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Evolução do tratamento da eclâmpsia.

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› .

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA ` UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA

DEPARTAMENTO MATERNO - INFANTIL

EVOLUÇÃQ Do T1=um›_1~1:E1\1frQ né; IECLÃMPSIA

(2)

Nossos agradecimentos em especial ao prof. Dr. Walmor Garcia

por seu interesse e solicitude na orientação do presente tra

balho. Esperamos que nossos esforços tenham trazido alguma

contribuição científica, e que sirva de estímulo para a_re À

alização de futuros trabalhos sobre o referido tema. _ '

Ddo, Ademir da Silva Raupp _ ‹

Ddo. Dilton Cardoso.

Ddo. Jair Braulio Lopes» '

'

.F1orianÕpolis, 18 de novembro .Í de 1977

_ I

(3)

..._.__._..._ J - oi . I ; INragpgg§g= f V - " f

Quem pela primeira vez empregou o termo›

eclãmpsia Ç do grego eclampsis, quer dizer, lampejo súbito)

foi VARÀNDEUS ( 1619 ) e depois SAUVAGE ( 1763 ),

reiaciø-d

I.

nando a manifestação convulsiva repentina da gravidez (_23 '

~` Â'

Entende~se por'eclâmpsia/uma_toxemia agp ‹

-da na gestante, parturiente ou puérpéra, acompanhada de con-

vuls5es_t6nicas e clõnicas e coma em que outras doenças po -

dem ser afastadas ( 15 ).Hã, todavia, formas extremamente sá

rias que, sem transitar pela convulsão, chegam rapidamente ao

coma e ao decesso da gestante: eclâmpsia sine eclâmpsia, eklam

psia ohne Khampfe (ZM). Por sua ocorrência no ciclo grãvído-'

puerperal, esta moléstia hipertensiva, com sua vasta sinonimia,

'foi denominada e divulgada em l944 por Goldring e Chasis:§oen'-

sahnrmêmumâamaánmadaâamaán(

MEG).

os

-to

 A denominação"toxemia”ë histórica, pois se pensava outrora que

fosse de etioiagia tóxica ( 11, ló, 20, 23 If ‹`~' ~ ~

~

Â

`

Conquanto numerosas tenham sido as denomi-

nações dadas a esta moléstia, não se encontrou, ainda, uma que traduzisse de maneira ideal e perfeita as características des-

ta

entidade clinica._Assim, percorrendo os diferentes tratados

deparamos com as seguintes: Toxemia aguda_da gravidez, Rim Gra

vídico, RIM de baixa reserva, Pituitoxicose, Toxemia Hiperten-

siva essencial Gravidica, Síndrome vascular da gestação, glog-

'merulonefrose,Gestose, Eclampsismo, Pré-Eclâmpsia e Eclãmpsia

e Doença Hipertensiva Especifica_da Gestação.Esta última é adq_

tada pela maioria dos obstetras e clínicos, com duas fases disä

tintas: a pré- eclâmpsia e a eclâmpsia; é`a denominação que pg

rece melhor definir esta moléstia. Apesar do termo DHEG melhor

definir esta moléstia, a maioria dos autores insistem em manter

as expressões toxemias tardias da gravidez, pré- eclâmpsia e -

eclämpsia que, por consagradas, relacionaremos às duas formas

pelas quais se manifestam as condições clínicas em estudo. tz

Assim,_a pré - eclãmpsia corresponde â DHEG na sua forma

ape-_ nas hipertensiva; e a eclâmpsia é seu desfecho em convulsão e

/ou coma,(1l, 23)Í _ À' -u _ ' _ ~ ~'f ' r .

~ Qla§êi£isê§ša.sas toxemiêâ sxaxídicasi .

- No desconhecimento da causa produtora da tg

xemia da gravidez, não é possível se ter uma classificação def;

znitiva. Assim, em 1939, ø American commitée ou Maternal Health

' z ~ . . ' ' 1 '.-, ;~ _ -

(4)

'-\

soam

X V ` É I propoe a GRUPO A - A-1 tensiva): a)

seguinte classificaçao ( 2; il, ,5 ). ~'

DOENÇAS NÃO PECULIARES DA GRAVIDEZ:

- Doença Hipertensiva ( doença cardiovascúlar hiper;

Benigna (hipertensão essencial) '

' - 1- leve . _' _'_~_ . _

¿`p)

_ _ A-2- Zlwgrave '

"

maligna ' . Doença Renal ‹ › _ f

_ a) Nefroesclerose ou nefrite vascular crônicaí ¿ A 1 Glomerulonefrite 1 Í '_ -z _¬ .

"

- Aguda . _ ' _ “ #[Cr6nica_ A ' z Íic) Nefrose ' › _' ' 2 '_ A d) nica,_etc ) Aguda ) Crônica Í - p ^' _ _ t ¿- _ D

Outras formas de doença renal grave( pielonefrite'erô-`

). , |›

.

_ V' A_. _n

GRUPQ B- =- 1>oENçAs- nEPENn1~:1\rTEs- ou PECULÍARES A's1=‹Av1nEzz

^ _1_‹_B_ 1- Pré- Ecmãmpsia 3 'z~- ' ' _ ' l¬-leve ' 2- moderada - B-2- Eclâmpsia « _ D _ a- Convulsiva ' _ " ' _ - b#_Näo oonvulsiva ( coma, com dados de necropsia§

ti

' picos de eolãmpsía). ' -V _ z 6 , .*

GRUPO C ~ Vômitos da gravidez.

GRUPO D ~ Toxemia neo classificada.

I ›

AÓí¬;co1>A¬¬`

zsA=z_

I ” -. QUADRO cLINI:c9 __1;_:g_c‹;¿N__s¿p_ ___

. ... .. . '

LCLÂFP I

'_ _ As toxemias da gravidez - a préÂec1ãmpsía

V

e a súa forma mais grave, a ec1âmpsia'convulsiva ~ tem etiolo- *D

A

O

gia ainda enigmatica.e traço comum: usualmente-ocorrem durante -

os dois 22) últimos meses da gestação, especialmente em primi

-I

gestas, ou em mnlflpafas após os 35 anos; 4

-:

perpensão, edema com aumento rápído de peso e proteinüria. A'

_ Caracteriza~se a eclâmpsia pela tríade:Hi~ `°

_

g

.

(5)

1 1 1 Jwip J' \ tfv 1

M

desconhecida ( Douglas, 1971), conquanto exista numero ínfindá

_ 03

ausência ou o retardo no tratamento podem determinar a convul-

são, o coma com decesso da pacientefl De,Alvares( 1973) considg

ra hipertensäo.os níveis sistõlicos e diastõlicos maior ou i Ê ^

gual a lkO/90 mm Hg ou acréscimos idênticos igual ou maior a

30 mm Hg, na sistõlica e lã na diastólica. As divergências não ^~

desapareceriam e no conceito americano estäo os limites extremos

entre l#O/90, enquanto na Inglaterra, entre 120/80 mmHg. A hi-

pertensão é 0 sintoma cardinal. O mais notável e o primeiro a

aparecer na síndrome prëíeolâmpsia ~ eclâmpsia, e não se viu

jamais a doença em gestante normotensa ( De Snoo). . -

_

'A 2

o_O edema, conquanto, não necessariamente patg

.lõgifo na gravidez, costuma exprimir a lê manifestação do proceg

_so toxëmico. Antes de estar clinicamente evidente, o ganho pondg

ral cresce em torno de 10/%. leve-se a Gassner ( lôól) a sugestão

de tornar sistematicamente o peso das gestantes, mas foi Zangeš V

:\meistena(¿šê%6) quem acolheu a medida, para investigar precoce -

\t

” “

'mente a toxemia. Nomtocante ao aumento do peso gravídico, Gordon

et al ( 197%) relatam, em gestantes normais, acréscimo similar

aos de Toxêmicas, opinião que não é generalizada; entre muitos,

Campbell `- ~ f¬¢f e McGillivray ( 1975) conseguiram 9 ao revês alta 3 inci

¬»f=a="ff~ to " '

. .

dencia de pré-eclampsia em mulheres que ganham muito peso (maior

que 570 gramas por semana) entre 20 e 30 semanas de gestação.

