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Protocolo de Avaliação Miofuncional Orofacial

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Academic year: 2021

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Marchesan IQ. Protocolo de Avaliação Miofuncional Orofacial. In: Krakauer HL. Francesco R. Marchesan IQ. (Org.). Respiração Oral. Coleção CEFAC. São José dos Campos. Ed. Pulso. 2003. p.55-79

Protocolo de Avaliação Miofuncional Orofacial

Dra. Irene Queiroz Marchesan

Diretora do CEFAC – Centro de Especialização em Fonoaudiologia Clínica Titulação: Doutor em Educação pela UNICAMP Universidade de Campinas Endereço: Rua Cayowaá, 664 CEP 05018-000 São Paulo – SP Brasil. Telefone: 55- 11 – 36751677

E-mail: [email protected] www.cefac.br

Os fonoaudiólogos, no Brasil, nem sempre usaram protocolos para realizar as suas avaliações. A necessidade do uso de protocolos foi aos poucos se tornando clara em todas as áreas de conhecimento da Fonoaudiologia. No decorrer do tempo, alguns profissionais perceberam a importância que seria usar, e mesmo criar, protocolos específicos para que pudessem obter parâmetros e registros mais confiáveis.

Algumas áreas da Fonoaudiologia, mais que outras, desenvolveram formas de avaliação mais objetivas e sistematizadas e procuraram validá-las na forma de protocolos.

Mas afinal, o que seria um protocolo de avaliação? Buscando a palavra “protocolo” no dicionário Houaiss(1) podemos entender exatamente a que ela se refere, e também verificar que existe mais do que um significado.

Definição da palavra “protocolo” encontrada no dicionário Houaiss(1) (p.2318): substantivo masculino

1 selo que os antigos romanos punham nos registros dos atos públicos 2 ata, registro de atos oficiais

2.1 na Idade Média, registro dos atos públicos 2.2 registro das audiências nos tribunais

2.3 registro de uma conferência internacional ou negociação diplomática

2.4 livro de registro da correspondência oficial de uma empresa, universidade, repartição pública, etc.

Ex: registrar o requerimento no protocolo 3 Derivação: por metonímia. Regionalismo: Brasil.

cartão ou recibo em que o protocolador anota a data e o número de ordem com que foi registrado no livro de protocolo um processo ou requerimento

4 Derivação: por extensão de sentido. Regionalismo: Brasil.

a seção onde trabalha o protocolador

Ex: fazer passar um requerimento pelo protocolo

5 conjunto de normas reguladoras de atos públicos, especialmente nos altos escalões do governo e na diplomacia; cerimonial

6 Derivação: por extensão de sentido.

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Ex: quebrar o protocolo

7 acordo entre duas ou mais nações, menos importante que o tratado ou a convenção 8 versão preliminar de um acordo entre países

Ex: protocolo de intenções

Podemos notar que, desde os tempos dos romanos, e da idade média, já havia a necessidade de registrar ações. Observamos, ainda, que não há uma definição exata para “protocolo de avaliação”, tal qual comumente usamos. Talvez, por aproximação, pudéssemos dizer que seria o “registro” daquilo que estamos ouvindo, vendo ou sentindo, ou seja, examinando, durante a nossa avaliação. Poderíamos dizer, além disso, que protocolo seria algo que segue normas rígidas de procedimentos.

Verificamos também a etimologia da palavra protocolo no Houaiss(1) (p.2318):

lat.medv. protocollum (945) 'protocolo de notário público, (1166) ato original, (sXIV) registro de chancelaria', pelo fr. protocole (1330 sob a f. prothocole) 'registro autêntico, (1655) a primeira nota, caderno ou registro, ou seja, o resumo e o sumário que os notários chamam sumptum, (1823) processo verbal autêntico das deliberações de uma conferência, (1859, no snt. protocole

diplomatique 'protocolo diplomático') regras do cerimonial a serem seguidas nas relações

políticas oficiais entre Estados e também entre ministros', emprt. ao lat.medv. protocollum < gr.tar. prótókollon 'primeira colagem de cartas que trazem diversas indicações que as autenticam', formado de prôtos 'primeiro' + kólla 'goma, donde cola'; ver prot(o)- e col(a/o)-; f.hist. 1712

