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PROCESSO Nº TST-RR A C Ó R D Ã O 3ª Turma GMAAB/lt/ct/smf/LSB

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Academic year: 2021

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(1)Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho. A C Ó R D Ã O 3ª Turma GMAAB/lt/ct/smf/LSB RECURSO DE REVISTA. ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. VIGILANTE. ART. 193, CAPUT E II, DA CLT. LEI Nº 12.740/2012. PROVA TÉCNICA. DESNECESSIDADE. Nos termos do caput do art. 193 da CLT, para a caracterização de uma atividade ou operação como perigosa, é indispensável a previsão em regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Embora a Lei nº 12.740/2012 tenha introduzido o inciso II ao art. 193 da CLT, reputando como atividade perigosa a exposição permanente do trabalhador a "roubos ou outras espécies de violência física nas atividades profissionais de segurança pessoal ou patrimonial", o adicional de periculosidade somente é devido a partir da regulamentação pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Assim, uma vez que há a previsão em lei da atividade do vigilante, o qual exerce atividade perigosa, estando exposto, de forma permanente, a roubos ou outras espécies de violência física nas atividades profissionais de segurança pessoal ou patrimonial, torna-se desnecessária a produção de prova técnica para atestar a periculosidade, nos termos do artigo 195, §2º, da CLT. No caso, o Regional deixou textualmente registrado que, a despeito de o reclamante executar a função de vigilante, é certo que o art. 195 da CLT impõe a necessidade de realização de prova pericial para a apuração da periculosidade. Ora, é desnecessária a produção de prova técnica para deferimento do adicional de periculosidade ao empregado vigilante, porquanto decorre da aplicação do art. 193, II, da Consolidação das Leis do Trabalho, com redação conferida pela Firmado por assinatura digital em 05/08/2020 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho, conforme MP 2.200-2/2001, que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.. Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.tst.jus.br/validador sob código 1003CD34134F27C720.. PROCESSO Nº TST-RR-2882-54.2014.5.02.0036.

(2) Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho. PROCESSO Nº TST-RR-2882-54.2014.5.02.0036 Lei nº 12.740/2012. Ressalte-se que no caso dos autos fica ainda mais latente a prescindibilidade da perícia, pois o reclamante laborava como vigilante em empresa de transporte de valores, que também prestava serviços para bancos, tornando incontroverso o risco a que estava exposto. Recurso de revista conhecido por divergência jurisprudencial e provido.. Vistos, relatados e discutidos estes autos de Recurso de Revista n° TST-RR-2882-54.2014.5.02.0036, em que é Recorrente JOSÉ NILTON PEREIRA DA SILVA e são Recorridos BANCO BRADESCO S.A., BANCO SANTANDER (BRASIL) S.A. e RRJ TRANSPORTE DE VALORES SEGURANÇA E VIGILÂNCIA LTDA.. O e. Tribunal Regional do Trabalho deu provimento parcial aos recursos dos bancos reclamados, para afastar a responsabilidade solidária da segunda e terceira reclamadas, atribuindo-lhes responsabilidade subsidiária, bem como excluir da condenação o adicional de periculosidade e reflexos. O reclamante interpôs recurso de revista, o qual foi admitido nos termos do despacho proferido. Não foram apresentadas contrarrazões. Não houve manifestação do Ministério Público do Trabalho. É o relatório. V O T O 1 – CONHECIMENTO O recurso de revista é tempestivo e está subscrito por advogado habilitado. Isento o preparo.. Firmado por assinatura digital em 05/08/2020 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho, conforme MP 2.200-2/2001, que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.. Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.tst.jus.br/validador sob código 1003CD34134F27C720.. fls.2.