". `

É a proteinuria o 39 sinal a ser estimado na

šsíndrome pré-eclampsia - eclâmpsia. Tem critério variável, mas

šmerece ser valorizada quando a perda urinária ultrapassar 1 grama

nas 2% horas, por duas'(2) vezes colheitas obtidas pelo jato

dio e espaçado no mínimo, 6 horasÇ No conceito clássico de eclâm

psia, a ausência de proteinúria é excepcional: se não é encontra'

da como fenômeno prodrômico, surge ã primeira convulsão. `

'

;7 Newcombe ( 1972) apontou a uricemia na gravidez

_

"'

^

como indicador precoce e sensível da pre ~ eclampsia.O nível de c

‹ Q

,ácido úrico diagnostica a toxemia em pacientes,_sem uso de Tiazí_

Vrdicos, ausente doença.renal ou convulsão.recente, quando_maior

‹1eo›-,;sf‹›g%. n Í 1 ~ ~ ~ a ÍII _ Eriorâroctnimzí x c '

_ A etiologia daitoxemia gravídica permanece *-**'"-"**'1=-` V " ~

'

z .

`

vel de teorias para explica~las (9). As alteraçoes morfologicas

e funcionais do organismo da gravida portadora da DHEG, tem como

causa primária o espasmo arteriolar. Atuando sobre os diversos -

. - . . i -

(6)

_6š_Agitação~motora intensa-e excita§ãÕjpšiquica'~,.f,;,¿z¿¿@'z "f

4'

Ok'

e estruturais nos rins, cérebro, fígado, cardiovasculares, pla-

centãrias,.hormonais, sanguíneas e uterinas (20). Foram formulg'z

das inumeras teorias, mas nenhuma conseguiu explicações seguras

ez arrancar os pesquisadores do movediço terreno das hipóteses.

(395 A.tua;Lmente, as c-:Luas mais â.caã.tf‹à;sf são ga, hormonal e a Iëquâ- _

mia Uteroplacentäria. ç tz _ i _ . * . V ,

7 Os sinais e sintomas mais proeminentes da-sígfr

drome se explicam pela retenção anormal de sódio e o aparecimento

generalizado de vasoconstriçãol ' _ ° ' “ '!,. 2 i “ sz -2

smsslflsàsfiâ

QA , », u'A '

_ Os ingleses desde 1922, se preocuparam em clagt

sificar a eclâmpsia para saber seu_progn6stico. Eden estabeleceu

2 formas de eclâmpsia._BENIGNA e GRAVE. Seu esquema foi modifica-

do ( 19M0) por Rezende et Al, que propuseram nova classificação,

muito prestimosa na prática, por permitir a fácil separação dos

casos de ec1âmpsia'convulsiva e a instituição do prognóstico olá -

nicó 1meâ1ate_( 2, 23 )1` '“ ~i mp 2

'

.

.

Classificação de Rezende- Figueiredo ( modificação da classificar

ção de Eden~Peckhem) A 1 - ~,. A g ,`:-J: " _-ç

",.c'¿

l) Pulso maior ou igual aÍ2O b«p.m. ,

2) PA sistõlica maior que 200 mm HE; _. A

¡ z ,.t ,L Ê3) Edema.acentuado “_ _ É ›' :,¡ ¿fÍ~.,,.,¿;k/.r l+)'Albuminüria intensa . A ' H' _ É) Oliguria ' . . ' .4_ “pg ¿ ~ ,É ¿í»eÍÍ‹: J7 -Pr

7) Temperatura maior que 39,590

L , ¿f¡ . §¡¿Ifw/%¿¿*;fflQ\¡ 8) Icterícia p. ' - ' 1

;"*"i

` ' Í .1zu'V “

9) Coma grave, carõtico, persistente .

' '

10) Distúrbios visuais' ^

. '

fz 1

ll) Número de crises maior que 20:_

4 4»

.

\

"

À'-

Eden considera eclämpsia grave os casos que ¡ apresentam pulso acima de 120 b.p.m., temperatura maior que 39,k f

graus Centígrados, PA sistõlica maior que 200 mm Hg, presença de-

albuminüria maciça e coma. Para este autor, os casos com edema P

dão mortalidade de ló %. s

-, ~* 2

_ _ . z Rezende- Figueiredo, separaram os casos benig

nos, quando tinham somente 2 sintomas graves, e gravíssimos,-quan:

do mais de

E

sintomas , principalmente se concomitantes os últimos

(7)

05 para baixo ",'o aparecimento de um do quatro últimos sintomas.

irsmmfiâmrmnmmemsamänz

' t . _ , _ ' ‹ . . '_ '

O parteiro não deve olvidar a frase de QE LEE-

Qreenhil - "Toda gestante deve ser considerada como possível can

didata a eclãmpsia" `« _ t . ' I ` ' ' 1 A L

Reconstituimos a seguir os seguintes períodos da tática terapeu-

tica na.eclâmpsia(l2): ¿

'.' '

_

19 Periodo: de 1745 a l84ó;_purgar, suar, sangrar. Não operar. -

29 Período: de_1847 a l895¿ purgar, suar, sangrar, veratrum viride

.z=› _ . -

-

-Provocar o parto por meios manuais.

39 Período: de lãgé a 1905: Período operatório. Apressar o_parto

'

o _ sterectomia_1a inal Ou P610 di-› d

P

m¢"ra'~wtt"JLnJfi

'Í.

*ê¬'“

L É '/Ú _ latador de Bossi t

k9_Periodo: de 1906 a 1918: Parto operatõrio, por cesãrea abdomi-

A

,"~1

'_ _ '

snal_gg;vaginal. Eliminação a Tweedy

“ P

, '

_

'fq

'W113 ( Rútunàa Hospital) e seââção pelo

. . _¡yxIk _ l _ __ 1 __ metodo de Stroganoff I. ' _

55 Período: de l919`a 1927: Período Médico: Injeções endovenosas

,l'‹ - _4 *_

'

de glicose hipertõnica e de sulfato

,

_

- de magnésio, sedação. Operar, em ca~`

,

A --_

_ sos extremos.