portacolo, 1720 protocollo, 1836 protocolo

Registros, notas, resumo, sumário são as palavras contidas no parágrafo anterior. Registrar, tomar nota de tudo o que se vê na avaliação, para que se possa comparar com outros casos e com o próprio caso após a terapia, por exemplo, é de fato essencial. Criar protocolos preenche-los regularmente, e compará-los entre si, nos permite predizer. Como seria se a cada vez que estivéssemos vendo um problema ele não nos dissesse nada? Como poderíamos fazer inferências, se não aprendêssemos a observar os fatos que se repetem? Conseqüentemente, não conseguiríamos, também, ver as soluções que podem, eventualmente, ser as mesmas para fatos iguais, embora em clientes diferentes.

Claro que não estou preconizando avaliações, ou mesmo terapias, sem entendimento adequado e preciso do caso. Ou seja, por exemplo, a aplicação de mesmas técnicas em diferentes sujeitos, sem nenhuma ponderação se estas técnicas são ou não adequadas para cada caso.

De qualquer forma, não há como negar que alguns eventos se repetem e que algumas técnicas já aprendidas e utilizadas, podem e devem ser reutilizadas, sabendo-se de antemão o resultado da aplicação das mesmas. Podemos até dizer, durante a avaliação, que determinado caso será resolvido e outro não será. Para que isto aconteça, os protocolos e a observação do conjunto de dados dos que eles contêm, são fundamentais. É a observação acurada do conjunto de dados, mais a visão da inter-relação entre os fatos encontrados, que nos permite esta reflexão e generalização sobre o que foi visto em cada caso.

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informações gerais e específicas, mas quem vai articulá-las, fazendo com que as mesmas tenham sentido, é o clínico que deve aprender a interpretar os dados colhidos.

Consultando o Dicionário Médico Ilustrado Dorland(2) observamos que “protocolo”, para este autor, “é um plano explícito, detalhado de uma experiência, procedimento, exame ou teste” (p.1432). Já para Stedman(3), “protocolo é o plano exato e detalhado para o estudo de um problema biomédico ou para um esquema terapêutico” (p.1060).

Como podemos perceber, ambos falam em “plano exato e detalhado”, seja para exames, seja para procedimentos terapêuticos. Fica clara, novamente, a importância do registro para que possamos obter procedimentos confiáveis e de fácil aplicação no uso clínico. Os protocolos nos permitem fazer relações entre os fatos, nos permitem tomar atitudes pensadas a partir de episódios que se repetem. Eles também nos autorizam a dizer que determinado procedimento é melhor ou pior que outros.

Por alguma razão, alguns profissionais não usam e não gostam de protocolos. Entendo que o uso inadequado de protocolos possa ter levado estes profissionais a tal atitude. O que seria um mau uso de um protocolo? Seria usar instrumentos deste tipo de maneira automática, levando a atitudes robotizadas ou irrefletidas em relação ao caso avaliado. Nestas situações, de fato, o protocolo poderia ser algo não aconselhável, não porque ele em si é uma ferramenta inadequada, mas sim porque quem o usa não sabe seu verdadeiro significado.

Os dados coletados precisam ser integrados e interpretados. Por exemplo, anotar em um exame que o paciente é Classe II de Angle, que tem o palato ogivado, a língua com a ponta baixa e o dorso alto, não é suficiente para uma verdadeira avaliação. Interpretar o que estes dados, em conjunto, podem significar é o que se espera de um bom clínico. Devemos considerar que, todas as vezes que registramos dados em um protocolo podemos, ao final do exame, encontrar uma configuração, ou determinadas regularidades, que nos levam a identificar certas categorias de problemas já conhecidos. Este fato, por si só, já justificaria o uso de um protocolo uma vez que a partir deste conhecimento prévio já poderíamos, na avaliação, estimar tempo de terapia e resultados de tratamento.

