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Rev. bras. ter. intensiva vol.28 número3

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Academic year: 2018

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Rev Bras Ter Intensiva. 2016;28(3):354-355

Resposta para: Fatores na admissão à unidade

de terapia intensiva associados à readmissão em

pacientes onco-hematológicos graves: estudo

retrospectivo de coorte

RESPOSTA DOS AUTORES

Queremos agradecer o interesse por nosso estudo, que discutiu fato-res pfato-resentes quando da admissão à unidade de terapia intensiva (UTI) que se associaram a posterior readmissão à UTI, em uma coorte de pacientes onco-hematológicos.(1) Aydoğdu e Esquinas corretamente apontam que a

exclu-siva avaliação de fatores relacionados ao momento de admissão à UTI limitou nossa análise. Lamentavelmente, avaliamos uma base de dados administrativos, na qual apenas constavam informações isiológicas relacionadas às primeiras 24 horas de permanência na UTI (relacionados ao cálculo de escores prognósticos), sem dispor de informações referentes ao momento da alta da UTI. Isto segura-mente é uma limitação, conforme previasegura-mente mencionado em nosso artigo. Compartilhamos a impressão de que os dados referentes à alta da UTI pode-riam possibilitar uma melhor discriminação de futuros eventos (como óbito ou readmissão). Na verdade, estamos atualmente conduzindo este estudo em nossa unidade, cujos resultados esperamos logo ter em mãos. No entanto, precisamos também salientar que Hosein et al.(2) recentemente publicaram uma revisão

sistemática de ferramentas (que incluem o escore Stability and Workload Index for Transfer - SWIFT)(3) em uma tentativa de prever a ocorrência de readmissões

após alta da UTI. Uma de suas principais conclusões é que, embora tenham sido publicados muitos escores, nenhum deles demonstrou claramente melho-rar os desfechos clínicos.(2)

Finalmente, para esclarecer algumas questões, consideramos “ventilação me-cânica” apenas o uso de ventilação mecânica invasiva. Nossa base de dados não contém informações a respeito de eventos relacionados a infecções por agentes oportunistas. A duração mediana da primeira estada na UTI no grupo sem readmissão foi de 2 (1 - 3) dias em comparação a 3 (2 - 5) dias no grupo com readmissões (p < 0,001 com uso do teste de Mann-Whitney). A inclusão deste fator independente em nosso modelo logístico não modiicou nossos resultados.

Cinthia Mendes Rodrigues, Ellen Maria Campos Pires, Jorge Patrick Oliveira Feliciano e Jose Mauro Vieira Jr. Instituto de Ensino e Pesquisa, Hospital Sírio-Libanês - São Paulo (SP).

Leandro Utino Taniguchi Instituto de Ensino e Pesquisa, Hospital Sírio-Libanês - São Paulo (SP) e Disciplina de Emergências Clínicas, Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo, São Paulo (SP).

Reply to: Admission factors associated with intensive care unit

readmission in critically ill oncohematological patients: a

retrospective cohort study

(2)

Resposta para: Fatores na admissão à unidade de terapia intensiva associados à readmissão em pacientes onco-hematológicos graves 355

Rev Bras Ter Intensiva. 2016;28(3):354-355 REFERÊNCIAS

1. Rodrigues CM, Pires EM, Feliciano JP, Vieira Jr JM, Taniguchi LU. Admission factors associated with intensive care unit readmission in critically ill oncohematological patients: a retrospective cohort study. Rev Bras Ter Intensiva. 2016;28(1):33-9.

2. Hosein FS, Bobrovitz N, Berthelot S, Zygun D, Ghali WA, Stelfox HT. A systematic review of tools for predicting severe adverse events following patient discharge from intensive care units. Crit Care. 2013;17(3):R102. 3. Gajic O, Malinchoc M, Comfere TB, Harris MR, Achouiti A, Yilmaz M, et

Referências

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