(3) fls.3. PROCESSO Nº TST-RR-2882-54.2014.5.02.0036 1.1 – ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. VIGILANTE. PROVA TÉCNICA. DESNECESSIDADE Alega o reclamante, em síntese, a desnecessidade de realização de perícia técnica para a configuração do direito ao adicional de periculosidade. Indica violação do artigo 193, II, da CLT e divergência jurisprudencial. Transcreve nas razões do recurso de revista o seguinte trecho do TRT: ADICIONAL DE PERICULOSIDADE A despeito de o reclamante executar a função de vigilante, é certo que o art. 195 da CLT impõe a necessidade de realização de prova pericial para a apuração da periculosidade. No caso em exame, a prova técnica não for realizada, aliás, nem sequer foi requerida pela parte autora, o que conduz à improcedência do pedido. Nesse sentido é o entendimento do C. TST: ADICIONAL DE PERICULOSIDADE - CARACTERIZAÇÃO NECESSIDADE DE PERÍCIA. A Eg. SDI já consolidou entendimento no sentido de ser obrigatória e indispensável a realização de perícia para caracterização e deferimento do adicional de periculosidade, conforme dispõe o art. 195. § 2°, da CLT, que exige perícia para constatação do labor em condições de trabalho insalubre ou perigoso. Recurso conhecido e provido. (RR - 509685- 20.1998.5.08..555 5 Relator Ministro: Valdir Righetto, Data de Julgamento: 23/06/1999, 2ª Turma, Data de Publicação: DJ 06/08/1999) Dou provimento, para excluir da condenação o adicional de periculosidade e reflexos. Ao exame. O aresto colacionado às págs. 528/530 autoriza o conhecimento do recurso, na medida em que consagra a tese de que no caso dos vigilantes, a partir da mudança na legislação (artigo 193, II, da CLT), a produção da prova pericial se torna desnecessária para fins de deferimento do adicional de periculosidade. Conheço do recurso, por divergência jurisprudencial. Firmado por assinatura digital em 05/08/2020 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho, conforme MP 2.200-2/2001, que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.. Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.tst.jus.br/validador sob código 1003CD34134F27C720.. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho.

(4) Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho. PROCESSO Nº TST-RR-2882-54.2014.5.02.0036. 2 – MÉRITO 2.1 - ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. VIGILANTE. PROVA TÉCNICA. DESNECESSIDADE Centra-se a controvérsia sobre a necessidade ou não de produção de prova técnica para o deferimento do adicional de periculosidade no caso de vigilante. Nos termos do caput do art. 193 da CLT, para a caracterização de uma atividade ou operação como perigosa é indispensável a previsão em regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Assim, embora a Lei nº 12.740/2012 tenha introduzido o inciso II ao art. 193 da CLT, reputando como atividade perigosa a exposição permanente do trabalhador a "roubos ou outras espécies de violência física nas atividades profissionais de segurança pessoal ou patrimonial", o adicional de periculosidade somente é devido a partir da regulamentação pelo Ministério do Trabalho e Emprego. A matéria foi regulamentada pelo MTE na Norma Regulamentar nº 16 da Portaria nº 3.214/1978, conforme Anexo 3 , incluído pelo Portaria nº 1.885/2013, a qual foi publicada em 3/12/2013. Dessa forma, o adicional de periculosidade assegurado ao vigilante que labora exposto a roubos ou outras espécies de violência física nas atividades profissionais de segurança pessoal ou patrimonial somente é devido a partir de 3/12/2013, data da publicação da Portaria nº 1.885/2013 do MTE, que regulamentou o art. 193, II, da CLT. Ora, uma vez que há a previsão em lei da atividade do vigilante, o qual exerce atividade perigosa, estando exposto, de forma permanente, a roubos ou outras espécies de violência física nas atividades profissionais de segurança pessoal ou patrimonial, torna-se desnecessária a produção de prova técnica para atestar a periculosidade, nos termos do artigo 195, §2º, da CLT. No caso, o Regional deixou textualmente registrado que, a despeito de o reclamante executar a função de vigilante, é certo Firmado por assinatura digital em 05/08/2020 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho, conforme MP 2.200-2/2001, que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.. Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.tst.jus.br/validador sob código 1003CD34134F27C720.. fls.4.