Outra razão que me ocorre para que alguns fonoaudiólogos não usem, e não recomendem o uso de protocolos, é o fato de ter havido, no passado, uma confusão entre o indivíduo que tem o problema e o problema em si. O que quero dizer é que cada ser humano é único e assim deve ser visto em toda e qualquer consulta. Cada pessoa tem suas peculiaridades e sua vida própria, uma história singular que não é comparável a de nenhum outro ser humano. Entretanto, apesar daquilo tudo que é típico de cada um de nós, isto não quer dizer que um de âmbito fonoaudiológico que alguém apresente não possa ser classificado e comparado com outros casos. O indivíduo é único, mas seu problema pode não ser.

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pode ser mais ou menos grave, óssea ou dentária, até mesmo com causas diferentes, mas continuará sempre sendo uma mordida aberta.

É louvável a preocupação de determinados profissionais em tentar preservar a individualidade do sujeito e vê-lo como o ser único que é, mas não podemos confundir este sujeito com sua doença que, em alguns casos, pode e deve ser classificada para ser mais bem compreendida e melhor tratada. O uso de protocolos, reconhecidamente, pode propiciar o alcance destes objetivos.

O fato é que, no passado, estes dois fatores, uso inadequado do instrumento, e dificuldade que alguns terapeutas tinham para ver o indivíduo, e não somente o problema em si, nos levaram a acreditar que usar protocolos era ruim. Acreditou-se que o melhor era avaliar sem protocolos para que a visão do paciente, enquanto sujeito, pudesse ser mais completa. O problema é que a ausência do uso de protocolos não levou ao que se pretendia, ou seja, a uma melhor interpretação dos dados. Pelo contrário, pudemos observar terapeutas totalmente confusos em relação ao que buscavam.

Podemos aprender o que é um protocolo, como usá-lo adequadamente, saber interpretar seus dados e também, ao mesmo tempo, ouvir o sujeito, o ser humano que está presente em nosso exame. Saber usar o instrumento adequadamente e saber ouvir o sujeito é uma arte que pode e deve ser desenvolvida por aqueles que querem ser clínicos na verdadeira acepção da palavra. Ouvir o cliente, e usar protocolos, não são ações excludentes, mas sim ações complementares.

Os fonoaudiólogos da área de Motricidade Oral (MO) também procuraram desenvolver parâmetros que lhes dessem a possibilidade de registrar os dados iniciais e confirmar as mudanças que ocorrem nos pacientes já tratados. Neste sentido, um mesmo protocolo, aplicado sempre da mesma maneira, em muitos indivíduos, nos dá muitas possibilidades, pois se torna um verdadeiro banco de dados. A partir dos dados coletados em protocolos podemos comparar o que foi registrado, criar hipóteses, prever o pode ser possível encontrar e, ainda, determinar com maior precisão, como deverá ser o caminho a ser percorrido na terapia.

Criar protocolos na área da motricidade oral tornou-se bastante complicado, uma vez que esta área de conhecimento se desmembrou em muitas outras. Na verdade, o que temos hoje são muitos fonoaudiólogos especialistas em MO trabalhando com especificidades desta área. Isto significa que um protocolo apenas não é, e nem seria suficiente, para dar conta de tudo o que existe na MO. Tem sido necessária a criação de muitos protocolos específicos para dar conta das diferentes demandas.

O protocolo abaixo descrito aplica-se a indivíduos com queixas de alterações de funções orofaciais. Nele, inicialmente buscamos a história do indivíduo e, em seguida procuramos coletar dados que consideramos pertinentes e fundamentais para a avaliação. Este protocolo reflete uma tentativa de reunir o máximo de informações que devem ser buscadas para uma adequada interpretação do problema.

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indivíduo nos procura. Em seguida, buscamos dados da história pregressa para terminamos pesquisando dados da história atual. Nesta parte do protocolo especialmente nos interessam dados sobre alimentação, saúde respiratória e sono, além de informações bastante específicas, e detalhadas, sobre a forma de respirar, mastigar, deglutir e falar.

