormir. Não tem outra roupa além da que traz no corpo. Não tem mais ninguém. Está sozinha, controlada por quem a obriga a ficar numa rua deserta, à noite, frequentada apenas por quem está disposto a pagar por sexo. “Preciso de ajuda, mas agora não posso falar. Se ele vê que estou aqui a perder tempo…”. Os olhos voltam a
A SPMS acompanhou uma das equipas de rua que integra o Programa “Troca de seringas” em Lisboa. Durante oito horas fomos testemunhas do trabalho desenvolvido por estas pessoas que, todas as noites, contactam com o outro lado da sociedade.
arregalar-se e revelam o medo. Mas não se cala.
Conta os dramas que sofreu. Uma vida de violência, de desaparecimentos precoces, de solidão,
embrulhados numa epilepsia que a leva, de vez em quando, ao hospital. “Não posso falar mais. Se ele me vê…”, repete a medo. Ele passa de carro e ela cala-se. Fica com o número de telefone que lhe estendem, mas “é improvável que telefone”.
As histórias da noite e as histórias da rua já não são novidade para Joana Teixeira e Renata Cunha, psicólogas que integram as equipas de rua da Associação “Novos Rostos… Novos Desafios…”.
São estas equipas que, diariamente, dão apoio aos que sobrevivem do lado de lá da fronteira das chamadas “vidas normais”. São utilizadores de drogas, trabalhadoras do sexo, transsexuais ou sem abrigo. Pessoas a quem oferecem ajuda, ou, simplesmente, uma nova seringa, preservativos, conselhos e atenção.
É o apoio de primeira linha, que percorre as ruas de Lisboa, num percurso de vários quilómetros, que passa pelo Lumiar, Intendente, Avenida da Liberdade, Restelo, Avenida Defensores de Chaves, etc. Fazem-no durante oito horas, conscientes de que a maioria das pessoas que encontram já desistiu e prefere continuar onde está - “Medimos o nosso sucesso por passinhos. Já é bom
aproximarem-se e pedirem para falar. Aos poucos vamos construindo uma relação de confiança”, explica Joana Teixeira, coordenadora da equipa.
Claro que existem também histórias de sucesso.
“Noutro dia recebemos uma carta a agradecer- nos. Uma senhora, com graves problemas de mobilidade e que vivia há anos na rua. Demos-lhe uma oportunidade e agora já está perfeitamente integrada. É muito gratificante”.
No meio das pequenas vitórias, está também o sentimento de revolta de quem percebe o
preconceito e a indiferença existentes. “É preciso ter
consciência sobre qual o contexto que levou estas
pessoas até aqui”, explica Renata Cunha. E esse
contexto está, normalmente, ligado a violência e a
miséria. Mas também “é necessário impor regras”,
acrescenta, porque a experiência permite saber as manhas que muitos dos que vivem sem condições são infligidas e criadas pelos próprios. Seja como for é preciso possibilitar-lhes outra oportunidade, mesmo que não a queiram. E enquanto fogem, o programa “Troca de seringas” e o projeto “Lisboa, cidade segura” são os poucos elos que os ligam à sociedade, oferecendo-lhes o mínimo de segurança e uma possibilidade de prevenir complicações mais profundas.
No final de mais uma ronda, deixamos para trás muitos rostos. Uns muito jovens, outros que evitam mostrar-se, outros ainda cheios de rugas que já não deviam palmilhar as calçadas. Na memória fica, também, a face triste do homem que, apesar da droga, continua à procura dos seus cães, companheiros que foi obrigado a deixar quando o prenderam. Fica também Jessica, voz de homem em corpo de mulher, com sotaque mexicano, que se queixa da fatura exagerada que recebeu de eletricidade. Assim vai-se embora. Parte, em breve, para Paris.
Nestas noites aprende-se o “valor da dádiva”
e desperta-se a consciência social. Foi o que aconteceu com Joana - “O mais impressionante é o cheiro… mas aprendemos a lidar com isso e a olhar para as pessoas”.
Olga SilvaSPMS GERE O PROGRAMA TROCA DE SERINGAS
A SPMS recebeu, no início deste ano, a responsabilidade sobre as aquisições e distribuição de kits para o programa “Diz não a uma seringa em segunda mão”. O projeto, que antes funcionava em parte através das farmácias, passou a ser assegurado pelos centros de saúde, continuando a funcionar com as equipas de rua, garantidas pelas organizações governamentais e não-governamentais e pelos postos móveis. Ao longo dos primeiros nove meses do ano, os 64 ACES (agrupamentos de centros de saúde) que integram o programa, trocaram mais de 15 mil seringas, de um total de 706.403 seringas (integrando as equipas de rua). Ainda no âmbito do Programa de Troca de Seringas já foram distribuídos, este ano, perto de 372 mil preservativos.