ÍÓQ Período: de 1928 a 1953: O tratamento era médico e obstétrico,

í.~' ' _' 'Í

`

V com exceção da Escola Obstétrica de

t v

Cincinatti, com Bryant â frente, quase

_ todas as clínicas Universitárias do

mundo tratavam a eclâmpsia pela asso-

`ciação dos esquemas de Stroganoff II_¿

| , _

'

(sedaçäo com morfina e sulfato de mag-

, r n r f tnés1°>; ~ .P s M t

79 Período: de 1953 a nossos dias(22). H

. - ‹ s >:‹›:‹›;‹›:‹>:‹>‹‹›:<;›< ' a ^ _ U* na

,íuüwfi

P t

¿g.Pe;íodo: Refere'Zweifel*áue'at' 1871, o tratamento da eclâm- <

psia consistia em sangrias liberais ( 350 a 600 CC ), repetidas

depois de 6 a 12 horas; associadoía antiflogísticos e excitantes_<

energéticos; Depois foi substituido pelo repouso e a diaforese '

intensa, â base de jaborandi ( remédio sudorífico, proveniente _

de_plantas particularmente da espécie pilocarpo ) e pilocarpina. ”

Quando se reconheceu o efeito nocivo destes agentes, usaram-se'

(8)

O6'

piração. Disputaram os obstetras durante l( um) século, se deví- -

amos ou não purgar e sangrar as eclämpticas, até que KARL SCHBODER

proscreveu, em termos candentes, esta prática. Diziafele que a '

sangria não alterava a mortalidade , e que tinha resultado momen-

tâneo, pois a volemia " se restabelece logo, às custas da subtrai»

ção de líquido e serosidade dos tecidos, aumentando os perigos da

doença"." H q V _ ' _ 2

Quanto ao uso de purgativo, já que na.época'achava5se que o sangue

da_eclämptica era espesso, davaeseç líquidos por via oral, na ten tativa de diluí~1o, Êgsteriormente, notou:se

uma

falta grave e _

«f 1 d ~

~ ea

a a

ide

_€l 6 €pO6_ quê U. &_,_,I'8.V8.ç0€S I'8.p 3.8 O BS 8 O C amp ILCO 8130

ífntão recorria-se

a@

uso de_cli§ter,lsQnQâ_Eâ§êl G Via SHbCut5fiea

~

na N I A

ingestao ou injeçao de 100000 de líquidos e advertiu das desvanta

.p I

gens desta pratica. .- _'

' _ « _ 2 `

g2_2g;ígdg} 0 Veratrum Viride, largamente usado entre 1847 a 1895,

voltou a ser empregado em torno de 1940 até l952_por algumas es-'

colas obstétricas, dentre elas salienta~se a_§e Cincinatti, cujo

resultado, publicado por ëgzante e_Fleming,Ê%o estudo de 120 casos

de eclãmpsia com mortalidade de 1,67 % ( 12, 15, 23 ).Em l9M0,

Irving começou o " regime Veratroi-,e “ que é

oseguinte:

_

_ _

a) 5 gotas de "Veratrone " são administrados via hipodërmica na '

`admissão.' '. " -

_

'

z

_

P) Repete-se em intervalos de 20 minutos, se necessário, na dosa

Éem

de 5 a lO_gotas, mantendo a PA sistõlica menor que 150 e o

_

.

pulso menor que 80 oufquando há convulsão. '_ _

-'

c) Solução de sulfato de mg a 50%, aplicando 10 a 20 CC Im cada “

E

Ou

6/6 horas. A' .

-

í '

'

d) Hidratação: 1) SG a 25%, 250.00 lentamente a cada 6 horas ( -

( se inconsciente, de M em M horas ). ' _ Ê f A 2) 2000 a 2500 CC de Hè0_V.0._nas 2h horas, se * consciente..

7

` _ _ ‹- . ' y¶¶€fifiäyfl/` z ~

_ Kel1og`verificou que o emprego do Veratrone Yiride-6 o meio mais rápido de controlar as convulsães e de bai _

xar a PA em mulheres com pré-eclâmpsia grave na iminência de -'.

convulsões. Deveêse ter cautela com o seu uso, porque 6

um

pode-

roso deprimente do miocárdio, que pode ser a causa do choque, '

'

Observou hemorragia cerebral em 75 % dos casos tratados.pelo

".Veratrone_Ú comparado aos 10 % de incidência habitualf

H

2

0 Veratrmm~ Viride ë composto de multiplos alcalõides tendo tam

0

~

bém como ações, a vasodilatação arteriolar e diminuindo a resis-'

À' '¡ '

'fencia periferica. Ocasiona, porém, a diminuição imediata da

â1urzse‹v›. p . l as â~ _ r ~~ a 2 ~ 0 _ Í

(9)

o7_

\.

32

Período:De 1896 a 1905 ~ Preconizava-se o tratamento ativo, int

tervencionista com a finalidade de esvaziamento uterino, quais-

quer que fossem as circunstâncias. Dilatava-se o colo por meio

do 'dilatador de Bossi ou 'pormeio de manobras digitais de Bonnai

re, e fazia-se a versão, ou aplicava~sa forceps, com todas as suas

consequências maléficas tanto_para a paciente como para o feto.

Com este método, a mortalidade materna era mais elevada, em torno'

'de 17 a 20 %.A cifra elevada de natalidade materno-fetal, atribui

da_a este método, deve-se aos processos empregados no esvaziameg _

to do útero, ao parto forçado, a que se era obrigado a recorrer _

- o feto era extraido pelas vias naturais, dilatadas abruptamen

te com lesões do colo e da vagina.0 objeto, sempre frágil, era

' .z _ . - ' na realidade arrancado (4). .. z' s ¡l , Í ¿¢4 fa . I _ _ ¡ af/ . )¿¿ /

&2'2ezígdo§ De_1906 a 1918 : 0 advento da cesariana no tratamentoÂ

da eclâmpsia modificou grandemente o prognö tico do tratamento .Õ

ativo. E foi o professor STOECKEL

É

1909 )/Êue, por ser partidá,

rio do esvaziamõnto imediato, recorre š operação cesariana como t

metodo de escola,_quando as condiçoes nao permitem as operaçoes

tradicionais da arte. Este autor apresenta estatísticas em que al mortalidade materna é de 8 %, sem seleção; e a fetal de 9 %, I de

4 .

I I I

fetos viaveis; o que e muito diferente das estatisticas do tempo `

.de _ Zweife1,;em .que o cômputo de mortalidade fetal no tratamen _

Âativo era de 36 %, baixando-se a 18 % pela sangria. ' t

§Na verdade, o tratamento conservador da eclampsia representou notá

Pvel avanço â época em que foi lançado por Twendy na Rotunda Bog

pital e por Stroganoff na Rússia (h)Í _

8

'_~

A

base fundamental do método de Êtroganoff ë a seguinte:

"

-

1) Introdução sistemática de narcöticos com finalidade de prevenir

acessos eclâmpticos;- ' ¿ “ V «. . 1

2) Uso de diferentes narcõticos; ía' -

-

_

'li

3) Sua aplicação até o desaparecimento dos sintomas prodrômicos '

dos acessos eclâmpticos. 4

É

. ¡- zëgpica QQ m§todo_gg Stzggapofiz

1

( Oziøipal) :

1) Começo do tratamento: 0,015 ( 0,010 a 0,020 ) de cloridrato

N ^ 1

‹ .

de morfina em injeçoes subcutaneas sob ligeira narcose pelo -

cloroförmio " ' ' "

eo

o-

~

Í

/ô/2/M«

2) Uma (1) hora após: 2 gr. ( l,5äa 2,5 gs.) defši6íaši§:0. .

à adiãcionado a 60 a 70 gr. de leite, se o doente estiver consciš

`.

ent e soro ( a 100 gr ) se nao estiver, sob cloroformio. ',_ “

(10)

¡#~.Sete(7) horas após: o mesmo do item 2 , sem c1oroformio,'.

somente nos casos de bom estado geral da_gestante. .

'

5) Treze Ç 13 ) horas.ap6s:,l,5 grfil a 2.gr) de cloral com leite

e soro artificial ( âãl00 gr.) via retal ou V0, se estiver cons-

› ›í

ciente, sem cloroformio, em caso de ausência de prodromos de

crise. . . _.