No exame específico, vamos avaliar a postura do tronco, do pescoço e da cabeça. Além destes dados mais gerais, observamos a face para podermos descrever características de posicionamento dos olhos, bochechas, orelhas e boca, comparando os lados direito e esquerdo em termos de simetrias ou assimetrias. Tomar medidas da face, além da avaliação subjetiva, é essencial para que possamos ter parâmetros mais objetivos. Comparar partes moles e duras nos permitirá fazer inferências, mais adiante, sobre possíveis causas dos problemas que vão sendo encontrados, ou mesmo a respeito da queixa inicial. Em seguida, vamos avaliar, com detalhamento, as funções orofaciais relativas ao respirar, mastigar, deglutir e à forma de articular a fala. O exame termina com o diagnóstico fonoaudiológico e com as possíveis condutas a serem tomadas.

O protocolo abaixo é longo, mas nos permite obter um banco de dados bastante completo para posterior análise do caso em si. Permite, ainda, fazer comparações e estabelecer relações com outros casos semelhantes. Apesar do velho chavão de que cada caso é um caso, sempre existem semelhanças importantes de serem observadas dentre os casos com a mesma problemática.

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HISTÓRIA CLÍNICA

Data da Avaliação: ________________ A - Dados gerais:

Nome:_______________________________________________________________ Idade: ______anos e _____meses Data de nascimento: _______________________ Endereço: _______________________________________ N° _______ Apt______ Cidade: _________________Estado: ___________CEP __________ Telefones: (_____) ______________________________ e-mail: ___________________________________

Nome, especialidade e telefone de quem encaminhou: __________________________

_______________________________________________________________________ Nome, endereço e telefone do Ortodontista: __________________________________ ________________________________________________________________________ B - Queixa Principal:

mal posicionamento dos órgãos fonoarticulatórios

lábios respiração sucção mastigação deglutição fala outros Quais:_____________________________________________________________ Qual foi a razão do encaminhamento:_______________________________________ ________________________________________________________________________ C - Dados Pessoais:

Se estuda nome da escola e ano em que está: ________________________________ _______________________________________________________________________

Se trabalha, profissão, nome e telefone da firma: ______________________________ _______________________________________________________________________

Caso seja menor de idade:

Nome do pai e profissão: ______________________________________________

Nome da mãe e profissão: ______________________________________________

Nome e idade dos irmãos: ______________________________________________

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D - História Pregressa:

dados relevantes de gestação: _____________________________________________ _______________________________________________________________________

dados relevantes do parto: ________________________________________________ _______________________________________________________________________

dados da amamentação:

no seio: sim

mamadeira: não dados do desenvolvimento motor: normal _______________________________________________________________________ _______________________________________________________________________ dados do desenvolvimento intelectual: normal ________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________

dados de alimentação antes da idade atual:___________________________________ ________________________________________________________________________

doenças anteriores à esta idade:____________________________________________ ________________________________________________________________________

hábitos orais:

chupeta: não dedo: não range: sim outros, quais e até quando:__________________________________________ ________________________________________________________________________

tratamentos realizados anteriormente:

fonoaudiológico: quando: __________________ Por que: ________________ ortodôntico: quando: __________________ Por que: ____________________ otorrinolaringológico: quando: __________________ Por que: ____________ neurológico: quando: __________________ Por que: ____________________ homeopático: quando: __________________ Por que: ___________________ fisioterápico: quando: __________________ Por que: ___________________ psicológico: quando: __________________ Por que: ____________________ outros: quais, quando e por que _____________________________________ Para qualquer tratamento que tenha sido realizado anteriormente, anotar quando, durante quanto tempo e porque:

_______________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ E - História atual:

Dados de alimentação:

ainda toma mamadeira, quantas e o que contém: ______________________________ se alimenta mais de:

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come bem? O que mais freqüentemente:_______________________________ ________________________________________________________________________ mastigação: rápida: sim devagar: sim pouco: sim muito: sim bilateral: sim unilateral: sim boca fechada: sim boca aberta: sim boca entreaberta: sim com ruído: sim sobram resíduos: sim