O programa “Diz não a uma seringa em segunda mão” tem como objetivo prevenir a transmissão do
VIH entre os utilizadores de drogas injetáveis (UDI), através da distribuição do material esterilizado e da
recolha e destruição do material utilizado pelos UDI, assim como promover a utilização do preservativo.
SPMS vence
Prémio Abertura 2013
O Evento Linux 2013 - XI Encontro Nacional sobre Tecnologia Aberta, teve lugar no Auditório Lispólis, em Lisboa, no dia 26 de setembro.
O prémio distingue as entidades que contribuem para a dinamização do software Open Source e Tecnologias Abertas, que tem sido uma aposta da Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, EPE.
A SPMS, EPE recebeu o Prémio Abertura 2013, entregue pela ESOP - Associação de Empresas Software Open Source Portuguesas.
Nova versão para o OpenNCP
Segundo os responsáveis da Comunidade OpenNCP, esta é a melhor versão disponibilizada até hoje, com melhorias funcionais e ganhos de desempenho resultantes de um total de 15 correções e melhorias introduzidas no software.
O OpenNCP é uma iniciativa comunitária de opensource, liderada pela equipa portuguesa composta pela SPMS e iUZ Technologies, que permite interligar os sistemas de saúde dos diferentes países que integram o consórcio da rede epSOS (European Patients Smart Open Services).
Detalhes da nova versão:
https://openncp.atlassian.net/wiki/display/
ncp/2.0.3+Release+Changelog+and+Notes Para mais informações consulte:
www.epsos.eu/portugal.html
O OpenNCP conta com novas
alterações. A evolução para a versão
2.0.3 foi anunciada esta terça-feira (dia
05 de novembro).
SPMS participa no workshop “Compras Públicas Centralizadas: Desafio ou
Oportunidade?”
A SPMS, em conjunto com a eSPAP (Entidade de Serviços Partilhados da Administração Pública, IP) e a Secretaria-Geral da Saúde, promoveram, no final de setembro e início de outubro, um workshop sobre
“Compras Públicas Centralizadas: Desafio ou Oportunidade?”. A iniciativa, realizada no Porto, Coimbra,
Lisboa e Évora, teve como objetivo dinamizar e promover a aquisição centralizada de bens e serviços
promovidos por estas entidades, de forma a obter poupanças por via de economia de escala e redução
de custos de tramitação procedimental.
Portugal lidera o EXPAND
O EXPAND tem o objetivo de dar resposta à passagem de um conjunto de soluções piloto locais, desenvolvidas no âmbito do epSOS, para uma implantação em larga escala de serviços transfronteiriços. Pretende-se manter e expandir os recursos de infraestrutura já disponíveis e agir como um catalisador para uso real pelos países membros.
O EXPAND focar-se-á na demonstração da replicabilidade (extensibilidade, reutilização e escalabilidade), bem como no potencial de implantação acelerada, através da utilização de ativos criados por projetos financiados pela UE.
O consórcio é constituído por 20 entidades de 14 países, incluindo autoridades de saúde nacionais e regionais e centros de competência em interoperabilidade semântica, organizações de normalização e iniciativas apoiadas pela UE como EuroRec, SemanticHealthNet, PARENT e a EN13606.
Portugal foi o país escolhido para liderar o consórcio europeu EXPAND - Expanding Health Data Interoperability Services, desenvolvido no âmbito da CE, e que dá continuidade ao projeto epSOS (European Patients Smart Open Services), que termina no final deste ano.
PEM chega aos hospitais
Esta aplicação vai substituir a atual prescrição de medicamentos realizada através da
aplicação SAM. Apresenta funcionalidades como a garantia da prescrição por DCI, o acesso às normas de prescrição clínica, ao histórico de prescrições do utente e a indicação da dispensa, entre outras. A aplicação PEM permite o registo dos dados da receita no sistema central, e em breve vai possibilitar a desmaterialização eletrónica de todo o ciclo da receita - prescrição, dispensa, faturação - aumentando a eficácia e segurança do sistema.
Já disponível na área dos cuidados primários de saúde, a aplicação PEM está agora a ser instalada nas unidades hospitalares, perspetivando-se que o roll out total da aplicação termine no final deste ano para todo o SNS.
Esta aplicação brevemente incluirá a funcionalidade de Prescrição de Cuidados Respiratórios domiciliários que implementa as recentes Normas de Orientação Clinica publicadas pela DGS: Oxigenoterapia ,
Aerossolterapia por Sistemas de Nebulização e de Ventiloterapia e outros Equipamentos.