_

s

A

' .H

6) Vinte e uma ( 21) horas apész o mesmo do item_5

_ técnica descrita, que é aconselhada por Stroganoff, raramente

<D\ä>.

obstetra que administra cloroformio nem isoladamente nem como _ integrante do método. 0 maior mérito do seu método é a sistema-

,

'

~ '

r '

0

tizaçao do tratamento, suas bases logicas e os otimos resultados

que com ele se consegue (2) '- ‹

' 2 í ¡ ' ~ -1 í.?.2s.r_í.<.2s.1sãQsl9.l2a.l9.2Z;..« ‹

dv A Solução/de glicose hipertönica administr a

EV

foi indroduzida por

i¢i?¿gitu$ em 1220 e empregada por Ideckmann ¬na.dose

\%~

de 500 a 1000

CC a 20 N durante um período de 30 a 60 min., repetido cada 6 ou

8 horas se necessário. Deve-se administrar o suficiente para

manter uma diurese de 30 CC por hora e continuando no puerpério

até o início da diurese normal. Este método terapêutico foi in~

troduzido para as pacientes eclâmpticas com oligüria, anfiria,

febre, taquicardia, edema cerebral e coma, na tentativa de atra-

vés de uma função renal melhorar o quadro clínico (l5,l7,22)Í

em re ada entre nós sem modifica Ses. Não se conhece nenhum ' `~

Í 8 f 2 \ . × r \ › \ ¡ Y P r z ‹ É ,_ § r 1 .~.-f~..‹... fz. 5 z r. .

0 tratamento pelo sulfato de magnésio ( sulfane2ion)_da eclâmpsia 9

foi sugerido por Bogen e levado a efeito no Los Angeles General Hog

'pital por lruin,_Vru¶inkL;e Lazard, em 1926. A rotina consiste:

em administrar 20 CC de uma solucao de sulfato de mg 10 a 20 %

se possível após a primeira convulsão. Isto

É

repetido de l em V

l hora, até que as convulsões cessem, sendo a dose total com se

gurança até 20 CC nas 24 horas. Devido o magnésio ser eliminado

principalmente pelos rins, nos casos de insuficiencia renal,

fi

cara retido no sangue, sendo tóxico ao organismo, podendo a pa-

. !.‹

ciente ir ao coma e óbito. ;

ÊÊʧ§@nn.preferS associar sulfato de Mgpa 50 % ä CC/IM a um; A barbitúrico (-laminal sódio ), 0,325 gr. subcutâneo. Caso não

responda, usa hidrato de cloral, amital sõdico ou éter se as con

vulsões se repetiram a curto interyalo -( 2, M, 15)

Já Gastmann prefere o uso de sulfato de Mg a 50 % IM até atingir

a dose de 35 gr.0 desaparecimento dos reflexos patelares é-o si-

nal de intoxicação, que indica a supressão da medicaçãb( k. 16).. ;

z ¡ ¡ 1 'x 5 › F › \ z 1 L x` `r ~ . _ .I -~ . p

(11)

ea

Período =

se

. .al 2.8. .a 1953- .

Em

1937,_Stroganoff e Davidovitch publicaram os resultados ob-

tidos com o método original modificado,baixando as cifras de

mortalidade materna para 2,9 %. -

_

-V

verificado que as crises eclâmpticas se repetem com maior fre- _

quência no início do tratamento, diminuiam o espaço entre as Í ^

'doses de morfina e substituiram o cloral pelo sulfato de Mg (2). a

c_ '

_

_

' _ _ _

ra

Metod

la

troganozi; 2avido1itcg:›_ _ _

_ ' 5' ' __¡f_ - __ ~

"~

_ ( ou Stroganoff II ) _ . ' , ' -'

l- Inicio do tratamento: 0,015 a OQOÊÓ gr. de morfina subcutãneal

(repetida em intervalos horários ate'cessar convulsão ou respira -

ção diminua para 10 mvm. Caso não ceder convulsão pode ser admi~ Í

nistrada

EV

) › ^- _ _ j Í '

2- 30 minutos apõs: #0 CC de sulfato de Mg a 15

%

subcutãneiof

. 3- 1 l/2 hora apôsz 0,015 a 0,020 gr; de morfina ^'r

'

#~

3 1/2 horas apõs: 25'a 40 CC de sulfato de magnésio subcutãÂ.-

neo. e_ _ _

'

_

_

5- 6 horas após: 25 CC de sulfato de Mg a 15 % subcutâneo H

` I A

Õ

6# 8 horas apos. 20 CC de sulfato de Mg a 15 % subcutaneo. 1

_

' _ . _

10 método leva 19 horas* e meia a ser.completado, e a dose maxi-Ú {

Ima de sulfato de Mg nas 2% horas não deve ultrapassar 2% gr. ou z_

fisejam, lôo cc da solução a 15 % ( 2,15).i -- 0.

~

_

de -

O tratamento'obstetriao da eclampsia na gestaçao depende de

3 eventua1idades:- Í l

_ '

_

~“ '

'l) A paciente cura-se da crise e volta à normalidade;

"

_2)_A paciente_me1hora da crise convulsiva, porém, seu_estado_con¿_

tinua grave _ z

V-~ '

-' *

_ '_

.~ z

3)~O trabalho de parto se inicia por efeito da crise convulsiva _?

e_o Parto se processa durante o tratamentoÍ`

A _ Y ~ ' . , _' _ J.: _ ' ' '

-A-primeira eventualidade é mais rara, sendo mais comum a recorrêg

cia da_ec1ãmpsia sob forma mais grave, e neste caso, se decorri~ ;

ido um período razoável da evolução da eclãmpsia, há absoluta in-,-

dicaçäo de se deixar a orientação puramente excepcional sob pena

de perda do feto, aumento da mortalidade materna ou lesão grave .

e irreversível do aparelho cardidrenal da gestante. 0 modo de ' ágír g ainda discutido, e o parto deve ser provocado imediatamente

ipor meios ¢1rúreí°°S'°“ médi°°S~ A ¢@Sariafla› tanto a abdominal

(12)

lo

mo do risco operativo, pois as eclãmpticas são pacientes que '

suportam mal o risco cirúrgico. . ~

'A ,

A

cesariana deve ser reservada, portanto, para os casos em que '

houver indicação típica, quais sejam: desproporção céfalo-pé1- -

vica, placenta pršvia, tumor prévio, primípara idosa, princ1pal`

mente quando a_apresentação for pélvica .ICC, etc; e sempre que

P°SSÍYel será feita sob anestesia local ou caudal contínua, ,'f,

continuando-se a aplicação dos medicamentos sedativos. un z

A

indução_m§dica do parto pode ser feita pelo método de Mathews,'

ruptura das membranas , e uso de ocitocina,'~ .

_ .

'

_

"_

A aplicação de forceps ou extração de nádegas se a dilatação eg;

completa ou completável ( 2, 15 ) r .,‹ ' 'fc . A '" *

2.%2.e.1;íi>.a>.= se iai; ai.é..zs <› .ads

maâz

' '

.