Local dos resíduos: na lateral

bebe líquido durante as refeições: sim dor na ATM: sim

direita esquerda

desvio ao abrir a boca: sim estalo ao abrir a boca: sim deglutição:

com ruído: sim engasga: sim dor ao deglutir: sim apresenta refluxo: sim

tem escape anterior/baba: sim tem tosse/pigarro: sim

sono: agitado: sim ronco: sim ressona: sim baba: sim apnéia: sim

acorda com a boca seca: sim dorme de barriga para: baixo

apoia a mão sob o rosto para dormir: sim saúde respiratória:

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alergias: sim

de que tipo ____________________________________________ rinite: sim

sinusite: sim

dor de ouvido/secreção: sim pneumonias: sim

cirurgias realizadas: sim

quais: _________________________quando:_______________________ doenças atuais: __________________________________________________ _______________________________________________________________ medicamentos em uso atualmente:____________________________________ fala:

correta: sim

é bem entendido: sim

com salivação excessiva: sim articulação muito trancada: sim ceceio anterior: sim

ceceio lateral: sim

descreva o problema de fala:________________________________________ ________________________________________________________________________

escolaridade:

problemas? de que ordem? _________________________________________ _______________________________________________________________________ _______________________________________________________________________

destro

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Exame Clínico

Data do Exame: _____________________________ A - Dados gerais:

Nome:_______________________________________________________________ Idade: ______anos e _____meses Data de nascimento: _______________________ Endereço: _______________________________________ N° _______ Apt______ Cidade: _________________Estado: __________CEP ___________ Telefones: (_____) ______________________________ e-mail: ___________________________________

Nome, especialidade e telefone de quem encaminhou: __________________________

_______________________________________________________________________ Nome, endereço e telefone do Ortodontista: __________________________________

________________________________________________________________________

A - Corpo:

I - Observar de frente em pé sem apoio: cabeça em relação ao pescoço:

reta ombro:

mesma altura:

rotação anterior: D II - Observar de costas em pé sem apoio:

omoplata:

mesma altura:

escoliose: sim III - Observar de perfil em pé sem apoio:

lordose: sim sifose: sim cabeça anteriorizada em relação ao tórax: sim _____________________

IV - Observar a postura da cabeça com o indivíduo sentado: normal: inclinada: frente

V - Paciente sentado olhar por trás e por cima (craniocaudal) e verificar se existem assimetrias na face:

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B - Face: I - Olhos:

simétricos: sim

direito: maior que E direito: mais alto que E olhar: com brilho

medir com o paquímetro a distância do canto externo do olho até a comissura do lábio do mesmo lado: lado direito ___________mm lado esquerdo _____________mm

II - Nariz:

pequeno em relação ao rosto: sim narinas simétricas:

com asas desenvolvidas: descrever:___________________________________________________________ ângulo nasolabial:

90º

filtro: normal marcas de coceira constante no nariz: sim

desvio de septo: direita III - Orelhas:

mesma altura: sim IV - Lábios:

ocluídos

lábio superior: normal o lábio superior cobre os incisivos superiores: nada lábio inferior: normal

lábio superior comparar lado direito e esquerdo: simétricos descrever: _________________________________________________________

lábio inferior comparar lados direito e esquerdo: simétricos descrever: _________________________________________________________

comparar lábio superior e inferior com relação a espessura: proporcionais proporcionais

comissuras: mesma altura

cor dos lábios: normal lábios ressecados: sim

ângulo mentolabial (verificar de perfil):

normal frênulo do lábio:

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inferior: normal tônus lábio superior: normal tônus lábio inferior: normal mobilidade:

bico fechado: normal sorriso fechado: normal

se alterado descrever:______________________________________________________ bico aberto: normal

sorriso aberto: normal

se alterado descrever: _____________________________________________________ comissuras no sorriso fechado: mesma altura comissuras no sorriso aberto: mesma altura V - Bochechas:

normais marcas internas: D direita mais alta: sim

direita com maior volume: sim tônus direita: normal tônus esquerda: normal

capacidade de inflar direita: normal capacidade de inflar esquerda: normal capacidade de contrair direita: normal capacidade de contrair esquerda: normal VI – Músculo Mentual:

normal:

tônus do mentual: normal A alteração de mentual é por compensação:

do lábio inferior aberto: sim

de possível discrepância maxilo/mandibular horizontal: sim de possível aumento vertical do terço inferior da face: sim VII - Mandíbula:

postura de repouso mandibular: normal solicitar movimento sem contato dentário para:

direita: normal esquerda: normal protruir: normal lateraliza melhor para a: D

lateraliza com maior amplitude para: D solicitar lateralização com contato dentário:

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protrusão: normal lateraliza com contato dentário melhor para a: D

abrir e fechar:

normal mensurar a abertura máxima: __________ mm

mensurar boca aberta com a ponta da língua na papila: __________ mm masseter:

palpar: iguais solicitar apertamento:

ambos os lados contraem ao mesmo tempo sim D contrai primeiro:

D maior tamanho: temporal: solicitar apertamento dentário

mesma força

ambos os lados contraem ao mesmo tempo: sim D contrai primeiro:

VIII - Língua:

normal com marcas nas laterais: direita

com marcas no corpo da língua: sim frênulo: normal

posição habitual da língua: anteriorizada ponta da língua: alta

dorso da língua: alto

língua: simétrica com tremor: parada

com fibrilação (casos neurológicos): sim

tensão: normal

mobilidade:

protruir e verificar se o frênulo segura formando um “coração” na ponta: sim 4 pontos cardeais: normal

descrever as dificuldades: ____________________________________________ __________________________________________________________________ sugar: normal

olhar debaixo da língua e verificar a musculatura supra-hióidea: tônus: normal

IX – Tonsilas palatinas (amígdalas): presença

hipertróficas: D X - Palato:

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úvula: normal palato mole mobilidade (usar a x ã) : boa

palato mole funcionalidade: solicitar a repetição do /pa/ continuadamente e ocluir as narinas com os dedos. O som se mantém oral

palato mole: simétrico ___________________________

XI - Dentes:

dentição: decídua número de dentes:

hemiarcada superior D _____ hemiarcada superior E _______ hemiarcada inferior D ______ hemiarcada inferior E ________

presença de cárie: sim diastemas: sim estado de conservação: bom gengiva: normal

linha média dentária:

normal linha média óssea:

normal alteração de oclusão segundo Angle:

Classe I

Classe II Classe III

mordida aberta anterior: não mordida aberta posterior: D

mordida cruzada: não

mordida em topo: sim

sobremordida: sim

sobressaliência: não medir em mm _________

uso de próteses: não uso de aparatologia:

móvel: não fixa: não XII - Tipo Facial (análise clínica):

altura da face: mais para meso mensurar os terços da face:

superior:________ mm médio: _________mm inferior: ________mm tendendo a: Tipo I

se Tipo II:

por deficiência de mandíbula se Tipo III:

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C - Funções Orais: I - Respiração:

Observar durante todo o exame se é predominantemente: nasal

Registrar com o espelho de Glatzel: ao chegar:

ambas narinas com a mesma saída de ar após assoar:

ambas narinas com a mesma saída de ar II - Mastigação:

Utilizar pão francês: Solicitar ao paciente que morda o pão em cada uma das provas. 1ª Prova

Solicitar que coma de modo habitual. O entrevistador deve observar se mastiga: de boca aberta: sim

com amassamento da língua: sim

com movimentos exagerados da musculatura perioral: sim mais de um lado do que do outro: não

especificar o lado mais utilizado: D com dificuldade: sim

muito rápido: sim muito devagar: sim

mastiga muito pouco: sim

mastiga demais antes de engolir: sim tem dor durante a mastigação: sim

solicita líquidos durante a mastigação: sim utiliza os dedos para juntar o alimento: sim faz ruído na mastigação: sim

Perguntar ao paciente se foi fácil ou difícil mastigar, qual lado tem preferência e se ele notou alguma dificuldade.

________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ 2ª Prova

Solicitar que mastigue só à direita e observar se é: de boca aberta: sim

com amassamento da língua: sim

com movimentos exagerados da musculatura perioral: sim com dificuldade: sim

(16)

mastiga muito pouco: sim

mastiga demais antes de engolir: sim tem dor durante a mastigação: sim

solicita líquidos durante a mastigação: sim utiliza os dedos para juntar o alimento: sim faz ruído na mastigação: sim

Perguntar se foi fácil ou difícil, se o alimento tendia a ficar daquele lado ou a mudar e se notou alguma dificuldade.