(5) fls.5. PROCESSO Nº TST-RR-2882-54.2014.5.02.0036 que o art. 195 da CLT impõe a necessidade de realização de prova pericial para a apuração da periculosidade. Ora, é desnecessária a produção de prova técnica no caso de o adicional de periculosidade deferido ao empregado vigilante, porquanto decorre da aplicação do art. 193, II, da Consolidação das Leis do Trabalho, com redação conferida pela Lei nº 12.740/2012, que instituiu o adicional para os empregados que exercem atividade profissional de segurança pessoal ou patrimonial. Nesse sentido são os seguintes julgados: RECURSO DE REVISTA INTERPOSTO EM FACE DE DECISÃO PUBLICADA NA VIGÊNGIA DA LEI 13.015/2014. (...) ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. VIGILANTE. ART. 195, § 2º, DA CLT. VIOLAÇÃO NÃO CONFIGURADA. Delimitado pelo eg. Tribunal Regional que o serviço de vigilância foi contratado "para evitar roubos ou outras espécies de violência física", não há se falar em necessidade de perícia, nos termos do art. 195, § 2º, da CLT, posto que o art. 193, II, da Consolidação das Leis do Trabalho, com redação conferida pela Lei nº 12.740/2012, instituiu o adicional de periculosidade para os empregados que exercem atividade profissional de segurança pessoal ou patrimonial, caso do reclamante. Recurso de revista não conhecido. (...). (RR - 438-72.2013.5.09.0041 , Relator Ministro: Aloysio Corrêa da Veiga, Data de Julgamento: 18/03/2015, 6ª Turma, Data de Publicação: DEJT 20/03/2015) RECURSO DE REVISTA INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DA LEI 13.015/14. (...) ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. VIGILANTE. ART. 193, CAPUT E II, DA CLT. LEI Nº 12.740/2012. EFEITOS PECUNIÁRIOS A PARTIR DA REGULAMENTAÇÃO. PORTARIA Nº 1.885/2013 DO MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO. Nos termos do caput do art. 193 da CLT, para a caracterização de uma atividade ou operação como perigosa, é indispensável a previsão em regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Assim, embora a Lei nº 12.740/2012 tenha introduzido o inciso II ao art. 193 da CLT, reputando como atividade perigosa a exposição permanente do trabalhador a "roubos ou outras espécies de violência física nas atividades profissionais de Firmado por assinatura digital em 05/08/2020 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho, conforme MP 2.200-2/2001, que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.. Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.tst.jus.br/validador sob código 1003CD34134F27C720.. Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho.

(6) Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho. PROCESSO Nº TST-RR-2882-54.2014.5.02.0036 segurança pessoal ou patrimonial", o adicional de periculosidade somente é devido a partir da regulamentação pelo Ministério do Trabalho e Emprego. A matéria foi regulamentada pelo MTE na Norma Regulamentar nº 16 da Portaria nº 3.214/1978, conforme Anexo 3 , incluído pela Portaria nº 1.885/2013, a qual foi publicada em 3/12/2013. Portanto, o adicional de periculosidade assegurado ao vigilante que labora exposto a roubos ou outras espécies de violência física nas atividades profissionais de segurança pessoal ou patrimonial somente é devido a partir de 3/12/2013, data da publicação da Portaria nº 1.885/2013 do MTE, que regulamentou o art. 193, II, da CLT. No caso em exame, o reclamante, na condição de vigilante, trabalhou exposto ao risco de roubos ou outras espécies de violência física nas atividades profissionais de segurança pessoal e patrimonial, sendo-lhe devido o adicional de periculosidade, na forma do art. 193, II, da CLT, todavia, apenas a partir de 3/12/2013, data em que foi publicada a Portaria nº 1.885/2013 do MTE. Recurso de revista conhecido por violação do artigo 193, II, da CLT. CONCLUSÃO: Recurso de revista parcialmente conhecido por violação do artigo 193, II, da CLT e provido. (RR - 10384-07.2014.5.15.0093 , Relator Ministro: Alexandre de Souza Agra Belmonte, Data de Julgamento: 19/09/2018, 3ª Turma, Data de Publicação: DEJT 21/09/2018) No caso dos autos fica ainda mais latente a prescindibilidade da perícia, pois o reclamante laborava como vigilante em empresa de transporte de valores, que também prestava serviços para bancos, tornando incontroverso o risco a que estava exposto. Ante o exposto, dou provimento ao recurso de revista para restabelecer a sentença que deferiu o pleito de adicional de periculosidade e reflexos a partir de 3/12/2013. ISTO POSTO ACORDAM os Ministros da Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho, por unanimidade, conhecer do recurso de revista por divergência jurisprudencial, e, no mérito, dar-lhe provimento para restabelecer a sentença que deferiu o pleito de adicional de periculosidade e reflexos a partir de 3/12/2013. Firmado por assinatura digital em 05/08/2020 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho, conforme MP 2.200-2/2001, que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.. Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.tst.jus.br/validador sob código 1003CD34134F27C720.. fls.6.

(7) Poder Judiciário Justiça do Trabalho Tribunal Superior do Trabalho. PROCESSO Nº TST-RR-2882-54.2014.5.02.0036. Brasília, 5 de agosto de 2020. Firmado por assinatura digital (MP 2.200-2/2001). ALEXANDRE AGRA BELMONTE Ministro Relator. Firmado por assinatura digital em 05/08/2020 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho, conforme MP 2.200-2/2001, que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.. Este documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.tst.jus.br/validador sob código 1003CD34134F27C720.. fls.7.

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