¡v'.' A partir de 1953, após os primeiros trabalhos

do cirurgião frances_Laborit ( l950~52), vários centros obstétri

' <

\ f~ " ' *

,A

cos alteraram aqueles esquemas terapeuticos, substituídos pela

ihibernoterapia. Aoustin, pela primeira vez, em fevereiro de 1952,

empregou a hiberfiãšäofiartificial no tratamento de um caso grave ~

de eclâmpsia puerperal e com pleno sucesso Row m dezembro 1

A

. chy, e

a

de 1953, tratou tres casosV de eclâmpsia pela hibernação_artifi«j

cial, recomendando o uso de prometazina, sulfato de Mg, clorprg .

zmazina, adenocromo,gardenal e refrigeração (17). A hibernoteraiil

Êpia idealizada por Laborit aplicada ao homem por Huguernard e

¡

. .

,¬ . ~ . ._.

,introduzida no Brasil por gil doares Bairao_e#§e¶aZa, foi apliw

3 › _ › _r_l.__.l_,.. L

\ A .`i.""" - '.

. . .

Q

cada a eclampsia, baseada, principalmente, na teoria fisiopato~¿,

lógica de Hoffbauer, posteriormente desenvolvida por Anselmino 1

e Hoffmann, que julgavam como fator etiológico, a hipersecreção~¡

.dos hormonios vasopressores ( ocitocina , vasopressina,e antidg

uréticos secretados nos nucleos cinzentos da base do cérebro -1

( supraõptico e paraventriculares). Estes hormonios seriam blo- É

'queados durante algum. tempo pelos ganglioplêgicos que, desta .J

forma, funcionariam como medicamentos específicos. Esta inibi¬c'¿

ção temporária das células ganglionares do encéfalo seria, em . ultima análise, a cura da eclãmpsia (13), a

'

_

Laborit constituiu sua teoria baseado no fato de que, após uma .

agressão, há uma fase de desequilíbrio neuroendócrino, com rea -

ção do simpático, 1ibéraçäo_de adrenalina, excitação da cortex ¡

suprarenal e_da hipõfise ( fase adrenërgica ); Arhibernaçao tem.1

.a habilidade de impedir a exaustão do organismo, bloqueando es-_: na fase. s‹*~, '

~

(13)

. ll \- 1 'EÊCNICÂ QQ C9§§šEEL.LlIlQQ DE šâ§QBl$ 91

M

l= Soro glicosado_5%-500 ml ' ' Clorpromazinau 0,05 p Prometazina 0,05« '_ Meperidina_¿¿ O¿l4_ '

No início iniciando com gotejamento râpidp, e depois M0 gotas

*por minuto, com repetição deste coquetel 3 a

4

vezes por dia. '

_ Dose total de clorpromazina e prometazina de 0,15 a 0,2, e

mg

Í

fu . periaina ae o,3 a o;h, sistematicamente, 250 cc e 3oo cc de se r

_;~- `50%~em_2k`hs. Quando há oligfiria acentuada, damos novocaina a 1%

:u,'

"

de óo,a 10o cc em 24 horas (17)I' ¡` ~ 'i i~

'

*

_ . 4

' `

V» FARMACODINÂMICA DAS DROGAS GANGLIOPLÊGICAS

^

H '

OU NEUROPLÉGICÀS (l3,l7 ) '

I

a) CPZ ~ 0#56O RP - (dimetiléamino-propil ~m~clorofenotiazina).

.Segundo Laborit, ela ë simpaticolítica, adrenolítica, vasoplé-

_

_ gica,_antiespasm6dica¡ analgšsica, hipotermizante, hipnõgena,

antipirëtica, antiemética, ação anti-choque e ação narcobiõti- .

. -'ca ( propriedade de diminuir a atividade celular e provocar ver

« z gdadeira narcose celular reversÍvel).Frenação hipofisãria-produz

¿ 'Êverdadeira lobotomia farmacodinâmica,que se traduz por

um

desig J

»` 'teresse espetacular. Notável ação anticonvulsivante, bem demongñ

~~ 'trada na prática clínica obstëtrica (quando em doses elevadas)

_

. mas não modifica a ação da estricnina,'

' 0

~b) PRoMETAzINAz 03277 BP ~ ( cloriórato de N» âimet11Lam1n0ë2;

t

u metil- 2 etil) Nltiodifimilamina. É histaminolítica, analgësicai'

0 hipotermizante, acetilcolinolítica, miorelaxante, vasoplégica} Q

p. produz amnésia, hipometabolismo e frenaçãc hipofisãriaf '_

`

¡

c) BEÊERIDINA: 1 metil#.M feni1~ piperidina É 4 ácido carboxílico

ou Petidina z

` * *

'

E um alcalõide sintético do grupo fenantrênico. Suas açoes mais - importantes são analgësicas e hipnõticas. Ainda é provavelmente

`

. vagolítica, produz amnésia, hipotensão, dotado de efeitos quim;

dinicos. Depressão respiratória, efeito que.ê compensado pela

'

~ ação eupineica de outras drogas do coquetelÇ

~

.. ' 'p

' ` ^ ¬. I -

d) PROCAINÁ_( Novocaina) #_Segundp Laborit, é uma droga acetil- *

- colinolítica, simpaticolítica de condução ( mas'fiäo'adreno1íti~

. 'ca)¿u.; u l u . _ ' _ i _ u . _., .

(14)

¡', 12

'Ligeiramente curarizante; Analgésico central e periférico, com_

efeitos vasodilatadores , diuréticoszecoronarianosÃÃ . Í z

-

¿ , '_Os neuroplégicos, derivados da Fenotiazina,W reunem a ação depressora central, pois inibem as sinapses do'

parassimpático. A clorpromaaina ( amplictil), é a que tem maior

atividade neuroplégica, e por isso tornouese de emprego mais `

universal. O efeito vascular com uso dessas drogas ë precisameg

te o_do anti-Qpogue, e cuja ação neuroplêgica propriamente dita.

ë complexa e não foi ainda bem-alucidada. Na prática clinica obg

tëtrica,*se.resume em passividade, calma e desinteresse pelo ag

biente. Designe~se o estado semi- hibernante_dos_indivíduos su~

jeitados ao uso de neuroplégicos pelo nome de ÉTARAXIA ~ (ausên

cia de perturbação da paz de espírito (12) ). -A ~ i

- 'L ' " p" . _ `

'O ano de 1953, representa, no tratamento da ~

eclämpsia,-o marco divisõrio da substituição dos esquemas clág `

sicos ( Lazard, Titus, Stroganoff, Lichtenstein ) pelos mais rei

'centes, representados pela associação de drogas que provocam -

hibernação e hipotensão. Com este esquema, tocõlogos e clínicos

admitiram obter melhores resultados no tratamento da fase con- lvulsiva da eclampsia ( Quadro Ii).'/@¿m?ZQf›v&Ê¿.QfláfiQV É;&¿Qáê¿7

. _, , 9 coquetel lítico_de Laborit teve grande ace;

tação na França e nos paises latino~americanos,_enquanto os englo-

saxões partiram para o uso de outras drogas hipotensoras do tipo

ínidrozimoftalazina ( apressoline) ( l, 7, 8, 1% )Í -

' to _

YA 1- hidrazinoftalazina ë uma droga bloqueadora central; atuando

principalmente_em quatro condições-( l9,23 ). lê - diminui a preg ,

são arterial ( PA ), principalmente a diastólica;

'

. ¿' f~ .