________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ 3ª Prova

Solicitar que mastigue só à esquerda e observar se é: de boca aberta: sim

com amassamento da língua: sim

com movimentos exagerados da musculatura perioral: sim com dificuldade: sim

muito rápido: sim muito devagar: sim

mastiga muito pouco: sim

mastiga demais antes de engolir: sim tem dor durante a mastigação: sim

solicita líquidos durante a mastigação: sim utiliza os dedos para juntar o alimento: sim faz ruído na mastigação: sim

Perguntar se foi fácil ou difícil, se o alimento tendia a ficar daquele lado ou a mudar, e se notou alguma dificuldade.

________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ 4ª Prova

Solicitar que mastigue de forma habitual novamente. Esta prova será utilizada para verificar a deglutição.

III - Deglutição: 1ª Prova

A partir da segunda mastigação habitual observar se a deglutição foi: normal

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com boca aberta com dificuldade com engasgos

com interposição de lábio inferior com dor

se sobram alimentos após deglutir se apresentou tosse após deglutir 2ª Prova

Colocar água em um copo transparente e solicitar que o paciente beba a água normalmente como está acostumado. O entrevistador deve observar se a deglutição é:

normal

com projeção de língua anterior com contração de periorbicular com contração do mentual com movimento de cabeça com ruído

com dificuldade com engasgos

com interposição de lábio inferior com dor

se apresentou tosse após deglutir

se coloca muita água na boca de uma vez se toma direto 3ª Prova

Solicitar que o paciente coloque água na boca mantendo-a até que o terapeuta solicite que engula. O entrevistador deve observar se a deglutição é:

normal

com projeção de língua

com contração de periorbicular com contração de mentual com movimento de cabeça com ruído

com boca aberta com dificuldade com engasgos

com interposição de lábio inferior com dor

se apresentou tosse após deglutir

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Perguntar qual é normalmente a posição da língua dele ao deglutir: no soalho

no arco superior com a língua entre os dentes

não tem idéia IV - Fala:

Normal

Observar a fala espontânea e classificar as alterações em:

omissões: ____________________________________________________ substituições: _________________________________________________ distorções: ___________________________________________________ imprecisões: __________________________________________________

Usando figuras temáticas, figuras simples, listas de palavras, repetição ou leitura observar:

omissões: ____________________________________________________ substituições: _________________________________________________ distorções: ___________________________________________________ imprecisões: _________________________________________________

Pedir para repetir todos os fonemas, dando o modelo, e anotar os que não consegue ou distorce:_________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ Durante a fala observar:

presença de baba: sim

excesso de salivação: sim se a articulação é muito trancada: sim

se existem movimentos exagerados de mandíbula: sim desvio de mandíbula: D

se existem movimentos exagerados de lábios: sim

se a língua fica posicionada em baixo a maior parte do tempo: sim se fala muito baixo: sim

se fala muito rápido: sim se existem problemas de voz: sim

se existem problemas de linguagem: sim

se há distorção nos sibilantes: descrever__________________________________

_____________________________________________________________

Outras observações:_______________________________________________________ _______________________________________________________________________

_____________________________________________________________

(19)

Hipótese Diagnóstica Fonoaudiológica: _______________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ Prognóstico: ____________________________________________________________ _______________________________________________________________________ Exames Solicitados: _______________________________________________________ ________________________________________________________________________ Encaminhamentos: ________________________________________________________ ________________________________________________________________________ Dados coletados de exames recebidos de outros profissionais: ______________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ Melhores dias e horários para a terapia:

________________________________________ Foram realizadas fotos? sim

Quais___________________________________________________________________ Foi realizada filmagem? sim

Plano Terapêutico: ________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ Orientações: _____________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ Fonoaudiólogo que realizou a avaliação: _______________________________________

(20)

1. Houaiss dicionário da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva; 2001. Protocolo; p. 2318

2. Dorland dicionário médico ilustrado 28ª ed. São Paulo: Manole; 1999. Protocolo; p. 1432

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