No âmbito do Programa de Prescrição
Eletrónica Médica (PEM), a aplicação
desenvolvida pela SPMS, tem estado a
ser implementada, de forma faseada,
em todo o Serviço Nacional de Saúde
(SNS).
SICO chega a todo o país
O Sistema de Informação de Certificados de Óbito começou a dar os primeiros passos, a 15 de novembro de 2012, no Hospital Universitário de Coimbra. Com a entrada do IPO de Lisboa e do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa, está agora garantido que todos os óbitos ocorridos no SNS já estão em formato digital.
A finalidade do SICO é permitir através da articulação das entidades envolvidas no processo de certificação dos óbitos, a melhoria da qualidade e do rigor da informação, promover uma adequada utilização dos recursos e a rapidez de acesso aos dados em condições de segurança e no respeito pela privacidade dos cidadãos.
É médico do SNS e ainda não tem as suas credenciais para aceder ao SICO?
Venha fazer parte deste projeto inovador, e peça já as suas credenciais diretamente na plataforma SICO: https://servicos.min-saude.pt/acesso/faces/sico/LoginMS.jsp
Recorde-se que a utilização do SICO será obrigatória a partir de 1 de janeiro de 2014.
Aplicação pioneira vai ser estudada nas Universidades de Medicina
A Direção-Geral da Saúde e a SPMS, EPE vão disponibilizar a plataforma SICO (Sistema de Informação de Certificados de Óbito) em ambiente de formação, para que os estudantes de medicina aprendam o preenchimento dos Certificados de Óbito eletrónicos. No início de novembro, a 6 de novembro, as duas entidades apresentaram o projeto às universidades, nas instalações da SPMS em Lisboa, onde foi realçada a importância do ensino de boas práticas para o correto preenchimento dos formulários.
Durante o encontro, onde estiveram presentes a Faculdade da Medicina da Universidade de Coimbra, a Faculdade de Ciências da Saúde - Universidade da Beira Interior e a Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, o Diretor-Geral da Saúde, Francisco George, sublinhou a importância desta nova ferramenta, que permite melhorar a qualidade de informação sobre as causas de óbito no país, o primeiro indicador para a saúde - “Esta ferramenta exige mais qualidade, porque obriga ao preenchimento de todos os campos do formulário, o que não acontecia no papel”.
Do lado da SPMS, o Presidente do Conselho de Administração, Henrique Martins, acentuou a disponibilidade da empresa em mostrar, discutir e tornar o SICO num caso de estudo académico.
O programa SICO já está a funcionar em 100% do território nacional, facto que foi
atingido em dia de aniversário.
InSPMS é uma rubrica dedicada à
apresentação dos projetos que a
SPMS, EPE está a desenvolver na
área das Tecnologias de Informação
e Comunicação (TIC). De entre as
mais de quatro dezenas de projetos
em progresso, escolhemos a PDS -
Plataforma de Dados da Saúde para
esta edição.
PDS - Plataforma de Dados da
Saúde
A Plataforma de Dados da Saúde (PDS) é uma plataforma web, que disponibiliza um sistema central de registo e partilha de informação clínica de acordo com os requisitos da Comissão Nacional de Proteção de Dados.
InSPMS
A plataforma permite o acesso a informação dos cidadãos que tenham número de utente do Serviço Nacional de Saúde (SNS), aos profissionais de saúde em diversos pontos do SNS (hospitais, urgências, cuidados primários, rede nacional de cuidados continuados), sem os deslocar do local seguro onde agora estão guardados. Este acesso pode ser auditado e gerido pelo próprio utente através do Portal do Utente.
Linhas gerais
A Plataforma de Dados de Saúde é um sistema de partilha de dados de saúde, que permite que a mesma informação seja fragmentada e enviada aos diferentes agentes da prestação de cuidados (utentes, profissionais do SNS e de fora do SNS).
Os dados são acedidos através de PORTAIS específicos, seguros e contextualizados, a partir das instituições locais onde permanecem guardados, criando um repositório de informação clínica
anonimizada no âmbito da Direção-Geral da Saúde para os fins de saúde pública consignados na missão desta autoridade.
PDS Team
CoCoordenadores Prof. Henrique Martins / Diogo Reis Gestor de projeto Diogo Reis
Equipa de desenvolvimento: Vítor Matias, Paulo Sá, Daniel Cibrão, Álvaro Rebuge
Comunicação: Olga Silva.
CAPS – CATÁLOGO DE APROVISIONAMENTO PÚBLICO DA SAÚDE
CAPS – CATÁLOGO DE APROVISIONAMENTO PÚBLICO DA SAÚDE (cont.)
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