'z " 'd . '

,. Í 2ã ~ atua sobre o

fator humoral; responsável pela hipertensão,_ '

o s - “ _ , ”,' "-. . . -' , 4 ~ ^ 3ã - reduz a

resi§"

tência circulatõria geral, e melhora o afluxo sanguíneo, parti-

cularmente no cérebro, rins e sistema uteroplacentário;

-A A‹Ú v V ~ -i 'H h V l f “ . .#5 ~ eleva o déb; to cardíaco. ' ` ?_ ` . Y A p --

O inconveniente desta droga, porém, 6 a intensa excitação que'

provoca na paciente eclâmptica. Os derivados da Rauwolfia ( re-

serpina)_säo outras drogas que podem ser usadas com efeito hi-

potensor, porém, conforme salisntam Eâstmann, Desmond et al,aprg$*~

sentam efeito nocivo sobre o roganismo fetal; determinando letagl A

gia, hiporreflexia, bradicardia, ni otermia, congestão nasal e

hipersecreção

e..

das vias aéreas..Dev mos restringir, portanto, seu

*-._ '

.5.

, _

-.

emPT98Q,ÊeraPeuticok em casos de clamptica com feto morto ou _

(15)

.lšg

após parto.~ ,7 ' A

-

' “H

_

Os hipšâtensores são drogas que devem ser administradas por

via

,

venosa,em dripu lento e diluidas em.soro glicosado, cujo efeito

hipotensivo deve ser controlado rigorosamente, não devendo a PA

sistõlica descer além de 30 % dos níveis tensionais prévios ã

terapêutica. Esta medida é indispensável, pois hipotensões exces

sivas agravam `a isquemia uteroplacentšria e consequente maior. «

hipóxia fetal. ~(23)__ Ngzgfçe período também foi Í/fven1zaào'o uso de

diurëticos, os quais são necessários para reno ar o fluido extra,

celular excessivo, cujas drogas em uso e desuso são as seguintes«

( 7*): ` Â: ~ ._ . _ ' A ¡ p ¬

1--O cloreto de amônio - esta superado por aumentar a uréia san--

guínea, promover acentuada acidose e causar hiponatremia;- .

`

2 -As resinas de troca - estão igualmente proscritas por produ-

zirem acentuada depleção de södio ( NA) e potássio ( K ). »

3Q A acetazolamida  ë satisfatõria, porém, exige um período.1op

go de recuperação e_não está indicada em pacientes com disfunção

hepática. ` _ . ' - A ›_ . _ I - - ' ~

M-

Clorotiazida e seus derivados - sao os mais indicados. Sao de

toxicidade mínima, mas exigem vigilância sobre o equilibrio hidrg

eletrolítico, a fim de se evitar a hiponatrenia, o acúmulo de mg-

tabõlicos purínicos e o colapso vascular no p6s~parto. ,'-

.

M

. ~ . .. ~

5- Os-Diurëticos osnõticos - estao indicados nos casos de funçao

renal estar severamente comprometida e o edema cerebral ser acen-

tuado. Eentre eles, o manitol ë preconizado na dose de 100ml, em~

solução a 2OA% e ainda cabe ressaltar que a glicose_hipert5nica;

começou a ser usada em 1920. -ví ` ._

'

Í

. \ ,

.

_ A._

Em

1952, ao se referir ao prognóstico fetal na

eclãmptica, Dieckmann escrevia:"o prognóstico materno-fetal,na .¿“

eclamptica,¿eƒde tal gravidade, que o feto, do ponto de vista da

conduta terapêutica, deve ser considerado um presente." '

Como vimos,¡atë esta data, amaior atenção se devia ao progn6stico<v

materno e'a partir de então gerouése maior atenção não sô para a~,_

eclâmptica, mas muito principalmente para o feto; Esta afirmação

do prestigiado mestre de Chicago justifica a razão porque tratadi

tas da qualidade de Reid ( l 62 ) Ã Eastman e Hellmann ( l966) J

ao se referiram ã questão do Tratamento Obstétrico da Eclâmpsia_,c' limitaram as indicaçães da intervenção cesárea àquelas de caráterfâ

estritamente obstëtrico; Na opinião deste autores e deímuit0S ›.z

outros, a extração fetal pela via abdominal apenas se justifica' Í-

apõs a fase convulsiva da eclâmpsia e quando o estado geral da' É

.paciente estivesse normalizado. Esta orientação, apesar da uni-al”

versalidade de sua aceitação, cabe algumas restrições, entre e1asÍÕ*

pÓdem0S salientar as de Krishna Menon ( 1955-.l96l ) e«Dorfflerf}

' v w A ._ . .i_r.Ti¬.¬-.n a., «_ W. ¬ . V. _ . _. , 4_ .__ -_\, _ __ 1 1 1 `› I . ä i . E T ‹ i `i . z z í a . L i i i \ 1 1 IM c Í ~___L__;_ *Wi pi_;“u

(16)

1%

( 1960 ) cujas casuísticas demonstraram que a prática da cesãrea'5

no tratamento da eclâmpsia não se acompanhou, como até entãc,se

afirmava, de maior obituãrio materno§'Pelo contrário, essa condu

ta se segiu de sensível redução do obituário, com evidente melhg

ra do prognóstico materno ( Quadro II ). Q2¿¿Qz¿Qp gbQ¿¿¿ "`

Apesar de tais resultados sercm suficientes para torpedear a acei- _; tação pacífica da conduta conservadora no tratamento da eclâmpsia,

persistem os_autores e os tratadistas, limitando a indicação da

cesãrea, no decurso da eclãmpsia, àquelas de caráter obstétrico '

( 18, 21_)., ' ' “ V 0 ` *

O inquérito Corthill sobre o tratamento da

eclâmPsia na Nova Zelândia demonstrou que com a adoção do inte; vencionismo moderno ('20 % de cesáreas) diminuiu alí a mortalida

de materna de 18,9 % no período de 1928 a 1952, quando se adota- va o tratamento conservador exclusivo para 2,%5 % no ano de 1945 9

( 6 ); . _ , If'

'

- ~

Na experiência do serviço do Profl Bussamara -

Neme ( Universidade dezSaoúPaulo), fazendo observação em dois '

períodos de indicação da operação cesariana: de l9h5 a 1952 em

26 % e que se elevou para 23,7 % no período de 1953 a 1970,

verificou.que nos casos em que se praticou cesárea, o obituário

materno se reduziu a 5,4% (22) 9 A

.

‹. ` '

Em publicação feita em 1969, o Prof..Bussama '

ra Neme concluiu que o tratamento da eclãmpsia ante e intraparto_

utilizando drogas hipotensoras e a hibernoterapia, o obituãrio ma

terno e perinatal se elevaram respectivamente de #,3% para 8,3% -

e de 32,8% para li-1,1% ( Quadro III )';`*(2l).'1/*¿9z,_/¿,;__‹',‹›-¡,¿¿é¡,_,:i[_¿›

' V

_í» Dada a especial importância das alteraçoesn _

retinianas na toxemia gravídica ( retinose gravídica, retinopatia

hipertensiva . da gravidez) Gordon, em_l95l, preconiza a fundoscopia

de rotina. Dieckmann, em 1952, em sua monografia sobre toxemias

da gravidez, verificou que 50 % dos casos.de eclâmpsia apresen

tavam lesões da retina, desde alterações da contração tônica das

arteríolas até o descolamento da retina. Somente 1/3 das gestantes

,v ~

segundo a maioria dos autores, com toxemia, padece de alteraçoesç

subjetivas, daí se impäë, quando possível, o exame fundoscõpio .Á

sistemático.em toda gestante, onde, finalmente, orienta o toc6lg,.

go na conduta terapêutica em casos de toxemia. Segundo Hallum,

se a retinose gravídica aparece antes da 28 ë semana, haverá '

sõmente cerca de 25.% de possibilidade da paciente dar â luz, .

