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Rev. adm. empres. vol.23 número1

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Academic year: 2018

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(1)

· Castoriadis, Cornelius.\

A ·

insti-

·

tuição imaginár_ia 'da sociedade.

' São Paulo, Pai. e. Terra, 1982.

418

p.

' ' ;

"Anúncia-se uma nova ética . ; . nâ"o pelo caminho do medo, mas sim pelo do

de-seja."

. . (Jacques Lacan) i

Na paisagem histórica · que fixa nossas idas e vindas, o encontro com o marxismo é inevitável para quem se preocupa com a soCiedade enquanto problema. Todavia, · falar ' de marxis-r:no エッイョッオセウ・@ difícil, na · medida em que é -preciso saber de que marxismo

se

fala. Essa dificuldade se tornou · ainda maior desde qu'e o marxismo se tornou uma ideqlogia- no sentido que Marx _ dava a esse termo, isto é,

de um conjunto de idéias que se refe-re a uma refe-realidade não para esclarefe-re- esclare-cê-la e transformá-la, mas para en,co-bri-la e justificá-la, de modo a permi-ti r que -セウ⦅ M pessoas digam uma 」ッゥセ。@

e faça_m -'--outra.1 ,

Será que .. toda teoria revoíuci oná-ria precisa ・クー・イゥュ・セf。イ@ essa trajetó-ria? Boa parte do texto de Castoria-dis procura responder ·a esta questão·. ·E, o faz a partir da idéia de que a

·dis-cussão sobre a relaçã<? do projeto revolucionário com a realidade deve ser --· deslocada da questão da

ir:telutabili-dade histórica do socialismo ou do não-socialismo, para a questão da possibi I idade efet]V? de tránsfornação ·soc-ial.

O capitalismo engendrou セ@ oposição entre direoposição e execuoposição,· de mo -do não independente da'relaçã'o entre capital e trabalho que a fundamenta.

- 0 / capitalismo vive de ·heterogestão.

Oüalquer discussão sobre-a ーッウウゥ「ゥャゥセ ᄋ@

dade de transformação passa·, portan-to, pela questão da autogestão, e , essa por· sua vez, passa pela questão

instituinte e da autonomia. · 'como afiriTla Castoriadis, "a histó· -ria · fe.z nascer. um .projeto; esse ーイッェ・セ@ to nós o fazemos _ nosso, pois nele re-I con.hece .. mos nossas- mafs -profundas

asp'iraçê5es,

e

pensamos que ele ·é

pos-ウ■カ・ャ セ M Estamos aqui neste exato lugar

do espaço e do tempo, entre e$tes セッュ・ョウL@ ne.ste horizonte , Saber q!-Je este horizonte não -é o único poss.íve.l

Resenha bibliográfica

- .--, . . , , . I

não o impede de' sér o !'lOSSO, aquele· Castoriaais, Corne_lius.

Diante

que ·dá forma a nossa - paisa·gem - d.e: .

da guerra.

São

Pau

lo,

·srasilién-exi.stênc;ia." · · se,

1982.

\v.

1, 27.5

_p. ·

--Autonom;a, -desejo, instituirite, organização são, assim, as· pahwras-chave de um ·velho ·e novo projeto,

」セェ。@ utopia, no sentido ·de

impossi_-. bilidade, não cabe mais impossi_-.seriamente na

ᅮセ「・￧。@ de ョゥョァオ←セL@ a Mセ ̄ッ@ ser nas

da-quelas que vivem do poder, do

insti-tuído. · O

Fernando CláudioPrestes Motta

-1

Professor titular no Departamento de Administração Geral e Recursos .

· H imi.anos {ADM ),t da EAESP /FGV

"E: este Estado de direito, o

· Estad0 da lei por exceh!ncia, que

detém, ao contrário dos Estado·s

pré-capitalistas, o. mánopólio da

violência

e

do terror supremo; o ' ·monqpólio da guerra."

(Nicos Poulantzas)

Cornelius Castoriadis, ,Pierre Cha-Íieu e ·Paul. Garden· são a mesma pes-soa, em fases 、ゥヲ・セ・ョエ・ウ@ da · mesma · denúncia, a denúncia de uma ilusão e, ao mesmo tempo, a denúncia de -uma opressão. Ultrapassados os limi-tes ao pensamento ' trotskista, era preciso ·organizar a crítica do próprio trotskismo e da dominaç::lo burocrá-tica · estabelécida na União Sovi-éburocrá-tica. Foi precisamente para istb que, com Claude l・ヲッイエセ@ ésse grego que

produ--ziu principalmente na ·· Fri:tnça criou ·

o

grupo Socialismo ou Barbárie. Muita coisa importante foi prod_u-zida e o grupo e セ。@ revista acabaram. Castoriadis, entretanto, nunc,a parou. A partir . do famoso texto As relações

de produção· na Rú.r .. セN@ prosseguiu

sempre.

Nessa

traj_etór. ,, o i·deal de uma sociedade 。オエ・ョセゥ」。ュ・ョエ・@ ウ。」ゥ。セ@

lista jam.ais 、・ウ。ー。イセ」・オN@ A descrença no regime soviético, ーッイ←セ[@ só çres-ceu.

Em ' Diante da guerra, Castoriadis

não ·está preocupado com uma guer-ra ql!e estouguer-raguer-ra amanhã, depois de amanhã;· ou daqui a

20

ànos. Preocu- · pa-se, jsto sim, com a guerra que '--es-tá presente em tcda a teia de relações internacionais e nacionais. no cotidia-no daS p0l íÜCaS, daS prátiCaS e dOS I

discursos. セイ・Mッ」オー。Mウセ@ com' o pode-. rio pode-. crescente pode-. da União Soviética,

que prefe_re chamar · de Rússia, ,e

corn as cO'ndições àltamente

fàvorá-: veis c\ manutenção

e

。ューャゥ。セ ̄ッ@ des

-se poderio.

,-Realmente, não _importa discutir, · quem é o grande vilão, .se. os· eセエ。、HIウ M⦅@

Unidos ou a União Soviética. In-. te·ressa, isso ウゥセL [@ verificar qüe,

en-quanto a última se expaQde, os .- pri-meiros se retraem, por motiv'os M。「セッᆳ ャオQ。ュ・ョセ・@ lógicos e racionais.

Referências

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