Q; `

a. uma criança viva, mesmo se a gestaçao a miabilidadeÍ CaS0 a

grä

` videz se interromper, desaparecem rapidamente as alteraçoes do '

_fundo de olho ( 10 ). 'V' " “ . ` 9 . ' \ ly,

(17)

~ As escolas americanas aderiram ao uso da -

z hibernoterapía e muitas delas até hoje, baseiam suas tera -

pêhticas no sulfato de Mg e na hidrazinaftalazine ( 8; 1% ),

_Em 1958; o Departamento de Obstetrícia e Ginecologla da Mediv eal Academy in Bialystek passou a usar o seguinte esquema

tg

~ rapêutíco (3): . ' ' a) qb) C) d)

Sulfeto de Mg{ a 25 % Ê 10 ml lento; associado com 2,5 mg

de reserpina. mais 20 ml IM de sulfato de Mg a 25

%

e 2,5

mg de reserpina IM. .

U

-

4

I

Ao mesmo tempo, drip lento IV de soluçãb.glicosada a 5 %,

hidrazínaftalazina 25 mg_ou proveratine.0§5 mg; »_.

Clorotiazida - l gr. IV. . 41

-

_

.

C1orpromazina'ë no drip em dose de 25;a 50 mg por 500 ml de

*********************$**************************************** QUADRO' I I . .À . . 2 `

. ECLÃMPSIA - TRATAMENTO E OBITUÃRIO MATERNO

- » ¿ Làzàgn + swnoeàmowr ^ Z HIBERNAÇAO ^UT°R *

nv-câzoá "ob1zu£z1z . obizuâzào

Materno % N9 Casos ‹ - 5 ~ Materno % Nemo & Krishna 19 e Fornand 19 Mitra o `¡1957~55 _ . Aguero- 1957-59 Shearea 1957 Gallacc 1959 Zok-Tsung 1950 Llewll 1961 cola 1955 ` e,2o_« . ,, un eo \a . 6,70 23011 2304 Menna ' 55-61 1.151 I 52 ot al ' t al . 15,10 402 '1e2 - 6,00 29,60 50 _2,33 701 19,00 253 13i-É . À 348 11,50 - ~ 5 ¿ › 6,10 . 3.10 '~ 188 9,60 . ' I '~ __ i_et al

"1oo s,oo 1oo - .

3,00 et al 3,39' 579 77 1. 5,26 1.154 19,40 ' 6,60 `130 T O T A yn-Jones L: 4.556 ' ~ ' 13,96 2.42e _ 4.93 › _

(18)

1

QUADRO II - EGLÂMPSIA - TRATAMENTO E OBITUÃRIO MATERNO

2 Í 22” Ê T. Gonsdrvad 01' T. Ativo AUTOR ` N9 Casos Obituâr Materno io v % obimãz-io \ Materno % N? Casos Krishna Menon Dorffler

Gyonyoeay & Cola. Kyank & Cola.

1. 151 189 491 ' 15,10 12,1o 2,3 5,50 105 '62 5.7 4,ao 5,90 239 e,4o 20TAL: 9.75 6,20 2 QUADRO III . ' ~ ã ' Ecmtuvsm- TRATAMENTO ( 1945 . 1966 ) Z” \ TRATAMENTO

mx

3 Í NO + 0.PERINATAL . 0.MATERNO Som Hipotenaores ( 131 oonceptoa) 1945 - 1953 - za 21,4% 15 11,4% 43 6:137 32,8% 4,3% Com Hipotonsorea ( 243 conceitos) 1954- 1965 ' 69 28,4% 31 12,7% mo 21z25z 41,1ø_ a,3$ Éipotansorea + Via Vaginal ( 243 conceptoa) 69 28,4% 31 12,7% 1oo 41,1% 213252 ' 8,3% Hípotenaoros + Caaãrea ( 164 conceptos) 3 2,1% 27‹ 19›4%_ ~30 7:132 21,5% 5,3% 7 Gestaçíea gomelarea _ ( 14.oonceptos) ' 1 7,2% '7 50,0% 3 57:25 ¬ \ ú

(19)

¡ :I _ 17 ~

7?

~ ~ . .

» Baseado nos trabalhos

e Bussamara Neme e ~

Lenir Mathias em experiência de 20 anos(šobre tratamento de

'

eclâmpsia, em trabalho publicadom§m.l$2Qzna`revista Materni~ -

dade e Infância (22),_apÊs revisão de 185 bibliografias,'pa¿

seremos a tecer comentários sobre a conduta contemporânea ä, ,

preferida pela maioria dos autores, frente a um caso de eclâm

psia: '- -

'

4-- 1) Reduzir a PA sistêmica e, particularmente, a diastõlica.

A

promoção de hipotensão arterial seria, idealmente, feita

por.administração da l - hidrazinaftalazina ( apressoline)pg la técnica de drip lento; ' `

\

Conforme salientamos, temos de ter controle cerrado dos níveisW

da PA, para evitar que a sua queda não ultrapasse de 30 a #0 %

os níveis presentes no início do tratamento Tem ainda sido u~ '

tilizados_os derivados da Rauwolfia - "serpasol" ~ administra~*

dos por via parenteral, com o inconveniente já citado de não

poder ser receitado em casos de feto vivo e viável;

Em

eXpe~

riência dos autores, o obituãrio neo~natal foi muito elevado, Ç'

isso se devendo ã~intensa congestão das vias aéreas dos RN, ou _

jas mães foram medicadas.com as drogas derivadas da Rauwolfia.

Poderia ainda ser associado a hidrazinaftalazina, com a reser-

pina em drip lento, na tentativa de reforço mútuo das drogas, e

razoável sedação provocada pelo-"serpasol"; .

'

_

A _

_ ¡._ Neme,(23) cita ainda a possibilidade das

se- uintes associaçoes: › ~ - s - * '~ , ' _ Aa).Clorpromazina.mais prometazina '

"

' '

b) Clorpromazina mais prometazina, mais hidrazina_fitalazina`

(N

Não ë recomendado usar estas associações medicamentosas em cg "

sos de eclâmpsia com feto vivo e viãvel.-

7 o .. ~ t s tl ~ i

z

wmL!P';t

l ' _ ' 1 _ “ .

~/"

2) Controlar as crises convu_s1vas - sedagao¿

Name (23) cita que ultimamente temos a hibernaçao e diazepíni- -

'cos e, excepcionalmente serão dados EV pelo drip lento, os bag'_ bitúricosl Temos empregado, com a finalidade de sedação, os benzodiazepínicos cuja ação sedativa é reforçada pelos deriva-

dos da Rauwolfia, onde parecem acentuarem os efeitos hipotensi

vos desta ultima droga. Quando apesar da associação diazepínico

mais reserpina ( serpasol), persistirem crises convulsivas, re-

comendamos os tio - barbitúricos, em doses variáveis de 0,5 a

1 grf, em 12 hs. diluídos em 500 ml de SG hipert5nico(2OÃ25%)}›t

Sua indicação, em casos de eclãmpsia com feto morto ou na fase

puerperal, deve ser incrementada pela excelente sedaçao_que`prg

(20)

18

porcionam. `

_

L

3) Restabelecer e manter o equilíbrio hidroeletrolítico‹-.

hidratação. _

~

.

Ela Visa evitar a hemoconcentração, que agrava o prognõstico,

e ainda aumentar a diurese e excreção renal de eletr6litos(23), _

Kellar recomenda SG 20%, sendo dado pela técnica de gotejamenš. '

to Íento em 2a horas,-e 1500 ml além do volume urinário nictemérin

,co; Nos casos de acidose intensa, pode-se administrar também sg'Íi

luçãb de lactato de sšdio 1/6 molar. '¿ ‹ _”,

f ,_' “

.. '

1 '

__

k) Fbrçar a diurese ~ Diuršticos: Í

4

-~

'

- 'f

_ ff

O esquema terapêutico que aconselhamos ë o uso de clorotiazinaj*'

I`Me solução de Manitgol EV.

Y

r .

_ _

A ~

5) Reduzir a hipertermia ~ antitérmicos: ~ A

f

`

-j

Na tentativa de reduzir o metabolismo geral e excitabilidade psicg

motora, devendo.a temperatura ser mantida constantemente entre

37,5 a389c.(23). Recomendamos o_uso de metilmelubrina IM ou EV.~_'

`

no A

Ainda a hidrataçao adequada corrobora no sentido de reduzir a

_

hipertermia, e apenas, excepcionalmente, pode~se recorrer ao

uso de bolsas de gelo aplicadas nas pregas inguinais e axilar. _

6) Combater a infecção.- antibióticos: _

V

' .

Combate profilático da pneumonia aspirativa, uma grande causa ¿

de óbito. Aconselha~se o emprego de penicilina cristalina ( 20'p]

a 30 milhoes nas 2% hs.) associada às tetraciclinas( l,5 a 2,0 o

gr. em 2h hs).Cuidado especial com o aparelho renal, por ser

peculiar à.eclâmpsia o quadro tóxico e a~o1iguria. ~

ë) Manter a velemia e a crase sanguínea - transfusões: . . . ,*,

Recomendado nos quadros de choque, principalmente no p6sšparto,, '

com uso de sangue fresco. A quantidade será controlada pela dg

terminação seriada do hematõcrito . Podemos usar sangue total _

ou papa de hemácias, estando esta última indicada quando a'PA _A4

lfor superior_â 16/ll mg hg. É

V g

'_

. Í

8) Corrigir as_alteraç5es metabólicas ~ alimentação:

_

:~

Controlada a fase convulsiva, a alimentação deverá ser assegg __<

rada pela adminstraçäo de líquidos,.sucos de frutas, soluções 'j

protëicas e ovo; por SNB'permanenteÍ i

4.

`

D . _

.. . _ _

59) Reduzir as convulsöes de hipóxia tissular e aspiração das `z

(21)

19

10) Manter a capacidade funcional do miocárdio - cardiotônico :

0'

riscodo

aparecimento insõlito do EAF justifica o emprego

de

'_

cardiotônicos_na.eclâmpsia. Administrados por via venosa, e os _

de ação imediata: estrofantinazK:Ê=F e Desacetil - Lanatosídeo .

s.

'

¬7-

_

'

ll) Corrigir o colapso circulatório periférico- corticõide:éâ¿$Í/

Empregamos, quando excluídas as causas de choque, suspeitamos '¿

`

- A A ~

da ocorrencia de insufieiencia supra~renal aguda. Recomendamos '* nesses casos, a dose de até 500 mg EU em 2h;hsÍ _. "

` C

12 ) Combate ã hipertensão craniana - soroterapia hipertônicaz

As pesquisas de McCal1 et al demonstraram ser o veratrum viri-~g<

de e a "apressoline" as duas drogas que mais atuaram no edema ¬

cerebral(23)Ê¿r b › -

' ' -

'

'.`Í~

O edema cerebral sera combatido pela desidratação osm6tica£7rz

solução de_glicose hipertõnica e manitolff .

V .

r f.ç

13) Corrigir as alterações da coagulação # heparina: _

As alterações da crase sanguínea, pela possível ocorrência de

CID com_hipo ou afibrinogenemia, impõe a administração de hepal ›

rina e sangue fresco.

K

heparina se limita aos casos de eclâmpsia

intraè gestação, com feto morto ou invidível, e o emprego de ç-

sangue fresco se justifica no pós-parto, seguido de hemorragia "¬

Vpor_hipotonia uterina ou coagulopatiaf Í*

._;

`

-t

14) Favorecer o esvaziamento uterino ¿ rotura das membranas e

I ' ` ' ' ' ` cesarea. z . ¡ ~ - __ - f *

A partir_de l95H§"no sentido de reduzir o obituário peri-natal, l

aconselhamos e praticamos a.operação-cesárea, nos casos de eclãg-

psia com feto.vivo e viável. .

_ ,.

.

' “_

:v

-15) Prodigalizar enfermagem de alto~padrão: .

_

_

- .z Presença constante de enfermeiras e médico especializado em cen f

tro de tratamento intensivo.. › ~

`

.1::1aíida._.s ssraâlê da tratamer.t.a= ' v ` V I ' 7

a) Isolamento em quarto'escuro; arejado e_silencioso,_procede-sez

â contensão relativa da paciente. ^

- '

-

'

b) Colocar a paciente em decúbito lateral D e E alternadamente¿-§

com cabeceira em elevação de 309.' ; .

' '

z ¬› _ Y

Q) Sonda faringea de borracha, para proteção de mordedura de «'

língua e aspiração de secreçõesf "' W Í

"'

~ t_¡

iv

` d),C§teterismo vesical permanente¿ com controle de diurese e 'g

‹ _, . '

_. _ __ ._ .

_

(22)

20 caracteristicas da urina. '

e)_02 contínuo e umidificado, de acordo com o grau de cianose.

f) Mudança de decúbito varias vezes ao dia, quando o coma se

prolonga.

_

,

Em

virtude dos achados expostos e com

fundamento nos conhecimentos de fisiopatologia do prodšso toxêmico

hipertensivo e da patogenia das causas de óbito materno, na eclang psia, os autores recomendam a substituição da hibernoterapía, onde

advogam a diminuição do obituário materno, relacionada a dois fatg

res: melhores de enfermagem maior incidência da operaçao cesária(22).

Gostaríamos de relembrar a frase do velho e inesquecivél Prof. Leipzig

o qual chamou ašeclâmpsia a “DOENÇA DAS TEORIAS", e a visita que o

Prof. Eastmanafez ã China onde ao acompanhar o serviço de uma mater-

nidade em Pequim, observou quatro pacientes acometidos de eclêmpsia, aos quais, aes=qüaiS por motivo de crença chinesa nenhuma terapêutica

foi adotada. Apresemtaram inumeras crises convulsivas, permaneceram

em coma por longo tempo, o feto estacionou no perineo e vulva por

muitas horas, até que finalmente deram a luz, e nenhuma delas foram

a óbito; entretanto, em outra maternidade, que punha em prática

todos os requintes da técnica e terapêutica ocidental, em 73 casos de

eclãmpsia, verificaran-se 13 decessos maternos_(l7,8%). Eastman,

I na vv , `

porem, nao abandonou a sua maneira de tratar tao insidioso mal, nen

aconselhou niilismo terapêutico, mas, concluiu que a eclãmpsia, como

muitos outros males, apresenta tendencia natural para cura, e a -

paciente sobreviverá se não for vítima de traumatismo e tratamento

4

exagerado (5,l2). _

`

- '_

(23)

TCC UFSC

TO

0055 Ex.l N-Cllflflh TCC UFSC TO 0055

Autor: Raupp, Ademir da S ,

Título: Evolução do tratamento da eclâmp

97

i

15773 Ac. 254200 28

Referências

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